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22 agosto, 2021

O plano do Pentágono para o apocalipse zumbi

O Pentágono tem uma estratégia detalhada para sobreviver a um apocalipse zumbi.
(U) CONPLAN 8888, a Counter-Zombie Dominance, surgiu quando os estrategistas militares precisaram criar um documento de planejamento que o público não poderia confundir com um cenário real. 
Então, eles imaginaram uma emergência "claramente impossível" em que precisassem "realizar operações militares para preservar seres humanos ameaçados por uma horda de zumbis".
"O documento é identificado como uma ferramenta de treinamento usada em um exercício de treinamento interno, onde os alunos aprendem sobre os conceitos básicos de planos militares e o desenvolvimento de ordens por meio de um cenário de treinamento fictício”, disse a porta-voz Pamela Kunze à Foreign Policy.
"Este documento não é um plano do Comando Estratégico dos EUA". Mas, diz um aviso, "este plano não foi realmente concebido como uma piada".

AQUI está.

Outro: O plano do CDC

11 novembro, 2020

Como sobreviver a um apocalipse zumbi

Apesar de os zumbis serem fictícios e as "regras" dos zumbis variarem de acordo com os caprichos dos roteiristas, há discussões constantes sobre como sobreviver quando o apocalipse chegar e o mundo estiver cheio de cadáveres tentando comê-lo.
Numa discussão recente no Tumblr surgiram algumas boas ideias.
1. Use uma armadura (você pode ter que fazer a sua).
2. Ganhe velocidade com uma bicicleta. Elas são silenciosas e não precisam de combustível.
Houve outras ideias na discussão. Imagine se "The Walking Dead" usasse essas ideias - - a taxa de sobrevivência poderia subir, mas o programa se pareceria muito com um esquete de Monty Python.
(http://www.neatorama.com/2019/11/10/How-to-Survive-the-Zombie-Apocalypse/)

Relacionada
Como se preparar para um apocalipse zumbi

26 novembro, 2019

O avião do apocalipse

O Boeing E-4B é basicamente o lugar onde os mandachuvas dos Estados Unidos - o presidente, o secretário de defesa e os comandantes militares - viajariam de um lugar para outro em caso de apocalipse militar.
Eles custam cerca de 350 milhões de dólares, o dobro de um avião normal, e são construídos e equipados para suportar um conflito nuclear. Também são completamente analógicos, a fim de que uma falha em seus sistemas eletrônicos não possa derrubá-los. Podem reabastecer em vôo e ficar no ar até uma semana sem pousar.
A área principal de do Boeing E-4B é como um escritório, uma espécie de Pentágono em miniatura. Transportando até 112 pessoas, 17 delas seriam jornalistas viajando como representantes da imprensa. Isso tudo para narrar à população, presumivelmente dizimada pelas armas nucleares, como o presidente e seu staff acompanham dos céus a situação do país a cada momento.

Boeing E-4B, imagem Wikipédia

08 maio, 2018

O planetário Eise Eisinga

Eise Jeltes Eisinga (1744 - 1828) foi um astrônomo amador frísio que construiu o planetário Eise Eisinga em sua casa em Franeker, na Frisia, Holanda. É o mais antigo planetário em funcionamento contínuo no mundo.
Em 8 de maio de 1774, uma conjunção da Lua com os planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter era previsto que aconteceria. O reverendo Eelco Alta, de Boazum , Holanda, publicou um tratado no qual interpretou isso como um retorno ao estado dos planetas no dia da criação e uma provável ocasião para o fim do mundo . Alta previu que os planetas e a Lua iriam colidir, com o resultado de que a Terra seria deslocada para fora de sua órbita e queimada pelo Sol. Devido a esta previsão houve muito pânico na Frísia.
No entanto, o apocalipse não ocorreu, talvez porque a conjunção projetada dos corpos celestes nunca ocorreu. Um bom resultado atribuído ao tratado foi a criação do planetário Eise Eisinga, no teto de sua antiga casa nos Países Baixos. Ele é movido por um relógio de pêndulo que tem 9 pesos, e os planetas nele representados se movem em tempo real, automaticamente. (Um pequeno reajuste deve ser feito manualmente, a cada quatro anos, para compensar o 29 de fevereiro nos anos bissextos.)
A visão canônica sustenta que Eisinga decidiu construir o planetário para provar que não havia razão para pânico. Ele esperava terminar dentro de seis meses e acabou terminando em 1781, sete anos depois que ele começou. No ano de 1781, descobriu-se Urano, mas não havia espaço para este planeta no teto de sua sala de estar.
(http://pballew.blogspot.com.br/2017/05/on-this-day-in-math-may-8.html#links)

26 março, 2018

A premiação dos profetas

Em 2011, o maior antiprêmio da ciência, o Ig Nobel, corrigiu uma injustiça histórica contra os numerólogos do Apocalipse, ao listar entre os vencedores do ano profetas que falharam em prever o fim do mundo por oito vezes.
Nomes dos líderes espirituais americanos Harold Camping, Pat Robertson, Dorothy Martin e Elizabeth Clare foram citados com os do coreano Lee Jang, do japonês Shoko Akahara e da ugandense Credonia Mwerinde.
Eles erraram a data do Apocalipse em 1954, 1982, 1990, 1992, 1994, 1997, 1999 e 2011. Ganharam na categoria Matemática por "ensinar o mundo a ter cuidado ao elaborar hipóteses e fazer cálculos".
Os profetas estavam entre os vencedores que não compareceram à cerimônia de entrega dos diplomas humorísticos. Cientistas laureados em geral levam a piada na esportiva e vão à festa do Ig Nobel em Harvard.

17 fevereiro, 2017

Abrir em caso de apocalipse

Sob este sugestivo título (Abrir en caso de apocalipsis), encontra-se em espanhol o livro The Knowledge: How To Rebuild Our World From Scratch, de Lewis Dartnell, astrobiólogo da Agência Espacial Britânica. Um livro que trata de responder esta pergunta:
Como deveremos proceder para recuperar a civilização, partindo do zero, em caso de uma hecatombe total?
Obviamente, em pouco mais de 300 páginas, o autor tem consciência de que não pode, de maneira alguma, dar respostas a todas as perguntas em um mundo pós-apocalíptico. Por outro lado, o texto constitui um excelente ponto de partida para a hora de recuperar a agricultura e a alimentação de subsistência, a produção têxtil, ainda que rudimentar, as substâncias químicas que nos permitiriam sintetizar produtos básicos como o sal comum, os ácidos e as bases essenciais para a indústria química. Os medicamentos também ocupam um lugar preponderante na recuperação de uma sociedade civilizada, os materiais imprescindíveis para pôr em marcha uma indústria incipiente (metais, papel, tinta, máquinas como torno, motores,  moinhos, prensas, forjas, alto-fornos etc.).
Mas, talvez, o mais importante seja a comunicação dos novos conhecimentos. Porque, em um mundo com a população severamente reduzida, a recuperação deverá passar por uma rápida transmissão e difusão de conhecimentos. Como construir uma estação de rádio? Como construir um motor de combustão? O que é necessário para impulsionar um veículo em um mundo onde os combustíveis fósseis estejam esgotados, desapareceram ou são impossíveis de serem extraídos por falta de uma indústria desenvolvida e de uma tecnologia avançada, como aquelas que existiam antes do cataclismo?
Dartnell nos leva pela mão, passo a passo, pela ciência e tecnologia, física, química (há muita química no livro), biologia e medicina. Ele nos diz de uma forma agradável, clara e concisa como proceder se queremos fazer as ferramentas mais básicas necessárias na reconstrução do mundo e como preparar a terra para o plantio, adubação, coleta e processamento de grãos ou fertilizantes.
Finalmente, todos e cada um dos capítulos do livro são uma mera desculpa para explicar, dar-nos a conhecer e mostrar o mais maravilhoso da civilização humana, o que nos trouxe até aqui: a ciência. A ciência deu-nos o que somos e ciência será o que nos permitirá recuperarmos em caso de um desastre apocalíptico.
Abrir en caso de apocalipsis (reseña). In: El tercer precog (o único blog que você levaria para uma ilha deserta)
N. do E.
No começo do livro, o autor cita uma experiência artística de Thomas Thwaites, que, há alguns anos propôs construir, a partir do zero, algo (aparentemente) muito simples: uma torradeira.

01 dezembro, 2013

Apocalipse nuclear

O que vamos beber depois?
Uma das linhas de investigação dos testes da Defesa Civil, realizados em 1955, nos Estados Unidos, tentou responder a uma pergunta simples: o que os sobreviventes vão beber em um mundo pós-apocalíptico?
Quando a única ferramenta que você tem é um martelo, todos os problemas são pregos. E, para responder a esta pergunta, a Comissão de Energia Atômica fez o que sabe fazer melhor. Deixar cair uma bomba nuclear acima das garrafas de cerveja e latas de refrigerantes.
Qual o resultado?
Mesmo as garrafas próximas da explosão nuclear apresentaram uma taxa de preservação relativamente elevada (se não caíram de prateleiras ou algo parecido). Quanto à radiação, apenas as garrafas muito próximas do Ponto Zero tinham muita radioatividade. Ainda assim, "dentro dos limites permitidos para uso em situações de emergência", o que quer dizer: não fazem mal no curto prazo. Algumas das bebidas, porém, evidenciaram uma ligeira alteração de sabor.
Qual a repercussão disso?
Quem vai querer consumir cerveja radioativa? Quem vai querer, quero dizer, além de mim?
Alex Wellerstein, The Nuclear Secrecy Blog
Bônus: Jazz

22 dezembro, 2012

As previsões épicas do fim do mundo

A história está repleta de previsões apocalípticas que foram a seguir desmascaradas. Uma delas, relacionada com o calendário maia, acaba de NÃO acontecer.
De onde se tirou a ideia de que um antigo calendário, apenas por acabar em 21/12/2012, estaria a prever igual destino para o mundo?
Ora, esta pedra eu já cantei antes.
Continuamos vivos, não é verdade? Inclusive para nos deliciarmos com este belíssimo infográfico que reúne as previsões épicas do fim do mundo: as que fracassaram, as que ainda vão fracassar e aquela que, talvez, em um futuro muitíííssimo distante, aconteça. Esta última, pelo menos, tem a chancela de grande parte da comunidade científica.


Temos um passado
E o mundo não acabou e Os arrebatamentos de Harold Camping.

Comentário
Não resisto.
"Continuamos vivos, não é verdade". Segundo um governador de um estado do Sul, "quem não resistiu, continua vivo". kkkkkkkkkkk
Desculpe, mas não podia deixar passar... Abraços.
Resposta - É isso, Corrêa.
"Quem não resistiu, continua vivo."
Apesar do vício de origem, a frase do Geraldo (fonte: http://diferenteolh.blogspot.com.br/2012/10/em-defesa-da-civilizacao-humana.html) aqui se encaixou bem.

22 maio, 2011

E o mundo não se acabou

"Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar.
Por causa disso minha gente lá de casa começou a rezar..."
Assis Valente


As pessoas têm um antigo fascínio pelas profecias sobre o fim do mundo. Contando com a última delas, que marcava o Apocalipse para ontem (21/05), já passam de "trocentas". E todas elas deram com os cavalos n'água.
A respeito das previsões do tipo, só uma coisa permanece inabalável:
ASSIS VALENTE É SEU ÚNICO E CONFIÁVEL PROFETA!
PGCS
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+ HISTÓRIAS DE FIM DO MUNDO
Aqui no patropi, nem fim do mundo o pessoal leva a sério. E quando leva, quer levar vantagens, fazendo o que nunca faria em condições normais de clima e cerveja. "Já que vai acabar mesmo..."
Pelo menos para dois caros amigos meus o mundo acabou. E estão no maior inferno.
Um deles, casado, em plena segunda-feira antes do Apocalipse, "já que o mundo ia acabar mesmo", resolveu alisar a vizinha no elevador. Casada. Bom gosto ele tem. A vizinha é páreo pra qualquer Scheila. Mas, existem assédios que são mais assédios do que outros. Não havendo reciprocidade, vira um caos. A coisa deu marido armado, polícia, expulsão de casa com insultos, filhos indiferentes etc.
Acabou o mundo... Pra ele e um monte de gente que passou a viver no inferno.
O outro amigo, boa pinta, solteiro, resolveu fazer uma boa ação. "Já que o mundo ia acabar mesmo", resolveu, também na segunda-feira, alisar uma prima encalhada. Coração cheio de boas intenções, ele disse que até não foi difícil: banheira, champanha, imensa alegria no rosto da menina...
Agora ela não larga mais do seu pé. Manda flores (???). Telefona toda hora. Acabou o mundo do rapaz. Está queimando nas chamas da prima e não consegue escapar.
Como o mundo teima em não acabar, agora estão se candidatando a Cavaleiros do Apocalipse "pra dar uma força para esse pessoal que não consegue nem fazer uma profecia decente..." Na próxima, eles juram que vão ajudar. Quem sabe, assim, a coisa vai?
Fernando Gurgel Filho
23 de maio de 2011, 9h39

18 outubro, 2009

O Apocalipse segundo Bush

"É constrangedor dizer isto abertamente, mas o ex-presidente George W. Bush é um homem de pouca inteligência, um ex-beberrão que largou o vício, um religioso amalucado. A ele os norte-americanos jamais deveriam ter confiado o poder de iniciar guerras.
Por seis anos, uma parte da população de seu país preferiu ignorar que ele atacou o Iraque desnecessariamente. Os fatos evidenciaram isso. O Iraque não tinha armas de destruição em massa e não se relacionava com grupos terroristas como a Casa Branca alegava.
E, com o colapso desses pretextos, surgiram especulações sobre os verdadeiros motivos para a invasão: aumentar o controle sobre o petróleo da região, proteger Israel, completar uma vendetta iniciada por Bush pai contra Saddam Hussein? Ninguém sabe a resposta certa.
Agora, na relação dos reais motivos para essa invasão, entra a possibilidade de que uma abstrusa interpretação das profecias bíblicas por Bush possa ter sido um fator preponderante. O que acrescenta mais uma ominosa cortina fumaça sobre uma guerra que já matou mais de 4 mil jovens norte-americanos, além de se mostrar desnecessária e dispendiosa"
(trecho traduzido do artigo Council for Secular Humanism
escrito por James A. Haught)

Com efeito, em 2003, Bush tentou convencer Jaques Chirac a enviar tropas francesas ao Iraque para deter "Gog e Mangog, os agentes satânicos do Apocalipse".