17 janeiro, 2021

Passando a função

Novo funcionário: Então, como é aqui?
Antigo: É um pouco como um carrossel.
Novo funcionário: Ah, não é tão ruim, então.
Antigo: Ainda não terminei...

(http://bitsandpieces.us/2020/02/03/so-whats-it-like-here/)

Tamandaré

Proibida pela censura — considerada ofensiva ao almirante Tamandaré, cuja figura era estampada nas notas de 1 cruzeiro, e para quem Chico Buarque perguntava:
"...Meu marquês de papel, cadê teu troféu? Cadê teu valor? Meu caro almirante, o tempo inconstante roubou..."
— esta música permaneceu proibida até o ano de 1991, quando foi gravada pela Quarteto em Cy.


"E já que o assunto da semana foi a nova nota de R$ 200 com o lobo-guará, minha thread musical deste sábado (01/08/2020) é sobre a história da moeda brasileira contada (ou melhor cantada) pela MPB."
@BrunoCarazza
Siga o fio!

16 janeiro, 2021

WIKIPEDIA, 20 anos da utopia realizada


Um dos maiores bens comuns do mundo: a Wikipedia completou 20 anos na sexta-feira (15), sendo uma exceção em uma era de plataformas proprietárias.

Extraído de: Wikipedia, 20 años de la utopía realizada, por Marilín Gonzalo

Dizer que se fosse um livro seria o mais lido é permanecer muito curto. Vinte anos após seu nascimento, a primeira geração de pessoas que cresceu com a Wikipedia quase se esqueceu do grande milagre que ela é.

De tão presente, sua excepcionalidade se tornou invisível para nós. Em uma era em que a tecnologia tem fins comerciais ou, pelo menos, leva nossos dados, a Wikipedia continua sendo um lugar que pertence a todos nós. Em tempos de empresas que buscam curtidas e cliques, nenhum algoritmo da Wikipedia busca prender nossa atenção.

A plataforma que não liga para o tráfego tem uma média mensal que ultrapassa vinte bilhões de page views. Seu criador, Jimmy Wales, é o único fundador de uma grande plataforma que não é bilionário, como uma das damas de honra observou em seu brinde de casamento. Um site escrito por amadores sem uma autoridade principal, que qualquer pessoa pode editar e de livre acesso, e tão confiável quanto a Enciclopédia Britânica.

É um dos maiores exemplos do que se chama de bens comuns e de conhecimento livre, bens aos quais todos temos acesso, mas que não pertencem a ninguém. A moderna Biblioteca de Babel, que muitos viram imaginada por Jorge Luis Borges, conseguiu tornar-se realidade. E completar 20 anos, não sem críticas e dificuldades.

Em meados do Iluminismo, Denis Diderot construiu uma das maiores obras do século XVIII ao criar a sua Enciclopédia, com o intuito de reunir o grande saber da época. Temos feito isso no nosso tempo juntos, usando a internet.

A Wikipedia também é um farol na onda digital. De la Cueva acredita que atualmente o que melhor define a Wikipedia é a riqueza de suas fontes e referências, e não tanto os dados ou conteúdo. “Digo a meus alunos: a primeira coisa que vocês devem fazer é consultar a Wikipedia, não para usar o seu conteúdo, mas para torná-la o ponto de partida para a busca de referências para investigar. E aí, se quiserem, voltar à Wikipedia para enriquecê-la”.

A comunidade é governada por uma série de regras e políticas amplamente explicadas em suas páginas e estabelecidas por consenso. As políticas são baseadas em 5 pilares: definições do que a Wikipedia não é, o ponto de vista neutro, considerações sobre direitos autorais, etiqueta e o slogan para ignorar as regras, se uma delas o impedir de melhorar a Wikipedia .

O Sistema Solar não orbita exatamente o centro do Sol

por Danielle Cassita, CanalTech

É comum pensarmos que os planetas do Sistema Solar orbitam o centro do Sol, mas esse não é um pensamento exatamente correto. Sim, tudo gira ao redor do Sol, mas não exatamente de seu centro, e sim de seu baricentro.
Para esclarecer esta questão, o cientista planetário James O'Donoghue, da agência espacial japonesa JAXA, explica que, na verdade, todos os planetas orbitam o baricentro do Sistema Solar. Isto é, o centro onde a massa é igualmente distribuída - e, no nosso caso, esse ponto não fica no centro do Sol.
O conhecimento do baricentro é importante para os astrônomos, que o utilizam para encontrar exoplanetas escondidos pelo brilho da estrela que orbitam. Assim, é possível calcular que o sistema abrigue outros planetas.
Como Sol tem 99,8% da massa do Sistema Solar, Júpiter fica com quase toda a massa restante (0,2%), que exerce uma leve atração em nossa estrela. "Então, o Sol na verdade orbita Júpiter ligeiramente", diz O'Donoghue.
E isso não acontece apenas com o Sol e o gigante gasoso: no Sistema Solar, os planetas e suas luas têm seus próprios baricentros. E como será que isso fica no caso da Terra e da Lua? O baricentro da Terra fica no próprio planeta, o que faz com que a Lua e a Terra tenham um movimento mais simples.

Poderá também gostar de ver: A dança de Plutão e Caronte

15 janeiro, 2021

Matemática e ponto!

O ponto foi introduzido como um símbolo para multiplicação por GW Leibniz.
Em 29 de julho de 1698, ele escreveu em uma carta a John Bernoulli:
"Não gosto de X como símbolo de multiplicação, pois é facilmente confundido com x; ... freqüentemente relaciono duas quantidades por um ponto interposto e indico a multiplicação por ZC · LM. E, ao designar a proporção, não uso apenas um ponto, mas dois, que utilizo ao mesmo tempo para a divisão."
(Cajori 233; vol 1 pág. 267)

A escrita logogenética

Entediados, um dia, o autor de ficção científica Damon Knight e sua esposa inventaram a logogenética, "a nova ciência de vender histórias sem realmente escrevê-las".
  • Pegue dois livros e abra cada um em uma página aleatória.
  • Escolha uma palavra do primeiro livro e depois outra do segundo que possa segui-la razoavelmente. Escreva-as.
  • Leia a próxima palavra em cada livro. Escreva-as.
  • Continue dessa maneira, descartando palavras "ruins", conforme fôr necessário, até que você reúna uma história inteira.
Como exemplo, Knight combinou "The World of Null-A", de AE ​​van Vogt, com "The Golden Apples of the Sun", de Ray Bradbury, para produzir "The World of Null-Apples", de A. Ray Van Vogtbury:

Gosseyn se mexeu, mas em torno da porta.
"Engula os comprimidos". No céu, com uma grande chegada desesperada, o perigo florescendo em assobios irreais, Prescott disse calmamente: "Das mulheres que viram isto, helicópteros irão nevar". Os hotéis, as pessoas físicas, cidades que subiram a um poder estranho. Quente, estranhamente, com fáceis rostos rosados, porque a corrida de homens presos soaria misteriosa. "Você se opôs ao ataque, cara!".
Assassinato. Dois supostos Gosseyn de chocolate maltado. Ele sorriu bruscamente, pois o problema mudo, lenta e relutantemente desembaraçante, dizia-lhe sobre a aceitação parcial da cor. Mais uma vez, era uma imagem de uma mente sombria, mais próxima da sanidade, um devaneio branco, inquieto brilhando. (...)

A escrita logogenética raramente faz sentido, mas Knight ressalta que "o ideal é escrever pequenos livros para exibir em exposições de arte ultramoderna".

N. do E.
Participando do "I Concurso de Contos, Poesia, Fotografia e Artes Plásticas", promovido pelo "Movimento Cultural dos Servidores do INAMPS", em Fortaleza-Ce, em 1984, com o texto OS GERÚNDIOS ESTÃO FLORINDO, obtive o 1.º lugar na categoria "Contos". Desconhecia então a tal escrita logocinética.

14 janeiro, 2021

A delação monumental


Disponível também em SLIDESHOW.

Mitridatismo

mitridatismo (mi.tri.da.tis.mo) s.m. tolerância ou resistência a um veneno pela ingestão de doses cada vez maiores, porém não letais, da substância tóxica; resiliência toxicológica. [derivado do antropônimo Mitridates, esp. de Mitridates VI, que teria adquirido tal imunidade desta maneira] 
Mitrídates VI
(132 a.C. – 63 a.C.), também chamado de Mitrídates Magno, foi rei do Ponto (região correspondente ao norte da Turquia) de 120 a.C. até sua morte. Considerado um inimigo de Roma, seus inimigos tramaram por diversas vezes envenená-lo. Ciente dessa possibilidade, Mitrídates começou a ingerir venenos em pequenas doses repetidas, depois de testá-los previamente em prisioneiros e escravos, garantindo assim as doses que seriam seguras para ingerir.
Em sua busca por antídotos, ele também testou os efeitos destes sobre os presos, administrando-os antes de lhes dar o veneno ou logo após envenená-los. Desta forma, acredita-se que ele também descobriu vários antídotos contra substâncias tóxicas. Mas o que o tornou famoso foi o Mithridacum, uma poção complexa produzida por seu médico de câmara, composta por 54 ingredientes que o rei chegou a tomar diariamente e que foi considerado por décadas como um antídoto universal.
Conforme a lenda, após ser derrotado por Pompeu, Mitrídates tentou o suicídio por envenenamento - sem efeito devido a sua resistência. Teria, então, forçado um de seus servos a matá-lo com a espada. Esta história é contada na peça "Mitrídates" (1673), de Jean Racine, e na ópera "Mitridate, re di Ponto" (1770), de Mozart.
O processo do mitridatismo é utilizado na produção do soro antiofídico, entre outras aplicações práticas.

13 janeiro, 2021

Das cifras ao círculo das quintas

Nível básico
A notação com cifras (letras ABCDEFG) para os acordes.


Nível avançado
O Círculo das Quintas.
"No alvorecer da Quinta Era do homem, um Anel de Poder foi criado para os bardos e os trovadores da Terra Média." (*)


(*) A Teoria Musical e a História da Música seriam muito mais interessantes se fossem escritas por J.R.R. Tolkien.

Pensamento do dia
Uma coleção de textos sagrados que nos adverte dos falsos profetas é como um CD de música comprado no Beco da Poeira que vem com um alerta sobre a pirataria.

Conheça o mosquitinho-de-banheiro

Um tweet do @LFRockefeller abriu uma discussão a respeito da importância deste pequeno inseto em nossas vidas.
http://twitter.com/i/events/1287481292582354945
sem nome, sem som, sem função
nome tem: mosquitinho-de-banheiro
chamo de fãs, estão sempre em meus shows quando canto no banheiro
fiscal do banho... e seu banheiro tem que passar por uma profunda limpeza
cheira-bunda...
da família Psychodidae que engloba dípteros de pequeno porte
tem a ver com o filme "Psycho" do Hitchcock? Naquela famosa cena no banheiro...
som é algo que nem todo ser vivo produz mesmo
tem função: olhar todo mundo tomar banho
pode parecer inútil, mas ele tem outras funções, além de lhe fazer companhia durante o banho
bem, o  bichinho não é obrigado a nada, mas contribui reciclando matéria orgânica
por isso, suas larvinhas se adaptam tão bem aos ralos de banheiro
as larvas se alimentam da matéria orgânica que se acumula em ralos, rejuntes de azulejo etc. Portanto, elas ajudam na limpeza dos rejuntes e reduzem a chance de entupimento dos ralos
é um importante bioindicador de matéria orgânica
você não olhou direito, a função dele é ser foto:
todo ser vivo tem sua função
a dele é basicamente existir sem medo, o memento mori de nossas vidas
curiosidade: há quem crie mosquitinhos-de-banheiro em ambiente limpo e controlado para usar suas larvas como alimento para peixes de aquário
gente, o HD da Rede Vida é tão incrível que deu para ver um mosquitinho cheira-bunda na mão do padre
não lavou a mão né? Rsrsrs

12 janeiro, 2021

O desastre da latrina de Erfurt

O desastre da latrina de Erfurt foi um evento que ocorreu em Erfurt, Ducado da Turíngia, em 1184. 
Nobres de todo o Sacro Império Romano estavam reunidos em uma sala da Igreja de São Pedro (na imagem ao lado) quando seu peso combinado causou o colapso do piso. Em consequência disto, dezenas de nobres precipitaram-se na latrina abaixo do porão, onde se afogaram em excrementos líquidos. Pelo menos 60 pessoas morreram neste acidente. 

Leia mais sobre esta tragédia na Wikipedia e seja grato pelos modernos códigos hidrossanitários da construção civil.

Palíndromo grego


Existe aqui uma inscrição palindroma em Grego antigo, muito famosa, esculpida sobre uma rocha em Delfos, de onde a água sagrada brota - até hoje - para os peregrinos lavarem as mãos e os rostos antes de entrar no templo de Apolo:

ΝΙΨΟΝ ΑΝΟΜΗΜΑΤΑ ΜΗ ΜΟΝΑΝ ΟΨΙΝ
(lave suas injustiças, não apenas seu rosto)

— Comentário de Chrys Aureus em minha resposta a Qual é o palíndromo mais interessante que você conhece em qualquer língua? In: Quora

11 janeiro, 2021

Não toque

Como se comportar no museu
Artigo 1° - Não é permitido tocar nos objetos, pois cada vez que alguém põe a mão numa peça está contribuindo para que ela se desgaste.

Repetindo ...
NÃO TOQUE

Bem, a regra acima só vale para os museus tradicionais, aonde a gente vai apenas para apreciar o que está exposto. Mas existem os museus interativos, e nestes todo mundo pode experimentar e mexer em tudo.

Como se comportar numa galeria
Para testar a teoria de que as pessoas tendem a interpretar artisticamente qualquer coisa que esteja em ambiente de galeria, Khayatan colocou seus óculos no chão e se afastou para ver o que aconteceria.

Como se comportar no zoológico
Sente a falta de um zoológico interativo em sua cidade.? Onde possa fazer cafuné no leão, levantar a pata do elefante, puxar o bigode do leopardo, esfregar o rosto no corno do rino e dar aquele abraço no búfalo?
Só os Big Five.

Anos de Meteoros (1859-60)

Um evento astronômico notável ocorreu no nordeste dos Estados Unidos, na noite de 20 de julho, conhecido como a Grande Procissão de Meteoros de 1860. E com ele surgiu um mistério de poesia, arte e astronomia que só foi resolvido recentemente (em 2010).

Frederic Church
Uma procissão de meteoros ocorre quando um meteoro se quebra ao entrar em nossa atmosfera em um ângulo oblíquo. O resultado pode ser uma exibição espetacular, deixando um rastro brilhante. Ao contrário dos meteoros da manhã, que são mais frequentes e se chocam de frente com a Terra em sua órbita, os meteoros da noite são mais raros e precisam se aproximar da Terra por trás. Por outro lado, eles costumam deixar rastros lentos e imponentes enquanto se movem pelo céu noturno, lutando para acompanhar a Terra.

A Grande Procissão de meteoros de 1860 também se tornou a chave para desbloquear um quebra-cabeça século 19. Em 2010, pesquisadores da Universidade do Texas, San Marcos, vincularam o evento aos escritos de um dos maiores poetas americanos da época.
Walt Whitman descreveu uma "estranha e enorme procissão de meteoros" em um poema intitulado "Year of Meteors (1859-60)", publicado em seu histórico "Leaves of Grass" (Folhas de Relva).
A professora de inglês Marilynn S. Olson e a estudante Ava G. Pope se uniram aos professores de física do estado do Texas Russell Doescher e Donald Olsen para publicar suas descobertas na edição de julho de 2010 da "Sky and Telescope ".
Como observador experiente, Whitman já havia abordado o astronômico em escritos anteriores.
Um momento de sorte veio para os pesquisadores através da descoberta de uma pintura de Frederic Church intitulada "O Meteoro de 1860". Essa pintura e vários artigos de jornal do dia, incluindo uma nota no "Harpers Weekly", que citam uma brilhante procissão de meteoros vista no nordeste dos EUA, de Nova Iorque e Pensilvânia até Wisconsin.

Remembering the Great Meteor Procession of 1860, Universe Today

10 janeiro, 2021

Por que andamos

Um manifesto pelo empoderamento peripatético:


1 Um resgate da palavra francesa flâneur (masculina; feminina: flâneuse), para quem vagueia numa urbe, popularizada na primeira metade do século XX. Elkin escreveu: "O flâneur entende a cidade como poucos de seus habitantes, pois a memorizou com os pés. Cada esquina, beco e escada tem a capacidade de mergulhá-lo nessa recuperação. O que aconteceu aqui? Quem passou por aqui? O que significa este lugar? O flâneur, sintonizado com os acordes que vibram por toda a cidade, sabe sem saber".

2 Caminhar é mapear com os pés. Ajuda você a compor uma cidade, conectando bairros que, de outra forma, poderiam permanecer entidades distintas, diferentes planetas ligados entre si, sustentados e remotos. Eu gosto de ver como, de fato, eles se misturam, eu gosto de perceber os limites entre eles. Caminhar me ajuda a me sentir em casa. Há um pequeno prazer em ver o quão bem eu conheço a cidade através de minhas andanças, atravessando diferentes bairros da cidade, alguns que eu conhecia muito bem, outros que eu não via há algum tempo, como me familiarizar com alguém que conheci em uma festa.

3 Às vezes, eu ando porque tenho coisas em mente, e caminhar me ajuda a resolvê-las. Solvitur ambulando, dizia Santo Agostinho. Ao ouvir esta frase, Bruce Chatwin imediatamente tomou nota. E Diógenes, o Cínico, respondeu aos paradoxos de Zenão sobre a irrealidade do movimento, levantando-se e indo embora. Usem esta conduta do filósofo grego para lidar com os "bolsomitos". Simples assim.

Why We Walk, Brain Pickinks
Flâneur, Wiki
Solvitur ambulando, Wiki

A ponte (en)rolante de Heatherwick

Instalada em agosto de 2004, a Rolling Bridge atravessa uma entrada do Grand Union Canal, em direção à bacia de Paddington, em Londres. A princípio, a ponte rolante parece discreta: uma passarela simples de aço e madeira. Para permitir o acesso de um barco a ser ancorado na entrada do canal, é que ela se curva lentamente até que suas duas extremidades se encontrem, formando uma escultura octogonal que fica em um dos lado do canal. A ponte, de doze metros, é feita de oito segmentos triangulares, que se dobram um para o outro. A unidade principal escondida no subsolo alimenta os aríetes hidráulicos dentro dos parapeitos da ponte, que dobram o corrimão. É isso que permite que a ponte se enrole.
Toda quarta e sexta-feira, ao meio-dia, e aos sábados, às 14h, a equipe da Merchant Square delicia visitantes e pessoas que moram e trabalham em Paddington, demonstrando a Rolling Bridge em ação.



INTERNAUTAS TRAVAM A BATALHA DA PONTE
— A única falha é o objetivo.
— O objetivo é inspiração, escultura, arte com função e design inovador e impressionante. É e sempre será um ponto de discussão fantástico para moradores e turistas. Vê-la funcionando é um deleite absoluto e traz sorrisos aos rostos de pessoas de todas as idades. A arte não precisa ser útil - como essa peça o É, mas isso é apenas um bônus.
— Há barcos por lá, portanto a ponte é apenas para as pessoas chegarem ao outro lado, quando não há barcos passando naquele momento em particular.
— Barcos em 3 polegadas de água? Olhe para os gansos em pé ao fundo.
— Seria mais divertido de usar se a ponte dobrasse sobre uma pequena ilha, onde as pessoas pudessem ficar presas por algumas horas se não saíssem a tempo!

09 janeiro, 2021

Equívocos da infância

Durante anos, eu pensei que a decoração desta colher fosse a bunda de uma vaca se afastando.


Sejamos honestos, porém. Eles gravaram um coelho de cabeça para baixo.

Pirâmides e múmias

1 Existem mais pirâmides no Sudão do que no Egito
O Egito é famoso pelas Grandes Pirâmides de Gizé, mas o país não é o que tem mais pirâmides. O país com maior concentração destes sólidos geométricos é o Sudão, que possui 220 pirâmides. As pirâmides de Meroe, na foto abaixo, foram construídas entre 300 a.C. e 300 d.C. e fazem parte das pirâmides núbias dos antigos reinos kushitas.
Vista aérea de um grupo de pirâmides em Meroe. Três delas foram reconstruídas.

1798 - Ano da Batalha das Pirâmides durante a campanha egípcia de Napoleão. É um mito que suas tropas danificaram a Esfinge, usando-a para praticar tiro ao alvo.

2 As múmias mais antigas também não são do Egito, são da América do Sul
Outra característica famosa do Egito antigo são as múmias. Os antigos egípcios tinham rituais mortuários incrivelmente complexos, entretanto eles não foram os primeiros a criar múmias. De fato, uma cultura que residia no Peru e no Chile  há milhares de anos, chamada cultura Chinchorro, criou múmias já em 5.050 a.C., quase dois mil anos antes das múmias mais antigas do Egito.
(http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=15830)

08 janeiro, 2021

Elvis the Pelvis

"Qualquer um no centro das atenções, tanto quanto Elvis Presley, deve pegar alguns apelidos ao longo do caminho. Ele não é exceção. Desde suas aparições pessoais e na televisão, 'Elvis the Pelvis' ganhou amplo uso por causa das oscilações selvagens que acompanham seu canto e seu violão."
- Elvalee Donaldson, Lakeland Ledger , 1º de agosto de 1956

Neste dia (08/01/1935) chegava ao planeta Terra "Elvis the Pelvis", os quadris mais famosos do mundo.
Nossa investigação começa no verão de 1954, quando Elvis Presley, de 19 anos, começou a se apresentar no palco. Em uma entrevista de 1956 com Paul Wilder para o TV Guide, Presley lembrou quando usou seus movimentos de marca registrada pela primeira vez no palco:
"A primeira aparição depois que comecei a gravar... Eu estava em um show em Memphis, onde comecei a fazer isso. Eu estava no show como um single extra, num grande  auditório ao ar livre - e subi ao palco e fiquei com muito medo. Era a minha primeira grande aparição na frente de uma plateia. E eu finalizei uma música rápida de um dos meus primeiros discos, e todo mundo estava gritando e eu não sabia por que eles estavam gritando. Todo mundo estava gritando e tudo. E, quando eu saí do palco, meu gerente (Bob Neal) me disse que eles estavam gritando porque eu estava mexendo minhas pernas ... E então eu voltei para um bis e fiz um pouco mais. E quanto mais eu fazia, mais selvagens eles ficavam."
É óbvio, então, que desde o início, apesar de suas alegações posteriores de que seu tremor no palco era uma resposta inconsciente ao rock 'n' roll, Elvis propositalmente usou movimentos sensuais no palco para atrair uma resposta emocional de seu público. Nos dois anos seguintes, ele expandiu seu repertório e a intensidade de suas explosões físicas para maximizar o fluxo e refluxo do fervor das multidões.
No entanto, o crédito pela origem desse apelido icônico de Presley ainda permanece incerto.
Uma pesquisa por "Elvis the Pelvis" no newspaper.com, que vasculha milhares de jornais desde o século XIX, encontrou o termo usado pela primeira vez na edição de 12 de abril de 1956 do The Gastonia Gazette, na Carolina do Norte. Na coluna "Along the Avenue", Bill Williams escreveu:
"Você conhece Elvis, não é mesmo? Ele é um geetar com seis cordas quebradas e uma pélvis frouxa. Elvis, the Pelvis, o chamam."
Sempre que perguntado, Presley expressou desagrado por este apelido.

Extraído de: What's in a Nickname?, Elvis History Blog

Ingratidão, por Raul de Leôni

Nunca mais me esqueci! ... Eu era criança
E em meu velho quintal, ao sol-nascente,
Plantei, com a minha mão ingênua e mansa,
Uma linda amendoeira adolescente.

Era a mais rútila e íntima esperança...
Cresceu... cresceu... e aos poucos, suavemente,
Pendeu os ramos sobre um muro em frente
E foi frutificar na vizinhança...

Daí por diante, pela vida inteira,
Todas as grandes árvores que em minhas
Terras, num sonho esplêndido semeio,

Como aquela magnífica amendoeira,
Eflorescem nas chácaras vizinhas
E vão dar frutos no pomar alheio...

Raul de Leôni (Petrópolis, RJ, 1895 - Itaipava, RJ, 1926), com "Luz mediterrânea", seu único livro, é considerado nosso último paranasiano de relevo.

A gratidão do cajueiro, por Rogaciano Leite LINK
Diferente da ingrata amendoeira de Raul de Leoni, que "pendeu os ramos sobre um muro em frente e foi frutificar na vizinhança", o cajueiro plantado pela então garotinha de Aracati, soube reservar todas as suas energias criadoras para fazer com que a hoje velhinha que o plantou recebesse do sr. Ministro da Agricultura um prêmio de dois mil e quinhentos cruzeiros pelo maior caju produzido naquela cidade, por ocasião da festa que o dinâmico deputado Ernesto Gurgel Valente organizou e dirigiu.

Ingratidão é...
A pessoa receber o favor e não voltar para pedir outro. PGCS

07 janeiro, 2021

Piano e facas

║\ ║▒\ ║▒▒\ ║░▒║ ║░▒║COM ESSA FACA ║░▒║E UM PIANO "STEINWAY AND SONS"
║░▒║O PIANISTA JOACHIM HORSLEY
║░▒║TOCA O TEMA DO FILME "PSICOSE" ║░▒ || ▓▓▓▓ [█▓] [█▓] [█▓] [█▓]

🔺 Novo Pitágoras

aécio2 + guaidó2 = trump2

Nota bene - Entre os caracteres especiais não há um triângulo retângulo para ilustrar o título desta postagem.

Por que os mosquitos picam algumas pessoas mais do que outras?

Segundo um artigo da Live Science, esses insetos usam seus órgãos sensoriais para detectar suas vítimas a uma distância de até 50 metros. Dessa forma, eles seguem as pegadas invisíveis que são deixadas pelos seres humanos no ambiente.
Especificamente, os mosquitos dependem do dióxido de carbono para encontrar suas vítimas. E são nossos pulmões que expelem esse gás, que, embora acabe diluído no ar, leva algum tempo para se misturar, - vem a ser uma espécie de"migalhas de pão" que os mosquitos seguem.
Isso foi explicado pelo entomologista Joop van Loon , da Universidade de Wageningen, na Holanda:
Os mosquitos começam a se orientar por esses impulsos de dióxido de carbono e voam até mesmo contra o vento enquanto percebem concentrações mais altas do que as contidas no ar ambiente normal.
Mas.
As coisas se tornam pessoais quando os mosquitos estão a um metro de distância de um grupo de alvos possíveis. Nesse caso, os insetos levam em consideração vários fatores, como temperatura corporal, sudorese ou até a cor da roupa .
Van Loon diz que a principal razão pela qual os mosquitos picam certas pessoas mais do que outras, tem a ver com a quantidade de compostos químicos - que mudam de acordo com as variações genéticas e ambientais - os quais são gerados pelas colônias de bactérias que habitam a pele. As bactérias convertem as secreções de nossas glândulas sudoríparas em compostos voláteis ( mais de 300 compostos diferentes) que são transferidos pelo ar para o sistema olfativo dos mosquitos.
De acordo com um estudo publicado em 2011 pela revista PLOS ONE, as pessoas com uma maior diversidade de micróbios na pele têm menos probabilidade de sofrer picadas de mosquito. Os cientistas conseguiram estabelecer que aquelas que carregavam as bactérias Leptotrichia, Delftia, Actinobacteria Gp3 e Staphylococcus eram menos picadas do que outras. Por outro lado, pessoas com as bactérias Pseudomonas e Variovorax na pele atraíam mais esses insetos .

Imagem arrastada de Cadeia Alimentar (2)

06 janeiro, 2021

Carlos do Carmo, o Sinatra do fado

O cantor português Carlos do Carmo, 81 anos, morreu, na manhã da última sexta-feira (1.º/01), em Lisboa, Portugal. Sua morte foi lamentada pelo primeiro ministro português António Costa nas redes sociais.
Carlos do Carmo nasceu em 21 de dezembro de 1939 em Lisboa. Filho da fadista Lucília do Carmo, seguiu os passos da matriarca e acabou se tornando um num dos maiores nomes do estilo musical, ganhando, inclusive, o título de "Sinatra do fado". (*)
A popularização do fado para além de Portugal muito se deve a Carlos do Carmo. Ele foi embaixador da candidatura do fado a Patrimônio Imaterial da Humanidade e rodou o mundo divulgando o estilo musical. Esteve algumas vezes no Brasil, onde conheceu grandes artistas da música brasileira, como Elis Regina e Ivan Lins.

Vídeo
Carlos do Carmo c/ Ivan Lins, em "Lisboa, menina e moça", que passou a ser a canção oficial da cidade.



"... deu várias cores ao Fado, abrindo espaços para as novas gerações criarem diferentes formas de tocá-lo e cantá-lo. Foi um ativista pela democracia, pela liberdade, pela cultura de seu país. Homem afável, culto, inteligente, educado, foi um artista admirável e coerente. Um encantador de plateias, em qualquer parte do mundo. Portugal perde um herói. Portugal está de luto. Deixo meus sentimentos e minha solidariedade à sua família, em particular, sua guerreira esposa, Judite, mulher extraordinária, aos seus amigos e ao povo português. Foi um dos meus melhores amigos de sempre. Estou muito, muito triste.
Que Deus o tenha em bom lugar." ~ Ivan Lins

(*) Carlos do Carmo canta Frank Sinatra acompanhado pela lendária Count Basie Orchestra. Full Concert

O único nariz do mundo

O Sora News 24 nos apresenta a talentosa música e usuária do Twitter @oktj_.
Neste vídeo, @oktj_ toca a popular música japonesa SEKAI NI HITOTSUDAKE NO HANA (A única flor do mundo). Isso é um trocadilho porque as palavras "flor" e "nariz" soam em japonês de modo igual.


Ela é tão boa que consegue tocar duas melodias diferentes ao mesmo tempo. Deem-lhe algo que ela possa trabalhar com os pés e ela se tornará um quarteto.

No Brasil: Paulin da flauta nasal

05 janeiro, 2021

Sob outra perspectiva






!ǝʌıʇɔǝdsɹǝd ɹǝɥʇouɐ ɯoɹɟ plɹoʍ ǝɥʇ ǝǝs oʇ ǝʌol I

Big Piano

Tom Hanks e Robert Loggio na famosa cena do piano, em "Big" (no Brasil: "Quero ser grande"), um filme de 1988.
Eles passaram meses em casa ensaiando os passos desta dança sobre enormes teclas de papelão. Quando apareceram para a filmagem notaram que havia dançarinos disponíveis para a gravação da cena. Loggia disse aos dublês para "fazer uma caminhada" e realizou com Hanks esta sequência - em "apenas uma tomada".
Música: "Heart and Soul", de Hoagy Carmichael.


Outra "versão Big" para a canção.

04 janeiro, 2021

A campanha contra a tecnologia 5G

Javier Peláez
es.noticias.yahoo.com
Deixe-me começar com uma pequena  história anedótica que se ajusta perfeitamente às circunstâncias atuais. Em 1619, na região francesa da Borgonha, o consumo da batata foi proibido, tornando-a responsável pelos múltiplos casos de hanseníase que, na época, assolavam a região. As inocentes batatas que vieram da América para a Europa, se espalharam por vários países, conseguindo desconcertar grande parte da sociedade. Um tubérculo que parecia uma pedra e que, para muitos, era um alimento diabólico que causava doenças e epidemias. 
Quase uma década atrás, escrevi um pequeno artigo intitulado "New Media, Old Fears". E ainda estou convencido de que a maior causa do medo ridículo é a ignorância. A ignorância é a principal razão para sentir medo, e muitos dos nossos problemas atuais vêm de pessoas que não sabem quase nada, mas têm medo de quase tudo. Atribuir a culpa por epidemias a um elemento novo e pouco conhecido, como a batata, foi repetido dezenas de vezes durante a história da humanidade, e agora parece que é hora de culpar os males do mundo pela tecnologia 5G.
A confusão está chegando a extremos tão surreais que, incentivados pelo boato que relaciona as redes 5G com a epidemia de coronavírus, grupos de vândalos estão queimando torres de telefonia na Bolívia ... sem que aquele país tenha 5G . Coletivos pós-modernos, grupos de pensamento da nova era, associações ambientais pseudocientíficas e até cantores famosos juntaram-se a manifestações e protestos contra uma tecnologia que, muito provavelmente, eles nem se deram ao trabalho de conhecer.
O que é 5G? O nome já dá uma boa pista, quinta geração , e remete a uma nova etapa nas redes de comunicação sem fio. O 1G nos permitiu conversar, com o 2G conseguimos mandar mensagens, o 3G conseguiu trazer a internet para os nossos celulares e o 4G aumentou a velocidade. Todas essas inovações conseguiram conectar e aproximar o mundo em que vivemos, ninguém atualmente levaria a sério alguém que dissesse que a tecnologia 2G, ou 3G ou 4G causam epidemias ... e ainda assim muitos levam as mãos à cabeça com a 5G, sem entender que, na verdade, esta requer antenas com potências menores que 4G.

A plenos pulmões

Samba anatômico (Noel Rosa) *
Coração
De sambista brasileiro
Quando bate no pulmão
Traz a batida do pandeiro
http://www.youtube.com/watch?v=dZg-yexpGVw

Ao meu amigo Edgar (Noel Rosa e João Nogueira)
Creio que fiz muito mal em desprezar o cigarro
Pois não há material pro meu exame de escarro.
Até agora só isto para o bem dos meus pulmões
E nem brincando desisto de seguir as instruções.
Que o meu amigo Edgard arranque desse papel
O abraço que vai mandar o seu amigo Noel.
http://blogdopg.blogspot.com/2017/08/ao-meu-amigo-edgar.html

Samba enredo 1998: Viagem fantástica ao pulmão do mundo (GRES Tradição)
Ah! É linda a Amazônia!
Nosso pulmão respira com a Tradição.

Ópera do Malandro: Sempre em frente (Chico Buarque)
Somos a musculatura
Nervos, tripas e pulmão
A serviço da cabeça
Que conduz um corpo são.
http://sarauerotico.wordpress.com/tag/opera-do-malandro/

Deus e o diabo (Caetano Veloso)
O carnaval é a invenção do diabo
Que Deus abençoou
Deus e o diabo no Rio de Janeiro
Cidade de São Salvador
Cidades maravilhosas
Cheias de encantos mil
Cidades maravilhosas
Os pulmões do meu Brasil.
http://youtu.be/m0SWB3aM4dw

Na venda (João Bosco e Aldir Blanc)
Eu fui na venda
Comprar pinga e pimentão
Pra fazer um xarope noventa
Que matasse a fome
E limpasse o pulmão.
http://www.letras.mus.br/joao-bosco/153625/

Esperando aviões (Vander Lee)
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões.
http://www.letras.mus.br/vander-lee/81190/

Silicosis blues (Josh White)
I was diggin' that tunnel for just six bits a day
Didn't know I was diggin' my grave
— silicosis was eatin' my lungs away.
http://blogdopg.blogspot.com/2009/11/silicosis-blues.html

* Samba anatômico. Gravado por Noel na Odeon, em 2 de julho de 1932, disco 10931-B, matriz 4473. Foi feito um ano antes, quando ele estudava Medicina, com um erro crasso: afirmava que o coração transformava o sangue venoso em arterial! Em 1955, Nélson Gonçalves o regravaria com a letra corrigida: "Distribuidor do sangue venoso e arterial". Hoje, porém, é um erro até aceitável, pois o samba é uma gozação. ~ Samuel Machado Filho
http://youtu.be/9-HT_JXHUVk (regravação)

03 janeiro, 2021

A riqueza entricheirada

por Kabir Chibber, QUARTZ
Título original: This is the proof that the 1% have been running the show for 800 years
O status de uma família na sociedade pode persistir por oito séculos ou mais, de acordo com o estudo de dois economistas que usaram o status educacional e os sobrenomes na Inglaterra entre 1170 e 2012. São 28 gerações inteiras.
Os sobrenomes foram adotados pela primeira vez pelas classes altas da Inglaterra, principalmente os conquistadores normandos, bretões e flamengos da Inglaterra em 1066, geralmente de suas propriedades na Normandia e registrados no Domesday Book de 1086, o registro público sobrevivente mais antigo do país. Muitos desses sobrenomes persistem no topo da sociedade inglesa: Baskerville, Darcy, Montgomery, Neville, Percy e Talbot.
A presença em Oxford ou Cambridge tem uma correlação ainda mais forte. Basta considerar algumas das barreiras à entrada, como o fato de a Oxbridge (como as duas universidades são conhecidas na Grã-Bretanha) ter seus próprios exames de admissão especiais até 1986, e até 1940, os exames para Oxford incluíam um teste em latim. E isso apesar do fato de a frequência a todas as universidades britânicas terem sido gratuitas até 1986.
"O status social é mais fortemente herdado do que a altura", escreve Gregory Clark, da Universidade da Califórnia, Davis e Neil Cummins, da London School of Economics. Essa correlação permanece inalterada ao longo dos séculos. A mobilidade social na Inglaterra em 2012 foi um pouco maior do que nos tempos pré-industriais. ”
E, antes de 1902, havia pouco apoio público ao ensino universitário na Inglaterra. A maioria das bolsas de estudos foi destinada a estudantes das escolas secundárias de elite para ajudá-los a se destacar nos exames de bolsas, não por serem pobres e talentosos. Os cientistas esperavam que a expansão do apoio estatal nos anos 60 a 80 para o ensino médio e superior pudesse conter a maré dos mesmos nomes. "Não há evidências disso", disseram eles. "A elite anterior do sobrenome persistiu com tanta tenacidade depois de 1950 quanto antes."
"De fato, todas as mudanças sociais e econômicas que tomamos como garantias não fizeram diferença na correlação entre sobrenomes de elite e mais instruídos e status social. Ainda mais notável é a falta de um sinal de qualquer declínio na persistência de status nas principais mudanças institucionais, como a Revolução Industrial do século XVIII, a disseminação da educação universal no final do século XIX ou a ascensão do estado social-democrata no século XX ", disseram eles.
Este estudo não é o primeiro a mostrar como a riqueza se tornou entrincheirada. Quatz escreveu sobre como os 90% inferiores das famílias americanas não são mais ricas do que em 1986, e o exame do capitalismo por Thomas Piketty recebeu críticas arrebatadoras. Mas o trabalho de Cummins e Clark mostra até onde vai. Tradução: PGCS

Em Florença:
São quase seis séculos, o equivalente a 18 gerações.

"Recuerdos de la Alhambra"

"Recuerdos de la Alhambra" (Memórias da Alhambra) é uma peça para violão erudito composta por Francisco Tárrega (1852 - 1909), um dos mais importantes violonistas da Espanha. 
Ouçam este clássico da música espanhola em versões de três instrumentos:

violão, por John Williams (australiano) *
http://www.youtube.com/watch?v=MDlQE9djIxE

piano, por Paul Barton (britânico, radicado na Tailândia) * *
http://www.youtube.com/watch?v=_lW2AXcugp4

harpa, por Xavier de Maistre (francês)
http://www.youtube.com/watch?time_continue=241&v=fJaX0ZDaqr8&feature=emb_title

* Atentem para a perfeição do dedilhado (tremolo) de John Williams.
Um dos problemas mais notórios do violão é sua incapacidade de sustentar notas longas. Uma alternativa encontrada para contornar este problema foi o desenvolvimento do tremolo, no qual cada nota de uma melodia é repetida várias vezes rapidamente, criando parcialmente a ilusão de notas longas sustentadas por um espaço de tempo maior. Através dos séculos, vários compositores utilizaram o tremolo em suas obras, dentre eles Dowland, Paganini, Tárrega (no célebre Recuerdos de la Alhambra), Ponce, Britten e Rodrigo. Sendo o tremolo freqüentemente encontrado no repertório do violão, o domínio desta técnica é de fundamental importância para o violonista. (Daniel Wolff)
Siga lendo: [http://www.danielwolff.com.br/arquivos/File/Tremolo_Port.htm]
Siga vendo: [http://www.youtube.com/watch?v=iXl0GnkkarE] e [http://www.youtube.com/watch?v=o9QPn7ZklYo]

* * Paul Barton é amado na web por sua arte e pela série de vídeos "piano para elefantes".

02 janeiro, 2021

A vantagem de ser padeiro

por Viriato Correia 
(em seu discurso de recepção a Raimundo Magalhães Júnior na ABL)
[...] Eu, Sr. Magalhães Júnior, posso dizer que é verdadeira a afirmação de João Ribeiro.
Houve, há tempos, aqui no Rio, um padeiro que tinha exatamente o meu nome. A sua padaria, ali no Catete, ostentava, na fachada, uma tabuleta em letras vistosas – Padaria Viriato Correia. Os jornais crivavam-me de pilhérias, os caricaturistas pintavam-me em mangas de camisa amassando pão, muita gente me fazia parar na rua para perguntar se eu havia deixado de escrever.
Mas, apesar de todos esses aborrecimentos, houve uma compensação, foi a época em que eu gozei de maior conceito. Gente que não me prestava nenhuma atenção, passou a me fazer rapapé, criaturas, que fingiam não me conhecer, passaram a me tirar reverentemente o chapéu. Mais de uma vez, nos bondes e nos ônibus, cavalheiros se levantavam para me ceder o lugar. De tal maneira me vi cercado de consideração que, até hoje, lamento não ter capital para montar uma padaria.

Sistemas sexagesimal e hexadecimal

Sistema sexagesimal
É um sistema de numeração de base 60, criado pela antiga civilização suméria. Uma possível razão para o aparecimento deste sistema de numeração poderá residir no elevado número de divisores de 60 (1, 2, 3, 4, 5, 6, 10, 12, 15, 20, 30 e 60).
Outra hipótese: teria se originado da união de um sistema de contagem de base 5 (que se baseava em contar com os dedos da mão) com um sistema de contagem de base 12 (que usava o método das três falanges). Neste método, contam-se as falanges dos dedos da mão direita, com a utilização do polegar, totalizando doze falanges (três falanges em quatro dedos). E, com os cinco dedos da mão esquerda, contam-se as dúzias, totalizando cinco dúzias, ou seja, 60.
Este sistema é utilizado em medidas de ângulos, coordenadas geográficas e de tempo. Nas medidas usuais de tempo, uma hora é dividida em 60 minutos, e cada minuto em 60 segundos.

Sistema hexadecimal
É um sistema de numeração posicional que representa os números em base 16; portanto, empregando 16 símbolos. Está vinculado à informática, pois os computadores costumam usar o byte ou octeto, que representa 2^8 = 256 valores possíveis, como unidade básica de memória.
Ele é muito utilizado para representar números binários de uma forma mais compacta, por ser mais fácil converter binários para hexadecimal e vice-versa. Dessa forma, esse sistema é bastante utilizado em aplicações de computadores e microprocessadores (programação, impressão e displays).
Devido ao sistema decimal usado para a numeração apenas dispor de dez símbolos, incluem-se seis letras adicionais (A, B, C, D, E, F) para completar o sistema hexadecimal.

Besixdouze (asteroide 46610)
Este asteroide foi descoberto em 15 de Outubro de 1993 por Kin Endate e Kazuro Watanabe.
Seu nome corresponde ao número (46610, em decimal) transposto para o hexadecimal B612. É a designação do asteroide fictício na obra de Saint-Exupéry "O Pequeno Príncipe". WIKI
O risco da queda para o alto
Um fato anedótico é que o acendecor de lampião precisa se segurar continuamente no poste de iluminação porque, em um asteroide que gira rápido e é tão pequeno, a força centrífuga é maior que a força da gravidade, e qualquer objeto ou pessoa em sua superfície seria arremessado ao espaço. Usando o exemplo clássico de Newton, se o acendedor de lampião tirar uma maçã do bolso para comer enquanto faz seu trabalho, se acontecesse de escapar da mão, a maçã cairia para cima.

01 janeiro, 2021

A máquina de leitura de bolso

O contra-almirante Bradley Fiske era um oficial da Marinha dos Estados Unidos com muitas invenções em seu nome. Em 1922, ele introduziu a Fiske Reading Machine (Máquina de Leitura Fiske) - uma lupa modificada que permitiria a uma pessoa ler livros de bolso com tipos pequenos. Também chamado de "máquina de leitura de bolso", esse pequeno dispositivo tinha pouco mais de 15,2 cm de comprimento e 5,8 cm de largura, e podia conter cartões com mais de 100.000 palavras.
A idéia de Fiske era possibilitar que todas pessoas (inclusive as mais pobres) pudessem ter acesso aos livros. De alguma maneira, foi uma versão inicial do Kindle.
O invento recebeu inicialmente muita atenção, e muitos especialistas chegaram a afirmar que não provocava muita tensão no olho durante o uso. No entanto, o dispositivo não emplacou, pois segurar aquela coisa tão perto dos olhos e por longas horas para ler um romance não era lá muito confortável. E, com os livros de bolso se destacando no mercado, o que aconteceu notadamente nos anos 30 e 40, a Fiske Reading Machine foi então esquecida.

A batuta de regência

A batuta (do italiano battuta, "batida") é um bastão delgado, em geral de madeira leve, plástico, marfim ou fibra de vidro, com que os maestros regem as orquestras, bandas, coros etc. Junto com o fraque, caracteriza o maestro.
Passou a ser adotada originalmente na Europa da Idade Moderna para marcar o ritmo da música e as alterações no andamento musical. Atribui-se sua invenção ao compositor francês Jean-Baptiste Lully (1632-1687), mestre de capela de Luís XIV e autor, entre outras obras, de "God Save the King", o hino nacional do Reino Unido.
Antes disso, os maestros marcavam o tempo batendo no chão um grande bastão (barrete), que podia chegar a 2 metros de comprimento. João Carlos Martins, em seu livro "João de A a Z", relata que Lully, durante um concerto, acertou o pé com o bastão, ferindo-se. A ferida gangrenou e ele acabou morrendo.
O uso atual da batuta foi definido pelo compositor e maestro Carl Maria von Weber, em um concerto realizado em 1817. Weber foi seguido por Mendelssohn, que ajudou a promover a batuta. Mas elas estão longe de ser uma unanimidade. Maestros como Leopold Stokowski, Kurt Masur e Pierre Boulez, entre outros, notabilizaram-se por regerem sem batuta.
Na relação dos que não usam a batuta de regência está também o maestro brasileiro João Carlos Martins.


A batuta na mão do maestro também serviu de inspiração para as cancelas do estacionamento da Casa Nacional de Ópera, em Tallinn, capital da Estônia.
http://blogdopg.blogspot.com/2015/04/na-batuta.html