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14 setembro, 2021

Terraformação

É a denominação dada ao processo, até agora hipotético, de modificação de um corpo celeste sólido (como um planeta ou um satélite natural) até deixá-lo em condições adequadas para suportar um ecossistema com seres vivos da Terra.

Asteroide B642: onde a transformação avançou mais.


Ou vai ou racha
Defende o bilionário Elon Musk que é preciso desde já iniciarmos o aquecimento global (controlado) de Marte, por meio da detonação de umas tantas ogivas nucleares nos polos do planeta vermelho. Só assim teremos um local ameno para habitar quando o aquecimento global da Terra estiver de rachar a moleira.

02 janeiro, 2021

Sistemas sexagesimal e hexadecimal

Sistema sexagesimal
É um sistema de numeração de base 60, criado pela antiga civilização suméria. Uma possível razão para o aparecimento deste sistema de numeração poderá residir no elevado número de divisores de 60 (1, 2, 3, 4, 5, 6, 10, 12, 15, 20, 30 e 60).
Outra hipótese: teria se originado da união de um sistema de contagem de base 5 (que se baseava em contar com os dedos da mão) com um sistema de contagem de base 12 (que usava o método das três falanges). Neste método, contam-se as falanges dos dedos da mão direita, com a utilização do polegar, totalizando doze falanges (três falanges em quatro dedos). E, com os cinco dedos da mão esquerda, contam-se as dúzias, totalizando cinco dúzias, ou seja, 60.
Este sistema é utilizado em medidas de ângulos, coordenadas geográficas e de tempo. Nas medidas usuais de tempo, uma hora é dividida em 60 minutos, e cada minuto em 60 segundos.

Sistema hexadecimal
É um sistema de numeração posicional que representa os números em base 16; portanto, empregando 16 símbolos. Está vinculado à informática, pois os computadores costumam usar o byte ou octeto, que representa 2^8 = 256 valores possíveis, como unidade básica de memória.
Ele é muito utilizado para representar números binários de uma forma mais compacta, por ser mais fácil converter binários para hexadecimal e vice-versa. Dessa forma, esse sistema é bastante utilizado em aplicações de computadores e microprocessadores (programação, impressão e displays).
Devido ao sistema decimal usado para a numeração apenas dispor de dez símbolos, incluem-se seis letras adicionais (A, B, C, D, E, F) para completar o sistema hexadecimal.

Besixdouze (asteroide 46610)
Este asteroide foi descoberto em 15 de Outubro de 1993 por Kin Endate e Kazuro Watanabe.
Seu nome corresponde ao número (46610, em decimal) transposto para o hexadecimal B612. É a designação do asteroide fictício na obra de Saint-Exupéry "O Pequeno Príncipe". WIKI
O risco da queda para o alto
Um fato anedótico é que o acendecor de lampião precisa se segurar continuamente no poste de iluminação porque, em um asteroide que gira rápido e é tão pequeno, a força centrífuga é maior que a força da gravidade, e qualquer objeto ou pessoa em sua superfície seria arremessado ao espaço. Usando o exemplo clássico de Newton, se o acendedor de lampião tirar uma maçã do bolso para comer enquanto faz seu trabalho, se acontecesse de escapar da mão, a maçã cairia para cima.

05 fevereiro, 2020

Ufa!

O asteroide 2011 AG5 apresenta atualmente uma probabilidade de impacto com a Terra de 1 em 625 para 5 de fevereiro de 2040, de acordo com Donald Yeomans, chefe do Programa de Observação de Objetos Próximo à Terra, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, em Pasadena, Califórnia.
O diâmetro deste asteroide é de cerca de 140 metros.
Em 2012, ele foi retirado da Tabela de Risco Sentinela (Sentry) e, como tal, está agora classificado em 0, na Escala de Turim. onde:
0 - A probabilidade de colisão é muito baixa, Nível também aplicável em objetos tão pequenos que se desintegram ao passar pela atmosfera. 10 - A colisão é certa, capaz de causar uma catástrofe global que poderá por em risco o futuro da civilização tal como a conhecemos, quer a colisão se dê em terra ou no mar. Um evento desta magnitude ocorre uma vez em 100 000 anos.
É uma boa notícia para os dinossauros.

26 agosto, 2019

🚀Plano para desviar um asteroide gigante

Brian May, estrela de rock e astrofísico, explicou que as agências espaciais dos EUA e da UE irão testar sua capacidade de desviar asteroides que ameaçam a Terra.
A próxima missão espacial pode ser crucial para salvar nosso planeta, pois seu objetivo é preparar a Terra para evitar uma ameaça real de um asteroide, afirmou Brian May.
O astrofísico e guitarrista explicou como a NASA e a ESA estariam se preparando para enfrentar a hipotética ameaça.
As agências devem testar a capacidade de desviar o Didymos 65803, (*) um asteroide potencialmente perigoso de 775 metros, orbitado por uma "lua" de 160 metros, informalmente chamada de "Didymoon".
"Apenas esta lua, aparentemente minúscula, já seria grande o suficiente para destruir uma cidade se ela colidisse com a Terra. Mas vamos descobrir se será possível desviá-la. Isso será muito, muito difícil", ressaltou May.
Primeiramente, a NASA vai atingir o asteroide menor com sua espaçonave impactadora DART (sigla para Teste de Redirecionamento de Asteroides Binários), a uma velocidade de seis quilômetros por segundo (21.600 km/h), informou May.
Logo após, a sonda HERA, da ESA, entrará para mapear a cratera resultante do impacto e medir a massa do asteroide, enquanto um par de CubeSats (satélites miniaturizados) examinará a rocha espacial a uma distância mais próxima, ou até mesmo, pousando nela.
"A escala desta experiência é muito grande, algum dia esses resultados poderão ser cruciais para salvar nosso planeta. A observação cuidadosa da sonda HERA após o impacto da DART ajudará a provar se os asteroides podem ou não ser desviados, bem como se essa será uma técnica de defesa eficaz ou não [...]", completou May.

Fonte: Sputink Brasil

(*) N. do E.
"Os antigos estavam corretos em sua crença de que os céus e o movimento dos corpos celestes afetam a vida na Terra - mas não da maneira como imaginavam", explica Martin Rees, um dos signatários da Declaração Asteroide 100X.

25 fevereiro, 2019

Um asteroide misterioso

Em 19 de outubro de 2017, um estranho corpo celeste em forma de charuto foi descoberto pelo Observatório de Haleakala, no Havaí. Inicialmente classificado como um cometa, foi reclassificado como um asteroide, uma semana depois. É a primeiro de uma nova classe chamada asteroides hiperbólicos.
Tem cerca de 400 metros de comprimento e 40 metros de largura.
Devido a sua alta velocidade de entrada, acredita-se que este asteroide tenha "origem interestelar", ou seja, originou-se fora do nosso sistema solar.
Foi nomeado Oumuamua, uma palavra havaiana que significa "um mensageiro de longe que chega primeiro".
Astrônomos da Universidade de Harvard cogitaram na possibilidade de o objeto ser artificial, tendo origem alienígena e sendo usado para investigar sinais de vida na Terra. Todavia, a maioria dos cientistas da área rechaça essa hipótese.

Imagem: veio daqui

07/12/2022 - Atualizando ...
Oumuamua acaba de sair do Sistema Solar.
Boa viagem. E não conte por aí o que viu na Terra.

28 maio, 2018

O asteroide em forma de caveira

O asteroide 2015 TB145 foi descoberto em 2015 e também é conhecido como o "asteroide do Dia das Bruxas", precisamente porque, em 2015, sua aproximação máxima da Terra (486.000 km) ocorreu na mesma data dessa celebração (31 de outubro). O asteroide tem um diâmetro entre 620 e 700 metros e os astrônomos acreditam que ele pode ser o "cadáver" de uma cometa.
Em 2018, a aproximação máxima do asteroide ocorrerá no início de novembro, pouco mais de três anos após sua última visita. O seu período orbital é de 1.112 dias.


O asteroide 2015 TB145 que, sob certas condições de iluminação, se assemelha a um crânio. Crédito da imagem: José Antonio Peñas / SiNC.

01 setembro, 2017

O asteroide Florence


Hoje (01/09/2017, sexta-feira), o asteroide 3122 Florence fará sua aproximação máxima com a Terra. Por sorte, o corpo rochoso passará a uma distância de 7 milhões de quilômetros (18 vezes o espaço entre a Terra e a Lua), que é considerada segura.
"Alguns asteroides já estiveram mais perto da Terra, mas nenhum era deste tamanho”, afirmou o coordenador do centro de estudos da Nasa, Paul Chodas, em entrevista ao jornal britânico Daily Mail.
O 3122 Florence foi descoberto em 1981 pelo Astrônomo Schelte Bus, no Observatório Siding Spring, na Austrália. De alguns lugares do mundo será possível observar a sua passagem com um telescópio. Austrália, Nova Zelândia e América do Norte serão as regiões mais privilegiadas para a visualização. Quem não estiver próximo de um ponto de observação poderá acompanhar a passagem do asteroide pelo projeto Telescópio Virtual. A transmissão começou ontem.
Não há risco de colisão com a Terra. O estrago seria grande se isto acontecesse, pois o Florence tem cerca de 4,4 quilômetros de diâmetro.
Acredita-se que o asteroide que extinguiu os dinossauros tinha cerca de 10 quilômetros.

27 novembro, 2016

Terra tem um amigo pequeno asteroide

A NASA anunciou a descoberta de um asteroide, designado como 2016 HO3, que é um companheiro constante da Terra. Ele foi visto pela primeira vez em abril deste ano.
Este asteroide gira em torno da Terra e do Sol, em uma espécie de espiral, mantendo uma distância regular de nós. Por estar mais longe de nós do que a Lua, além de ser bastante pequeno (entre 40 e 100 metros de diâmetro), o asteroide não tinha sido visto antes.
É um quase-satélite da Terra.
Vídeo

20 outubro, 2016

Marte e Ceres

Marte tem água na superfície, mas não bastante. Ceres, um planeta anão, é constituído de 25 por cento de água.
Se o segundo colidisse com o primeiro, Marte ficaria coberto, em 33 por cento de sua superfície, por oceanos com até 5.900 metros de profundidade.


Ceres é o maior objeto no cinturão de asteroides, que se situa entre as órbitas de Marte e Júpiter. Não é porém um planeta propriamente dito, porque não fez até hoje o seu dever de casa.
O dever de casa para um asteroide chegar a ser planeta consiste em "limpar a órbita" dos demais asteroides.

03 maio, 2016

A Missão Sentinela

A fundação Missão Sentinela tem o objetivo de melhorar a nossa capacidade de proteger a Terra de potenciais impactos destruidores por asteroides. Eventos esses que, apesar de improváveis, são potencialmente apocalípticos (quanto a isto, pergunte aos dinossauros).
Um asteroide em rota de colisão com a Terra não seria fácil de ser evitado, desviando-o ou destruindo-os, mas não estamos nos preparando realmente para tal possibilidade: o orçamento para a detecção precoce é ridículo e insuficiente - daí o surgimento desta fundação.
Ninguém quer colocar dinheiro no orçamento do projeto.
E quando dizemos ninguém é ninguém: nem as superpotências, nem a ONU, nem as pessoas a quem você pergunte se daria algum dinheiro para esse projeto. (Em parte, isso pode ser compreensível porque é razoável considerar que existem outras prioridades mais urgentes, tais como a mudança climática, o problema da fome no mundo etc.)
Mas, ironicamente, o filme Armageddon (Armagedom, no Brasil), de 1988, em que Bruce Willis foi convocado para salvar a Terra do impacto de um grande asteroide, arrecadou nas salas de cinema mais de 550 milhões de dólares. A velha regra em evidência: "não dar dinheiro para salvar nossas bundas, mas para ver como elas poderiam ser salvas".

Armageddon, o filme | Meteorito na Rússia | O asteroide 2014 RC

31 outubro, 2015

O asteroide Halloween 2015

Há uma semana, surgiram relatos de que um gigantesco asteroide, com o diâmetro em torno de 470 metros, vai passar perto da Terra em 31 de outubro (Dia das Bruxas). Não há perigo de o asteroide chocar-se com o nosso planeta. A rocha espacial é esperada passar a uma distância de 499.900 km, o que é mais longe do que a Lua está da Terra (384.400 km).
O que é assustador, no entanto, é o fato de que os astrônomos nada sabiam sobre o asteroide até há cerca duas semanas dos primeiros relatos.
Como o EarthSky observa:
Estamos com bastante sorte que o asteroide 2015 TB145 esteja passando a uma distância segura da Terra. Pois três semanas teria teria sido o tempo disponível para nos prepararmos, caso o asteroide estivesse em rota de colisão com a Terra.

30 dezembro, 2014

A Declaração Asteroide 100x

"Os antigos estavam corretos em sua crença de que os céus e o movimento dos corpos celestes afetam a vida na Terra - mas não da maneira que imaginavam", explica Lord Martin Rees. "Às vezes, esses corpos celestes dirigem-se para a Terra.. É por isso que nós temos essa missão de encontrar os asteroides antes que eles nos encontrem."
Martin Rees é um dos signatários da Declaração que incita um aumento de 100 vezes na detecção e monitoramento dos asteroides.

08 setembro, 2014

O asteroide 2014 RC

"Os meteoritos são a maneira que o Universo tem de nos perguntar: 
Como vai o vosso programa espacial?" – Neil deGrasse Tyson, astrofísico

O asteroide 2014 RC foi detetado pela primeira vez em 31/08, por um observatório no Arizona, e confirmado no dia seguinte, em 01/09, por outro observatório no Havaí. Não decorreu uma semana entre a sua confirmação e a sua passagem pela órbita terrestre.
O asteroide tem só 20 metros de diâmetro, passou a 40 mil quilômetros da Terra (um décimo da distância que nos separa da Lua), mas vamos ser sinceros:

Não seríamos capazes de organizar nada.

Recriação artística do asteroide 2014 RC pela NASA

Ler em Yahoo España: El paso cercano de un asteroide este domingo evidencia nuestras carencias

19 março, 2014

Perigo de morte!

Em 1908, um asteroide com o diâmetro estimado em 100 metros destruiu 2.000 km ² de floresta na Sibéria (foto). Felizmente, tais eventos são raros. Desde 1995, a NASA já identificou 9.600 objetos próximos da Terra, mas apenas 861 apresentam o diâmetro de um quilômetro ou mais. Destes, a maior ameaça para a Terra é o AG5, com 140 metros de largura, o qual tem a probabilidade de 1 em 625 de colidir com a Terra (mas não antes de 5 fevereiro de 2040). Coisas mais prosaicas continuam sendo mais perigosas, como raios, ataques por cães, picadas de vespas e abelhas etc.
Contraditório
La probabilidad de que una persona muera por impacto directo de un asteroide se ha calculado en 1 entre 74.817.414, algo a tener en cuenta estos días. Comparativamente la probabilidad de que acertar todos los números de los Euromillones es de 1 entre 117 millones más o menos. En otras palabras: es más fácil que te caiga el pedrolo encima el viernes por la noche a que llegues vivo y multimillonario al sábado.

16 setembro, 2013

Asterank

Quando pensamos no sistema solar nos lembramos do Sol, dos planetas (excluindo Plutão), da Lua e talvez de alguma outra lua. Mas, na realidade, o sistema solar contém muitíssimos outros objetos, literalmente centenas de milhares deles.
Em Asterank, há dados de mais de 600 mil asteroides de nosso sistema solar com as listas dos mais acessíveis, dos mais valiosos para a mineração e outros fins. Podendo-se ver no site, em animação 3D, a posição dos asteroides com relação às órbitas dos cinco planetas interiores.
Microsiervos

@AsteroidMisses avisa a cada dia que asteroides e cometas estão passando perto da Terra.

09 janeiro, 2013

Uma ideia brilhante

Sung Wook Paek, um estudante de pós-graduação do MIT, acredita que é possível alterar a trajetória de um asteroide em rota de colisão contra a Terra, salpicando-o de uma tinta brilhante.
Deste modo, os fótons oriundos do Sol, sendo refletidos ao se chocarem na superfície - recém-pintada - do asteroide, gradualmente mudariam a sua trajetória.
A proposta baseia-se no conhecido fenômeno físico da pressão de radiação do Sol sobre os objetos.


Vídeo Paintball vs. Asteroid

Ver também: O asteroide 2003 QQ47, Impacto profundo impacto, Armageddon, o filme

Comentário
Olá, Sr. Paulo Gurgel.
Terão de ter milhões de ideias ou equipamentos. Nêmesis se reverbera em 28 milhões de anos. Como basquete, jogando trilhões de asteroides para a nossa querida Via Láctea. Recentemente, um asteroide cruzou perto da Terra, chamado N... É fácil um asteroide passar por um planeta e por conta da gravidade mudar de trajetória. Na verdade, os astrofísicos sabem com exatidão 60 por cento das trajetórias dos asteroides. Quanto ao restante, 40 por cento, se calam para não nos assustar - quem sabe? Tal fato poderia nos colocar em uma posição de não prepotência perante nós mesmos e os seres vivos em geral. Mas não! Quem sabe um asteroide dê um jeito...
Clailton Ferreira, Portal LN

03 novembro, 2012

Armageddon, o filme


Bruce Willis conseguiu heroicamente salvar o mundo em 1998 no filme Armageddon. Ele foi capaz de desviar um enorme asteroide em rota de colisão com a Terra após usar com precisão uma explosão termonuclear.
Mas alguns têm questionado se o feito de Willis teria sido realmente possível - sem quebrar as leis da física.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Leicester, Reino Unido, investigou exatamente este problema - o cálculo da energia necessária para alterar suficientemente o curso de um meteoro com 1.000 km de diâmetro arremessado em direção à Terra a 10 km por segundo.
O veredito dos pesquisadores pode ser resumido em duas palavras:
"Desculpe, Bruce."
A conclusão é muito simples. O nosso atual nível de tecnologia não é suficiente para proteger a Terra de tal asteroide por este meio específico de defesa, embora outros métodos se apresentem como plausíveis.

Could Bruce Willis Save the World? - Journal of Physics Special Topics

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