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30 março, 2026

Mar de Aral

Um mar antigo tão vasto que até Alexandre, o Grande, escreveu sobre suas dificuldades para atravessá-lo. 
Até poucas décadas atrás, este era o quarto maior mar interior do planeta (com 68 000 km² de superfície e 1100 km³ de volume de água), um gigante que sustentava cidades pesqueiras inteiras e recebia turistas em balneários movimentados. O Mar de Aral, que se estendia entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, praticamente desapareceu, transformando-se num deserto salgado onde navios enferrujam em meio às dunas. Por séculos, suas águas foram vitais para o comércio regional e para o equilíbrio ecológico da Ásia Central. Mas, na década de 1960, a União Soviética decidiu desviar os dois rios que o alimentavam, o Amu Dária e o Syr Dária, para irrigar plantações de algodão em áreas áridas. Esse “ouro branco”, como era chamado, tornou-se prioridade econômica, enquanto o mar secava em silêncio. O impacto foi devastador. Em poucas décadas, o nível do Aral caiu mais de 20 metros, sua superfície reduziu em mais de 90% e a salinidade aumentou tanto que os peixes desapareceram. As cidades pesqueiras, como Moynaq, no Uzbequistão, perderam milhares de empregos. Onde antes se capturavam mais de 40 mil toneladas de peixe por ano, restou apenas poeira. A catástrofe não foi apenas econômica. Com o recuo das águas, o leito seco expôs toneladas de sedimentos impregnados por fertilizantes e pesticidas usados nas lavouras. O vento espalhou essa poeira tóxica pela região, causando problemas respiratórios, cânceres e complicações na gravidez entre as populações locais. A biodiversidade também colapsou: espécies de peixes endêmicas foram extintas e aves migratórias abandonaram a região. Nos anos 2000, esforços internacionais tentaram reverter parte do desastre. O Cazaquistão, com apoio do Banco Mundial, construiu a barragem de Kok-Aral, que conseguiu recuperar uma fração do norte do mar, reduzindo a salinidade e trazendo de volta algumas espécies de peixe. Mas a maior parte do Aral, especialmente no lado uzbeque, segue perdida, um cemitério salgado onde barcos enferrujados se tornaram monumentos de uma tragédia ambiental feita pelo homem. Hoje, o Mar de Aral é lembrado como um dos maiores desastres ecológicos do século XX — e um alerta sobre como decisões políticas e econômicas podem redesenhar um ecossistema inteiro em poucas décadas, deixando um colapso ambiental talvez irrecuperável. (Quora)
Os grifos são nossos.

21 julho, 2021

Peixões dourados

Uma cidade no Estado de Minnesota, EUA, pediu que os moradores não soltassem mais seus peixes de estimação na natureza.
Para dar ênfase à orientação, autoridades de Burnsville compartilharam imagens mostrando o tamanho de alguns peixes dourados que foram capturados durante uma expedição ao Lago Keller.


Um peixe dourado mantido em um aquário doméstico pode atingir um comprimento de até 5 cm. Mas, uma vez em águas públicas (rios e lagos), esses animais podem crescer muito. Em 2010, um adolescente britânico encontrou um peixe dourado de 2,2 kg num lago em Dorset, no sudoeste da Inglaterra.
Eles crescem e se reproduzem rapidamente, dominando as espécies nativas. Em consequência disso, podem prejudicar os ecossistemas.

17 junho, 2021

Hidrogênio verde: a energia do futuro

O hidrogênio é o elemento químico mais abundante do universo. As estrelas, como o nosso Sol, são formadas principalmente por esse gás, que também pode assumir o estado líquido.
O hidrogênio é muito poderoso: tem três vezes mais energia do que a gasolina.
Mas, ao contrário desta, é uma fonte de energia limpa, uma vez que só libera água (H2O), na forma de vapor, e não produz dióxido de carbono (CO2).


No entanto, embora existam há muitos anos tecnologias que permitem usar o hidrogênio como combustível, há várias razões pelas quais até agora ele só foi usado em ocasiões especiais (como para impulsionar as espaçonaves da Nasa, a agência espacial americana).
Uma delas é que é considerado perigoso por ser altamente inflamável — por isso, transportá-lo e armazená-lo com segurança é um grande desafio. Mas um obstáculo ainda maior tem a ver com as dificuldades para produzi-lo.
Na Terra, o hidrogênio só existe em combinação com outros elementos. Ele está na água, junto ao oxigênio, e se combina com o carbono para formar hidrocarbonetos, como gás, carvão e petróleo. Portanto, o hidrogênio precisa ser separado de outras moléculas para ser usado como combustível. E conseguir isso requer grandes quantidades de energia, além de ser muito caro.
Até agora, os hidrocarbonetos eram usados para gerar essa energia, então a produção de hidrogênio continuava a poluir o meio ambiente com CO2. Há alguns anos, contudo, o hidrogênio começou a ser produzido a partir de energias renováveis, como solar e eólica, por meio de um processo chamado eletrólise.
A eletrólise usa uma corrente elétrica para dividir a água em hidrogênio e oxigênio em um dispositivo chamado eletrolisador.
O resultado é o chamado hidrogênio verde, que é 100% sustentável, mas muito mais caro de se produzir do que o hidrogênio tradicional.
No entanto, muitos acreditam que ele pode oferecer uma solução ecológica para algumas das indústrias mais poluentes.

Extraído de: http://www.bbc.com

O otimismo em torno do que a revista Forbes chamou de "a energia do futuro" está relacionado a uma série de megaprojetos que estão sendo planejados ao redor do mundo. Seis países estão desenvolvendo esses maiores projetos de produção de hidrogênio verde: Austrália, Holanda, Alemanha, China, Arábia Saudita e Chile.

18 abril, 2021

Frans Krajcberg: arte como ativismo ambiental

[12-04-1921, Kozienice, Polônia - 15-11-2017, Rio de Janeiro, Brasil]

por Valéria Peixoto de Alencar, UOL
O pintor, escultor e fotógrafo Frans Krajcberg nasceu na Polônia, em 1921, mas com a invasão de seu país pelo exército nazista, no início da Segunda Guerra Mundial, refugiou-se na Rússia onde estudou Artes e Engenharia.
Em 1941, engajou-se no exército polonês e lutou na guerra até seu fim, em 1945, quando passou a morar na Alemanha, seguindo seus estudos na Academia de Belas Artes de Stuttgart.
Krajcberg chegou ao Brasil em 1948. Seu trabalho como artista abstrato lhe rendeu um convite para participar da primeira Bienal Internacional de Artes de São Paulo, em 1951. Durante a década de 1950 continuou sua obra abstracionista, porém, no final dos anos 50 einício dos 60 começou a produzir trabalhos resultantes do contato com a natureza, naturalizou-se brasileiro em 1957 e, durante a década de 1960, chegou a morar em uma caverna no interior de Minas Gerais, na região de Itabirito.
Vivia solitário, sem nenhum tipo de infraestrutura, numa tentativa de comunhão com a natureza, e era conhecido como o "barbudo das pedras". Nesse período, produziu muitas gravuras e esculturas em pedra, e realizava experiências na fabricação de pigmentos extraídos da natureza. No mesmo período, fez diversas viagens à Amazônia e ao Pantanal mato-grossense, locais onde o desmatamento excessivo lhe chamou a atenção. Além de fotografar a destruição ambiental, recolhia material para execução de suas esculturas, como raízes e troncos de árvores mortas, provenientes de derrubadas e queimadas.

Flor do mangue, 1965

Foi graças a obras como a colocada acima que Krajcberg passou a ser internacionalmente conhecido, a partir da década de 1970, época em que começaram os movimentos pela preservação do meio ambiente e a preocupação com a ecologia no mundo.
Em 1972, passou a residir em Nova Viçosa, litoral sul da Bahia. Preocupou-se em denunciar as queimadas e o desmatamento no território brasileiro, especialmente no Paraná e na Amazônia. Também denunciou a exploração de minérios em Minas Gerais, além de defender as tartarugas marinhas que buscam o litoral do município de Nova Viçosa em seu período de desova e as baleias jubarte que visitam o mesmo local anualmente.
O trabalho desenvolvido por Krajcberg, além de ser um olhar bastante poético, especialmente sobre a natureza, propõe uma reflexão sobre as principais questões ecológicas.

08 outubro, 2020

A bandana de Anna

"Espero que você consiga trabalhar arduamente na ciência e, assim, banir lembranças dolorosas, na medida do possível", escreveu Charles Darwin, na primavera de 1864, a um jovem e obscuro correspondente alemão que acabara de lhe enviar dois fólios de sua autoria: estudos impressionantemente ilustrados de pequenos organismos marinhos unicelulares - uma obra-prima que encantou Darwin como uma das coisas mais majestosas que ele até então tinha visto.
Mas Ernst Haeckel (16 de fevereiro de 1834 - 9 de agosto de 1919), que adiante cunharia o termo ecologia e se tornaria um proeminente defensor da teoria da evolução, não poderia banir o inatingível: meses antes, em seu trigésimo aniversário, Anna Sethe, o amor de sua vida, havia sido arrancado dele por uma morte súbita, quando o casal, após um longo noivado, estava prestes a se casar.
Na esteira de seu luto insondável, o jovem biólogo marinho aplicou o método de Joan Didion para lidar com o luto por movimento e seguiu para a França. Andando pelas praias de Nice, sua mente em um lugar irrecuperável e seu coração com um vazio ameaçador, ele parou no meio do caminho - algo havia tomado sua atenção: flutuando perto da superfície do mar, em uma piscina de maré, deparou-se com uma água-viva - uma espécie de medusa que ele nunca tinha visto antes.
Ele havia caído sob o "feitiço da medusa" dez anos antes, aos vinte anos, enquanto acompanhava um orientador em uma expedição de pesca e pesquisa. Agora, uma década e uma devastação depois, Haeckel se rendeu a esse encantamento inicial para se firmar nos corrimãos paralelos da maravilha e da descoberta, do esplendor estético e do desafio científico.
Haeckel passou os quinze anos seguintes estudando e  desenhando essas criaturas estranhas e belas - evocativas de árvores e cogumelos, ovários e naves espaciais - e para nomear a mais bela das espécies que encontrou inspirou-se em sua amada perdida: Mitrocoma annae - "bandana de Anna" (na ilustração).

Extraído de: The Otherworldly Beauty of Jellyfish: How Ernst Haeckel Turned Personal Tragedy into Transcendent Art in the World’s First Encyclopedia of Medusae, by Maria Popova - Brain Pickings

Ernst Haeckel, 1879:
"Mitrocoma annae é uma das mais lindas e a mais pequena entre todas as medusas; ela foi observada pela primeira vez por mim, em abril de 1864, na baía de Villafranca perto de Nice. (...) Eu designei esta espécie, a princesa da Eucopiden, em lembrança da minha inesquecível esposa, Anna Sethe."
(do livro de R.J. Richard "O trágico sentido da Vida : Ernst Haeckel e a luta pelo pensamento evolutivo")

10 abril, 2020

lápis x caneta (descartável)

O que é melhor para o ambiente?
O lápis é mais "ecológico", já que usa como matéria-prima principal uma fonte renovável. Mas esta característica não é o bastante. O lápis é melhor, mas desde que seja feito com madeira de origem certificada (que não seja oriunda de floresta nativa).

Durabilidade
Segundo a fábrica de canetas Bic, uma esferográfica pode desenhar uma linha de até três quilômetros. Um lápis, segundo a Faber-Castell, desenha até oito quilômetros, considerando que a grafite esteja inteira.

Apagabilidade
O lápis, claro. Antes do surgimento da borracha (que faz "dobradinha" com o lápis), as pessoas usavam para apagar a escrita, acredite: pedaços de pão velho. Mas há o lápis-borracha para apagar a tinta de caneta.
[http://blogdopg.blogspot.com/2017/04/a-breve-historia-do-lapis.html]

Quando você é autorizado a escrever de caneta na escola
Você deve estar lembrando da sensação de "com grandes poderes vêm grandes responsabilidades" que você teve ao deixar finalmente de escrever com lápis.

Um teste de idade: dez reações entre K-7 e K-neta
[http://blogdopg.blogspot.com/2013/03/um-teste-de-idade.html]

Por que o nome "grafite"?
A palavra grafite é derivada do verbo grego "graphain", que significa escrever. A primeira mina de grafite foi descoberta em Cumberland, na Inglaterra, no século XVI. Acreditava-se que era constituída por chumbo, tamanha a semelhança de cor entre os dois materiais. Somente no século XVIII o químico alemão Carl Wilhelm Scheele provou ser a grafite (graphite) uma forma de carbono e não chumbo (lead).
• Escreve de cabeça para baixo;
• Escreve debaixo d'água;
• Não utiliza materiais sintéticos;
• É reciclável e biodegradável;
• Pode ser facilmente apagado;
• É completamente atóxico;
• Não vaza no bolso.

De acordo com a proporção argila/grafite empregada na composição da massa, o lápis ganha características diferentes. É a partir dessa proporção que se define a graduação (dureza) do lápis. Para diferenciar os tipos de graduações, Lothar Faber criou, no século XVIII, uma escala que se tornou um padrão internacional.

Num vídeo que dura 6 segundos não há tempo para muita besteira:
SOU SEU RAPAZ DO LÁPIS N.º 2

Atenção: a grafite (do lápis) ≠ o grafite (aportuguesamento do italiano graffiti, plural de graffito).

21 outubro, 2019

Hotspot ecológico

Um hotspot ecológico é uma região biogeográfica que é simultaneamente uma reserva de biodiversidade, que pode estar ameaçado de destruição.
Designa, geralmente, uma determinada área de relevância ecológica por possuir vegetação diferenciada da restante e, consequentemente, abrigar espécies endêmicas. Os hotspots ecológicos estão identificados pela Conservação Internacional (CI), que se refere a 35 áreas de grande riqueza biológica em todo o mundo que são alvos das atividades de conservação da CI. Segundo esta organização, ainda que a área correspondente a estes habitats naturais ocupe apenas 2,3% da superfície do planeta, concentra-se nela cerca de 60% do patrimônio biológico do mundo no que diz respeito a plantas, aves, mamíferos, répteis e espécies anfíbias.


Clique AQUI para ampliar

O Brasil participa da lista da Conservação Internacional com dois hotspots:
- o da Mata Atlântica (em que 93% da floresta já se foi);
- o do Cerrado, onde está a última fronteira agrícola do planeta e do qual fazem parte as cabeceiras das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul, sendo elas: Amazonas/ Tocantins, São Francisco e Prata, sendo portanto, de grande importância para a segurança hídrica da região.

Página oficial da Conservation International

17 julho, 2019

O estádio Janguito Malucelli

Considerado o primeiro eco-estádio do Brasil, o Janguito Malucelli, em Curitiba, teve os assentos de suas arquibancadas fixadas a um morro, sendo a madeira proveniente de reflorestamento e o ferro vindo de ferrovias desativadas.
O "Jotinha", como é também conhecido esse estádio (que tem capacidade para 4.200 torcedores) fica ao lado de um dos principais cartões postais da cidade, o Parque Barigui.


Vídeo

15 novembro, 2018

Canudos de plástico x Meio ambiente

Quantos canudos plásticos você já usou em sua vida?
Nos Estados Unidos, são 500 milhões por dia.
Mas quem paga essa conta é a natureza.
A vida útil de um canudo é de, em média, quatro minutos – tempo suficiente para você terminar sua bebida.
Só que, feitos normalmente de polipropileno ou poliestireno, materiais que não são biodegradáveis, eles demoram até 200 anos para se decompor. Pior: quando descartados, se desintegram em pequenas partículas, que chegam aos oceanos e acabam engolidas pelos animais.
Segundo dados da ONG Ocean Conservancy, sediada nos Estados Unidos, foi o 7º item mais coletado nos oceanos em todo o mundo no ano passado.
Respondendo por 4% de todo o lixo plástico encontrado no mundo, os canudos ainda representam um desafio.
Agora, o mundo declarou guerra ao canudo de plástico.
Em meio à busca por alternativas ao plástico, outras opções já vêm sendo usadas, como canudos de metal, de vidro e até comestíveis.

Extraído de: Mundo declara guerra ao canudo plástico, por Luís Barrucho, da BBC Brasil
Crédito da imagem: #recuseocanudo, Deskgram

Vídeo: Poseidon e o homem na praia

06 novembro, 2018

A tragédia de Mariana: três anos depois

A tragédia de Mariana é o maior acidente da história em volume de material despejado por barragens de rejeitos de mineração. Os 62 milhões de metros cúbicos de lama que vazaram dos depósitos da Samarco, no dia 5 de novembro de 1915, representam uma quantidade duas vezes e meia maior que o segundo pior acidente do gênero, ocorrido em 4 de agosto de 2014, na mina canadense de Mount Polley, na Colúmbia Britânica.



Três anos de lama
Ontem, fez três anos que a barragem de Fundão se rompeu, varrendo do mapa o distrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro do município de Mariana (MG). A poluição de terrenos e rios ao longo de 600 quilômetros entre Mariana e o Oceano Atlântico, que se seguiu ao acidente, faz deste o maior acidente ambiental do Brasil.
Morreram 19 pessoas nesta tragédia. Muitas outras perderam seus bens e ficaram desabrigadas. O rompimento da barragem acarretou problemas para pelo menos 500 mil pessoas em Minas Gerais e Espírito Santo (Fonte: Ministério Público Federal).
Ao todo, 21 réus estão sendo julgados pelos crimes de inundação, desabamento, lesão corporal e homicídio com dolo eventual. Ninguém foi preso.
Na área foram encontradas níveis de sódio, oriundo do hidróxido de sódio (utilizado na separação do minério de ferro), até 20 vezes acima do padrão de solo da Mata Atlântica. Experimentos com fungos e bactérias podem ajudar no reflorestamento de 2.200 hectares da mata devastada pela lama. E abre-se a possibilidade de que essa mesma técnica possa também ajudar na recuperação de lavouras (centenas de fazendas e sítios foram atingidos pelo rompimento da barragem)..
As multas do Ibama somam 350 milhões de reais. Mas a empresa recorreu e ainda não pagou nenhuma. Das 28 multas aplicadas pelo governo do Estado de Minas, a empresa só começou a pagar uma delas (Fonte: TV Globo, Jornal Hoje).

Mariana (pela Samarco), Barcarena (pela Hydro) ...
Qual será o próximo local? Meu palpite: costa brasileira, na área do pré-sal.

27 junho, 2018

Lisboa, a Capital Verde Europeia 2020

Lisboa ganhou na última quinta-feira, 21, o prêmio de a Capital Verde Europeia 2020. A distinção foi anunciada pelo Comissão Europeia do Ambiente, e é o reconhecimento do trabalho desenvolvido em Lisboa, na última década, para torná-la uma cidade mais verde e amigável.
Todos os anos 30 a 40 cidades da Europa com mais de cem mil habitantes candidatam-se a receber esta distinção - que premia os esforços e os resultados alcançados em áreas como ecologia, eficiência energética, política de resíduos e sustentabilidade social da cidade - passando por um longo e exigente processo de candidatura e seleção.
É a primeira vez que uma capital do Sul da Europa conquista esta distinção, geralmente atribuída às cidades do Norte da Europa. Na fase final de seleção, Lisboa concorreu  com cidades como Ghent (Bélgica) e Lahti (Finlândia).
O prêmio foi anunciado numa cerimônia que aconteceu na cidade holandesa de Nijmegen, que este ano detém o galardão. Em 2019, a Capital Verde Europeia será Oslo (Noruega).

Image result for Capital Verde Europeia 2020

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Anitta se veste de Carmen Miranda e canta "Garota de Ipanema" no "Rock in Rio Lisboa".
Folha de SP
C***, que confusão! "Funkeira" vestida de sambista que se vestia de baiana (*) cantando bossa nova num festival de rock que leva o nome do Rio mas é em Lisboa.
(*) Carmen nasceu em Marco de Canaveses, Portugal. É um pouco de volta às origens nesse mundo globalizado.
PGCS

15 março, 2018

Fotossíntese artificial

"Os seres vivos são máquinas biológicas acionadas por energia solar até elas veiculadas pelo processo respiratório." ~ Mario Rigatto, médico pneumologista

A fotossíntese artificial é um campo de investigação com o objetivo de imitar a fotossíntese natural das plantas, com a finalidade de converter dióxido de carbono e água em carboidratos e em oxigênio, utilizando a luz do Sol.
Na fotossíntese natural existem dezenas de enzimas que catalisam várias reações individuais. Apesar disso, todo o processo pode ser divido conceitualmente em duas fases principais, que interagem mediante moléculas transportadoras de energia, sendo elas: as reações luminosas, que dependem da luz do Sol, e as reações escuras, que podem ocorrer na ausência de luz. Estas reações têm muita importância tanto do ponto de vista científico como do ponto de vista econômico, dado sua potencial aplicação na exploração da energia solar. Entretanto, o processo é tão complexo que, mesmo em um laboratório, é difícil de replicar.
O termo fotossíntese artificial se aplica aos processos que, inspirados na fotossíntese natural, buscam utilizar a energia solar para produzir outros tipos de energia que podem ser aproveitados pelo homem de maneira limpa e eficiente, de forma que no futuro possa ser produzido uma «planta artificial» que seja capaz de armazenar energia na forma de compostos orgânicos. Isto faz com que a fotossíntese artificial venha a ser uma tecnologia atrativa não só do ponto de vista prático e econômico, mas também do ponto de vista ecológico, já que potencialmente poderia ajudar a mitigar ou reverter alguns dos efeitos adversos produzidos pelo consumo de combustíveis fósseis como, por exemplo, o aquecimento global.
Em 2015, cientistas do Joint Center for Artificial Photosynthesis (JCAP) que investigam a fotossíntese artificial conseguiram uma marca mundial de rendimento de 10% em energia armazenada com um sistema completo, eficiente, seguro e integrado. Isso, por si só, já está no limiar da rentabilidade econômica.

Em síntese:
Eureka! A descoberta da fotossíntese
Viver de luz
A fotossíntese em insetos?
Haverá um dia a fotossíntese artificial?

18 janeiro, 2018

As corujas da Indonésia em perigo

Na série de Harry Potter de JK Rowling, publicada pela primeira vez entre 1997 e 2007, diferentes espécies de corujas superam o mundo mágico e muggle ("humano"), carregando mensagens, pacotes e até mesmo varas de vassoura para humanos e feiticeiros. O próprio Harry Potter recebe uma coruja nevada Bubo scandiacus, chamada Hedwig, no primeiro romance, e ela permanece com ele ao longo da série. Outros personagens principais também têm corujas como companheiras de estimação ao longo da série (por exemplo, Ron Weasley tem uma coruja muito pequena chamada Pigwidgeon, mais tarde retratada na série de filmes como uma coruja comum, Otus scops; Draco Malfoy tem uma coruja Bubo spp e Percy Weasley, uma coruja Megascops spp).
Existe o efeito Harry Potter?
O sucesso de Harry Potter, tanto na literatura como no cinema, já quebrou inúmeros recordes de vendas e bilheteira, mas, infelizmente, toda esta popularidade está também a quebrar um recorde bem menos desejado.
Em 2001, quando saiu o primeiro filme, as vendas (anuais) de corujas na Indonésia não ultrapassavam as poucas centenas de animais, mas em 2016 o valor ultrapassou as 13 mil, informam Vincent Nijman e Anna Nekaris, da Universidade de Oxford Brookes, no Reino Unido. O relatório foi publicado na revista Global Ecology and Conservation, no qual se conclui também que a maior parte das aves são retiradas do seu ambiente natural e vendidas em comércio ilegal.
Com preços entre 10 e 30 dólares, as aves são acessíveis a um grande números de famílias, pelo que as populações selvagens destes predadores estão efetivamente em perigo: "a popularidade das corujas como animais de estimação subiu de tal forma, na Indonésia, que pode colocar em perigo a conservação das espécies menos abundantes", dizem os dois cientistas ao The Guardian, pedindo também que as espécies “sejam colocadas na lista de animais protegidos”.
E a Indonésia não é um caso isolado. Passa-se o mesmo tanto na Tailândia como na Índia, onde um membro do parlamento indiano já falou num "estranho fascínio, entre as classes médias urbanas, em oferecer mochos aos filhos fãs de Harry Potter".
(extraído de https://greensavers.sapo.pt/2017/08/fas-de-harry-potter-sao-um-perigo-para-corujas/)

Existem os efeitos correlacionados?
Um aumento da popularidade de certos animais após a aparição na tela grande ou em séries de televisão é um fenômeno bem conhecido, mas raramente é quantificado e, como sempre, a correlação não indica causalidade. Além disso, um aumento na popularidade raramente é imediato e os aumentos discerníveis podem ser adiados por vários anos. Herzog et al. (2004) compararam a popularidade de cães de raça pura nos EUA, após o lançamento do filme da Disney "101 Dalmatians" (101 Dálmatas), em 1985, e descobriram que demorou sete anos até os novos registros de dálmatas aumentarem 6,2 vezes, o que foi significativamente maior que o de outras raças durante esse período de tempo. O lançamento do primeiro filme do "Jurassic Park" em 1993 levou a um aumento de um a três anos no comércio global de iguanas verdes, a Iguana iguana ( Christy, 2008, Nijman and Shepherd, 2011 ). Finalmente, após o lançamento de outro filme da Disney, "Finding Nemo" (Procurando Nemo), em 2003, foi relatado que as vendas de peixe palhaço aumentaram ( Prosek, 2010 ), na medida em que, em 2005, quatro espécies de peixe palhaço (Amphiprion ocellaris , Amphiprion percula , Amphiprion frenatus e Premnas biaculeatus) foram incluídos nos vinte peixes aquários marinhos mais importados para os EUA (Rhyne et al., 2012; Militz e Foale, 2017).  No entanto, note-se que, após o aumento na importação de peixe palhaço, na sequência da libertação de Nemo, com destaque dois anos mais tarde, este aumento foi menor do que o aumento global da importação de peixes de aquário marinho. Na comparação, eles não encontraram um efeito "Finding Nemo".
(extraído de http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2351989417300525)

Ver também: O ciclo vicioso das Tartarugas Ninjas

Bônus: Owling, um comportamento que não deve ser esquecido.

18 maio, 2017

No Laos, casulos de bambu promovem o ecoturismo

Habitações esféricas de bambu penduradas em árvores no meio de uma floresta, eis o projeto de ecoturismo desenvolvido pela "Cole Company" para a "Nam Et Phou Louey-Biodiversity Conservation Area", no norte do Laos.
Impulsionado pelos valores ambientais em voga, o ecoturismo experimenta um desenvolvimento cada vez maior em todo o mundo. Mais do que uma moda passageira, trata-se de uma crescente consciência na mente dos viajantes ansiosos por combinar a descoberta da natureza com o respeito ao meio ambiente.
Estas estruturas livremente inspirados em ninhos de pássaros devem ser construídas não muito distantes da "vila Nam Poung", para dar emprego e renda aos moradores, além da promessa de um turismo sustentável e limpo para a sua região. Além do aspecto educativo da experiência, as estruturas são projetados para reduzir o impacto sobre o ambiente.
Estas habitações não convencionais permitem aos visitantes uma imersão na natureza, enquanto desfrutam do espetáculo de ver a fauna e a flora. Construído de bambu e madeira, cada "casulo" deve incluir uma base sólida que garanta aos inquilinos alguma privacidade. O tecido utilizado é leve e hermético para protegê-los da chuva e dos ataques furtivos dos mosquitos.
Além destes quartos flutuantes que podem acomodar duas pessoas, o projeto inclui um ponto de observação construído de bambu e madeira, a fim de apreciar a paisagem e, quem sabe, os animais selvagens, já que a floresta é um dos últimos santuários do tigre na Indochina.
Esqueça os hotéis e pousadas de luxo, aqui o visitante sacrifica seu conforto em favor do respeito aos locais visitados.

https://mrmondialisation.org/des-cocons-de-bambou-promeuvent-lecotourisme/

08 maio, 2017

Um santuário do silêncio

“Silence is not the absence of something,
but the presence of everything.”
Após 30 anos de pesquisa, o ecologista acústico Gordon Hempton acha que encontrou "a polegada quadrada mais silenciosa dos Estados Unidos". Está marcada por uma pedra vermelha que ele colocou sobre um tronco cortado a 47 ° 51'57.5 "N, 123 ° 52'13.3 "W, em um canto da Floresta de Hoh, no Parque Nacional Olímpico, no ocidental estado de Washington.
A área é realmente cheia de sons, mas os sons são naturais - - por mais silencioso, para Hempton, significa que este ponto está sujeito a menos poluição sonora feita pelo homem do que qualquer outro lugar selvagem no país.
Hempton espera proteger o espaço através da criação de uma lei que proíba a sobrecarga de tráfego aéreo. "A partir de um lugar tranquilo como esse, você pode fortemente sentir o impacto de um único jato no céu", disse ele à BBC . "É o som mais alto a ameaçar. O cone de ruído que se arrasta atrás do avião se expande para preencher mais de 1.000 milhas quadradas. Queríamos ver se um ponto de silêncio poderia ondular para fora do lugar da mesma maneira."



Seu site One square Inch (Uma Polegada Quadrada) tem mais informações sobre a sua campanha. "A menos que algo seja feito", disse ele a Outside online, "vamos testemunhar a completa extinção do silêncio nos EUA em nossas vidas".
(http://www.futilitycloset.com/2016/07/19/a-separate-peace/) c/ vídeo

Poderá também gostar de ouvir
Os sons da natureza (postagem de 8 de maio de 2013)

19 janeiro, 2017

A pegada de carbono dos crimes no Reino Unido

Crédito da foto: Getty Images
Um comunicado da Universidade de Surrey, no Reino Unido, chamou a atenção para o primeiro estudo que avaliou a pegada de carbono dos crimes no Reino Unido.
A equipe de pesquisa descobriu que:
  • Os crimes cometido em 2011, na Inglaterra e País de Gales, deram origem a mais de 4 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono (CO2), equivalentes às emissões de CO2 de cerca de 900 mil lares do Reino Unido. 
  • Os roubos contribuíram em maior proporção (30%) para a pegada de carbono dos crimes, por causa do carbono associado com a substituição de bens roubados/danificados. 
  • Em segundo lugar, ficaram as emissões de CO2 pelo funcionamento dos serviços do sistema de justiça criminal, que foram responsáveis por 21% da pegada.
No entanto, a urgente necessidade de reduzir a pegada de carbono no Reino Unido - simplesmente reduzindo os níveis de criminalidade - não é necessariamente uma opção simples.

22 maio, 2016

Seres humanos eliminaram metade das árvores do planeta

Seres humanos causaram um impacto impressionante nos ecossistemas da Terra, seja colocando plástico nos oceanos ou enchendo os céus com carbono. Mas a culpa não é apenas da sociedade moderna -- nosso legado ambiental vai mais longe na história. Desde o surgimento da civilização, nós causamos o desaparecimento de metade das árvores do mundo.
Esta é a triste conclusão de um grande estudo ecológico publicado no periódico Nature, que traz o primeiro censo de árvores global do mundo. De acordo com a pesquisa, há aproximadamente 3,04 trilhões de árvores no planeta Terra hoje -- cerca de 422 por pessoa. A boa notícia é que isto é cerca de sete vezes mais do que calculávamos na última estimativa global. A má notícia? O número de árvores diminuiu 46% desde que os humanos começaram a cultivar a terra.
Para chegar a estes números, os pesquisadores reuniram 429.755 medidas de densidade de árvores com base em dados do solo de todos os continentes na Terra, exceto a Antártida. Combinando estas medidas de campo com dados de satélite sobre clima, topografia e uso da terra por humanos, eles construíram uma série de modelos que deduzem a densidade de árvores por todo o mundo numa resolução de um quilômetro quadrado.
Combinando a densidade de árvores com mapas espaciais das perdas de cobertura de floresta, os autores do estudo estimam que humanos estão removendo algo em torno de 15,3 bilhões de árvores do planeta por ano. A velocidade de perda da floresta é maior nos trópicos, que também possuem a maior parte das árvores do planeta, com cerca de 1,39 trilhões. A perda líquida é próxima de 10 bilhões por ano, graças ao crescimento nas regiões temperadas.
“Eu não esperava que a atividade humana aparecesse como o principal controle da densidade das árvores ao longo de todos os biomas [tipos de habitat]”, diz Thomas Crowther, chefe do estudo, ao Guardian. “Ela foi um dos principais reguladores do número de árvores em quase tudo o mundo. Isto apenas sublinha o tamanho enorme do impacto que os humanos causaram na Terra numa escala global.”
E este impacto deveria nos preocupar? Obviamente. Árvores oferecem serviços cruciais para o ecossistema, seja limpando nossa água, construindo solos férteis ou nos fornecendo comida e materiais crus. Elas também amenizam os efeitos das mudanças climáticas, absorvendo uma enorme parcela das emissões de carbono causadas pela ação do homem. À medida que as florestas desaparecem, diminui a capacidade do planeta de reter carbono e manter um clima estável.
Resumindo, um futuro com menos árvores é um futuro menos seguro para os humanos.
“Nós reduzimos à metade o número de árvores no planeta, e nós vimos os impactos no clima e na saúde humana como resultado”, diz Crowther. “O estudo destaca que precisamos de mais esforços se quisermos restaurar a saúde das florestas por todo o mundo.”
[Leia o artigo científico completo na Nature; via The Guardian]

Vídeo. HOW MANY TREES ARE THERE?

Humor. PAREM O DESMATAMENTO!

12 agosto, 2015

Uma Arca de Noé para o Antropoceno

por Jim Robbins
Estamos avançando pela era geológica Antropoceno, na qual deverá ocorrer a sexta extinção em massa na história do planeta. Um estudo recente publicado no periódico "Science" concluiu que as espécies existentes no mundo hoje estão desaparecendo em uma velocidade mil vezes maior que o ritmo natural de extinção. Segundo pesquisadores, em 2100, entre um terço e metade de todas as espécies da Terra poderá estar extinta.
Em consequência disso, está havendo um aumento nos esforços para proteger espécies, e governos, cientistas e organizações sem fins lucrativos tentam construir uma versão moderna da Arca de Noé. A nova arca certamente não terá a forma de um grande barco, e sim de uma série de medidas, incluindo migração assistida, bancos de sementes, novas reservas ecológicas e corredores de deslocamento baseados nos possíveis lugares para onde as espécies irão migrar.
As questões envolvidas são complexas. Que espécies deverão ser salvas? Aquelas mais ameaçadas de extinção ou as que têm maior chance de sobreviver? Animais carismáticos, como leões, ursos e elefantes, ou os mais úteis para nós?
Formada em 2012 pelos governos de 121 países, a Plataforma Intergovernamental de Serviços de Biodiversidade e Ecossistemas (IPBES, em inglês) é uma iniciativa que visa a proteger e a restaurar espécies em áreas selvagens e resgatar outras, a exemplo das abelhas, que desempenham funções vitais para os ecossistemas habitados por humanos. Cerca de três quartos da produção mundial de alimentos dependem basicamente das abelhas. [...]

Legenda traduzida por PGCS

A Arca de Noé da Embrapa
O novo Banco Genético da Embrapa localizado em Brasília/DF pode ser comparado a uma Arca de Noé e possui uma característica importante: pela primeira vez no Brasil, as pesquisas de recursos genéticos de plantas, animais e microrganismos estarão reunidas em um só espaço. O país é rico em recursos genéticos e sua biodiversidade compreende 20 por cento de todas as espécies de plantas, animais e microrganismos do planeta, o que representa o maior patrimônio biológico do mundo. O conhecimento e a conservação desses recursos são fundamentais para garantir a sustentabilidade e a segurança alimentar da população, por isso, várias instituições brasileiras, incluindo unidades da Embrapa, empresas estaduais de pesquisa, universidades, entre outras vêm investindo no desenvolvimento de pesquisas e ações para assegurar a conservação e o uso adequado dos recursos genéticos.

06 agosto, 2015

Dois tanques com a água do Rio Honga

Estes dois reservatórios foram cheios com amostras da água do Rio Honga, retiradas do estuário na Baía de Chesapeake, EUA.
Duas horas após, esta fotografia foi batida.
Como explicar a diferença que se observa na transparência da água de um reservatório para outro?


É que o tanque da direita também contém ostras. E elas filtraram toda as algas que existiam no tanque em que foram colocadas.
Normalmente, uma única ostra pode filtrar até 7,5 litros de água por hora. E isso traz enormes benefícios para o ecossistema.

Twister Sifter – c/ VÍDEOS

Leitorado
Precisamos de muitas ostras no Tiete e no Pinheiros (rs rs rs).
Nena Noschese, blogln
Resposta – De muitas ostras onde estiver no volume morto. Nos demais casos a precisão é de água mesmo,
E ouçamos o que respondeu Geraldo, o Médico:
http://blogdopg.blogspot.com.br/2014/10/geraldo-na-biblia-das-celebridades.html
Um abraço, Nena.

20 abril, 2015

Ônibus a biometano

Em Bristol, na Inglaterra, começou a rodar o Bio-Bus, o primeiro ônibus do gênero no país. É movido a dejetos humanos provenientes de 32 mil famílias que residem na rota do ônibus.


Mas o veículo não é abastecido em tempo real, isto é, enquanto está a rodar. Como faz parecer o que está desenhado no lado de fora.

Paratodos
O teste do ônibus | Não deixem o pombo dirigir o ônibus | Um verdadeiro herói | Carona para o asilo