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06 janeiro, 2021

Carlos do Carmo, o Sinatra do fado

O cantor português Carlos do Carmo, 81 anos, morreu, na manhã da última sexta-feira (1.º/01), em Lisboa, Portugal. Sua morte foi lamentada pelo primeiro ministro português António Costa nas redes sociais.
Carlos do Carmo nasceu em 21 de dezembro de 1939 em Lisboa. Filho da fadista Lucília do Carmo, seguiu os passos da matriarca e acabou se tornando um num dos maiores nomes do estilo musical, ganhando, inclusive, o título de "Sinatra do fado". (*)
A popularização do fado para além de Portugal muito se deve a Carlos do Carmo. Ele foi embaixador da candidatura do fado a Patrimônio Imaterial da Humanidade e rodou o mundo divulgando o estilo musical. Esteve algumas vezes no Brasil, onde conheceu grandes artistas da música brasileira, como Elis Regina e Ivan Lins.

Vídeo
Carlos do Carmo c/ Ivan Lins, em "Lisboa, menina e moça", que passou a ser a canção oficial da cidade.



"... deu várias cores ao Fado, abrindo espaços para as novas gerações criarem diferentes formas de tocá-lo e cantá-lo. Foi um ativista pela democracia, pela liberdade, pela cultura de seu país. Homem afável, culto, inteligente, educado, foi um artista admirável e coerente. Um encantador de plateias, em qualquer parte do mundo. Portugal perde um herói. Portugal está de luto. Deixo meus sentimentos e minha solidariedade à sua família, em particular, sua guerreira esposa, Judite, mulher extraordinária, aos seus amigos e ao povo português. Foi um dos meus melhores amigos de sempre. Estou muito, muito triste.
Que Deus o tenha em bom lugar." ~ Ivan Lins

(*) Carlos do Carmo canta Frank Sinatra acompanhado pela lendária Count Basie Orchestra. Full Concert

20 maio, 2020

"Navegar é preciso, viver ..."

No século I a.C., o general romano Pompeu encorajou a receosa tripulação de um navio com esta frase: "Navigare necesse, vivere non est necesse".
Quinze séculos após, substituindo "necessário" por "preciso", o poeta italiano Petrarca transformou a frase de Pompeu em "Navegar é preciso, viver não é preciso".
"Quero para mim o espírito dessa frase", escreveu depois Fernando Pessoa, confinando o seu sentido de vida à criação.
E, cantando a coragem navegante, Caetano Veloso compôs "Os Argonautas". Um fado brasileiro cujo final inacabado ("Navegar é preciso, viver …") lançou uma interrogação.
Navegar é preciso?
http://blogdopg.blogspot.com/2008/11/navegar-preciso-viver-no.html



Sim! Navegar é uma viagem exata. Fazia-se com bússolas e astrolábios. Hoje, faz-se com satélites, GPS e www’s.
Viver não é preciso?
Não! É uma viagem feita de opções, medos, forças, inseguranças, persistências, constâncias e transições…
Mais de 2000 mil anos depois, interrogamo-nos:
Viver não é preciso?
Não, quando navegar é sonhar, ousar, planejar, arriscar, empreender, realizar…
Porque aí, navegar é viver!
Bem-vindo navegador!
A Universidade de Coimbra será sua companheira de navegação.
Neste momento de embarque, apresentamos-lhe uma página que o vai guiar numa viagem segura e aliciante. Parta à descoberta de uma experiência acadêmica sem igual... Porque viver é acima de tudo im[preciso].
http://www.uc.pt/navegar/ UNIVERSIDADE DE COIMBRA © 2018