31 dezembro, 2012

FELIZ ANO NOVO!

A retrospectiva de 2012 segundo o Google

Vídeo:



Imagens do Brasil: Pelé (2:07) e sambódromo (2:10).

A maldita vara

JOGUE ESSA MALDITA VARA!
AGOOORA!

Recordando 31/12/2011
As resoluções de Ano-Novo de um cão

A reforma das constelações

Uma constelação é um grupo de estrelas que forma um padrão particular. A esfera celeste é tradicionalmente dividida em 88 constelações, organizadas para que se assemelhassem a seres da mitologia grega. E todas têm nomes em latim.
Estes descritores arcaicos e os mitos a que estão associados têm pouco sentido para a juventude de hoje. Adolescentes têm dificuldade em se relacionar com objetos desatualizados como harpas, pastores e cavalos voadores. Daí a necessidade de uma reforma das constelações.
Como eles são apaixonados por modernidades como carros, computadores e coffee shops algumas ideias já "cintilam" a respeito.
Nessa reforma das constelações, Taurus seria substituído por uma guitarra, Gemini, por um telefone celular, Leo, por uma motocicleta, e assim por diante.
Seria uma forma de atrair os jovens para a astronomia.

Constellation Reformation by Ursula Majors. In: Annals of Improbable Research

Poderá também gostar de ler
Um presente durável e As constelações não existem

30 dezembro, 2012

As neofavelas americanas

 por Paulo Nogueira, Diário do Centro do Mundo
Cidades de barracas. A versão americana das nossas favelas. Elas estão se espalhando assustadoramente pelos Estados Unidos. Já estão presentes em pelo menos 55 cidades do país.
Elas representam o extremo grau de desigualdade social a que chegaram os Estados Unidos. 47 milhões de americanos estão vivendo abaixo da linha da pobreza. Isso é equivalente a cerca de 15% da população. (Na métrica americana, essa linha está na faixa de 1 000 dólares por mês.)


O que aconteceu com o sonho americano?
Foi usurpado por uma rarefeita, predadora, gananciosa elite mandante que, entre outras coisas, diminuiu absurdamente a carga de impostos dos ricos nas últimas décadas. Só recentemente esse descalabro veio à tona — quando o bilionário Warren Buffett mostrou, num artigo que entrou automaticamente para a história americana, que paga proporcionalmente menos imposto que sua secretária.
Os ricos americanos gostam de se gabar de sua filantropia, de suas ações de caridade. É uma falácia. Rico tem que pagar impostos. Ponto. É o que acontece na sociedade escandinava, a mais avançada do mundo — a única em que genuinamente se formou um consenso segundo o qual impostos altos para quem tem mais dinheiro são o preço a pagar para o bem estar geral da população. Não adianta você dar x em ações filantrópicas se manobra nos bastidores para que as leis permitam a você economizar 2x em impostos.
Os moradores das neofavelas americanas estão enfrentando temperaturas sinistras – e, não bastasse isso, a iniquidade das pessoas que de fato mandam em Washington. Para a maior parte deles não existe água corrente e nem luz elétrica — e nem comida suficiente. (Você pode ler uma reportagem da BBC sobre o tema. Fora isso, ver um vídeo - America´s largest tent city, sobre a neofavela de Sacramento, Califórnia.)
É lamentável que os Estados Unidos tenham se convertido na negação das virtudes pregadas por líderes como George Washington e Thomas Jefferson, como frugalidade e solidariedade. Ao seguir a receita dos fundadores da nação, os Estados Unidos se transformaram no que foram. Ao dar brutalmente as costas para ela, viraram o que são – um pesadelo, povoado por barracas de miseráveis que se multiplicam.

La dernière mode à Paris?

Paris, como sempre, sai na frente em matéria de luxo e moda.
Agora acrescentaram uma função adicional à joia: revelar a preferência sexual
da garota. Está tudo tão confuso nos dias de hoje que não se sabe mais quem é João ou Maria.
A abordagem será mais segura se ela estiver usando uma joia destas.
Se, durante a conversa, a garota puxar discretamente (sic) a correntinha, esteja certo de que sua conversa agradou
Nelson Cunha


Uma esquisitice da navegação

A caminho de Vancouver para a Austrália, em 30 de dezembro de 1899, o capitão do SS Warrimoo vivenciou uma situação única.
À meia-noite, ele parou o navio no cruzamento da linha internacional da data e do equador.
Naquele momento, o navio estava em dois diferentes hemisférios, dias, meses, anos, estações e séculos, tudo ao mesmo tempo. Ao transitar entre a proa e a popa, os passageiros podiam passear entre o inverno e o verão, norte e sul, e os séculos 19 e 20.


O lado negativo
Para o SS Warrimoo o dia 31 de dezembro desapareceu inteiramente.

29 dezembro, 2012

SORRIA...

VOCÊ ESTÁ SENDO FOTOGRAFADO


Um pôr do sol sobre West Hollywood, Califórnia, EUA, fotografado por Christine Murphy

Ninguém se perde no caminho de volta

É só seguir o rastro das migalhas.

Será?
Na história de "João e Maria", as duas crianças se perdem na floresta porque as migalhas de pão - que indicariam o caminho de volta - foram comidas pelos passarinhos.

Ver também: As sandálias do pescador.

Boteco x Academia

Por que será que é mais fácil frequentar um bar do que uma academia?
Para resolver esse grande dilema, foi necessário frequentar os dois (o bar e a academia) por uma semana.
Vejam a seguir o resultado desta importante pesquisa.
Vantagem numérica:
- Existem mais bares do que academias. Logo, é mais fácil encontrar um bar no seu caminho.
- 1x0 pro bar.
Ambiente:
- No bar, todo mundo está alegre. É o lugar onde a dureza do dia-a-dia amolece ao primeiro gole de cerveja.
- Na academia, todo mundo fica suando, carregando peso, bufando e fazendo cara feia.
- 2x0.
Amizade simples e sincera:
- No bar, ninguém fica reparando se você está usando o tênis da moda.
- Os companheiros do bar só reparam se o seu copo está cheio ou vazio.
- 3x0.
Compaixão:
- Alguém já lhe deu uma semana de ginástica de graça?
- No bar, com certeza, você já ganhou uma cerveja "por conta".
- 4x0.
Liberdade:
- Você pode falar palavrão na academia?
- 5x0.
Libertinagem e democracia:
- No bar, você pode dividir um banco com outra pessoa do sexo oposto, ou do mesmo sexo, o problema é seu...
- Na academia, dividir um aparelho dá até briga.
- 6x0.
Saúde:
- Você já viu um frequentador de bar reclamando de dores musculares, joelho bichado, tendinite?
- 7x0.
Saudosismo:
- Alguém já tocou a sua música romântica preferida na academia?
- É só "bate-estaca", né?
- 8x0.
Emoção:
- Onde você comemora a vitória do seu time?
- No bar ou na academia?
- 9x0.
Memória:
- Você já aprontou algo na academia digno de contar para os seus netos?
- 10x0 pro BAR!
Portanto, se você tem amigos na academia, repasse este e-mail para salvá-los do mau caminho!
(repassado por Martinho Rodrigues)

28 dezembro, 2012

A escola do futuro

(imaginada 100 anos atrás)
izismile
Pensamento
2013 será um bom ano para se dedicar à Matemática. O ano é formado por 4 algarismos diferentes. A última vez que isso aconteceu foi em 1987.

Retrospectiva 2012

por Márcio Thomaz Bastos
A importância da advocacia criminal é diretamente proporcional à tendência repressiva do Estado. Nunca o esforço do advogado criminalista foi tão importante como agora. É o que nos revela o balanço crítico dos acontecimentos que marcaram a vida do Direito Penal, neste ano que passou.
Desde que a democracia suplantou o regime de exceção, em nenhum momento se exigiu tanto das pessoas que, no cumprimento de um dever de ofício, dão voz ao nosso direito de defesa. Mas é na firmeza da atuação profissional desses defensores públicos e privados que a Constituição deposita a esperança de realização do ideal de uma liberdade efetivamente igual para todos.
Se em 2012 acentuou-se a tendência de vigiar e punir, o ano que se descortina convida a comunidade jurídica a participar do debate público e a defender, com redobrada energia, os fundamentos humanos do Estado de Direito. O advogado criminalista é, antes de tudo, um cidadão. Agora é convocado a exercer ativamente a sua cidadania para evitar uma degeneração autoritária de nossas práticas penais, para além da luta cotidiana no processo judicial.
Não é de hoje que o direito de defesa vem sendo arrastado pela vaga repressiva que embala a sociedade brasileira. À sombra da legítima expectativa republicana de responsabilização, viceja um sentimento de desprezo pelos direitos e garantias fundamentais. O “slogan” do combate à impunidade a qualquer custo, quando exaltado pelo clamor de uma opinião popular que não conhece nuances, chega a agredir até mesmo o legítimo exercício da “liberdade de defender a liberdade”, função precípua do advogado criminalista.
[...]

Luis Nassif:
No país da jabuticaba, vai-se até as gôndolas do direito internacional e escolhe-se, para cada ocasião, a teoria que melhor se encaixe no gosto do magistrado? Terminado o julgamento, devolve-se a teoria ao seu lugar e pega-se outra? É assim?

Por que temos medo dos robôs?

"Se a cultura popular nos ensinou alguma coisa é que a humanidade deve um dia enfrentar e destruir a ameaça crescente dos robôs".



De Terminator (Exterminador do Futuro) a Blade Runner e de Transformers a Star Trek, os robôs estão chegando e o Apocalipse está quase a chegar.
Pelo menos é o que Hollywood quer que acreditemos. E parques temáticos ao redor do mundo estão gastando milhões de dólares na esperança de que a emoção por robôs possa atrair turistas.
"O problema com essas ferramentas - o que os robôs são de fato - é que nos tornamos dependentes delas", diz Wilson, cujo novo livro de ficção científica, Robopocalypse, está dando origem a um filme dirigido por Steven Spielberg.
"Isso é assustador: contemplar os cenários de desastres que poderiam vir de nossa excessiva dependência dessas ferramentas. É verdade - elas podem falhar algum dia - mas isso não significa que os robôs sejam maléficos ou imorais, ou tenham um viés ético."
Ler o artigo completo em BBC News

O vale misterioso
  • É uma representação gráfica do sentimento de repulsa dos seres humanos e começa quando algo parece conosco mas não é exatamente como nós.
  • Usada pela primeira vez pelo professor de robótica Masahiro Mori, representa a hipótese de que quanto mais um robô parece humano mais empatia teremos com relação a ele.
  • Quando a aparência torna-se "quase-humana", a atração muda para repulsa por causa da estranheza sentida quando algo é muito familiar e mesmo assim alienígena.
  • À medida que o robô se move no sentido de uma aparência ainda mais humana, a empatia por ele retorna e cresce até parecer indistinguível daquela que se tem por um ser humano.

www.androidscience.com

27 dezembro, 2012

Discussão com a mulher - 3

- Uma mulher tem a última palavra em qualquer discussão. Por definição, qualquer coisa que um homem disser depois disso, já é o começo de uma outra discussão.


Discussões passadas: 1 e 2

UTI e Praia da Pipa

Registro o recebimento em minha residência destes dois livros enviados por seus autores:
TERAPIA INTENSIVA NO CEARÁ. UTI - LUGAR DE VIDA, de Joel Isidoro Costa e Luiza Helena Amorim, que trata da evolução da terapia intensiva, da implantação das UTI no Brasil, da história da terapia intensiva no Ceará, da formação em terapia intensiva e da regulamentação dessa especialidade, da criação da sociedade e da cooperativa dos médicos intensivistas no Ceará, da crise nas UTI e da situação atual da medicina intensiva no Ceará, dentre outros tópicos. Com esta obra, o médico intensivista Joel Isidoro e a jornalista Luiza Helena produziram a mais importante referência em nosso Estado, quiçá no Brasil, sobre os aspectos históricos e administrativos da terapia intensiva. No terceiro capítulo do livro, das páginas 39 a 41, os autores me surpreendem com a transcrição do meu relato A UTI Respiratória do Hospital de Messejana, originalmente postado neste blog em 19 de novembro de 2006.
A PRAIA DA PIPA DO TEMPO DOS MEUS AVÓS, de Ormuz Barbalho Simonetti, com histórias vivenciadas pelo autor em seus veraneios na Praia da Pipa, Rio Grande do Norte. Reunidas em mais de 400 páginas, juntam-se a essas histórias (que remontam a "um tempo da delicadeza") preciosas informações sobre os costumes, a culinária, a geografia, a fauna e a flora da região. Cada capítulo traz ainda apreciações dos leitores do blog Genealogia e História, no qual o autor antecipou, sob a forma de postagens, muitas das crônicas enfeixadas no livro. Ormuz, que é também genealogista, prepara para publicação um livro sobre a família GURGEL. Aproveite para ver, em Linha do Tempo, os vídeos de sua recente entrevista para o programa "Conexão Potiguar".
Aos autores: agradeço os livros enviados e acrescento que estou lendo-os com grande interesse e prazer.

♪Tente outra vez♪

Acredito muito na determinação das pessoas.
Calvin Coolidge, um dos presidentes norte-americanos, chegou a afirmar que: “Nada no mundo pode substituir a persistência. O talento não pode. Nada é mais comum do que pessoas talentosas frustradas. A genialidade não pode. O gênio não recompensado é quase proverbial. A educação não pode. O mundo está cheio de fracassados instruídos. Apenas a persistência e a determinação são onipotentes.”
Diante da aleatoriedade que cerca a existência humana, probabilidades de acerto resultam, então, mais da quantidade de ações desenvolvidas em uma determinada direção do que qualquer outro fator que esteja sob nosso controle ou que venhamos a controlar.
Leonard Mlodinov, em "O Andar do Bêbado", define bem: "...um dos importantes fatores que levam ao sucesso está sob nosso controle: o número de vezes que tentamos rebater a bola, o número de vezes que nos arriscamos, o número de oportunidades que aproveitamos. Pois até mesmo uma moeda viciada que tenda ao fracasso às vezes cairá do lado do sucesso."
Então, "tente outra vez", como diria o sábio Raulzito.
Fernando Gurgel Filho


25 dezembro, 2012

♪Tão bom que foi o Natal♪

Esse disco era dado aos clientes da imobiliária Clineu Rocha. De um lado do disco há a música 'Tão bom que foi o natal' composta e cantada pelo Chico Buarque, do outro há faixas de jingles da imobiliária. O brinde era referente ao Natal de 1967.



Em Gente de Mídia, post de 02/01/12:
Segundo Artur Xexéo, a música foi composta especialmente para a extinta imobiliária Clineu Rocha que a distribuiu como brinde de Natal num compacto simples. "O disco está à venda no Mercado Livre por R$ 1 mil".
E Xexéo vai mais longe: "E para quem reclama que o Brasil não tem muitas canções natalinas, aí está mais uma. Esquecida, desconhecida até pelo mais ardoroso fã do compositor, mas ainda em condições de frequentar qualquer parada de sucessos de fim de ano".
Comentário
Um gênio ateu fez a música mais linda do ciclo natalino que eu já ouvi. PG

Furo

USAIN BOLT JÁ ESTÁ EM 2013

PAPAI NOEL. Queima de arquivo


Nomes que Papai Noel usa para driblar a Interpol
Santa Claus (Estados Unidos, Canadá, México e Itália)
Nikolaus (Alemanha)
Father Christmas (Reino Unido)
Père Noël (França)
Viejito Pascuero (Chile)
Ded Moroz (Rússia)
Joulupukki (Finlândia)
Pai Natal (Portugal)
e muitos outros.

Bônus - Poema de Natal
Menino, peço-te a graça
de não fazer mais poemas
de Natal.
Um dois ou três, inda passa...
Industrializar o tema,
eis o mal.
CDA, in: Versiprosa

24 dezembro, 2012

Artigo especial de Natal

Investigação do melhor padrão de sutura para fechar um peru recheado de Natal
Instruções sobre como desossar um peru e outras coisas relacionadas já são disponíveis, mas qual é a melhor maneira de fechá-lo? Um estudo randomizado envolvendo 15 perus foi realizado para avaliar os resultados estéticos após o uso de diferentes padrões de sutura. Perus foram desossados, recheados e assados de acordo com diretrizes do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do Departamento de Agricultura dos EUA. Depois de cheios, eles foram designados aleatoriamente para um destes cinco grupos: Lembert; Cushing; Utrecht; contínuo simples; ou grampos.
Os perus foram assados a 180 °C por duas horas, garantindo com isso uma temperatura central que chegou a 75 °C. A integridade da linha de sutura foi avaliada após a remoção da sutura e o aspecto cosmético foi classificado. Antes de assar, o padrão Utrecht e os grampos de pele foram aqueles que ofereceram o melhor resultado estético. Após a remoção das suturas, a pele permaneceu intacta apenas no grupo grampeado. Todos os outros padrões de sutura de pele, após a remoção das suturas, tornaram o peru menos esteticamente atraente para ser servido. O fechamento de um peru recheado com grampos de pele, portanto, foi o que alcançou os melhores resultados cosméticos (imagem).

Investigation of the best suture pattern to close a stuffed Christmas turkey. In: Veterinary Record 2011;169:685-686 doi:10.1136/vr.d6221

Usando essa técnica você será capaz de impressionar a família e os amigos em um jantar de Natal, e, ainda, mostrar-lhes suas habilidades cirúrgicas. Uma desvantagem em potencial para o uso dos grampos de pele pode ser a sua indigestibilidade se um deles for esquecido em algum pedaço de peru servido.

A mãe invisível



Como os obturadores das câmeras antigas eram muuuito lentos, os fotógrafos tinham dificuldades para  fotografar crianças. Quando muito irrequietas, os fotógrafos (e as crianças, tanto faz) necessitavam da presença de adultos que pudessem acalmá-las.
Eis uma dessas fotografias. A mãe da criança também participa da cena - sob um cobertor!
kottke.org

Natal do espírito

Celina Côrte Pinheiro
médica, presidente da Sobrames - Ceará
O período natalino desperta em grande parte das pessoas um sentimento não percebido durante o ano todo. A sensibilidade se aguça, invade-nos o desejo de presentear amigos, somos estimulados a colaborar com os desvalidos da sorte, criamos um novo rol de projetos e intenções. O comércio aproveita-se dessa sensibilidade exacerbada para aumentar suas vendas e auferir lucros.
Despertar o desejo de consumo, vender e lucrar são prioridades de quem se dedica a este tipo de investimento. Por outro lado, consumir é gostoso, agradável e desperta em muitos a sensação de euforia e intensa felicidade. Os excessos irrefletidos, porém, podem criar problemas pessoais e para nossos familiares. Quando isto ocorre de forma contumaz, é um sinal de que devemos buscar ajuda psicológica para não nos envolvermos em dificuldades progressivamente maiores.
Há quem rejeite intensamente o apelo comercial que surge nesta época, fechando-se à compreensão do que o momento traz de positivo. Outros mergulham de cabeça no incentivo ao consumo, cedendo ao apelo comercial sem qualquer reflexão. Ambos se distanciam das verdadeiras necessidades do espírito. O ideal é que nos utilizemos do momento para algumas reflexões sobre nossa relação com as pessoas e com os bens de consumo.
Convivemos bem conosco mesmos? E com nossos familiares, amigos e demais pessoas? Praticamos o desapego em relação às pessoas e aos objetos? Dedicamos ao nosso espírito os mesmos cuidados que temos com nosso corpo?
Tolo quem acredita na abundância de bens materiais para atingir a felicidade, a paz e a realização pessoal. Ao contrário, a ostentação, a vaidade e a cobiça se agigantam e dominam nosso espírito, impelindo-nos ao consumo cada vez maior. Um passo rumo ao descontrole emocional e financeiro e até mesmo à prática delituosa. A felicidade, a alegria espontânea e a paz pretendidas se afastam daqueles que as buscam na transitoriedade dos bens materiais.
Pratiquemos o Natal do espírito, também em nosso cotidiano, na concepção de novos valores e no desapego aos excessos que entulham nossas casas e nossos guarda-roupas. O esforço despendido nessa mudança redundará na verdadeira paz, ativa e dinâmica.
(artigo publicado ontem no Primeiro Caderno do Diário do Nordeste)

23 dezembro, 2012

Presépio de luz

Fotografia feita por meu neto, Caio Graça, 11, com câmera Sony, 14 MP, diafragma aberto clicando rapidamente sobre luzes!


Aproveito a foto e junto meus votos de saúde e bem-estar no Natal e Ano-Novo, do jeito que nosso Deus quer.
Winston Graça, blog Saco de gato

Lápis feitos de jornais velhos

Desmatamento e produção de lixo são dois grandes problemas ambientais da atualidade. Contribuindo para reduzir esses problemas, uma empresa estadunidense fabrica lápis a partir de jornais velhos e usando uma técnica que não leva nenhum poluente.E desde 1988, vem produzindo esses lápis (imagem) de jornais reciclados.
Os jornais velhos são recolhidos, cortados, misturados com uma solução não tóxica e, a seguir, são enrolados com o grafite. Graças a esse processo, jornais deixam de ir para o lixo e árvores são poupadas.

Jingle Noel

Papai Noel toca "Jingle Bells" com uma Colt 80. Mas a música só fica reconhecível após o meio da gravação.


Você acha que ele ia usar uma trompa alpina?
Ora, essa coisa ocupa muito espaço em seu trenó.

22 dezembro, 2012

A arte capilar de Zaira

A artista colombiana Zaira Pulido usa um material inusitado para bordar: cabelos humanos. Eis o resultado final de um dos seus trabalhos:


Até a raiz dos cabelos...

ALUCINAÇÃO. Um presente de Natal

Amigos,
Penso que todos nós gostamos das músicas do Belchior, não é mesmo? O seu disco "Alucinação", por exemplo, foi recentemente considerado o melhor disco cearense de todos os tempos. Letrista e poeta fabuloso, Belchior soube se juntar a grandes músicos em parcerias maravilhosas.
Pois bem. Com patrocínio do Governo do Estado, Prefeitura de Sobral, Assembléia Legislativa e BNB, foi lançada uma coletânea de 14 músicas, tocadas em ritmo de blues, executadas pelos melhores conjuntos de "rhytm and blues" do país. A obra, em MP-3, foi colocada na internet, para download gratuito pelos interessados. Já fiz meu CD, inclusive com capa e tudo.
Abram o link abaixo, leiam a apresentação e ficha técnica, e baixem as músicas, de preferência em 128 kbps. Após fazer o download, vá para a pasta "meus downloads", selecione as músicas, transfira, se quiser, para uma pasta especial em "minhas músicas" e guarde. Depois, é só transferir para um CD ou pen drive e curtir o nosso precioso artista, que anda desaparecido ultimamente.


Abraços e Feliz Natal.

As previsões épicas do fim do mundo

A história está repleta de previsões apocalípticas que foram a seguir desmascaradas. Uma delas, relacionada com o calendário maia, acaba de NÃO acontecer.
De onde se tirou a ideia de que um antigo calendário, apenas por acabar em 21/12/2012, estaria a prever igual destino para o mundo?
Ora, esta pedra eu já cantei antes.
Continuamos vivos, não é verdade? Inclusive para nos deliciarmos com este belíssimo infográfico que reúne as previsões épicas do fim do mundo: as que fracassaram, as que ainda vão fracassar e aquela que, talvez, em um futuro muitíííssimo distante, aconteça. Esta última, pelo menos, tem a chancela de grande parte da comunidade científica.


Temos um passado
E o mundo não acabou e Os arrebatamentos de Harold Camping.

Comentário
Não resisto.
"Continuamos vivos, não é verdade". Segundo um governador de um estado do Sul, "quem não resistiu, continua vivo". kkkkkkkkkkk
Desculpe, mas não podia deixar passar... Abraços.
Resposta - É isso, Corrêa.
"Quem não resistiu, continua vivo."
Apesar do vício de origem, a frase do Geraldo (fonte: http://diferenteolh.blogspot.com.br/2012/10/em-defesa-da-civilizacao-humana.html) aqui se encaixou bem.

21 dezembro, 2012

Um gol antológico de Falcão

Considerado três vezes o melhor jogador de futebol de salão do mundo, o ídolo surpreende mais uma vez ao marcar este gol antológico.



Falcão fez este gol - de carretilha - durante uma partida amistosa (dia 18) no Ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte.

A dimensão de um homem

Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania
Luiz Inácio Lula da Silva não é um santo. Tampouco é um demônio. É só um homem como eu ou você. Mortal. Falível. Imperfeito. E assim, como qualquer ser humano, atravessa a vida lutando contra o lado obscuro da alma – infestado por ódio, cobiça, medo, rancor, ciúme e tantos outros sentimentos vis.
Todavia, um homem é o que faz de si. Escolhemos o que seremos e nos tornamos prisioneiros ou detentores dessa escolha. Lula decidiu ser detentor de suas escolhas de vida. E quando nossas escolhas nos permitem realizar obras, colhemos os frutos. E quem os dá a nós são os outros, de uma forma ou de outra.
Um comerciante bem sucedido é conhecido por honrar dívidas, praticar preço justo e oferecer produto que valha o preço que cobra. Um bom médico atrai a confiança e o respeito de pacientes e da comunidade científica. Com um político não é diferente.
Lula entregou o que prometeu. Quando chegou ao poder, o Brasil era muito pior do que é hoje. Poucos cometeriam o desatino de negá-lo. O máximo que conseguem é atribuir os êxitos da era Lula a outro que não ao próprio, ainda que os fracassos lhe sejam integralmente atribuídos.
Mas um homem que opta por trilhar o caminho do bom comerciante ou do bom médico, que é também o do bom político, vai deixando amigos, respeito e afeição pelo caminho. É o caso de Lula.
Há dois ou três dias, nas primeiras páginas de todos os jornais estava sendo tratado como criminoso condenado. Reapareceu na França, sorridente, sendo homenageado por toda a Europa, discutindo questões globais de igual para igual com líderes das maiores potências.
Ao mesmo tempo, levantou-se, na sociedade, um clamor de protesto contra a forma como está sendo tratado um homem que, diante do mundo, conserva a dimensão de um estadista, sendo alvo dos ataques apenas de políticos fracassados e empresários de mídia amigos deles.
Até o carrasco de correligionários de Lula, o ministro Joaquim Barbosa, declarou seu respeito por ele. Entre o povo brasileiro, Lula ainda é o mesmo que deixou o Palácio do Planalto em seus braços em 1.º de janeiro de 2011, aos oitenta por cento de aprovação.
Mas até isso seus inimigos negam. Colunistas da grande mídia falam sobre a desmoralização que estaria sofrendo ao ser acusado por um criminoso condenado em um processo em que até tentaram envolvê-lo, mas que já termina sem que nada tenha sido apurado contra si.
Assim, inimigos assumidos e enrustidos querem outro processo contra Lula. E, imprudentemente confiantes, reconhecem – em colunas, editoriais e até em reportagens – que a finalidade é impedir que ele chegue a 2014 em condições de disputar qualquer cargo ou de influir em favor de qualquer candidato.
Se pesquisas que a direita midiática fará mais adiante apontarem qualquer êxito do massacre acusatório – o que ela espera que aconteça assim que a marionete que comanda a Procuradoria Geral da República cumprir seu script e acusar Lula –, aí será a vez de Dilma.
Contudo, só o que se enxerga, até aqui, é que o conjunto de forças que está se erguendo em favor do ex-presidente comprova como é sábio a gente semear o bem, a verdade e a justiça.
Em algum momento da vida todos precisaremos de solidariedade. Ninguém consegue receber tanta solidariedade quanto Lula está recebendo se for um canalha. E quando um canalha se enfraquece, todos lhe viram as costas. A dimensão de Lula foi ele quem construiu, e agora a estamos vendo. E aprendendo.

Oito governadores estiveram nesta terça-feira (18) em São Paulo fazendo uma visita de solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sede do Instituto Lula. São eles: Tião Viana (AC), Camilo Capiberibe (AP), Jaques Wagner (BA), Cid Gomes (CE), Sérgio Cabral (RJ), Silval Barbosa (MT), Agnelo Queiroz (DF), e Teotônio Vilela Filho (AL), que é do PSDB. Além dos governadores, participou também do encontro o escritor Fernando Morais.
Foto: O Globo / Michel Filho

Três nugas linguísticas

HÉLIO MELO

Há migalhices vernaculares que, às vezes, nos preocupam. Coisas de nonada que parecem sem importância. Mas, para quem deseja escrever com correção, nada é despiciente em matéria de português. Nas peças de ourivesaria, as filigranas têm papel de relevância. Assim, as minúcias linguísticas ocupam também posição de relevo no estudo da Língua. Não as podemos desprezar.
O médico Paulo Gurgel Carlos da Silva, ao presentar-me com o livro - "A Nova Literatura Brasileira", 1984, publicado pela Gráfica Portinho Cavalcanti Ltda. (Rio de Janeiro), que traz, nas páginas 100-101, seu trabalho "Inventando Coisas", enviou-me três questões de português sobre as quais pede meu modesto pronunciamento. Ei-las: "1) Que que estás fazendo?" - Na frase acima, temos: "que" interrogativo - "é" (verbo ser, oculto) - "que" relativo, originando a duplicação de "que" tão a gosto da linguagem popular. Que (que) o senhor acha? 2) "O que é um materialista?" Júlio Ribeiro, em sua célebre polêmica com o padre Sena Freitas, construtor da fase supra, acusou este de errar vergonhosamente em sintaxe. Para Júlio Ribeiro (também para Carlos Laet, contemporâneo dele) seria "corruptela vitanda" usar o "o" expletivo, antes de "que" interrogativo. O impecável autor de "A Carne" tinha (ainda a tem?) razão. 3) "... e amarga que nem jiló." A expressão "que nem", significando "como" 'igual a" (V. letra de H. Teixeira, em baião de L. Gonzaga), está bem com o povo mas não com os gramáticos. Por que tal ocorre? Pela atenção dispensada, grato Paulo Gurgel. Vejamos os três casos.
Quanto à frase - "Que que estás fazendo?" é o primeiro 'que" um pronome interrogativo, e o segundo, uma partícula de realce, a exemplo de tantas outras como: Que que há de novo? Que que significa isso? Oxalá que isso aconteça! Chegou a correspondência. Que não venham más notícias (= oxalá). Diga-me quem é que vai transmitir a notícia. Eu é que hei de ir? Ela é que vai sofrer. "Que é que me pode acontecer?" (Machado de Assis, "O Lapso", in "Histórias Sem Data", pág. 27). "Oh! que saudades que eu tenho da aurora da minha vida" (Casimiro de Abreu). As partículas expletivas são palavras sem dúvida desnecessárias ao sentido da frase, todavia lhe dão vigor e sobretudo graça, como vimos no último exemplo de autoria de Casimiro de Abreu. Pode-se também considerar o segundo "que" um pronome relativo, como o fez o meu consulente. A frase seria assim compreendida: "Que coisa é a qual estás fazendo?"
Na frase - "O que é um materialista?", creio que é dispensável o emprego do artigo "o". No "Dicionário de Questões Vernáculas" (Editora Caminho Suave Limitada, pág. 213), faz o o professor Napoleão Mendes de Almeida o seguinte registro: "O que - Embora comum no linguajar do povo e, mais ainda, encontrada em escritores, a forma "o que" como pronome interrogativo a iniciar oração interrogativa não é sintaticamente legítima porque o "o" nenhuma função fica exercendo na oração".
Também o espanhol luta com o popular interrogativo "el que". Somente quando posposto ao verbo é que o interrogativo admite o "o", necessário exclusivamente para efeito eufônico: "Fez ele o quê?" - "Mandou o quê?"
Iniciando oração interrogativa, o "que" mais castiçamente deverá ser desacompanhado do "o", porque neste caso é sintática e eufonicamente inútil: "Que quer você?" - "Que há?" - "Quê?".
Na verdade, deve-se omitir o artigo definido, antes do pronome conjuntivo "que", quando empregado interrogativamente. Nem por isso deixaram de empregá-lo autores clássicos e modernos: "O que faremos?" (Garrett, "D. Branca") - "O que são as revoluções políticas de nosso tempo?" (Herculano, "Opúsculos") - "O que é lá isso?" (Castilho, "Avarento") - "O que tem ele?" (Camilo, "Romance de um rapaz pobre") - "... e o que eram as estrelas? acaso sabiam eles o que eram as estrelas?" (Machado de Assis, "Ex Cathedra", in "Histórias Sem Data", pág. 267).
É comum o emprego de "o que" equivalente a "isto": "O resultado não foi bom, o que me surpreendeu."
Finalmente, a última indagação: "... e amarga que nem jiló". A locução conjuntiva "que nem" teve uso no português antigo, no sentido de "como". Hoje, os gramáticos a consideram forma arcaica. As gramáticas trazem o conhecido exemplo de Rebelo da Silva, com a significação de "como": "O erudito ficou vermelho que nem uma romã". Tenho-a ouvido frequentemente nos sertões cearenses, na linguagem inculta dos nossos matutos.

Publicado no Jornal "O Povo" em ??/08/1985

Maia meio Maiakovski


Fim do mundo mixuruca, esse que tentaram impingir aos coitados dos Maias. Depois mudam os calendários do mundo todo e não avisam os pobrecitos.
Agora mesmo, em Brasília, estamos às 15 horas e 15 minutos do dia 20 de dezembro de 2012, quinta-feira.
Em Auckland, Nova Zelândia, são 6 horas e 15 minutos do dia 21 de dezembro de 2012, sexta-feira.
Então, o fim do mundo tinha que vir rolando de lá para cá, mas, para nossa decepção, até agora não rolou nenhum fim de mundo por lá.
Será que ninguém vai dar uma mãozinha para profecia???
Fernando Gurgel Filho

23/12/2012 - Não desista nunca!

20 dezembro, 2012

Fatos sobre o café

Diz a lenda que, no século nove, um pastor de cabras etíope descobriu o café, por acaso, ao perceber o efeito dos grãos sobre o comportamento das cabras que os ingeriam.
O café é um psicoativo. Em doses elevadas, pode causar alucinações e apresenta risco de morte. A dose letal de cafeína para um adulto é a que existe em cerca de 100 xícaras de café.
Na antiga cultura árabe havia apenas uma maneira de uma mulher poder se divorciar legalmente: se o seu marido não providenciasse café suficiente.
Um médico francês, que costumava sugerir cafe au lait a seus pacientes, inspirou as pessoas a adicionarem leite ao café. LER: ARTE "EXPRESSO-NISTA"
Voltaire bebia 50 xícaras de café por dia. E Teddy Roosevelt, que consumia um litro por dia, foi outro notável bebedor de café. Não sugiro imitá-los.
Johann Sebastian Bach escreveu uma ópera sobre uma mulher que era viciada em café.


Em 1600, houve uma controvérsia sobre se os católicos podiam ou não beber café. Felizmente, o Papa Clemente VIII disse que estava tudo bem.
O café expresso é regulamentado na Itália por ser considerado um item essencial na vida dos italianos.
No Japão, existe um spa onde você pode se banhar em chá, vinho ou café.
Não importa o que outros digam: a cafeína não pode ajudá-lo a ficar sóbrio.

Extraído de 23 Facts About Coffee: The World's Most Important Beverage, BuzzFeed

Mais café
Segundo Benjamin Franklin, o café é a prova de que Deus nos ama e nos quer ver trabalhando. A bela imagem abaixo é uma micrografia eletrônica de varredura dos cristais de cafeína, essa coisa mágica que faz o café funcionar.


Nas plantas, a cafeína é um mecanismo de defesa. Encontrada em diferentes quantidades nas sementes, folhas e frutos de algumas plantas, a substância age como um pesticida natural que paralisa e mata insetos que se alimentam dessas plantas.

Caffeine Crystals, Neatorama

Can't buy my love



Quando eu disse
que você não podia 
comprar o meu amor
eu quis dizer:

que isto não era possível...
pelo menos com este salário.

♪Ode à Alegria♪

Um sonzinho para alegrar o dia.
Meio fraquinho, apenas entre o divino e o maravilhoso.
Ode à Alegria, da Nona Sinfonia de Beethoven. E o compositor nunca a ouviu, estava completamente surdo ao compô-la.
Fernando Gurgel Filho



Flash mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em certo lugar para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, com estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social.

19 dezembro, 2012

Figli Americani x Figli Italiani

Filhos Americanos: Saem de casa aos 18 anos com total apoio dos pais.
Filhos Italianos: Saem de casa aos 35 anos, depois de poupar o suficiente para comprar casa e pagar duas semanas de lua-de-mel quando casarem... Mesmo assim, mantêm um quarto na casa dos pais para os fins-de-semana.
Filhos Americanos: Quando a mãe os visita leva um bolo, os filhos servem café e eles conversam.
Filhos Italianos: Quando a mamma os visita, leva comida para 3 dias, lava e passa roupa, limpa e arruma a casa.
Filhos Americanos: Os pais sempre avisam quando vão visitá-los e isto acontece só em ocasiões especiais.
Filhos Italianos: Eles nunca sabem quando os pais vão aparecer às oito da manhã de sábado e começar a podar as suas árvores frutíferas. E, se não houver árvores frutíferas, eles plantam.
Filhos Americanos: Sempre pagam aluguel e procuram nas páginas amarelas quando precisam de algum serviço.
Filhos Italianos: Ligam para os pais e tios, pedindo o telefone de outros pais/tios que possam saber do serviço que eles precisam.
Filhos Americanos: Visitam os pais para comer um bolo com café - e fazem só isso, mais nada.
Filhos Italianos: Visitam os pais para tomar um café, comer bolo, antipasto, vinho, um bom prato de massa, carne, salada, pão, sobremesa, frutas, expresso e uns drinques após o jantar.
Filhos Americanos: Cumprimentam os pais com "Oi" e "Olá".
Filhos Italianos: Cumprimentam os pais com um grande abraço, beijos e tapinhas nas costas.
Filhos Americanos: Tratam os pais por sr. e srª.
Filhos Italianos: Tratam os pais por mamma e babbo.
Filhos Americanos: Nunca viram os pais chorar.
Filhos Italianos: Choram junto com os pais.
Filhos Americanos: Devolvem o que pedem emprestado aos pais em poucos dias.
Filhos Italianos: Ficam com as coisas que pegam emprestado dos pais por tanto tempo que os pais esquecem que são deles.
Filhos Americanos: Quando o jantar acaba vão para casa.
Filhos Italianos: Quando o jantar acaba ficam horas conversando, rindo ou simplesmente se confraternizando.
Filhos Americanos: Sabem pouco sobre os pais.
Filhos Italianos: Podem escrever um livro sobre os pais.
Filhos Americanos: Comem sanduíches de manteiga de amendoim, geléia e pão de forma branco.
Filhos Italianos: Comem sanduíche de salame, queijo colonial, pão caseiro, crostoli, conservas...
Filhos Americanos: Deixam você para trás se é isto que a maioria está fazendo.
Filhos Italianos: Não o abandonam mesmo que a grande maioria ache normal abandonar.
Filhos Americanos: Gostam de Rod Stewart e Steve Tyrell.
Filhos Italianos: Gostam de Laura Pausini e Andrea Bocelli.
Filhos Americanos: Vão ignorar este texto.
Filhos Italianos: Vão repassar per tutti gli amici oriundi.

Germano Gurgel ha inviato questo testo via e-mail

A Vida de Pi

Sinopse
Filho do administrador do jardim zoológico de Pondicherry, na India, Pi π Patel possui um conhecimento enciclopédico sobre animais e uma visão da vida muito peculiar.
Quando Pi π tem dezesseis anos, a família decide emigrar para a América do Norte num navio cargueiro juntamente com os habitantes do zoo. Porém, o navio afunda-se logo nos primeiros dias de viagem e Pi π vê-se na imensidão do Pacifico a bordo de um salva-vidas acompanhado de uma hiena, um orangotango, uma zebra ferida e um tigre de Bengala gato. Em breve restarão apenas Pi π e o tigre gato, e a única esperança de sobreviverem é descobrirem, de alguma forma, que ambos precisam um do outro...
Estreia nos cinemas a 20 de dezembro de 2012 (amanhã).
Crítica especializada
LOL!
Eu vou!
Bien trouvé!
O começo de um novo meme!

Bancos modificados

Na cidade costeira de De Haan, Bélgica, estes bancos encontram-se em locais públicos.
Não são nada funcionais. São criações do artista Jeppe Hein.
Ele quer que você se sente neles.


Não é como O ASSENTO PAGO.

18 dezembro, 2012

Supersecreto




Brigadeiro: Senhor Obama, nós acabamos de inventar uma capa de invisibilidade para o Air Force One.
Presidente: Fantástico!
Brigadeiro: Isso mesmo, senhor. Quer estar no voo que vai inaugurar a capa?
Presidente: Eu não perderia esse voo por nada no mundo.
Brigadeiro: Tenha então uma boa viagem, Mr. President.

FinalMentes

A impressão que se tem é que Nova Iorque está cheia de brasileiros. É só afastar-se um pouco mais do centro de Manhattan que essa impressão desaparece. Há poucos turistas fora de Times Square e grandes magazines. O nosso turista precisa circular mais. A exploração dos arredores me rendeu algumas prazeres que passo adiante:
Não há local mais apropriado para se conhecer a alma de um lugar do que seu mercado. Dessa vez, o que me encantou foi um supermercado (http://www.fairwaymarket.com/store-upper-west-side/) especializado em comida de qualidade. São muitos no Estado de Nova Iorque, mas em Manhattan só há um (vide comentários). Está a oeste do Central Park, perto do "American Museum of Natural History".
Pode-se descer na estação de trem que fica dentro do museu e visitar a magnífica “Our Global Kitchen: Food, Nature, Culture” (é provisória, não sei quanto vai durar). Gostei muito da exposição de mesas de banquete com o que se comia no Egito dos Faraós, Império Romano , Idade Média etc. Concluí que a classe média de hoje come melhor do que Julio César e Cleópatra. Os imperadores eram frugais, imaginem os seu súditos.
Depois dessa visita, a fome vai levá-lo para o "Fairway Market" que está perto. Prove o suco de maça de lá - o natural - que vem refrigerado em garrafa de dois litros.
Para quem gosta de comida italiana, pasta, como dizem os americanos, a minha dica é o "Trattoria L'incontro" (http://www.trattorialincontro.com/Menu.html) que fica do outro lado do rio, em Astória. Ao lado, há outro restaurante de comida grega que também vale a pena.
(Comprove você mesmo só o setor de café em grãos do "Fairway Market". O aroma delicioso do local deixei lá. Não coube na mala.)

Paulo,
Aqui terminam os relatos do seu correspondente na terra do Obama. Veja que o EntreMentes está virando produto de exportação e o seu repórter já pode reivindicar pagamento em notas esverdeadas.
Nelson Cunha
Resposta
Numa lamentável confusão entre as pessoas física e jurídica, o controlador do blog EntreMentes cedeu suas poucas notas esverdeadas à esposa que foi gastá-las em Boca Raton. É como se defende de sua "facada", Nelson.

Cone motorizado

Já ouviu falar do Motorized Ice Cream Cone?
Não? Pois saiba que é uma destas novidades tecnológicas que nos liberta daquela forma antiquada de tomar sorvete. Forma antiquada de tomar sorvete é a gente ficar, a todo instante, inspecionando as beiradas da bola de sorvete, a qual, como se sabe, não se derrete de modo homogêneo. Assim como um suíço faz com suas montanhas para não ser surpreendido por uma avalanche.
Colocada no recipiente interno de um cone motorizado - que é translúcido - a bola de sorvete fica a girar até ser completamente lambida.
O aparelho custa US$ 9,99, mas este preço não inclui as duas pilhas AA que são necessárias para o seu funcionamento.



Agora eu sei porque existe na web tanta foto de gente com sorvete na testa. No mínimo, consequência dos cones desregulados.

17 dezembro, 2012

É o Universo uma simulação?

Em 2003, um filósofo britânico espalhou a ideia de que o universo em que vivemos poderia ser uma simulação de computador produzida por nossos descendentes. Embora pareça uma piada, improvável e até mesmo incompreensível, essa ideia do filósofo Nick Bostrom, publicada na revista "Philosophical Quaterly", poderá em breve ser testada por uma técnica chamada "lattice quantum chromodynamics" (sem tradução pelos meus conhecimentos de Física).
Em suma, é o que pretende fazer um grupo de físicos da Universidade de Washington.


Referências
¿Es el Universo una simulación informática?, ALT1040
Do we live in a computer simulation? Researchers say idea can be tested, PHYS.ORG

Opinião pessoal pré-teste
Se o que estamos vivendo é uma simulação de computador criada por seres pós-humanos, eles devem estar com raiva (com muita raiva mesmo) do mundo que deixamos para eles. PGCS

Visceroptose

Significado: queda das vísceras.
CID: K63.4

Espetáculos assistidos e perdidos

Nelson José Cunha
Meu pai era sisudo por obrigação militar. Em casa virava outro homem, brincalhão e emotivo. Certa vez fomos à Nova Iorque e lá assistimos um musical na Broadway chamado "Annie". Sentado ao seu lado, eu ia traduzindo a história da menina órfã quando, de repente, escorreu uma lágrima no rosto dele. Aquele era meu pai, um "manteigão".
Herdei o gosto pela dança e pela música, e agora em Nova York o musical “Annie” está de volta. Não fui vê-lo por pura covardia, temia comover-me com a lembrança do meu pai já falecido. Mas fui a outros musicais e o melhor deles foi, sem dúvida, o “Jersey Boys“. Uma banda cover competente contando a história desses rapazes de New Jersey que, nos anos sessenta, eram tão populares nos Estados Unidos quanto os Beatles. Os americanos são imbatíveis nesse tipo de espetáculo. Não fica nada fora do lugar: a acústica, a seleção musical, a iluminação e o corpo de bailarinos. É tudo muito deslumbrante. Feito mesmo para encantar.
Quem na minha geração nunca dançou coladinho o “Can’t Take My Eyes Off You”, sucesso de 1967?
Ao final do espetáculo o próprio Frankie Valli (o crooner do conjunto original ) aparece em cena para os aplausos frenéticos da plateia. Aplaudimos de pé.


Paulo,
Veja se você pode colocar a música ou o LINK dela para ilustração. Esta foto aí de cima é do espetáculo e a voz aguda do John Lloyd é parecidíssima com a do Frankie Valli.
Lamento até agora por não ter visto o musical "Book of Mormon" porque em seu lugar preferimos ir ver uma banda de jazz chamada "The Hot Sardines", no bar do hotel The Standard.



Chegando lá, o porteiro implicou com um amigo nosso que estava de mochila e tênis. Para não deixá-lo só, fomos comer hambúrguer com feijão em Greenwich Village que fica pertinho, mas perdemos os dois espetáculos.

16 dezembro, 2012

A jornada

Página 56
Você encontra ao longo do caminho um homem velho.
Ele lhe ensina que a moderna neurociência provou que todas as nossas ações e decisões são meramente as maquinações de um universo pré-determinado e que o nosso conceito de livre arbítrio não é senão uma ilusão reconfortante.
Se você concorda com esta hipótese, consulte a página 72.
Se você discorda, consulte a página 72.

Mais...
A presença do acaso em nossas vidas e A ilusão da livre escolha.

Não se preocupe

Músicas com "M"

8==D
Uma música não é composta em função do sexo de quem vai um dia tocá-la, isso é a regra geral. No entanto, há exceções. Dentre estas, a música-tema de Godfather (O Poderoso Chefão), Habanera (da ópera Carmen, de Bizet) e Never on Sunday (Nunca aos Domingos, que deu um Oscar de Melhor Canção ao grego Manos Hadjidakis).
Parece que essas músicas repercutem mais quando executadas por pianistas do sexo M - masculino. Confiram:


Vi primeiro em Antena Paranóica.

15 dezembro, 2012

Massacres em escolas

Este mapa assinala os locais em que aconteceram chacinas em escolas a partir de 1996. Concentram-se nos EUA, tendo sido o último deles o que ocorreu nesta sexta-feira (14), na escola de Newtown, Connecticut, EUA.


17/12/2012 - Atualizando...
Michael Moore: “Do que temos tanto medo para ter 300 milhões de armas em casa?”
Michael Francis Moore é cineasta e escritor estadunidense. Autor, entre outros trabalhos, de "Tiros em Columbine", pelo qual ganhou o Oscar de melhor documentário de 2002. Escreveu esse texto (link) após a chacina no cinema de Aurora, no estado do Colorado, em julho. O assunto continua terrivelmente atual.

A nova-iorquina

É tarde e tomo o trem para o hotel. Não há alegria no vagão, só cansaço e celulares dedilhados freneticamente pela multidão de ausentes. Em um cantinho, disfarçando a beleza que humilharia suas irmãs de gênero, está uma nova-iorquina. Magra como devem ser as mulheres belas. É minha diversão observá-la. Inclina a cabeça para um lado, para o outro, e vai retirando o minúsculo fone de ouvido. Levanta o rosto mais radiante do que a luz do teto e olha para todos e para nenhum, um olhar sem dono. É a sua mão que tateia o interior da bolsa procurando algo... um perfume. Borrifa levemente os cabelos loiros. Apronta-se para deixar o trem e incendiar o caminho. Está maquiada para noite e seguramente leva toda aquela beleza para alguém. A porta se abre e ela escapa como uma gazela perseguida: leve, rápida e elegante.
Não gostaria de tê-la. A beleza excessiva faz mal às mulheres. Descuidam-se da arte de seduzir pela bondade e gentileza. São cruéis e egocêntricas.
A beleza faz mal ao coração... delas !
Nelson Cunha

Orvalho: joias líquidas

Imagem: Flickr, Ecstaticist

A formação do orvalho está intimamente relacionada com a temperatura das superfícies sobre as quais se forma. As superfícies que não são aquecidas a partir do calor do solo, tais como as folhas e flores, são, portanto, mais suscetíveis à formação de orvalho. Ao se esfriarem, isso faz com que a umidade da atmosfera circundante se condense nelas. A água não é capaz de se evaporar mais rápido do que se condensa. Então, o orvalho se forma.

Em seu poema Hyperion, Henry Wadsworth Longfellow disse: "Cada gota de orvalho (...) tinha um céu inteiro dentro dela." Elas representavam a paz interior que o poeta procurava.

14 dezembro, 2012

Ex

Não se entristeça ao ver seu (sua) ex com alguém.
Nossos pais nos ensinaram a dar nossos brinquedos usados aos menos afortunados.

My[confined]Space

Até quando?

por Paulo Nogueira, Diário do Centro do Mundo
Até quando será tolerado no Brasil que a mídia publique acusações graves sem nenhuma prova?
[...] Já falei algumas vezes de um caso que demonstra isso brilhantemente. Paulo Francis acusou diretores da Petrobras de corrupção. Como as acusações – não “revelações” – foram feitas em solo americano, no programa Manhattan Connection, a Petrobras pôde processar Francis nos Estados Unidos.
No Brasil, o processo daria em nada, evidentemente. Mas nos Estados Unidos a justiça pediu a Francis provas. Ele tinha apenas palavras. Não era suficiente. Francis teria morrido do pavor de ser condenado a pagar uma indenização que o quebraria financeira e moralmente.
Os amigos de Francis ficaram com raiva da Petrobras. Mas evidentemente Francis foi vítima de si mesmo e de seu jornalismo inconsequente.
Por que nos Estados Unidos você tem que apresentar provas quando faz acusações graves, e no Brasil bastam palavras?
Por uma razão simples: a justiça brasileira é atrasada e facilmente influenciável pela mídia. Se Francis fosse processado no Brasil, haveria uma série interminável de artigos dizendo que a liberdade de imprensa estava em jogo e outras patacoadas do gênero.
Nos Estados Unidos, simplesmente pediram provas a Paulo Francis.
Uma justiça mais moderna forçaria, no Brasil, a imprensa a ser mais responsável na publicação de escândalos atrás dos quais muitas vezes a razão primária é a necessidade de vender mais e repercutir mais.
Provas são fundamentais em acusações. Quando isso estiver consolidado na rotina do jornalismo e da justiça brasileira, a sociedade estará mais bem defendida do que está hoje.

Sobre as distâncias regulamentares

A classe média (da qual faço parte, mas não orgulhosamente) foi inventada para manter os pobres distanciados dos ricos. Em troca de nossos serviços, estes nos acenam com a possibilidade de um dia entrarmos para o seleto clube do caviar. E essa mutualidade acontece porque os ricos são extremamente ciosos de seus espaços pessoais onde, oriundos de outras categorias, só entram os personal trainers e os personal stylists.
Não ignoremos que a noção do "eu" não se restringe aos limites da pele. Duas a três décadas atrás, Edward Hall desenvolveu uma área de estudo, a proxêmica (criando inclusive este termo a partir do latim proximus), para definir a "ciência que estuda a estrutura inconsciente do microespaço humano". Em outras palavras, tudo o que se coloca entre o "eu" e o "outro".
Através da proxêmica, aprendemos que, entre dois adultos norte-americanos, a distância conveniente para que eles mantenham uma conversa é de cerca de 70 centímetros (que pode ser ampliada se o interlocutor tiver mau hálito). Isto porque os norte-americanos, em grande parte, pertencem a uma cultura de não-contato resultante de uma herança puritana. Já os latinos gostam de bater papo a uma distância menor, face a face. Daí porque são bem aceitas, no Brasil, as entrevistas no estilo "Cara a Cara", como aquelas que a Gabi faz na televisão.
Os russos, os árabes e os judeus são outras grupos étnicos que gostam da aproximação. São culturas táteis, por assim dizer.
E há particularidades interessantes relacionadas ao sexo: a aglomeração torna o homem combativo e a mulher amistosa (foto). Assim, numa sala pequena e apertada, um júri feminino tenderá a ser mais tolerante.


A proxêmica também nos ensina que existe uma escala de distâncias, a qual estabelece a distância conveniente a cada tipo de relacionamento. A distância que é adequada para fazer sexo, para conversar, para discursar etc. Por conseguinte, uma moça não deve dar o "sim" (ainda que a tentação seja grande) para quem a pede em casamento a uma distância de... 4 metros. Pois essa é uma distância pública, apropriada apenas para os discursos.
Desviar o olhar, dar as costas, inquietar-se, recuar e até mesmo avaliar se há necessidade de atacar são condutas observáveis frente a uma invasão da "bolha" individual. É por saber medir qual a distância crítica que o domador controla o leão (ou a leoa). PGCS


A propósito: Ridiculous Shoulder Mounted Laser Protects Your Personal Space, GIZMODO

13 dezembro, 2012

OXELFER-REFLEXO


Slideshow IMAGENS EM ESPELHO

Um padre brasileiro na capital do mundo

Nelson José Cunha
Nasci em Ouro Preto no dia de São Francisco, em frente à Igreja do santo que emprestou o nome ao meu pai: Francisco. Tantas coincidências me nomeariam um Chico a mais, mas fiquei sendo Nelson, nome do meu padrinho. Não tenho religião e acho que nunca tive. Minhas rezas e genuflexões na infância eram imitações do mundo dos adultos, só isso. Sempre achei a história da Branca de Neve mais plausível do que aqueles bichos amontoados na Arca de Noé. A história de Adão e Eva, nus e excitados, assistindo bacanais dos outros animais no paraíso é de um sadismo atroz. Viver dispensado do temor do castigo eterno é um alívio - Graças a Deus! Costumo dizer aos meus amigos que se Deus existisse não haveria ateus.
Tenho cacoetes de fala e solto sempre um Vai-com-Deus, Se-Deus-quiser ou Ai-meu Deus.
Deus-lhe-pague, não uso porque seria extrema ingratidão mandar uma conta para o além. Pensam que sou religioso e recebo convite para novenas e missas. Ganho medalhas e cromos de todos os santos e já ganhei a biografia de São Francisco. Levava o livro para o consultório e o lia entre as consultas. O jardineiro da Clínica, rapaz de 18 anos, ao me ver interessado no livro, pediu para lê-lo. Fez-se aí uma vocação. Cacau, devolveu-me o livro com um anúncio:
- Doutor Nelson, decidi pedir demissão do emprego porque vou ser franciscano.
Tentei demovê-lo, mas a influência da bela biografia do santo levou o rapaz para o convento. Ordenou-se capuchinho, fez votos de pobreza e castidade e foi mandado para Nova Iorque onde hoje dirige uma paróquia no bairro de Astória. É um quarteirão inteiro onde fica a Igreja, a creche e uma escola católica. Fui visitá-lo justamente na hora em que celebrava. Ele mandou que eu e Conchita (esposa) subíssemos ao altar de onde, a pedido dos funcionários, fiz um depoimento sobre a origem modesta do Padre José Carlos.
De microfone em punho, falei para os fieis da Saint Rita’s Church como um livro pode mudar o curso de uma vida.
Tem mais.

Interior da Saint Rita's Church. Celebração de uma missa por Padre José Carlos

♪Treze de Dezembro♪

Não é só um dia do ano (hoje, por sinal), é também uma canção.
Este belíssimo choro, composto por Luiz Gonzaga e Zé Dantas, que, tempos depois, recebeu letra de Gilberto Gil. Presente de aniversário de Gil para Luiz Gonzaga, nascido a 13 de dezembro de 1912.
(O aniversariante quase morreu - de emoção - ao receber tal presente.)
Se vivo fosse, Luiz Gonzaga estaria completando hoje um século de idade. E o vídeo em que Gilberto Gil toca e canta "Treze de Dezembro" é a nossa homenagem ao filho de Januário.


Link para uma versão instrumental desta canção com os sanfoneiros Rodolf Forte e Marcos Farias. Imperdível!

Tu quoque, Google?
Releituras
O berço do forró, Miss Hermengarda e O homem que adorava Petrolina

Republicação
Esta postagem foi divulgada em 13/12/2012 no Facebook da Casa do Ceará em Brasília.

12 dezembro, 2012

Tempo, tempo, tempo...

Fernando Gurgel Filho, de Brasília
Hoje é dia 12/12/12. O que isso significa? Como diz Tutty Vasques, nada, absolutamente nada!
Mas é interessante como a humanidade perde a noção das próprias coisas que inventa. E algumas invenções se tornam realidade tão facilmente que acabam influindo decisivamente na vida de muita gente. Creio que é porque o reino dos sonhos e das magias é tão fantástico, tão maravilhoso, que é melhor deixar a razão de lado.
O tempo é uma das coisas que nos fascina e nos controla a maior parte do nosso dia a dia.
Há algum tempo escrevi: "O tempo, representado pelo ir e vir do sol e da lua, bem como pelas mudanças de humor do clima - frio, quente, seco, chuvoso,etc - sempre definiu o dia a dia da humanidade. E, com o tempo, a humanidade aprendeu a esperar o tempo certo para dormir, acordar, plantar, colher, sofrer e festejar. O raiar do dia, anunciado pelo canto do galo, avisando que o sol está chegando para homenageá-lo, e pelo alarido dos pássaros, em festa pelos bichinhos sonolentos que vão adoçar seus bicos, devem ter sido os primeiros despertadores do ser humano nos campos e florestas. Não havia mais que isso para marcar o tempo e este transcorria dia após dia. Não havia semanas, meses e anos. Depois o homem aprisionou o tempo em artefatos, como ampulhetas, relógios e calendários, e o tempo aprisionou o homem para sempre. Hoje não se concebe como um ser humano pode abdicar do tempo medido, cortado em fatias e apresentado como pedaços de bolo em festa."
E este tempo medido, invenção do ser humano, passou a se sobrepor ao próprio ser humano que o inventou. Já vi pessoas, ditas esclarecidas, vociferando temeroso contra o horário de verão, como se aquilo atentasse contra suas convicções religiosas: "Não se mexe impunemente nas coisas do Senhor!"
Dentro dessa mesma linha de raciocínio e temor, é comum vermos associações de dias, meses e anos com algum tipo de sortilégio, previsão cabalística ou outra superstição religiosa qualquer.
Ora, se fizermos uma tentativa forçada - como se faz com os dias, meses e anos do calendário - podemos encontrar interessantes combinações numéricas em qualquer coisa, até em receita de remédio para diarreia. Alguém já mostrou que qualquer livro se presta a esses malabarismos intelectuais, desde a Bíblia, passando pelo Kama Sutra, e chegando ao romance Moby Dick.
Voltemos ao tempo. A estimativa atual da ciência para a extinção do nosso planeta gira em torno de 4,5 bilhões de ano.
"QUANTO???", pergunta a velhinha de 90 anos, assustada. "4,5 BILHÕES de anos", respondemos. "Ah bom, pensei que fossem apenas 4,5 milhões", diz a velhinha visivelmente aliviada.
Essa a noção que temos do tempo. Ou seja, nenhuma, pois para o ser humano, algo além de 100 anos já ultrapassa a sua expectativa de vida, mas ainda bem que não nos damos conta disso.
Além do mais, erros em ciência são plausíveis e quando os valores são astronômicos - na plena acepção da palavra - um erro infinitesimal pode representar um valor muito grande para o ser humano.
Mas o ser humano teima em datar mudanças catastróficas, como o simples fato de o ano ser 2.000, 3.000, ou seja lá o que for, represente algo com que se preocupar, enquanto a vidinha nossa de cada dia, de no máximo 50, 60, 90 anos vai se esvaziando celeremente sem que nos preocupemos mais do que com o que não deveria ser motivo de preocupação. Preocupante isso, não?
Ora, 4,5 bilhões de ano não interessam a nenhuma religião. Melhor então jogar com alguma combinação numérica mais recente, para que os apavorados humanos corram às igrejas, templos e aos salvadores de todos os matizes.
Então, feliz fim do mundo para todos em 2012 e que, em 2013, tenhamos outros melhores fins do mundo!

Falta ao trabalho

Uma justificativa
"Meu marido tomou uma dose aumentada de Viagra e eu não podia deixá-lo em casa com a empregada."


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Tudo azul, Cerveja e Viagra não combinam, O "Bolsa Viagra", Reunião da juventude "transviagra" e A China veste Panda

Raios de sol

Raios de sol estão em toda parte.
Quando são registrados por uma câmera fotográfica podem representar uma adição indesejável à imagem.
Criam faixas que cortam ou obscurecem detalhes dessa imagem - em uma explosão de luz!
No entanto, quando deliberadamente capturados, os raios de sol podem ser mágicos.

11 dezembro, 2012

Lunático

Lunático agora está fora da lei
Numa votação por 398 a 1, a Câmara dos EUA aprovou a lei que retira a palavra lunatic (lunático) de todas as leis do país. O único voto "não" veio do deputado selenita Louie Gohmert (R-Texas).
O termo lunático
Deriva da palavra latina para Lua. Antes da era moderna, foi usado para descrever uma pessoa que sofria de doença mental por se acreditar que os ciclos lunares tinham impacto sobre o funcionamento do cérebro. Com a evolução dos conhecimentos médicos, a sociedade passou a compreender que tal influência não existe.
A influência da Lua na poesia brasileira
Círculo Vicioso, Ismália e, last but not the leastMicropoemas do infortúnio - 10