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14 dezembro, 2021

Uma moda passageira

Em 1922, Sarah T. Bushnell publicou a biografia "The Truth About Henry Ford". Ela incluiu uma história sobre o advogado Horace Rackham, cujo escritório de advocacia redigiu os documentos de incorporação da empresa automobilística de Henry Ford em 1903. Rackham foi convidado a se tornar um investidor, mas sua saúde estava ruim e ele temia arriscar suas preciosas economias. Então, ele visitou um banqueiro importante não identificado para obter conselhos.
O banqueiro o levou até uma janela.
"Olhe", ele disse apontando para a rua. "Você vê todas aquelas pessoas em suas bicicletas andando pelo bulevar? Não há tantos como há um ano. A novidade está passando; eles estão perdendo o interesse. É assim que será com os automóveis. As pessoas ficarão com febre; e mais tarde eles irão jogá-los fora. Meu conselho é não comprar as ações. Você pode ganhar dinheiro por um ou dois anos, mas no final você perderia tudo o que investir. O cavalo está aqui para ficar, mas o automóvel é apenas uma novidade - uma moda passageira."
Rackham foi convencido pelo banqueiro e decidiu rejeitar o investimento. No entanto, ele falou novamente com Alexander G. Malcomson, que estava organizando a nova empresa e recrutando investidores de forma persistente.
Quando ele conheceu o Sr. Malcomson, este lhe mostrou fatos e números e falou com eloquência. Rackham foi convencido novamente - mas o contrário. Ele vendeu alguns imóveis e levou o dinheiro para Malcomson.
"Aqui, pegue esse dinheiro e compre as ações antes que eu tenha tempo de mudar de ideia novamente" , disse ele.
A compra de cinco mil dólares de ações por Rackham foi extremamente lucrativa. Ele manteve suas ações até que finalmente as vendeu por 12,5 milhões de dólares.
(https://quoteinvestigator.com/2021/07/17/auto-fad/)

22 setembro, 2018

Dia Mundial Sem Carro - 2018

Na Letônia, membros do Let's bike it! fizeram este protesto (não localizei a data) utilizando-se de armações feitas com bambu. A ideia era mostrar o espaço que os carros ocupam com relação às bicicletas.


Comparar com esta comparação.

E se o Dia Mundial Sem Carro não emplacar (perdão), e com ele fracassar a questão maior da conscientização das pessoas sobre o consumo responsável, pode-se apostar que sobrevirá o... Ano Mundial Sem Carro. Por mal ou por mal, não serão poucos os motivos. ~ Paulo Gurgel, em Dia Mundial Sem Carro - 2011

05 agosto, 2018

A partida à manivela

Ao girá-la, após ter sido conectada na parte da frente do carro, a manivela fazia o papel do que hoje chamamos de motor de arranque. Até 1915, ano da criação dos acumuladores de energia - as primeiras baterias -, era necessário que o motorista suasse a camisa girando essa manivela para dar a partida do veículo. O funcionamento desse sistema era muito simples. Além do acelerador no pedal, havia um segundo, manual, que mantinha uma aceleração previamente determinada para que o motor não morresse quando começasse a funcionar. A manivela era conectada na ponta do virabrequim, que, ao girar, produzia a faísca necessária para dar início à combustão e ao funcionamento do motor. Apesar de em 1915 os carros já saírem de fábrica com motor de arranque, todos os modelos fabricados até o final da década de 20 ainda vinham equipados com a manivela, mas já como uma ferramenta auxiliar. Isso para economizar a bateria, a qual era poupada para os casos de emergência.


Este processo era inconveniente e, às vezes, perigoso:
1 - Se o carro não estivesse com a alavanca de transmissão em ponto morto, situação em que podia atropelar o motorista.
2 - Se a manivela após o motor ligar não se soltasse facilmente do virabrequim, situação em que podia fraturar o polegar, o pulso ou o antebraço do motorista, o que principalmente ocorria se ele estivesse segurando a manivela de um modo não recomendado. Não era sem razão que a fratura do osso radial era chamada de "fratura do chauffer".

26 março, 2018

O dial ético

O dial ou botão ético seria um controle imaginário a ser instalado nos painéis dos carros autônomos do futuro. Antes de iniciar uma viagem, ele poderia ser regulado para o modo em que o carro atuaria em caso de acidente - ou mesmo em outras situações menores. Basicamente, uma regulação que modificaria as decisões do veículo em situações que pudessem causar danos aos seres humanos.
Mas...
Por que não também sobre o cumprimento das "normas sociais" do tráfego? Os carros deveriam contar com esse botão, nenhum ou qualquer outro? Se todos deveriam usá-lo ou ser algo como o "cartão de ponto"? Como os programadores poderiam garantir a sua eficácia?
Quase todas as análises colocam alguma restrição quanto à sua possibilidade perturbadora. Haveria mais bons veículos samaritanos ou Mad Max nas estradas?

http://www.microsiervos.com/archivo/coches/dial-etico.html

Relacionada: Automóveis autônomos

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Você quis dizer: O dialético (Google)
Não, Google. Eu quis dizer exatamente "O dial ético".

16 novembro, 2017

Câmeras de bordo

O impacto do meteorito em Cheliabinsk (a 1493 km de Moscou), no dia 15 de fevereiro de 2013, teve a atenção quase que imediata da mídia. Dezenas de motoristas russos capturaram o meteorito cruzando o céu em suas câmeras nos carros e jogaram os vídeos na rede.
O amor dos russos pelas câmeras de bordo atraiu atenção mundial na época. Os estrangeiros estavam surpresos com a quantidade de câmeras nos veículos e se perguntavam se os motoristas no país eram obrigados a ter os equipamentos.
Não, não são. Mas elas são muito populares.
A principal razão para se ter uma câmera veicular (dashcam) na Rússia é para se defender de certos problemas no trânsito. As câmeras fornecem provas de vídeo sobre acidentes, fraudes de seguros e corrupção policial. E essas provas são importantes, pois muitos golpistas tentam enganar os motoristas para pegar o dinheiro deles. Por exemplo, pedestres podem se jogar nos capôs dos carros para fingir terem sido atingidos. Ou um carro na frente pode engatar a marcha-ré para provocar um acidente.
"Você pode entrar no carro sem as calças, mas nunca sem a câmera" disse Aleksêi Dozorov, um ativista dos direitos dos motoristas, numa entrevista em que ele recordou situações das quais se livrou por tê-las gravado com a câmera do carro.


As câmeras de bordo estão ganhando popularidade em muitas partes da Ásia, na Europa (particularmente em França), na Austrália e nos EUA. Elas são proibidas por lei na Áustria, onde o seu uso acarreta pesadas multas. Na Suíça, a sua utilização é fortemente desencorajada por violar o princípio da privacidade.

A raiva das ruas

16 outubro, 2017

Automóveis autônomos

Em 2018, os primeiros carros autodirigidos aparecerão para o público. Por volta de 2020, a indústria automobilística tradicional começará a ser interrompida. Você não quer mais possuir um carro.
Você vai chamar um carro pelo telefone, ele vai aparecer em sua localização e levá-lo a seu destino.
Você pode ser produtivo durante a viagem, somente pagará pela distância percorrida e não precisará de estacionar o carro. Nossos filhos não obterão uma carteira de motorista nem possuirão um carro.
As cidades vão mudar porque vamos precisar de muito menos carros. E poderemos transformar antigos lugares de estacionamento em parques.
Mais de 1 milhão de pessoas morrem anualmente em acidentes de carro em todo o mundo. Atualmente, temos um acidente a cada 100 mil quilômetros. Com a direção autônoma esta taxa vai cair para 1 acidente em 10 milhões de quilômetros. Isto vai salvar um milhão de vidas a cada ano.
A maioria das empresas de automóveis provavelmente vai fechar as portas. As empresas tradicionais de automóveis tentam a abordagem evolutiva de apenas construir um carro melhor, enquanto as empresas de tecnologia (Tesla, Apple, Google) fazem a abordagem revolucionária de construir um computador sobre rodas. Muitos engenheiros da Volkswagen e Audi estão completamente aterrorizados com a Tesla.
As companhias de seguro terão seus problemas porque, sem acidentes, o seguro se tornará 100 x mais barato. Seu modelo de negócio tenderá a desaparecer.
Bem-vindo à 4ª Revolução Industrial. Bem-vindo à Era Exponencial.

Uma leitura interessante sobre o futuro

03 agosto, 2017

O doce encanto da burguesia WASP

Lindo, né? ~ Jaime Nogueira


WASP é o acrônimo que em inglês significa "Branco, Anglo-Saxão e Protestante" (White, Anglo-Saxon and Protestant). Com frequência usada em sentido pejorativo, presta-se a designar um grupo relativamente homogêneo de indivíduos de religião protestante e ascendência britânica que supostamente detêm enorme poder econômico, político e social. Costuma ser empregada para indicar desaprovação ao poder excessivo de que esse grupo gozaria na sociedade norte-americana. Salvo em tom jocoso, é incomum que alguém se refira a si mesmo como um WASP. Em termos mais genéricos, a expressão pode ser aplicada a qualquer descendente de europeus ocidentais (não necessariamente britânicos), mas não a católicos, judeus, negros, latinos, nativos americanos e asiáticos.
O termo "Anglo-Saxão" tem sido usado há séculos para nomear o idioma falado pelos habitantes da Inglaterra antes de 1066, e desde o século XIX é amiúde empregado para fazer referência a pessoas de ascendência inglesa. O "W" e o "P" foram acrescentados na década de 1950 para formar um epíteto espirituoso, em que se nota um eco do adjetivo "waspish" (irascível, petulante) e do substantivo "wasp" (vespa).
Foi o cientista político Andrew Hacker quem, em 1957, fez pela primeira vez uso acadêmico do termo, observando que já se tratava de expressão incorporada ao jargão sociológico. WIKIPÉDIA

N. do E.
Esse concurso de elegância para automóveis, motocicletas e proprietários acontece anualmente no mês de agosto em Pebble Beach, Califórnia.

25 junho, 2017

O spinner: afinal, para que serve?

O spinner, que nasceu com o propósito de ajudar crianças com autismo e transtorno por deficit de atenção ou hiperatividade (TDAH), é um dispositivo com três pontas arredondadas que gira ao ser apertado.

VÍDEO 1: é um brinquedo "revolucionário", gira para a direita e para a esquerda.

Na Alemanha, está sendo considerado um brinquedo potencialmente "inseguro".
Em maio, agentes do terminal de Frankfurt, a quinta maior cidade do país, apreenderam um total de 35 toneladas de spinners importados da China.
"As luzes LED podem se desprender facilmente, e as crianças podem engoli-las", argumentam. Além disso, as autoridades alemãs dizem que o brinquedo não tem a marca CE (Conformidade Europeia), que indica que o produto cumpre os requisitos legais necessários para poder ser comercializado de acordo com a legislação europeia para saúde, segurança e proteção do meio-ambiente.

Russos fazem um "spinner gigante" com frentes de carros
Um grupo de russos apaixonados por carros achou que um simples spinner não era o bastante para eles. Por isso, tiveram a inusitada ideia de tentar fazer uma versão gigante, usando veículos.
O grupo, chamado Garage 54, uniu a parte frontal de três carros Lada Samara para tentar replicar o giro do brinquedo, que virou uma febre internacional.


A tentativa não deu muito certo. Em vez de girar em torno de um único ponto, o "monstro de três cabeças" só conseguiu fazer uma série de círculos, que foram aumentando de tamanho até os veículos enfim se separarem. VÍDEO 2
O teste foi realizado na cidade de Novosibirsk, na Sibéria.

27 julho, 2016

Nunca mais tropeçarão na mesma pedra

Uma vez que um robô cometa um erro, nenhum outro robô, inclusive aqueles que ainda não "nasceram", tornará a cometê-lo.
- Sebastian Thrun , engenheiro e professor da Stanford
No futuro, robôs, androides e artefatos autônomos nunca mais tropeçarão na mesma pedra. Será suficiente terem a aprendizagem compartilhada para que toda uma geração de máquinas melhore a experiência a partir da experiência de cada um dos indivíduos.
Um exemplo claro é o que acontece com os carros autônomos. A Tesla Motors desenvolve uma atualização do piloto automático dos seus carros, de modo que toda a informação reunida por eles seja compartilhada globalmente. Os carros autônomos da Google mapeiam o ambiente e transferem a sua aprendizagem para um servidor central. E, como diz Sebastian Thrun, os novos robôs já nascem "manhosos".
A ideia é tão interessante quanto profunda. Assim, se um robô ou dispositivo falha uma vez (por exemplo, em seu sistema de travagem), o problema é analisado e corrigido. Não tornará a acontecer. Será como se uma máquina de jogar xadrez destacasse o movimento chave que lhe custou o jogo e, automaticamente, todas as máquinas do planeta, a partir daquele momento, passassem a evitar a "armadilha da morte".
Assim, em tempo real, serão eliminados os bugs e os problemas, inclusive os dilemas que a inteligência artificial (IA) e os robôs que façam uso dela possam provocar em sua convivência com a humanidade.

09 junho, 2016

O sensor de ré

A maioria dos novos carros já vem de fábrica com um sensor de ré. Através de um som característico, este sensor alerta o motorista para o risco de o veículo bater em algo (inclusive em outro veículo) durante a execução de uma manobra de ré.
É um invento simples e útil.
As pessoas em geral pensam que este recurso tecnológico saiu da mente dos engenheiros das montadoras de carros, mas o conceito do sensor de ré foi na verdade desenvolvido por um fazendeiro chinês.

14 abril, 2016

As versões mais estranhas de Stonehenge

O antigo e misterioso Stonehenge, nas planícies de Salisbury, Inglaterra, é sem dúvida o círculo de pedras mais famoso do mundo. De função incerta, supõe-se ter sido construído para fins astronômicos, mágicos ou religiosos.
Stonehenge tem servido de inspiração à criação de réplicas por todo o mundo. Como esta, localizada em Nebraska, Estados Unidos, composta de 39 carros, no estilo vintage, pintados em um tom de cinza que imita a cor de pedra. A ideia foi concebida em 1987, por Jim Reinders, como um memorial para seu pai.

"Carhenge"
Aqui estão algumas das imitações mais estranhas do famoso círculo druida.

Eixo das pedras
Stonehenge: a grande fraude | Stonehenge: um mistério resolvido 1 e 2 | Tem buzuzu no bafafá

25 outubro, 2015

Da arte de empilhar carros

No cruzamento da Quebec Street com a Milross Avenue, em Vancouver, Canadá, foi montada essa escultura com cinco carros empilhados sobre um velho toco de árvore. Uma obra de arte intitulada "Trans Am Totem" que foi criada, em abril de 2015, por  Marcus Bowcott, um artista radicado em Vancouver.
Todos os veículos foram doados por um ferro-velho local. Bowcott removeu os motores para reduzir o peso dos carros e, em seguida, empilhou-os em cima de um velho toco de cedro trazido de outro local. À noite, os faróis e as luzes traseiras dos cinco veículos parcialmente esmagados da escultura permanecem acesos por baterias alimentadas a energia solar.
Time lapse do processo de instalação



O "Trans Am Totem" faz lembrar uma escultura similar chamada "Spindle" (Eixo), que existia na cidade de Berwyn, em Illinois, até 2008. A escultura, composta de oito carros empalados em um eixo, ficava no parque de estacionamento do centro comercial Cermak Plaza.
Embora se tornasse um símbolo da cidade por duas décadas, não foi universalmente amada pelos moradores de Berwyn. Apenas um ano após a sua construção em 1989, os moradores votaram esmagadoramente para que ela fosse removida. Apenas o prefeito de Berwyn defendeu a escultura chamando-a de um "ícone de nossa comunidade".
Depois que David Bermant, o proprietário do shopping morreu em 2000, a obra de arte perdeu um de seus principais defensores e o centro comercial mudou de mãos. Em 2008, a escultura foi finalmente demolida e substituída por uma loja Walgreens.

13 outubro, 2015

Carros pré-danificados

Se gostamos de jeans novos propositalmente rasgados por que não aprenderíamos a gostar de carros novos pré-danificados?



12 setembro, 2015

Ultrapostagem

Em postagem anterior neste diário eletrônico mostrei um carro ultrapassando outro de uma forma inacreditável.
Não tentem repetir a proeza fora de uma corrida de competição.
Para o trânsito urbano usual recomendo esta, que é "mamão com açúcar":


Traffic Control, Ryan Nice, Google+

17 janeiro, 2015

Carros com poeira

Carros empoeirados não devem ser alvos apenas de chacotas. Do tipo "faz tempo que não chove". Ou, ainda, para que anônimos escrevam em seus vidros e na lataria as irônicas mensagens de "me lava".
Um carro com poeira pode servir inclusive a propósitos artísticos. Como mostra o site Izismile, em sua incrível arte feita sobre carros empoeirados.
A exemplo desta reprodução do "Gótico Americano" (de Grant Wood, 1930, Instituto de Arte de Chicago), uma das 38 imagens que estão na referida postagem:


Ver também...
Scott Wade: ele faz das janelas de carros sujos sua obra de arte, Deles/iG

16 abril, 2014

Mesas de escritório feitas de carros reaproveitados

O efeito que uma boa mesa de escritório pode ter sobre a organização e a produtividade de uma empresa não deve ser subestimada. Ela pode ser um grande impulso para o seu negócio. E, enquanto fatores como espaço e o tipo de trabalho a ser feito precisam ser considerados, algumas pessoas preferem priorizar pré-requisitos pessoais - quando se trata de escolher a mesa de trabalho perfeita!
Desde que surgiram, os carros têm inspirado a legiões de admiradores e fanáticos, alguns dos quais claramente ansiosos em trazer a sua paixão por automóveis para o local de trabalho. Dada a natureza resistente dos carros, talvez não seja nenhuma surpresa que eles possam ser convertidos em mesas de escritório. E a possibilidade de fazer algo novo com materiais antigos funciona também como um forte apelo.


Leia mais sobre 15 impressionantes mesas de escritório feitas de carros reaproveitados.

Arquivos
Carros modificados, Móveis tipográficos e Tudo se transforma

18 fevereiro, 2014

Mundo pequeno

Em 1895, havia apenas dois carros no estado inteiro de Ohio. E seus motoristas colidiram esses carros – um contra o outro!

Comments
... Those two cars are not from 1895. 1930's. at least. I'm not an old car guru... But a "horseless carriage" as they were called in 1895 looked more like a horse-drawn buggy than a car. Rich Cadwalader

A árvore solitária de Ténéré

30 julho, 2013

Conduzindo o carro pelo lado esquerdo da rua

O carro ser dirigido pelo lado esquerdo da rua parece coisa de inglês, não é? Mas, além da Grã-Bretanha, diversos outras países adotam esta norma, como o Japão, a Índia, a África do Sul e o Paquistão. Na Oceania, então, a normal é geral. Os motoristas da Indonésia, Austrália e Nova Zelândia conduzem seus carros pela esquerda.
Eu não sabia. Mas há também um país de língua portuguesa cujos veículos trafegam pela esquerda. É Moçambique.
Leiam o que escreveu um blogueiro de lá:
"Tendo crescido em Moçambique, como toda a gente ali, habituei-me a viajar em automóveis com o volante à direita e com o trânsito pela esquerda. Uns anos mais tarde, descobri que, na maior parte do resto do mundo, incluindo Portugal, os veículos eram conduzidos pelo lado direito da estrada. O que era curioso, mas nada de especial.
Em 1978, tirei a minha carta de condução nos Estados Unidos da América, onde vivia, e onde se conduzia pela direita. As ruas eram largas e bem sinalizadas, e as regras muito simples.
Nunca tive problema nenhum, até voltar a Moçambique, na segunda metade dos anos 90, e me sentar ao volante para, pela primeira vez, conduzir pela esquerda. O problema era com os meus reflexos. Quando vinha de férias ou de serviço a Portugal, por mais que uma vez, quando dava por mim estava a conduzir no lado esquerdo da estrada, para desespero dos sempre tão corteses motoristas portugueses, que logo aproveitavam para fazer comentários à minha ascendência feminina em termos pouco laudatórios.
Como passageiro, ainda hoje quando estou distraído e fora de Moçambique, é comum querer entrar num carro pelo lado do condutor.
Por que se conduz em Moçambique pelo lado esquerdo?
A resposta é fácil: porque se conduzia assim em todos os países com que Moçambique faz fronteira, cujas regras de condução derivam dos padrões estabelecidos pela Grã-Bretanha."
O depoimento (resumido) do blogueiro moçambicano veio daqui.
Referências
Condução pela esquerda vs direita, www.taringa.pt
Which side of the road do they drive on? - http://brianlucas.ca (que traz a imagem abaixo com a listas separadas dos países)
Why Some Countries Drive on the Right and Some Countries Drive on the Left, www.todayifoundout


12 novembro, 2012

Carros com Inteligência Artificial

Um sistema que a Nissan está desenvolvendo, equipado com câmeras, radares e sensores a laser de aproximação, será capaz de parar o veículo nas situações de emergência. Mas, se o computador a bordo, ao calcular que a distância de frenagem será insuficiente para evitar uma colisão, poderá então girar o volante para alterar o percurso do carro.
Você concordaria com todos esses poderes de decisão na Inteligência Artificial (IA) de seu carro? Quero dizer: sem combinar com a IA do outro carro?


¿Dejarías que tu coche controlara el volante para girar ante un choque inminente? por Álvaro Ibáñez

Leitura complementar: O carro do Google, pelo mesmo autor.

13 abril, 2011

Limusines. O slideshow

Uma limusine é um automóvel de grande porte e luxuoso.
O chassi é geralmente estendido pelo fabricante a partir de modelos pré-existentes de automóveis de luxo.
São tradicionalmente de cor preta ou branca.
Fazem muito sucesso entre pessoas ricas e celebridades.
Lincoln e Cadillac são as principais marcas de limusines.