07 setembro, 2017

"Emoji: O Filme"

Sinopse
Escondida dentro do app de texto está Textopolis, uma cidade cheia de vida onde os emojis vivem, aguardando ser selecionados pelo dono do telefone celular. Neste mundo, cada emoji tem apenas uma expressão facial - exceto Gene, um emoji que nasceu sem filtro e que se multiplica pelas mais variadas expressões. Determinado a tornar-se "normal" como os outros emojis, Gene conta com uma mãozinha do seu melhor amigo, Hi-5 e com a hacker emoji Rebelde. Juntos, eles embarcam numa aventura épica através dos apps do telemóvel, cada uma com o seu mundo de diversão e perigos, para encontrar o código que irá curar Gene. Mas quando um grande perigo ameaça o telemóvel, o destino de todos os emojis depende destes três amigos que terão de salvar o seu mundo antes que este seja para sempre apagado.

N.do E.
App pode referir-se a: Área de Preservação Permanente, Agnosticismo Permanente por Princípio, Controle de Aproximação (Approach Control, no tráfego aéreo), Proteína Precursora do Amiloide (em biologia molecular) e Aplicativo Móvel (o de um smartphone, este caso).

Cena "Just Dance"


(...)
O ponto é que fui assistir "Emoji: O Filme", e foi tudo bem — não ri, mas também não chorei — e tirei cinco conclusões disso. Você, claro, pode ir assistir se quiser – pagando até R$ 60, entrar na fila, ficar com pipoca grudada no seu tênis novo, pagar mais 20 dinheiros pelo combo de pipoca e refri, depois ter seu ingresso rasgado por um menino sem expressão, assistir 30 minutos de comerciais (cinemas: se eu já paguei uma nota pra assistir o filme, por que tenho que ver propagandas também? Você já ganhou seu dinheiro. Eu. Te. Paguei. Para desperdiçar meu tempo. Repensem.), depois os trailers, e finalmente o filme propriamente dito, tudo isso numa sala escura não tão silenciosa assim, com um bando de gente que não consegue ficar uma hora e meia sem ter que levantar pra mijar, e numa temperatura que não é quente nem fria, sem outras opções: a experiência moderna do cinema — então sim, você pode ir ao cinema, e pode assistir o filme, e tirar suas próprias conclusões. Mas você não vai.
Então.
"EMOJI: O FILME" É O PRIMEIRO FILME NA HISTÓRIA A SER FEITO SEM UM PÚBLICO EM MENTE
Ei: Para quem é "Emoji: O Filme"? Fãs de emoji? Isso não existe. Ninguém vai dizer que é fã de emojis. Mesmo as pessoas que têm aquelas almofadas de emoji não vão dizer que são fãs de emojis. Pode perguntar. Pergunte diretamente por que a pessoa comprou uma almofada. "Sei lá, tava na promoção", ela vai dizer. O filme é para adultos? Não é para adultos. Você sabe que algumas animações são, secretamente, para adultos, né? Você sabe que tem gente crescida que vai assistir os filmes da Disney, que viaja para a Disneylândia. Adultos patológicos, adultos estranhos. Pessoas que têm vontades estranhas que em outra vida poderiam se materializar como infanticídio, mas aqui e agora surgem como uma afinidade sincera com a Disney. Mas esse filme também não é pra eles. É para crianças? Não sei. Conheço crianças. Não pessoalmente, mas o conceito. Eu mesmo já fui criança. Partes de mim ainda são. E como criança, não encontrei nada que redima "Emoji: O Filme", fora uma cena na qual o emoji de cocô, dublado pelo Patrick Stewart, faz cocô e fala com o filho, um cocô menor, sobre as atribulações de ser um cocô que faz cocô. Além disso, o filme é só um monte de referências ao Dropbox que eu não manjo e algumas sequências de dança. Nenhuma criança vai cair nessa merda.
por JOEL GOLBY, traduzido por MARINA SCHNOOR

2 comentários:

Fernanda Andrade disse...

Foi um filme aceitável que conseguiu entreter-me e mover-me com a história que eleva. Emoji O Filme é um filme encantador desde o inicio, a historia e sobre todos os personagens são adoráveis. Sempre fui fã do filmes de animação, eu gosto por que em cada produção procuram incluir uma mensagem e não somente para os pequenos, pois podemos aprender muito destas produções e nos divertir ao mesmo tempo. Não duvidei desde que vi o trailer em que seria um excelente filme.

Paulo Gurgel disse...

Também achei o filme aceitável, Fernanda. A crítica é que desceu a lenha sobre ele.