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18 janeiro, 2021

A Pedra de Grave Creek


CRONOLOGIA
1938 Essa pedra plana e polida de arenito (imagem) foi encontrada em um cemitério de 2.000 anos na Virgínia Ocidental.
1845 O etnólogo Henry Rowe Schoolcraft consultou "antiquários notáveis" e concluiu que a inscrição contém "quatro caracteres correspondentes ao grego antigo; quatro etruscos; cinco rúnicos; seis antigos gauleses; sete antigos Erse; dez fenícios; quatorze antigos ingleses; dezesseis celtibéricos, com alguma semelhança com o hebraico".
1870 O médico RJ Farquharson compilou traduções da inscrição por três estudiosos diferentes:
  • Tuas ordens são leis, tu brilhas em teu clã, impetuoso e rápido como a camurça.
  • O chefe da emigração que chegou a esses lugares (ou ilhas) fixou esses decretos para sempre.
  • A sepultura de quem foi aqui assassinado; será vingado; que Deus atinja seu assassino subitamente tirando-lhe a existência.
1875 O antiquário MC Reid concluiu que "não há nada nos caracteres da Grave Creek Stone que indique que são antigos, que são alfabéticos ou que derivem de qualquer alfabeto conhecido".
2008 O antropólogo David Oestreicher descobriu as mesmas sequências de marcações em um livro de 1752 de um historiador espanhol, "Um ensaio sobre os alfabetos com letras desconhecidas encontradas nas moedas e monumentos mais antigos da Espanha".
2020 Hoje, parece mais provável que a pedra tenha sido forjada por James W. Clemens, um médico local que havia financiado a escavação original e queria vender os direitos para explorar sua descoberta.

http://www.futilitycloset.com/2020/01/23/the-grave-creek-stone

Em fase de elaboração: Quem foi Pierre de Rosette?

28 julho, 2020

A música no cemitério

Quando Beethoven morreu, foi enterrado em um cemitério no pátio de uma igreja. Alguns dias depois, o pinguço da cidade estava andando pelo cemitério e ouviu um barulho estranho vindo da área onde Beethoven estava enterrado. Aterrorizado, o bêbado saiu correndo e trouxe o padre para ouvir também. O padre inclinou-se perto do túmulo e ouviu uma música fraca e irreconhecível vinda de lá de dentro. Assustado, o padre correu e trouxe o magistrado da cidade.


Quando o magistrado chegou, inclinou o ouvido para o túmulo, ouviu por um momento e disse: "Ah, sim, é a Nona Sinfonia de Beethoven, sendo tocada de trás para frente".
Ele escutou um pouco mais e disse: "agora, está tocando a Oitava Sinfonia, e também é invertida. Que estranho". O magistrado continuou ouvindo; "agora, a Sétima ... a Sexta ... a Quinta ... todas de trás para frente..."
De repente, o magistrado entendeu o que estava acontecendo. Ele se levantou e anunciou à multidão de curiosos que estava no cemitério:
"Meus concidadãos, não há com o que se preocupar. É apenas Beethoven decompondo."

TudoPorEmail

22 julho, 2019

Um epitáfio de notas musicais

Morto em 26/10/1917, na Primeira Guerra Mundial,  o segundo-tenente Hugh Gordon Langton foi  sepultado no Cemitério Britânico Poelcapelle, na Bélgica.
Em sua lápide inscreveram uma frase de música. O que estas notas representam tem sido um mistério há mais de um século. "Elas não fazem parte de uma música que alguém foi capaz de discernir, e muitos tentaram", escreve Sarah Wearne em Epitaphs of the Great War: Passchendaele. "Em particular, eles não são da música After the Ball, como alguns sugeriram."


Langton é a única vítima homenageada com uma frase musical no sepulcro - a Commonwealth War Graves Commission (CWGC) mantém mais de um milhão de sepulturas e memoriais em todo o mundo, e apenas este tem notas musicais como um epitáfio.
Se você conseguir identificar a música, entre em contato com a CWGC.

https://www.futilitycloset.com/2019/02/09/a-memorial-puzzle/ c/ VÍDEO

O uso do hífen em "segundo-tenente"
- - - Em substantivos compostos nos quais o primeiro elemento é numeral. Exemplos: primeira-dama, primeiro-ministro, segundo-tenente, quinta-feira etc.

04 abril, 2018

O cemitério de satélites

David Whitehouse*
Escritor e astrônomo, BBC Brasil

Exploradores e aventureiros, em geral, gostam de procurar novos lugares para conquistar, já que os picos mais altos já foram escalados, os polos foram alcançados e os vastos oceanos e desertos já foram atravessados.
Alguns desses lugares são chamados polos de inacessibilidade.
Dois deles são especialmente interessantes. Um é o polo continental de inacessibilidade - o local na Terra mais longe do oceano. Existe uma discussão sobre sua posição exata, mas para muitos ele fica próximo ao chamado Passo de Alataw - uma passagem montanhosa na fronteira entre a China e o Cazaquistão.
O ponto equivalente no oceano - aquele que fica mais afastado de qualquer território em terra - fica no sul do Pacífico, cerca de 2.700 km ao sul das Ilhas Pitcairn - em algum lugar na "terra de ninguém" entre a Austrália, a Nova Zelândia e a América do Sul.

Um polo de inacessibilidade é definido como um lugar sobre a superfície da Terra cuja distância à linha de costa é localmente máxima. Como linha de costa deve entender-se a dos oceanos ou de mares ligados com o oceano aberto. Também por definição, um polo de inacessibilidade deve ser perfeitamente equidistante de três pontos sobre a linha de costa. Fica na Eurásia, em 46° 16.8′ N 86° 40.2′ E, o polo continental de inacessibilidade. Ele está no  Deserto de Dzoosoton Elisen, no noroeste da China, a 2.648 km do mar.  Já o polo oceânico de inacessibilidade, também chamado Ponto Nemo, fica em 48° 52.6' S 123° 23.6' O. Encontra-se no sul do Oceano Pacífico, a 2.688 km da Ilha Ducie, um atol desabitado que faz parte das Ilhas Pitcairn, este segundo polo que é o lugar oceânico mais afastado de qualquer tipo de terra firme.


Com o fim da vida útil de satélites e espaçonaves atualmente em órbita ao redor da Terra, a grande maioria destes artefatos irão voltar em algum momento. Mas, onde cairão?
Satélites menores geralmente se incendeiam ao entrar na atmosfera terrestre, porém alguns pedaços maiores conseguem "sobreviver" ao atrito e se chocam com o solo. Para evitar que caiam em áreas populosas, eles costumam ser conduzidos para a área em torno do ponto de inacessibilidade oceânica.
Uma área que se estende por aproximadamente 1.500 km² no leito oceânico está, aos poucos, sendo transformada num verdadeiro cemitério de espaçonaves construídas pelo homem. Na última contagem havia mais de 260 delas, a maioria russas. Os destroços da estação espacial Mir, por exemplo, estão lá. Ela foi lançada ao espaço em 1986 e recebeu diversos cosmonautas russos e visitantes de várias nacionalidades. Com uma massa de 120 toneladas, a estação não conseguiria queimar completamente na atmosfera. Por isso, ela foi direcionada à região em 2001, e chegou a ser vista por alguns pescadores locais como uma bola de destroços brilhantes se desintegrando enquanto percorria o céu.
Ao retornar à Terra, o módulo que leva suprimentos para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) entra em combustão nessa região, incinerando também o lixo que traz da Estação. Esta desintegração controlada de satélites e módulos espaciais em nossa atmosfera não causa perigo para ninguém. A região desse polo de inacessibilidade também não costuma ser frequentada por pescadores, porque as correntes oceânicas não passam pela área e, portanto, não levam nutrientes para lá, o que torna escassa a vida marinha no local.
Uma das futuras habitantes deste ponto isolado será a própria Estação Espacial Internacional. Os planos atuais são de que ela seja desativada na próxima década e seja conduzida para o polo oceânico de inacessibilidade. Com uma massa de 450 toneladas - quatro vezes maior do que a da estação russa Mir - sua volta à Terra provavelmente será um acontecimento espetacular.
No entanto, nem sempre é possível conduzir um satélite ou estação espacial para o sul do oceano Pacífico, pois os controladores podem perder contato com ele. Foi exatamente isso o que aconteceu com a estação espacial Salyut 7, em 1991, que caiu na América do Sul, e também com a Skylab, primeira estação espacial americana, que atingiu a Austrália em 1979. Ninguém foi ferido e, até onde se sabe, ninguém jamais foi atingido por algum pedaço de um módulo espacial desativado.
No ano que vem, este problema se repetirá. Entre os meses de janeiro e abril, a estação chinesa Tiangong-1 voltará à Terra, em sua última viagem. Ela foi lançada em 2011, como a primeira estação espacial da China. A órbita da Tiangong-1 vem declinando à medida que ela se aproxima do ponto de reentrada na atmosfera terrestre. Mas, os engenheiros chineses perderam o controle de sua trajetória e não estão conseguindo ligar seus propulsores para guiá-la até o Pacífico Sul. Com isso, calculam que a estação cairá na Terra em algum local entre as latitudes do norte da Espanha e o sul da Austrália. Não será possível ter uma localização mais precisa de sua queda até poucas horas antes da Tiangong-1 entrar em combustão.
Mas o mais provável é que ela não se junte a suas companheiras no "cemitério de satélites".

Finalmente, a Tiangong 1 entrou e queimou na atmosfera no dia 2 de Abril de 2018, às 00:16 GMT (01/04/18, 21:16h no horário de Brasília) A maior parte dos pedaços caiu sobre o Oceano Pacífico Sul, próximo ao Taiti, sem incidentes.

06 setembro, 2016

O primeiro e o último

Por coincidência, o primeiro e o último soldados britânicos mortos em combate durante a Primeira Guerra Mundial têm os restos mortais em covas que se defrontam.
O primeiro, o soldado John Parr, foi baleado durante uma patrulha de reconhecimento na Bélgica, em 21 de agosto de 1914, 17 dias após a Grã-Bretanha declarar guerra. E o último, George Edwin Ellison foi morto em uma patrulha nos arredores de Mons, em 11 de novembro de 1918, 90 minutos antes do armistício entrar em vigor.
Ambos estão enterrados no Cemitério Militar St. Symphorien, ao sudeste de Mons, que foi perdida para os alemães no início da guerra e recuperada no final.

02 novembro, 2015

No meio de uma estrada...

No meio de East County Road 400 South, próximo de Amity, no estado de Indiana, nos EUA, um pequeno monte de terra divide a estrada de asfalto ao longo de seu comprimento. Esse monte é o túmulo de Nancy Kerlin Barnett (1793-1831). Quando ela morreu em 1831, aos 39 anos, ela foi enterrada no topo de uma pequena colina com vista para Sugar Creek. Nos anos seguintes, várias outras pessoas também foram lá enterradas e um pequeno cemitério surgiu no local.
Por volta da virada do século, o Condado de Johnson decidiu construir uma estrada diretamente através do cemitério, o que significava que as sepulturas teriam de ser realocados. Um dos filhos de Nancy opôs-se a mover o túmulo da mãe. Uma vez que as sepulturas restantes já haviam sido retiradas, as autoridades locais não se importaram de deixar esse túmulo no local, e a estrada foi construída passando ao lado dele.
O problema ressurgiu mais tarde, quando o condado quis alargar a estrada. Agora, o túmulo ficaria bem no meio da estrada e tinha de ser removido. Desta vez, foi o neto de Nancy Barnett, Daniel G. Doty, que objetou. Daniel pegou uma espingarda e montou guarda ao túmulo de sua avó. Exatamente quanto tempo ele permaneceu ali ninguém sabe, mas, aparentemente, sua atitude foi suficiente para forçar a divisão das pistas da nova estrada deixando o túmulo no meio. Uma laje de concreto foi colocada sobre a sepultura para protegê-la, e um marco histórico foi acrescentado.


08 agosto, 2015

Cemitérios coloridos

Na Guatemala, a vida após a morte é algo a ser comemorado, e este aspecto cultural do país é facilmente visto em seus cemitérios. Espalhados pela zona rural da Guatemala, esses cemitérios apresentam lápides e mausoléus pintados nas cores recordadas como favoritas dos mortos. É a forma que os amigos e familiares deles encontram para homenageá-los. Alguns desses cemitérios coloridos, especialmente aqueles nos departamentos de Sololá, Chichicastenango e Xela, tornaram-se atrações turísticas.


A propósito
Onde vocês pensam que os ônibus escolares dos Estados Unidos ganham uma segunda vida, obviamente colorida?

30 março, 2015

Um cemitério para animais de estimação


Fundado em 1896, o Hartsdale Pet Cemetery, em Nova York, é o mais antigo cemitério de animais nos Estados Unidos. Muitos dos túmulos, uma vez adquiridos, são usados ​​por mais de um animal de estimação.
Esta família, aparentemente, gostou muito do nome Flossie.

No Atlas Obscura:
+ lápides do cemitério Hartsdale

26 fevereiro, 2014

O maior cemitério do mundo

É provavelmente o Wadi Al-Salaam, que significa, literalmente, O Vale da Paz, um cemitério islâmico localizado na cidade sagrada de Najaf, no Iraque.
O cemitério ocupa uma área de 1.485 hectares e, como consequência de um processo continuado de sepultamentos ao longo de 1.400 anos, mantém os restos mortais de milhões de pessoas . Segundo a crença xiita, as almas de todos os fiéis, homens e mulheres, mudam-se para lá (não importa onde seus corpos foram enterrados).


Reconheça-se o mérito. A máquina de guerra do governo de Bush Junior, combatendo os insurgentes iraquianos inclusive dentro do cemitério (foto), contribuiu de uma forma extraordinária para que O Vale da Paz mantivesse esse título de maior do mundo.

27 setembro, 2011

O cemitério dos sites

Para onde vão os sites quando morrem?
Munizaba Cave

Os arquitetos do David Garcia Studio tentam dar uma resposta definitiva a esta pergunta. Propõem que os sites mais famosos descontinuados na rede sejam preservados em uma caverna na Croácia. A intençao é gravar os sites a laser em folhas de policarbonato e armazená-las em Munizaba, uma das maiores cavernas do país. Dos websites preservados alguns teriam seus conteúdos projetados nas paredes da caverna, de forma a permitir a leitura dos mesmos.




Nota do Editor
EntreMentes está muito bem. Mas vai se prevenir reservando um jazigo nessa caverna da Croácia.

27 junho, 2007

Busca e... apreensão

.
- Estamos realmente no lugar certo do cemitério?
- Sim, esta é a ala dos eletricistas caseiros.