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01 novembro, 2021

Filósofos do Fim do Mundo

A data

Se os Maias nos ensinaram alguma coisa é que, se você não terminar alguma coisa, não é o Fim do Mundo. ~ Jonco Stl

Jonco Stl é de uma família que detesta vogais. ~ Paulo Gurgel

27 março, 2018

A Sociedade dos Filósofos Mortos


Eu tenho uma teoria:
Para fazer qualquer sentença parecer profunda tudo o que você precisa é escrever no final o nome de um filósofo morto.
Verbi gratia: Platão (com Sócrates, na gravura ao lado) ou Sócrates (com Platão, na gravura ao lado).

Platão e Sócrates divergiam só no essencial.

Ver também...
A Academia de Platão, a qual foi fechada por não suportar a concorrência do Google Traductor.

Fernando Gurgel postou um comentário.

02 fevereiro, 2018

Riso, choro e indiferença

"O que dá pra rir dá pra chorar." ~ Billy Branco
Atribui-se a Diógenes a teoria de que Heráclito não completou algumas de suas obras por causa de uma contumaz melancolia.
Mais tarde, Heráclito foi referido como o "filósofo chorando", em oposição a Demócrito, que ficou conhecido como o "filósofo rindo".
Na visão do satirista Juvenal:
"Vendo isso, então, você não elogia o sábio Demócrito por rir ... e o mestre da outra escola, Heráclito, por suas lágrimas?"
Eles foram considerados uma característica indispensável às paisagens filosóficas. Com base nisso, Montaigne propôs duas visões arquetípicas dos assuntos humanos, selecionando Demócrito para si mesmo.
Imagem: "Heráclito chorando, Demócrito rindo", afresco de Donato Bramante (1444 – 1514) transferido para tela. Pinacoteca di Brera, em Milão.
Os sábios recomendam unanimemente a busca da indiferença perante a opinião dos outros. Schopenhauer cita como exemplo o líder romano Mário. Um chefe bárbaro mandou desafiar Mário para um duelo. Sem ligar para o que os outros achariam de sua resposta, e muito menos para o que o próprio bárbaro pensaria, Mário mandou o seguinte recado: "Se você está entediado com a vida, que se enforque".

23 novembro, 2017

Pascal convertido

Cela de Pascal no convento de Port Royal
Depois de participar de grupos dados à libertinagem e aos jogos de azar, Pascal experimentou uma transformação em sua vida.
Em 1654, após escapar da morte em um acidente de carruagem numa das pontes de Paris, ele entrou em êxtase espiritual.  Em "Memorial", Pascal situou no tempo o início de sua crise mística:
"Ano da graça de 1654, segunda-feira, 23 de Novembro, dia de São Clemente, papa mártir, e de outros no martirológio. Vigília de São Crisógono, mártir, e de outros. Das dez horas e meia da noite, mais ou menos, até cerca de meia-noite e meia."
Logo depois, ele foi viver em meditação, no Convento de Port Royal, onde já havia entrado, como freira, sua irmã Jacqueline.
Num certo sentido, podemos afirmar que, convertido à religião, Pascal dedicou-se à filosofia.
Blaise Pascal foi uma exceção na sua época. Enquanto a maioria dos filósofos vivia quase exclusivamente da herança de Descartes, que defendia o racionalismo e a especulação lógica, fria, clara e precisa aplicada a toda e qualquer forma de ciência, seja ela exata ou humana, Pascal moveu uma guerra contra esses conceitos.
(http://webpages.fc.ul.pt/~ommartins/seminario/pasca_l/religiao.htm)

Castidade, mas não ainda

13 março, 2016

O golpe está armado

A democracia está em perigo. Há um complô, semelhante a 1964, para destituir uma Presidenta legitimamente eleita, capitaneado pela Globo, agora com o respaldo do poder judiciário, pois as forças armadas mantêm-se legalistas. A prisão ilegal do Lula, orquestrada pelo Juiz Moro no dia 4 de março, foi abortada pela grande reação dos democratas e pela Aeronáutica, que desautorizou e impediu o voo da aeronave que transportaria Lula para Curitiba. Agora os procudarores de São Paulo pedem, numa coletiva, mais uma operação midiática, a prisão de Lula nas vésperas das manifestações de direita, para estimulá-las e reconstituir "a marcha da família" de 64, que respaldou os militares para dar o golpe e destituir o Presidente João Goulart. Os golpistas estão afoitos, não têm mais escrúpulos, pois contam com os meios de comunicação, a Globo no comando, secundada por Veja, Folha, Época, Isto é, para difundir o ódio a Lula e Dilma, repetindo exaustivamente, com a tática semelhante a de Goebels, político nazista e ministro de propaganda de Hitler, inverdades, até convencer a opinião pública, como aconteceu, de que os judeus eram inimigos da pátria e precisariam ser exterminados, como o foram no Holocausto. [...]

Siga lendo este artigo do médico sanitarista Dr. Manuel Fonseca, publicado no blog MEMÓRIAS.

A propósito
É sabido, à esquerda e à direita, que os golpistas brasileiros não têm ideologia. Nem sabem o que é isso. São "apenas" fascistas - sem sequer saber o que isto significa - que têm pavor ao pensamento contrário e às pessoas que não comungam dos seus objetivos.
Mas, vamos ser um pouco menos ignorantes e, ao fazer críticas a um sistema ou a uma ideologia, tentem - isto mesmo, tentem - pelo menos saber quem é quem na constelação da ideologia criticada.
Marx, que em vida repudiou Hegel, deve estar em estado catatônico no túmulo, como as pessoas de bem deste País o estão, neste circo em que foi transformado o Estado.
Vamos estudar um pouquinho mais, gente.
Fernando Gurgel, por e-mail

Sábado palestrarei na Harvard. Na quinta, na Yale e, na semana próxima, na Georgetown Uni. Em todas irei denunciar a tentativa de golpe no Brasil.
Miguel Nicolelis, neurocientista brasileiro, c/ >1000 RT

Bônus
Os Três Patetas (The Three Stooges, nos EUA), Moe Larry e Curly, podem ter-se equivocado em tudo, menos na alusão feita a Marx e Hegel, no fecho do trabalho primoroso a que os três estarolas se dedicaram para "proteger" o ex-presidente Lula contra a sanha de seus partidários. Marx e Hegel não só se conheceram como também jogaram juntos nessa partida de futebol (vídeo) em que a seleção de filósofos da Alemanha enfrentou a da Grécia.



16/03/2016 - Atualizando ...
Nas redes sociais hoje (com algumas modificações):
Eles adoram mesmo é Hitler, Mussolini, Médici, Pinochet... Mas o efeito Marina está presente na volatilidade de suas escolhas "firmes". Abraçaram FHC com fervor, passaram por Serra, Alckmin, Marina e Aécio, que descartaram em seguida, quase que ficaram com o Joaquim Barbosa, pularam no colo do Japonês da Federal, tiveram um flerte com os três do MPF de Sampa, expulsaram de novo o Alckmin e o Aécio, e ainda estão em lua de mel com o juiz Moro. Pelo andar do andor, a procissão devem largar o "santo" onde?
Façam suas apostas senhoras e senhores.
Fernando Gurgel, por e-mail