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31 março, 2025

Calendário político. Artigo de Frei Betto

"Todas essas convenções e denominações estão calcadas na dança cabrocha da Terra em torno do mestre-sala, o Sol", escreve Frei Betto, escritor, autor de “A obra do Artista – uma visão holística do Universo” (José Olympio), entre outros livros.
Eis o artigo.
Podemos não perceber, mas a política está presente em tudo: na qualidade do nosso café da manhã e do transporte utilizado para ir à escola ou ao trabalho.
Mas nem tudo é política. Um casal em lua de mel não é necessariamente uma questão política. Porém, o local para o qual viajou (ou não) tem a ver com política, que influencia na renda familiar.
A política é uma faca de “dois legumes”, como se diz em Minas. Serve para oprimir ou libertar. É como a religião, que também serve para oprimir ou libertar.
Um dos exemplos mais curiosos de que tudo tem a ver com a política é este: pergunte a um grupo qual é o último mês do ano. Todos responderão: “Dezembro”. Agora indague: “Equivale a qual numeral?” Com certeza a maioria dirá: “Doze”. Errado! Dezembro equivale ao numeral dez. Antes dele, novembro, nove; outubro, oito; setembro, sete. E por que o ano tem doze meses?
Eis a política: na Roma antiga o ano tinha 304 dias e dez meses (martius, aprilis, maius, junius, quintilis, sextilis, september, october, november e december). Mais tarde, foram acrescidos os meses de janus e februarius.
Para homenagear os césares, o senado romano mudou os nomes de quintilis para julho, em honra do imperador Júlio César. O imperador Augusto, seu sucessor, não quis ficar atrás e exigiu também um mês em sua homenagem. Sextilis virou agosto, em honra de César Augusto.
Os astrônomos do reino, constrangidos, lembraram ao imperador da alternância de 31/30 nos dias de cada mês. Portanto, o mês de Augusto teria um dia a menos que o de Júlio. “Quero isonomia!”, teria dito o imperador. “Ou amanhã os senhores não terão a cabeça em cima do corpo”. O que fizeram? Arrancaram um dia de fevereiro. Julho e agosto são os únicos meses consecutivos com 31 dias.
Uma pergunta que sempre me fazem: por que a data do Carnaval muda todo ano e sob que critérios? Mudam-se também as datas da Semana Santa, de Corpus Christi e de outras efemérides litúrgicas.
Nosso calendário gregoriano é solar, ou seja, regido pela rotação da Terra em torno da estrela que nos ilumina. O calendário litúrgico é lunar, baseado nas fases da lua. Sua festa central é a Páscoa, sempre comemorada pelos judeus na primeira lua cheia do mês de Nisan. Este mês do calendário judaico corresponde ao período entre 22 de março e 25 de abril. Para nós, que vivemos no hemisfério Sul, o domingo de Páscoa é sempre aquele seguido da primeira lua cheia do outono. Neste ano, 20 de abril. Para evitar confusão com a festa judaica, a Igreja adotou o domingo seguinte ao da festa da Páscoa judaica como o da celebração da ressurreição de Jesus.
O domingo de Carnaval é sempre o sétimo antes da Páscoa cristã. A quinta-feira de Corpus Christi, a primeira depois do domingo da Santíssima Trindade, comemorado 57 dias depois da Páscoa.
O domingo de Páscoa é a data de referência das demais festas litúrgicas chamadas móveis. Há também as imóveis, como o Natal, comemorado invariavelmente a 25 de dezembro, não importa o dia da semana em que cai.
Todos os povos que seguem um calendário anual celebram a chegada do Ano-Novo denominada, entre nós, réveillon, do verbo francês réveiller, que significa “despertar”. Foi o imperador Júlio César que, no ano 46 a.C., decretou o 1º de janeiro como primeiro dia do Ano-Novo. Celebrava-se na data a festa de Jano, deus dos portões, dotado de duas faces, uma virada para frente, outra para trás. Janeiro deriva de Jano.
Os dias da semana, em português, foram nomeados por Martinho de Dume, bispo de Braga, Portugal, no século VI. Ele denominou, em latim, os dias da Semana Santa como aqueles nos quais não se devia trabalhar: feria secunda (segundo dia de feriado ou férias), feria tertia etc. Feria originou a corruptela feira.
O imperador Constantino (280-337), convertido ao Cristianismo, já havia denominado Dies Dominica, “dia do Senhor”, o domingo, primeiro dia da semana. O sétimo dia, sábado, vem do hebreu shabāt, que significa “descanso”.
Outros idiomas latinos conservam os nomes pagãos dos dias, concernentes aos planetas, como é o caso do francês, do italiano e do espanhol. Na língua de Cervantes segunda-feira é lunes, de lua; terça, martes, de Marte etc.
Todas essas convenções e denominações estão calcadas na dança cabrocha da Terra em torno do mestre-sala, o Sol. Nesse bailar, percorre quatro estações: verão, outono, inverno e primavera. E não apenas a Estação Primeira de Mangueira...
Aliás, se a evolução do Universo, surgido há 13,8 bilhões de anos, fosse compactada no calendário gregoriano, o Big-Bang, a explosão primordial, teria ocorrido a 1° de janeiro; nossa galáxia, a Via Láctea, se formado em 1° de maio; nosso sistema solar, em 9 de setembro; o surgimento da Terra, em 14 de setembro; as primeiras manifestações de vida, a 25 de setembro; e o ser humano, nos últimos segundos de 31 de dezembro.
De vez em quando é muito bom dar um passeio pela ciência, tão desprestigiada por essa gente que adora as fake news de Trump.
18 março 2025
https://www.ihu.unisinos.br/649604-calendario-politico-artigo-de-frei-betto

19 agosto, 2021

Maia x Oreo

DE ACORDO COM O CALENDÁRIO MAIA, O MUNDO CHEGOU AO FIM
FELIZMENTE, O BISCOITO OREO DIZ QUE NÃO É PARA SE AFOBAR

26 julho, 2018

Onze dias "perdidos"

"Dê-nos nossos onze dias!". Os tumultos do calendário inglês de 1752
Os onze dias aqui referidos são os 11 dias "perdidos" de setembro de 1752, quando a Grã-Bretanha mudou do calendário juliano para o calendário gregoriano, aproximando o país da maior parte da Europa.
O calendário gregoriano é o calendário internacional de hoje, com o nome do homem que primeiro o apresentou em fevereiro de 1582, o papa Gregório XIII. (*)
Antes de 1752, a Grã-Bretanha e seu Império seguiram o calendário juliano, implantado por Júlio César em 46 a.C. No entanto, este calendário tinha um erro de 1 dia incorporado a cada 128 anos, devido a um erro de cálculo do ano solar em 11 minutos. Isso afetava a data da Páscoa, tradicionalmente observada em 21 de março, com a data a se afastar do equinócio da primavera a cada ano que passava.
Para superar esse problema, o calendário gregoriano foi apresentado. Este é um calendário solar, com base em um ano de 365 dias dividido em 12 meses. Cada mês consiste em 30 ou 31 dias com um mês, fevereiro, que consiste de 28 dias. Um ano bissexto adiciona a cada 4 anos um dia extra a fevereiro, que fica com 29 dias.
Os primeiro a adotarem o novo calendário (em 1582) foram a França, Itália, Polônia, Portugal e Espanha. A Turquia foi o último país a mudar oficialmente para o novo sistema, em 1º de janeiro de 1927.
A Lei do Calendário de 1750 introduziu o calendário gregoriano no Império britânico, aproximando a Grã-Bretanha da maior parte da Europa Ocidental.
A sua introdução não foi imediata. Isso significou que o ano de 1751 foi um ano curto, que durou apenas 282 dias a partir de 25 de março (ano novo no calendário juliano) até 31 de dezembro. O ano de 1752 começou em 1º de janeiro.
Permaneceu o problema de alinhar o calendário em uso na Inglaterra com o que estava em uso na Europa. Era necessário corrigi-lo em 11 dias: os "dias perdidos". Foi decidido que a quarta-feira, 2 de setembro de 1752, seria seguido pela quinta-feira, 14 de setembro de 1752.
As reivindicações de uma agitação civil que exigiam "Dê-nos nossos onze dias" podem ter surgido de uma interpretação errada de uma pintura contemporânea de William Hogarth. Sua pintura de 1755, intitulada "Um entretenimento eleitoral", referia-se às eleições de 1754 e retrata um jantar de taberna organizado por candidatos Whig. Um banner roubado da campanha Tory, com o slogan "Dê-nos nossos onze dias", pode ser visto na pintura.
A mudança do calendário foi, de fato, uma das questões debatidas na campanha eleitoral de 1754 entre os Whigs e os Tories.
Também é verdade que quando o governo britânico decidiu alterar o calendário e ignorar esses 11 dias, muitas pessoas acreditaram erroneamente que suas vidas seriam reduzidas em 11 dias. As pessoas também se mostraram desconfiadas com a movimentação dos dias de santos e dos dias sagrados, incluindo a data da Páscoa.
No entanto, a maioria dos historiadores atualmente acredita que esses protestos nunca aconteceram. Você poderia dizer que os manifestantes do calendário foram o equivalente georgiano de um mito urbano.
Nem todos ficaram descontentes com o novo calendário. De acordo com WM Jamieson, em seu livro "Murders Myths and Monuments of North Staffordshire", há um conto sobre um William Willett de Endon. Sempre interessado em fazer piada, ele apostou que poderia dançar sem parar por 12 dias e 12 noites. No início da noite de 2 de setembro de 1752, ele começou a saracotear em sua aldeia e assim continuou durante toda a noite. Na manhã seguinte, 14 de setembro, pelo novo calendário, ele parou de dançar e reivindicou o recebimento de suas apostas!

Ben Johnson, HISTORIC UK

N. do E.
(*) Curiosidade - O calendário gregoriano foi, na verdade, proposto por Aloysius Lilius, um médico de Nápoles.
Ver também: Uma longa noite de morte, mas não necessariamente de agonia.

31 março, 2017

Meses perversos

O ano de 2016 teve três meses perversos: janeiro, julho e outubro. Como consequência de 2016 ter sido um ano bissexto, 2017 também terá três meses perversos: abril, julho e dezembro.
O mês é chamado perverso quando sua página no calendário toma seis linhas.
O ano de 2015 teve apenas dois meses perversos. É possível que haja quatro em um único ano? Quando será esse ano? É possível que haja um ano sem meses perversos?
Há uma relação inversa entre as sexta-feiras 13 e os meses perversos. Por isso, 2016 teve apenas uma sexta-feira 13. (a conferir esta informação de Pat Ballew http://pballew.blogspot.com.br/2017/01/on-this-day-in-math-january-31.html#links)
Então, o que é bom para os fabricantes de calendários é ruim para os supersticiosos.

Confira estas assertivas no Supercalendário.

19 setembro, 2016

O calendário fixo internacional - 2

Estamos todos acostumados a um calendário de 12 meses, apesar de lidarmos com o fato de que há um número diferente de dias nos meses e de que fevereiro não tem o mesmo número de dias em todos os anos.
Isso é muito louco, certo?
Algumas pessoas certamente achavam assim, e foi por isso que um calendário fixo internacional foi proposto. No calendário fixo internacional haveria 13 meses e cada mês teria sempre 28 dias. É um exemplo de um calendário perene em que cada data ocorreria sempre no mesmo dia da semana.
Você deve ter notado que 13 vezes 28 é igual a 364, então você precisaria de um dia extra, certo?
No calendário fixo internacional, haveria um dia extra, chamado "Sol", entre os meses de junho e julho. e os anos bissextos seriam tratados da mesma maneira que o são em nosso calendário gregoriano atual.

23 junho, 2016

Como você escreve a data?

Depende de onde você mora. Na maioria dos países do mundo (na América Latina, por exemplo) escreve-se primeiro o dia, depois o mês e, por fim, o ano.
(dd/mm/aaaa)
O blog EM foi configurado para estar em conformidade.
Em poucos países coloca-se o ano em primeiro lugar, que é como os programadores de computador preferem, e por favor não abreviem o ano. 
Na China, Japão e três outros países, a sequência é toda invertida. E seus habitantes estão no padrão ISO 8601, que é usado para as transferências bancárias internacionais.
(aaaa/mm/dd)
Nos EUA, só parcialmente, Lá, escreve-se o mês antes do dia e o ano, por último.
(mm/dd/aaaa)
Agora, no Canadá, escreve-se do jeito que a pessoa quiser. Os canadenses não têm nenhuma maneira padrão de como anotar os dias. Segundo Miss Cellania, do Neatorama, o país está tentando padronizar o formato da data, mas isso vai levar tempo.

Ler + em Atlas Obscura.

N. do E.
Justiça seja feita. Nenhum país aderiu a um formato da data em que o ano fica no meio. Acho que esta observação vale também para o Canadá.

31 dezembro, 2014

O calendário fixo internacional

Em 1899, o estatístico britânico Moses B. Cotsworth observou que os registros podiam ser muito simplificados se cada mês contivesse um número uniforme de semanas inteiras. Ele propôs um "calendário fixo internacional", contendo 13 meses de 28 dias:


Isso tornava tudo mais fácil.
O dia 26 de cada mês passa a cair, de forma confiável, em uma quinta-feira, por exemplo. E as comparações estatísticas entre os meses vão ser mais precisas, já que cada mês contém quatro semanas – com quatro fins de semana.
Infelizmente, para os supersticiosos, cada um dos 13 meses continha uma sexta-feira 13. Um novo mês, chamado Sol (em inglês), seria criado entre junho e julho, e um dia a mais, o "Dia de Ano", seria adicionado no final do ano, mas seria independente de qualquer mês (como é o Leap Day). QUEM SÃO OS LEAPLINGS
Em 1922, a Liga das Nações escolheu o plano de Cotsworth como o mais promissor de 130 propostas de reformas do calendário, mas o público, como sempre, resistiu ao desconhecido, e por volta de 1937 a Liga tinha fechado suas portas. No entanto, o calendário fixo internacional deixou um legado curioso: George Eastman, o fundador da Eastman Kodak, ficou tão satisfeito com o esquema de Cotsworth que o adotou como calendário oficial de sua empresa – e assim permaneceu até 1989.
Fixing dates, Futility Closet
N. do E.
Treze não sendo divisível por 2 e 4 teríamos de esquecer os semestres e os trimestres.

Slideshows do PG - Apresentação 351

01 março, 2013

Sacos de dinheiro

Circula na internet um boato com o seguinte teor:

"Este ano (2013), março terá 5 sexta-feiras, 5 sábados e 5 domingos. Isto acontece uma vez a cada 823 anos. Estes anos são conhecidos como money bags (sacos de dinheiro)."

Pegaram um fato ocasional, inventaram um número (823), um nome em inglês e espalharam na internet. Ninguém se preocupou com as contas, nem estranhou se tratar de um período tão grande.
Nem ao menos checaram os calendários. Muitos simplesmente acreditaram.
Esse fato vai se repetir toda vez que março começar numa sexta-feira. E isso é bem mais frequente do que a cada 823 anos. Em março de 1985, por exemplo, aconteceu (confira aqui).
De um ano para outro, o dia da semana em que um mês começa avança um dia. Em anos bissextos, o início do mês avança dois dias da semana, exceto para janeiro e fevereiro, em que esse avanço duplo é percebido no ano seguinte. Se não fossem os anos bissextos, a cada 7 anos tudo se repetiria, pois o calendário teria passado por todos os dias da semana. Como os anos bissextos mudam esse comportamento a cada 4 anos, podemos dizer que todo o conjunto do calendário, incluindo anos bissextos, se repete regularmente no MMC entre 7 e 4, isto é, a cada 28 anos.

Post relacionado: Reciclagem de calendários

01 janeiro, 2013

Um calendário para 2013

Dave Engledow, o auto-proclamado melhor pai do mundo, lançou um calendário para 2013. Aparecem nas fotos do calendário: ele e, naturalmente, sua cute little daughter Alice Bee.
Não procure seu exemplar. Com 26.000 fans no Facebook, Dave possivelmente já vendeu online todos os 1.500 exemplares da edição do calendário.

My Modern Met

Pintores com a boca e os pés, Um calendário para piromaníacos, Um calendário de animais, Reciclagem de calendários Um calendário para 2012

03/01/2013 - Atualizando...
Esta matéria foi republicada (ontem) no Luis Nassif Online. Neste portal, recebeu os seguintes comentários:
Adorei a cortina com a bandeira americana que esconde as sujeiras do lado de fora, adorei a luta pela formação do super-herói americano.
Haja viagem!!!
Deve ser o efeito da passagem de ano.
Assis Ribeiro
Chatão. Não notou os anéis olímpicos na camiseta da guria?
Com mentalidade como a sua é que o Brasil sempre fica entre os últimos no número de medalhas e o Grande Satã - sem doping, com fair play, predominando o esporte amador - sempre consegue estar, invariavelmente, em todos os jogos entre as três maiores nações medalhistas.
Vá assistir ao show da virada em vez de falar bobagem e criticar um trabalho fotográfico muito bem concebido.
Samuel Maice

Olhei no Google Images e as imagens desse cara são fabulosas!!!

Ivan de Union
Algumas imagens de Dave Engledow: http://assisprocura.blogspot.com.br/
Assis Ribeiro

21 dezembro, 2012

Maia meio Maiakovski


Fim do mundo mixuruca, esse que tentaram impingir aos coitados dos Maias. Depois mudam os calendários do mundo todo e não avisam os pobrecitos.
Agora mesmo, em Brasília, estamos às 15 horas e 15 minutos do dia 20 de dezembro de 2012, quinta-feira.
Em Auckland, Nova Zelândia, são 6 horas e 15 minutos do dia 21 de dezembro de 2012, sexta-feira.
Então, o fim do mundo tinha que vir rolando de lá para cá, mas, para nossa decepção, até agora não rolou nenhum fim de mundo por lá.
Será que ninguém vai dar uma mãozinha para profecia???
Fernando Gurgel Filho

23/12/2012 - Não desista nunca!

03 janeiro, 2012

Orquestra de esqueletos. AVISO



MESMO QUE O MUNDO ACABE EM 2012
COMO FAZ CRER O CALENDÁRIO MAIA
NÃO HAVERÁ O CANCELAMENTO
DE NOSSOS SHOWS PARA ESTE ANO

AO CONTRÁRIO...


Bônus explicativo da  "previsão" do calendário maia






N. do E.
Outra prova do erro do calendário é que Marty McFly viajou para 2015.

29 dezembro, 2011

Um calendário para 2012

Doze artistas se reuniram para criar um calendário para 2012, explorando o tema do Apocalipse.
Cada artista ilustrou um mês, óbvias mentes. E eu, como a traduzir minhas renovadas esperanças, selecionei a página de dezembro para ilustrar esta postagem.
Dezembro, hein?!  Notem que eu não estou sendo pessimista.

Veio daqui

03 agosto, 2011

Que dia é hoje?

A história de um pequeno povoado onde todos ficaram "ariados" devido ao sumiço de um calendário de folhinha conforme o relato do escritor Fernando Gurgel Filho.
O tempo, representado pelo ir e vir do sol e da lua, bem como pelas mudanças de humor do clima - frio, quente, seco, chuvoso etc - sempre definiu o dia a dia da humanidade. E, com o tempo, a humanidade aprendeu a esperar o tempo certo para dormir, acordar, plantar, colher, sofrer e festejar.
O raiar do dia, anunciado pelo canto do galo, avisando que o sol está chegando para homenageá-lo, e pelo alarido dos pássaros em festa pelos bichinhos sonolentos que vão adoçar seus bicos, devem ter sido os primeiros despertadores do ser humano nos campos e florestas. Não havia mais que isso para marcar o tempo e este transcorria dia após dia. Não havia semanas, meses e anos.
Depois o homem aprisionou o tempo em artefatos, como ampulhetas, relógios e calendários, e o tempo aprisionou o homem para sempre.
Hoje não se concebe como um ser humano pode abdicar do tempo medido, cortado em fatias e apresentado como pedaços de bolo em festa.
Às vezes, podemos até esquecer o dia da semana ou o dia do mês, mas basta olhar para qualquer lado - celular, microondas, aparelho de cd/dvd, computador, letreiros eletrônicos nas cidade etc - e temos como obter essa informação de forma rápida e segura.
Agora, em uma cidade sem luz elétrica, água encanada, telefone, relógio, rádio ou qualquer outra coisa que a ligue ao mundo exterior, exceto jumentos e cavalos, a marcação do tempo somente pode ser feita à mão no calendário.
Segundo vejo na tv alguém contar, em um pequeníssimo povoado, um belo dia a dona Bia acordou e perguntou pro Seu Ariostatino:
- Que dia é hoje? Dia 10 tenho que ir à cidade, vou ao dotô.
Ariostatino - Ari pros familiares, Jeguinho para os colegas na roça - levantou e foi consultar o calendário, ou seja, a famosa folhinha de parede, onde, todos os santos dias, ao acordar, marcava o dia que estava iniciando.
Mas, cadê o calendário?
Alguém arrancara o calendário do seu lugar sagrado na parede da cozinha!
- Ariosvaldo, Arienrique, Arilhermina, cadê a folhinha?, gritou Seu Ari.
Em resposta, os dois meninos e a menina gritaram quase ao mesmo tempo:
- Vi não, pai!
E correram para a cozinha, assustados com o desaparecimento de coisa tão preciosa.
- Como não viram? Folhinha num sai da parede sozinha! Eu quero ela aqui e agora!!!, esbravejou.
E ficou apenas nisso, pois as crianças insistiam em dizer que não sabiam do paradeiro do calendário e dona Bia muito menos.
O jeito foi consultar a vizinhança:
- Dona Aristatina, a senhora pode ver na sua folhinha que dia é hoje? Sumiram cum a minha...
- Puxa vida, Seu Ari, faz um tempão que o Aridelvino num atualiza. Lembra que ele ficou um tempão fora? - - Pois é, ele disse inté que ia pedir pro sinhô atualizá a dele.
Assim foi em todo o povoado. Uma meia dúzia de casas. Por uma dessas coincidências do tempo que escorre no dia a dia, o tempo no povoado deixara de ser marcado em todos calendários - uns três ou quatro - existentes ali.
Em todas as casas, a pergunta:
- Que dia é hoje?
Ninguém sabia ao certo.
Que fazer, então?
Só havia um jeito, pegar a carroça e ir com a mulher para a cidade. Foram, a consulta era dois dias depois. Ari aproveitou, foi nas lojas e farmácias, pediu um tanto de calendário de parede para marcar os dias e a vida no povoado voltou ao normal. Agora, com calendário de sobra.
Quanto ao antigo calendário do Ari, Dona Bia depois lembrou que alguém pedira emprestado, mas não lembrava quem foi. Para ela e para o povoado, medição do tempo parecia não ter tanta importância assim. Até o dia em que teve que se submeter ao tempo dos outros.

13 maio, 2011

Sexta-feira 13

O problema não está propriamente na sexta-feira. Está no primeiro domingo do mês que, quando cai no dia primeiro, acaba por dar origem a uma sexta-feira 13 na semana seguinte. E, se o fato acontecer em fevereiro (em ano não bissexto), aí temos sexta-feira 13 em dois meses seguidos.
Em 2009 foi assim.

19 janeiro, 2010

Um calendário de animais

Foi desenvolvido pela Takkoda para o ano de 2010. É o calendário mais fofo e estiloso dos últimos tempos.


16 setembro, 2009

Um calendário para piromaníacos

O ucraniano Yurko Gutsulyak criou um calendário que é perfeito para os piromaníacos: à base de fósforos.
No calendário dele, cada dia do ano é representado por um palito de fósforo a ser destacado e... riscado.