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25 agosto, 2022

O canal da Nicarágua. Desfecho


Projeto: 
O Canal da Nicarágua, EntreMentes, 18/06/2013

Mas.
O projeto de construir um novo canal interoceânico na América Central foi para o pântano, em 2016. Devido à falência do seu principal investidor, o multimilionário chinês Wang Jing, além da opção do governo de Pequim de estabelecer relações com o Panamá e utilizar seu renovado canal.
A obra de 278 quilômetros, que era um investimento totalmente privado, uniria o Oceano Pacífico e o Mar do Caribe, servindo de acesso também para o Oceano Atlântico. Os barcos navegariam por um lago, e o canal seria três vezes mais largo do que a via panamenha.
Wang Jing era uma das pessoas mais ricas do mundo, com uma fortuna calculada em 10,2 bilhões de dólares até junho de 2015, mas dois anos depois sua riqueza se esfumou, e só sobraram 1,1 bilhão de dólares, segundo a agência Bloomberg.

30 agosto, 2021

O Canal da Patagônia

O Canal da Patagônia foi um projeto promovido por Antonio Rodríguez del Busto, na década de 1920 (depois da abertura do Canal do Panamá, em 1914), para ligar o Golfo de San Jorge, na Argentina, ao Golfo de Penas, no Chile: 550 km de percurso entre um extremo e outro, incluindo os rios Baker e Fénix.


Essa megaconstrução teria exigido uma grande movimentação de terreno (parte dele bastante elevado), aumentar o nível de rios e lagos e, devido à diferença de nível entre os dois oceanos, construir um sistema de eclusas semelhante ao do Canal do Panamá.
Levando-se em conta que o Cabo Horn não fica tão longe assim, e pode ser contornado, foi normal que a ideia não tenha saído do papel.

Que fim levou o Canal da Nicarágua?
Em construção (só a resposta).

02 agosto, 2021

A arca lunar

Já que nosso planeta está enfrentando múltiplos desastres como secas, asteroides e ainda a possibilidade de uma guerra nuclear, cientistas dizem que os seres humanos devem olhar para a viagem espacial como um meio de salvar a vida.
Uma arca, projetada por Thanga e uma equipe de pesquisadores da Universidade do Arizona, EUA, armazenaria células reprodutivas como espermatozoides e óvulos de 6,7 milhões de seres da Terra, incluindo humanos. E o banco proposto, ou arca lunar, ficaria abaixo da superfície da Lua.
Esta construção, como a "Arca de Noé" na Bíblia, poderia armazenar biomaterial das espécies com mais eficiência do que protegê-las na Terra ou criá-las num ecossistema artificial.

© FOTO / JEKAN THANGA / UNIVERSIDADE DO ARIZONA. Projeto de arca lunar para amostras de biomaterial humano.

O pesquisador sugeriu construir arcas em poços lunares e tubos de lava que podem servir de abrigo contra oscilações de temperatura na superfície, radiações solar e cósmica e micrometeoritos.
Segundo o cientista, a arca seria controlada por robôs e colocada em temperaturas congelantes a fim de preservar as amostras, enquanto panéis solares serviriam de recurso de energia.
O conceito de uma arca global com amostras de biomaterial não é novo. A ideia tem sido implementada no Silo Global de Sementes de Svalbard, que contém um gigantesco banco para sementes de plantas, localizado na ilha norueguesa de Spitsbergen, no Círculo Polar Ártico, a fim de proteger plantas contra perda de biodiversidade. Neste banco há mais de 992 mil amostras, cada uma contendo uma média de 500 sementes.
12/02/2021

Arquivo: Museu da Pessoa no Arquivo Ártico Mundial

02 abril, 2021

Katalog

A artista que pacientemente fotografou e classificou os 10.532 objetos em sua casa, um por um
Sob o nome de Katalog, há um projeto pessoal muito curioso da artista Barbara Iwens, uma fotógrafa belga que decidiu que seria interessante capturar em imagens eternas todos os objetos que estavam em sua casa.
Barbara diz que essa inspiração veio depois de perceber que ela havia feito onze mudanças ao longo de sua vida, levando milhares de objetos de um lugar para outro.
Ela começou a tarefa e, no total, acabou fotografando 10.532 objetos em dois anos, trabalhando duas horas por semana. O que poderíamos chamar de um projeto de constância quase infinita, porque é preciso ser uma pessoa muito metódica e paciente para não se desesperar, para fazê-lo de maneira ordenada e sem repetição.
Isto me lembrou um pouco do projeto das cem coisas, embora neste caso houvesse um excesso. Temos mais ou menos 10.000 desses objetos em nossas casas?
A classificação é tão detalhada que, no site em que o catálogo é exibido, os objetos podem ser selecionados por cor, material, frequência ou dependência da casa.
A seção mais interessante é, sem dúvida, a chamada O que eu salvaria em um incêndio, onde há exatamente 20 objetos, recordações mais valiosas do que qualquer coisa no mundo, cada uma acompanhada de um comentário.

por Alvy, Microsiervos
Trad. PGCS


16 abril, 2020

Por que fazer café sem café?

☕️ Se você chegou aqui, provavelmente está fazendo a mesma pergunta que nós. Por que complicar a vida tentando fazer café sem café? A resposta para isso ainda é uma questão de sustentabilidade. O café é uma planta típica de regiões tropicais e subtropicais que também requer certa altitude acima do nível do mar para crescer. Durante séculos, as sementes de café foram cultivadas seguindo métodos tradicionais que respeitam a diversidade de espécies vegetais e animais nas selvas onde foram cultivadas . Para condensar em uma frase: as plantas de café eram cultivadas sob a cobertura de árvores da selva. É o que é conhecido como café à sombra.
O problema, é claro, veio com a massificação. Nós gostamos de café. Gostamos tanto que o bebemos em litros e litros. Segundo a Organização Internacional do Café, entre 2017 e 2018, a indústria cafeeira mundial produziu mais de 161 milhões de sacas de café, e cada uma pesa 60 quilos.
Para lidar com a demanda mundial, foi desenvolvida nos anos 70 uma técnica de cultivo de café denominada café ao sol. Em essência, o que eles fazem é remover as árvores das áreas de cultivo. Isso produz mais café, mas causa um desmatamento prejudicial à natureza. Segundo alguns estudos, a produção de café é responsável por mais de 100.000 hectares de floresta desmatada por ano. Sendo cultivado ao sol ou à sombra, o café também tem um sério problema de gerenciamento de resíduos. Produzir tanto café gera toneladas de subprodutos vegetais difíceis de dar destino e empobrece o solo. Todas essas razões levaram os criadores da Atomo a pensar que há um mercado excedente para lançar sua ideia. Stopforth e Kleitsch costumam se referir à empresa como "os motores de Tesla do mundo cafeeiro". Resta ver se a ideia realmente ganha impulso ou permanece como mais um experimento.
Extraído de: Qué es Atomo, el café molecular hecho en laboratorio sin un solo grano de café, GIZMODO.

Foto: Atomo (HorizonsVentures)

O Atomo está em campo desde fevereiro de 2019, quando o projeto conseguiu ser financiado no Kickstarter com apenas 25.331 dólares de capital inicial e 693 investidores. Sua promessa durante a campanha era "hackear" a semente de café para obter uma bebida sintética que imitasse perfeitamente a beberagem que nos põe para funcionar todas as manhãs. A empresa explica que será completamente transparente com a fórmula no devido tempo, mas que agora precisa mantê-la reservada por uma questão de patente. A única coisa que eles podem revelar sobre a composição do Atomo é que este se baseia única e exclusivamente em extratos de diferentes plantas, com os quais eles tentam imitar cada um dos componentes do que torna o café uma bebida tão cara aos seres humanos - do encorpado ao amargor, do aroma e, claro, às suas doses de cafeína.
N. do T. Não será um café descafeinado, o que já existe.

29 agosto, 2019

Apresentando a vodca Atomik


"Esta é a única garrafa que existe - eu tremo só de pegar nela", diz o professor Jim Smith, da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, erguendo cuidadosamente uma garrafa da "vodca artesanal" Atomik.
A bebida é feita a partir dos cereais e da água da zona de exclusão ao redor da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia. É o primeiro produto para consumo proveniente da área abandonada em torno da usina, palco em 1986 do pior acidente nuclear da história.
A equipe, que iniciou o projeto para fabricação da vodca cultivando cereais em uma fazenda na zona de exclusão, inclui Smith e outros pesquisadores que trabalham há muitos anos na região, estudando como a terra se recupera desde o desastre nuclear.
O grupo espera usar o lucro das vendas da bebida para ajudar as comunidades ainda afetadas pelo impacto econômico do acidente na Ucrânia.
A bebida é radioativa?
"Não é mais radioativa do que qualquer outra vodca", responde Smith. "Quando você destila alguma coisa, as impurezas ficam nos resíduos."
Fonte: Época

AVISO
Desculpe, mas nós temos apenas uma garrafa experimental da ATOMIK até agora. Então, ainda não podemos vender nada. Mas se você quiser saber mais sobre o que estamos fazendo, por favor, acessem o nosso website Chernobyl Spirit Company.

03 julho, 2019

O projeto da piscina infinita de Londres

Piscinas infinitas são um marco de resorts à beira-mar e hotéis de alto padrão - mas você provavelmente não viu um assim. A Compass Pools está planejando construir uma piscina infinita no topo de um arranha-céu de 55 andares em Londres, proporcionando uma visão de 360 ​​graus do horizonte.

Mas há um problema: as pessoas estão confusas sobre como se vai entrar e sair da piscina. Algumas, no Twitter, compararam o projeto a um experimento em "The Sims" que deu errado. (*)
O site da Compass Pools diz que os nadadores usariam uma escada em espiral "baseada na porta de um submarino" que se elevaria do piso da piscina.
Alex Kemsley, designer de piscinas e diretor técnico da Compass Pools, disse ao BUSSINESS INSIDER, que a escada funcionaria como "um tubo em um tubo".
"O primeiro tubo seria para 'cortar um caminho' através da água e criar uma eclusa de ar", disse Kemsley. "O segundo, para levar uma escada até o nível da água." A empresa optou por não adicionar escadas ao exterior do edifício porque isso iria estragar a vista.
Kemsley acrescentou que a escada seria controlada por um controlador lógico programável para garantir que todas as travas e válvulas operem no momento correto.
Mas isso não impediu que os espectadores especulassem sobre outras formas (heterodoxas) como os nadadores entrariam e sairiam da piscina.

(*) "Em vez de piscinas, escolhemos desenvolver novas funcionalidades no modo construção: manipulação direta, construir a casa divisão por divisão e poder trocar facilmente as vossas divisões personalizadas, para tornar o ambiente imediato mais relacionado e interativo para o vosso Sim". Explicação da Electronic Arts aos fãs de The Sims, versão 4.

04 maio, 2019

Yongsan Dreamhub

Este complexo empresarial, orçado em 27 bilhões de dólares, foi planejado para ser construído nas margens do rio Han, no distrito de Yongsan, centro de Seul, na Coreia do Sul.
Proposto pela primeira vez em 2006, foi descrito como o maior e mais ambicioso projeto de desenvolvimento de propriedades na Coreia. Contudo, na sequência da crise financeira de 2007–2008, as dificuldades de financiamento atrasaram sua execução. O mercado imobiliário coreano também não parecia atraente para os investidores. Nos anos seguintes, um número crescente de empresas, como a Samsung, se retirou do projeto, que foi finalmente cancelado em abril de 2013.
É inevitável a associação da imagem do projeto com a lembrança dos edifícios do World Trade Center no momento em que foram atingidos por aviões no ataque terrorista de 11 de setembro.

https://www.reddit.com/r/evilbuildings/comments/a1xly5/this_apartment_complex_looks_like_the_twin_towers/

13 fevereiro, 2019

O fim da Mars One

Mars One, a ambiciosa missão que pretendia fundar a primeira colônia humana em Marte, deixou de existir. O Tribunal Civil da cidade de Basel, na Suíça, declarou a falência da Mars One Ventures, dissolvendo-a em 15 de janeiro.
O sonho de uma viagem a Marte sem retorno desapareceu para os 100 finalistas que foram selecionados (uma delas foi a professora Sandra Maria Feliciana, de Rondônia) há quase quatro anos. A Mars One era uma missão privada de Bas Lansdorp, um empreendedor holandês que achava que poderia financiar com um reality show a complexa tarefa de colocar humanos no Planeta Vermelho.
Os planos iniciais indicavam que 2023 seria o ano em que o primeiro ser humano seria enviado a Marte para a colonização. Apesar de ser uma missão suicida, o processo de seleção recebeu mais de 200.000 pedidos de todo o mundo, dos quais apenas cem foram aprovados.

O projeto da Mars One
Os planos para colonizar Marte agora estão nas mãos de Elon Musk, o fundador da SpaceX que tem esse objetivo em mente. ~ Hipertextual

03 dezembro, 2018

Um projeto de lei esponjoso

Quando o senador de Virgínia, EUA, William B. Spong Jr. apresentou-se em Washington, ele preocupou-se que a mídia pudesse pronunciar seu nome - erroneamente - como Sponge (Esponja).
Mas logo observou que, entre seus colegas do Senado, incluíam-se: Russell B. Long (de Luisiana) e Hiram L. Fon (do Havaí).
Então, ao comparecer no National Press Club, ele anunciou que iria apresentar, juntamente com esses dois colegas, um projeto de lei (PL) para proteger os direitos dos compositores de Hong Kong. Seria chamado PL Long Fong Spong Hong Kong Song.
Eles nunca o apresentaram, mas a mídia nunca errou o nome de Spong.
(https://www.futilitycloset.com/2018/02/02/hint-2/)

25 outubro, 2018

TanDEM-X

para Jaime Nogueira
Usando fotos obtidas por dois satélites, o novo mapa da superfície da Terra apresenta uma precisão nunca mostrada antes. É uma iniciativa inédita da Agência Espacial da Alemanha.
Os satélites ficam orbitando a 514 km de altura, um ao lado do outro e tirando fotos da Terra nas 24 horas do dia, o que permite maior precisão nas imagens obtidas.
Este projeto foi coordenado pelo engenheiro e cientista brasileiro Alberto Moreira, de 56 anos, nascido em São José dos Campos - SP e que mora na Alemanha há mais de 30 anos. Foi lá que ele começou a colocar em prática o projeto TandEM-X.
O TanDEM-X será uma ferramenta a mais para monitorar os desmatamentos e assim ajudar na preservação de nosso planeta. Além das imagens belíssimas que ele obtém.


Imagem - O Salar de Uyuni, o maior dos salares do mundo, com cerca de 10.000 km 2, localizado próximo à região vulcânica do Deserto do Atacama, no Chile.

10 março, 2018

Observatório da Intervenção

OBJETIVO GERAL
Criar um Observatório para acompanhar e divulgar os desdobramentos, impactos e violações de direitos decorrentes da intervenção federal no Rio de Janeiro.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • Acompanhar os fatos e desdobramentos da intervenção
  • Identificar, reunir, documentar e divulgar violações de direitos em favelas e bairros
  • Divulgar análises dos resultados da intervenção
  • Mobilizar entidades, lideranças comunitárias, ativistas e jornalistas atuantes nos temas de segurança pública e política de drogas na criação de uma rede apoiadora das ações do Observatório
  • Verificar o impacto da intervenção nas cenas abertas de consumo de crack e de outras drogas
CONTEXTO
Em 16 de fevereiro de 2018, o governo federal decretou uma intervenção na área de segurança pública no Estado do Rio de Janeiro. Como interventor, foi designado um general do Exército, que passa a ter comando direto sobre as polícias estaduais e sobre a Secretaria de Administração Penitenciária até 31 de dezembro desse ano. A medida tem caráter de excepcionalidade em relação ao Estado de Direito e suscita dúvidas sobre sua constitucionalidade. Experiências anteriores no Rio de Janeiro e no Brasil mostram que iniciativas como essa não apenas são ineficazes, como resultam em graves violações de direitos, sobretudo de moradores de favelas e periferias.
Diante do cenário, o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania não vê possibilidade de "contribuir" com o interventor federal ou com projetos resultantes da intervenção. O Observatório não tem o sentido de colaborar com a intervenção na criação de propostas na área de segurança; pelo contrário, avalia que os problemas de segurança do Rio de Janeiro, especialmente nas áreas mais vulneráveis da cidade, tenderão a se agravar. O que nos move, portanto, é a intenção de difundir para a sociedade análises objetivas sobre os impactos da intervenção e de contribuir com a mobilização de parceiros que já dedicam suas instituições e vidas à luta contra a violência, as injustiças e a discriminação das favelas.
Usaremos as ferramentas e os parâmetros acadêmicos, técnicos e científicos que balizam há dezoito anos nossas práticas de pesquisas e projetos na área de segurança, violência, polícia e justiça e asseguramos que os resultados do trabalho do Observatório corresponderão rigorosamente aos fatos, impactos, desdobramentos e denúncias de violências efetivamente decorridas da intervenção.
O Observatório pretende ser uma fonte consistente e confiável de consulta, aberta aos interessados em conhecer e entender a intervenção. Também gostaria de ser um espaço de encontro de parceiros e pessoas que se dedicam a preservar a vida, os direitos e a democracia na metrópole.
Site: https://www.ucamcesec.com.br/projeto/observatorio-da-intervencao/. Ler mais.

O Cristo Redentor usando binóculo e megafone criado pelo cartunista Laerte é o símbolo provocativo do Observatório da Intervenção, uma das iniciativas surgidas para monitorar os militares que assumiram o controle da segurança no Rio de Janeiro.

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15/03/2018 - Hashtag #MariellePresente
Vereadora Marielle Franco denunciou atrocidades cometidas por bandidos vestidos de farda, e pagos com o nosso dinheiro, contra moradores do Acari. Hoje ela foi assassinada em pleno centro da cidade. ~ Jornalistas Livres
Marielle não será esquecida, e os jornais do mundo também vão contar o que aconteceu hoje. ~ Mídia NINJA
Durante sessão solene em memória da vereadora Marielle Franco, solicitei a criação de uma comissão externa para acompanhar a investigação sobre seu assassinato e para que esse crime não fique impune. ~ Jean Wyllys
Execução de Marielle Franco repercute no parlamento europeu. ~ Erika Kokay
Não é agenda política. Não é "esquerdizar uma morte". Deixem de ser burros. Uma vereadora foi executada na democracia. Executada. Não assaltada. O autor desse crime pode não ser quem vocês chamam de bandido, mas justamente quem vocês chamam de herói. ~ Pedro Vilanova
O dia em que o Rio de Janeiro parou: dezenas de milhares de pessoas lotam a Cinelândia neste momento em memória de Anderson e Marielle. ~ Gregorio Duvivier
Tristes dias para o país onde uma defensora dos direitos humanos é brutalmente assassinada. Lamento e repudio a morte da ativista Marielle Franco, vereadora pelo PSOL, e de Anderson Pedro Gomes, seu motorista. ~ Dilma Rousseff

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17/03/2018 - Anônimo
Não sei por que tanta comoção pela morte de Jesus. Ficava andando com pobres, desocupados e prostitutas. Quando morre um soldado romano ninguém fala nada.

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20/03/2018 - A Permuta dos Santos, Roda Viva e Gota d'Água
https://pbs.twimg.com/media/DYuoSTRXkAAzf4q.jpg:large

07 novembro, 2017

11 novembro, 2016

Atração insana

Os brinquedos dos parques de diversões do início do século 20 não eram exatamente conhecidos como sendo seguros. Mas, se esta atração aterrorizante de 1919 tivesse saído do projeto, ela provavelmente teria sido o brinquedo mais perigoso já construído.
Imaginado por dois inventores de Nova Iorque, essa coisa seria, obviamente, muito mais arriscada do que brincar na Disneylândia.
A ideia?
Caçadores de emoção iriam amarrados em cadeiras pivotantes dentro de uma cápsula que parecia uma bala gigantesca. Então, aquela cápsula seria disparada por um enorme canhão - uma "arma elétrica", como eles diziam - para aterrissar numa basicamente grande taça de Martini com 100 pés de altura.
Mas não termina aí. A cápsula iria mergulhar na estrutura descrita e, através de uma enorme calha de água, cairia em um lago abaixo. Trilhos-guia e uma correia transportadora se encarregariam de enviar a cápsula de volta para onde tudo começou, e os fanáticos por emoção poderiam fazer o perigoso passeio de novo.


04 junho, 2016

O projeto Sete Cumes

Sete Cumes é o projeto de escalada das montanhas mais altas de cada continente, onde a Antártica entra na lista e a América se encontra separada em América do Norte e América do Sul.
O primeiro a obter este feito foi o canadense Pat Morrow, em 5 de agosto de 1986. No mesmo ano, em 3 de dezembro, o lendário alpinista italiano Reinhold Messner igualou a façanha de Morrow.
As montanhas que fazem parte do Sete Cumes são:
  • Everest (8848 m), entre o Nepal e o Tibet, na Ásia
  • Aconcágua (6962 m), na Argentina, América do Sul
  • McKinley (6194 m), nos EUA (Alasca), América do Norte
  • Kilimanjaro (5891 m), na Tanzânia, África
  • Elbrus (5642 m), na Rússia, Europa
  • Vinson (4892 m), na Antártica
  • Carstensz (4884 m), na Oceania
O Nordeste no cume do Everest
Às 21h15 de sexta-feira (20), horário de Brasília (correspondendo às 8h15 de sábado, no Tibet), o cearense Rosier Alexandre (foto) chegou ao topo do Everest e assim concluiu o seu projeto Sete Cumes.
O montanhista é o 15º brasileiro (e primeiro nordestino) a alcançar o topo da montanha mais alta do mundo e o sexto a escalar os sete cumes.
Foram 36 dias de escalada e noites mal dormidas, além de um clima extremamente severo que Rosier teve de enfrentar em sua escalada pela face norte da montanha, localizada no Tibet.

www.extremos.com.br
www.rosier.com.br

03 maio, 2016

A Missão Sentinela

A fundação Missão Sentinela tem o objetivo de melhorar a nossa capacidade de proteger a Terra de potenciais impactos destruidores por asteroides. Eventos esses que, apesar de improváveis, são potencialmente apocalípticos (quanto a isto, pergunte aos dinossauros).
Um asteroide em rota de colisão com a Terra não seria fácil de ser evitado, desviando-o ou destruindo-os, mas não estamos nos preparando realmente para tal possibilidade: o orçamento para a detecção precoce é ridículo e insuficiente - daí o surgimento desta fundação.
Ninguém quer colocar dinheiro no orçamento do projeto.
E quando dizemos ninguém é ninguém: nem as superpotências, nem a ONU, nem as pessoas a quem você pergunte se daria algum dinheiro para esse projeto. (Em parte, isso pode ser compreensível porque é razoável considerar que existem outras prioridades mais urgentes, tais como a mudança climática, o problema da fome no mundo etc.)
Mas, ironicamente, o filme Armageddon (Armagedom, no Brasil), de 1988, em que Bruce Willis foi convocado para salvar a Terra do impacto de um grande asteroide, arrecadou nas salas de cinema mais de 550 milhões de dólares. A velha regra em evidência: "não dar dinheiro para salvar nossas bundas, mas para ver como elas poderiam ser salvas".

Armageddon, o filme | Meteorito na Rússia | O asteroide 2014 RC

26 dezembro, 2015

Uma visão dinâmica do Universo

O Large Synoptic Survey Telescope (LSST) é um telescópio em construção em Cerro Pachón, no Chile, com previsão para entrar em operação em 2022. Somando R$ 1 bilhão em investimentos, o LSST terá capacidade para fazer o mapeamento de quase metade do céu em cinco filtros por um período de dez anos.
O telescópio, com 8,4 metros de diâmetro, cobre um campo de quase dez graus quadrados, podendo mapear toda a região do céu ao qual tem acesso em apenas algumas noites. Sua câmera consiste em um mosaico de charge-coupled devices (dispositivos de cargas acopladas) com 3,2 bilhões de pixels, e cada exposição cobre uma área correspondente a 40 vezes o tamanho da Lua cheia.
A cada noite serão acumulados 15 terabytes de dados, os quais devem ser transmitidos para diferentes centros para redução e análise, inclusive no Brasil. O sistema fornecerá aos astrônomos uma visão dinâmica do Universo, onde variações de posição ou fluxo de objetos celestes serão registrados em intervalos de poucas noites.
A estimativa é que o LSST gere 10 milhões de alertas destas variações a cada noite. Estas variações serão classificadas e os casos mais interessantes serão observados em outros telescópios para análise mais detalhada.
Com os dados do LSST, os cientistas vão explorar o sistema solar, estudar a estrutura de nossa galáxia e a formação e evolução de estruturas do Universo, além de determinar as propriedades da matéria e energia escura que permeiam o Universo, sendo a energia responsável pela expansão acelerada do Universo.

Fonte: Portal Brasil com informações do MCTI

20 dezembro, 2015

Mandacaru Time Lapse

Direção e Fotografia Marcius Clapp
Produção. Caravana Time Lapse

Para fazer este vídeo time-lapse, Marcius Clapp viajou de Copacabana, no Rio de Janeiro, ao distrito de Cococi (população: 7 habitantes), em Parambu, no sertão do Ceará. Foram mais de 2.700 km, durante três dias, dirigindo um fusca 1994 que deu problemas mecânicos na Serra de Petrópolis. Junte-se a isso os 25 dias que Marcius dormiu na caatinga para tomar as imagens.
E você, seu felizardo, só tem de gastar cinco minutos do seu tempo para ver estas belíssimas imagens.


Mandacaru Time Lapse 4K from Marcius Clapp on Vimeo.

Abandoned City in Brasil
Located in northeastern Brazil.
coordinates 02º46'30 "and 07º52'15" South latitude and 37º14'54 "and 41º24'45" West longitude.
https://www.facebook.com/CaravanaTimeLapse
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Copyright © 2013 Caravana Time Lapse / Photo Marcius Clapp ®. All rights reserved.

Que é time-lapse 
É uma técnica de vídeo usada para condensar um evento grande em um curto intervalo de tempo. Exemplos - Podemos condensar 1 ou 2 horas, a duração de um pôr do sol, em poucos segundos. Ou horas de duração, do desabrochar de uma flor, em 1 minuto.

Vídeo Ted.com
Já viu a natureza assim?

16 outubro, 2015

Reino Unido vai usar ar líquido para estocar energia

por José Tadeu Arantes, 04/06/2014
Agência FAPESP – O Reino Unido vai utilizar ar líquido para estocar energia proveniente de fontes renováveis (solar e eólica). O método, já testado em planta-piloto, deverá entrar em escala comercial em 2018.
Segundo os responsáveis pelo projeto, a proposta é contribuir para a superação de altos e baixos no abastecimento provocados pela intermitência das fontes renováveis. Estocada em ar líquido, a energia estaria disponível para o consumo mesmo em dias nublados ou de calmaria.
O projeto foi explicado pelo professor Richard Williams, pró-reitor e diretor da Faculdade de Engenharia e Ciências Físicas da University of Birmingham, no Reino Unido, em palestra na FAPESP, durante o evento "UK-Brazil interaction meeting on cooperation in future energy system innovation", realizado para promover a cooperação científica entre pesquisadores brasileiros e britânicos na inovação de sistemas de energia.
Processo deverá otimizar utilização de fontes 
renováveis como a solar e a eólica, reduzindo 
os efeitos da intermitência no abastecimento 
da rede elétrica
"Uma planta-piloto de 350 quilowatts (kW) encontra-se em funcionamento, conectada à rede elétrica do Reino Unido, há três anos. Essa unidade está sendo, agora, transferida para a University of Birmingham como uma plataforma de testes. E o governo disponibilizou um financiamento de £ 8 milhões para que uma unidade de demonstração, de 5 megawatts (MW), esteja operacional em meados de 2015. Tudo isso para que tenhamos a opção comercial da estocagem de energia em ar líquido até 2018”, disse Williams à Agência FAPESP.
O princípio físico do processo é relativamente simples. Setecentos e dez litros de ar, resfriados a menos 196 graus Celsius, dão origem a um litro de ar líquido. Esse ar líquido pode ser estocado e, posteriormente, quando entra em contato com uma fonte térmica, volta a se expandir. A expansão do ar é utilizada, então, para movimentar uma turbina, convertendo a energia mecânica em energia elétrica.
A liquefação do ar é uma forma de estocar a energia proveniente de fontes intermitentes, como a solar e a eólica, assegurando que a rede não sofra decréscimo de fornecimento nos momentos de menor insolação ou de redução no regime dos ventos.
De acordo com Williams, dessa forma, otimizando a utilização de fontes renováveis, a estocagem criogênica (que utiliza temperaturas muito baixas) passa a ser uma importante peça na política britânica de descarbonização da matriz energética.
"O ar líquido para armazenamento de energia torna-se mais eficiente acima de 10MW, de modo que não é apropriado para uso em edifícios isolados, mas bastante adequado na escala que vai do bairro ou do parque industrial à cidade. Já no âmbito dos transportes, uma possibilidade é seu emprego em soluções de tecnologia híbrida, para aumentar a eficiência de motores diesel, em caminhões ou balsas de curto percurso, por exemplo", disse Williams.
Eleita “universidade do ano” pelos periódicos The Times e The Sunday Times, a University of Birmingham tem entre suas prioridades atuais a criação de soluções inovadoras a partir do conceito de sustentabilidade.

Ler este artigo na íntegra no site da Agência FAPESP

Post relacionado: A estocagem de ar em parques eólicos


10 agosto, 2015

O Panopticon

No século 18, o jurista inglês Jeremy Bentham (1748–1832) projetou o Panopticon (imagem), um modelo estrutural que poderia ser aplicado às mais diversas instituições (penitenciárias, por exemplo), como forma de otimização da vigilância e de economia de pessoal que realiza tal função.
Esta estrutura era caracterizada por um edifício circular com uma torre de vigilância e as celas dispostas em sua volta. Cada uma das celas teria uma abertura para a entrada de luz e portas com grades para a difusão da luz no interior do edifício.
Porém, a difusão da luz se daria de um modo que o encarcerado não conseguisse enxergar o exterior, nem o vigilante presente no centro da torre. Todo esse mecanismo estrutural tinha como objetivo a impactação psicológica sobre os encarcerados, para que eles se sentissem observados todo o tempo. Sem conseguir enxergar o que ocorria externamente ao edifício, eles seriam tomados por um enorme sentimento de solidão, mesmo que estivessem "acompanhados" pelo vigilante. Bentham acreditava que este impacto nunca seria esquecido por aqueles que passassem por lá. Com isso, o local atuaria como uma espécie de prevenção para que o encarcerado, por receio de voltar novamente à instituição, não mais tornasse a delinquir.
Ele estava tão obcecado com a ideia que propôs colocá-la em prática, pessoalmente. "Permitam-me construir uma prisão neste modelo", escreveu ele ao Committee for the Reform of Criminal Law. "Eu vou ser o carcereiro. Vocês vão ver que o carcereiro não terá salário. Não vai custar nada à nação".
Ele passou grande parte da década de 1790 tentando emplacar seu projeto. E, como não conseguiu encontrar apoio, o Panopticon nunca foi construído.
No Wikipédia, você lê que a Teoria Panóptica de Bentham tinha um alcance maior. Além das penitenciárias, o autor preconizava a sua aplicação nas fábricas, manicômios, hospitais e escolas.