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29 dezembro, 2025

Possibilidade de tsunami na costa do Ceará

Nós, brasileiros, aprendemos que fenômenos naturais como terremotos e vulcões não são motivo de preocupação. Mas esta semana trouxe uma notícia diferente. A atividade de um vulcão próximo à África teria capacidade de provocar efeitos na costa brasileira. O vulcão Cumbre Vieja, em La Palma - ilha que compõe o conjunto das Ilhas Canárias espanholas - têm o potencial de provocar um tsunami na costa brasileira.
O vulcão vinha aumentando sua atividade sísmica ao longo dos últimos dias e entrou em erupção no domingo (19/09/21). Fontes de lava e nuvens de fumaça foram registradas no local. Entretanto, para as atividades vulcânicas do Cumbre Vieja causarem impacto na costa brasileira seria necessário um grande colapso do vulcão. Se isso ocorresse, um tsunami poderia atingir toda a costa brasileira, de norte a sul, bem como de outros países banhados pelo Oceano Atlântico. Essa possibilidade, no entanto, é considerada remota por especialistas.
Caso o desmoronamento do vulcão ocorra, a costa do Ceará, que inclui Aquiraz, vai sofrer efeitos severos, porque o alinhamento geral da costa do Ceará é perpendicular à direção de propagação do tsunami (figura). O centro da cidade de Aquiraz fica a 14 metros de altitude. Se o tsunami for do porte daquele que ocorreu no Japão em 2011 (o tsunami de Sendai, que atingiu a Central Nuclear de Fukushima), "a cidade será destruída, e do famoso Beach Park não vai sobrar nada" (Mitsuru Arai, in "Quora").

17 abril, 2025

"Cabelos de bruxa"

São fios de vidro basáltico formados durante as erupções vulcânicas. E, leves como são, podem ser espalhados pelo vento a locais distantes de uma fonte de lava.
Em inglês, é também chamado de "cabelo de Pele", em homenagem à deusa havaiana dos vulcões.
Apesar de sua aparência interessante, esses "cabelos" podem ser tóxicos para pessoas e animais, caso se quebrem ou se misturem à água potável. E, como são frágeis e afiados, fragmentos deles podem penetrar na pele causando irritações/inflamações.

Não toque 
Não manuseie esses fios sem luvas.
Não é aconselhável limpá-los de uma superfície com uma escova, pois isso acentuará os arranhões que eles causam. Recomenda-se soprá-los com um soprador de folhas ou enxaguá-los com uma mangueira de jardim.
Com o tempo, eles se decomporão nos menores componentes possíveis, ou seja, em areia.

https://www.icelandreview.com/news/how-to-deal-with-witchs-hair/
https://www.bbc.com/portuguese/geral-44574370
https://sharonahill.com/wrath-of-pele/

09 janeiro, 2025

Emissões vulcânicas de CO₂




É uma insensatez que os negacionistas do clima subestimem a influência dos seres humanos nas alterações climáticas, preferindo atribuí-las às erupções dos vulcões.
A erupção em 15 de maio de 1980 do Monte Santa Helena (foto), um vulcão localizado no Estado de Washington, EUA, liberou ~10 Mt de CO₂ na atmosfera terrestre.
Atualmente, as atividades humanas liberam essa quantidade de CO₂ em aproximadamente 2 horas.
E o CO₂ emitido por todos os vulcões do mundo é inferior a 1% das emissões produzidas pelos seres humanos.

08 junho, 2023

Índice de Explosividade Vulcânica

As erupções vulcânicas são classificadas em uma escala, o Índice de Explosividade Vulcânica (Volcanic Explosivity Index, em inglês), que serve para para fazer comparações.
Esse índice vai de IEV 0 (erupções não explosivas com emissão inferior a 1000 m3 de piroclastos) a IEV 8 (erupção megacolossal com emissão superior a 1000 km3 de piroclastos).
Ninguém que hoje esteja vivo testemunhou uma erupção igual ou superior a IEV 6. Esta, por exemplo, foi a erupção do Krakatoa, na Indonésia, que ocorreu em 1883.
Litografia mostrando a erupçao do vulcão Krakatoa. Autor desconhecido ⇨
Para ver uma com IEV 8 você teria que voltar no tempo milhares de anos. Foi a erupção do supervulcão de  Yellowstone, nos EUA, há 640 000 anos.
Não adianta se estressar com vulcões e supervulcões. Um sábio sábio disse que não convém se preocupar com as coisas com as quais você não pode fazer nada.

Além disso, Volcanic Explosivity Index seria um ótimo nome para uma banda de rock.

29 dezembro, 2022

O som mais alto do mundo

O som mais alto que pode existir é 194 decibéis porque, a partir deste limite, as ondas de pressão que compõem o som começariam a ser destruídas. Aliás, esse limite já não importa para os seres humanos: a partir de 150 dB o seu ouvido interno quebraria e, em torno de 185 dB, você morreria de dano cerebral devido à pressão.
A explosão da erupção do Krakatoa foi medida a cerca de 160 quilômetros de distância como 174 dB, matando cerca de 36.000 pessoas e causando grandes danos a muitos milhares de quilômetros de distância, além de tsunamis.

18 janeiro, 2022

Recorde de raios num vulcão submarino em erupção

Vulcões podem criar seus próprios raios. Como se veem nestas fotografias: 1) do vulcão Calbuco (data: 24 de abril de 2015) e 2) do vulcão Anak Krakatoa (data: 23 de dezembro de 2018).
TONGA, 16/01/2022 — A erupção de um vulcão submarino em Tonga, no Pacífico Sul, provocou mais de 200 mil descargas elétricas em um intervalo de uma hora — sendo 63 mil raios em 15 minutos —, conforme foram registrados por sensores de raios. A magnitude da erupção, considerada uma das mais intensas do mundo em décadas, foi o que causou os raios, (*) alem de ondas a milhares de quilômetros de distância e variação de pressão atmosférica em todo o mundo, sendo percebida, inclusive, no Brasil.
Gráfico de raios da erupção vulcânica:
Especialistas analisaram que é a primeira vez que um número tão grande de descargas elétricas é registrado em tão pouco tempo. Em outras erupções de grande impacto nas últimas décadas, como do Pinatubo, El Chichón e Monte Santa Helena, não havia tecnologia que registrasse os raios através de sensores.
(*) Tudo o que é preciso é calor, ionização, uma diversidade de moléculas e transporte do material vulcânico, e quando cargas suficientes se separam na distância certa, ocorrem as descargas elétricas.

18 dezembro, 2021

Karina Oliani, médica e aventureira ao extremo

Opção VÍDEO

8 de março de 2021 (New York, NY): O Guinness World Records (GWR) celebra o Dia Internacional da Mulher ao revelar a conquista do título oficial da mais longa travessia em tirolesa sobre um lago de lava (100,58 m) por Karina Oliani, em Erta Ale, Afar, Etiópia.
Para homenagear Oliani (foto), o Guinness World Records a surpreendeu em São Paulo, com um certificado oficial dias antes do Dia Internacional da Mulher. A atleta aventureira, apresentadora, e médica especialista em medicina de emergência e resgate em áreas remotas, atravessou o vulcão Erta Ale, um dos raros vulcões do mundo que possui um lago de lava.
As paixões de Oliani sempre a levaram a explorar aventuras pelo mundo, fazendo inúmeras expedições no mar, nas montanhas, na selva e no deserto, incluindo duas escaladas do Everest (pela face sul em 2013, face norte em 2017), e uma subida do K2 em 2019. Em 2020, Oliani produziu e apresentou uma série do Canal Discovery chamada "Protetores da Floresta", com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a preservação ambiental, principalmente da Floresta Amazônica.
É por meio dessas aventuras, que ela se conecta com o meio ambiente para realmente entender e sentir o poder da natureza.

Para ler mais sobre esta e outras histórias, visite
http://www.guinnessworldrecords.com.br/news

11 dezembro, 2020

⚡Raio e vulcão (2)

Vulcões podem criar seus próprios raios (como se vê nesta fotografia do vulcão Calbuco, tirada em 24 de abril de 2015).
A colisão no ar de rochas fragmentadas, cinzas vulcânicas e água pode criar uma carga estática.
O raio não desce das nuvens, mas tem origem na própria coluna de erupção, quando esta descarrega a energia estática através de um processo chamado separação de carga.

Foto: Francisco Negroni

O vulcão Calbuco está localizado na região dos lagos, ao sul de Santiago, no Chile. Após mais de 40 anos de inatividade, em abril de 2015 o vulcão entrou em erupção lançando mais de 200 milhões de toneladas de cinzas e causando a evacuação de cerca de 2.000 pessoas.

Raio e vulcão (1)

25 dezembro, 2018

⚡Raio e vulcão


Vulcões podem criar seus próprios raios (como se vê nesta fotografia do Anak Krakatoa, tirada em 23 de dezembro de 2018).
O vulcão em si está obscurecido pela coluna de erupção.
A colisão no ar de rochas fragmentadas, cinzas vulcânicas e água pode criar uma carga estática.
O raio não desce das nuvens, mas tem origem na própria coluna de erupção, quando esta descarrega a energia estática através de um processo chamado separação de carga.
— Jess Phoenix, vulcanólogo norte-americano co-fundador da organização Blueprint Earth, e membro da Royal Geographical Society.

O Anak Krakatoa, na Indonésia, é considerado um dos vulcões mais perigosos do mundo. No último sábado, um deslizamento de terra submarino causado por sua erupção provocou um tsunami que deixou centenas de mortos. Segundo pesquisadores, o potencial catastrófico dele é ainda maior, já que vem crescendo de tamanho a cada nova erupção. Anak Krakatoa significa "filho de Krakatoa" – ele ganhou esse nome pois sua formação aconteceu após uma erupção de outro vulcão, o Krakatoa.

Raio e arco-íris

18 agosto, 2018

Krakatoa




"Krakatoa, o Inferno de Java" é o título no Brasil de um filme sobre a erupção vulcânica de 1883 que causou o som mais alto já ouvido na Terra.
No entanto, o título original do filme em inglês é "Krakatoa, East of Java" (na tradução literal: Krakatoa, Leste de Java). O problema é que a ilha onde fica o vulcão está localizada na costa oeste de Java.
Ninguém se deu ao trabalho de verificar a localização da ilha antes de gravar todo o filme?

Da Indonésia para a Noruega, com um grito

01 abril, 2018

O homem que acordou um vulcão

Em 1º de abril de 1974, um homem levou centenas de pneus para o Edgecumbe, um vulcão adormecido no Alasca, e ateou fogo neles, com a finalidade de enganar a população local e a guarda costeira, fazendo-as pensar que o vulcão estava entrando em atividade.

Foto do Edgecumbe, em 1º de abril de 1974.
Observe-se a fumaça da fogueira produzida no vulcão.
A notícia deu a volta ao mundo e sempre figura nas listas das grandes mentiras do 1º de abril. Porky Oliver Bickar, o autor da façanha, faleceu em 2003, dirigindo a mesma serralheria de sempre em sua cidade, na base do vulcão que lhe deu seus 15 minutos de fama.

Ler a notícia na íntegra em Metamorfose Digital.

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Aqui é uma notícia enviada por Jaime Nogueira sobre a recente sismicidade no Parque Nacional de Yellowstone, em Wyoming, EUA. Pequenos terremotos que vem acontecendo na região podem fazer acordar um supervulcão que existe no Parque, de modo a cobrir uma grande parte dos Estados Unidos com lava e cinzas. As consequências poderiam ser terríveis.
Earthquakes Rock Yellowstone Supervolcano: Is Eruption Imminent?

27 agosto, 2017

Da Indonésia para a Noruega, com um grito

Quando o vulcão entrou em erupção os céus da noite no mundo brilharam durante meses com cores estranhas
Litografia de 1888, mostrando a erupção
do vulcãoKrakatoa. Autor desconhecido
A pequena ilha vulcânica de Krakatoa, na Indonésia, tinha encenado uma erupção espetacular no final de agosto de 1883, alijando bilhões de toneladas de cinzas e detritos das profundezas da Terra para a atmosfera superior. Cerca de 40.000 pessoas foram mortas por uma série de ondas gigantescas impulsionadas pela força da explosão: o porto Javan de Anjer tinha sido quase completamente destruído, juntamente com mais de uma centena de cidades e aldeias costeiras.
Em Oslo, o pôr do sol ajudou a inspirar uma das pinturas mais conhecidas do mundo. Numa noite em que o sol descia através da neblina e Edvard Munch estava andando com alguns amigos:
"Era como se uma espada flamejante de sangue tivesse cortado o cofre do céu", lembrou ele. "A atmosfera se transformou em sangue - em línguas gritantes de fogo - as colinas, em um azul profundo - o fiorde sombreado em azul frio - entre as cores amarelo e vermelho - aquele berrante vermelho-sangue - na estrada - e os trilhos - os rostos dos meus companheiros tornaram-se amarelo-branco... Eu senti algo como um grande grito - e verdadeiramente ouvi um grande grito."
Sua pintura. "O grito" (1893), [1] [2] [3] da qual ele fez várias versões, é uma obra-prima expressionista duradoura, uma visão da desolação humana contorcendo-se embaixo de um céu apocalíptico, como "um grande grito interminável que penetra através da natureza."
Quando isso aconteceu, a erupção final do Krakatoa, em 27 de agosto de 1883, fora o som mais alto já registrado, viajando quase 5.000 quilômetros, e ouvido em quase um décimo da superfície da Terra: um grande grito, de fato.

http://publicdomainreview.org/2012/05/28/the-krakatoa-sunsets/

21 março, 2017

O pão de vulcão

Na Islândia, você pode comer o pão de centeio à moda antiga, que é o pão assado no chão a uma temperatura de 100 ºC.
Ficou interessado?
A receita é 4 xícaras de farinha de centeio, 2 xícaras de trigo, 2 xícaras de açúcar, 4 colheres de chá de fermento em pó, um litro de leite e... um vulcão por perto!
Tempo de cozimento: 24 horas.
(http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=39556)
Não confundir com este pão.
Vídeo (volcano bread)

19 fevereiro, 2017

A Calçada do Gigante

É a designação dada a um conjunto de aproximadamente 40 000 colunas de basalto, encaixadas como se formassem uma enorme calçada de pedras gigantescas, formadas pela disjunção de uma grande massa de lava basáltica,proveniente de uma erupção vulcânica, ocorrida há cerca de 60 milhões de anos.
Os topos das colunas parecem com um piso de pedras, estendendo-se do sopé das falésias até o mar, onde desaparecem. Embora a maioria das colunas seja hexagonal, algumas têm 4, 5, 7 ou 8 lados. As colunas mais altas medem cerca de 12 metros de altura.
A formação está localizada na costa da Irlanda do Norte, acerca de 3 quilômetros ao norte da vila de Bushmills, no condado de Antrim. Foi declarada como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO, em 1986, sob o nome de "Calçada do Gigante e sua Costa", e como Reserva Natural, em 1987.


A Lenda
Segundo uma lenda irlandesa um gigante chamado Finn MacCool queria enfrentar numa luta um gigante escocês chamado Benandonner, mas havia um problema: não existia uma embarcação com tamanho suficiente para atravessar o mar e levar um ao encontro do outro. A lenda diz que MacCool resolveu o problema construindo uma calçada que ligava os dois lados, usando enormes colunas de pedra. O gigante escocês aceitou o desafio e viajou pela calçada ate à Irlanda. Ele era mais forte e maior do que MacCool. Percebendo isso, a esposa de Finn MacCool, de forma muito perspicaz decidiu vestir seu marido gigante como um bebé. Quando Benandonner chegou à casa dos dois e viu o bebé, pensou: "Se o bebê é deste tamanho, imagine-se o pai!”, e fugiu correndo de volta para a Escócia. Para ter certeza de que não seria perseguido por Finn MacCool, ele destruiu a estrada enquanto corria, restando apenas as pedras que agora formam a Calçada do Gigante.



Ver também:
Formações rochosas

28 janeiro, 2017

O Diamante Fuji

Nesta época do ano os japoneses podem apreciar um fenômeno chamado Diamante Fuji. É quando o Sol nasce atrás da boca do Monte Fuji, a montanha mais famosa do país.



O Monte Fuji é a montanha mais alta do Japão, com 3776 metros. O vulcão de simetria quase perfeita, cercado por vales e lagos, pode ser visto de várias regiões e há séculos é inspiração para artistas, que o retratam de todos os ângulos. O vulcão é ativo, e sua última erupção foi em 1708. A cada estação do ano, ele está diferente: com ou sem neve no topo, servindo de pano de fundo para as cerejeiras, as cores do outono ou a paisagem branca do inverno. Taiga Corrêa, Miscelânea

Um fato curioso é que o Monte Fuji possui um "sósia" na Austrália, o monte Taranaki. Dependendo do ângulo em que este é observado, fica evidente a semelhança com aquele. Para se ter uma idéia: o Taranaki é tão parecido que fez parte do cenário do filme "O ultimo samurai", representando o Monte Fuji. The Otaku Exception

19 janeiro, 2017

No coração da fornalha

Belíssimas imagens. Mas é bem mais fácil ser geólogo em Carajás.
Jaime Nogueira



N. do E.
Vídeo com cenas da erupção vulcânica em 11 de setembro de 2016 do Piton de la Fournaise, situado na ilha Reunião (La Réunion), um dos hotpoints da crosta terrestre. A Reunião é um território ultramarino da França no Oceano Índico, a leste de Madagascar.

13 abril, 2016

A dorsal oceânica

Do leitor Jaime Nogueira:
Com prazer lhe repasso este intrigante artigo que me foi enviado por meu colega e vizinho, o geólogo Breno Augusto dos Santos, por acaso o descobridor de Carajás no longínquo ano de 1967.

"Vulcão" de 65 mil km pode ajudar a entender como a Terra funciona
por William J. Broad, The New York Times
Imagine um vulcão. Agora imagine que sua principal cratera seja uma linha longa sobre a terra. Agora, imagine que essa linha é tão longa que ela se estende por mais de 65 mil quilômetros nos recônditos obscuros de todos os oceanos do planeta, como as costuras de uma bola de futebol.
Seja bem-vindo a uma das características mais obscuras e importantes da Terra, conhecida pelo nome prosaico de "dorsal oceânica". Ainda que seja longa o bastante para dar seis voltas em torno da Lua, a dorsal recebe pouca atenção, já que fica escondida nas profundezas escuras da Terra. Os oceanógrafos perceberam sua natureza vulcânica em 1973. Desde então, expedições caríssimas começaram lentamente a explorar esse mundo subaquático, que geralmente fica a mais de 1,5 quilômetro abaixo da superfície do mar.
Os resultados podem fazer as visões de Júlio Verne parecerem comedidas.
Ler Mais.

Bônus
Eldorado existe, o descobridor também: Breno, o geólogo. In: Geração Editorial
Vídeo História da Criação da Docegeo

05 fevereiro, 2014

Explosão vulcânica e raios

O fotógrafo Martin Rietze viajou recentemente para o Japão, onde ele teve a oportunidade de fotografar o vulcão Sakurajima, no sul de Kyushu, quando o vulcão vomitava fumaça, fogo e lavas. Como se isso não fosse suficiente, o Sakurajima serviu de palco a um show de raios que durou mais de 20 segundos, dando tempo ao fotógrafo para se posicionar e tomar uma série de incríveis fotografias.

Você pode ver as imagens da série aqui.

15 julho, 2011

Vulcões no Brasil

Se você depende da crença de que não existem vulcões no Brasil para sustentar algum tipo de ufanismo vai se decepcionar com o que eu vou afirmar. Existem vulcões no Brasil.
Como o Pico do Cabuji, também conhecido como Peito de Moça, que fica no município de Angicos, Rio Grande do Norte. No caminho entre Natal e Mossoró, e há quem diga que ele, com seus 590 metros de altitude, é o verdadeiro Monte Pascoal. Bem, como é um Peito de Moça que já mirrou (desde o Holoceno), é melhor eu seguir viagem.
À ilha de Trindade, que tem numerosos centros vulcânicos. A cerca de 1200 quilômetros da costa do Estado de Espírito Santo, e com íngremes paredões, essa ilha só pode ser visitada de helicóptero. E uma pequena guarnição da Marinha brasileira que vive por lá diz nunca ter visto sinais de atividade vulcânica. Precisaria ter residência fixa na ilha há 40 mil anos para ter pisado na lava ainda quente.
Ah, o Vulcão de Nova Iguaçu! Situado no município de mesmo nome no Rio de Janeiro, este vulcão está completamente extinto. Aliás, pode até não ter existido. As comunidades acadêmicas estão divididas e mantêm há anos acaloradas discussões sobre a realidade do vulcão, indo das placas tectônicas ao fluxo piroclástico. Etc. A mim pouco importa que grupo vá ganhar a contenda, eu não preciso deste vulcão para acendrar (sinônimo de limpar com cinzas) a alma do meu Brasil varonil.
Não muito longe de Nova Iguaçu, mais precisamente na capital do Estado, é onde eu encontro finalmente o meu argumento a fortiori. Ocorre no Rio de Janeiro a maior concentração de vulcões do mundo. A cidade tem centros vulcânicos para islandês nenhum botar defeito. Disfarçados de bueiros da Light, eles explodem a todo instante pela cidade, inquietando a população. E basta uma centelha num desses hot points para garantir a sua ignição.

Paulo Gurgel