25 janeiro, 2021

Astrolábio, o primeiro computador

É uma ferramenta antiga, criada há mais de dois mil anos, quando as pessoas pensavam que a Terra era o centro do universo. Eles são frequentemente chamados de o primeiro computador e, por mais discutível que seja essa afirmação, uma coisa é certa, sem dúvida. Os astrolábios são objetos de imenso mistério e beleza.


Então, o que um astrolábio faz e como eles foram úteis no mundo antigo?
Em primeiro lugar, eles são instrumentos de resolução de problemas - eles calculam coisas como a hora do dia de acordo com a posição do sol e das estrelas no céu. Como um computador, você insere dados e, em seguida, recebe informações. Eles eram geralmente feitos de latão e tinham um diâmetro de 6 polegadas, embora fossem feitos também em dimensões muito maiores.
A primeira máquina do tipo astrolábio foi mencionada nas obras de Marcus Vitruvius Pollio, que morreu em 26 a.C. Ele descreveu um relógio em Alexandria que tinha um campo giratório de estrelas atrás de uma estrutura de arame. Isso foi certamente um começo para o astrolábio. Cláudio Ptolomeu (falecido em 168 d.C.), em seus escritos (de sua base em Alexandria), deu a entender que possuía um instrumento muito semelhante aos que reconhecemos hoje.
Os tempos mudaram. Novamente, em Alexandria, quase trezentos anos depois de Ptolomeu, a matemática e filósofa "pagã" Hipácia seria acusada de rituais satânicos envolvendo, entre outras coisas, o astrolábio, pela comunidade cristã da cidade. Ela foi atacada, estuprada e executada em 415 d.C. por uma multidão em plena luz do dia. Seu aluno, Theon de Alexandria, deixou anotações abundantes sobre o uso do astrolábio, mas seu uso no Ocidente estava, por quase mil anos, chegando ao fim.
Não é de se admirar que, após a morte de Hipácia, a Europa tenha perdido o astrolábio depois da queda do Império Romano, quando mergulhou de cabeça no período da história chamado Idade das Trevas. Muito conhecimento helenístico foi perdido para a Europa Ocidental - a população da qual considerava a tecnologia helenística (então 'pagã') com grande suspeita. No entanto, foi retido e mantido vivo no mundo islâmico, onde há muitas evidências de seu uso e desenvolvimento.
Ele voltaria para a Europa através dos mouros de al-Andalus. Sem a Espanha islâmica, argumenta-se, o Renascimento poderia muito bem nunca ter acontecido. É verdade que as idéias de al-Andalus se espalharam pela Europa no século XII e muitos intelectuais da Europa Ocidental se aglomeraram em lugares como Córdoba por ser um grande centro de conhecimento "perdido". Muitos dos antigos textos gregos, não encontrados em parte alguma da Europa, podiam ser encontrados em tais locais de educação, traduzidos para o árabe.
O astrolábio moderno de metal foi inventado por Abraão Zacuto, em Lisboa, a partir de versões árabes pouco precisas.

Abraão ben Samuel Zacuto teria nascido em Salamanca c. 1450. Ali teria estudado e lecionado astronomia e astrologia na Universidade de Salamanca, ainda que haja poucos detalhes sobre sua vida naquela cidade. Quando da expulsão dos judeus de Espanha em 1492, Zacuto refugiou-se em Portugal, sabendo-se que estava a serviço de D. João II em Junho de 1493.
Era já reconhecido como um importante astrónomo antes de chegar a Portugal. No país, seu trabalho foi importante para a ciência náutica. Foi chamado à Corte e nomeado Astrónomo e Historiador Real pelo Rei D. João II, cargo que exerceu até ao reinado de D. Manuel I. Foi consultado por este monarca acerca da possibilidade de uma viagem por mar até à Índia, que apoiou e encorajou.
Mesmo assim, depois de ter acontecido a descoberta do caminho marítimo para a Índia, Zacuto sofreu a expulsão de Portugal, tal como todos os judeus que recusaram se converter ao catolicismo, através do batismo, que o rei português impôs aos que lá viviam. 
Morreu no Império Otomano c. 1510.

24 janeiro, 2021

O dia em que o Twitter voltou atrás

Se você é um usuário ativo no Twitter, não tem como perder os tuítes espirituosos e sarcásticos de "Deus" no site do microblog. A conta @TheTweetOfGod dá às pessoas perspectivas divinas divertidas e é mais conhecida pelos tuítes agnósticos. No entanto, nem todos os tuítes do identificador sempre conquistam corações e houve momentos em que ofenderam as pessoas. A conta foi denunciada várias vezes no passado e, embora normalmente passe sem incidentes, no início desta semana (11 jun 2019) o Twitter suspendeu a conta.
A conta @TheTweetOfGod - que tem quase seis milhões de seguidores - postou um tuíte em apoio à comunidade LGBTQIA durante o mês do Orgulho. A conta gerida por David Javerbaum, que foi escritor e produtor de "The Daily Show" e "The Late Late Show with James Corden", tornou-se imensamente popular desde que surgiu em 2010.
O tuíte foi denunciado e o Twitter concluiu que violou suas regras contra "conduta odiosa". Em uma explicação, a empresa disse: “Você não pode promover violência, ameaçar ou assediar outras pessoas com base em raça, etnia, nacionalidade, orientação sexual, gênero, identidade de gênero, afiliação religiosa, idade, deficiência ou doença séria." A conta foi então bloqueada, algo que o identificador não gostou muito.
Logo, fãs de "Deus" começaram a postar no Twitter pedindo à empresa para desbloquear sua conta e, em um dia, ela foi restaurada depois que a empresa descobriu que "não havia violação" e aceitou que havia cometido "um erro".


Extraído de uma notícia no Indian Express. Vale a pena ler com atraso.

– Errar é humano. Perdoar é divino.

Joãozinho Bigude

Johnny B. Goode (Joãozinho Bigude), de Chuck Berry, é sem dúvida um marco importante para a cultura popular.
A música foi enviada nas gravações da sonda espacial Voyager 1 como uma das coisas que, segundo a Nasa, os alienígenas deveriam saber sobre nós, caso um dia eles encontrem essa nave.

Chuck Berry quando soube que era autor de um rock cósmico.

Chuck Berry, lembrado por Marty McFly em "Back to the Future".

"Coisinha do pai", o nosso samba espacial.

23 janeiro, 2021

Os benefícios de um bom vocabulário

Conversando com um velho amigo, que é engenheiro de minas, perguntei o que ele fazia atualmente.
Ele respondeu-me que trabalhava com "tratamento hidrotérmico de cerâmica, vidro, alumínio e aço em ambiente confinado".
Fiquei impressionado. 
...
Depois fiquei sabendo que ele estava lavando os pratos com água quente sob a supervisão da esposa.

Mitópolis

Se personagens lendários da mitologia grega tivessem que viver suas vidas e resolver seus problemas no mundo de hoje, como fariam isso?
Este é o interessante ponto de partida do filme Mythopolis, da diretora e animadora tcheca Alexandra Májová.
Aqui, Medusa tem alguns problemas com seu filho Mino (eu acho que ela deve ter roubado a criança de Pasífae, a rainha de Creta; mas você não faria o mesmo se soubesse que uma criança estaria destinada a uma vida em um labirinto?). Sem mencionar sua vida amorosa (ou a falta dela).
Bem divertido, especialmente se você curte a mitologia grega.

22 janeiro, 2021

O médico e o matemático


MED. - Numa escala de 1 a 10, em que intensidade está sua dor?
MAT. - π
MED. - Explique.
MAT. - 3... Mas não termina nunca.

O incomensurável Galileu Galilei deu a senha: "Mede o que é mensurável e torna mensurável o que não o é." - Paulo Gurgel

Nem que a vaca tussa

O que significa a expressão "nem que a vaca tussa"?
Significa: de jeito nenhum, não, nunca, jamais, impossível, de forma alguma. Confere a ideia de que algo não acontecerá nem que o Sr. Sobrenatural de Almeida desça no terreiro para mudar o rumo dos acontecimentos.
É uma das muitas expressões de improbabilidade da língua portuguesa. Neste rol também estão:
No dia de São Nunca.
Quando a galinha criar dentes.
Nem que chova canivete.
Pagando para ver.
No tempo que Adão era cadete.
Um dia sim, oito não.
Nas calendas gregas (Ad kalendas graecas).
Em zero de onzembro.
Nem a pau, Nicolau!
Em sua frase original e completa, a expressão já foi "nem que a vaca tussa e o boi espirre". Sem querer enveredar pela discussão de se os bovinos, de fato, podem tossir ou espirrar, podemos traduzir "nem que a vaca tussa" para o inglês. Palavra por palavra, fica "not even if the cow coughs". Os gringos vão entender?
Bem, somos responsáveis pelo que falamos mas não pelo que eles entendem.
Três vacas leiteiras bolam um plano para salvar a fazenda e suas vidas depois que um novo dono chega para vendê-las para o abate. Título do filme?
"Nem Que a Vaca Tussa", e nós entendemos a Disney.
Nós também entendemos quando Leonam Quirino eruditizou a expressão para "nem sequer considerar a possibilidade de que a fêmea bovina expire com fortes contrações laringo-bucais".
Por fim, é importante salientar que existem inúmeras expressões na língua portuguesa do Brasil contendo nomes de animais. A expressão em questão devido á presença da palavra "vaca" talvez cause um estranhamento ou uma repulsa em falantes estrangeiros. Ora, que vão eles para o brejo!
A força desta expressão, de provável origem rural, está no elemento NEM. Recomendo a leitura da monografia de Vítor Marconi de Souza sobre A multifuncionalidade do elemento nem aplicada ao ensino do PL2E (Português como Segunda Língua para Estrangeiros).

Neovérbio. Não se faz uma vaquinha entre mãos de vaca. PGCS

Bom para o DBF, o Dicionário Brasileiro de Frases

21 janeiro, 2021

Um homem sábio disse...

MEU FILHO,

QUANDO VOCÊ ACUMULAR CONHECIMENTO PARA ENTENDER POR QUE UMA PIZZA É FEITA REDONDA, A SEGUIR É COLOCADA EM UMA CAIXA QUADRADA E COMIDA EM TRIÂNGULOS, ENTÃO, E SOMENTE ENTÃO É QUE VOCÊ ESTARÁ APTO PARA ENTENDER AS MULHERES.

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Desarquivando ...
10/05/2011 - Finalmente, escreveram o livro que os homens tanto esperavam. 

Nomeando espécies que não existem - 2

Extraído de: Taxonomania: An Incomplete Catalog of Invented Species, The Mit Press Reader
Em 1978, o Jornal da Associação Herpetológica da África, um jornal dedicado ao estudo científico de répteis e anfíbios, publicou a descrição de Rana magnaocularis, o "sapo de olhos arregalados". O autor fictício é Rank Fross, do Loyal Ontario Museum, um malapropismo do Royal Ontario Museum, em Toronto.
É um artigo curto, com pouco mais de uma página, composto com a estrutura e o estilo de uma descrição legítima da espécie.
Ele começa da seguinte forma: "A coleta noturna nas estradas de Ontário revelou uma nova espécie de sapo, caracterizada por olhos enormes e um corpo achatado. A espécie é descrita abaixo e o significado adaptativo de suas características diagnósticas é discutido".
O diagnóstico: "Olhos enormes, língua saliente geralmente estendida, corpo e membros altamente achatados dorso-ventralmente. Prega lateral do dorso ausente. Caso contrário, se assemelharia a Rana pipiens".
Os espécimes podem ser encontrados regularmente nas movimentadas estradas pavimentadas, especialmente na primavera.
A seção de discussão é particularmente divertida.
Por que o corpo é tão achatado e seus olhos são tão grandes?
Acreditamos que sejam adaptações ao habitat peculiar. Normalmente, os sapos estão pelo menos parcialmente escondidos dos predadores em potencial por juncos, grama ou arbustos. Na estrada, no entanto, eles estão completamente expostos. Ao desenvolver um corpo bidimensional, o sapo de olhos arregalados é capaz de escapar da atenção de todos os predadores, exceto daqueles que surgem imediatamente acima. [...]Como ele se move?A princípio, ficamos intrigados com a maneira como ele se deslocaria de um lugar para outro, por faltar a observação de espécimes vivos. A analogia com a cobra do arco ofereceu uma hipótese: os sapos se enrolariam em um anel e, utilizando-se da língua extrudida, eles se movem ordenadamente, engatando-a na superfície da estrada.
Em nenhum lugar, a publicação declara que Rana magnaocularis é um conceito hipotético e, o que torna a situação ainda mais complicada, é o fato de a descrição ser baseada - pelo menos potencialmente - em um animal real e físico.

Nomeando espécies que não existem - 1

20 janeiro, 2021

Ser.vi.dão

HIST Regime de trabalho rural que predominou na Idade Média na Europa Ocidental em que o servo, mesmo sem ser propriamente escravo, vivia preso à terra que cultivava e na dependência do seu proprietário ou senhor.


CUIDADO! PISO PLANO

Piso projetado e instalado por uma empresa britânica para demonstrar sua expertise com cerâmicas. Pelo menos impede que as pessoas (crianças) corram no corredor.


Trata-se de uma ilusão de óptica, já que o piso é perfeitamente plano.

Fonte: Interesting Engineering c/ vídeo

19 janeiro, 2021

Fontes com serifa e sem serifa

Não há muita diferenciação entre o "I" maiúsculo e o "l" minúsculo, por vezes é nenhuma.

Veja como ficam estes dois caracteres de acordo com as fontes disponíveis no Blogger:

I e l Padrão
I e l Arial
I e l Courier
I e l Geórgia
I e l Helvética
I e l Times
I e l Trebucher

A solução para evitar ambiguidades é usar fontes com serifa, como Times New Roman, Georgia, Courier etc., pois diferenciam esses dois caracteres.. 

Serifas são pequenos traços e prolongamentos nas hastes das letras, vistos em fontes como a Times New Roman, que é uma fonte serifada. Veja o exemplo abaixo:


Já as fontes chamadas Sans-Serif, ou seja, sem serifa, são aquelas que não possuem esses traços e alongamentos. Um exemplo é a Arial:

Quanto de verdade há nesta frase: "o que não mata, engorda"?

Acho esta frase uma falácia.

Melhor dizer: o que não mata, fortalece.


E assim ter a concordância de Nietzsche que não queria engordar até morrer.

18 janeiro, 2021

Clorofila

É a designação que se dá a um grupo de pigmentos fotossintéticos universamente encontrado nas plantas. Apesar da intensa cor verde destes pigmentos não há nenhum átomo de cloro na molécula.
A fórmula da clorofila "a" é C55H72O5N4Mg.
O termo "cloro" em clorofina, com origem no grego "chlorus", é devido à cor verde do pigmento. E o elemento químico cloro, cuja molécula é Cl2, é um gás de cor também esverdeada.

A Pedra de Grave Creek


CRONOLOGIA
1938 Essa pedra plana e polida de arenito (imagem) foi encontrada em um cemitério de 2.000 anos na Virgínia Ocidental.
1845 O etnólogo Henry Rowe Schoolcraft consultou "antiquários notáveis" e concluiu que a inscrição contém "quatro caracteres correspondentes ao grego antigo; quatro etruscos; cinco rúnicos; seis antigos gauleses; sete antigos Erse; dez fenícios; quatorze antigos ingleses; dezesseis celtibéricos, com alguma semelhança com o hebraico".
1870 O médico RJ Farquharson compilou traduções da inscrição por três estudiosos diferentes:
  • Tuas ordens são leis, tu brilhas em teu clã, impetuoso e rápido como a camurça.
  • O chefe da emigração que chegou a esses lugares (ou ilhas) fixou esses decretos para sempre.
  • A sepultura de quem foi aqui assassinado; será vingado; que Deus atinja seu assassino subitamente tirando-lhe a existência.
1875 O antiquário MC Reid concluiu que "não há nada nos caracteres da Grave Creek Stone que indique que são antigos, que são alfabéticos ou que derivem de qualquer alfabeto conhecido".
2008 O antropólogo David Oestreicher descobriu as mesmas sequências de marcações em um livro de 1752 de um historiador espanhol, "Um ensaio sobre os alfabetos com letras desconhecidas encontradas nas moedas e monumentos mais antigos da Espanha".
2020 Hoje, parece mais provável que a pedra tenha sido forjada por James W. Clemens, um médico local que havia financiado a escavação original e queria vender os direitos para explorar sua descoberta.

http://www.futilitycloset.com/2020/01/23/the-grave-creek-stone

Em fase de elaboração: Quem foi Pierre de Rosette?

17 janeiro, 2021

Passando a função

Novo funcionário: Então, como é aqui?
Antigo: É um pouco como um carrossel.
Novo funcionário: Ah, não é tão ruim, então.
Antigo: Ainda não terminei...

(http://bitsandpieces.us/2020/02/03/so-whats-it-like-here/)

Tamandaré

Proibida pela censura — considerada ofensiva ao almirante Tamandaré, cuja figura era estampada nas notas de 1 cruzeiro, e para quem Chico Buarque perguntava:
"...Meu marquês de papel, cadê teu troféu? Cadê teu valor? Meu caro almirante, o tempo inconstante roubou..."
— esta música permaneceu proibida até o ano de 1991, quando foi gravada pela Quarteto em Cy.


"E já que o assunto da semana foi a nova nota de R$ 200 com o lobo-guará, minha thread musical deste sábado (01/08/2020) é sobre a história da moeda brasileira contada (ou melhor cantada) pela MPB."
@BrunoCarazza
Siga o fio!

16 janeiro, 2021

WIKIPEDIA, 20 anos da utopia realizada


Um dos maiores bens comuns do mundo: a Wikipedia completou 20 anos na sexta-feira (15), sendo uma exceção em uma era de plataformas proprietárias.

Extraído de: Wikipedia, 20 años de la utopía realizada, por Marilín Gonzalo

Dizer que se fosse um livro seria o mais lido é permanecer muito curto. Vinte anos após seu nascimento, a primeira geração de pessoas que cresceu com a Wikipedia quase se esqueceu do grande milagre que ela é.

De tão presente, sua excepcionalidade se tornou invisível para nós. Em uma era em que a tecnologia tem fins comerciais ou, pelo menos, leva nossos dados, a Wikipedia continua sendo um lugar que pertence a todos nós. Em tempos de empresas que buscam curtidas e cliques, nenhum algoritmo da Wikipedia busca prender nossa atenção.

A plataforma que não liga para o tráfego tem uma média mensal que ultrapassa vinte bilhões de page views. Seu criador, Jimmy Wales, é o único fundador de uma grande plataforma que não é bilionário, como uma das damas de honra observou em seu brinde de casamento. Um site escrito por amadores sem uma autoridade principal, que qualquer pessoa pode editar e de livre acesso, e tão confiável quanto a Enciclopédia Britânica.

É um dos maiores exemplos do que se chama de bens comuns e de conhecimento livre, bens aos quais todos temos acesso, mas que não pertencem a ninguém. A moderna Biblioteca de Babel, que muitos viram imaginada por Jorge Luis Borges, conseguiu tornar-se realidade. E completar 20 anos, não sem críticas e dificuldades.

Em meados do Iluminismo, Denis Diderot construiu uma das maiores obras do século XVIII ao criar a sua Enciclopédia, com o intuito de reunir o grande saber da época. Temos feito isso no nosso tempo juntos, usando a internet.

A Wikipedia também é um farol na onda digital. De la Cueva acredita que atualmente o que melhor define a Wikipedia é a riqueza de suas fontes e referências, e não tanto os dados ou conteúdo. “Digo a meus alunos: a primeira coisa que vocês devem fazer é consultar a Wikipedia, não para usar o seu conteúdo, mas para torná-la o ponto de partida para a busca de referências para investigar. E aí, se quiserem, voltar à Wikipedia para enriquecê-la”.

A comunidade é governada por uma série de regras e políticas amplamente explicadas em suas páginas e estabelecidas por consenso. As políticas são baseadas em 5 pilares: definições do que a Wikipedia não é, o ponto de vista neutro, considerações sobre direitos autorais, etiqueta e o slogan para ignorar as regras, se uma delas o impedir de melhorar a Wikipedia .

O Sistema Solar não orbita exatamente o centro do Sol

por Danielle Cassita, CanalTech

É comum pensarmos que os planetas do Sistema Solar orbitam o centro do Sol, mas esse não é um pensamento exatamente correto. Sim, tudo gira ao redor do Sol, mas não exatamente de seu centro, e sim de seu baricentro.
Para esclarecer esta questão, o cientista planetário James O'Donoghue, da agência espacial japonesa JAXA, explica que, na verdade, todos os planetas orbitam o baricentro do Sistema Solar. Isto é, o centro onde a massa é igualmente distribuída - e, no nosso caso, esse ponto não fica no centro do Sol.
O conhecimento do baricentro é importante para os astrônomos, que o utilizam para encontrar exoplanetas escondidos pelo brilho da estrela que orbitam. Assim, é possível calcular que o sistema abrigue outros planetas.
Como Sol tem 99,8% da massa do Sistema Solar, Júpiter fica com quase toda a massa restante (0,2%), que exerce uma leve atração em nossa estrela. "Então, o Sol na verdade orbita Júpiter ligeiramente", diz O'Donoghue.
E isso não acontece apenas com o Sol e o gigante gasoso: no Sistema Solar, os planetas e suas luas têm seus próprios baricentros. E como será que isso fica no caso da Terra e da Lua? O baricentro da Terra fica no próprio planeta, o que faz com que a Lua e a Terra tenham um movimento mais simples.

Poderá também gostar de ver: A dança de Plutão e Caronte

15 janeiro, 2021

Matemática e ponto!

O ponto foi introduzido como um símbolo para multiplicação por GW Leibniz.
Em 29 de julho de 1698, ele escreveu em uma carta a John Bernoulli:
"Não gosto de X como símbolo de multiplicação, pois é facilmente confundido com x; ... freqüentemente relaciono duas quantidades por um ponto interposto e indico a multiplicação por ZC · LM. E, ao designar a proporção, não uso apenas um ponto, mas dois, que utilizo ao mesmo tempo para a divisão."
(Cajori 233; vol 1 pág. 267)

A escrita logogenética

Entediados, um dia, o autor de ficção científica Damon Knight e sua esposa inventaram a logogenética, "a nova ciência de vender histórias sem realmente escrevê-las".
  • Pegue dois livros e abra cada um em uma página aleatória.
  • Escolha uma palavra do primeiro livro e depois outra do segundo que possa segui-la razoavelmente. Escreva-as.
  • Leia a próxima palavra em cada livro. Escreva-as.
  • Continue dessa maneira, descartando palavras "ruins", conforme fôr necessário, até que você reúna uma história inteira.
Como exemplo, Knight combinou "The World of Null-A", de AE ​​van Vogt, com "The Golden Apples of the Sun", de Ray Bradbury, para produzir "The World of Null-Apples", de A. Ray Van Vogtbury:

Gosseyn se mexeu, mas em torno da porta.
"Engula os comprimidos". No céu, com uma grande chegada desesperada, o perigo florescendo em assobios irreais, Prescott disse calmamente: "Das mulheres que viram isto, helicópteros irão nevar". Os hotéis, as pessoas físicas, cidades que subiram a um poder estranho. Quente, estranhamente, com fáceis rostos rosados, porque a corrida de homens presos soaria misteriosa. "Você se opôs ao ataque, cara!".
Assassinato. Dois supostos Gosseyn de chocolate maltado. Ele sorriu bruscamente, pois o problema mudo, lenta e relutantemente desembaraçante, dizia-lhe sobre a aceitação parcial da cor. Mais uma vez, era uma imagem de uma mente sombria, mais próxima da sanidade, um devaneio branco, inquieto brilhando. (...)

A escrita logogenética raramente faz sentido, mas Knight ressalta que "o ideal é escrever pequenos livros para exibir em exposições de arte ultramoderna".

N. do E.
Participando do "I Concurso de Contos, Poesia, Fotografia e Artes Plásticas", promovido pelo "Movimento Cultural dos Servidores do INAMPS", em Fortaleza-Ce, em 1984, com o texto OS GERÚNDIOS ESTÃO FLORINDO, obtive o 1.º lugar na categoria "Contos". Desconhecia então a tal escrita logocinética.

14 janeiro, 2021

A delação monumental


Disponível também em SLIDESHOW.

Mitridatismo

mitridatismo (mi.tri.da.tis.mo) s.m. tolerância ou resistência a um veneno pela ingestão de doses cada vez maiores, porém não letais, da substância tóxica; resiliência toxicológica. [derivado do antropônimo Mitridates, esp. de Mitridates VI, que teria adquirido tal imunidade desta maneira] 
Mitrídates VI
(132 a.C. – 63 a.C.), também chamado de Mitrídates Magno, foi rei do Ponto (região correspondente ao norte da Turquia) de 120 a.C. até sua morte. Considerado um inimigo de Roma, seus inimigos tramaram por diversas vezes envenená-lo. Ciente dessa possibilidade, Mitrídates começou a ingerir venenos em pequenas doses repetidas, depois de testá-los previamente em prisioneiros e escravos, garantindo assim as doses que seriam seguras para ingerir.
Em sua busca por antídotos, ele também testou os efeitos destes sobre os presos, administrando-os antes de lhes dar o veneno ou logo após envenená-los. Desta forma, acredita-se que ele também descobriu vários antídotos contra substâncias tóxicas. Mas o que o tornou famoso foi o Mithridacum, uma poção complexa produzida por seu médico de câmara, composta por 54 ingredientes que o rei chegou a tomar diariamente e que foi considerado por décadas como um antídoto universal.
Conforme a lenda, após ser derrotado por Pompeu, Mitrídates tentou o suicídio por envenenamento - sem efeito devido a sua resistência. Teria, então, forçado um de seus servos a matá-lo com a espada. Esta história é contada na peça "Mitrídates" (1673), de Jean Racine, e na ópera "Mitridate, re di Ponto" (1770), de Mozart.
O processo do mitridatismo é utilizado na produção do soro antiofídico, entre outras aplicações práticas.

13 janeiro, 2021

Das cifras ao círculo das quintas

Nível básico
A notação com cifras (letras ABCDEFG) para os acordes.


Nível avançado
O Círculo das Quintas.
"No alvorecer da Quinta Era do homem, um Anel de Poder foi criado para os bardos e os trovadores da Terra Média." (*)


(*) A Teoria Musical e a História da Música seriam muito mais interessantes se fossem escritas por J.R.R. Tolkien.

Pensamento do dia
Uma coleção de textos sagrados que nos adverte dos falsos profetas é como um CD de música comprado no Beco da Poeira que vem com um alerta sobre a pirataria.

Conheça o mosquitinho-de-banheiro

Um tweet do @LFRockefeller abriu uma discussão a respeito da importância deste pequeno inseto em nossas vidas.
http://twitter.com/i/events/1287481292582354945
sem nome, sem som, sem função
nome tem: mosquitinho-de-banheiro
chamo de fãs, estão sempre em meus shows quando canto no banheiro
fiscal do banho... e seu banheiro tem que passar por uma profunda limpeza
cheira-bunda...
da família Psychodidae que engloba dípteros de pequeno porte
tem a ver com o filme "Psycho" do Hitchcock? Naquela famosa cena no banheiro...
som é algo que nem todo ser vivo produz mesmo
tem função: olhar todo mundo tomar banho
pode parecer inútil, mas ele tem outras funções, além de lhe fazer companhia durante o banho
bem, o  bichinho não é obrigado a nada, mas contribui reciclando matéria orgânica
por isso, suas larvinhas se adaptam tão bem aos ralos de banheiro
as larvas se alimentam da matéria orgânica que se acumula em ralos, rejuntes de azulejo etc. Portanto, elas ajudam na limpeza dos rejuntes e reduzem a chance de entupimento dos ralos
é um importante bioindicador de matéria orgânica
você não olhou direito, a função dele é ser foto:
todo ser vivo tem sua função
a dele é basicamente existir sem medo, o memento mori de nossas vidas
curiosidade: há quem crie mosquitinhos-de-banheiro em ambiente limpo e controlado para usar suas larvas como alimento para peixes de aquário
gente, o HD da Rede Vida é tão incrível que deu para ver um mosquitinho cheira-bunda na mão do padre
não lavou a mão né? Rsrsrs

12 janeiro, 2021

O desastre da latrina de Erfurt

O desastre da latrina de Erfurt foi um evento que ocorreu em Erfurt, Ducado da Turíngia, em 1184. 
Nobres de todo o Sacro Império Romano estavam reunidos em uma sala da Igreja de São Pedro (na imagem ao lado) quando seu peso combinado causou o colapso do piso. Em consequência disto, dezenas de nobres precipitaram-se na latrina abaixo do porão, onde se afogaram em excrementos líquidos. Pelo menos 60 pessoas morreram neste acidente. 

Leia mais sobre esta tragédia na Wikipedia e seja grato pelos modernos códigos hidrossanitários da construção civil.

Palíndromo grego


Existe aqui uma inscrição palindroma em Grego antigo, muito famosa, esculpida sobre uma rocha em Delfos, de onde a água sagrada brota - até hoje - para os peregrinos lavarem as mãos e os rostos antes de entrar no templo de Apolo:

ΝΙΨΟΝ ΑΝΟΜΗΜΑΤΑ ΜΗ ΜΟΝΑΝ ΟΨΙΝ
(lave suas injustiças, não apenas seu rosto)

— Comentário de Chrys Aureus em minha resposta a Qual é o palíndromo mais interessante que você conhece em qualquer língua? In: Quora

11 janeiro, 2021

Não toque

Como se comportar no museu
Artigo 1° - Não é permitido tocar nos objetos, pois cada vez que alguém põe a mão numa peça está contribuindo para que ela se desgaste.

Repetindo ...
NÃO TOQUE

Bem, a regra acima só vale para os museus tradicionais, aonde a gente vai apenas para apreciar o que está exposto. Mas existem os museus interativos, e nestes todo mundo pode experimentar e mexer em tudo.

Como se comportar numa galeria
Para testar a teoria de que as pessoas tendem a interpretar artisticamente qualquer coisa que esteja em ambiente de galeria, Khayatan colocou seus óculos no chão e se afastou para ver o que aconteceria.

Como se comportar no zoológico
Sente a falta de um zoológico interativo em sua cidade.? Onde possa fazer cafuné no leão, levantar a pata do elefante, puxar o bigode do leopardo, esfregar o rosto no corno do rino e dar aquele abraço no búfalo?
Só os Big Five.

Anos de Meteoros (1859-60)

Um evento astronômico notável ocorreu no nordeste dos Estados Unidos, na noite de 20 de julho, conhecido como a Grande Procissão de Meteoros de 1860. E com ele surgiu um mistério de poesia, arte e astronomia que só foi resolvido recentemente (em 2010).

Frederic Church
Uma procissão de meteoros ocorre quando um meteoro se quebra ao entrar em nossa atmosfera em um ângulo oblíquo. O resultado pode ser uma exibição espetacular, deixando um rastro brilhante. Ao contrário dos meteoros da manhã, que são mais frequentes e se chocam de frente com a Terra em sua órbita, os meteoros da noite são mais raros e precisam se aproximar da Terra por trás. Por outro lado, eles costumam deixar rastros lentos e imponentes enquanto se movem pelo céu noturno, lutando para acompanhar a Terra.

A Grande Procissão de meteoros de 1860 também se tornou a chave para desbloquear um quebra-cabeça século 19. Em 2010, pesquisadores da Universidade do Texas, San Marcos, vincularam o evento aos escritos de um dos maiores poetas americanos da época.
Walt Whitman descreveu uma "estranha e enorme procissão de meteoros" em um poema intitulado "Year of Meteors (1859-60)", publicado em seu histórico "Leaves of Grass" (Folhas de Relva).
A professora de inglês Marilynn S. Olson e a estudante Ava G. Pope se uniram aos professores de física do estado do Texas Russell Doescher e Donald Olsen para publicar suas descobertas na edição de julho de 2010 da "Sky and Telescope ".
Como observador experiente, Whitman já havia abordado o astronômico em escritos anteriores.
Um momento de sorte veio para os pesquisadores através da descoberta de uma pintura de Frederic Church intitulada "O Meteoro de 1860". Essa pintura e vários artigos de jornal do dia, incluindo uma nota no "Harpers Weekly", que citam uma brilhante procissão de meteoros vista no nordeste dos EUA, de Nova Iorque e Pensilvânia até Wisconsin.

Remembering the Great Meteor Procession of 1860, Universe Today

10 janeiro, 2021

Por que andamos

Um manifesto pelo empoderamento peripatético:


1 Um resgate da palavra francesa flâneur (masculina; feminina: flâneuse), para quem vagueia numa urbe, popularizada na primeira metade do século XX. Elkin escreveu: "O flâneur entende a cidade como poucos de seus habitantes, pois a memorizou com os pés. Cada esquina, beco e escada tem a capacidade de mergulhá-lo nessa recuperação. O que aconteceu aqui? Quem passou por aqui? O que significa este lugar? O flâneur, sintonizado com os acordes que vibram por toda a cidade, sabe sem saber".

2 Caminhar é mapear com os pés. Ajuda você a compor uma cidade, conectando bairros que, de outra forma, poderiam permanecer entidades distintas, diferentes planetas ligados entre si, sustentados e remotos. Eu gosto de ver como, de fato, eles se misturam, eu gosto de perceber os limites entre eles. Caminhar me ajuda a me sentir em casa. Há um pequeno prazer em ver o quão bem eu conheço a cidade através de minhas andanças, atravessando diferentes bairros da cidade, alguns que eu conhecia muito bem, outros que eu não via há algum tempo, como me familiarizar com alguém que conheci em uma festa.

3 Às vezes, eu ando porque tenho coisas em mente, e caminhar me ajuda a resolvê-las. Solvitur ambulando, dizia Santo Agostinho. Ao ouvir esta frase, Bruce Chatwin imediatamente tomou nota. E Diógenes, o Cínico, respondeu aos paradoxos de Zenão sobre a irrealidade do movimento, levantando-se e indo embora. Usem esta conduta do filósofo grego para lidar com os "bolsomitos". Simples assim.

Why We Walk, Brain Pickinks
Flâneur, Wiki
Solvitur ambulando, Wiki

A ponte (en)rolante de Heatherwick

Instalada em agosto de 2004, a Rolling Bridge atravessa uma entrada do Grand Union Canal, em direção à bacia de Paddington, em Londres. A princípio, a ponte rolante parece discreta: uma passarela simples de aço e madeira. Para permitir o acesso de um barco a ser ancorado na entrada do canal, é que ela se curva lentamente até que suas duas extremidades se encontrem, formando uma escultura octogonal que fica em um dos lado do canal. A ponte, de doze metros, é feita de oito segmentos triangulares, que se dobram um para o outro. A unidade principal escondida no subsolo alimenta os aríetes hidráulicos dentro dos parapeitos da ponte, que dobram o corrimão. É isso que permite que a ponte se enrole.
Toda quarta e sexta-feira, ao meio-dia, e aos sábados, às 14h, a equipe da Merchant Square delicia visitantes e pessoas que moram e trabalham em Paddington, demonstrando a Rolling Bridge em ação.



INTERNAUTAS TRAVAM A BATALHA DA PONTE
— A única falha é o objetivo.
— O objetivo é inspiração, escultura, arte com função e design inovador e impressionante. É e sempre será um ponto de discussão fantástico para moradores e turistas. Vê-la funcionando é um deleite absoluto e traz sorrisos aos rostos de pessoas de todas as idades. A arte não precisa ser útil - como essa peça o É, mas isso é apenas um bônus.
— Há barcos por lá, portanto a ponte é apenas para as pessoas chegarem ao outro lado, quando não há barcos passando naquele momento em particular.
— Barcos em 3 polegadas de água? Olhe para os gansos em pé ao fundo.
— Seria mais divertido de usar se a ponte dobrasse sobre uma pequena ilha, onde as pessoas pudessem ficar presas por algumas horas se não saíssem a tempo!

09 janeiro, 2021

Equívocos da infância

Durante anos, eu pensei que a decoração desta colher fosse a bunda de uma vaca se afastando.


Sejamos honestos, porém. Eles gravaram um coelho de cabeça para baixo.

Pirâmides e múmias

1 Existem mais pirâmides no Sudão do que no Egito
O Egito é famoso pelas Grandes Pirâmides de Gizé, mas o país não é o que tem mais pirâmides. O país com maior concentração destes sólidos geométricos é o Sudão, que possui 220 pirâmides. As pirâmides de Meroe, na foto abaixo, foram construídas entre 300 a.C. e 300 d.C. e fazem parte das pirâmides núbias dos antigos reinos kushitas.
Vista aérea de um grupo de pirâmides em Meroe. Três delas foram reconstruídas.

1798 - Ano da Batalha das Pirâmides durante a campanha egípcia de Napoleão. É um mito que suas tropas danificaram a Esfinge, usando-a para praticar tiro ao alvo.

2 As múmias mais antigas também não são do Egito, são da América do Sul
Outra característica famosa do Egito antigo são as múmias. Os antigos egípcios tinham rituais mortuários incrivelmente complexos, entretanto eles não foram os primeiros a criar múmias. De fato, uma cultura que residia no Peru e no Chile  há milhares de anos, chamada cultura Chinchorro, criou múmias já em 5.050 a.C., quase dois mil anos antes das múmias mais antigas do Egito.
(http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=15830)

08 janeiro, 2021

Elvis the Pelvis

"Qualquer um no centro das atenções, tanto quanto Elvis Presley, deve pegar alguns apelidos ao longo do caminho. Ele não é exceção. Desde suas aparições pessoais e na televisão, 'Elvis the Pelvis' ganhou amplo uso por causa das oscilações selvagens que acompanham seu canto e seu violão."
- Elvalee Donaldson, Lakeland Ledger , 1º de agosto de 1956

Neste dia (08/01/1935) chegava ao planeta Terra "Elvis the Pelvis", os quadris mais famosos do mundo.
Nossa investigação começa no verão de 1954, quando Elvis Presley, de 19 anos, começou a se apresentar no palco. Em uma entrevista de 1956 com Paul Wilder para o TV Guide, Presley lembrou quando usou seus movimentos de marca registrada pela primeira vez no palco:
"A primeira aparição depois que comecei a gravar... Eu estava em um show em Memphis, onde comecei a fazer isso. Eu estava no show como um single extra, num grande  auditório ao ar livre - e subi ao palco e fiquei com muito medo. Era a minha primeira grande aparição na frente de uma plateia. E eu finalizei uma música rápida de um dos meus primeiros discos, e todo mundo estava gritando e eu não sabia por que eles estavam gritando. Todo mundo estava gritando e tudo. E, quando eu saí do palco, meu gerente (Bob Neal) me disse que eles estavam gritando porque eu estava mexendo minhas pernas ... E então eu voltei para um bis e fiz um pouco mais. E quanto mais eu fazia, mais selvagens eles ficavam."
É óbvio, então, que desde o início, apesar de suas alegações posteriores de que seu tremor no palco era uma resposta inconsciente ao rock 'n' roll, Elvis propositalmente usou movimentos sensuais no palco para atrair uma resposta emocional de seu público. Nos dois anos seguintes, ele expandiu seu repertório e a intensidade de suas explosões físicas para maximizar o fluxo e refluxo do fervor das multidões.
No entanto, o crédito pela origem desse apelido icônico de Presley ainda permanece incerto.
Uma pesquisa por "Elvis the Pelvis" no newspaper.com, que vasculha milhares de jornais desde o século XIX, encontrou o termo usado pela primeira vez na edição de 12 de abril de 1956 do The Gastonia Gazette, na Carolina do Norte. Na coluna "Along the Avenue", Bill Williams escreveu:
"Você conhece Elvis, não é mesmo? Ele é um geetar com seis cordas quebradas e uma pélvis frouxa. Elvis, the Pelvis, o chamam."
Sempre que perguntado, Presley expressou desagrado por este apelido.

Extraído de: What's in a Nickname?, Elvis History Blog

Ingratidão, por Raul de Leôni

Nunca mais me esqueci! ... Eu era criança
E em meu velho quintal, ao sol-nascente,
Plantei, com a minha mão ingênua e mansa,
Uma linda amendoeira adolescente.

Era a mais rútila e íntima esperança...
Cresceu... cresceu... e aos poucos, suavemente,
Pendeu os ramos sobre um muro em frente
E foi frutificar na vizinhança...

Daí por diante, pela vida inteira,
Todas as grandes árvores que em minhas
Terras, num sonho esplêndido semeio,

Como aquela magnífica amendoeira,
Eflorescem nas chácaras vizinhas
E vão dar frutos no pomar alheio...

Raul de Leôni (Petrópolis, RJ, 1895 - Itaipava, RJ, 1926), com "Luz mediterrânea", seu único livro, é considerado nosso último paranasiano de relevo.

A gratidão do cajueiro, por Rogaciano Leite LINK
Diferente da ingrata amendoeira de Raul de Leoni, que "pendeu os ramos sobre um muro em frente e foi frutificar na vizinhança", o cajueiro plantado pela então garotinha de Aracati, soube reservar todas as suas energias criadoras para fazer com que a hoje velhinha que o plantou recebesse do sr. Ministro da Agricultura um prêmio de dois mil e quinhentos cruzeiros pelo maior caju produzido naquela cidade, por ocasião da festa que o dinâmico deputado Ernesto Gurgel Valente organizou e dirigiu.

Ingratidão é...
A pessoa receber o favor e não voltar para pedir outro. PGCS