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29 abril, 2025
31 maio, 2024
Com cinzas e com afeto
Caso verídico que escutei de uma aeromoça da Alitalia.
A historia começa na porta de entrada do avião quando uma passageira sai da fila para se aproximar da aeromoça e pedir com toda polidez que ela permita que sua adorável mãezinha viaje em primeira classe.
- É o sonho dela, disse com emoção.
A aeromoça sensibilizada negou educadamente alegando que não tinha autorização da empresa para tanto, mas faria algo especial pela mãe da passageira. Daria a ela toda atenção e mimos como se na primeira classe estivesse. Bastava que lhe dissesse o número da poltrona da classe turística.
- 34B, corredor.
O avião decolou e a gentil aeromoça,depois de alguns minutos, se dirigiu à poltrona assinalada levando um pote de caviar com um vinho espumante. Lá estava comodamente sentada a passageira.
- Onde está sua mãezinha? perguntou a aeromoça.
A passageira então abriu a mochila e sacou de lá um vidro com as cinzas da mãe.
Disse, emocionada:
- Estou levando suas cinzas para lançá-las no lago de Como na Italia.
A adorável aeromoça não se fez de rogada, pegou o vidro com cinzas e o acomodou discretamente no melhor local da primeira classe.
Achei a história linda e trouxe para vocês como o exemplo de que o afeto ainda existe até entre pessoas que mal se conhecem.
A historia começa na porta de entrada do avião quando uma passageira sai da fila para se aproximar da aeromoça e pedir com toda polidez que ela permita que sua adorável mãezinha viaje em primeira classe.
- É o sonho dela, disse com emoção.
A aeromoça sensibilizada negou educadamente alegando que não tinha autorização da empresa para tanto, mas faria algo especial pela mãe da passageira. Daria a ela toda atenção e mimos como se na primeira classe estivesse. Bastava que lhe dissesse o número da poltrona da classe turística.
- 34B, corredor.
O avião decolou e a gentil aeromoça,depois de alguns minutos, se dirigiu à poltrona assinalada levando um pote de caviar com um vinho espumante. Lá estava comodamente sentada a passageira.
- Onde está sua mãezinha? perguntou a aeromoça.
A passageira então abriu a mochila e sacou de lá um vidro com as cinzas da mãe.
Disse, emocionada:
- Estou levando suas cinzas para lançá-las no lago de Como na Italia.
A adorável aeromoça não se fez de rogada, pegou o vidro com cinzas e o acomodou discretamente no melhor local da primeira classe.
Achei a história linda e trouxe para vocês como o exemplo de que o afeto ainda existe até entre pessoas que mal se conhecem.
Nelson Cunha
21 março, 2022
Tanques voadores
Um dos conceitos mais estranhos da tecnologia militar que surgiu no período entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial foi o tanque voador. Essencialmente, era um tanque de guerra comum com asas de planador removíveis. Concebido para ser um veículo militar pesado, ele reuniria as características de duas importantes máquinas de guerra - o avião e o tanque.
Estrategistas militares de muitos países pensaram que, se tivessem um tanque de guerra preparado para voar e descer em uma zona de guerra, isso lhes daria uma grande vantagem. Assim, as principais superpotências da época, como Estados Unidos, Rússia, Inglaterra e Japão, começaram a experimentar essa tecnologia. Vários modelos foram criados e, embora os testes iniciais de alguns tanques alados tenham sido bem-sucedidos, a idéia acabou sendo abandonada.
As limitações dos materiais disponíveis e o esforço necessário para pousar apenas um desses tanques foram duas das razões pelas quais o conceito de tanque voador foi abandonado.
As limitações dos materiais disponíveis e o esforço necessário para pousar apenas um desses tanques foram duas das razões pelas quais o conceito de tanque voador foi abandonado.
12 agosto, 2020
F-16
O caça a jato F-16 é um maldito de um avião.
Ele pode acelerar até Mach 2, que é o dobro da velocidade do som. E por voar tão rapidamente já se envolveu em incidentes em que foi atingido por balas disparadas por suas próprias armas
Ars Technica
14 abril, 2020
Pegando um voo
Dois caras embarcam de uma forma inusitada no pequeno avião.
0:08 - "O avião está atrasado ou já passou." (tradução livre)
(two guys catch a flight)
0:08 - "O avião está atrasado ou já passou." (tradução livre)
26 novembro, 2019
O avião do apocalipse
O Boeing E-4B é basicamente o lugar onde os mandachuvas dos Estados Unidos - o presidente, o secretário de defesa e os comandantes militares - viajariam de um lugar para outro em caso de apocalipse militar.
Eles custam cerca de 350 milhões de dólares, o dobro de um avião normal, e são construídos e equipados para suportar um conflito nuclear. Também são completamente analógicos, a fim de que uma falha em seus sistemas eletrônicos não possa derrubá-los. Podem reabastecer em vôo e ficar no ar até uma semana sem pousar.
A área principal de do Boeing E-4B é como um escritório, uma espécie de Pentágono em miniatura. Transportando até 112 pessoas, 17 delas seriam jornalistas viajando como representantes da imprensa. Isso tudo para narrar à população, presumivelmente dizimada pelas armas nucleares, como o presidente e seu staff acompanham dos céus a situação do país a cada momento.
Eles custam cerca de 350 milhões de dólares, o dobro de um avião normal, e são construídos e equipados para suportar um conflito nuclear. Também são completamente analógicos, a fim de que uma falha em seus sistemas eletrônicos não possa derrubá-los. Podem reabastecer em vôo e ficar no ar até uma semana sem pousar.
A área principal de do Boeing E-4B é como um escritório, uma espécie de Pentágono em miniatura. Transportando até 112 pessoas, 17 delas seriam jornalistas viajando como representantes da imprensa. Isso tudo para narrar à população, presumivelmente dizimada pelas armas nucleares, como o presidente e seu staff acompanham dos céus a situação do país a cada momento.
| Boeing E-4B, imagem Wikipédia |
02 março, 2019
O voo mínimo de Ader
O engenheiro francês Clément Ader (1841 - 1925) foi a primeira pessoa a pilotar um avião, mas seu avião "Éole", que parecia um morcego a vapor, levantou-se a poucos centímetros do solo. Não foi um voo sustentado e, como disseram testemunhas, essa tentativa de voar foi interrompida a uma distância de 50 metros por árvores no final do campo. A falha de projeto do seu avião não apareceu naquele voo mínimo - Ader não havia provido o controle adequado.
Ele cunhou a palavra francesa "avion" para aeronaves. Diz-se que significa Appareil Volant Imitant les Oiseaux Naturels: Máquina Voadora Imitando Aves Naturais.
Avion III, de Clément Ader.
Ele cunhou a palavra francesa "avion" para aeronaves. Diz-se que significa Appareil Volant Imitant les Oiseaux Naturels: Máquina Voadora Imitando Aves Naturais.
28 novembro, 2018
Quando astrônomos acompanham um eclipse a bordo de um Concorde
Na década de 1970, um pequeno grupo de astrônomos usou o primeiro protótipo do Concorde para acompanhar um eclipse total através do Saara.
Um eclipse solar, em 1973, deu às pessoas em uma faixa da Indonésia e do Pacífico Sul a chance de ver um generoso eclipse total de 4 minutos e 9 segundos: a visão imponente da lua cobrindo completamente o sol, transformando o dia em noite e oferecendo um raro vislumbre da coroa solar.
Mas, naquele ano, um pequeno grupo de astrônomos tinha uma arma secreta para ver o eclipse por um tempo ainda mais longo: um protótipo do Concorde capaz de seguir o eclipse com o dobro da velocidade do som.
O futuro avião de passageiros - desenvolvido em parceria entre os governos francês e britânico - voou pela primeira vez em 1969 e estava chegando ao fim de seu bem-sucedido programa de testes. Ele havia mostrado que o transporte supersônico de passageiros era possível e também provado ser mais fácil de manusear no ar e no solo do que havia sido teorizado.
Enquanto os engenheiros de aviação franceses e britânicos preparavam o Concorde para voos de passageiros, o mundo da astronomia se preparava para seu próprio marco: assistir ao mais longo eclipse solar total de sua vida, em 30 de junho de 1973. O eclipse prometia uma visão luxuosa em certo lugar do planeta, durando um máximo de 7 minutos e 4 segundos, quando a lua passasse sobre o deserto do Saara. Seria apenas 28 segundos a menos do maior eclipse possível na Terra. Nos séculos anteriores, houve apenas um eclipse maior que este, e não haveria mais um eclipse solar total até junho de 2150.
O plano parecia enganosamente simples. Em sua velocidade máxima, o Concorde desceria do norte e interceptaria a sombra da lua sobre o noroeste da África. Viajando quase na mesma velocidade, o Concorde essencialmente competiria com o eclipse solar através da superfície do planeta, dando aos astrônomos uma oportunidade sem precedentes para estudar os vários fenômenos possibilitados por um eclipse.
Ao todo, os pesquisadores observaram a totalidade do eclipse pelo tempo recorde de 74 minutos.
Em um único voo, o Concorde deu aos astrônomos mais tempo de observação do que todas as expedições anteriores do século passado - gerando três artigos na Nature e uma riqueza de novos dados.
"Todos os cinco experimentos foram bem-sucedidos, mas nenhum deles revolucionou nossa compreensão da coroa solar", diz de uma maneira honesta Pierre Léna, o idealizador da missão, sobre o impacto imediato do voo. "Todos eles desempenharam seu papel na progressão normal do conhecimento científico, mas não houve resultados extraordinários, tem que ser dito."
https://motherboard.vice.com/en_us/article/8q8qwk/the-concorde-and-the-longest-solar-eclipse
O Concorde azul
Um eclipse solar, em 1973, deu às pessoas em uma faixa da Indonésia e do Pacífico Sul a chance de ver um generoso eclipse total de 4 minutos e 9 segundos: a visão imponente da lua cobrindo completamente o sol, transformando o dia em noite e oferecendo um raro vislumbre da coroa solar.
Mas, naquele ano, um pequeno grupo de astrônomos tinha uma arma secreta para ver o eclipse por um tempo ainda mais longo: um protótipo do Concorde capaz de seguir o eclipse com o dobro da velocidade do som.
O futuro avião de passageiros - desenvolvido em parceria entre os governos francês e britânico - voou pela primeira vez em 1969 e estava chegando ao fim de seu bem-sucedido programa de testes. Ele havia mostrado que o transporte supersônico de passageiros era possível e também provado ser mais fácil de manusear no ar e no solo do que havia sido teorizado.
Enquanto os engenheiros de aviação franceses e britânicos preparavam o Concorde para voos de passageiros, o mundo da astronomia se preparava para seu próprio marco: assistir ao mais longo eclipse solar total de sua vida, em 30 de junho de 1973. O eclipse prometia uma visão luxuosa em certo lugar do planeta, durando um máximo de 7 minutos e 4 segundos, quando a lua passasse sobre o deserto do Saara. Seria apenas 28 segundos a menos do maior eclipse possível na Terra. Nos séculos anteriores, houve apenas um eclipse maior que este, e não haveria mais um eclipse solar total até junho de 2150.
O plano parecia enganosamente simples. Em sua velocidade máxima, o Concorde desceria do norte e interceptaria a sombra da lua sobre o noroeste da África. Viajando quase na mesma velocidade, o Concorde essencialmente competiria com o eclipse solar através da superfície do planeta, dando aos astrônomos uma oportunidade sem precedentes para estudar os vários fenômenos possibilitados por um eclipse.
Ao todo, os pesquisadores observaram a totalidade do eclipse pelo tempo recorde de 74 minutos.
Em um único voo, o Concorde deu aos astrônomos mais tempo de observação do que todas as expedições anteriores do século passado - gerando três artigos na Nature e uma riqueza de novos dados.
"Todos os cinco experimentos foram bem-sucedidos, mas nenhum deles revolucionou nossa compreensão da coroa solar", diz de uma maneira honesta Pierre Léna, o idealizador da missão, sobre o impacto imediato do voo. "Todos eles desempenharam seu papel na progressão normal do conhecimento científico, mas não houve resultados extraordinários, tem que ser dito."
https://motherboard.vice.com/en_us/article/8q8qwk/the-concorde-and-the-longest-solar-eclipse
O Concorde azul
19 novembro, 2018
Por que os aviões não são construídos com o material da caixa-preta
Se um avião fosse construído com os mesmos materiais que protegem uma caixa-preta, o peso inviabilizaria o seu voo.
Só para ter uma ideia, um avião muito utilizado na aviação comercial brasileira, o modelo da Boing 737-700, pesa, no máximo, cerca de 70 t. Se a mesma aeronave fosse construída com resina e misturas de metais (os mesmos materiais que protegem as áreas eletrônicas da caixa-preta), seu peso seria de aproximadamente 550 t.
"Isso tornaria o voo inviável. Seriam necessários motores gigantescos para tirar esse avião do chão. É um projeto completamente descabido e inviável pela relação custo/benefício", afirma Hildebrando Hoffmann, professor da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da PUC-RS. Ele explica que os aviões comerciais normalmente são construídos a partir de fibras de vidro e de carbono, materiais muito leves, resistentes e de baixa manutenção.
Caixa-laranja
De preta a caixa que contém informações preciosas sobre o voo só tem o nome. A caixa-preta é, na verdade, laranja. E tem duas faixas que refletem a luz. Assim fica mais fácil encontrá-la no mar, em florestas ou em meio aos destroços do avião.
Com cerca de 13 cm de altura, 22 cm de altura e 40 cm de comprimento, ela aguenta uma temperatura de até 1.100 ºC. Caso caia no mar, ela suporta uma pressão de 20 mil pés, ou aproximadamente 6 mil metros de profundidade.
"Dessa forma não há possibilidade de que a água danifique os circuitos eletrônicos, a 'memória' que guarda todas as informações importantes do voo", explica o Prof. Hoffmann.
Fonte: noticias.terra.com.br
A propósito:
«Os símbolos das unidades de medida são escritos com um espaço de intervalo dos algarismos (ex.: 3 min). O símbolo do grau Celsius é ºC. Portanto, o valor 1.100 ºC deve ser deste modo escrito».
Por que os aviões não são salvos por grandes paraquedas
Só para ter uma ideia, um avião muito utilizado na aviação comercial brasileira, o modelo da Boing 737-700, pesa, no máximo, cerca de 70 t. Se a mesma aeronave fosse construída com resina e misturas de metais (os mesmos materiais que protegem as áreas eletrônicas da caixa-preta), seu peso seria de aproximadamente 550 t.
"Isso tornaria o voo inviável. Seriam necessários motores gigantescos para tirar esse avião do chão. É um projeto completamente descabido e inviável pela relação custo/benefício", afirma Hildebrando Hoffmann, professor da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da PUC-RS. Ele explica que os aviões comerciais normalmente são construídos a partir de fibras de vidro e de carbono, materiais muito leves, resistentes e de baixa manutenção.
Caixa-laranja
De preta a caixa que contém informações preciosas sobre o voo só tem o nome. A caixa-preta é, na verdade, laranja. E tem duas faixas que refletem a luz. Assim fica mais fácil encontrá-la no mar, em florestas ou em meio aos destroços do avião.
Com cerca de 13 cm de altura, 22 cm de altura e 40 cm de comprimento, ela aguenta uma temperatura de até 1.100 ºC. Caso caia no mar, ela suporta uma pressão de 20 mil pés, ou aproximadamente 6 mil metros de profundidade.
"Dessa forma não há possibilidade de que a água danifique os circuitos eletrônicos, a 'memória' que guarda todas as informações importantes do voo", explica o Prof. Hoffmann.
Fonte: noticias.terra.com.br
A propósito:
«Os símbolos das unidades de medida são escritos com um espaço de intervalo dos algarismos (ex.: 3 min). O símbolo do grau Celsius é ºC. Portanto, o valor 1.100 ºC deve ser deste modo escrito».
Por que os aviões não são salvos por grandes paraquedas
12 novembro, 2018
O duro odor do durião
Deu na BBC Brasil:
Passageiros reclamaram do forte odor do durião, uma fruta oriental com aspecto semelhante ao da jaca. A fruta é macia, suculenta e sua semente pode ser torrada e comida como uma castanha.
Cerca de duas toneladas de durião estavam sendo transportadas no compartimento de carga do avião - que voaria de Bengkulu, na Indonésia, para a capital do país, Jacarta (5).
Os passageiros exigiram que a fruta fosse removida e houve brigas com comissárias de bordo.
No fim, a companhia aérea, Sriwijaya Air, cedeu e removeu os sacos de fruta da aeronave, que decolou uma hora depois do planejado.
A fruta (Durio zibethinus) é apreciada em parte da Ásia, mas também é controversa. Há quem a adore e há quem a odeie. Seu odor faz com que ela seja banida do transporte público, de hotéis e até de aviões, em determinados países. O odor característico do durião (de origem sulfurosa) serve a um propósito importante na natureza: ajudar a atrair animais para comê-lo e depois dispersar suas sementes.
A propósito de outra fruta com odor, informe-se aqui sobre o abricó-de-macaco, uma fruta não relacionada ao durião mas que parece semelhante. [PGCS]
Ó flor! (a "flor cadáver")
Passageiros reclamaram do forte odor do durião, uma fruta oriental com aspecto semelhante ao da jaca. A fruta é macia, suculenta e sua semente pode ser torrada e comida como uma castanha.
Cerca de duas toneladas de durião estavam sendo transportadas no compartimento de carga do avião - que voaria de Bengkulu, na Indonésia, para a capital do país, Jacarta (5).
Os passageiros exigiram que a fruta fosse removida e houve brigas com comissárias de bordo.
No fim, a companhia aérea, Sriwijaya Air, cedeu e removeu os sacos de fruta da aeronave, que decolou uma hora depois do planejado.
(7 nov 2018)
A fruta (Durio zibethinus) é apreciada em parte da Ásia, mas também é controversa. Há quem a adore e há quem a odeie. Seu odor faz com que ela seja banida do transporte público, de hotéis e até de aviões, em determinados países. O odor característico do durião (de origem sulfurosa) serve a um propósito importante na natureza: ajudar a atrair animais para comê-lo e depois dispersar suas sementes.
A propósito de outra fruta com odor, informe-se aqui sobre o abricó-de-macaco, uma fruta não relacionada ao durião mas que parece semelhante. [PGCS]
Ó flor! (a "flor cadáver")
12 março, 2018
Falando de probabilidade
Há a história do estatístico que disse que nunca viajava de avião a um amigo. Quando perguntado o motivo, ele respondeu que calculou a probabilidade de haver uma bomba no avião e que, embora a probabilidade fosse baixa, era ainda muito alta para ele se sentir seguro.
Uma semana depois, o amigo o encontrou em um avião e então perguntou por que ele havia mudado de ideia. Ele respondeu: "Não mudei. É que eu também calculei a probabilidade de haver simultaneamente duas bombas no avião. Como esta probabilidade é mais baixa, então eu já viajo transportando minha própria bomba.
— Raymond Smullyan, A Mixed Bag, 2016
Uma semana depois, o amigo o encontrou em um avião e então perguntou por que ele havia mudado de ideia. Ele respondeu: "Não mudei. É que eu também calculei a probabilidade de haver simultaneamente duas bombas no avião. Como esta probabilidade é mais baixa, então eu já viajo transportando minha própria bomba.
— Raymond Smullyan, A Mixed Bag, 2016
06 fevereiro, 2018
O estado da arte do aviãozinho de papel
O estado da arte é o nível mais alto de desenvolvimento, seja de um aparelho, de uma técnica ou de uma área científica, alcançado em um tempo definido.
https://lh3.googleusercontent.com/-U0GQm_PCNEo/WXKeM26TscI/AAAAAAACVbE/SgQ0bW57XT8_IS8PSfoIl_KudLJ9CXIKgCJoC/s320-rw/cc206392b1f11c9baf5ea111d47e6545.gif
https://lh3.googleusercontent.com/-U0GQm_PCNEo/WXKeM26TscI/AAAAAAACVbE/SgQ0bW57XT8_IS8PSfoIl_KudLJ9CXIKgCJoC/s320-rw/cc206392b1f11c9baf5ea111d47e6545.gif
09 maio, 2017
Isso deve ter doído
A impressão deixada por um avião kamikaze, da classe "Sonia", no casco do HMS Sussex.
A bomba não explodiu, mas isso deve ter doído.
29/08/2020 - Um leitor do SAS, onde uma foto destas foi postada, achou difícil acreditar que o avião ao impactar no navio tenha deixado uma impressão tão nítida e tão detalhada de sua seção transversal.
A menos que fosse um "milagre", comparável ao do Sudário de Turim.
A bomba não explodiu, mas isso deve ter doído.
A menos que fosse um "milagre", comparável ao do Sudário de Turim.
04 maio, 2017
Computadores com asas
Algum tempo atrás, Cory Doctorow (*) descreveu os aviões como computadores com asas, o que é uma descrição bastante precisa já que as aeronaves incorporam cada vez mais sistemas controlados por computadores.
Mas isso também tem o seu porém, porque se você tiver problemas com um dos computadores, você terá também problemas com o avião.
No caso do Boeing 787, a Autoridade Federal de Aviação dos Estados Unidos teve de emitir uma ordem obrigando os operadores do modelo a desligar e religar os computadores, pelo menos uma vez a cada 120 dias.
Havia um erro na programação das unidades de controle dos quatro grandes geradores de energia do 787. E devido a isto, se elas permanecessem ligadas durante 248 dias, entrariam no modo de proteção contra falhas, parando os quatro geradores.
Siga lendo no Microsiervos.
(*) Cory Doctorow é um jornalista e escritor canadense de ficção científica, coeditor do blog Boing Boing. É defensor do copyleft, e suas obras de ficção são lançadas sob a licença Creative Commons. É autor de, entre outros livros, "Little Brother" (Pequeno Irmão), publicado no Brasil pela Editora Record. Doctorow defende que as leis de direitos autorais devem ser liberalizadas para permitir a livre partilha em todas as mídias digitais.
Mas isso também tem o seu porém, porque se você tiver problemas com um dos computadores, você terá também problemas com o avião.
No caso do Boeing 787, a Autoridade Federal de Aviação dos Estados Unidos teve de emitir uma ordem obrigando os operadores do modelo a desligar e religar os computadores, pelo menos uma vez a cada 120 dias.
Havia um erro na programação das unidades de controle dos quatro grandes geradores de energia do 787. E devido a isto, se elas permanecessem ligadas durante 248 dias, entrariam no modo de proteção contra falhas, parando os quatro geradores.
Siga lendo no Microsiervos.
(*) Cory Doctorow é um jornalista e escritor canadense de ficção científica, coeditor do blog Boing Boing. É defensor do copyleft, e suas obras de ficção são lançadas sob a licença Creative Commons. É autor de, entre outros livros, "Little Brother" (Pequeno Irmão), publicado no Brasil pela Editora Record. Doctorow defende que as leis de direitos autorais devem ser liberalizadas para permitir a livre partilha em todas as mídias digitais.
28 dezembro, 2016
A confiança é tudo!
Alguns professores de uma faculdade de engenharia foram convidados a entrar em um avião.
Após todos se acomodarem nos assentos, eles foram informados de que o avião havia sido construído por seus alunos.
Os professores se levantaram e correram desesperadamente para fora do avião.
Somente um deles continuou sentado em seu lugar. Quando lhe perguntaram o motivo de tanta calma, ele explicou:
"Sei da capacidade dos meus alunos e, se foram eles que construíram este avião, tenho total confiança de que não vai dar nem a partida…"
(fazendo a ronda na internet)
Bon mot
Confiança é como borracha. Fica menor a cada erro cometido.
Após todos se acomodarem nos assentos, eles foram informados de que o avião havia sido construído por seus alunos.
Os professores se levantaram e correram desesperadamente para fora do avião.
Somente um deles continuou sentado em seu lugar. Quando lhe perguntaram o motivo de tanta calma, ele explicou:
"Sei da capacidade dos meus alunos e, se foram eles que construíram este avião, tenho total confiança de que não vai dar nem a partida…"
(fazendo a ronda na internet)
Bon mot
Confiança é como borracha. Fica menor a cada erro cometido.
26 julho, 2016
Aeronave elétrica completa sua volta ao mundo
Após 23 dias de um voo solitário repartido em 17 etapas, durante as quais cobriu uma distância total de 43.041 quilômetros, o avião elétrico Solar Impulse 2, com Bertrand Piccard nos controles, aterrissou em Abu Dhabi (foto), às 00:05 UTC de 26 de julho de 2016, completando uma volta ao mundo iniciada em março de 2015.
Apesar de um sério contratempo com as baterias, que foram danificadas pelo excesso de temperatura no trecho do voo entre Japão e Havaí, o que obrigou a substituí-las e atrasou em vários meses a etapa seguinte, Piccard e Borschberg consideraram que, ao concluírem a volta ao mundo com um avião elétrico, demonstraram a todos o potencial das energias renováveis.
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| Microsiervos |
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| Maret Le Miblog |
18 julho, 2016
Os gases das ovelhas
Um avião que viajava da Austrália para a Malásia transportando 2.186 ovelhas teve que fazer um pouso de emergência.
Os pilotos foram surpreendidos por um alarme do avião acusando uma anormalidade no porão. O identificador de fumaça tinha disparado e, por conta disso, o avião teve de permanecer no solo por duas horas e meia enquanto os tripulantes investigavam qual seria a causa do problema.
Não encontraram qualquer indício de fogo, calor ou fumaça. e concluíram que os "gases das ovelhas" é que teriam disparado o alarme.
Arejado o poluído compartimento de carga, o avião pôde prosseguir a viagem para entregar as flatulentas ovelhas em seu destino.
http://www.ripleys.com/blog/sheep-gas/
Os pilotos foram surpreendidos por um alarme do avião acusando uma anormalidade no porão. O identificador de fumaça tinha disparado e, por conta disso, o avião teve de permanecer no solo por duas horas e meia enquanto os tripulantes investigavam qual seria a causa do problema.
Não encontraram qualquer indício de fogo, calor ou fumaça. e concluíram que os "gases das ovelhas" é que teriam disparado o alarme.
Arejado o poluído compartimento de carga, o avião pôde prosseguir a viagem para entregar as flatulentas ovelhas em seu destino.
(matéria enviada por Jaime Nogueira)
http://www.ripleys.com/blog/sheep-gas/
27 junho, 2016
O Concorde azul
O Flight Club lembra isto:
Em 1966, para promover seu novo logotipo, a Pepsi pintou de azul um dos aviões Concorde operados pela Air France.
Ora, o Concorde operava em situações extremas: em altitudes acima de 18.000 metros, mantendo velocidades de cruzeiro de Mach 2 (2.172 km/h ou 2,04 vezes a velocidade do som), e com a fuselagem da aeronave sujeita a uma enorme pressão durante o voo supersônico. Isso requeria a utilização de uma tinta específica de elevada refletividade para dissipar tanto calor quanto possível.
Mas... o avião Concorde-Pepsi tinha de manter uma velocidade de cruzeiro de Mach 1,7, porque a tinta azul não era tão eficaz quanto a tinta branca para dissipar o calor.
Embora o corpo do avião estivesse pintado de azul, as asas (onde estavam localizados os tanques de combustível) mantinham o branco tradicional do Concorde para que obtivessem a máxima dissipação do calor.
Essa obsessão por dissipar o calor podia parecer exagerada, mas realmente não o era: quando o Concorde atingia a velocidade de cruzeiro o calor gerado pelo atrito com o ar causava uma mudança no comprimento da fuselagem de 15 a 30 cm.
Para algumas companhias aéreas atuais, esse ganho de comprimento num avião já seria espaço suficiente para colocar outra fila de poltronas.
O Concorde é um avião comercial supersônico de passageiros, que foi produzido entre abril de 1965 (fabricação da primeira peça) e o final de 1978 pelo consórcio formado pela britânica British Aircraft Corporation (BAC) com a francesa Aérospatiale. Seus voos comerciais começaram em 21 de janeiro de 1976 e terminaram em 24 de outubro de 2003, tendo sido operado apenas pelas companhias British Airways e Air France.
Em 1966, para promover seu novo logotipo, a Pepsi pintou de azul um dos aviões Concorde operados pela Air France.
Ora, o Concorde operava em situações extremas: em altitudes acima de 18.000 metros, mantendo velocidades de cruzeiro de Mach 2 (2.172 km/h ou 2,04 vezes a velocidade do som), e com a fuselagem da aeronave sujeita a uma enorme pressão durante o voo supersônico. Isso requeria a utilização de uma tinta específica de elevada refletividade para dissipar tanto calor quanto possível.
Mas... o avião Concorde-Pepsi tinha de manter uma velocidade de cruzeiro de Mach 1,7, porque a tinta azul não era tão eficaz quanto a tinta branca para dissipar o calor.
Embora o corpo do avião estivesse pintado de azul, as asas (onde estavam localizados os tanques de combustível) mantinham o branco tradicional do Concorde para que obtivessem a máxima dissipação do calor.
Essa obsessão por dissipar o calor podia parecer exagerada, mas realmente não o era: quando o Concorde atingia a velocidade de cruzeiro o calor gerado pelo atrito com o ar causava uma mudança no comprimento da fuselagem de 15 a 30 cm.
Para algumas companhias aéreas atuais, esse ganho de comprimento num avião já seria espaço suficiente para colocar outra fila de poltronas.
O Concorde é um avião comercial supersônico de passageiros, que foi produzido entre abril de 1965 (fabricação da primeira peça) e o final de 1978 pelo consórcio formado pela britânica British Aircraft Corporation (BAC) com a francesa Aérospatiale. Seus voos comerciais começaram em 21 de janeiro de 1976 e terminaram em 24 de outubro de 2003, tendo sido operado apenas pelas companhias British Airways e Air France.
- A turbulência era uma coisa que raramente o Concorde enfrentava, devido sua grande altitude de voo. A aeronave era mais rápida que a velocidade de rotação da Terra, e isso se fazia notar quando ela decolava após o pôr do sol de Londres e chegava a Nova Iorque ainda de dia.
- O consumo de combustível era altíssimo, da ordem de 20 mil litros de querosene por hora. Apesar de consumir tanto combustível, o Concorde consumia menos que um Boeing 747, porém transportando um número de passageiros muito menor.
- Por se tratar de um avião supersônico, o Concorde emitia muito ruído e gases poluentes, e assim, por muito tempo, restrições ambientais impediram sua operação nos Estados Unidos.
- Até ao ano 2000 o Concorde dava lucro às empresas operadoras, mas devido aos ataques de 11 de setembro de 2001 a demanda pelos voos intercontinentais diminuiu e seus voos tornaram-se economicamente inviáveis.
(extraído do artigo Concorde na Wikipédia)
27 abril, 2016
O voo irlandês
Aproximadamente trinta minutos após o início de um voo noturno saindo de Dublin, o comandante
do avião fez este comunicado:
do avião fez este comunicado:
Quando os murmúrios dos passageiros cessaram, o comandante continuou:Senhoras e senhores,
Lamentamos informar que, antes da decolagem, houve um terrível erro de parte do serviço de buffet da nossa companhia aérea... Não sabemos como isso aconteceu, mas temos 103 passageiros a bordo e, infelizmente, apenas 40 refeições para o jantar... Pedimos desculpas a todos por esta inconveniência...
Qualquer um que que resolva desistir de sua refeição, em benefício de outro passageiro, poderá consumir bebidas livremente durante as próximas cinco horas de voo.O comunicado seguinte veio 90 minutos mais tarde:
"Se porventura alguém quiser mudar de ideia, avisamos que ainda temos 40 jantares disponíveis."
18 julho, 2015
Bebê a bordo
Como se transportava um bebê em um voo longo de avião?
Durante a década de 1950, os engenheiros da British Overseas Airways Corporation (que hoje chamamos de British Airways), desenvolveram o "skycot".
A High Life, revista de bordo da British Airways, conta-nos que os pais seguravam os bebês durante a decolagem e o pouso. Afora esses momentos, os bebês voavam em redes armadas nos bagageiros do avião.
E só para tripudiar...
Uma fotografia da organista Nan Bergin dando um concerto para os passageiros de um voo da Northwest Airlines, em 1959.
Durante a década de 1950, os engenheiros da British Overseas Airways Corporation (que hoje chamamos de British Airways), desenvolveram o "skycot".
A High Life, revista de bordo da British Airways, conta-nos que os pais seguravam os bebês durante a decolagem e o pouso. Afora esses momentos, os bebês voavam em redes armadas nos bagageiros do avião.
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| High Life |
Uma fotografia da organista Nan Bergin dando um concerto para os passageiros de um voo da Northwest Airlines, em 1959.
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