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20 agosto, 2025
Ditos engarrafados
O uísque é o melhor amigo do homem, ele é o cachorro engarrafado. (Vinícius de Moraes)
23 fevereiro, 2024
Cláusulas pétreas
com inciso
"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura."
--- "A água é branda e a pedra dura; mas, gota a gota, fará fundura."
"Palavra fora da boca é pedra fora da mão."
--- "De doido, pedrada ou má palavra."
"A pedra que rola não cria lodo."
--- "... nem musgo."
"A besta comedeira, pedras na cevadeira."
--- "Não há besta-fera que não se alegre com a sua companheira."
sem inciso
"A desgraça é a pedra de toque onde se aquilatam os amigos."
"Ninguém joga pedra em árvore que não dá fruto.
"Quem cala apanha pedras."
Dianne Scetrine reivindica o domínio de um raro superpoder.
Ela diz:
"Descobri que tenho um superpoder trivial, alguns anos atrás. Depois que meu ex-marido me disse que ele e seu irmão jogavam uma pedra na praia bem alto e para longe deles, e depois jogavam outra tentando acertar a primeira.
Eles nunca conseguiram. Eu tentei e repetidamente acertei a primeira pedra com a segunda."
"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura."
--- "A água é branda e a pedra dura; mas, gota a gota, fará fundura."
"Palavra fora da boca é pedra fora da mão."
--- "De doido, pedrada ou má palavra."
"A pedra que rola não cria lodo."
--- "... nem musgo."
"A besta comedeira, pedras na cevadeira."
--- "Não há besta-fera que não se alegre com a sua companheira."
sem inciso
"A desgraça é a pedra de toque onde se aquilatam os amigos."
"Ninguém joga pedra em árvore que não dá fruto.
"Quem cala apanha pedras."
Dianne Scetrine reivindica o domínio de um raro superpoder.
Ela diz:
"Descobri que tenho um superpoder trivial, alguns anos atrás. Depois que meu ex-marido me disse que ele e seu irmão jogavam uma pedra na praia bem alto e para longe deles, e depois jogavam outra tentando acertar a primeira.
Eles nunca conseguiram. Eu tentei e repetidamente acertei a primeira pedra com a segunda."
05 setembro, 2023
22 outubro, 2021
Provérbios encurtados
Acabou-se o que era doce; quem comeu, regalou-se.
No frigir dos ovos é que se vê a manteiga (ou: é que a manteiga chia).
Uma mão lava a outra, as duas lavam o rosto.
Parabellum (nome de uma classe de pistolas de fabricação alemã). Com origem no provérbio latino "Si vis pacem, para bellum" ("Se queres a paz, prepara-te para a guerra"), também traduzido jocosamente para "Civis, passem-me o Parabellum".
http://blogdopg.blogspot.com/2012/08/frases-latinas-traduzidas.html
No frigir dos ovos é que se vê a manteiga (ou: é que a manteiga chia).
Uma mão lava a outra, as duas lavam o rosto.
Nem que a vaca tussa e o boi espirre.
Achado não é roubado, quem perdeu é relaxado
A uva passa, a banana passa, só não passa a paçoca na carroça da praça.
A chinela vai cantar e o couro vai comer.
Cala a boca já morreu, quem manda em minha boca sou eu. É a frase completa para dar resposta a uma tentativa de silenciamento.
Cria corvos e eles te comerão os olhos. Tradução de "Cria cuervos y te sacarán los ojos".
O costume desta ave carnívora de comer os cadáveres começando pelos olhos serve para simbolizar a ingratidão. O comportamento do ingrato que paga com o mal o bem que lhe é feito. Pelo elevado número de ingratos que existem, este provérbio recomenda ser prudente ao fazer favores.
http://blogdopg.blogspot.com/2013/03/cria-cuervos.html
O costume desta ave carnívora de comer os cadáveres começando pelos olhos serve para simbolizar a ingratidão. O comportamento do ingrato que paga com o mal o bem que lhe é feito. Pelo elevado número de ingratos que existem, este provérbio recomenda ser prudente ao fazer favores.
http://blogdopg.blogspot.com/2013/03/cria-cuervos.html
Parabellum (nome de uma classe de pistolas de fabricação alemã). Com origem no provérbio latino "Si vis pacem, para bellum" ("Se queres a paz, prepara-te para a guerra"), também traduzido jocosamente para "Civis, passem-me o Parabellum".
http://blogdopg.blogspot.com/2012/08/frases-latinas-traduzidas.html
Ah, isso já acontece há muito tempo. Muito tempo antes de os links começarem a ser encurtados.
06 março, 2021
Ditos e provérbios "personalizados" 2
Maria é um caso à parte:
Moça é Maria, quando se tosquia (corta o cabelo).
Tal é Maria, tal filha cria.
Por Santa Maria de Agosto repasta a vaca um pouco.
É como a Maria nabiça: tudo o que vê, tudo cobiça.
Não há casa sem Maria.
Além das expressões: Morreu Maria Preá, Maria vai com as outras, O que Maria ganhou na horta (moita, beco, capoeira) etc.
A propósito de Morreu Maria Preá.
E mais outros antigos provérbios (portugueses) com citação de pessoas:
Mente Marta como sobrescrito de carta.
Bem canta Marta, depois de farta.
Lá se foi tudo quanto Marta fiou.
Isso quer Martinho: sopas de vinho.
Cada feira vai menos, como burro de Vicente.
Morra Sansão e quantos com ele estão.
Importante: http://www.hottopos.com/vdletras4/jeans2.htm
Ditos e provérbios "personalizados" 1
Moça é Maria, quando se tosquia (corta o cabelo).
Tal é Maria, tal filha cria.
Por Santa Maria de Agosto repasta a vaca um pouco.
É como a Maria nabiça: tudo o que vê, tudo cobiça.
Não há casa sem Maria.
Além das expressões: Morreu Maria Preá, Maria vai com as outras, O que Maria ganhou na horta (moita, beco, capoeira) etc.
A propósito de Morreu Maria Preá.
E mais outros antigos provérbios (portugueses) com citação de pessoas:
Mente Marta como sobrescrito de carta.
Bem canta Marta, depois de farta.
Lá se foi tudo quanto Marta fiou.
Isso quer Martinho: sopas de vinho.
Cada feira vai menos, como burro de Vicente.
Morra Sansão e quantos com ele estão.
Importante: http://www.hottopos.com/vdletras4/jeans2.htm
Ditos e provérbios "personalizados" 1
27 janeiro, 2021
Pieter Bruegel: Provérbios Flamengos
Pieter Bruegel (Breda, 1525/1530 — Bruxelas, 9 de setembro de 1569), conhecido como Pieter Brueghel, "O Velho" (para distingui-lo de seu filho mais velho), foi o primeiro de uma família de pintores flamengos. Assinou como Brueghel até 1559, ano em que retirou o "h" do sobrenome, como viria a acontecer também com seus filhos.
"O Velho", considerado um dos melhores pintores flamengos do século XVI, é o membro mais importante da família. Provavelmente, nasceu em Breda, nos Países Baixos.
Foi admitido como mestre na guilda de São Lucas com 26 anos, em 1551, e como aprendiz de Coecke Van Aelst, artista de Antuérpia, escultor, arquiteto e artífice de tapeçarias e vitrais. Foi nesta altura que Bruegel viajou para a Itália, onde produziu uma série de pinturas, a maior parte das quais representando paisagens. Sua primeira obra assinada e datada foi produzida em Roma, em 1553.
Em 1553, se estabeleceu em Antuérpia e dez anos depois mudou-se para Bruxelas permanentemente. Casou-se com Mayken em 1563, filha de Van Aelst, seu mestre.
Sabe-se muito pouco sobre a personalidade de Bruegel, para além de algumas palavras de Carel van Mander: «Era um homem tranquilo, sábio e discreto. Mas, quando estava acompanhado, era divertido e gostava de assustar as pessoas e os seus aprendizes com histórias de fantasmas e outras diabruras.»
É também conhecido como Bruegel, "O Camponês", alegadamente por ter tido o hábito se vestir como camponês, como forma de se misturar com o resto da população, em casamentos e outras celebrações, com o intuito de se inspirar para as suas criações.
Viajou pela Itália para aprender a forma de pintar dos renascentistas, permanecendo, como interno, uma temporada no atelier de um professor siciliano.
Foi um pintor de multidões e de cenas populares, com uma vitalidade tal que transborda de seus quadros. Além da sua predileção por paisagens, pintou quadros que realçavam o absurdo na vulgaridade, expondo as fraquezas e loucuras humanas, que lhe trouxeram muita fama. A mais óbvia influência sobre sua arte é de Hieronymus Bosch, 1 2 3 4 em particular no início dos estudos de imagens demoníacas, como o "Triunfo da Morte" e "Dulle Griet".
Foi na natureza, no entanto, que ele encontrou sua maior inspiração, sendo identificado como um mestre de paisagens. Ele é muitas vezes creditado como sendo o primeiro pintor ocidental a pintar paisagens como elemento central e não como um pano de fundo histórico de uma pintura. Retratava a vida e costumes dos camponeses, sua terra, uma vívida descrição dos rituais da aldeia, da vida, incluindo agricultura, caça, refeições, festas, danças e jogos.
Utilizando abundante sátira e força, criou algumas das primeiras imagens de protesto social na história da arte. Exemplos incluem pinturas como "A luta entre Carnaval e Quaresma" (uma sátira dos conflitos da Reforma).
2.º Vídeo: Provérbios Flamengos (Holandeses), de Bruegel, explicados em detalhes
"O Velho", considerado um dos melhores pintores flamengos do século XVI, é o membro mais importante da família. Provavelmente, nasceu em Breda, nos Países Baixos.
Foi admitido como mestre na guilda de São Lucas com 26 anos, em 1551, e como aprendiz de Coecke Van Aelst, artista de Antuérpia, escultor, arquiteto e artífice de tapeçarias e vitrais. Foi nesta altura que Bruegel viajou para a Itália, onde produziu uma série de pinturas, a maior parte das quais representando paisagens. Sua primeira obra assinada e datada foi produzida em Roma, em 1553.
Em 1553, se estabeleceu em Antuérpia e dez anos depois mudou-se para Bruxelas permanentemente. Casou-se com Mayken em 1563, filha de Van Aelst, seu mestre.
Sabe-se muito pouco sobre a personalidade de Bruegel, para além de algumas palavras de Carel van Mander: «Era um homem tranquilo, sábio e discreto. Mas, quando estava acompanhado, era divertido e gostava de assustar as pessoas e os seus aprendizes com histórias de fantasmas e outras diabruras.»
É também conhecido como Bruegel, "O Camponês", alegadamente por ter tido o hábito se vestir como camponês, como forma de se misturar com o resto da população, em casamentos e outras celebrações, com o intuito de se inspirar para as suas criações.
Viajou pela Itália para aprender a forma de pintar dos renascentistas, permanecendo, como interno, uma temporada no atelier de um professor siciliano.
Foi um pintor de multidões e de cenas populares, com uma vitalidade tal que transborda de seus quadros. Além da sua predileção por paisagens, pintou quadros que realçavam o absurdo na vulgaridade, expondo as fraquezas e loucuras humanas, que lhe trouxeram muita fama. A mais óbvia influência sobre sua arte é de Hieronymus Bosch, 1 2 3 4 em particular no início dos estudos de imagens demoníacas, como o "Triunfo da Morte" e "Dulle Griet".
Foi na natureza, no entanto, que ele encontrou sua maior inspiração, sendo identificado como um mestre de paisagens. Ele é muitas vezes creditado como sendo o primeiro pintor ocidental a pintar paisagens como elemento central e não como um pano de fundo histórico de uma pintura. Retratava a vida e costumes dos camponeses, sua terra, uma vívida descrição dos rituais da aldeia, da vida, incluindo agricultura, caça, refeições, festas, danças e jogos.
Utilizando abundante sátira e força, criou algumas das primeiras imagens de protesto social na história da arte. Exemplos incluem pinturas como "A luta entre Carnaval e Quaresma" (uma sátira dos conflitos da Reforma).
Fonte: Coleção História Geral da Arte
2.º Vídeo: Provérbios Flamengos (Holandeses), de Bruegel, explicados em detalhes
Grato a Nelson Cunha por trazer à tona o assunto.
03 outubro, 2020
Lista de espera
A quem sabe esperar, o tempo abre as portas. Provérbio chinês
Por favor, espere na linha. Sua ligação é muito importante para nós.
Deseja o melhor e espera o pior.
Em frente ao coqueiro verde, esperei uma eternidade. Erasmo, "Coqueiro verde"
Esperando Godot. Samuel Beckett
A espera é difícil, mas eu espero sonhando. Jorge Ben, "Zazueira"
Tudo vem para aquele que sabe esperar.
De onde se espera é que não vem coisa alguma. Barão de Itararé
Quem espera sempre alcança.
Espere sentado ou você se cansa. Chico, "Bom conselho"
Por favor, espere na linha. Sua ligação é muito importante para nós.
Deseja o melhor e espera o pior.
Em frente ao coqueiro verde, esperei uma eternidade. Erasmo, "Coqueiro verde"
Esperando Godot. Samuel Beckett
Esperar Godot
que não vem? Oh eu prefiro
esperar Godiva.
Tudo vem para aquele que sabe esperar.
De onde se espera é que não vem coisa alguma. Barão de Itararé
Quem espera sempre alcança.
Espere sentado ou você se cansa. Chico, "Bom conselho"
espera, s. f.
27 maio, 2020
Provérbios ilustrados
DEUS DÁ O FRIO CONFORME O COBERTOR.
😰Os problemas que ocorrem a alguém são proporcionais à capacidade que cada um tem de resolvê-los/suportá-los.
04 setembro, 2018
O jumento em comento
Animal, também chamado de asno, burro(*), burrico, jegue (do inglês jackass?), jerico, onagro etc. Seu nome científico é Equus africanus asinus.
(*) No Brasil, o termo "burro" pode designar não a espécie Equus africanus asinus, mas o cruzamento entre esta espécie e a Equus ferus caballus (cavalo) quando resulta num animal macho; porém, quando desse cruzamento, resulta num espécime fêmeo é designado como "mula". Wiki
Asinus asinum fricat. Provérbio latino
Um burro coça outro burro. Diz-se de pessoas sem merecimento que se elogiam mutuamente e com exagero.
O asno de ouro (Asinus aureus)
Título dado por Santo Agostinho a "Metamorfoses", de Lúcio Apuleio (século II d.C.), o único romance da literatura latina integralmente preservado. O livro compõe-se de narrativas das aventuras burlescas e fantásticas de um homem que se vê transformado em asno.
Não submeterás um boi e um jumento ao mesmo jugo para arar a terra.
Deuteronômio 22:10
O jugo é uma peça de madeira que une dois animais (geralmente uma parelha de bois) para puxar um arado ou um carroção de madeira. O jugo é usado, desde os tempos bíblicos até hoje, para fazer com que dois animais trabalhem juntos, dividindo o peso a ser carregado e/ou a resistência do arado ao sulcar o solo. Devidamente aparelhados com o jugo, dois bois produzem o dobro da força para a execução de um trabalho, e tarefas antes impossíveis se tornam possíveis para os dois animais.
O espírito da lei bíblica é proteger os animais. Dois animais de tamanho, força, estrutura física e temperamento diferentes, presos ao mesmo jugo, passariam por problemas. O animal mais forte (boi) certamente trabalharia mais do que o animal mais fraco (jumento), o que causaria fadiga e sofrimento no primeiro. Enquanto o jugo, machucando o pescoço do animal de menor tamanho (o jumento), logo o deixaria esfolado. Assim, na labuta feita pela dupla, tanto sofreria o boi quanto o jumento.
O passo do asno corresponde ao tanto de cevada que lhe dás. Provérbio judaico
Asno de Buridan
Asno imaginário que, segundo a filosofia de Buridan (século 14), tendo ao mesmo tempo fome e sede, hesita entre um molho de feno e um balde de água e, incapaz de se decidir, deixa-se morrer.
A cruz nas costas
Trecho de uma entrevista dada pelo Padre Antonio Vieira, o Padre do Jumento, no dia 13 de março de 1987, ao radialista Amorim Filho. AQUI
"Eu vim no lombo dum jumento com pouco conhecimento / Enfrentando chuva e vento e dando uns peido fedorento."
Jumento Celestino, banda Mamonas Assassinas
(*) No Brasil, o termo "burro" pode designar não a espécie Equus africanus asinus, mas o cruzamento entre esta espécie e a Equus ferus caballus (cavalo) quando resulta num animal macho; porém, quando desse cruzamento, resulta num espécime fêmeo é designado como "mula". Wiki
Asinus asinum fricat. Provérbio latino
Um burro coça outro burro. Diz-se de pessoas sem merecimento que se elogiam mutuamente e com exagero.
O asno de ouro (Asinus aureus)
Título dado por Santo Agostinho a "Metamorfoses", de Lúcio Apuleio (século II d.C.), o único romance da literatura latina integralmente preservado. O livro compõe-se de narrativas das aventuras burlescas e fantásticas de um homem que se vê transformado em asno.
Não submeterás um boi e um jumento ao mesmo jugo para arar a terra.
Deuteronômio 22:10
O jugo é uma peça de madeira que une dois animais (geralmente uma parelha de bois) para puxar um arado ou um carroção de madeira. O jugo é usado, desde os tempos bíblicos até hoje, para fazer com que dois animais trabalhem juntos, dividindo o peso a ser carregado e/ou a resistência do arado ao sulcar o solo. Devidamente aparelhados com o jugo, dois bois produzem o dobro da força para a execução de um trabalho, e tarefas antes impossíveis se tornam possíveis para os dois animais.
O espírito da lei bíblica é proteger os animais. Dois animais de tamanho, força, estrutura física e temperamento diferentes, presos ao mesmo jugo, passariam por problemas. O animal mais forte (boi) certamente trabalharia mais do que o animal mais fraco (jumento), o que causaria fadiga e sofrimento no primeiro. Enquanto o jugo, machucando o pescoço do animal de menor tamanho (o jumento), logo o deixaria esfolado. Assim, na labuta feita pela dupla, tanto sofreria o boi quanto o jumento.
O passo do asno corresponde ao tanto de cevada que lhe dás. Provérbio judaico
Asno de Buridan
Asno imaginário que, segundo a filosofia de Buridan (século 14), tendo ao mesmo tempo fome e sede, hesita entre um molho de feno e um balde de água e, incapaz de se decidir, deixa-se morrer.
Trecho de uma entrevista dada pelo Padre Antonio Vieira, o Padre do Jumento, no dia 13 de março de 1987, ao radialista Amorim Filho. AQUI
"Eu vim no lombo dum jumento com pouco conhecimento / Enfrentando chuva e vento e dando uns peido fedorento."
Jumento Celestino, banda Mamonas Assassinas
"Político quando está por cima é como jumento que carrega cana. Até a bunda é doce, né?"
Citado por Luiz Vieira, no programa "Sr. Brasil" de Rolando Boldrin (17/08/14)
"Discutir com um eleitor de Boçalnaro é como dar banho num jumento: perde-se a água e o tempo." Anônimo
"Discutir com um eleitor de Boçalnaro é como dar banho num jumento: perde-se a água e o tempo." Anônimo
12 julho, 2018
"O asno é teu!"
Neste provérbio [218], a história subjacente é a seguinte: um homem morreu e deixou, em testamento, seu asno para o mais preguiçoso dos três filhos. Perante o juiz, o primeiro filho relatou que um dia, no rio, com água até o pescoço, era tanta a sua preguiça que teria morrido de sede, mas não se sentia capaz de curvar o pescoço para beber. O juiz já ia dar-lhe o asno quando o segundo contou que também morria de sede em sua cama e, por preguiça, não era capaz sequer de abrir os lábios para acolher a água que caía de uma goteira situada bem em cima de sua boca. Já ia o juiz adjudicar-lhe o legado, mas antes quis interrogar o terceiro, que permanecia em silêncio. Este, indagado, respondeu: "Eu... eu... sei lá... dá o asno prá quem cê quisé, isto me cansa tanto..." Ao que o juiz, imediatamente, ajuntou: "Miserável, preguiçoso dos preguiçosos: o asno é teu!", frase usada até hoje para acusar a preguiça de alguém.
250 Provérbios Árabes, por Luiz Jean Lauand
250 Provérbios Árabes, por Luiz Jean Lauand
13 fevereiro, 2018
Provérbios árabes
Os cães ladram e a caravana passa.
Quem não te conhece, que te compre.
Um presente? Não me atormente.
Defeito que agrada o sultão, vira virtude.
Quem ocupa o poder tem a metade das pessoas contra si. Isto, se ele for justo.
Todo homem é mais parecido com sua época do que com seu pai.
Por causa da rosa, a erva daninha acaba sendo regada.
Come verdes os teus frutos, antes que o ladrão os roube maduros.
Queres destruir a mesquita para erguer um minarete?
Com a mentira se consegue o almoço, mas não o jantar.
Anda mouro na costa (Recorda as investidas dos piratas berberes na costa portuguesa. Hoje refere-se a alguém que anda a rondar, interessado.)
E mais estes (leia-os da direita para a esquerda) que são também muito bons:
- Teu moinho gira para a direita ou para a esquerda?
- Sei lá, o importante é que ele me dá farinha!
Quem não te conhece, que te compre.
Um presente? Não me atormente.
Defeito que agrada o sultão, vira virtude.
Quem ocupa o poder tem a metade das pessoas contra si. Isto, se ele for justo.
Todo homem é mais parecido com sua época do que com seu pai.
Por causa da rosa, a erva daninha acaba sendo regada.
Come verdes os teus frutos, antes que o ladrão os roube maduros.
Queres destruir a mesquita para erguer um minarete?
Com a mentira se consegue o almoço, mas não o jantar.
Anda mouro na costa (Recorda as investidas dos piratas berberes na costa portuguesa. Hoje refere-se a alguém que anda a rondar, interessado.)
E mais estes (leia-os da direita para a esquerda) que são também muito bons:
- Teu moinho gira para a direita ou para a esquerda?
- Sei lá, o importante é que ele me dá farinha!
20 novembro, 2017
Farinha de mandioca
"... o primeiro elemento de adaptação, acomodação e de conquista do português." ~ Célia Corsino
Provérbios
Sábado de aleluia, carne no prato, farinha na cuia.
Não há carne sem osso nem farinha sem caroço.
Farinha pouca, meu pirão primeiro.
Não é só na memória afetiva dos brasileiros que a mandioca é importante – dela, Jorge Amado escreveu em seu "Navegação de Cabotagem": "onde quer que esteja levo o Brasil comigo mas, ai de mim, não levo farinha de mandioca e sinto falta todos os dias, ao almoço e ao jantar". [1]
"Comida de pobre é farinha: engrossa o que está fino, esfria o que está quente e aumenta o que está pouco." ~ Otacílio Correia. [2]
Em 1817, na “Revolução dos Padres”, em Pernambuco, eles deixaram de fazer hóstias de trigo para fazê-las com tapioca. Mandioca, portanto. [3]
O Brasil não está fora do hábito da entomofagia. Na Serra da Ibiapaba, no Ceará, por exemplo, há pessoas que destacam as "bundas" das formigas tanajuras (fêmeas aladas das saúvas, que aparecem em grande quantidade no início da estação chuvosa e que são capturadas) para fritá-las, misturá-las com farinha de mandioca e... comê-las! [4]
Diálogo [5] [6]
— Gosta de mulher?
— Muito.
— E de farinha?
— Vixe!!!
Canto de capoeira
"Ô Inácio, ô Inácio
Mulher casa não come
Farinha do mesmo dia
Se ela come, ela morre
E seu filho não se cria." [7]
Entrevista
"A gente planta um pauzinho no chão. E daquele pedaço de pau dá essas coisas maravilhosas. O alimento da gente. A gente tira a goma, tira a farinha; tira a crueira, a crueira serve pra fazer caldo pra pessoa que às vezes tá com a cabeça fraca, caldinho de crueira; as cascas servem pros animais comer e pra adubar a terra. A manipueira vai para essas plantas aí (mostra as bananeiras), fica a coisa mais linda a bananeira. Um pedacinho de pau que a gente planta no chão".~ Fátima Tremembé, para a jornalista Izabel Gurgel [8]
[1] http://www.tijolaco.com.br/blog/mandioca-e-os-idiotas/
[2] http://blogdopg.blogspot.com.br/2013/07/farinha.html
[3] http://www.folhape.com.br/noticias/noticias/especial/2017/03/06/NWS,19975,70,563,NOTICIAS,2190-O-PAO-TRIGO-FOI-SUBSTITUIDO-PELA-TAPIOCA-VINHO-PELA-CACHACA.aspx
[4] http://blogdopg.blogspot.com.br/2008/08/entomofagia.html
[5] http://blogdopg.blogspot.com.br/2017/10/quatro-antonios.html
[6] http://blogdopg.blogspot.com/2012/10/o-vicio-maldito.html
[7] http://www20.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2014/10/04/noticiasjornalvidaearte,3325103/notas-politicas.shtml
[8] http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com/2023/08/caminhos-do-ceara-farinhadas.html
Sábado de aleluia, carne no prato, farinha na cuia.
Não há carne sem osso nem farinha sem caroço.
Farinha pouca, meu pirão primeiro.
Não é só na memória afetiva dos brasileiros que a mandioca é importante – dela, Jorge Amado escreveu em seu "Navegação de Cabotagem": "onde quer que esteja levo o Brasil comigo mas, ai de mim, não levo farinha de mandioca e sinto falta todos os dias, ao almoço e ao jantar". [1]
"Comida de pobre é farinha: engrossa o que está fino, esfria o que está quente e aumenta o que está pouco." ~ Otacílio Correia. [2]
Em 1817, na “Revolução dos Padres”, em Pernambuco, eles deixaram de fazer hóstias de trigo para fazê-las com tapioca. Mandioca, portanto. [3]
O Brasil não está fora do hábito da entomofagia. Na Serra da Ibiapaba, no Ceará, por exemplo, há pessoas que destacam as "bundas" das formigas tanajuras (fêmeas aladas das saúvas, que aparecem em grande quantidade no início da estação chuvosa e que são capturadas) para fritá-las, misturá-las com farinha de mandioca e... comê-las! [4]
Diálogo [5] [6]
— Gosta de mulher?
— Muito.
— E de farinha?
— Vixe!!!
Canto de capoeira
"Ô Inácio, ô Inácio
Mulher casa não come
Farinha do mesmo dia
Se ela come, ela morre
E seu filho não se cria." [7]
Entrevista
"A gente planta um pauzinho no chão. E daquele pedaço de pau dá essas coisas maravilhosas. O alimento da gente. A gente tira a goma, tira a farinha; tira a crueira, a crueira serve pra fazer caldo pra pessoa que às vezes tá com a cabeça fraca, caldinho de crueira; as cascas servem pros animais comer e pra adubar a terra. A manipueira vai para essas plantas aí (mostra as bananeiras), fica a coisa mais linda a bananeira. Um pedacinho de pau que a gente planta no chão".~ Fátima Tremembé, para a jornalista Izabel Gurgel [8]
[1] http://www.tijolaco.com.br/blog/mandioca-e-os-idiotas/
[2] http://blogdopg.blogspot.com.br/2013/07/farinha.html
[3] http://www.folhape.com.br/noticias/noticias/especial/2017/03/06/NWS,19975,70,563,NOTICIAS,2190-O-PAO-TRIGO-FOI-SUBSTITUIDO-PELA-TAPIOCA-VINHO-PELA-CACHACA.aspx
[4] http://blogdopg.blogspot.com.br/2008/08/entomofagia.html
[5] http://blogdopg.blogspot.com.br/2017/10/quatro-antonios.html
[6] http://blogdopg.blogspot.com/2012/10/o-vicio-maldito.html
[7] http://www20.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2014/10/04/noticiasjornalvidaearte,3325103/notas-politicas.shtml
[8] http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com/2023/08/caminhos-do-ceara-farinhadas.html
29 setembro, 2017
Provérbios exemplificados
Dinheiro e santidade, metade da metade.
Exemplo - João passa pelo golpe de perder a sogra, que todos julgam rica. Atribuem-lhe: uns, duzentos; outros, trezentos contos. João tem urgência de ir à Europa para se consolar, e a liquidação da herança é demorada. João tem um plano: divide 300 contos pela metade e verifica 150; divide 150 e acha 75 contos. Fiel à sabedoria popular vende a herança pelos 75 contos e só daí a 6 meses é que sabe que o comprador apurou 400 contos.
Não deixes o certo pelo duvidoso.
Exemplo - Pedro tem uma briga no teatro. O adversário jura-lhe que lhe quebrará a cara nessa mesma noite. Pedro tem dois caminhos para a casa. No caminho nº 1 está de tocaia o inimigo, segundo lhe avisam; no nº 2 Pedro não sabe quem o espera. Fiel à sabedoria popular, Pedro segue pelo nº 1, onde a sova é certa, e deixa o nº 2, onde é duvidosa. Também, com a sua prudência, Pedro não esqueceu de levar no bolso o seu frasco de arnica.
Duro com duro não faz bom muro.
Exemplo - Paulo possui um terreno aberto e resolve cercá-lo. Chama o pedreiro.
- Quer v. s. o muro de tijolos?
- Não, responde Paulo.
- De pedra?
- Também não.
- Então, de pedra e tijolo?
- Não, diz Paulo. "duro com duro não faz bom muro". Construa de barro.
Constrói-se o muro de barro, e Paulo fica radiante com a sabedoria popular durante oito dias. Até a primeira chuva.
Falar é prata, calar é ouro.
Exemplo - Para um banquete no Itamaraty, recebe Sancho um convite. Enfia a casaca e vai. Senta-se, e os criados circulam.
- V. ex. é servido?
Sancho, fiel ao rifão está mudo. O prato segue.
Vem outro criado:
- V. ex. é servido?
Sancho, mudo como um pote.
Aparece outro criado...
Outro...
Mais outro...
Sancho, grave, nada responde diante do seu prato vazio.
Terminado o banquete, volta Sancho para casa, e como sente o estômago nas costas, vai ao guarda-comida e rói a sua códea de pão em silêncio.
CARETA, nº 40 (06/03/1909), p 9/36
http://memoria.bn.br
Exemplo - João passa pelo golpe de perder a sogra, que todos julgam rica. Atribuem-lhe: uns, duzentos; outros, trezentos contos. João tem urgência de ir à Europa para se consolar, e a liquidação da herança é demorada. João tem um plano: divide 300 contos pela metade e verifica 150; divide 150 e acha 75 contos. Fiel à sabedoria popular vende a herança pelos 75 contos e só daí a 6 meses é que sabe que o comprador apurou 400 contos.
Não deixes o certo pelo duvidoso.
Exemplo - Pedro tem uma briga no teatro. O adversário jura-lhe que lhe quebrará a cara nessa mesma noite. Pedro tem dois caminhos para a casa. No caminho nº 1 está de tocaia o inimigo, segundo lhe avisam; no nº 2 Pedro não sabe quem o espera. Fiel à sabedoria popular, Pedro segue pelo nº 1, onde a sova é certa, e deixa o nº 2, onde é duvidosa. Também, com a sua prudência, Pedro não esqueceu de levar no bolso o seu frasco de arnica.
Duro com duro não faz bom muro.
Exemplo - Paulo possui um terreno aberto e resolve cercá-lo. Chama o pedreiro.
- Quer v. s. o muro de tijolos?
- Não, responde Paulo.
- De pedra?
- Também não.
- Então, de pedra e tijolo?
- Não, diz Paulo. "duro com duro não faz bom muro". Construa de barro.
Constrói-se o muro de barro, e Paulo fica radiante com a sabedoria popular durante oito dias. Até a primeira chuva.
Falar é prata, calar é ouro.
Exemplo - Para um banquete no Itamaraty, recebe Sancho um convite. Enfia a casaca e vai. Senta-se, e os criados circulam.
- V. ex. é servido?
Sancho, fiel ao rifão está mudo. O prato segue.
Vem outro criado:
- V. ex. é servido?
Sancho, mudo como um pote.
Aparece outro criado...
Outro...
Mais outro...
Sancho, grave, nada responde diante do seu prato vazio.
Terminado o banquete, volta Sancho para casa, e como sente o estômago nas costas, vai ao guarda-comida e rói a sua códea de pão em silêncio.
CARETA, nº 40 (06/03/1909), p 9/36
http://memoria.bn.br
05 maio, 2017
Provérbios comerciais
Quem mede longo e pesa bem, cedo estará sem vintém.
A quem pagou uma vez, cobra mais duas ou três.
Quem quer um incêndio prematuro ponha sua casa no seguro.
Quando a freguesia teima, aumenta o preço e anuncia queima.
Feijão bichado e pão duro só se vende no escuro.
Quem vende só a dinheiro não serve para vendeiro.
No açúcar mistura cal, que dá lucro e não faz mal.
Vende o gênero estragado, ainda que seja fiado.
Quem quer encher a gaveta anuncie na Careta.
"Proverbios Commerciaes", in: Careta, nº 35, de 30 de janeiro de 1909
A quem pagou uma vez, cobra mais duas ou três.
Quem quer um incêndio prematuro ponha sua casa no seguro.
Quando a freguesia teima, aumenta o preço e anuncia queima.
Feijão bichado e pão duro só se vende no escuro.
Quem vende só a dinheiro não serve para vendeiro.
No açúcar mistura cal, que dá lucro e não faz mal.
Vende o gênero estragado, ainda que seja fiado.
Quem quer encher a gaveta anuncie na Careta.
"Proverbios Commerciaes", in: Careta, nº 35, de 30 de janeiro de 1909
16 outubro, 2013
12 julho, 2013
Farinha em geral
"Comida de pobre é farinha: engrossa o que está fino, esfria o que está quente e aumenta o que está pouco." Otacílio Correia. In: "Ceará em Brasília", de outubro de 2012
Provérbios e expressões com a palavra farinha
Nem todo branco é farinha.
Não sai farinha branca do saco de carvão.
Deus dá o pão mas não amassa a farinha.
Deus dá a farinha e o Diabo fura o saco.
É tudo farinha do mesmo saco.
Pôr o ventilador na farinha.
O que se poupa no farelo gasta-se na farinha.
Diga minha vizinha, e tenha eu meu saco de farinha.
Sábado de aleluia, carne no prato, farinha na cuia.
Não há carne sem osso nem farinha sem caroço.
Farinha pouca, meu pirão primeiro.
Poderá também gostar de mel
Provérbios e expressões com a palavra farinha
Nem todo branco é farinha.
Não sai farinha branca do saco de carvão.
Deus dá o pão mas não amassa a farinha.
Deus dá a farinha e o Diabo fura o saco.
É tudo farinha do mesmo saco.
Pôr o ventilador na farinha.
O que se poupa no farelo gasta-se na farinha.
Diga minha vizinha, e tenha eu meu saco de farinha.
Sábado de aleluia, carne no prato, farinha na cuia.
Não há carne sem osso nem farinha sem caroço.
Farinha pouca, meu pirão primeiro.
Poderá também gostar de mel
30 junho, 2012
PROVÉRBIOS. Dicas do Prof. Pasquale
"Hoje é domingo, pé de cachimbo..." e eu ficava imaginando como seria um pé de cachimbo, quando o correto é: "Hoje é domingo, pede cachimbo". Domingo é um dia especial para relaxar e fumar um cachimbo (para aqueles que fumam, naturalmente...).No popular se diz: "Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro".Minha grande dúvida na infância... Mas que bicho é esse que é carpinteiro, um bicho pode ser carpinteiro???
Correto: "Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro". Está aí a resposta para meu dilema de infância!. Eu não sabia e você?
"Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão." Enquanto o correto é: "Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão". Se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão se ela está embaixo dele?
"Cor de burro quando foge." O correto é: "Corro de burro quando foge". Esse foi o pior de todos! Burro muda de cor quando foge??? Qual cor ele fica??? Porque ele muda de cor???
Outro que no popular todo mundo erra: "Quem tem boca vai a Roma". Bom, esse eu entendia, de um modo errado, mas entendia! Pensava que quem sabia se comunicar ia a qualquer lugar! O correto é: "Quem tem boca vaia Roma". Isso mesmo, do verbo vaiar.
Outro que todo mundo diz errado: "Cuspido e escarrado" - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa. O correto é: 'Esculpido em Carrara". (Carrara é um tipo de mármore.)
Mais um famoso.... "Quem não tem cão, caça com gato". Entendia também, errado, mas entendia! Se não tem o cão para ajudar na caça o gato ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer, mas vai que o bicho está de bom humor! O correto é: "Quem não tem cão, caça como gato". Ou seja, sozinho!
Correto: "Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro". Está aí a resposta para meu dilema de infância!. Eu não sabia e você?
"Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão." Enquanto o correto é: "Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão". Se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão se ela está embaixo dele?
"Cor de burro quando foge." O correto é: "Corro de burro quando foge". Esse foi o pior de todos! Burro muda de cor quando foge??? Qual cor ele fica??? Porque ele muda de cor???
Outro que no popular todo mundo erra: "Quem tem boca vai a Roma". Bom, esse eu entendia, de um modo errado, mas entendia! Pensava que quem sabia se comunicar ia a qualquer lugar! O correto é: "Quem tem boca vaia Roma". Isso mesmo, do verbo vaiar.
Outro que todo mundo diz errado: "Cuspido e escarrado" - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa. O correto é: 'Esculpido em Carrara". (Carrara é um tipo de mármore.)
Mais um famoso.... "Quem não tem cão, caça com gato". Entendia também, errado, mas entendia! Se não tem o cão para ajudar na caça o gato ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer, mas vai que o bicho está de bom humor! O correto é: "Quem não tem cão, caça como gato". Ou seja, sozinho!
Dicas do Prof. Pasquale Cipro Neto, repassadas por Márcia Gurgel
17 setembro, 2010
Ditos e provérbios "personalizados"
Há ditos populares e provérbios que incluem nomes de pessoas. Até o momento anotei estes:
Miguel, Miguel, não tens abelhas e vendes mel.Se souberem de outros do gênero, informem-me para que eu acrescente-os à lista.
Cazuza, babado se usa?
A César o que é de César.
Pedro, tu és pedra...
Mateus, primeiro os teus.
Quem pariu Mateus que o embale.
Agora é tarde, Inês é morta.
Enquanto o Brás é tesoureiro.
Ponha na conta do Abreu. Se ele não pagar... nem eu.
Jeremias, aperta a gata que ela mia.
Aí... morreu o Neves.
Aí morreu Maria Preá.
O pau que dá em Chico dá em Francisco.
Queres conhecer o Inácio? Coloca-o num palácio.
Feliz foi Adão que não teve sogra (nem caminhão).
Aristides, Aristides, eu sou ouro e tu ourives.
23 julho, 2010
Mais "paravérbios"
Após a série divulgada na postagem "A adulteração de provérbios", foram por mim compostos mais estes "paravérbios":
Prov. - Quem tem olho grande não entra na China.19/07/2016 - Atualizando ...
Parav. - Quem tem piolho grande não entra na tina.
Prov. - Alegria de pobre dura pouco.
Parav. - Alergia de pobre cura pouco.
Prov. - Na guerra mentira é como terra.
Parav. - Na guerra me tira dessa terra.
Prov. - Matar dois coelhos com uma cajadada.
Parav. - Matar dois camelos com uma caixa d’água.
Prov. - Quem cochicha o rabo espicha.
Parav. - Quem comicha o rabo é... bicha.
Prov. - Cão que ladra não morde.
Parav. - Cão que ladra não o acorde.
Prov. - Os fins justificam os meios.
Parav. - Os ruins justo ficam no meio.
Prov. - Atrás de quem corre não falta valente.
Parav. - Atrás de quem morre não falta parente.
Prov. - Quem com ferro fere com ferro será ferido.
Parav. - Quem com ferro fere com ferro será fundido.
16 julho, 2010
A adulteração de provérbios
Ao folhear o livro "O Padre do Jumento", sobre a vida e a produção intelectual do (nosso) Padre Antonio Vieira, a quem devemos o existir literário do "ciclo do jumento", algo de imediato me prendeu a atenção. Em suas páginas 126-127, a presença de uma lista de "alguns provérbios que chegaram a nossos dias adulterados, ninguém sabe por quem", conforme textualmente registram Amorim Filho e Expedito Duarte, os autores do mencionado livro.É que, na qualidade de adulterador de dez dos provérbios publicados, quero lá a minha autoria reconhecida.
Foram inicialmente publicados em maio de de 1984, na coluna "Gente e Fatos", do jornalista Edmundo Vitoriano. Depois que José Raimundo Costa, jornalista e adepto do passatempo de adulterar provérbios, começou a divertida série. Eu recordo que, na época, até criei o nome "paravérbio" para rotular o que estávamos a fazer. Com a invenção dessas frases que não transmitiam experiências nem davam conselhos, que são os fins usuais de todos os provérbios. Aliás, os "paravérbios" chegam a ter finalidades contrárias, pois não passam de meros produtos do ludismo verbal.
Posteriormente, a José Costa e a mim, juntou-se Lauro Ruiz de Andrade nesse espirituoso ofício de adulterar provérbios. De sorte que somos os três, não obstante o pater semper incertus dos latinos, os autores da lista publicada no livro de Amorim Filho e Expedito Duarte.
Relaciono os meus "paravérbios" que saíram nessa lista:
Prov. - Vaso ruim não quebra.Parav. - Vaso ruim, mão quebra.Prov. - Cada um por si e Deus por todos.Parav. - Cada um por si e deu para todos.Prov. - Antes que cases, vê o que fazes.Parav. - Antes que cases, vê: que pazes!Prov. - Cesteiro que faz um cesto faz um cento.Parav. - Cesteiro que faz um sexto faz um... lento.Prov. - Deus dá o frio conforme o cobertor.Parav. - Deus dá frio: conforme-se com o cobertor.Prov. - A situação está mais pra urubu do que pra colibri.Parav. - A situação está mais pra urubu. Pra que coibir?Prov. - Não adianta chorar sobre o leite derramado.Parav. - Não adianta chorar sobre o leite, desmamado.Prov. - Ao vencedor as batatas.Parav - Ao vencedor as mamatas.Prov. - A fé remove montanhas.Parav. - Maomé remove montanhas.Prov. - Águas passadas não movem moinhos.Parav. - Águas passadas não redemoinham.
Não se trata de nenhuma novidade o passatempo de parodiar provérbios. Fazer jogo de palavras com as expressões e os ditos mais conhecidos, dando-lhes sentido novo, chegou a ser moda no século XIX. E, ao que parece, continua sendo, visto que os humoristas não pretendem deixar o rico filão do qual já foram faiscadas, entre tantas, as seguintes pepitas: "o Brasil espera que todos comprem sem dever", "depois da tempestade vem a ambulância", "quem ama o feio é porque o bonito não aparece", "quem dá aos pobres ou empresta... adeus", "a ociosidade é mãe de todos os vices" e "quem vê cara não vê que horas são" (esta última pepita foi encontrada pelo Barão de Itararé).
Acerca desse fenômeno humorístico, talvez haja explicações. Uma delas, apela simplesmente para o princípio de que "uma grande verdade é aquela cujo contrário é igualmente uma grande verdade". Outra, como diz Lopes Ribeiro, é porque "a nova forma de viver à pressa tenha trazido como consequência natural a morte dos provérbios, essas muletas do bom senso que condensam uma longa experiência, previnem perigos ou dão bons conselhos". E, como não surgem novos provérbios, os "paravérbios" vão tomando o lugar dos velhos anexins. PGCS
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