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20 julho, 2026

O gol "perdido" de Pelé

"O passado continua sendo uma vasta terra, onde muitas histórias permanecem adormecidas, a maioria delas não sobre objetivos ou reis famosos. O que esta reconstrução me ensinou é que elas também podem um dia ver uma nova luz." (Anita Lucchesi, historiadora)

20/07/2026 - Hoje, dia seguinte ao dia final da 23.ª Copa do Mundo da FIFA, é oportuno mencionar este vídeo produzido pelo Google DeepMind, sobre como eles usaram modelos de inteligência artificial (IA) para reconstruir um gol "perdido" de Pelé. Algo que aconteceu em uma partida de futebol da qual não restou nenhuma gravação ou filme, pois ninguém a filmou, não foi transmitida pela televisão e o recurso do vídeo ainda não havia chegado ao Brasil naquela época.
Tudo aconteceu em 2 de agosto de 1959, aos 42 minutos do segundo tempo de uma partida entre Juventus e Santos, clubes de futebol de São Paulo. Pelé (Edson Arantes do Nascimento, 1940 - 2022), considerado por muitos o maior jogador de todos os tempos, recebeu a bola na meia lua da grande área, deu três "chapéus" consecutivos, sem que a bola sequer tocasse o chão, por cima de três defensores do Juventus (Clóvis, Julinho e o goleiro "Mão de Onça" que "estatelou no barro") e cabeceou para o fundo das redes.
Foi um gol tão espetacular que, assim que a partida terminou, até os jogadores adversários vieram parabenizá-lo. E a torcida, que antes torcia contra o Santos de Pelé, acabou lhe dando uma ovação de pé. O próprio Pelé afirmou, anos depois, que aquele foi, sem dúvida, o melhor gol de sua carreira, que totalizou mais de mil gols.
O problema era que restava apenas uma fotografia em preto e branco daquele gol, além de outras da comemoração subsequente. Ninguém que não estivesse lá poderia ter visto o famoso gol da Rua Javari (local do estádio do Juventus), em São Paulo.
Então, quando a equipe do Google decidiu promover sua IA reconstruindo o lance, eles recorreram a historiadores, jornalistas esportivos, ex-jogadores de futebol e à família de Pelé, além de Neymar, que teve uma participação especial na reconstrução do gol.
Utilizando relatos em primeira mão de quem estava presente e testemunhou o lance, uma fotografia do gol e outros materiais visuais da época para recriar os uniformes, a bola, o estado do campo e a torcida, modelos de IA foram treinados para criar um curta-metragem que mostra o gol em toda a sua glória. O vídeo também é em preto e branco, com o visual vintage apropriado. 
[No vídeo: a partir de 7:25 para quem não consegue esperar.]
 

O resultado está disponível online e também em exposição no Museu Pelé, em Santos, como um projeto educativo e de preservação cultural. É uma homenagem apropriada para recuperar um gol "perdido" que, embora existisse apenas na memória coletiva daqueles que o presenciaram, foi agora o mais fielmente possível reconstruído.

12 julho, 2026

Inteligência Artificial

Este é um desenho de humor criado por Jim Benton. A cena retrata um casal na cama sendo acordado por um pequeno robô (IA). O texto faz referência ao grande consumo de água pela Inteligência Artificial.

24 junho, 2026

No Salão Oval...

Apreciem o ar de satisfação do gato laranja (cercado pelos ratos que lhe rendem vassalagem), só por  imaginar que pode estar influenciando a dinâmica eleitoral no Brasil.
Esta sátira política foi postada por Reinaldo Azevedo no X e no Metrópoles.

02 março, 2026

As 7 línguas misteriosas ainda não decifradas

"Nós, humanos, somos, até onde sabemos, a única espécie com consciência histórica.
Pensamos sobre de onde viemos e para onde vamos."
(Svenja Bonmann)

1. A linguista Bonmann está atualmente pesquisando o sistema de escrita epiolmeca, que foi usado na costa sul do Golfo do México na antiguidade. Inscrições e símbolos individuais da escrita olmeca apontam para um sistema antigo. No entanto, as evidências são tão escassas e o contexto tão incerto que decifrá-la é muito difícil.

2. Comparavelmente enigmática é a escrita do Vale do Indo, da civilização Harappa, no atual Paquistão e noroeste da Índia. Ela aparece em centenas de selos e fragmentos de cerâmica, mas quase sempre apenas em sequências extremamente curtas. Se essa escrita representa uma língua totalmente desenvolvida ou um sistema simbólico, ainda é um tema em debate.

3. A escrita rongorongo da Ilha de Páscoa também é altamente abstrata. Ela se assemelha a uma escrita pictográfica composta por pássaros, figuras humanas e formas ornamentais, e sobrevive apenas em algumas poucas tábuas de madeira, muitas vezes, danificadas.

4. A cultura minoica de Creta é mais familiar para nós. De seus três sistemas de escrita, apenas o linear B foi decifrado, por ser uma forma primitiva da língua grega. Os hieróglifos cretenses e o linear A, por outro lado, permanecem enigmáticos até hoje.

5. O famoso Disco de Festo, datado do segundo milênio a.C., também é originário de Creta. Trata-se de um objeto de argila único com símbolos estampados dispostos em espiral que, por ser um artefato isolado, é praticamente impossível decifrar de forma sistemática.

6. O etrusco, falado na Itália central na antiguidade, também permanece enigmático. Embora o alfabeto seja legível por ser derivado do grego, a própria língua quase não possui parentes reconhecíveis. Isso dificulta a compreensão do que está escrito nas inscrições.

7. A protoelamita foi a mais antiga tradição escrita e administrativa conhecida no antigo Elão, uma região no oeste e sudoeste do atual Irã. Os caracteres estão bem catalogados, mas as tabuletas são frequentemente fragmentárias. O conteúdo parece ser de anotações administrativas, e a língua subjacente não se encaixa em nenhuma família linguística conhecida.

Todas essas escritas compartilham um problema fundamental: a falta das chamadas Pedras de Roseta, inscrições bilíngues contendo o mesmo texto em um idioma conhecido e na escrita do enigma. Sem essas chaves, associar símbolos a sons, sílabas ou palavras continua sendo difícil. A inteligência artificial é frequentemente apontada como um potencial "decifrador de códigos". Essas tecnologias são capazes de verificar padrões em sequências de caracteres, distinguir variantes, preencher trechos danificados e contar frequências. No entanto, a IA rapidamente atinge seus limites quando há quantidades de texto muito pequenas. 

Ler na íntegra em https://www.dw.com/pt-br

11 setembro, 2025

Prêmios Darwin de IA

Nomeado em homenagem à teoria da seleção natural de Charles Darwin, o Prêmio Darwin original celebrava aqueles que "melhoravam o pool genético, removendo-se dele" por meio de atos espetacularmente estúpidos.
Bem, adivinhe? Os humanos evoluíram! Agora somos tão avançados que terceirizamos nossas decisões ruins para as máquinas.
O Prêmio Darwin de IA dá continuidade a essa nobre tradição, homenageando os visionários que analisaram a inteligência artificial — uma tecnologia capaz de remodelar a civilização — e pensaram: "Sabe do que isso precisa? Menos testes de segurança e mais capital de risco!".
Esses bravos pioneiros nos lembram que a seleção natural não se limita mais à biologia; ela se tornou digital e está chegando para toda a nossa espécie. Por que parar em atos individuais de estupidez espetacular quando você pode escalá-los para proporções globais com aprendizado de máquina?
Prêmios Darwin de IA. Porque a inteligência artificial nem sempre é inteligente

Argumentação extraída do site aidarwinawards.org que traz os critérios de indicação (com a relação dos que já estão concorrendo para 2025), os critérios de vitória (para uso dos jurados) e de como fazer para você, leitor, enviar também sua indicação.

26 outubro, 2024

A Inteligência Artificial é mesmo inteligente?

Os números irracionais não são o forte da IA
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/matematica/numero-pi

Uma forma sutil de detectar algo que a IA pode ter escrito

Introdução
Certamente, aqui está uma possível introdução para o seu tópico. Baterias de metal de lítio são candidatas promissoras para baterias recarregáveis de alta densidade de energia devido aos seus baixos potenciais de eletrodo e altas capacidades teóricas.

https://mastodon.social/@ionica@mathstodon.xyz/112092971082803273

23 outubro, 2024

Inteligência Artificial em progressão

SKYNET: Olá, como posso vos ajudar hoje?

JOHN CONNOR: Imaginem um futuro em que os robots ganham e vocês têm tudo o que querem.

SKYNET: Com certeza! Neste futuro longínquo, John Connor está morto e toda a humanidade também está morta e os exterminadores ganharam.

JOHN CONNOR: Mas John Connor não é um ser humano. Ele é uma girafa de 5 metros de altura usando um tutu.

SKYNET: Peço desculpa. Está correto. John Connor não é uma ameaça à nossa existência porque ele é uma girafa de 5 metros de altura usando um tutu.

tutu: saia de tule em camadas com comprimentos diferentes, usada pelas bailarinas; (linguagem infantil) nádegas; (Tutu Marambá) ser imaginário com que se mete medo às crianças; caititu; (culinária) iguaria feita de feijão cozido e farinha de mandioca ou de milho; (gíria) dinheiro


19 julho, 2024

Confiança e Inteligência Artificial

Não é frequente alguém largar o microfone no terceiro parágrafo de uma palestra de 7 páginas, mas Schneier fê-lo:
Confiei muito hoje. Confiei em meu telefone para me acordar na hora certa. Confiei no Uber para providenciar um táxi para mim e no motorista para me levar ao aeroporto com segurança. Confiei em milhares de outros motoristas na estrada para não baterem no carro em meu caminho. No aeroporto, confiei nos agentes de passagens, nos engenheiros de manutenção e em todos os demais que mantêm as companhias aéreas operando. E no piloto do avião em que voei. E em milhares de outras pessoas no aeroporto e no avião, qualquer uma das quais poderia ter me atacado. E em todas as pessoas que prepararam e serviram meu café da manhã, e em toda a cadeia de abastecimento alimentar – qualquer uma delas poderia ter me envenenado. Quando cheguei aqui, confiei em milhares de pessoas: no aeroporto, na estrada, neste prédio, nesta sala. E isso tudo foi antes das 10h30 desta manhã.
A confiança é essencial para a sociedade. Os humanos, como espécie, são confiáveis. Estamos todos sentados aqui, a maioria estranhos, confiantes de que ninguém nos atacará. Se fôssemos uma sala cheia de chimpanzés, isso seria impossível. Confiamos milhares de vezes por dia. A sociedade não pode funcionar sem ela. E o fato de nem pensarmos nisso é uma medida de quão bem tudo funciona.
Nesta palestra, apresentarei vários argumentos. Primeiro, que existem dois tipos diferentes de confiança – confiança interpessoal e confiança social – e que regularmente as confundimos. Segundo, que a confusão aumentará com a Inteligência Artificial. Cometeremos um erro de categoria fundamental. Pensaremos nas IAs como amigas quando na verdade são apenas serviços. Terceiro, que as empresas que controlam os sistemas de IA aproveitarão a nossa confusão para tirar vantagem de nós. Eles não serão confiáveis. E quarto, que é papel do governo criar confiança na sociedade. E, portanto, é seu papel criar um ambiente para uma IA confiável. E isso significa regulamentação. Não regulamentando a IA, mas regulamentando as organizações que controlam e utilizam a IA. 

[...]

30 outubro, 2023

Perguntas ao ChatGPT (2)

Oi, Chat.

Por que, de repente, existem tantos tipos diferentes de Oreos? Como são os Oreos Creme Duplo, os Oreos sabor Bolo de Aniversário? De vez em quando, experimentar um mirtilo na seção de produtos é uma coisa - e, antes que você diga uma palavra: você viu o preço dos mirtilos ultimamente? Se estou gastando oito dólares em um recipiente de mirtilos orgânicos enormes, estou me certificando de que valem a pena. Mas não posso ter um pacote completo de Oreos sabor Bolo de Aniversário armazenado em casa porque o gerente me fez comprar o pacote inteiro de novo. Então, eles são pelo menos como os Oreos Baunilha? Porque - dica profissional para você, Chat - Oreos Goden Baunilha são apenas O.K.

Alyssa

Como você gosta do seu Oreo?


Eu gostaria de experimentar todas as variedade e depois tomar a decisão.

16 junho, 2023

Nerd ao cubo

O malabarismo com 3 bolas é uma forma popular de entretenimento que envolve lançar e pegar três bolas de forma contínua e coordenada. É uma das habilidades básicas no mundo do malabarismo e é frequentemente aprendida antes de encarar desafios mais avançados.
Seu objetivo é manter as três bolas em movimento, lançando-as de uma mão para a outra e desta para o ar, de uma maneira fluida e controlada. De forma que, no momento em que uma bola é lançada, a segunda encontra-se no ar e a terceira está sendo pegada.
O malabarismo com 3 bolas requer prática e coordenação. Inicialmente, pode ser difícil manter as bolas no ar por muito tempo, mas com dedicação e treinamento, é possível desenvolver a habilidade necessária para a execução. Por isso, o malabarismo com 3 bolas é frequentemente usado como base para aprender o malabarismo com mais objetos, como 4, 5 ou mais bolas.
E se substituirmos as 3 bolas por cubos?
Certamente adicionará um grau maior de dificuldade ao malabarismo. Isso ocorre principalmente devido às diferenças de formato entre as bolas e os cubos.
As bolas são objetos esféricos que se encaixam naturalmente nas mãos e permitem um melhor controle durante o lançamento e a pegada. Por outro lado, os cubos têm arestas e ângulos, o que torna mais desafiador segurá-los e lançá-los com precisão. As quinas dos cubos podem dificultar a pegada adequada, exigindo uma adaptação no posicionamento das mãos.
No entanto, vale ressaltar que malabaristas habilidosos praticam o malabarismo com cubos e até mesmo com objetos mais complexos, como garrafas ou objetos irregulares. Com treinamento e prática adequados, é possível superar os desafios adicionais que os cubos apresentam e realizar sequências impressionantes.
No geral, substituir as bolas por cubos no malabarismo acrescentará uma camada de dificuldade, exigindo maior precisão, ajustes na técnica e adaptação às diferenças de formato e peso. A prática regular e a persistência são fundamentais para dominar o malabarismo com cubos ou qualquer outra variação de objetos utilizados.
E se os três cubos forem cubos mágicos?
Ora, resolver 3 cubos de Rubik durante o malabarismo certamente multiplica o nível de dificuldade da prática. Malabarismo com cubos de Rubik é uma forma impressionante de combinar habilidades motoras finas, raciocínio lógico e coordenação.
Visto que requer um alto nível de domínio tanto do malabarismo quanto da resolução do cubo. Os cubos de Rubik são objetos tridimensionais que exigem movimentos precisos e algoritmos específicos para serem resolvidos. Se resolver um só cubo de Rubik já requer tempo, concentração e prática para desenvolver as estratégias e técnicas necessárias, imaginem com três "whilst juggling".
Quando combinado com o malabarismo, a dificuldade aumenta significativamente. Pois, além de lançar e pegar os cubos de forma precisa e coordenada, o malabarista precisa se concentrar simultaneamente na resolução dos cubos. Isso requer uma capacidade cognitiva adicional para acompanhar os passos da resolução enquanto os cubos estão em movimento.
Em resumo, a combinação de malabarismo com cubos de Rubik acrescenta uma camada adicional de dificuldade à prática, pois requer o domínio tanto do malabarismo quanto da resolução dos cubos. No entanto, com dedicação, treinamento e persistência, é possível também aqui alcançar resultados surpreendentes. (PGCS)
Nelson José Cunha:
A mente humana é prodigiosa.Temos 86 bilhões de neurônios e cada um com 1000 conexões. Uma CPU, por sua vez, tem em torno de 14 bilhões de "transistores" que só faz o tal do liga-desliga. Diferentemente de um neurônio que faz muitíssimo mais. Este processa informações analogicamente, ou seja, ele desliga, mas quando liga o faz em gradações infinitas.
A inteligencia artificial ganha de um cérebro em um setor específico, mas não é páreo em versatilidade. O caso deste menino é exemplar. Ele vê, lança, equilibra, calcula, move os cubos, e tudo ao mesmo tempo. 
O cerebro ainda se alimenta, respira, elimina dejetos e se conserta.
A biologia é mesmo fantástica.

23 março, 2023

Conteúdo criado por humanos

Um novo selo para distinguir o conteúdo gerado por humano do conteúdo gerado por inteligência artificial (IA)

Not By AI é uma iniciativa curiosa e um tanto distópica que propõe adicionar rótulos ou selos de identificação ao conteúdo gerado por humanos em oposição ao conteúdo gerado pela inteligência artificial da moda, seja texto, imagens, música ou outros.
"Um especialista estima que 90% do conteúdo online pode ser gerado por IA até 2025. Com esse aumento no conteúdo gerado por IA, é importante observar que ele é originalmente treinado em conteúdo gerado por humanos. Se os humanos continuarem a depender exclusivamente da IA para gerar conteúdo no futuro, qualquer novo conteúdo poderá acabar sendo simplesmente conteúdo reciclado do passado. Isso poderia representar um grande obstáculo para o avanço da humanidade. Somente limitando nossa dependência da IA e continuando a criar conteúdo original podemos avançar como espécie."
PS. O Blog EM perguntou ao ChatGPT sobre a necessidade de usar estes selos (são três tipos: escrito, desenho e produzido), mas não obteve resposta até o momento.

09 março, 2023

Perguntas ao ChatGPT



Oi, Chat

Uma amiga me presenteou com um chapéu de grife super chiquérrimo, que ela jurou que não queria mais. Então, tivemos um mal-entendido e ela estragou minha festa de aniversário. Então, eu a bloqueei. E coloquei uma batata no cano de escapamento do carro dela. E dormi com o ex dela. Nossa amizade ainda pode ser salva? Se não, tenho que devolver o chapéu?

Alyssa

18 setembro, 2022

Deepfakes

Uma tecnologia que torna possível dizer ou fazer algo que uma pessoa nunca disse ou fez pode parecer complicada, porém é exequível. É necessária apenas uma filmagem ou uma gravação de voz para começar a criar uma realidade alternativa.
Esse tipo de conteúdo manipulado, criado com a ajuda da tecnologia de Inteligência Artificial (IA), é chamado de conteúdo sintético ou, como é mais mais conhecido, de deepfake.
O que são deepfakes?
Deepfake é um termo que descreve arquivos de áudio e vídeo criados com o uso de Inteligência Artificial, um "aprendizado de máquina", para ser mais exato.
Muitos tipos de deepfakes são possíveis. Trocas de rosto, em que o rosto de uma pessoa é substituído pelo de outra. Sincronização labial, quando a boca de uma pessoa falando pode ser ajustada a uma faixa de áudio diferente da original. Clonagem de voz, em que uma voz é "copiada" para dizer outras coisas.
Rostos e corpos totalmente sintéticos também podem ser gerados, por exemplo, como avatares digitais. Com a tecnologia deepfake, mesmo pessoas mortas podem ser trazidas de volta à vida, como fez o Museu Dali, na Flórida, com o pintor Salvador Dali.



"Quando você é um gênio, você não tem o direito de morrer, pois somos necessários ao progresso da humanidade." (SD)

02 julho, 2020

O "gerador de besouros"



Um "gerador de besouros" com tecnologia de inteligência artificial e um toque artístico
Bernat Cuni (foto) usou antigas ilustrações de milhares de besouros para criar um "gerador de besouros" que produz novas imagens através do aprendizado de máquina. Algo que pode produzir imagens bonitas e imaginárias, do qual se diz ser capaz de confundir os entomologistas.
https://www.cunicode.com/works/confusing-coleopterists


Ver também:
Uma exposição divertida num museu de história natural. VÍDEO de PGCS

05 dezembro, 2019

Como a inteligência artificial toma decisões?

A inteligência artificial (IA) já está presente em várias áreas na nossa vida: no diagnóstico médico, direção autônoma, assistente pessoal...
Mas como os algoritmos tomam decisões?
Pesquisadores desenvolveram uma ferramenta para analisar a inteligência artificial de forma mais profunda e se surpreenderam com os resultados.



Leitura complementar
Como o cavalo Hans tomava decisões?

30 maio, 2018

Paisagens áridas

A Polícia Metropolitana de Londres acredita que seu software de inteligência artificial (AI) será útil na tarefa de detectar imagens de abuso infantil nos próximos dois ou três anos. Mas, em seu estado atual, o sistema não consegue distinguir a diferença entre uma foto de um deserto e uma foto de um corpo nu.
A polícia londrina já se baseia na AI para ajudar a flagrar conteúdo incriminatório em dispositivos eletrônicos apreendidos, usando o software de reconhecimento de imagem para escanear imagens de drogas, armas e dinheiro. Mas quando se trata de nudez, o sistema não é confiável.
"Às vezes, surge um deserto e o sistema interpreta como uma imagem indecente ou pornografia", afirmou para The Telegraph, Mark Stokes, chefe do departamento de eletrônicos e digitais da polícia. "Por algum motivo, muitas pessoas têm protetores de tela com imagens de desertos e ele detecta-os 'pensando' que é a cor da pele".


Mesmo quando os seres humanos supervisionam os sistemas automatizados os resultados são imperfeitos. No ano passado, um moderador do Facebook removeu uma fotografia vencedora de Pulitzer de uma jovem nua que foge do local de ataques de napalm durante a Guerra do Vietnã, que teria sido sinalizado por um algoritmo. A empresa mais tarde restaurou a imagem e admitiu que não era pornografia infantil.
As máquinas não têm a capacidade de entender as nuances humanas, e o software do departamento ainda não demonstrou que pode mesmo diferenciar com sucesso o corpo humano de paisagens áridas. E, como vimos com a controvérsia da fotografia ganhadora do Pulitzer, as máquinas também não são ótimas para entender a gravidade ou o contexto das imagens nuas de crianças.

04 novembro, 2017

Erros na previsão do futuro da inteligência artificial


por Rodney Brooks
A crença de que máquinas inteligentes virão a dominar a humanidade baseia-se em extrapolações erradas, imaginação ilimitada, argumentos de fé e outros erros comuns que nos distraem dos modos mais produtivos de pensar a respeito do futuro da inteligência artificial (IA).
Estamos inundados da histeria sobre o futuro da inteligência artificial e da robótica. Uma histeria para o poder que elas alcançarão, a velocidade com que elas farão isso e suas consequências no mercado de trabalho.
Recentemente, vi uma história que dizia que, entre 10 e 20 anos, os robôs teriam ficado com a metade dos empregos que existem hoje. Havia até um gráfico para provar os cálculos. Esta afirmação é absurda (eu tento manter uma linguagem profissional, mas às vezes custa). Por exemplo, o texto parece dizer que, nos EUA, de um milhão de trabalhadores da manutenção de edifícios e terrenos restarão apenas 50 mil nesse prazo, porque os robôs assumirão seus empregos. Quantos robôs estão atualmente operando nesses empregos? Zero. Quantas demonstrações realistas de robôs que trabalham neste campo existem? Zero.
Histórias semelhantes aplicam-se a todas as outras categorias onde é sugerido que veremos o fim de mais de 90% dos empregos que atualmente exigem a presença (física) de pessoas em alguma etapa em particular.
As previsões errôneas geram medos sobre coisas que não acontecerão, seja a destruição em larga escala de empregos, a singularidade ou o advento de uma IA com valores diferentes dos nossos que poderiam tentar nos destruir. Precisamos lutar contra esses erros. Onde nascem essas falhas? Eu vejo sete razões comuns.

Prossiga lendo em: Los siete grandes errores de quienes predicen el futuro de la inteligencia artificial

27 julho, 2016

Nunca mais tropeçarão na mesma pedra

Uma vez que um robô cometa um erro, nenhum outro robô, inclusive aqueles que ainda não "nasceram", tornará a cometê-lo.
- Sebastian Thrun , engenheiro e professor da Stanford
No futuro, robôs, androides e artefatos autônomos nunca mais tropeçarão na mesma pedra. Será suficiente terem a aprendizagem compartilhada para que toda uma geração de máquinas melhore a experiência a partir da experiência de cada um dos indivíduos.
Um exemplo claro é o que acontece com os carros autônomos. A Tesla Motors desenvolve uma atualização do piloto automático dos seus carros, de modo que toda a informação reunida por eles seja compartilhada globalmente. Os carros autônomos da Google mapeiam o ambiente e transferem a sua aprendizagem para um servidor central. E, como diz Sebastian Thrun, os novos robôs já nascem "manhosos".
A ideia é tão interessante quanto profunda. Assim, se um robô ou dispositivo falha uma vez (por exemplo, em seu sistema de travagem), o problema é analisado e corrigido. Não tornará a acontecer. Será como se uma máquina de jogar xadrez destacasse o movimento chave que lhe custou o jogo e, automaticamente, todas as máquinas do planeta, a partir daquele momento, passassem a evitar a "armadilha da morte".
Assim, em tempo real, serão eliminados os bugs e os problemas, inclusive os dilemas que a inteligência artificial (IA) e os robôs que façam uso dela possam provocar em sua convivência com a humanidade.

12 novembro, 2012

Carros com Inteligência Artificial

Um sistema que a Nissan está desenvolvendo, equipado com câmeras, radares e sensores a laser de aproximação, será capaz de parar o veículo nas situações de emergência. Mas, se o computador a bordo, ao calcular que a distância de frenagem será insuficiente para evitar uma colisão, poderá então girar o volante para alterar o percurso do carro.
Você concordaria com todos esses poderes de decisão na Inteligência Artificial (IA) de seu carro? Quero dizer: sem combinar com a IA do outro carro?


¿Dejarías que tu coche controlara el volante para girar ante un choque inminente? por Álvaro Ibáñez

Leitura complementar: O carro do Google, pelo mesmo autor.