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02 junho, 2024

O estranho caso do Dr. Robert

Em suas visitas aos EUA, os Beatles ouviram falar de um médico chique de Nova Iorque que dava injeções misteriosas "de vitaminas". Paul conta: "Nós ouvíamos pessoas dizendo 'você pode conseguir qualquer coisa com ele, o remédio que quiser'. Era uma grande pilantragem. A música (vídeo "Dr. Robert") era uma brincadeira em torno desse sujeito que curava todo mundo com remédios e tranquilizantes. Ele simplesmente mantinha Nova Iorque chapada".


Well, well, well, you're feeling fine
Well, well, well, he'll make you
Doctor Robert.

O "Doctor Robert" era, possivelmente, o doutor Robert Freymann, um médico de 60 anos nascido na Alemanha com um consultório na Esat 78th Street. (O doutor Charles Roberts citado em alguns livros sobre os Beatles não existia. Era um pseudônimo usado pelo biógrafo Jean Stein para ocultar a identidade de outro "médico de anfetamina"). Conhecido como doutor Robert ou o "Great White Father" (tinha uma mecha de cabelo branco), Freymann era bem relacionado com a vibrante cena de arte da cidade. Ele tinha ajudado, entre outros, Thelhonius Monk e Charlie Parker (cuja certidão de óbito fora assinada por ele em 1955) e tinha a reputação de ser generoso com anfetaminas. "Tenho uma clientela impressionante, de todas as esferas", ele se gabava. "Provavelmente posso dar a você em dez minutos cem nomes de clientes famosos". John, que escreveu "Dr. Robert", estava entre esses nomes famosos, de acordo com a filha de Freymann.
Inicialmente prescritas como antidepressivos, as anfetaminas logo se tornaram uma droga recreativa para os nova-iorquinos modernos. Um antigo paciente do Dr. Freymann, citado no New York Times em 1973, declarou: "Se você quiser ter uma noitada, é só passar no Max (Dr. Max Jacobson), depois no Freymann e depois no Bishop (Dr. John Bishop). Era como ir de bar em bar". O diretor de cinema Joe Shumacher, que fazia uso de anfetaminas nos anos 60, concorda: "E nós achávamos que eram "injeções de vitamina".
Ministrar anfetaminas não era ilegal na época, mas havia normas oficiais contra a prescrição de "quantidades excessivas". O Dr. Robert perdeu sua licença por seis meses em 1968 e, em 1975, foi expulso da Medical Society do Estado de Nova Iorque por imperícia. Quando New York Times pediu em março de 1973, que ele defendesse seus atos, a resposta foi: "Os viciados mataram uma droga boa". Ele morreu em 1987.

Fonte: O estranho caso do Dr. Robert, Blog "O Baú do Edu"

08 fevereiro, 2024

O Dr. da Zebra

Das tentativas de domesticação de zebras através da história, poucas foram bem-sucedidas. O fato é que, diferentemente de cavalos, burros e mulas, zebras têm caráter arisco, nervoso e, por isso, imprevisível, não se prestando à doma.
Quando se fala a respeito do assunto é impossível não pensar em Lionel Walter Rothschild (1868-1937), conhecido como o Barão de Rothschild. Certa vez, ele quis provar que zebras podiam, sim, ser domesticadas e montou uma carruagem puxada por quatro desses espécimes para circular por Londres.
Contudo, um médico indo-luso-inglês, Rosendo Ayres Ribeiro (1871-1951), tornou-se célebre no começo do século XX em Nairóbi, no Quênia, não só por domesticar, como também por ir montado às consultas num desses equídeos, tendo recebido o apelido de «o Doutor da Zebra».
Há informes de outras cavalgadas de sucesso com a utilização de zebras. Mas foram as realizadas pelo bom Dr. Rosendo que deixaram pegadas  inapagáveis no coração da África, sendo frequentemente lembradas por sua singularidade.
N. do E.
A domesticação envolve a criação de uma relação de confiança e cooperação entre humanos e equídeos ao longo de gerações. Devido às diferenças físicas e comportamentais e, por seus instintos de animal selvagem, a zebra é muito difícil de ser domesticada e, a fortiori, montada.

22 janeiro, 2021

O médico e o matemático


MED. - Numa escala de 1 a 10, em que intensidade está sua dor?
MAT. - π
MED. - Explique.
MAT. - 3... Mas não termina nunca.

O incomensurável Galileu Galilei deu a senha: "Mede o que é mensurável e torna mensurável o que não o é." - Paulo Gurgel

12 setembro, 2020

O velho distraído

Um casal de idosos vai ao médico, que decide examiná-los separadamente.
Examina primeiro o marido e, ao final do exame, o médico diz ao ancião:
- Sua saúde está ótima. O senhor tem alguma dúvida ou há algo que o preocupa?
- Para ser sincero, sim, há algo que me preocupa, e é quando tenho relações sexuais com minha esposa: em geral, na primeira vez, sinto muito calor e, depois, na segunda vez, sinto muito frio.
O médico diz que nunca soube de algo assim e que ele iria investigar sobre o assunto.
Em seguida, o médico examina a anciã, e diz:
- Sua saúde está perfeita. A senhora tem alguma dúvida, algo que a preocupa?
A anciã diz a ele que não há nada que ela queira perguntar.
Então o médico diz:
- Olhe senhora, seu marido diz que tem um problema um pouco estranho. Diz que sente muito calor depois de fazer sexo pela primeira vez e que sente muito frio depois da segunda vez. A senhora tem alguma idéia de por que isso acontece com ele?
- Oh, esse velho distraído! Claro, doutor, é porque a primeira vez foi em janeiro e a segunda em junho!

https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=15449

14 junho, 2019

Aí a briga começou (2)

Voltei do médico após uma consulta e minha esposa toda preocupada, perguntou-me:
– E então, o que o médico lhe disse?
De pronto, eu respondi:
– A partir de hoje, não faremos mais amor, estou proibido de comer qualquer coisa gorda.
Aí a briga começou…
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Depois de aposentar-me, fui até o INSS para poder receber meu benefício. A mulher que me atendeu solicitou minha identidade para verificar minha idade. Chequei meus bolsos e percebi que a tinha deixado em casa. Disse à mulher que lamentava, mas teria que ir até minha casa e voltar depois.
A mulher disse:
– Desabotoe sua camisa.
Então, desabotoei minha camisa deixando expostos meus cabelos crespos prateados.
Ela disse:
– Este cabelo prateado no seu peito é prova suficiente para mim. E processou meu benefício.
Quando cheguei a minha casa, contei entusiasmado o que ocorrera para minha esposa.
Ela disse:
– Por que você não abaixou as calças? Você podia também ter conseguido um auxilio-invalidez.
Aí a briga começou...

(fazendo a ronda pela internet)

Aí a briga começou (1)

11 março, 2019

Você sonhava em ser médico quando criança?

Lançada pela Estrela em 1985, a Ambulância do Dr. Saratudo obteve um enorme sucesso entre as crianças.
A grande sacada desse brinquedo é que ele podia virar um consultório médico ambulante. Bastava tirar a tampa lateral para a ambulância se transformar em um consultório completo, com direito a injeção, balão de oxigênio, maca, bota de gesso, termômetro, tesoura e aparelho de raio-x.
Vinha também com um paciente para receber os cuidados do Doutor Saratudo. Aí, era só correr pela casa com a ambulância em alta velocidade, simulando ter acontecido um acidente, e por fim prestar socorro ao paciente.

01 maio, 2017

"Vem a meu jardim"

Bom para maio.
O cirurgião italiano Gianfranco Fineschi (1923-2010) conseguiu combinar a ciência com o humanismo e a cultura.
Na cidade de Cavriglia, criou o Roseto Botanico Carla Fineschi, com 6.400 espécies de rosas, em memória de sua esposa. O criador do "Louvre das Rosas" considerava-se um romântico sensível a este gênero de flores. Com elas conversava, mantinha diálogos de amor e conhecia os sentimentos de cada uma delas. Basta ver o dístico que colocou na entrada da sua fantástica coleção.
Uma frase de Sheridan:
"Vem a meu jardim. Eu quero que as minhas rosas te vejam".
Fineschi alcançou a fama internacional neste domínio. Em agosto de 2000, Le Monde lhe dedicou uma página inteira.

Das rosas, de Dorival Caymmi


1/2 samba + 1/2 valsa = 1 clássico da mpb

And roses and roses
Andy Williams (https://youtu.be/tNnRLFP-V4k)
Astrud Gilberto (https://youtu.be/EVTVVx7GUzQ)
Sylvia Telles (https://youtu.be/xmZEuFNxKK0)

23 fevereiro, 2016

O estresse do marido

Uma mulher acompanha o marido no consultório médico. Depois, de examiná-lo, o médico chama a esposa reservadamente e diz:
- Seu marido está com um estresse profundo. A situação é delicada, e se a senhora não seguir as instruções que vou lhe passar,o seu marido certamente vai morrer. São apenas 10 instruções que salvarão a vida dele:
1) Toda manhã prepare para ele um café reforçado.
2) Sempre o receba feliz.
3) Nunca o incomode.
4) Faça sexo com ele no mínimo três vezes por semana.
5) Não o atrapalhe quando ele estiver vendo futebol.
6) E se pedir cerveja leve-a bem gelada.
7) Não o aborreça com problemas do universo feminino.
8) Deixe-o chegar no horário que desejar.
9) Nunca questione onde estava.
10) Esteja pronta para fazer o que ele quiser.
No caminho de casa, o marido pergunta o que foi que o médico disse, e ela responde:
- Ele disse que você vai morrer...
(anedota enviada por Fernando Gurgel)

Novo e austero estilo de vida | Estresse e gravidade | Como funciona a sala da raiva

18 outubro, 2014

Letra de médico



Que são CAPTCHAS?

11 junho, 2014

Max Nunes (1922–2014)

Morreu hoje (11), aos 92 anos, o médico e humorista brasileiro Max Nunes.
Pioneiro dos programas de humor no rádio e na televisão, foi criador e redator do programa "Balança Mas Não Cai", grande sucesso na década de 1950, na Rádio Nacional, onde se consagraram atores como Paulo Gracindo e Brandão Filho nos papéis de "Primo Rico" e "Primo Pobre".
Vários personagens de Jô Soares tiveram origem em textos de Max Nunes, a quem Jô considerava seu padrinho artístico.
Criou bordões que se tornaram clássicos como "o macaco tá certo", proferido pelo macaco Sócrates (Orival Persini), do "Planeta dos Homens".
Era também compositor, tendo sido o autor da marcha carnavalesca "Bandeira Branca".
Alguns pensamentos de Max Nunes
O Brasil precisa explorar com urgência a sua riqueza – porque a pobreza não aguenta mais ser explorada.
Personalidade é aquilo que uma pessoa tem quando não está precisando do emprego.
Há casais que se detestam tanto que não se separam só para um não dar esse prazer ao outro.
Não era uma mulher, era uma guilhotina. Cinco homens perderam a cabeça por sua causa.
O caqui não passa de um tomate diabético.
Era tão azarado que, se quisesse achar uma agulha no palheiro, era só sentar-se nele.
Não é que as moças de hoje sejam mais bonitas. É que as de ontem já deixaram de ser.
O casamento é o único jogo que acaba mal sem que ninguém ponha a culpa no juiz.
Quem pede a palavra nem sempre a devolve em condições.

11 setembro, 2012

Airton Monte (1949 - 2012)

Morreu nesta segunda-feira (10), aos 63 anos, o médico e escritor cearense Airton Monte.
Nascido em Fortaleza, em 1949, e formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Antonio Airton Machado Monte tinha como especialidade a psiquiatria.
Iniciou a carreira literária na revista "O Saco", na qual publicou contos, e foi um dos fundadores do "Grupo Siriará de Literatura".
Escreveu “O Grande pânico” (1979), “Homem não chora” (1981), "Alba Sangüínea" (1983) e “Moça com flor na boca” (2005). Este último livro foi adotado pelo vestibular da UFC.
Participou também de coletâneas, dentre as quais o livro "Verdeversos", editado pelo Centro Médico Cearense (atual AMC), e era membro da "Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional Ceará".
Suas crônicas eram publicadas, das segundas às sextas-feiras, no jornal "O Povo". Foi o nosso cronista maior.
O corpo será cremado no Cemitério Jardim Metropolitano, no Eusébio.
Externo o meu imenso pesar à família de Airton e à literatura cearense.
Para homenagear o amigo parceiro
"O Povo", 08/01/2007 (Claudio Ribeiro, Demitri Túlio, Felipe Araújo e Luiz Henrique Campos, da Redação) - Uma conversa franca e bem humorada com Airton Monte, cronista de uma Fortaleza boêmia, solidária e fraterna que propõe o hedonismo e o anarquismo educado como utopia para a humanidade. Via Blog do Lauriberto
"Linha do Tempo", 07/09/2012 (Paulo Gurgel) - O PARCEIRO AIRTON MONTE
"O Povo", 11/09/2012 (Pedro Rocha, de Vida e Arte) - Inventor de delicadezas
"Blog do Marcelo Gurgel", 11/09/2012 - Com sua morte, encerra-se o ciclo dos grandes cronistas cearenses, cuja tríade de escol foi formada por Ciro Colares, Milton Dias e Airton Monte. Morre o médico e escritor Airton Monte
"O Povo", Jornal de Hoje, 23/09/2012 (Marcelo Gurgel), O médico e escritor, onde se lê:
"No início dos anos 1970, como letrista, (Airton Monte) dividiu a autoria de diversas músicas, tendo como parceiros de composição, vários amigos, como: Antônio Luiz Macedo, Paulo Gurgel Carlos da Silva, Antônio José Mendes Forte e Chico Barreto."

08 dezembro, 2011

Humor. O estatuto do médico

É direito de todo médico...
Participar de uma reunião social sem ser interrompido por consultas.
Adoecer sem que as pessoas perguntem: "Como é que é, médico fica doente?"
Trabalhar apenas dois turnos de oito horas diariamente, reservando o resto do tempo para os sobreavisos.
Realizar trabalhos de gestão e administração sem ser discriminado pelos colegas.
Não ser cobrado por colegas pelas consultas de seus familiares. (Sem reciprocidade.)
Lutar por mais verbas para a pesquisa da cura da "esmeraldite".
Aposentar-se aos 60 anos com base na "Lei dos Sexagenários", promulgada em 1885.
Lutar pela fusão das associações médicas e de especialidades que tenham anuidades em uma unica e grande "Ordem dos Médicos do Brasil".
Aprender com os farmacêuticos a ler a letra dos outros médicos.
Ser dispensado de prescrever medicamentos com nomes extensos e confusos.
PGCS

27 fevereiro, 2011

Falece Moacyr Scliar



Faleceu hoje (27/02/2011), no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o escritor e colunista de vários jornais Moacyr Scliar, aos 73 anos, deixando enlutadas a Saúde Pública e a Literatura brasileiras.

Ver a nota completa no Blog do Marcelo Gurgel.

13 outubro, 2010

O médico e o advogado


Um médico e um advogado encontram-se numa festa. Começam a conversar. Mas a conversa é interrompida, várias vezes, por clientes que desejam orientações médicas.
Irritado, o médico pergunta ao advogado:
"Diga-me, o que você faz para impedir que as pessoas lhe peçam orientações jurídicas quando você está fora do escritório?"
"Quando pedem, eu lhes dou essas orientações", respondeu o advogado, "e, na manhã seguinte, cobro-lhes meus honorários".
O médico decidiu seguir o conselho do advogado e, no resto da noite, anotou os nomes e os endereços de todos as pessoas que se aproximaram dele pedindo orientações.
Na manhã seguinte, a lista de cobranças estava para ser enviada, quando a secretária entrou em seu consultório e entregou-lhe... a conta do advogado.

03 julho, 2010

Oziel de Sousa Lima

Registro com grande pesar o falecimento do médico Oziel de Sousa Lima. Tendo ocorrido na madrugada de ontem (02/07/2010), a sua morte priva o Ceará das atuações de um dedicado anestesiologista e de um grande divulgador dos assuntos da categoria médica.
Através de "FatoMédico", sua página dominical em "O Povo", na qual Oziel informava, comentava e, por vezes, fazendo-se inclusive de porta-voz de nossas reivindicações, ele conseguia dar maior visibilidade à categoria médica.
Fundou e presidiu a Cooperativa dos Anestesiologistas do Ceará e também presidiu a Sociedade de Anestesiologia do Ceará e a Sociedade Brasileira de Anestesiologia, entre tantas outras empreitadas.
Nos últimos tempos, Oziel, juntamente com o colega Dalgimar Menezes, organizou e publicou "Garranchos Esculpidos" e "Reflexões Espinhosas", livros que reuniram textos escritos por médicos do Ceará. A segunda destas antologias, que teve o lançamento realizado no último 24 de junho (imagem do convite nesta nota), já transmitia a impressão de ser uma comemoração-despedida, face ao estado de saúde de Oziel.
Apesar da grave doença que o acometia, o bravo mossoroense ainda tinha planos de reiniciar a sua página "FatoMédico" e de editar, em parceria com o colega Dalgimar, outras antologias literárias.


Ler: OZIEL, O DESCANSO DO GUERREIRO, no Blog do Marcelo Gurgel

14 abril, 2010

Morre Vinicius Barros Leal

Marcelo Gurgel acaba de postar em seu blog esta nota: Pesar por Dr. Vinicius Barros Leal. A respeito do falecimento, ocorrido ontem (13/04), deste ilustre médico.
Define-o como "uma figura humana de transcendental importância para a Medicina e a Cultura cearenses".
Privei de sua amizade. Era um homem sereno, gentil e com nobres sentimentos, além de muito culto.
Descanse em paz, meu bom Dr. Vinicius.

16 março, 2010

Carlos Maurício de Castro Costa

Ao ler o Blog do Marcelo Gurgel, eu tomei conhecimento da morte, ocorrida ontem (15/03/10), do Prof. Dr. Carlos Maurício de Castro Costa, o colega Carlos Maurício, que fez parte da minha turma de graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC), no ano de 1971.
Com formação pós-graduada (Especialização, Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorados) em Louvain / Leuven, na Bélgica, Carlos Maurício era Professor Titular de Neurologia e Neurofisiologia da UFC. Foi um dos pioneiros no estudo da dor no Ceará e detinha vasta experiência na área da Medicina, com ênfase em Neurologia, e com atuação nos seguintes temas: HTLV, Comportamento Experimental e Dor Neuropática.
Ex-seminarista, conhecedor de doze idiomas (sendo fluente na maioria deles), Carlos Maurício era também um grande apreciador de música erudita. Um de seus irmãos, o Francisco Claudio, é um inigualável violonista que temos no Ceará.
Por longos seis anos, fomos colegas no curso que nos graduou em Medicina. E, por décadas, moramos em bairros vizinhos de Fortaleza - Parque Araxá (sua família) e Otávio Bonfim (minha família). Essas duas situações deram ensejo a que eu me tornasse um profundo admirador de Carlos Maurício, de suas excepcionais qualidades humanas e por tudo que ele representou para a ciência e a cultura em nossa terra.
Transcrevo, ainda, esta mensagem de pesar que Marcelo Gurgel pôs em seu blog:
"Seu desaparecimento prematuro, no auge de sua capacidade intelectual, deixa uma lacuna de difícil reposição, para a comunidade científica e médica, e uma imensa dor, de natureza intangível, para aqueles que tanto o amavam
Descansa em paz, pequeno gigante."
Publicado também em Coisas Nossas

Post scriptum
A família de Carlos Maurício de Castro Costa convida parentes e amigos para a Missa de 7º Dia, a ser celebrada às 19 horas, desta 3ª-feira, dia 23, na Igreja Cristo Rei, localizada à Rua Nogueira Acioli, 805, em Fortaleza.

21 novembro, 2009

O centenário de José Rosemberg

A Sociedade Beneficente Clemente Ferreira, com sede na cidade de São Paulo, comemorará, no próximo dia 25, o "Centenário de Nascimento de José Rosemberg", com a seguinte programação:

9h - Abertura - Dra. Miriam Adissi, em nome do Dr. Fernando Fiuza
9h15 - José Rosemberg: O Tisiólogo - Dr. Jorge Barros Afiune
10h - José Rosemberg: O pioneiro da Luta Contra Tabagismo no Brasil - Prof. Dr. Marco Antonio de Moraes
10h40 - José Rosemberg: Cidadão e Poeta - Profª Ana Margarida Rosemberg
11h15 - Visita à Exposição de Objetos Pessoais e Condecorações

Local: Auditório do Instituto Clemente Ferreira
Rua da Consolação, 717 - São Paulo - SP

José Rosemberg (1909-2009) foi um dos mais destacados médicos nas lutas contra a tuberculose e contra o tabagismo no Brasil. Nascido em Londres, criado e radicado em nosso país, Rosemberg além de seu exemplo de dedicação ao trabalho, deixou-nos ainda um vasto legado de livros e artigos científicos publicados. Foi esposo da cearense Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg, pneumologista e mestra em História, e aqui residiu com ela durante alguns anos. No cargo de assessor técnico da Secretaria da Saúde do Ceará, Rosemberg prestou grandes serviços a nosso estado. Era um homem de trato afável, poliglota e muito culto. Tive a honra de estar com ele em algumas ocasiões (PGCS).

Post scriptum
Marcelo Gurgel publicou ontem no jornal "O Povo" um artigo sobre o Prof. José Rosemberg. A matéria encontra-se também em seu blog.