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25 dezembro, 2023

Ursos não carinhosos

Um urso polar é forte o suficiente para demolir e invadir um iglu (cabana de gelo, segundo o "iGoogle").
No entanto, o esquimó nunca traz sua arma de fogo para dentro do iglu, mas a deixa do lado de fora e dorme com a faca de gelo por perto. Se um urso atacar, ele corta a parede da cabana de gelo e pega a arma.

"Oh, eu adoro isto. Crocante por fora, macio por dentro."

A razão para isso, segundo Scott Welch, no Quora:
É que quando a temperatura está muito baixa no Ártico, e se ele trouzer algo feito de metal para dentro do iglu, imediatamente esse objeto acumulará condensação. Não apenas nas partes visíveis, mas em todas suas peças de metal, incluindo o mecanismo do gatilho e no interior do cano.
E pode levar vários dias para que a água liquefaça, o que não é bom para a arma porque causará ferrugem. Mas isso não é o pior. O pior é que, se ele levar a arma para fora em tais condições, o congelamento poderá travar a arma.
Por conta disso, ele deixa sua arma de fogo do lado de fora (principalmente no inverno), a fim de poder usá-la em caso de necessidade.

13 julho, 2021

Livro de orações com pistola

Este incomum livro de orações com pistola foi feito sob encomenda para Francesco Morosini, o 108.º Doge de Veneza.
O livro, que contém algumas orações, foi projetado de modo que a pistola disparasse ao puxar seu marcador de seda. Quando fechado, não se distinguia a tal arma. Historiadores acreditam que o livro tenha sido feito para proteção pessoal.


Em 1687, Morosini destruiu o Partenon, em Atenas, com tiros de morteiro. Estava sendo usado como paiol militar pelos turcos.

14 abril, 2021

Concerto para piano de Kalashnikov

Com o rifle AK-47 na mão direita, Vinheteiro toca o Hino da União Soviética.
O tempo todo com o dedo no gatilho. Não vou mentir. Esperava que ele desse alguns tiros para incrementar a execução.



Em outro vídeo, o brasileiro toca o Hino com a foice e o martelo.

08 abril, 2017

Um homem entra no bar...

Um homem entra no bar e pede um copo d'água.
O dono do bar aponta uma arma de fogo de grosso calibre para o homem.
Ele agradece e sai.
O que de fato aconteceu?


O homem estava com soluços e queria um copo d'água para debelar a crise. Mas o dono do bar sabia que um bom susto é ainda melhor.

Série: 1, 2, 3 e 4

23 dezembro, 2016

A armação de Mae

Em 1934, depois de receber cartas com extorsão, chantagem e ameaças de sequestro, Mae West aprendeu a manejar uma Tommy. Tinha fotos tiradas de si mesma para provar isso.

"Machine Gun" Mae: "Isso é uma pistola em seu bolso, ou só está feliz em me ver?" 

A armação funcionou, e as cartas ameaçadoras pararam de chegar.
Bem, por precaução, o FBI designou guarda-costas para acompanhá-la durante algum tempo.

Citações de Mae West: 1 e 2

23 maio, 2016

O combate organizado ao crime

Exige ações estratégicas de enfrentamento à criminalidade por parte da polícia, além do emprego de modernas tecnologias.
Treinar a corporação em malabarismo com a arma também ajuda:


Panóplia
Um professor terrorista | Policiais em motos: perseguidos por bandidos? | A segurança contra o terrorismo aéreo | ...

10 janeiro, 2015

Martelos nunchakus


Nimer Aleck, um "artista" de Austin, diz que desenvolveu estes martelos "para fim estritamente artístico".
Para o carpinteiro que tem um monte de inimigos, este martelo que lembra o nunchaku (uma arma de artes marciais que consiste de dois bastões ligados por uma correntinha) pode causar danos em seus desafetos. Em seus trabalhos de marçenaria, também.
Neatorama

Bônus - DATEMI UN MARTELLO com Rita Pavone


11 setembro, 2014

Os cabelos bélicos de Mary

Em 1943, uma operária de uma fábrica de vassouras no Colorado, Mary Babnik Brown, viu um anúncio no jornal Pueblo em que solicitavam cabelos louros, com pelo menos 55 centímetros de comprimento, e que não houvessem sido tratados com produtos químicos ou ferros quentes.
Mary Brown nunca cortava o seu cabelo, que ela penteava duas vezes por dia e lavava-os duas vezes por semana com sabão puro. Quando suas amostras foram considerados aceitáveis, ela cortou e enviou 86 centímetros de seus cabelos, considerando estar contribuindo para o esforço de guerra, embora chorasse pelo que fez nos dois meses seguintes.
Na época, ela foi informada de que seus cabelos seriam usados em instrumentos meteorológicos. Mas não foi o que sucedeu. MEDINDO A UMIDADE RELATIVA DO AR, por PAULO GURGEL
Em 1987, ano de seu 80 º aniversário, é que ela soube que o cabelo tinha sido usado na mira do Norden, um instrumento ultra-secreto que guiava as bombas para seus alvos. Engenheiros haviam determinado que o cabelo humano louro e bem cuidado era ideal para essa mira, mas a tecnologia era então um segredo muito bem guardado, para que os doadores não soubessem como suas contribuições seriam utilizadas.
"Eu não podia acreditar quando me disseram", disse Mary Brown. "Tudo o que eu sabia era que eles precisavam de um cabelo virgem."
Todavia, ela obteve alguns reconhecimentos pelo ato que praticou em 1943. Um deles foi esta carta enviada por Ronald Reagan:


Hair Today, Futility Closet

24 julho, 2013

C****** e atirando

Aleksandr Georgievich Semenov patenteou um sistema para tanques de guerra que é eficiente e nojento. Usando o seu método, os soldados de um tanque blindado, sob condições de batalha, podem dispor dos resíduos biológicos produzidos de uma forma inusitada. Involucrando estes produtos, juntamente com explosivos e granadas de artilharia para, em seguida, dispará-los contra o inimigo.
Residente em São Petersburgo, Semenov é um inventor prolífico. Já criou cerca de 200 inventos. Como documento de patente, o deste sistema que ele inventou é de comprimento considerado modesto: 12 páginas, com apenas 2 desenhos técnicos.


24 março, 2013

O colete contra-ataca


"Mãos ao alto!"
"Ok!" BAM!

"Nenhuma intimidade hoje, querida! Estou usando um colete Samuel Schwarz."
"Que mal há nisso?" BAM!

Este dispositivo de autodefesa apareceu em uma edição de 1929 da revista Mechanix Modern.
Foi projetado de modo que, quando o usuário levanta as mãos, ele puxa duas cordas que estão presas em seus dedos e que disparam uma metralhadora instalada em um colete blindado.

10 Retro Body Armors... - io9.com

23 dezembro, 2012

Jingle Noel

Papai Noel toca "Jingle Bells" com uma Colt 80. Mas a música só fica reconhecível após o meio da gravação.


Você acha que ele ia usar uma trompa alpina?
Ora, essa coisa ocupa muito espaço em seu trenó.

14 setembro, 2012

Mandando bala

Quando James Puckle patenteou uma metralhadora, em 1718, ele apresentou duas versões.
A primeira, para ser usada contra os inimigos cristãos, dispararia balas cilíndricas. (1) A segunda, para ser usada contra os turcos, dispararia balas não cilíndricas (projetadas ​​para serem mais lesivas). (2)


Isso, escreveu Puckle, seria a forma de convencer os turcos dos "benefícios da civilização ocidental cristã."

Missionary Work, Futility Closet

09 junho, 2012

Espingarda ou canhão?

-

Nos séculos 19 e 20, enormes espingardas (como a que você vê na foto acima) chegaram a ser utilizadas para caçar aves aquáticas nos Estados Unidos e na Inglaterra. Geralmente, eram transportadas em barcos.
O barco tinha de ser manobrado por inteiro para se fazer a pontaria. E com um único tiro se conseguia matar mais de cinquenta aves na superfície da água.
Essas armas foram proibidas nos Estados Unidos. Mas, antes disso, os estoques de aves aquáticas selvagens do país já haviam escasseado enormemente.

20 junho, 2008

Arma quente - 2

"Não, John, a felicidade não é uma arma quente."

O facínora encostou o (ainda) frio cano do revólver em meu peito e disse:
- Sabia que vai morrer?!
Chamo-me Bernardo. O que, quando bem entendo, me dá o direito de cometer alguma bernardice.
- Vou, é? Quando?
- Agora mesmo. Não está vendo o "berro" aqui?! O Honorato me mandou...
- "Peraí"... O Honorato é meu amigo!
- Não morra iludido, cara. Ele me pagou - e bem - para que eu despachasse você.
- Quanto?
- Não está querendo dobrar a grana, está? A fim de trocar de lugar com ele...
- Não, o Honorato não vale o dobro de mim.
E não vale mesmo. Nos últimos tempos, minhas dívidas não estavam sendo pagas, outras tantas vinham sendo contraídas, e... sabem por quê? O Honorato.... ele, como avalista, não honrava essas dívidas.
Agora, eis que me mandava um celerado de funestas intenções. Com os olhos injetados de quem à noite não dormira, só para me tocaiar. E que estava ali a me ameaçar. Ou será que, para ficar ainda mais ameaçador, ele pingara nos olhos colírio de groselha? Bem, perguntar é que eu não ia, pois estava em plena defensiva. E cabia-me, até onde o auto-controle funcionasse, ser polido em toda a conversação.
- Ora, o Honorato não precisava...
- De quê, cara?
- Ser tão preocupado comigo. Empreste-me o revólver que eu sei morrer por minhas próprias forças...
- Espertinho.
- Ou por falta delas... de morte natural.
- Demora muito. E o que eu acertei com o Honorato foi morte matada.
Pensei numa opção para a sobrevivência que não ficasse apenas na argumentação. Alguém já me dissera que os meliantes costumam usar balas imprestáveis. Dificuldades em obtê-las de fontes idôneas e que, por conta disso, suas armas de fogo muitas vezes "quebram o catolé". Há inclusive toda uma estatística em favor de quem está prestes a ser vítima, desde que não esta não esqueça as palavras mágicas:
- Pernas para que vos quero!
Exatamente o que cumpri à risca. Enquanto o celerado, naquele afã de mostrar serviço, pôs-se a descarregar o revólver.
Com quatro tiros bem na mosca, isto é, em mim.
Alvejou-me no ventrículo esquerdo, na crossa da aorta, no tronco da coronária e, por último, no cabo do meu marca-passo cardíaco, desconectando-o.
Como vêem, nenhum dos tiros atingiu-me algo que fosse vital. De sorte que, se ele me matou, não fez o serviço bem feito.

P.S.: Caso o facínora venha a ser preso e, por um desses equívocos da Justiça, aconteça de ser condenado eu já deixo instrução a respeito. Com o meu advogado - que também se chama Bernardo - para imediatamente apelar.

14 junho, 2008

Arma quente - 1

Por não mais suportar tanta aflição, Evilásio decidiu tentar a solução do desespero. Pegar o "três-oitão" em cima do guarda-roupa, encostar o cano da arma na têmpora, apertar o gatilho e... explodir os miolos. Para pôr termo a uma existência que, numa avaliação que ele mesmo fizera, adquirira ultimamente um péssimo valor. De mel coado, no máximo. Como sói acontecer a todo ser humano em que a paz de espírito deixa de ser possível. Por razões as mais diversas, já que este mundo como Deus o fez é de tão grande complexidade.
No seu caso, por causa dos assuntos com que a mulher - uma seca-pimenteira de marca maior! - vinha-lhe chateando. De modo contínuo - como cantiga de grilo! Em que a temática eram as pequenas catástrofes, por ela pinçadas com a precisão de relojoeiro no dia-a-dia do bairro. Posto não ser mulher de deixar passar em branco infortúnio de ninguém mas, sim, de relatá-lo (com grande prazer, claro) onde ouvidos existissem. Para o desasossego de Evilásio que, tendo estes mais alcançáveis, não tinha quase como fugir do tagarelar da leva-e-traz.
Ah, sobre ele andavam a desabar todas as conversas desagradáveis que perambulavam pelo bairro... Trazidas pela falação de Abigail, esse o nome da megera, de uma forma tão assídua para o recesso do lar, que ele ficava a ponto de estourar. No passado, fora mais suportável essa desdita, é verdade. Evilásio então trabalhava num emprego público onde ficava a salvo, em grande parte do dia, do baixo astral da esposa. E esta, para descarregar o humor mórbido, tinha de recorrer a outras companhias. Umas comadres que, após atenciosas escutas, como retribuição enriqueciam-lhe também a pauta.

Reprodução de "Comadres", quadro do pintor Volpi

Termine de ler este conto no Preblog.