Mostrando postagens com marcador México. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador México. Mostrar todas as postagens

25 fevereiro, 2023

Sr. Barriga

Édgar Ángel Vivar Villanueva (nascido em 28 de dezembro de 1944), ator mexicano. Começou sua carreira em 1964 como ator de teatro, viajando pelos Estados Unidos com algumas de suas peças.
Em 1970, Chespirito precisava de uma pessoa robusta para interpretar "Señor Barriga" ("Sr. Beliarge", em espanhol), bem como "Ñoño", em sua próxima produção para a Televisa, e Vivar foi contratado para o trabalho.
O Sr. Barriga é o rico dono da vila que, para economizar o salário de um cobrador, vai pessoalmente à vila para cobrar o aluguel dos inquilinos.
O peso do intérprete desses personagens causou-lhe em vários períodos sérios problemas com a saúde. Em 2008, Vivar foi submetido a uma cirurgia de redução do estômago, após a qual ele perdeu aproximadamente 75 quilos. Desde então, Vivar se tornou um defensor da vida saudável, especialmente para superar o desafio da obesidade.


Nos últimos anos, Vivar aposentou seus personagens do Chespirito, afirmando que por causa de sua perda de peso, eles não eram mais apropriados. Ele iria, no entanto, reprisar as vozes do Sr. Barriga e seu filho Nhonho para um episódio animado de Chaves, sendo o único do elenco da série original a fazê-lo.

22 novembro, 2022

Presidente de um país por menos de uma hora


🕐Pedro Lascuráin foi presidente do México por menos de uma hora. A constituição do país de 1857 ditava que a linha de sucessão à presidência passava pelo vice-presidente, pelo procurador-geral, pelo ministro das Relações Exteriores e pelo ministro do Interior. Em 19 de fevereiro de 1913, o general Victoriano Huerta derrubou o presidente Francisco Madero, assim como seu vice-presidente e procurador-geral. Para dar a seu golpe alguma aparência de legitimidade, ele fez o ministro das Relações Exteriores Lascuráin assumir a presidência, nomeá-lo ministro do Interior e depois renunciar. A presidência de Lascuráin é a mais curta da história mundial.
(https://www.futilitycloset.com/2022/03/01/short-timers/)

08 outubro, 2022

Dona Florinda

Florinda Meza García Gómez Bolaños é uma atriz, cantora, roteirista, diretora e produtora mexicana. Tornou-se mundialmente famosa por ter interpretado diversas personagens dos seriados de Chespirito, sendo Dona Florinda a mais conhecida.
Nascida e criada na cidade de Juchipila, México, teve uma infância difícil em que sofreu necessidades e humilhações. Isso desencadeou em Florinda uma personalidade forte e determinada a mudar sua situação de vida.
Na adolescência começou a descobrir seu grande gosto e talento para artes cênicas. A sua evidente capacidade histriônica, ou seja, uma personalidade muito dramática, viva, forte e intensa, começou a ser percebida em seu curso de teatro. Além de uma capacidade incrível para decorar textos e atuar, ela passou a estudar dança e canto, conseguindo com muita facilidade dançar, cantar e interpretar, tudo ao mesmo tempo.
É viúva de Roberto Gómez Bolaños (o intérprete de Chaves), com quem viveu de 1977 até a morte dele em 2014, embora ambos só tenham casado oficialmente em 2004, quando adotou o sobrenome Gómez Bolaños.
Antes de se casar com Bolaños, Florinda teve um romance com Carlos Villagrán, o Quico. Dizem que, por conta disso, os dois atores se mantiveram afastados por mais de vinte anos.
Roupas características: vestido simples de manga curta e decote redondo, marrom e de florzinhas azuis. Ela também usa um avental amarelo e meias velhas e coloridas.Os sapatos são brancos, rasteiros. Ah, e seus eternos bóbis...
Tema de Tara
É a música que toca toda vez que Dona Florinda e o Professor Girafales, personagem de Rubén Aguirre Fuentes, se encontram. Composta por Max Steiner em 1976 é o tema principal do filme "Gone With the Wind" (... E o Vento Levou).


(Por estar indisponível, o vídeo da Televisa SA foi substituído.)

- Professor Girafales!
- Dona Florinda!
- Que milagre o senhor por aqui.
- Venho lhe trazer este humilde presente.
- Oh, não gostaria de entrar e tomar uma xícara de café?
- Mas não será muito incômodo?
- Claro que não, entre!
- Depois da senhora...

Relacionados:
Chaves, Seu Madruga, Professor Girafales, A Chiquinha, Quico, A Bruxa do 71, Seu Barriga e Nhonho (a publicar)

04 agosto, 2022

A Bruxa do 71

Angelines Fernández, atriz espanhola naturalizada mexicana, conhecida por representar o papel de Dona Clotilde ("a Bruxa do 71"), no programa humorístico do Chaves.


Mas o que muitos não sabem: é que esta mulher participou da guerrilha que lutou contra o ditador espanhol Francisco Franco, depois que ele assumiu o poder após o fim da guerra civil espanhola.
Do passado como insurgente na Espanha ao exílio no México
Com o triunfo do golpe militar em 1939, iniciou-se na Espanha um regime repressivo que Franco conseguiu estender por quase 40 anos. Os anos iniciais do pós-guerra foram os mais difíceis. Por razões políticas e ideológicas, milhares de pessoas passaram a ser perseguidas pela ditadura franquista. Entre os insurgentes, estava Angelines Fernández.
Temendo a prisão, a tortura e a eliminação física, ela deixou a Espanha, emigrando para o México em 1947, quando tinha apenas 25 anos.
No país asteca, ela permaneceu pelo resto de sua vida, mesmo após a morte de Franco e a restauração da democracia em sua terra natal. E viria a se tornar uma atriz mundialmente conhecida. Depois de participar de várias produções, incluindo alguns filmes da Idade de Ouro do cinema mexicano, ao lado de Cantinflas e outros artistas renomados, Angelines decidiu se aposentar em 1991.
Três anos depois, a milhares de quilômetros de distância do país que a viu nascer, ela morreu de câncer pulmonar causado pelo tabagismo.

Relacionados:
Chaves, Seu Madruga, Professor Girafales, A Chiquinha, Quico, Seu Barriga e Nhonho (a publicar)

14 novembro, 2021

A Chiquinha, de "Chaves"

María Antonieta de las Nieves, a eterna Chiquinha do seriado Chaves, entrou para o Guinness Book de 2022. Aos 70 anos, a atriz mexicana foi incluída no livro dos recordes justamente por conta da personagem, que interpreta há quase cinco décadas.
No Instagram, a artista esclareceu que entrou para a publicação por ser a dona do recorde de atriz com a carreira profissional mais longa interpretando o mesmo personagem infantil. María Antonieta posou para a foto segurando o certificado e o livro de 2022, diante de uma estante repleta de bonecas da Chiquinha e outros personagens de Chaves.


María Antonieta começou a interpretar a filha de Seu Madruga em 1971, quando tinha 21 anos. No seriado, ela ainda viveu a avó de Chiquinha, Dona Neves.
Em 2002, Bolaños — que morreu em 2014 — processou María Antonieta, com o objetivo de proibir a atriz de continuar interpretando Chiquinha. Ela, porém, venceu a ação e conseguiu seguir dando vida à personagem em seus trabalhos.
Ao todo, foram exibidos 312 episódios de Chaves, mas 39 estão perdidos. A produção alcançou grande sucesso no Brasil, marcando a infância de diversas gerações.

Bordôes da Chiquinha
Os adultos são como as crianças, só que os adultos já estão usados.
Não tem um sábado que eu não tome banho. Porque eu tomo banho todos os sábados, precise ou não precise.
De agora em diante, nós, mulheres, não temos mais que pedir permissão aos homens para cometer as barbaridades que cometíamos quando não nos davam permissão.
Ai, Chaves, você só não é mais burro por falta de vitaminas.
Minhas tias não me deixavam fazer nada, eu queria brincar de fogueirinha com os móveis novos da minha tia, não. Eu queria fazer uma tenda de campanha no jardim, com a cortina da sala, não. Eu queria laçar a televisão com uma corda, não. Acredita que não me deixaram fazer um dominó com as teclas do piano? E com o trabalho que eu tive pra tirar as teclas do piano...
De longe, ela é feia; de perto, parece que está longe.
Pois é, pois é, pois é.
(Usava no final de uma história, normalmente mentirosa.)

Sr. Barriga e Nhonho (a publicar)
E a Bruxa do 71 (a publicar)

09 setembro, 2021

Luzes do terremoto

Um terremoto de magnitude 7,1 sacudiu a Cidade do México e regiões vizinhas, deixando pelo menos uma pessoa morta além de produzir danos materiais. O terremoto ocorreu à 1h47 GMT da quarta-feira, 8, e teve seu epicentro 11 km a sudeste de Acapulco, em Guerrero, a sudeste do México, segundo a Pesquisa Sismológica Nacional.
O tremor causou clarões no céu conhecidos como "luzes do terremoto", um fenômeno natural que ocorre devido à liberação de energia antes, durante e depois do terremoto. As luzes aparecem em áreas onde há estresse tectônico, atividade sísmica ou erupções vulcânicas, relataram especialistas consultados pelo jornal El País da Espanha.
Uma onda sísmica percorre o solo e o atrito das rochas pode causar correntes elétricas que chegam à superfície.
Víctor Manuel Cruz, sismólogo do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) explicou à mídia espanhola que "a interação do movimento do solo com a atmosfera é real. Há registros que mostram que um terremoto pode produzir distúrbios dinâmicos e sinais eletromagnéticos".
Esse fenômeno pode ser confundido com relâmpagos ou falhas no sistema elétrico local.

09 agosto, 2021

El Castillo

El Castillo é uma pirâmide de degraus mesoamericana que domina o centro do sítio arqueológico de Chichen Itza, no estado mexicano de Yucatán. Este é um vislumbre do impressionante show de luzes realizado na pirâmide. Opção VÍDEO

Patrimônio Mundial da Unesco. Pirâmide de degraus mesoamericana em Chichen Itza, México. Material: calcário. Tem 24 m de altura, mais 6 m adicionais para o templo no topo.
Construída pela civilização maia pré-colombiana, em algum período entre os séculos 8 e 12 d.C, a pirâmide serviu como templo para a divindade Kukulcán, a serpente emplumada maia intimamente relacionada a Quetzalcoatl, uma divindade conhecida pelos astecas e outras culturas mexicanas centrais do período pós-clássico.
Por volta dos equinócios de primavera e outono , o sol do final da tarde atinge o canto noroeste da pirâmide e lança uma série de sombras triangulares contra a balaustrada noroeste, criando a ilusão da serpente emplumada "rastejando" pela pirâmide.

Poderá também gostar de ver:
A Pirâmide de Cholula (também no México)
Comparação das pirâmides (antigas, recentes e até mesmo em construção)

01 março, 2021

Bandeira da Califórnia

Por que está escrito CALIFORNIA REPUBLIC na bandeira do Estado da Califórnia?
Um velho truque ianque. A Califórnia era uma das províncias do México. Os ianques chegaram lá, declararam a independência e aderiram aos Estados Unidos da América.
Datas
• 14 de Junho de 1846: Independência do México
• 9 de Julho de 1846: Adesão aos Estados Unidos da América
Ao final da guerra Mexicano-Americana (1846 - 1848), o México foi obrigado a ceder grandes regiões do norte do país para os Estados Unidos. As regiões conquistadas compreendem inteiramente os atuais estados de Califórnia, Nevada, Texas e Utah, inteiramente o Estado de Novo México (antes da Compra de Gadsden), e áreas dos Estados de Arizona, Colorado e Wyoming.

"Pobre do México, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos."

O conflito foi um dos grandes fatores que precipitaram a Guerra Civil dos Estados Unidos. A constituição mexicana não admitia escravidão. Portanto, os novos territórios incorporados aos Estados Unidos eram estados livres. Isso perturbou o frágil equilíbrio de poder existente no congresso entre os estados escravagistas e os livres, e foi um dos fatores determinantes que impulsionaram o sul dos EUA para a sua frustrada busca da independência.

Bandeira atual do Estado da Califórnia, EUA

I TOOK PANAMA
Assisti a essa peça de teatro em Bogotá, Colômbia, no ano de 1975. Tinha como enredo a intervenção militar de Roosevelt em apoio aos rebeldes panamenhos em sua revolta contra os senhores colombianos. Por haver ajudado o Panamá a tornar-se independente da Colômbia (3 de novembro de 1903), os EUA receberam concessões financeiras e jurídicas importantes em suas negociações para a construção, a manutenção e a exploração comercial do Canal.
http://blogdopg.blogspot.com/2014/03/o-beijo-dos-oceanos.html
http://blogdopg.blogspot.com/2019/02/roosevelt-e-o-canal-do-panama.html

07 agosto, 2019

Uma fuga legal da prisão

Pode parecer difícil, mas é possível realizar uma fuga de uma prisão estritamente dentro da lei. Aconteceu com o americano Joel Kaplan, em 1971, quando ele escapou de uma prisão no México, sem quebrar uma única norma legal.
A fuga de Kaplan foi cuidadosamente planejada para evitar que ele cometesse novos crimes.
Começou pelo momento escolhido. Ela ocorreu enquanto os guardas assistiam a um filme e, por isso, ele não teve que subornar ninguém ou usar de violência. O helicóptero que o pegou na prisão tinha sido adquirido por ele, para não ser acusado de desvio de finalidade de um veículo de transporte alugado.
Em seguida, Kaplan embarcou em um jato particular monomotor, que, como o helicóptero, ele também o havia comprado. No jato, com um plano de voo devidamente aprovado pela Federal Aviation Administration (FAA), ele voou para a Califórnia.
Após o desembarque, Kaplan se apresentou na alfândega com seu nome real, evitando assim a acusação de entrar ilegalmente nos Estados Unidos. E recebeu visto de entrada, pois as autoridades locais ainda não haviam sido comunicadas de sua evasão de uma prisão no México.
Depois disso, Kaplan passou a viver numa espécie de limbo, onde nem o FBI nem o governo mexicano pareciam muito interessados em encontrá -lo, pois ele nunca mais voltou para cumprir a pena.

Fonte: Gizmodo

FUGAS, um slideshow a respeito do tema.

12 julho, 2019

#ByeByeBeetle

🐞A montadora alemã Volkswagen encerrou oficialmente as produções do lendário Fusca, lançado em 1945. A última unidade foi produzida nesta semana na fábrica de Puebla, no México.
O automóvel foi desenvolvido na época da 2ª Guerra Mundial. Tem raízes militares, tendo sido criado na Alemanha de Hitler. Até o encerramento oficial, foram produzidas 21,5 milhões unidades em todo o mundo. Apenas no Brasil, foram 3 milhões.
No evento de despedida, a Volkswagen apresentou 1 cartaz com a frase: "é incrível como 1 carro tão pequeno deixa 1 vazio tão grande". A última unidade produzida ficará em exposição na fábrica. Trabalhadores se reuniram para dar o acabamento final. Nas camisetas dos funcionários, mensagens de agradecimento: "Gracias, Beetle".


Fonte: Poder 360

Aranha VW

Bônus:

14 fevereiro, 2019

Comendo o inimigo

Reid Venable Moran, que serviu como curador de Botânica de 1957 a 1982, morreu em 2010 aos 93 anos. Ele não era apenas um pesquisador proeminente e respeitado, mas também colocou o Museu de História Natural de San Diego na liderança em Florística da península da Baixa Califórnia (Baja California, México).
Moran era a autoridade mundial sobre as Crassulaceae, uma família de plantas suculentas e, em particular, o gênero Dudleya, objeto de sua tese de doutorado. Ele nomeou pelo menos 18 plantas novas para a ciência - algumas dessa família e outras não - e publicou muitos artigos elucidando as relações dentro das Crassulaceae. E, como uma marca do respeito que ele ganhou entre seus pares, mais de uma dúzia de plantas foram nomeadas para ele.
Sua longa e produtiva carreira continuou muito tempo depois de sua aposentadoria oficial. Sua "Flora of Guadalupe Island, Mexico", foi publicada em 1996, quando ele tinha 80 anos, e seu texto sobre as Crassulaceae para a "Flora of North America" foi apresentado alguns anos depois. Este apareceu no volume 8 da FNA, publicado apenas alguns meses antes de sua morte.
Aqueles que o conheceram e viajaram com ele durante a última metade do século passado lembram-se dele como um homem grande e vigoroso, igualmente disposto a subir ao pico mais alto ou a cantar para o grupo cansado ao redor da fogueira. De acordo com Dick Schwenkmeyer, que às vezes coordenava viagens a museus com Reid, ele "conhecia cada palavra de cada canção popular australiana e queria que todos cantassem juntos".
Ele era famoso como um explorador da Baixa Califórnia, onde seguia todos as trilhas de terra - que nos velhos tempos era tudo o que havia - em todos os cantos remotos e montanhas. Mulas serviam-lhe onde caminhões não podiam ir. Uma quase desastrada caminhada de três meses pelas montanhas da península central em 1964 resultou na morte de vários animais: um para um leão da montanha e dois para a sede. As pessoas felizmente sobreviveram.
A Ilha de Guadalupe, uma ilha oceânica vulcânica a 260 km a oeste da península da Baixa Califórnia, foi a paixão de Reid ao longo da vida e sua contribuição direta mais visível para a conservação. Sua primeira visita à ilha ocorreu em abril de 1948, pouco antes de seu retorno a Berkeley, para retomar sua carreira de pós-graduação interrompida pela guerra. Suas notas de coleta registram catorze visitas à ilha desde aquela data até 1981, o ano anterior à sua aposentadoria.
Ele documentou a quase completa destruição da vida vegetal naquela ilha devido à presença de cabras selvagens. Em suas conversas sobre a ilha, algo sempre lhe fazia dar risada: uma foto de seus companheiros assando um bode no espeto sobre a fogueira, com seu comentário irônico: "Nós encontramos o inimigo ... e o comemos". O declínio da vida vegetal na ilha foi, pelo menos em parte, responsável por convencer o governo mexicano a remover as cabras de lá. Este esforço resultou em um notável recuperação da vegetação, incluindo o reaparecimento em mais de um século dos ciprestes e pinheiros endêmicos.

Extraído de: Remembering Reid Moran: Legacy of a Botanist, San Diego Natural History Museum

23 maio, 2018

A Pedra do Sol

Em 1790, a maior relíquia asteca do México, uma pedra do calendário asteca foi descoberta na Cidade do México.
A Pedra do Sol, pesando 24 toneladas, que tem símbolos astronômicos esculpidos. Com base nos movimentos das estrelas, reflete o conhecimento dos astecas sobre astronomia e matemática. Usado para prever as estações e os eventos naturais, também regulava as atividades econômicas e sociais, bem como as cerimônias religiosas.
Os motivos esculpidos que cobrem a superfície desta pedra de basalto referem-se a componentes centrais da cosmogonia asteca.
Os espanhóis enterraram este monumento colossal durante a Conquista, onde está hoje a Catedral Metropolitana, na praça principal da Cidade do México. Perdeu-se por 250 anos até 1790, quando foi redescoberto acidentalmente durante trabalhos de reparação na Catedral. Montada em uma parede exterior da Catedral, a pedra foi ali mantida até 1885.
Encontra-se atualmente no Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México.

Sem cosmogonia
A Pedra do Chapéu do Sol

04 agosto, 2017

Seca e inundação

Não há muitas coisas boas a dizer sobre a vida das pessoas durante uma seca. Mas, por vezes, as secas revelam coisas anteriormente perdidas para as águas de uma inundação.
O povo de Chiapas, no México, ficou encantado quando uma antiga igreja de 400 anos foi dada de volta à comunidade pela redução no nível de água da represa de Nezahualcoyotl. Essa igreja, conhecida como o Templo de Santiago, ficara submersa desde a formação da represa pela construção de uma barragem em 1966,
Apesar de sua história com períodos escuros, o Templo de Santiago é visto pelo povo da região como um importante marco histórico, e eles estão satisfeitos em ter o seu marco de volta. Pelo menos, até que o nível de água do reservatório torne a subir.


Neatorama

05 março, 2017

Três canções abrasileiradas

por Paulo Gurgel Carlos da Silva
Ó Minas Gerais
O feito de Alberto Santos Dumont, contornando a Torre Eiffel em seu balão n° 6, no dia 19/10/1901, segundo Everaldo José, inspirou diversas composições, entre as quais a marcha "A Conquista do Ar", sucesso de 1902. Uma criação de Eduardo das Neves, a canção glorifica o inventor da aviação em versos desbragadamente ufanistas, que o público da época adorou ("A Europa curvou-se ante o Brasil / e clamou parabéns em meigo tom / brilhou lá no céu mais uma estrela / apareceu Santos Dumont").
Palhaço de circo, poeta, compositor e principalmente cantor, Eduardo das Neves foi o nosso artista negro mais popular no início do século. Pai do também compositor Cândido das Neves, deixou modinhas, lundus, cançonetas, sendo de sua autoria os versos em homenagem ao encouraçado Minas Gerais, feitos sobre a melodia da valsa "Vieni sul Mar", do folclore veneziano.
Aliás, ainda sobre a mesma melodia, o radialista Paulo Roberto escreveria, em 1945, nova letra exaltando o estado mineiro ("Lindos campos batidos de sol / ondulando num verde sem fim..."), mantendo o refrão popular ("Ó Minas Gerais / ó Minas Gerais / quem te conhece não esquece jamais...").
http://cifrantiga3.blogspot.com.br/2006/03/conquista-do-ar-santos-dumont.html, Nota "A conquista do ar (Santos Dumont)", postada no Cifrantiga por Everaldo José dos Santos
https://www.youtube.com/watch?v=er2ZS2qRA9I. Vídeo c/ Luciano Pavarotti
https://youtu.be/BT_5h8XrLJ4. Vídeo c/ Renato Teixeira
https://www.letras.mus.br/hinos-de-estados/126612/. Hino de Minas Gerais

Zé Pereira
Em 1846, há um acontecimento que revoluciona o carnaval carioca: o aparecimento do "Zé Pereira" (tocador de bumbo). Para alguns estudiosos, esse era o nome ou apelido dado ao cidadão português José Nogueira de Azevedo Paredes, supostamente o introdutor no Brasil do hábito português de animar a folia carnavalesca ao som de bumbos, zabumbas e tambores, anarquicamente tocados pelas ruas.
A tradição se espalha rapidamente e o sucesso do "Zé Pereira" foi tão grande que, anos mais tarde (1869), uma companhia teatral resolve representá-lo numa paródia da peça teatral francesa "Les pompiers de Nanterre" (Os bombeiros de Nanterre), intitulada "Zé Pereira Carnavalesco", de Larone e Martinaux. O comediante Francisco Correia Vasques incumbe-se em fazer a adaptação da canção de Antonin Louis e Philibert Burani (também intitulada "Les pompiers de Nanterre") e cantá-la na peça. A quadrinha torna-se famosa, sendo cantada até hoje:
E viva o Zé Pereira.
Pois a ninguém faz mal
E viva a bebedeira
Nos dias de Carnaval.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9_Pereira. "Zé Pereira", verbete da Wikipédia
http://jornalggn.com.br/blog/lucianohortencio/o-ze-pereira-e-a-quadrilha-francesa-les-pompiers-de-nanterre. Nota "O Zé Pereira e a quadrilha francesa Les Pompiers de Nanterre" de Jairo Severiano, François Germain e Luciano Hortencio, postada por Luciano Hortencio no Jornal GGN
https://youtu.be/mXxJKOtwHEU. Vídeo de "Les pompiers de Nanterre"  c/ Léo Peracchi e Orquestra (inserido na postagem)
https://youtu.be/P7oqdp87hk4. Lot 525: Vídeo Rare "Tir des Pompiers de Nanterre" Musical Paper Automaton, c. 1900 (acesso em 05/09/2018: indisponível)
http://v.qiye10000.com/v/XMTU8ND38MDq1OA.html. Vídeo "Lot 604 Rare Tir des Pompiers de Nanterre" Musical Paper Auto (em substituição ao anterior)



Quem parte leva saudades
Em 1941, Emilinha Borba lançou o samba "Quem parte leva saudades", de Francisco Scarambone (pianista, compositor e médico).
Ai, ai, ai, ai, está chegando a hora.
O dia já vem raiando meu bem
e eu tenho que ir embora.
É a versão brasileira para "Cielito Lindo", popular canção ranchera escrita em 1882 por Quirino Mendoza y Cortés (1859–1957). Diversos artistas já gravaram esta canção mexicana, como Trío Los Panchos, Pedro Infante, Vicente Fernández, Ana Gabriel e até mesmo cantores de outros países como Luciano Pavarotti.
Ay, ay, ay, ay, canta y no llores,
Porque cantando se alegran,
Cielito Lindo, los corazones.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cielito_Lindo. "Cielito Lindo", verbete da Wikipédia
https://www.youtube.com/watch?v=QVQGxFDINng. Vídeo c/ Trío Los Panchos
https://www.youtube.com/watch?v=OCawsDA-fuM. Vídeo-biografia de Emilinha Borba

21 setembro, 2016

A maior pirâmide do mundo

Você sabe onde se encontra a maior pirâmide do mundo?
A maioria vai responder que é a Grande Pirâmide de Gizé no Egito, mas isso não é verdade. Esse título vai para a Grande Pirâmide de Cholula.
A Pirâmide de Cholula (foto), no México, é um antigo templo asteca na cidade de Puebla, que tem uma base cerca de quatro vezes maior do que a de Gizé e um volume quase duas vezes maior.
Essa gigantesca estrutura esteve por muito tempo ignorada, por estar oculta sob uma vegetação que fazia com que ela fosse confundida com uma montanha natural.
A história relata que, quando o explorador espanhol Hernán Cortez chegou a Cholula, a pirâmide já estava inteiramente coberta pela vegetação, e ele, considerando estar diante de uma montanha, involuntariamente mandou construir uma igreja bem no topo.
De acordo com a BBC, a Pirâmide de Cholula não é só a maior pirâmide do mundo. Mas é também o maior monumento já construído na Terra.
Conhecida como Tlachihualtepetl, que significa "montanha feita pelo homem", acredita-se que esta pirâmide tenha sido construída por volta de 300 a.C..
A Grande Pirâmide de Cholula foi descoberta em 1910, quando trabalhadores estavam construindo um asilo de loucos nas proximidades. Os arqueólogos fazem esforços para escavar totalmente a pirâmide. Mais de oito quilômetros de túneis já foram cavados no interior da estrutura.
(matéria enviada por Jaime Nogueira)


28 março, 2016

Até os ossos

"Hasta los huesos" ("Até os ossos") é um curta-metragem de animação mexicano, premiadíssimo. Escrito e dirigido por René Castillo, o filme é claramente inspirado na tradição mexicana do Dia dos Mortos.



Sinopse
"Hasta los huesos" começa com o enterro de um homem recentemente falecido. Os agentes funerários carregam seu caixão, enquanto sua viúva chora desesperadamente. Depois que o caixão foi enterrado, o homem de repente acorda, apesar de que ele não está realmente vivo. Então, uma passagem para um mundo subterrâneo se abre sob o caixão, e ele cai em um lugar muito estranho. Quando ele se levanta, ele percebe que está em algum tipo de bar boêmio, onde todo mundo é esqueleto, e parece que uma festa acaba de começar. Confuso, o homem entra no bar, incomodado por um "verme" que a todo tempo insiste em mordê-lo. Nisso, uma bebida é servida para ele, e uma mulher começa a cantar, Morta, ela está ali para fazê-lo compreender que estar morto não é tão ruim (aceita que dói menos). O grifo é meu.

Castillo usa um leve tom de comédia para lidar com esse assunto melancólico e consegue criar uma fábula agridoce, que culmina com a apresentação da tradicional "La Llorona" pela banda de rock mexicana "Café Tacuba". Em seus 12 minutos de duração, a trama se desenrola sem diálogos (exceto a letra da canção),

Slideshow PAPEL PICADO

28 novembro, 2014

"E agora quem poderá nos defender?"

O humorista Roberto Gómez Bolaños, criador dos personagens Chaves e Chapolin Colorado, entre outros, morreu ontem (28) em Cancún, aos 85 anos. Também conhecido como "Chespirito", era um dos escritores comediantes mais respeitados do mundo.
"Chespirito" é a forma diminutiva e castelhanizada do vocábulo inglês Shakespeare (Chekspir). Tal apelido foi dado a Bolaños pelo diretor de cinema Agustín P. Delgado, que o considerava um pequeno William Shakespeare, capaz de escrever histórias tão prolíficas e versáteis quanto o autor inglês.
Em 1968, começaram as transmissões independentes da televisão no México, e Chespirito foi chamado como escritor para a realização de um programa com duração de meia hora. E, assim, nasceu "Los Supergenios de la Mesa Cuadrada".
Em 1970, o programa teve sua duração aumentada. Nessa época, surge o Chapolin Colorado, um herói trapalhão. Um ano depois, foi criado o personagem que se tornaria o maior sucesso de Bolaños, o Chaves. Ambos os personagens funcionaram tão bem que as sketches se tornaram séries independentes de 30 minutos de duração em 1973, após o fim do "Programa Chespirito".
Relembrem algumas das frases mais marcantes destas duas criações de Bolaños:
Chaves
"Foi sem querer, querendo."
"Ninguém tem paciência comigo."
"Isso, isso, isso."
"Ai, que burro! Dá zero pra ele."
"Prefiro morrer do que perder a vida."
"A que parece de limão, é de groselha e tem gosto de tamarindo. A que parece de groselha, é de tamarindo com sabor de limão. E a que parece de tamarindo, é de limão com sabor de groselha."
"Seu Madruga, o senhor não vai morrer. Vão matar o senhor!"
Chapolin Colorado
"Não contavam com a minha astúcia!"
"Sigam-me os bons."
"Se aproveitam de minha nobreza."
"Suspeitei desde o princípio."
"Todos os meus movimentos são friamente calculados."


03/12/2014 – Correspondência
Chaves e as histórias criadas pro Roberto Bolaños são mais profundas do que imaginamos e geniais em sua simplicidade. O Filipe Larêdo esmiúça esse tema no artigo abaixo:
http://papodehomem.com.br/chaves-el-chavo-del-ocho-nao-e-superficial/
Fernando Gurgel

24 agosto, 2014

A fronteira México-Estados Unidos

A fronteira entre o México e os Estados Unidos da América apresenta uma extensão total de 3.141 km. Atravessa uma grande variedade de terrenos, desde áreas urbanas populosas, rios e até desertos inóspitos.
Ela é a fronteira internacional mais frequentemente cruzada do mundo, com milhões de pessoas atravessando-a ilegalmente a cada ano.
Situados ao longo da fronteira, do lado mexicano estão os seguintes estados: Baja California, Sonora, Chihuahua, Coahuila, Nuevo León e Tamaulipas. E, do lado estadunidense, encontram-se os seguintes estados: Califórnia, Arizona, Novo México e Texas.
Mas...
É mais fácil memorizar a fronteira assim do jeito como está na figura ao lado.

Bônus
"Al Sur de la Frontera" (South of the Border) - O trompetista Billy Butterfield e a célebre orquestra de Ray Conniff interpretam esta canção, escrita em 1939, para a película do mesmo nome com o caubói Gene Autry. A canção é conhecida também como "En la frontera de México". Gravação de 1959.


09 junho, 2014

As tiradas filosóficas do Seu Madruga

Seu Madruga por Fabrício Pontes
“Não há nada mais trabalhoso do que viver sem trabalhar.”
“A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.”
“Não existe trabalho ruim. O ruim é ter que trabalhar.”
“Sou um cidadão consciente, não fanático!”
“Devemos perdoar os alugueis atrasados.”
“Minha dívida com o senhor é algo que eu levarei até o resto da minha vida.”
“Não se diz 'estáuta', se diz monumento.”
“Quando a fome aperta, a vergonha afrouxa.”
“Você não sabe o que é sentido figurado? Na escola não lhe dão aulas de geometria?”
“Para aprendermos outro idioma temos que estudar anatomia, já que a língua faz parte do corpo humano.”
“Tá me chamando de troglodita? Ah, bom... Pensei que tivesse dito poliglota.”
"Posso não ter um centavo no bolso mas tenho um sorriso no rosto e isso vale todo o dinheiro do mundo."
“Você sabe quanto custa trazer um artista do estrangeiro? Ainda mais sendo de outro país?”
“Se eu soubesse que tinha mandado um idiota fazer isso, tinha ido eu mesmo.”
“Minha senhora, se acha que pode me comprar com alguns presentinhos, eu vou lhe dizer uma coisa... eu aceito!”
“Eu sabia que você era idiota, mas não ao nível executivo!”
“Somente um idiota responde uma pergunta com outra pergunta.”
“Não estou triste porque não arranjei emprego. Estou triste porque consegui arranjar.”
“Às vezes temos que sacrificar algumas coisas para conseguir outras.”
“Ganha aquele que não perde.”
Seu Madruga é o personagem do ator mexicano Ramón Gómez Valdez Castillo no seriado "Chaves", um dos programas de maior sucesso na América Latina. Várias gerações no Brasil já assistiram ao "Chaves", graças aos episódios que são repetidos continuamente pelo SBT, desde a década de 1980. E o Seu Madruga se destacou não só por deixar de pagar o aluguel para o Senhor Barriga e por tomar tapas da Dona Florinda, mas porque é também um notável filósofo. Alguns de seus ensinamentos são riquíssimos para a educação infantil e adulta, como afirma Mario Lúcio, em Seu Madruga, o Filósofo (de onde essas tiradas filosóficas foram extraídas).

Ver também: Os bordões do Patropi

20/10/2017 - Meme
"Deus ajuda quem cedo MADRUGA."

02 junho, 2013

Peña de Bernal

Agora é oficial: a Peña de Bernal é a pedra mais alta do mundo.
Localizada no estado mexicano de Querétaro, após a recente medição por que passou a pedra acaba de assumir este sólido status.
Quais são, segundo a revista Geosfera, os monólitos mais altos do mundo:
1º. Peña de Bernal (433 metros)
2º. Rochedo de Gibraltar (426 metros)
3º. Pão de Açúcar (396 metros)
Peña de Bernal, site Kuriositas

Vamos ver se este ranking é definitivo. Com 8,7 milhões de anos, e sendo por esta idade considerada uma pedra muito jovem, a Peña de Bernal ainda tem muita erosão pela frente. (PG)