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17 setembro, 2024

O "Livro de Deus"

Paul Erdös (húngaro: 1913-1996), o matemático mais prolífico do século XX, costumava falar sobre o "Livro de Deus". Um  livro que conteria a lista de todas as melhores soluções para cada problema matemático.
Detalhe: ele era ateu.

04 fevereiro, 2023

Estrada musical

A rodovia 37 que está localizada no nordeste da Hungria, indo de Felsőzsolca a Sátoraljaújhely, na fronteira húngaro-eslovaca. Ela passa pela região vinícola de Tokaj. 
A canção folclórica húngara Érik a szőlő (As uvas estão amadurecendo) pode ser ouvida em um trecho especial dessa rodovia (vídeo), onde o atrito entre o asfalto e os pneus toca a melodia enquanto você dirige a 80 km/h.



Se você for mais rápido ou mais lento, a melodia será imperfeita ou distorcida.

23 setembro, 2018

Danças húngaras

Dança Húngara No. 5 em Fá Sustenido Menor, Allegro
De: Brahms
Por: Izolda Lindberg-Suslak e Robert Bennesh



Johannes Brahms foi um pianista e compositor alemão do período romântico. Nascido em Hamburgo, passou a maior parte de sua vida em Viena, Áustria, onde alavancou sua carreira. É frequentemente alinhado a outros gênios da música clássica, como Ludwig Van Beethoven e Johann Sebastian Bach, formando o famoso "Três Bs" da música na Alemanha.

Também deve lhe interessar: Czardas
De: Vittorio Monti
Por: 1 - József Lendvay (violino) e orquestra
       2 - Washington Conservatory (piano)

23 julho, 2018

Números muito grandes na vida real

A maioria das pessoas já ouviu falar das notas de cem trilhões de dólares do Zimbábue ou ouviu histórias sobre os alemães, durante a República de Weimar (1919-1933), usando marcos inúteis como papel de parede. O que talvez poucos saibam é que foi a Hungria que quebrou todos os recordes neste tema.
Logo após a Segunda Guerra Mundial, entre 1945 e 1946, o país estava em tal estado de hiperinflação, com taxas de inflação atingindo os 41,9 quintilhões por cento (41.900.000.000.000.000.000%), que teve de imprimir este tipo de cédula:


O Százmillió-B. Pengő, de 1946, que tinha um valor de 100,000,000 B. Representando 100 quintilhões de sua moeda, foi a nota de maior denominação já emitida na história!


Ler no Preblog: SALVE A INFLAÇÃO BRASILEIRA!
Uma crônica originalmente publicada em 1986 no "DN - Cultura" e no "Jornal da AMB".

29 novembro, 2017

O matemático mais prolífico do século XX

Paul Erdős ensinando Terence Tao em 1985, na Universidade de Adelaide.
Imagem: Wikimedia Commons
O matemático Erdős (pronuncia-se "air-dish") não tinha casa, nem trabalho, nem hobbies. Em vez disso, por 60 anos, ele perambulou no mundo, ficando com cada uma das centenas de colaboradores apenas o tempo suficiente para terminar um projeto e, em seguida, tocar em frente. Paul Erdös estruturou sua vida para maximizar a quantidade de tempo que ele dispunha para a matemática.  Ele andava com uma mala desgastada e uma bolsa de plástico, cor laranja, com a logomarca do Centrum Aruhaz ("Armazém central"), uma grande loja de departamento em Budapeste. Na busca sem fim por bons problemas matemáticos e novos talentos matemáticos, o "mago de Budapeste" atravessou quatro continentes a um ritmo frenético, passando de uma universidade ou centro de pesquisa para o próximo. Seu modus operandi era aparecer na porta de um colega matemático e declarar: "Aqui estou: meu cérebro está aberto", trabalhar com o anfitrião por um ou dois dias, até que ele estivesse entediado ou seu anfitrião estivesse atarefado, e depois se mudar para outra casa.
Vegre nem butulok tovabb (Finalmente, estou deixando de ficar estúpido) foi o epitáfio que o "Mozart da matemática" escreveu para si mesmo.
Fontes:
The  Man Who Loved Only Numbers, por Paul Hoffman
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paul Erdös
Links internos:
O número de Erdös |  Café com matemática | Dados e números primos

15/12/2017 - Atualizando ...
"Para [Joel] Spencer e muitos outros matemáticos, Erdös era uma versão moderna de um monge mendicante medieval. Erdös é freqüentemente chamado, sem rastro de ironia, um santo. Na verdade, havia algo santo na generosidade de Erdös, em sua honestidade e seu apoio aos direitos do indivíduo. Mas a essência da santidade de que seus amigos falam foi sua total devoção à busca matemática da beleza pura. Erdös costumava dizer que "a propriedade é um incômodo". Na verdade, para Erdös, todos os aspectos da vida - empregos, dinheiro, propriedade e vínculos pessoais íntimos - que interferiram com sua devoção à matemática eram um incômodo a ser evitado. Enquanto poucas pessoas escolheram imitá-lo, a vida de Erdös foi um exemplo apreciado por muitos."
~ Bruce Schechter, em "My Brain Is Open"

22 agosto, 2014

O Rohonc Codex


A história registrada do Rohonc Codex remonta a 1838, quando o Conde Gusztáv Batthyány doou o livro, como parte de sua biblioteca, para a Academia de Ciências da Hungria. O idioma em que foi escrito tem uma semelhança passageira com o velho húngaro (*) e com alguma língua diferente, tudo junto. Tal como o Manuscrito Voynich, ninguém até hoje decifrou com êxito o seu texto. Popularmente, acredita-se que a obra tenha sido uma fraude perpetrada pelo falsificador e nacionalista húngaro Sámuel Literáti Nemes, mas mesmo essa ardilosa autoria, de uma maneira ou de outra, nunca foi confirmada.

15 Weird and Mysterious Books, Business Pundit

(*) Na volta de um congresso de autores anônimos, Costa é obrigado a fazer uma escala imprevista na cidade título do romance, o que desencadeia uma série de eventos que constituem o centro da trama: casado com a apresentadora de telejornais Vanda, Costa conhece Kriska na Hungria, que o apelida de Zsoze Kósta e com quem aprende húngaro - segundo o narrador, "a única língua do mundo que, segundo as más línguas, o diabo respeita". Entre as diversas idas e vindas entre Budapeste e o Rio de Janeiro, a trama se alterna entre o seu enfeitiçamento pela língua húngara e o seu fascínio em ver seus escritos publicados por outros, bem como o seu envolvimento amoroso com Vanda e Kriska. (Do enredo do romance "Budapeste", de Chico Buarque.)