Houve casos em que espécies completamente fictícias receberam nomes taxonômicos em revistas científicas. Esses artigos são frequentemente apresentados como humor, como Haggis scoticus vulgaris, mas houve casos em que um artigo sobre uma espécie inexistente foi submetido para revelar a falta de rigorosa revisão por pares na publicação. Foi o caso de uma pulga chamada Ctenophthalmus nepalensis.
Apesar dos muitos nomes estranhos dados a novas espécies, existem regras em taxonomia. Em 1975, Peter Scott e Robert Rines publicaram um artigo na revista Nature que descreveu a espécie Nessiteras rhombopteryx. Conhecemos o animal como o monstro do Lago Ness. A pesquisa foi baseada em fotografias e na capacidade do ambiente poder sustentar uma criatura assim, o que não é tão incomum na ciência.
Nomes científicos também foram dados ao Iéti (Dinanthropoides nivalis), Sasquatch, o Pé Grande (Gigantopithecus canadensis) e sapos esmagados em uma rodovia (Rana magnaocularis).
Mais referências:
http://thereader.mitpress.mit.edu/taxonomania-an-incomplete-catalog-of-invented-species
http://www.neatorama.com/2020/01/15/Taxonomania-An-Incomplete-Catalog-of-Invented-Species
Poderá também gostar de ler:
"Scrotum humanum", a piada perdida
18 julho, 2020
17 julho, 2020
Folclore e cultura
Folclore (do inglês folk-lore: "conhecimento popular"). Termo usado pela primeira vez na carta enviada pelo arqueólogo Ambrose Merton - pseudônimo de Willian Thoms - endereçada à revista londrina "The Atheneum", que a publicou em agosto de 1845.
Leia aqui a íntegra do discurso de Gil no MinC.
"Do mesmo modo, ninguém aqui vai me ouvir pronunciar a palavra 'folclore'. Os vínculos entre o conceito erudito de 'folclore' e a discriminação cultural são mais do que estreitos. São íntimos. 'Folclore' é tudo aquilo que não se enquadrando, por sua antiguidade, no panorama da cultura de massa é produzido por gente inculta, por 'primitivos contemporâneos', como uma espécie de enclave simbólico, historicamente atrasado, no mundo atual. Os ensinamentos de Lina Bo Bardi me preveniram definitivamente contra essa armadilha. Não existe 'folclore' o que existe é cultura."
"Cultura como tudo aquilo que, no uso de qualquer coisa, se manifesta para além do mero valor de uso. Cultura como aquilo que, em cada objeto que produzimos, transcende o meramente técnico. Cultura como usina de símbolos de um povo. Cultura como conjunto de signos de cada comunidade e de toda a nação. Cultura como o sentido de nossos atos, a soma de nossos gestos, o senso de nossos jeitos."Trechos do discurso do cantor e compositor Gilberto Gil, quando tomou posse, em 2 de janeiro de 2003, no Ministério da Cultura, durante a gestão do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Leia aqui a íntegra do discurso de Gil no MinC.
O homem que inventou o emoji
Quando Shigetaka Kurita criou o primeiro emoji em 1999, ele teve que trabalhar com uma grade medindo 12 por 12 pixels.
São 144 pontos, ou 18 bytes de dados, o que significa que o conjunto completo de 176 pictogramas do designer japonês ocupava pouco mais de 3 kilobytes. Uma dose minúscula de informação, mas uma enorme quantidade de significado.
Kurita, que tinha apenas 25 anos na época, teve que trabalhar dentro de várias limitações. Mas nenhum foi maior que a escassa resolução de 144 pixels, e é por isso que o emoji original parece tão irregular em comparação aos modernos.
Emoji permaneceu em grande parte confinado ao Japão por mais de uma década. Embora tenham sido imediatamente copiados por outras empresas de telecomunicações japonesas, os símbolos não foram padronizados, o que significa que não podiam ser usados em redes diferentes.
Somente em 2010, os emojis foram incorporados ao Unicode, o padrão que governa a codificação do software por texto. Nesse ano, 722 emojis foram lançados no iPhone e no Android.
Quanto ao favorito de Kurita?
Shigetaka Kurita: The man who invented emoji, CNN Style
17 de julho, #DíaMundialDel Emoji
Bônus: "Emoji, O Filme"
Escondida dentro do app de texto está Textopolis, uma cidade cheia de vida onde os emojis vivem, aguardando ser selecionados pelo dono do telefone celular. Neste mundo, cada emoji tem apenas uma expressão facial - exceto Gene, um emoji que nasceu sem filtro e que se multiplica pelas mais variadas expressões. Determinado a tornar-se "normal" como os outros emojis, Gene conta com uma mãozinha do seu melhor amigo, Hi-5 e com a hacker emoji Rebelde. Juntos, eles embarcam numa aventura épica através dos apps do telemóvel, cada uma com o seu mundo de diversão e perigos, para encontrar o código que irá curar Gene. Mas quando um grande perigo ameaça o telemóvel, o destino de todos os emojis depende destes três amigos que terão de salvar o seu mundo antes que este seja para sempre apagado. Cena: "Just Dance".
São 144 pontos, ou 18 bytes de dados, o que significa que o conjunto completo de 176 pictogramas do designer japonês ocupava pouco mais de 3 kilobytes. Uma dose minúscula de informação, mas uma enorme quantidade de significado.
"Se você tivesse o desafio de traduzir 176 idéias, incluindo pessoas, lugares, emoções e conceitos em símbolos de 12 bits, tudo dentro de cinco semanas, a maioria dos designers desmaiaria com a idéia."Seus emojis foram criados para um propósito muito específico: facilidade de comunicação em um sistema de Internet móvel nascente desenvolvido pela gigante japonesa de telecomunicações NTT DoCoMo. O sistema oferecia e-mails, mas eles eram restritos a 250 caracteres; portanto, os emojis eram uma maneira de dizer mais em um espaço limitado.
Kurita, que tinha apenas 25 anos na época, teve que trabalhar dentro de várias limitações. Mas nenhum foi maior que a escassa resolução de 144 pixels, e é por isso que o emoji original parece tão irregular em comparação aos modernos.
"Não gostei, porque o número de espaços na grade não era um número ímpar, e não conseguir encontrar um centro tornava o desenvolvimento do emoji extremamente trabalhoso", disse Kurita.Hoje, os emojis são frequentemente criados com gráficos vetoriais, para que possam tecnicamente escalar até uma resolução ilimitada.
Emoji permaneceu em grande parte confinado ao Japão por mais de uma década. Embora tenham sido imediatamente copiados por outras empresas de telecomunicações japonesas, os símbolos não foram padronizados, o que significa que não podiam ser usados em redes diferentes.
Somente em 2010, os emojis foram incorporados ao Unicode, o padrão que governa a codificação do software por texto. Nesse ano, 722 emojis foram lançados no iPhone e no Android.
"No Japão, eles foram um grande sucesso imediatamente, mas o uso de emoji no exterior realmente decolou a partir de 2012, e fiquei surpreso com esse intervalo de tempo", disse Kurita.Hoje (2018) existem 2.789 emojis na lista oficial do Unicode . Eles parecem muito diferentes da simplicidade pixelizada dos desenhos de Kurita.
"Os emojis contemporâneos não são realmente emojis", disse ele. "Em vez disso, a maioria deles são simplesmente imagens, eu acho. Como dificulta a inserção deles, agora também pode haver muitos. Não parece haver um aumento no tipo de emoji que alguém pode usar apenas uma vez?"No entanto, Kurita mantém uma visão positiva do impacto dos emojis:
"(Eles são) usados para aprimorar a comunicação digital, centralizada no telefone móvel. Como a comunicação humana não ocorre apenas digitalmente, não acho que os emojis possam prejudicar. isto."O emoji mais popular, pelo menos no Twitter (https://twitter.com/emojitracker), é o chamado "rosto com lágrimas de alegria", que apareceu em mais de 2 bilhões de tweets desde que um site chamado Emojitracker começou a monitorá-los em 2013.
Quanto ao favorito de Kurita?
"O coração é o meu emoji favorito número um, porque entre os vários emojis, (seu significado) é muito positivo. Eu não gosto de nenhum dos emojis. Outros emojis que eu gostaria de ter criado? O emoji de cocô, mas na época ... NTT DoCoMo (disse) 'não é bom' e eu não consegui criá-lo."
Shigetaka Kurita: The man who invented emoji, CNN Style
17 de julho, #DíaMundialDel Emoji
Bônus: "Emoji, O Filme"
Escondida dentro do app de texto está Textopolis, uma cidade cheia de vida onde os emojis vivem, aguardando ser selecionados pelo dono do telefone celular. Neste mundo, cada emoji tem apenas uma expressão facial - exceto Gene, um emoji que nasceu sem filtro e que se multiplica pelas mais variadas expressões. Determinado a tornar-se "normal" como os outros emojis, Gene conta com uma mãozinha do seu melhor amigo, Hi-5 e com a hacker emoji Rebelde. Juntos, eles embarcam numa aventura épica através dos apps do telemóvel, cada uma com o seu mundo de diversão e perigos, para encontrar o código que irá curar Gene. Mas quando um grande perigo ameaça o telemóvel, o destino de todos os emojis depende destes três amigos que terão de salvar o seu mundo antes que este seja para sempre apagado. Cena: "Just Dance".
16 julho, 2020
A cidade perdida de DeMille
Depois que Cecil B. DeMille terminou o trabalho em seu filme mudo de 1923, "The Ten Commandments" (Os Dez Mandamentos), ele enterrou os enormes conjuntos que foram construídos nas dunas de Guadalupe-Nipomo, na Califórnia.
Não está claro por que o fez - possivelmente ele não tinha fundos para removê-los e não queria que outros cineastas os usassem. Os conjuntos incluíam quatro estátuas do faraó, com 35 pés de altura, 21 esfinges e portões de 110 pés de altura, formando uma "civilização egípcia subterrânea" para os arqueólogos modernos descobrirem.
O tempo deles foi limitado. "Foi como trabalhar com um coelho de chocolate oco", disse Doug Jenzen, diretor executivo da escavação em 2014 no Guadalupe-Nipomo Dunes Center, ao Los Angeles Times. "Eles foram construídos para durar dois meses durante as filmagens em 1923, e essas estátuas ficaram ocultas desde então."
Documento Funarte - Sidney Miller
Sidney Álvaro Miller Filho (18/4/1945 Rio de Janeiro, RJ - 16/7/1980 Rio de Janeiro, RJ)
- Teve seu trabalho como compositor registrado pela primeira vez em 1965, com a gravação de "Queixa", samba feito em parceria com Zé Kéti e Paulo Tiago.
- Participou dos seguintes festivais de música: 1965- I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior (SP), com a canção "Queixa" (c/ Zé Kéti e Paulo Tiago), interpretada por Cyro Monteiro e classificada em 4º lugar; 1967 - III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record (SP), com a canção "A estrada e o violeiro", interpretada por Nara Leão e Sidney Miller, que recebeu o prêmio de melhor letra; 1968 - I Festival de Juiz de Fora (MG), com a canção "Sem assunto", interpretada por Cynara e Cybele e classificada em 1º lugar.
- Constam da relação dos intérpretes de suas canções vários artistas, como Nara Leão, Quarteto em Cy, MPB-4, Luiz Eça, Dóris Monteiro, Paulinho da Viola, Luli e Lucina e Joyce, entre outros.
- Faleceu no dia 16 de julho de 1980 (há 40 anos). A sala em que trabalhava, na Funarte, foi transformada em um teatro, que recebeu o nome de Sala Funarte Sidney Miller.
- Em 2012, foi homenageado na série "Grandes Discos",do Instituto Moreira Salles, quando o repertório de seu LP de estreia foi interpretado em show realizado por Joyce Moreno (voz e violão) e Alfredo Del-Penho (violão).
- Em 2017, teve sua obra revisitada no espetáculo "Deixa a dor por minha conta", baseado nas 70 composições deixadas por ele.
Arquivo: Botequim n.º 1 e Todo mundo vai ao circo, blog EM
15 julho, 2020
Nunca perca seus óculos!
Certa vez, tive a súbita sensação de não estar com os óculos no rosto. Então, comecei a procurá-los nos bolsos, no cavalete do quadro-negro, na mesa do projetor de slides...
(Estava dando uma palestra para médicos e enfermeiros do PSF.)
Notando a aflição, um dos ouvintes me avisou:
- Estão na testa, professor.
De fato, estavam, e dei a busca por encerrada.
Obs. A imagem é só ilustrativa.
(Estava dando uma palestra para médicos e enfermeiros do PSF.)
Notando a aflição, um dos ouvintes me avisou:
- Estão na testa, professor.
De fato, estavam, e dei a busca por encerrada.
(pensando) Há um jeito de se precaver.
Obs. A imagem é só ilustrativa.
Das lâmpadas ao símbolo da inventividade
A primeira lâmpada incandescente foi inventada pelo químico britânico Sir Humphry Davy em 1802. Muitos inventores subsequentes melhoraram a invenção de Davy antes da comercialização bem-sucedida da iluminação elétrica por Thomas Edison em 1880, 78 anos depois.
A lâmpada de filamento de carbono de Edison tornou-se obsoleta, quando a lâmpada de filamento de tungstênio foi inventada, em 1904, por Sándor Just e Franjo Hanaman . Foi essa que formou a concepção popular de uma lâmpada, embora existam outras formas importantes de iluminação.
O princípio das luzes fluorescentes já era conhecido desde 1845, e vários inventores, incluindo Edison e Nikola Tesla, trabalharam neles sem sucesso comercial. Várias melhorias foram feitas por muitos outros inventores, até que a General Electric introduziu comercialmente as "lâmpadas de luminescência fluorescentes" em 1938, disponíveis pela primeira vez ao público na Feira Mundial de 1939.
As lâmpadas LED também têm uma longa história, com o primeiro diodo emissor de luz (LED) inventado em 1927 por Oleg Losev. Os LEDs eram inicialmente de baixo brilho, e foram usados como lâmpadas indicadoras e displays de sete segmentos desde 1968. Apenas com o desenvolvimento dos LEDs azuis de alta eficiência por Shuji Nakamura, nos anos 80, foi que os LEDs brancos para aplicações de iluminação tornaram-se práticos. Apesar do custo mais alto do que as lâmpadas incandescentes, os LEDs têm maior eficiência e vida útil mais longa e podem finalmente substituir as lâmpadas em aplicações de iluminação geral.
Em cada caso, mais de 50 anos se passaram entre a invenção inicial e o sucesso comercial em aplicações de iluminação geral.
O símbolo da inventividade
Quando alguém fala em "ideia brilhante", qual é a primeira ilustração que aparece em sua mente? Uma lâmpada acendendo, certo? Pois essa imagem estereotipada tem um embasamento científico, como parece indicar uma recente pesquisa.
Cientistas da Universidade Tufts, em Boston (EUA), estão estudando como uma lâmpada incandescente pode ajudar a ter ideias.
É o que os pesquisadores chamam de "insight". Eles fizeram uma série de experiências com dezenas de estudantes em uma sala. Aplicaram uma série de jogos de lógica e raciocínio rápidos, expondo alguns ao alcance de uma lâmpada incandescente e outros não (em um dos testes, a comparação foi entre uma incandescente – a redondinha, de luz amarela – e uma fluorescente, a lâmpada branca). Os resultados foram sempre superiores com aqueles expostos à lâmpada incandescente, o que sugere que este tipo de lâmpada no ambiente ajuda a melhorar a percepção e clarear as ideias.
Lampadinha
A lâmpada de filamento de carbono de Edison tornou-se obsoleta, quando a lâmpada de filamento de tungstênio foi inventada, em 1904, por Sándor Just e Franjo Hanaman . Foi essa que formou a concepção popular de uma lâmpada, embora existam outras formas importantes de iluminação.
O princípio das luzes fluorescentes já era conhecido desde 1845, e vários inventores, incluindo Edison e Nikola Tesla, trabalharam neles sem sucesso comercial. Várias melhorias foram feitas por muitos outros inventores, até que a General Electric introduziu comercialmente as "lâmpadas de luminescência fluorescentes" em 1938, disponíveis pela primeira vez ao público na Feira Mundial de 1939.
As lâmpadas LED também têm uma longa história, com o primeiro diodo emissor de luz (LED) inventado em 1927 por Oleg Losev. Os LEDs eram inicialmente de baixo brilho, e foram usados como lâmpadas indicadoras e displays de sete segmentos desde 1968. Apenas com o desenvolvimento dos LEDs azuis de alta eficiência por Shuji Nakamura, nos anos 80, foi que os LEDs brancos para aplicações de iluminação tornaram-se práticos. Apesar do custo mais alto do que as lâmpadas incandescentes, os LEDs têm maior eficiência e vida útil mais longa e podem finalmente substituir as lâmpadas em aplicações de iluminação geral.
Em cada caso, mais de 50 anos se passaram entre a invenção inicial e o sucesso comercial em aplicações de iluminação geral.
O símbolo da inventividade
Quando alguém fala em "ideia brilhante", qual é a primeira ilustração que aparece em sua mente? Uma lâmpada acendendo, certo? Pois essa imagem estereotipada tem um embasamento científico, como parece indicar uma recente pesquisa.Cientistas da Universidade Tufts, em Boston (EUA), estão estudando como uma lâmpada incandescente pode ajudar a ter ideias.
É o que os pesquisadores chamam de "insight". Eles fizeram uma série de experiências com dezenas de estudantes em uma sala. Aplicaram uma série de jogos de lógica e raciocínio rápidos, expondo alguns ao alcance de uma lâmpada incandescente e outros não (em um dos testes, a comparação foi entre uma incandescente – a redondinha, de luz amarela – e uma fluorescente, a lâmpada branca). Os resultados foram sempre superiores com aqueles expostos à lâmpada incandescente, o que sugere que este tipo de lâmpada no ambiente ajuda a melhorar a percepção e clarear as ideias.
Lampadinha
14 julho, 2020
Os estragos do confinamento
No confinamento, algumas ações corriqueiras e brincadeiras inocentes podem se transformar em conflito.
Semana anterior, como alguns gêneros de primeira necessidade já estavam acabando, meu amigo calhorda foi obrigado a ir ao supermercado.
A esposa logo falou, quase gritando:
- Mô, minha mãe tem uns pedidos para fazer!
- Uai, ela tá pensando que sou estrela cadente? Todo mundo que vê saindo faz um pedido?
Estão quase uma semana sem conversar, apenas monossílabos.
Fernando Gurgel
Horóscopo do estudo
Há 1 ano ...
Na tentativa de atrair os estudantes para as ações do MEC, o Ministério da Educação postou nas redes sociais, a série "Horóscopo do estudo", que traçava as características do aluno de acordo com cada signo.
A ideia não foi bem aceita pelos internautas que ironizaram a iniciativa do Ministério. Nos comentários, pessoas associaram os conteúdos à Olavo de Carvalho, considerado o guru do governo Bolsonaro e também astrólogo.
As notas de "Horóscopo do estudo" foram publicadas em 14/07/19 e, diante das reações negativas do público, foram deletadas no dia seguinte.
Na tentativa de atrair os estudantes para as ações do MEC, o Ministério da Educação postou nas redes sociais, a série "Horóscopo do estudo", que traçava as características do aluno de acordo com cada signo.
A ideia não foi bem aceita pelos internautas que ironizaram a iniciativa do Ministério. Nos comentários, pessoas associaram os conteúdos à Olavo de Carvalho, considerado o guru do governo Bolsonaro e também astrólogo.
As notas de "Horóscopo do estudo" foram publicadas em 14/07/19 e, diante das reações negativas do público, foram deletadas no dia seguinte.
13 julho, 2020
O velho e o asno
Escultor: Gijs Assmann (holandês, 1966-)
Ano da escultura: 1998
O quê? Não é porque sou um burro que não posso ser carregado nas costas de um ser humano. Normalmente sou eu quem carrega os pacotes, as crianças, os homens, as mulheres... Às vezes, eles se reúnem nas minhas costas, como em Bremen. Então, pela primeira vez... Além disso, não sou o único, olhe as gravuras de Francisco de Goya (1746-1828), outros burros se beneficiaram deste serviço. Parece até que Goya não é completamente estranho à minha situação, que meu criador foi inspirado por ela... E mas... o que ele faz, por que ele me leva tão perto da água. Ele não vai me jogar no canal? AJUDA! Por favor, venha e me ajude! Estou em Gouda, você me encontrará facilmente graças às indicações do http://statuesquo.blogspot.com.
Resposta
Está bem, ajudo. No Brasil, há uma cadeia de lojas de departamentos em que você poderia substituir uma das réplicas de uma famosa escultura. Escolha a loja em que você quer ficar. O único incômodo são as pessoas que gostam de fazer ordem unida no local. Grite para elas: Brazilië boven alles (Brasil acima de tudo).
Frota do Titicaca
Em 1861, o governo peruano empreendeu uma tarefa inusitada: construir dois navios de guerra no Lago Titicaca - o lago navegável mais alto do mundo. O lago fazia parte da fronteira Peru-Bolívia e o Peru queria estar preparado para futuras hostilidades.
O Peru contratou dois construtores navais britânicos para esse fim. Não havia à época estradas que pudessem levar os navios ao lago. Assim, os construtores trouxeram em mulas os componentes dos navios, por uma região desértica de 225 quilômetros até às margens do Titicaca, onde os navios foram finalmente montados.
Nenhuma peça poderia pesar mais de 175 quilos - o peso máximo que uma mula conseguiria carregar.
Os construtores dos navios completaram o Yavarí em 1870 e o Yapura em 1872. O Yavarí é agora um navio-museu. Mas o Yapura, que está na foto acima, ainda está em serviço. Por um longo período de tempo, seu motor foi alimentado por caca de lhama, embora eu não tenha conseguido determinar se ainda é.
Fontes: Neatorama e Flota del Titicaca, Wiki
12 julho, 2020
Asilo é o cacete!
O casal que fazia um cruzeiro no Mediterrâneo notou uma senhorinha e a tripulação do barco, garçons, ajudantes etc. todos muito íntimos dela. O casal perguntou ao garçom sobre a velhinha e descobriu apenas que ela estava a bordo nas últimas quatro viagens, ida e volta. Uma tarde, finalmente, o casal abordou a senhora e perguntou sobre as viagens. E ela respondeu singelamente:
"Ficar viajando, ida e volta, sai mais barato que um asilo para velhos nos Estados Unidos. Não ficarei num asilo nunca e, de agora em diante, fico viajando nesses cruzeiros até a morte".
E continuou: "O custo médio para se cuidar de um velho nesses asilos é de US$ 200 por dia. Ganho desconto quando compro os cruzeiros com bastante antecipação, somado ao desconto para pessoas de mais idade. A viagem me sai por US$ 65 diários e mais: pago US$ 10 dólares diários de gorjetas. Tenho mais de dez refeições diárias, se vou aos restaurantes. Posso ter o serviço na minha cabine, o café da manhã na cama todos os dias da semana. O barco tem três piscinas, um salão de ginástica, lavadoras e secadoras de roupa grátis, biblioteca, bar, internet, cafés, cinema, show todas as noites e uma paisagem diferente a cada dia. Creme dental, secador de cabelo, sabonetes e xampu. Sou muito bem tratada como cliente, e não como paciente.
E completou: "Conheço pessoas novas a cada sete ou 14 dias. TV estragada? Trocar a lâmpada, o colchão? Não tem problema. Mudam a roupa de cama todos os dias. Se cair e me machucar em algum barco da empresa, vão me acomodar em uma suíte de luxo pelo resto da vida. Agora, o melhor. Viajo pela América do Sul, Canal do Panamá, Taiti, Caribe, Austrália, Mediterrâneo, Nova Zelândia, pelos fjords, pelo rio Nilo, Rio de Janeiro, Ásia. Basta escolher. Por isso, não me procurem num asilo para velhos. Viver entre quatro paredes e um jardim como paciente de hospital? Nunca! Ah! Se eu morrer, me atiram ao mar, sem nenhum custo adicional. Para que vou parar de viajar?"
Texto em circulação na internet compartilhado por Elba Macedo.
"Ficar viajando, ida e volta, sai mais barato que um asilo para velhos nos Estados Unidos. Não ficarei num asilo nunca e, de agora em diante, fico viajando nesses cruzeiros até a morte".
E continuou: "O custo médio para se cuidar de um velho nesses asilos é de US$ 200 por dia. Ganho desconto quando compro os cruzeiros com bastante antecipação, somado ao desconto para pessoas de mais idade. A viagem me sai por US$ 65 diários e mais: pago US$ 10 dólares diários de gorjetas. Tenho mais de dez refeições diárias, se vou aos restaurantes. Posso ter o serviço na minha cabine, o café da manhã na cama todos os dias da semana. O barco tem três piscinas, um salão de ginástica, lavadoras e secadoras de roupa grátis, biblioteca, bar, internet, cafés, cinema, show todas as noites e uma paisagem diferente a cada dia. Creme dental, secador de cabelo, sabonetes e xampu. Sou muito bem tratada como cliente, e não como paciente.
E completou: "Conheço pessoas novas a cada sete ou 14 dias. TV estragada? Trocar a lâmpada, o colchão? Não tem problema. Mudam a roupa de cama todos os dias. Se cair e me machucar em algum barco da empresa, vão me acomodar em uma suíte de luxo pelo resto da vida. Agora, o melhor. Viajo pela América do Sul, Canal do Panamá, Taiti, Caribe, Austrália, Mediterrâneo, Nova Zelândia, pelos fjords, pelo rio Nilo, Rio de Janeiro, Ásia. Basta escolher. Por isso, não me procurem num asilo para velhos. Viver entre quatro paredes e um jardim como paciente de hospital? Nunca! Ah! Se eu morrer, me atiram ao mar, sem nenhum custo adicional. Para que vou parar de viajar?"
Texto em circulação na internet compartilhado por Elba Macedo.
Escrita automática
in memoriam Vladimir Morais
1Escrita automática é o processo de produção de material escrito que objetiva evitar os pensamentos conscientes do autor, através do fluxo do inconsciente. É um método de escrita criado pelos dadaístas, mais especificamente pelo posterior líder do movimento surrealista, André Breton, no ano de 1919. Ou seja, para a literatura, se trata somente de um método literário defendido, principalmente, pela vanguarda surrealista.
Através da escrita automática o "eu" do poeta se manifestaria livremente de qualquer repressão da consciência. Seu propósito é vencer a censura que se exerce sobre o inconsciente, libertando-o através de atos criativos não programados e sem sentido imediato para a consciência, os quais escapam à vontade do autor.
O primeiro livro produzido por escrita automática foi "Os campos magnéticos"(1921), de André Breton e Philippe Soupault, e suas raízes se encontram na poesia em prosa de Rimbaud e Lautréamont e na poesia, mais remota, de William Blake.
2
Poesia sonâmbula. Diz Claudio Willer que Jorge de Lima acordava no meio da noite, em uma espécie de transe, para escrever passagens de sua "Invenção de Orfeu".
Interpretando poemas de "Invenção de Orfeu", como os do Canto IV, e comparando-os com passagens de "A Divina Comédia" de Dante, César Leal mostra como, à luz dessa comparação, o aparentemente esdrúxulo e arbitrário da poesia de Jorge de Lima ganha sentido – desde que se conheça Dante, é claro.
A mesma história foi contada a César Leal pelo próprio irmão de Jorge de Lima. O poeta, já consumido pelo câncer, despertava no meio da noite para escrever sua epopéia fragmentária. Dizia ao irmão que outra mão guiava a sua mão.
3
"Quando se tem o álibi / de ter nascido ávido / e convivido inválido / mesmo sem ter havido." Djavan, canção Álibi.
4
E continuemos com Djavan, por Adnet - uma paródia para alegrar o dia.
Fontes
Escrita automática, WIKI
A escrita automática e outras escritas, por Claudio Willer. In: Agulha - Revista de Cultura
Álibi, por Maria Bethania. Álbum musical de 1978
Açaí (paródia), por Marcelo Adnet, Twitter
A mesma história foi contada a César Leal pelo próprio irmão de Jorge de Lima. O poeta, já consumido pelo câncer, despertava no meio da noite para escrever sua epopéia fragmentária. Dizia ao irmão que outra mão guiava a sua mão.
3
"Quando se tem o álibi / de ter nascido ávido / e convivido inválido / mesmo sem ter havido." Djavan, canção Álibi.
E continuemos com Djavan, por Adnet - uma paródia para alegrar o dia.
Fontes
Escrita automática, WIKI
A escrita automática e outras escritas, por Claudio Willer. In: Agulha - Revista de Cultura
Álibi, por Maria Bethania. Álbum musical de 1978
Açaí (paródia), por Marcelo Adnet, Twitter
11 julho, 2020
Nunca viaje com este cara
Algumas pessoas simplesmente têm má sorte ao viajar. Uma delas é definitivamente Tom Hanks.
Com o lançamento de "Sully", um filme baseado no avião do capitão Chesley Sullenberger que pousou no rio Hudson, na cidade de NY, temos evidências irrefutáveis de que Tom Hanks é a urucubacaem figura de gente.
O homem praticamente criou um gênero interpretando personagens que acabam se ferrando enquanto viajam. Acha que estamos exagerando? Aqui estão 4 das razões pelas quais você nunca deve viajar com ele.
Com o lançamento de "Sully", um filme baseado no avião do capitão Chesley Sullenberger que pousou no rio Hudson, na cidade de NY, temos evidências irrefutáveis de que Tom Hanks é a urucubaca
O homem praticamente criou um gênero interpretando personagens que acabam se ferrando enquanto viajam. Acha que estamos exagerando? Aqui estão 4 das razões pelas quais você nunca deve viajar com ele.
Mascote oficial de 2020
Usa sempre a máscara e lava as mãos compulsivamente.
Além disso, seu nome em inglês, RACOON, é anagrama da palavra CORONA.
Além disso, seu nome em inglês, RACOON, é anagrama da palavra CORONA.
10 julho, 2020
Latim para estoicos
Tempus fugit. O tempo foge (voa).
Sic transit gloria mundi. Toda a glória do mundo é transitória.
Vanitas vanitatum, et omnia vanitas. Vaidade das vaidades, e tudo (é) vaidade.
Ubi sunt qui ante nos fuerunt? Onde estão aqueles que se foram antes de nós?
Memento mori. Lembra-te de (que deves) morrer.
(http://bitsandpieces.us/2019/08/07/butt-napkins/#respond)
Sic transit gloria mundi. Toda a glória do mundo é transitória.
Vanitas vanitatum, et omnia vanitas. Vaidade das vaidades, e tudo (é) vaidade.
Ubi sunt qui ante nos fuerunt? Onde estão aqueles que se foram antes de nós?
Memento mori. Lembra-te de (que deves) morrer.
"Seus gardanapos de fundo, senhor."
(http://bitsandpieces.us/2019/08/07/butt-napkins/#respond)
Um caracol marinho com cracas
Muitos escritores célebres defenderam os benefícios criativos de manter um diário, mas ninguém colocou o diário em um uso prático mais impressionante no processo criativo do que John Steinbeck (27/02/1902 - 20/12/1968).
Na primavera de 1938, ele embarcou na experiência de escrita mais intensa de sua vida. O fruto público desse trabalho se tornaria a obra-prima de 1939, "The Grapes of Wrath" (As Vinhas da Ira), com que Steinbeck ganhou o Prêmio Pulitzer em 1940 e foi a pedra angular do seu Prêmio Nobel, duas décadas depois. Mas suas recompensas particulares são também importantes e moralmente instrutivas: além do romance, Steinbeck deu continuidade a um diário, eventualmente publicado como "Working Days: The Journals of The Grapes of Wrath" - um registro vivo de sua jornada criativa, em que esse escritor extraordinário luta com uma insegurança insatisfatória (exatamente do tipo que Virginia Woolf descreveu de maneira memorável), mas segue adiante, com partes iguais de entusiasmo e determinação, determinado a fazer o melhor com o presente que ele tem, apesar de suas limitações.
Seu diário, que se tornou para ele uma prática redentora e transcendente, é um testemunho supremo do fato de que a substância essencial do gênio é o ato diário de persistir. Steinbeck captura isso perfeitamente em uma entrada que se aplica a qualquer campo de empreendimento criativo: "Devo anotar minhas palavras todos os dias, sejam elas boas ou não".
Assim, o diário se torna uma ferramenta de autodisciplina (ele jurou escrever nele todos os dias da semana e o fez, declarando em uma das primeiras entradas: "O trabalho é a única coisa boa"). Um mecanismo de estimulação (ele deu a si mesmo sete meses para concluir o livro e terminou-o em menos de cinco meses, com uma média de 2.000 palavras por dia, sem incluir o diário).
Acima de tudo, o diário foi uma ferramenta de prestação de contas para mantê-lo seguindo em frente, apesar da ladainha de distrações e responsabilidades da vida. "Os problemas se acumulam, de modo que este livro se move como um caracol marinho com uma concha e cracas nas costas" , escreve ele, e o essencial é que, apesar dos problemas, apesar das cracas, ele se move.
O livro, é claro, estava longe de ser comum. Além de receber os dois maiores elogios da literatura, "The Grapes of Wrath" permaneceu no topo da lista de mais vendidos por quase um ano após sua publicação, vendeu quase 430.000 cópias apenas no primeiro ano e continua sendo um dos romances mais lidos e celebrados de todos os tempos.
Extraído de: Elevating Resolutions for the New Year Inspired by Some of Humanity’s Greatest Minds, por Maria Popova. Brain Pickings
Na primavera de 1938, ele embarcou na experiência de escrita mais intensa de sua vida. O fruto público desse trabalho se tornaria a obra-prima de 1939, "The Grapes of Wrath" (As Vinhas da Ira), com que Steinbeck ganhou o Prêmio Pulitzer em 1940 e foi a pedra angular do seu Prêmio Nobel, duas décadas depois. Mas suas recompensas particulares são também importantes e moralmente instrutivas: além do romance, Steinbeck deu continuidade a um diário, eventualmente publicado como "Working Days: The Journals of The Grapes of Wrath" - um registro vivo de sua jornada criativa, em que esse escritor extraordinário luta com uma insegurança insatisfatória (exatamente do tipo que Virginia Woolf descreveu de maneira memorável), mas segue adiante, com partes iguais de entusiasmo e determinação, determinado a fazer o melhor com o presente que ele tem, apesar de suas limitações.
Seu diário, que se tornou para ele uma prática redentora e transcendente, é um testemunho supremo do fato de que a substância essencial do gênio é o ato diário de persistir. Steinbeck captura isso perfeitamente em uma entrada que se aplica a qualquer campo de empreendimento criativo: "Devo anotar minhas palavras todos os dias, sejam elas boas ou não".
Assim, o diário se torna uma ferramenta de autodisciplina (ele jurou escrever nele todos os dias da semana e o fez, declarando em uma das primeiras entradas: "O trabalho é a única coisa boa"). Um mecanismo de estimulação (ele deu a si mesmo sete meses para concluir o livro e terminou-o em menos de cinco meses, com uma média de 2.000 palavras por dia, sem incluir o diário).
Acima de tudo, o diário foi uma ferramenta de prestação de contas para mantê-lo seguindo em frente, apesar da ladainha de distrações e responsabilidades da vida. "Os problemas se acumulam, de modo que este livro se move como um caracol marinho com uma concha e cracas nas costas" , escreve ele, e o essencial é que, apesar dos problemas, apesar das cracas, ele se move.
O livro, é claro, estava longe de ser comum. Além de receber os dois maiores elogios da literatura, "The Grapes of Wrath" permaneceu no topo da lista de mais vendidos por quase um ano após sua publicação, vendeu quase 430.000 cópias apenas no primeiro ano e continua sendo um dos romances mais lidos e celebrados de todos os tempos.
Extraído de: Elevating Resolutions for the New Year Inspired by Some of Humanity’s Greatest Minds, por Maria Popova. Brain Pickings
09 julho, 2020
O Gênio em meu carro
Isto significa:
que eu vou ter direito a três desejos?
Alguém sentado num vaso sanitário
Um carro com uma seta dentro
O radiotelescópio de Guizhou
03/07/2016 - A Astronomy Magazine anuncia que a China finalizou a construção do maior radiotelescópio do mundo.
O ET ficou mais fácil de ser encontrado, agora que a China acabou de instalar os 4.450 painéis triangulares no FAST, o Five Hundred Meter Aperture Spherical Telescope (Telescópio Esférico de Abertura de Quinhentos Metros), na província de Guizhou. Com seu enorme tamanho de 30 campos de futebol, o FAST levou quase cinco anos para ficar pronto, ao custo de US $ 180 milhões.
Então, qual é o tamanho? Um dos cientistas que trabalhou na construção do FAST disse à agência de notícias Xinhua que, se o prato fosse completamente cheio de vinho, haveria o suficiente para dar cinco garrafas a todos os sete bilhões de pessoas na Terra.
O seguinte maior radiotelescópio é o Telescópio Arecibo, de 305 metros de largura, em Porto Rico, que foi concluído em 1963. Não mais detém a coroa do maior radiotelescópio do mundo. O FAST (RÁPIDO) é 64% maior. E seu potencial para descobrir uma civilização alienígena será 5 a 10 vezes superior.
http://pballew.blogspot.com/2020/07/on-this-day-in-math-july-6.html#links
http://www.space.com/33357-china-largest-radio-telescope-alien-life.html
O ET ficou mais fácil de ser encontrado, agora que a China acabou de instalar os 4.450 painéis triangulares no FAST, o Five Hundred Meter Aperture Spherical Telescope (Telescópio Esférico de Abertura de Quinhentos Metros), na província de Guizhou. Com seu enorme tamanho de 30 campos de futebol, o FAST levou quase cinco anos para ficar pronto, ao custo de US $ 180 milhões.
Então, qual é o tamanho? Um dos cientistas que trabalhou na construção do FAST disse à agência de notícias Xinhua que, se o prato fosse completamente cheio de vinho, haveria o suficiente para dar cinco garrafas a todos os sete bilhões de pessoas na Terra.
O seguinte maior radiotelescópio é o Telescópio Arecibo, de 305 metros de largura, em Porto Rico, que foi concluído em 1963. Não mais detém a coroa do maior radiotelescópio do mundo. O FAST (RÁPIDO) é 64% maior. E seu potencial para descobrir uma civilização alienígena será 5 a 10 vezes superior.
http://pballew.blogspot.com/2020/07/on-this-day-in-math-july-6.html#links
http://www.space.com/33357-china-largest-radio-telescope-alien-life.html
08 julho, 2020
Poços petrificantes
Ursula Southeil (c. 1488 - 1561), mais conhecida como Mãe Shipton, foi uma profetisa inglesa. Ela nasceu em Knaresborough, Yorkshire, em uma caverna hoje conhecida como a Caverna de Mãe Shipton, que, junto com o Poço Petrificante e o parque associado, são operados atualmente como atrações turísticas. Ursula tinha a reputação de ser horrivelmente feia.
Um poço petrificante é o que dá aos objetos uma aparência de pedra. O poço de Knaresborough é o exemplo mais notável desses poços que petrificam as coisas.
Se um objeto é colocado no poço e deixado lá por um período de semanas ou meses, ele adquire um aspecto externo pedregoso. Acreditava-se que essa propriedade do poço fosse o resultado de uma magia (remember Medusa) ou bruxaria, mas se trata de um fenômeno totalmente natural, devido à deposição do conteúdo mineral incomumente alto da água seguida da evaporação desta.
Este processo não deve ser confundido com a petrificação em que as moléculas constituintes do objeto original são substituídas (e não apenas sobrepostas) por moléculas de um mineral.
Um poço petrificante é o que dá aos objetos uma aparência de pedra. O poço de Knaresborough é o exemplo mais notável desses poços que petrificam as coisas.
Se um objeto é colocado no poço e deixado lá por um período de semanas ou meses, ele adquire um aspecto externo pedregoso. Acreditava-se que essa propriedade do poço fosse o resultado de uma magia (remember Medusa) ou bruxaria, mas se trata de um fenômeno totalmente natural, devido à deposição do conteúdo mineral incomumente alto da água seguida da evaporação desta.
Este processo não deve ser confundido com a petrificação em que as moléculas constituintes do objeto original são substituídas (e não apenas sobrepostas) por moléculas de um mineral.
Aos Pesquisadores Científicos
No dia 8 de julho são comemorados o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador Científico. A primeira data foi sancionada em 2001, pela Lei n.º 10.221; e a segunda, em 2008, através da Lei n.º 11.807. Ambas homenageiam o dia da criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 8 de julho de 1948.
Sejam benditos os pesquisadores,
Com seus rigores a buscar verdades,
Capacidades de interlocutores
E de ouvidores de obscuridades.
Ao perquirir tão insondáveis fatos,
Cujos relatos pedem teorias,
Por estas vias os feitos transatos
Têm, mais que atos, metodologias.
Neste exercício de sabedoria,
Ao revelar seus faustos de vivência,
Tranquilidade e douta teimosia,
É demonstrado em toda a percuciência,
Extasiando o mundo, que aprecia
Um vivaz operário da Ciência.
* Escritor e jornalista. Acadêmico titular da Academia Cearense de Língua Portuguesa
http://vianneymmesquita.blogspot.com/2016/04/metodo-e-conhecimento-confluencia_18.html
http://academiacearense.blogspot.com/2014/07/e-n-s-i-o.html
http://www.repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/3641/1/2010_TESE_MLCIDRACK.pdf
Aos Pesquisadores Científicos
Vianney Mesquita*
Sejam benditos os pesquisadores,
Com seus rigores a buscar verdades,
Capacidades de interlocutores
E de ouvidores de obscuridades.
Ao perquirir tão insondáveis fatos,
Cujos relatos pedem teorias,
Por estas vias os feitos transatos
Têm, mais que atos, metodologias.
Neste exercício de sabedoria,
Ao revelar seus faustos de vivência,
Tranquilidade e douta teimosia,
É demonstrado em toda a percuciência,
Extasiando o mundo, que aprecia
Um vivaz operário da Ciência.
* Escritor e jornalista. Acadêmico titular da Academia Cearense de Língua Portuguesa
http://vianneymmesquita.blogspot.com/2016/04/metodo-e-conhecimento-confluencia_18.html
http://academiacearense.blogspot.com/2014/07/e-n-s-i-o.html
http://www.repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/3641/1/2010_TESE_MLCIDRACK.pdf
07 julho, 2020
Jabuti: em foco
ProvérbioJabuti não sobe em árvore.
(Se está lá, foi enchente ou mão de gente.)
Jargão
No processo legislativo brasileiro, jabuti é a inserção de uma norma alheia ao tema principal num projeto de lei ou numa medida provisória enviada ao Legislativo pelo Executivo.
Prêmio
Concedido pela Câmara Brasileira do Livro, o Jabuti é o mais tradicional prêmio literário do Brasil.
Moacir Viggiano - O Calmo Jabuti. Amigo de infância de Ziraldo, Moacir virou personagem de HQ da famosa Turma do Pererê.
Inocentes do Leblon
Os inocentes do Leblon
não viram o navio entrar.
Trouxe bailarinas?
trouxe imigrantes?
trouxe um grama de rádio?
Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram,
mas a areia é quente, e há um óleo suave
que eles passam nas costas, e esquecem.
Inocentes do Leblon, por Carlos Drummond de Andrade
In "Sentimento do Mundo"
Irmãos Pongetti, 1940
© Graña Drummond
Lebloners, por Marcelo Adnet
http://twitter.com/EntreMentes/status/1279521461687013376
A poeira cósmica que emana do Leblon
não viram o navio entrar.
Trouxe bailarinas?
trouxe imigrantes?
trouxe um grama de rádio?
Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram,
mas a areia é quente, e há um óleo suave
que eles passam nas costas, e esquecem.
Inocentes do Leblon, por Carlos Drummond de Andrade
In "Sentimento do Mundo"
Irmãos Pongetti, 1940
© Graña Drummond
Lebloners, por Marcelo Adnet
http://twitter.com/EntreMentes/status/1279521461687013376
A poeira cósmica que emana do Leblon
O fio do Victor Ferreira sobre a elite atrasada e escravocata do Leblon, para quem o dinheiro compra tudo e todos, inclusive a subserviência calada dos mais pobres.
06 julho, 2020
RIP Ennio Morricone
Minibio
Morreu hoje em Roma, aos 91 anos, o compositor, arranjador e maestro italiano Ennio Morricone (10/11/1928 - 06/07/2020).
Autor de inesquecíveis composições para o cinema e séries da televisão, dentre as quais as trilhas sonoras de "Por um Punhado de Dólares", "Três Homens em Conflito", "Era uma vez no Oeste", "A Missão", "Os Intocáveis", "Cinema Paradiso" e "Bastardos Inglórios", Morricone foi indicado cinco vezes ao Oscar até receber o prêmio honorário em 2007.
Com a trilha sonora de "Os Oito Odiados", dirigido por Quentin Tarantino, recebeu o seu segundo Oscar, em 2016.
Por um punhado de samba
A ser também lembrado por ter sido o responsável pelos arranjos de "Per un pugno di samba", álbum de estúdio de Chico Buarque na Itália (1970).
Do "Estado de SP":
Para evitar problemas com o regime militar, Chico Buarque passou 15 meses na Itália, no fim dos anos 60. Em Roma, ele conheceu o ilustre compositor de trilhas de cinema Ennio Morricone, morto nesta segunda-feira (6), aos 91 anos. Os dois, à época, se juntaram para fazer um álbum que, durante décadas, foi cobiçado por colecionadores.
Em "Per un pugno di samba" – um trocadilho com o título original do filme "Por Um Punhado de Dólares" (1964), de Sergio Leone, para o qual Morricone fez a trilha – Chico interpretou sucessos da carreira vertidos para o italiano por ele e Sergio Bardotti, que fez a ponte para que Morricone se integrasse ao trabalho.
(...)
Arquivo
Morreu hoje em Roma, aos 91 anos, o compositor, arranjador e maestro italiano Ennio Morricone (10/11/1928 - 06/07/2020).
Autor de inesquecíveis composições para o cinema e séries da televisão, dentre as quais as trilhas sonoras de "Por um Punhado de Dólares", "Três Homens em Conflito", "Era uma vez no Oeste", "A Missão", "Os Intocáveis", "Cinema Paradiso" e "Bastardos Inglórios", Morricone foi indicado cinco vezes ao Oscar até receber o prêmio honorário em 2007.
Com a trilha sonora de "Os Oito Odiados", dirigido por Quentin Tarantino, recebeu o seu segundo Oscar, em 2016.
Por um punhado de samba
A ser também lembrado por ter sido o responsável pelos arranjos de "Per un pugno di samba", álbum de estúdio de Chico Buarque na Itália (1970).
Do "Estado de SP":
Para evitar problemas com o regime militar, Chico Buarque passou 15 meses na Itália, no fim dos anos 60. Em Roma, ele conheceu o ilustre compositor de trilhas de cinema Ennio Morricone, morto nesta segunda-feira (6), aos 91 anos. Os dois, à época, se juntaram para fazer um álbum que, durante décadas, foi cobiçado por colecionadores.
Em "Per un pugno di samba" – um trocadilho com o título original do filme "Por Um Punhado de Dólares" (1964), de Sergio Leone, para o qual Morricone fez a trilha – Chico interpretou sucessos da carreira vertidos para o italiano por ele e Sergio Bardotti, que fez a ponte para que Morricone se integrasse ao trabalho.
(...)
Arquivo
"O bom, o mau e o feio" pela "Orquestra de Ukulele da Grã-Bretanha"
Poluição do ar e incidência de raios
Brasil, o país em que mais caem raios no mundo
77,8 milhões de descargas elétricas despencam todos os anos no Brasil. Somos campeões mundiais no quesito. Uma consequência da localização e do tamanho de nosso território. O Brasil é o maior país tropical do planeta, e os trópicos têm o clima mais suscetível a tempestades. No mínimo 300 brasileiros são atingidos todos os anos por raios. Um em cada três acidentes é fatal: entre 2000 e 2019, raios foram responsáveis por 110 mortes por ano, em média. Foram 2.194 óbitos em duas décadas.
[de um relatório feito pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), à Super Iinteressante]
A quarentena provocou um efeito inédito no céu brasileiro: a diminuição da quantidade de raios
Até os pesquisadores do Inpe estão intrigados com isso. Eles acreditam que a menor incidência de raios está ligada à menor poluição.
Compararam a quantidade de descargas elétricas que chegaram ao solo na capital paulista, entre 20 de março e 2 de abril deste ano, com a do mesmo período em anos anteriores. O resultado impressionou: apenas 4% atingiram o chão em 2020. Em outros anos, este percentual ficava entre 40 e 60%.
Osmar Pinto Júnior (Elat, Inpe):
Este gráfico, criado pelo meteorologista Thomas Bell, mostra que as chuvas e os raios raramente atingem o pico no fim de semana no sudeste dos Estados Unidos. De fato, relâmpagos não atingiram o pico em um fim de semana em nenhum ano desde 1998, Bell mostrou isto após vasculhar dados meteorológicos de 1998 a 2009. Depois de publicar vários artigos científicos sobre o assunto, explica o porquê: a poluição do ar (que está em seus níveis mais altos no meio da semana e nos níveis mais baixos no fim de semana) pode fortalecer tempestades, principalmente no ar instável e úmido do sudeste dos Estados Unidos.
Fontes
http://www.inpe.br/webelat/homepage/#
http://super.abril.com.br/especiais/brasil-o-pais-dos-raios/
http://globoplay.globo.com/v/8645155/
http://blogs.nasa.gov/whatonearth/2010/02/20/post_1266609787812/
77,8 milhões de descargas elétricas despencam todos os anos no Brasil. Somos campeões mundiais no quesito. Uma consequência da localização e do tamanho de nosso território. O Brasil é o maior país tropical do planeta, e os trópicos têm o clima mais suscetível a tempestades. No mínimo 300 brasileiros são atingidos todos os anos por raios. Um em cada três acidentes é fatal: entre 2000 e 2019, raios foram responsáveis por 110 mortes por ano, em média. Foram 2.194 óbitos em duas décadas.
[de um relatório feito pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), à Super Iinteressante]
A quarentena provocou um efeito inédito no céu brasileiro: a diminuição da quantidade de raios
Até os pesquisadores do Inpe estão intrigados com isso. Eles acreditam que a menor incidência de raios está ligada à menor poluição.
Compararam a quantidade de descargas elétricas que chegaram ao solo na capital paulista, entre 20 de março e 2 de abril deste ano, com a do mesmo período em anos anteriores. O resultado impressionou: apenas 4% atingiram o chão em 2020. Em outros anos, este percentual ficava entre 40 e 60%.
Osmar Pinto Júnior (Elat, Inpe):
"Confirma-se claramente que a poluição, nos grandes centros urbanos, tem um reflexo importante sobre as tempestades. E que temos de continuar estudando para compreender melhor como acontece esse fenômeno.""Gráficos do relógio" que mostram os dias da semana favorecidos pelas chuvas e raios em cada verão de 1998 a 2009, no sudeste dos Estados Unidos
Este gráfico, criado pelo meteorologista Thomas Bell, mostra que as chuvas e os raios raramente atingem o pico no fim de semana no sudeste dos Estados Unidos. De fato, relâmpagos não atingiram o pico em um fim de semana em nenhum ano desde 1998, Bell mostrou isto após vasculhar dados meteorológicos de 1998 a 2009. Depois de publicar vários artigos científicos sobre o assunto, explica o porquê: a poluição do ar (que está em seus níveis mais altos no meio da semana e nos níveis mais baixos no fim de semana) pode fortalecer tempestades, principalmente no ar instável e úmido do sudeste dos Estados Unidos.
Fontes
http://www.inpe.br/webelat/homepage/#
http://super.abril.com.br/especiais/brasil-o-pais-dos-raios/
http://globoplay.globo.com/v/8645155/
http://blogs.nasa.gov/whatonearth/2010/02/20/post_1266609787812/
05 julho, 2020
Cadeia alimentar (2)
A cadeia alimentar é uma sequência de seres vivos que dependem uns dos outros para se alimentar. É a maneira de expressar as relações de alimentação entre os organismos de um ecossistema, incluindo os produtores, os consumidores (herbívoros e seus predadores, os carnívoros) e os decompositores.
Os decompositores (fungos e bactérias) não são vistos na foto acima.
Cadeia alimentar (1)
Os decompositores (fungos e bactérias) não são vistos na foto acima.
Cadeia alimentar (1)
O poeta aprendiz
Uma canção de Vinicius de Moraes e Toquinho, cantada e ilustrada por Adriana Calcanhotto
A primeira versão de "O poeta aprendiz" foi escrita por Vinicius de Moraes em 1958, em Montevidéu, e incluída no livro "Para viver um grande amor", de 1962. Anos depois, o poema viraria canção, na parceria com Toquinho. Mais adiante, voltou em um livro-disco idealizado por Adriana Calcanhotto, que interpretou a música e assinou as ilustrações.
A história da canção é curiosa. Toquinho começou a musicar um trecho do poema na Itália, em 1968, sem contar a Vinicius. Depois de trabalhar algum tempo na adaptação, viu-se diante de uma dificuldade que o impedia de continuar e acabou por revelar a ideia ao parceiro. Vinicius se entusiasmou com a idéia, e a canção foi finalmente gravada pela dupla em 1971.
O livro-disco foi concebido por Calcanhotto como um presente para Nina, afilhada da cantora e bisneta de Vinicius. Os versos falam de um menino que sonha em ser poeta e descrevem o universo infantil de forma bem humorada. A linguagem rica e divertida é ressaltada pelo glossário desta edição, que além de explicar algumas palavras chama a atenção para curiosidades do poema.
O disco que acompanha a edição tem três faixas: a interpretação de Adriana Calcanhotto, o próprio Vinicius lendo o poema e um caraoquê (uma faixa apenas com a música) para que o ouvinte possa experimentar o prazer de interpretar a canção.
ISBN: 9788574061320
Selo: Companhia das Letrinhas
A primeira versão de "O poeta aprendiz" foi escrita por Vinicius de Moraes em 1958, em Montevidéu, e incluída no livro "Para viver um grande amor", de 1962. Anos depois, o poema viraria canção, na parceria com Toquinho. Mais adiante, voltou em um livro-disco idealizado por Adriana Calcanhotto, que interpretou a música e assinou as ilustrações.
A história da canção é curiosa. Toquinho começou a musicar um trecho do poema na Itália, em 1968, sem contar a Vinicius. Depois de trabalhar algum tempo na adaptação, viu-se diante de uma dificuldade que o impedia de continuar e acabou por revelar a ideia ao parceiro. Vinicius se entusiasmou com a idéia, e a canção foi finalmente gravada pela dupla em 1971.
O livro-disco foi concebido por Calcanhotto como um presente para Nina, afilhada da cantora e bisneta de Vinicius. Os versos falam de um menino que sonha em ser poeta e descrevem o universo infantil de forma bem humorada. A linguagem rica e divertida é ressaltada pelo glossário desta edição, que além de explicar algumas palavras chama a atenção para curiosidades do poema.
O disco que acompanha a edição tem três faixas: a interpretação de Adriana Calcanhotto, o próprio Vinicius lendo o poema e um caraoquê (uma faixa apenas com a música) para que o ouvinte possa experimentar o prazer de interpretar a canção.
ISBN: 9788574061320
Selo: Companhia das Letrinhas
04 julho, 2020
"É você, idiota?"
O que você diria quando confrontado com a eternidade? O Russia Beyond relembra as últimas palavras de escritores russos.
1. "Uma certa borboleta já está voando."
O vencedor do Prêmio Nobel Vladímir Nabokov tinha interesse em entomologia e colecionava borboletas. Dmítri, o filho do escritor, lembra que, quando ele estava se despedindo de seu pai, os olhos de Vladímir repentinamente se encheram de lágrimas: "Perguntei por que ele disse que uma certa borboleta já estava voando...".
2. "Estou morrendo! Faz tempo que não bebo champanhe!"
O escritor e médico Anton Tchekhov morreu de tuberculose na cidade alemã de Badenweiler. Segundo uma antiga tradição local, o médico que diagnostica uma doença fatal em um paciente lhe oferece champanhe. As últimas palavras de Tchekhov foram dirigidas ao seu médico.
3. "A Rússia me comeu, como um porco idiota come seu porquinho."
O poeta simbolista Aleksandr Blok ficou bastante doente na primavera de 1921. A doença foi causada por fome durante a guerra civil, exaustão nervosa e pela recusa da intelligentsia russa em aceitar seu poema revolucionário "Os Doze". O escritor Maksim Górki, o comissário do povo Anatóli Lunatcharski, e os amigos do poeta tentaram obter permissão para que Blok fizesse tratamento no exterior, mas o Politburo do partido bolchevique travou o processo. O escritor morreu no dia em que o passaporte com permissão de viagem foi finalmente emitido.
4. "É você, idiota?"
Mikhail Saltikov-Schedrin era conhecido por seu humor e sátira implacáveis. Conta-se que ele teria cumprimentado sua própria morte com a pergunta: "É você, idiota?".
5. "Eu te amei e não te enganei uma vez sequer, nem mesmo em pensamento."
Essas foram as palavras finais do escritor Fiódor Dostoiévski à sua esposa Anna. Durante todo o período em que permaneceram casados, os dois passaram poucos dias distantes um do outro. Anna não era apenas esposa do escritor, mas também sua assistente – ela copiava seus manuscritos e lidava com os editores.
6. "Eu amo a verdade."
Aos 83 anos, o conde Lev Tolstói escapou para sua propriedade em Iásnaia Poliana, na região de Tula, a 200 km de Moscou. Acompanhado por sua filha e um médico, viajou em um vagão de trem na terceira classe. Durante o trajeto, pegou um resfriado, que se transformou em pneumonia. Já delirante, o escritor disse: “Eu amo a verdade”.
7. "Traga-me a escada!"
A imagem de uma escada é um dos principais mistérios do escritor Nikolai Gógol. Quando criança, o pequeno Kolia ouvia de sua avó a lenda de uma escada que levava as almas das pessoas ao céu. De diferentes formas, essa imagem está presente em muitas das obras de Gógol. "A escada, rapidamente, traga-me a escada!" foram as últimas palavras do escritor, segundo testemunhas oculares.
In extremis
Lewis Carroll et al. | Goethe (escritor alemão) | Ney (marechal francês) | Gacy (palhaço assassino) | Corey (fazendeiro americano)
1. "Uma certa borboleta já está voando."
O vencedor do Prêmio Nobel Vladímir Nabokov tinha interesse em entomologia e colecionava borboletas. Dmítri, o filho do escritor, lembra que, quando ele estava se despedindo de seu pai, os olhos de Vladímir repentinamente se encheram de lágrimas: "Perguntei por que ele disse que uma certa borboleta já estava voando...".
2. "Estou morrendo! Faz tempo que não bebo champanhe!"
O escritor e médico Anton Tchekhov morreu de tuberculose na cidade alemã de Badenweiler. Segundo uma antiga tradição local, o médico que diagnostica uma doença fatal em um paciente lhe oferece champanhe. As últimas palavras de Tchekhov foram dirigidas ao seu médico.
3. "A Rússia me comeu, como um porco idiota come seu porquinho."
O poeta simbolista Aleksandr Blok ficou bastante doente na primavera de 1921. A doença foi causada por fome durante a guerra civil, exaustão nervosa e pela recusa da intelligentsia russa em aceitar seu poema revolucionário "Os Doze". O escritor Maksim Górki, o comissário do povo Anatóli Lunatcharski, e os amigos do poeta tentaram obter permissão para que Blok fizesse tratamento no exterior, mas o Politburo do partido bolchevique travou o processo. O escritor morreu no dia em que o passaporte com permissão de viagem foi finalmente emitido.
4. "É você, idiota?"
Mikhail Saltikov-Schedrin era conhecido por seu humor e sátira implacáveis. Conta-se que ele teria cumprimentado sua própria morte com a pergunta: "É você, idiota?".
5. "Eu te amei e não te enganei uma vez sequer, nem mesmo em pensamento."
Essas foram as palavras finais do escritor Fiódor Dostoiévski à sua esposa Anna. Durante todo o período em que permaneceram casados, os dois passaram poucos dias distantes um do outro. Anna não era apenas esposa do escritor, mas também sua assistente – ela copiava seus manuscritos e lidava com os editores.
6. "Eu amo a verdade."
Aos 83 anos, o conde Lev Tolstói escapou para sua propriedade em Iásnaia Poliana, na região de Tula, a 200 km de Moscou. Acompanhado por sua filha e um médico, viajou em um vagão de trem na terceira classe. Durante o trajeto, pegou um resfriado, que se transformou em pneumonia. Já delirante, o escritor disse: “Eu amo a verdade”.
7. "Traga-me a escada!"
A imagem de uma escada é um dos principais mistérios do escritor Nikolai Gógol. Quando criança, o pequeno Kolia ouvia de sua avó a lenda de uma escada que levava as almas das pessoas ao céu. De diferentes formas, essa imagem está presente em muitas das obras de Gógol. "A escada, rapidamente, traga-me a escada!" foram as últimas palavras do escritor, segundo testemunhas oculares.
In extremis
Lewis Carroll et al. | Goethe (escritor alemão) | Ney (marechal francês) | Gacy (palhaço assassino) | Corey (fazendeiro americano)
Um pequeno peixe em sua jornada de volta para casa
🔥 A tiny fish on its journey back to the home from r/NatureIsFuckingLit
É o mesmo princípio do traje espacial.
03 julho, 2020
Procrastinação e mais além
Pro · cras · ti · na · ção. Quão apropriado é que esta palavra seja longa e latina, levando-se algum tempo para chegar a uma conclusão. O fundador dos Alcoólicos Anônimos, Bill Wilson, escreveu que a procrastinação é "realmente preguiçosa em suas cinco sílabas". E, no entanto, a palavra denota muito mais do que mera preguiça ou indolência: um procrastinador, que organiza meticulosamente uma gaveta de meias ou uma biblioteca do iTunes, não pode ser exatamente acusado de preguiça. Da mesma forma, a procrastinação não é simplesmente o ato de fazer um adiamento. Implica uma evitação intencional de tarefas importantes, adiando responsabilidades desagradáveis que se sabe que devem ser atendidas imediatamente e colocando-as em segundo plano para outro dia.
A promessa de "outro dia" é a chave para a origem da palavra. Ela deriva do verbo latino procrastinare, combinando o prefixo pro, "avançar", com crastinus, "de amanhã" - daí, mover algo para um dia à frente. Mesmo nos tempos antigos romanos, a procrastinação foi menosprezada: o grande estadista Cícero, em uma de suas filipinas atacando seu rival Marco Antônio, declarou que "na conduta de quase todos os casos a lentidão e a procrastinação são odiosas" (in rebus gerendis tarditas e procrastinatio odiosa est).
Quando procrastinate e procrastination começaram a aparecer em inglês, em meados do século XVI (época em que os latinismos inundavam a língua, principalmente via francês), as palavras sugeriam a clássica repugnância à inação em momentos críticos. Mas a procrastinação logo adquiriu um novo significado terrível: os cristãos usaram o termo para lembrar aos pecadores que adiar o arrependimento de seus maus caminhos pode levar à condenação. Um sermão de 1553 falou das terríveis consequências para "aquele que prolonga ou procrastina a confissão dos pecados", enquanto um tratado de 1582, sobre "A Loucura dos Homens", advertia: "Portanto, prestem atenção ao procrastinar o arrependimento… com intencionalidade e propósito; não tentem o Senhor".
Com o alvorecer da Revolução Industrial, o moralismo cristão se fundiu com as buscas comerciais. A procrastinação não só previne a salvação na próxima vida, mas também o objetivo do bem-estar financeiro nesta. Assim, os males da procrastinação chegaram aos adágios frequentemente repetidos da nova era capitalista. "A procrastinação é o ladrão do tempo", escreveu o poeta inglês Edward Young, em 1742. Poucos anos depois, Philip Stanhope, o conde de Chesterfield, escreveu estas palavras: "Sem ociosidade, sem preguiça, sem procrastinação; nunca deixe para amanhã o que você pode fazer hoje". Ben Franklin é creditado com um ditado similar, transformado ironicamente por Mark Twain no lema do procrastinador: "Nunca deixe para amanhã o que você pode fazer depois de amanhã".
Extraído de: How we got a word for putting things off, SLATE
N. do T.
Encontrei na web frases como estas (em espanhol):
• "Lo mío no es procrastinar, es perendinar."
• "Yo prefiero perendinar que procrastinar. En dos días te cuento."
• "Ya lo dice el refrán: no procrastines lo que puedas perendinar."
Origen: del latín perendinare, "dejar para el día después del siguiente".
Lo bueno de un diccionario como el nuestro (sinfaltas.com) es que permite recoger palabras que quizá no tengan uso real, pero que se proponen en las redes para cubrir huecos semánticos. Un buen ejemplo es perendinar, palabra que circula por la red para referirse a la acción que va más allá de procrastinar. Ha tenido 1700 visitas en 5 meses.
E cá estou a cobrir um oco semântico em português ao trazer para a nossa língua o verbo "perendinar" e as palavras que venham a derivar dele.
A promessa de "outro dia" é a chave para a origem da palavra. Ela deriva do verbo latino procrastinare, combinando o prefixo pro, "avançar", com crastinus, "de amanhã" - daí, mover algo para um dia à frente. Mesmo nos tempos antigos romanos, a procrastinação foi menosprezada: o grande estadista Cícero, em uma de suas filipinas atacando seu rival Marco Antônio, declarou que "na conduta de quase todos os casos a lentidão e a procrastinação são odiosas" (in rebus gerendis tarditas e procrastinatio odiosa est).
Quando procrastinate e procrastination começaram a aparecer em inglês, em meados do século XVI (época em que os latinismos inundavam a língua, principalmente via francês), as palavras sugeriam a clássica repugnância à inação em momentos críticos. Mas a procrastinação logo adquiriu um novo significado terrível: os cristãos usaram o termo para lembrar aos pecadores que adiar o arrependimento de seus maus caminhos pode levar à condenação. Um sermão de 1553 falou das terríveis consequências para "aquele que prolonga ou procrastina a confissão dos pecados", enquanto um tratado de 1582, sobre "A Loucura dos Homens", advertia: "Portanto, prestem atenção ao procrastinar o arrependimento… com intencionalidade e propósito; não tentem o Senhor".
Com o alvorecer da Revolução Industrial, o moralismo cristão se fundiu com as buscas comerciais. A procrastinação não só previne a salvação na próxima vida, mas também o objetivo do bem-estar financeiro nesta. Assim, os males da procrastinação chegaram aos adágios frequentemente repetidos da nova era capitalista. "A procrastinação é o ladrão do tempo", escreveu o poeta inglês Edward Young, em 1742. Poucos anos depois, Philip Stanhope, o conde de Chesterfield, escreveu estas palavras: "Sem ociosidade, sem preguiça, sem procrastinação; nunca deixe para amanhã o que você pode fazer hoje". Ben Franklin é creditado com um ditado similar, transformado ironicamente por Mark Twain no lema do procrastinador: "Nunca deixe para amanhã o que você pode fazer depois de amanhã".
Extraído de: How we got a word for putting things off, SLATE
N. do T.
Encontrei na web frases como estas (em espanhol):
• "Lo mío no es procrastinar, es perendinar."
• "Yo prefiero perendinar que procrastinar. En dos días te cuento."
• "Ya lo dice el refrán: no procrastines lo que puedas perendinar."
Origen: del latín perendinare, "dejar para el día después del siguiente".
Lo bueno de un diccionario como el nuestro (sinfaltas.com) es que permite recoger palabras que quizá no tengan uso real, pero que se proponen en las redes para cubrir huecos semánticos. Un buen ejemplo es perendinar, palabra que circula por la red para referirse a la acción que va más allá de procrastinar. Ha tenido 1700 visitas en 5 meses.
E cá estou a cobrir um oco semântico em português ao trazer para a nossa língua o verbo "perendinar" e as palavras que venham a derivar dele.
02 julho, 2020
De volta ao meme do Chico
Este meme, com origem na capa do disco "Chico Buarque de Hollanda", de 1966, surgiu nas redes sociais há alguns anos. Normalmente é utilizado para fazer a distinção entre uma coisa boa e uma coisa ruim. Ficou tão popular que foi parar até no exterior, onde celebridades já o publicaram como fez a cantora americana Patti Smith.
O próprio Chico Buarque aproveitou a famosa montagem desta "capa-do-disco-que-virou-meme" para promover sua nova conta no Instagram, em 2017. Nesse caso, a brincadeira do artista foi com as frases "Não tinha Instagram oficial" e "Agora tenho". No Blog EM, aqui também fizemos uma brincadeira com o meme do Chico, utilizando-o em: Qual panetone você prefere: de frutas cristalizadas ou com gotas de chocolate?, uma mal-sucedida enquete.
O próprio Chico Buarque aproveitou a famosa montagem desta "capa-do-disco-que-virou-meme" para promover sua nova conta no Instagram, em 2017. Nesse caso, a brincadeira do artista foi com as frases "Não tinha Instagram oficial" e "Agora tenho". No Blog EM, aqui também fizemos uma brincadeira com o meme do Chico, utilizando-o em: Qual panetone você prefere: de frutas cristalizadas ou com gotas de chocolate?, uma mal-sucedida enquete.
Recentemente, para ajudar a controlar a disseminação do novo coronavírus em nosso país (quiçá no mundo), o compositor publicou uma nova versão do meme, em que ele aparece usando máscara facial.
Protejam-se.
Só lembrando que ferramentas - - como a Chico Buarque Happy Sad Meme Generator - - ainda estão disponíveis na internet para gerar memes com a figura do artista.
Protejam-se.
Só lembrando que ferramentas - - como a Chico Buarque Happy Sad Meme Generator - - ainda estão disponíveis na internet para gerar memes com a figura do artista.
O "gerador de besouros"
Um "gerador de besouros" com tecnologia de inteligência artificial e um toque artístico
Bernat Cuni (foto) usou antigas ilustrações de milhares de besouros para criar um "gerador de besouros" que produz novas imagens através do aprendizado de máquina. Algo que pode produzir imagens bonitas e imaginárias, do qual se diz ser capaz de confundir os entomologistas.
https://www.cunicode.com/works/confusing-coleopterists
Ver também:
Uma exposição divertida num museu de história natural. VÍDEO de PGCS
01 julho, 2020
A palavra mais longa pela nomenclatura musical
Em inglês é CABBAGED, segundo @HaggardHawks.
Lembrando que:
A = Lá, B = Si, C = Dó, D = Ré, E = Mi, F = Fá e G = Sol.
Em português, seria BÊBADA?
08/01/2024 - Atualizando ...
Lembrando que:
A = Lá, B = Si, C = Dó, D = Ré, E = Mi, F = Fá e G = Sol.
Em português, seria BÊBADA?
08/01/2024 - Atualizando ...
Douglas W. Boone ofereceu esta resposta:
Eu li que a palavra mais longa fora do dicionário - mas ainda sensata - que pode ser escrita usando notas musicais é CABBAGE-FACED (cara de repolho), como membros de uma raça alienígena em uma aventura de Buck Rogers.
Eu li que a palavra mais longa fora do dicionário - mas ainda sensata - que pode ser escrita usando notas musicais é CABBAGE-FACED (cara de repolho), como membros de uma raça alienígena em uma aventura de Buck Rogers.
A Hipótese Siluriana
por Aristos Georgiou, NEWSWEEK
artigo atualizado em 03/01/2020
E se outra civilização industrial tivesse existido na Terra dezenas de milhões de anos atrás, muito antes dos seres humanos, mas agora todos os vestígios dela estejam perdidos?
Embora possa parecer uma idéia absurda, esse experimento mental é o foco de um novo artigo científico de autoria de Adam Frank, astrofísico da Universidade de Rochester, e Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA.
Eles nomearam o artigo "A Hipótese Siluriana" depois de uma corrida fictícia de répteis inteligentes e bípedes da série de ficção científica britânica Doctor Who - conhecidos como os Silurianos - que supostamente viveram na Terra, centenas de milhões de anos atrás.
No estudo, publicado no International Journal of Astrobiology, Frank e Schmidt perguntam quais traços a civilização humana deixaria para trás e como os futuros cientistas poderão encontrar evidências de nossa existência.
Os pesquisadores analisaram a provável impressão digital geológica do Antropoceno - um termo usado por muitos pesquisadores para denotar a atual idade geológica em que a atividade humana tem sido a principal influência no clima e no ambiente.
Ainda que o Antropoceno não seja oficialmente classificado como uma era geológica distinta, já está claro que os seres humanos estão tendo um impacto no registro geológico que está sendo estabelecido hoje, escreveram os autores no artigo.
"Já somos uma força geofísica e nossa presença está sendo registrada em isótopos de carbono, oxigênio e nitrogênio, extinções, sedimentação extra, picos de metais pesados e produtos químicos sintéticos (incluindo plásticos)", disse Schmidt à Newsweek.
A queima humana de combustíveis fósseis, por exemplo, já está afetando o registro geológico, apesar de a industrialização ter começado há apenas cerca de 300 anos. Além disso, o aquecimento global, a agricultura e a disseminação de poluentes sintéticos estão deixando sua marca.
Então, vamos imaginar que, talvez, algumas outras espécies na Terra tenham chegado brevemente à civilização milhões de anos atrás, haveria algum vestígio delas hoje, por exemplo, fósseis ou restos de edifícios?
"Possivelmente", disse Schmidt, "mas também pode ser que todos esses vestígios tenham sido transformados em pó e que os únicos vestígios restantes estejam nas perturbações mais sutis da geoquímica". Além disso, "a fossilização é extremamente rara e muito parcial, de modo que as evidências poderiam facilmente ser perdidas", especialmente se uma civilização durasse apenas alguns milhares ou dezenas de milhares de anos, como a nossa.
As questões levantadas por Frank e Schmidt com relação ao impacto planetário das civilizações também podem ter implicações para a exploração futura de outros planetas e nossa busca por vida alienígena inteligente.
"Conhecemos o início de Marte e, talvez, o início de Vênus eram mais habitáveis do que são agora, e é possível que um dia perfuremos os sedimentos geológicos de lá também", disse Schmidt no comunicado. "Isso nos ajuda a pensar no que devemos procurar".
Nota
Ironicamente, uma civilização industrial mal gerenciada poderia esgotar o oxigênio dissolvido nos oceanos, levando a um aumento de material orgânico no sedimento, o que pode servir como fonte de futuros combustíveis fósseis. Assim, a atividade industrial anterior teria realmente dado origem ao potencial para a indústria futura por meio de sua própria destruição.
Julho
Inicialmente conhecido como Quintilis, ou o quinto mês, este mês foi assim renomeado em homenagem a Júlio César após sua morte em 44 a.C. César nasceu em Quintilis, e Julho é o primeiro mês do calendário com o nome de uma pessoa real.
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