17 fevereiro, 2017

Fones de ouvido - 2

Eu gostaria de enforcar quem inventou os fones de ouvido, mas tenho que desembaraçá-los antes.
N. do E.
É tudo uma questão de entropia. À medida que os cabos vão sendo movimentados, seus segmentos colidem, deslizam, dão voltas e ficam embolados. Daí vira uma questão de probabilidades. Há infinitas combinações possíveis de posições para que os cabos criem nós e apenas uma para que não criem.

Fones de ouvido - 1

Abrir em caso de apocalipse

Sob este sugestivo título (Abrir en caso de apocalipsis), encontra-se em espanhol o livro The Knowledge: How To Rebuild Our World From Scratch, de Lewis Dartnell, astrobiólogo da Agência Espacial Britânica. Um livro que trata de responder esta pergunta:
Como deveremos proceder para recuperar a civilização, partindo do zero, em caso de uma hecatombe total?
Obviamente, em pouco mais de 300 páginas, o autor tem consciência de que não pode, de maneira alguma, dar respostas a todas as perguntas em um mundo pós-apocalíptico. Por outro lado, o texto constitui um excelente ponto de partida para a hora de recuperar a agricultura e a alimentação de subsistência, a produção têxtil, ainda que rudimentar, as substâncias químicas que nos permitiriam sintetizar produtos básicos como o sal comum, os ácidos e as bases essenciais para a indústria química. Os medicamentos também ocupam um lugar preponderante na recuperação de uma sociedade civilizada, os materiais imprescindíveis para pôr em marcha uma indústria incipiente (metais, papel, tinta, máquinas como torno, motores,  moinhos, prensas, forjas, alto-fornos etc.).
Mas, talvez, o mais importante seja a comunicação dos novos conhecimentos. Porque, em um mundo com a população severamente reduzida, a recuperação deverá passar por uma rápida transmissão e difusão de conhecimentos. Como construir uma estação de rádio? Como construir um motor de combustão? O que é necessário para impulsionar um veículo em um mundo onde os combustíveis fósseis estejam esgotados, desapareceram ou são impossíveis de serem extraídos por falta de uma indústria desenvolvida e de uma tecnologia avançada, como aquelas que existiam antes do cataclismo?
Dartnell nos leva pela mão, passo a passo, pela ciência e tecnologia, física, química (há muita química no livro), biologia e medicina. Ele nos diz de uma forma agradável, clara e concisa como proceder se queremos fazer as ferramentas mais básicas necessárias na reconstrução do mundo e como preparar a terra para o plantio, adubação, coleta e processamento de grãos ou fertilizantes.
Finalmente, todos e cada um dos capítulos do livro são uma mera desculpa para explicar, dar-nos a conhecer e mostrar o mais maravilhoso da civilização humana, o que nos trouxe até aqui: a ciência. A ciência deu-nos o que somos e ciência será o que nos permitirá recuperarmos em caso de um desastre apocalíptico.
Abrir en caso de apocalipsis (reseña). In: El tercer precog (o único blog que você levaria para uma ilha deserta)
N. do E.
No começo do livro, o autor cita uma experiência artística de Thomas Thwaites, que, há alguns anos propôs construir, a partir do zero, algo (aparentemente) muito simples: uma torradeira.

16 fevereiro, 2017

Calculando o salto perfeito

"Eu não me vejo falhando em uma ação meticulosamente planejada."



Ver também: Um imitador do Supercão

Austrália, seu lugar no mundo

Você tem um mapa de Austrália?
Tem. Está errado. E todo o país vai mudar oficialmente para corrigir o erro.
O problema é causado pelas placas tectônicas. A Austrália está assentada sobre as placas tectônicas que apresentam o mais rápido deslocamento na Terra. Pelos padrões geológicos, a Austrália está praticamente voando: são cerca de 2,7 polegadas para o norte por ano, com uma ligeira rotação no sentido horário também.


As pessoas no solo podem não perceber, mas o Sistema de Posicionamento Global o acusa. Por isso, a Austrália precisa ajustar periodicamente as suas longitudes e latitudes para que elas se alinhem com as coordenadas GPS.

http://www.nytimes.com/2016/09/24/world/what-in-the-world/australia-continental-drift-location-gps.html?_r=1

Deriva continental: 1 e 2

15 fevereiro, 2017

O pensamento de FH analisado por MF

LIÇÃO SEGUNDA
Como sei que todos os leitores ficaram flabbergasted (não sabem o que quer dizer? Dumbfounded, pô!) com a LIÇÃO PRIMEIRA sobre Dependência e Desenvolvimento da América Latina, boto aqui outro trecho — também escolhido absolutamente ao acaso — do Opus Magno de gênio da “profilática hermenêutica consubstancial da infra-estrutura casuística”, perdão, pegou-me o estilo.
Se não acreditam que o trecho foi escolhido ao acaso, leiam o livro todo. Vão ver o que é bom!
Estrutura e Processo: Determinações Recíprocas
“Para a análise global do desenvolvimento não é suficiente, entretanto, agregar ao conhecimento das condicionantes estruturais a compreensão dos ‘fatores sociais’, entendidos estes como novas variáveis de tipo estrutural. Para adquirir significação, tal análise requer um duplo esforço de redefinição de perspectivas: por um lado, considerar em sua totalidade as ‘condições históricas particulares’ — econômicas e sociais — subjacentes aos processos de desenvolvimento no plano nacional e no plano externo; por outro, compreender, nas situações estruturais dadas, os objetivos e interesses que dão sentido, orientam ou animam o conflito entre os grupos e classes e os movimentos sociais que ‘põem em marcha’ nas sociedades em desenvolvimento. Requer-se, portanto, e isso é fundamental, uma perspectiva que, ao realçar as mencionadas condições concretas — que são de caráter estrutural — e ao destacar os móveis dos movimentos sociais — objetivos, valores, ideologias —, analise aquelas e estes em suas relações e determinações recíprocas. (…) Isso supõe que a análise ultrapasse a abordagem que se pode chamar de enfoque estrutural, reintegrando-a em uma interpretação feita em termos de ‘processo histórico’ (1). Tal interpretação não significa aceitar o ponto de vista ingênuo, que assinala a importância da seqüência temporal para a explicação científica — origem e desenvolvimento de cada situação social — mas que o devir histórico só se explica por categorias que atribuam significação aos fatos e que, em conseqüência, sejam historicamente referidas.
(1) Ver, especialmente, W. W. Rostow, The Stages of Economic Growth, A Non-Communist Manifest, Cambridge, Cambridge University Press, 1962; Wilbert Moore, Economy and Society, Nova York, Doubleday Co., 1955; Kerr, Dunlop e outros, Industrialism and Industrial Man, Londres, Heinemann, 1962.”
Comentário do Millôr Fernandes, intimidado:
A todo momento, conhecendo nossa precária capacitação para entender o objetivo e desenvolvimento do seu, de qualquer forma, inalcançável saber, o professor FhC faz uma nota de pata de página.
Só uma objeçãozinha, professor.
Comprei o seu livro para que o senhor me explicasse sociologia.
Se não entendo o que diz, em português tão cristalino, como me remete a esses livros todos? Em inglês!
Que o senhor não informa onde estão, como encontrar.
E outra coisa, professor, paguei uma nota preta pelo seu tratado, sou um estudante pobre, não tenho mais dinheiro.
Além do que, confesso com vergonha, não sei inglês.
Olha, não vá se ofender, me dá até a impressão, sem qualquer malícia, que o senhor imita um velho amigo meu, padre que servia na Paróquia de Vigário-Geral, no Rio.
Sábio, ele achava inútil tentar explicar melhor os altos desígnios de Deus pra plebe ignara do pequeno burgo e ensinava usando parábolas, epístolas, salmos e encíclicas.
E me dizia: “Millôr, meu filho, em Roma, eu como os romanos. Sendo vigário em Vigário-Geral, tenho que ensinar com vigarice”.

POLÊMICA. Noel Rosa x Wilson Batista

O Instituto Moreira Salles realizou, no dia 11 de setembro de 2012, o show Polêmica Noel Rosa x Wilson Batista por Monarco e Nelson Sargento, no qual os sambistas interpretaram as nove canções do "duelo musical" entre os dois compositores (LP Odeon, 1956), acompanhados de Paulão 7 Cordas (direção musical, arranjos e violão), Alessandro Cardozo (cavaquinho), Vitor Mota (flauta e sax) e Netinho Albuquerque (pandeiro).
O jornalista João Máximo participou da apresentação contando as histórias das canções do disco.

Vídeo do Show do IMS


Lenço no pescoço (Wilson, 1933)
Rapaz folgado (Noel, 1933)
Mocinho da Vila (Wilson, 1934)
Feitiço da Vila (Noel, 1934)
Conversa fiada (Wilson, 1935)
Palpite infeliz (Noel, 1935)
Frankenstein da Vila (Wilson, 1936)
João Ninguém (Noel, 1936) [1]
Terra de cego (Wilson, 1936) [2]

[1] Esta faixa foi inserida no disco da Odeon sem ter de fato entrado na polêmica.
[2] Inimigos para sempre? Que nada. A tal "briga" terminou em parceria – em uma mesa de bar, claro. "Eles se encontraram por acaso num botequim e aí o Noel pediu para o Wilson cantar Terra de Cego. Ali mesmo, Noel fez uma nova letra. Eles fizeram uma parceria e mudaram o foco da polêmica", conta Rodrigo Alzuguir. Sobrou para a moça pivô do triângulo: "Deixa de ser convencida/ Todos sabem qual é/ Teu velho modo de vida".

Leituras recomendadas
Wilson Baptista e sua obra vão muito além da rinha com Noel por Vítor Nuzzi. In: Rede Brasil Atual
Polêmica!! - por Rodrigo Alzuguir. In: BlogIMS

14 fevereiro, 2017

Os pessimistas - 2


Os pessimistas - 1

Ringo o Batera


Numa entrevista em 1964, um repórter perguntou aos Beatles se Ringo era o melhor baterista do mundo.
(Supostamente, a resposta esperada era: "Sim, é o melhor dos melhores de todo o mundo".)
Mas Lennon respondeu, sarcasticamente:
"Não é sequer o melhor entre os Beatles."
Era uma referência ao multi-instrumentista Paul, e Ringo não se ofendeu. Os Beatles eram conhecidos por seu senso de humor, as ironias com a imprensa e pelas brincadeiras que faziam entre si.

Beatlemania
Jesus ama vocês, As contribuições de Paul no campo da fotografia e Paul não morreu. Viva Paul

13 fevereiro, 2017

Medicina cubana x Medicina estadunidense

Consideremos os ex-presidentes cubanos e estadunidenses que faleceram em seus países nos últimos 54 anos.
Em Cuba = 1
- Fidel (2016)
Nos EUA = 5
- Kennedy (1963)
- Eisenhower (1969)
- Johnson (1973)
- Reagan (2003)
- Ford (2006)

"A Estatística é a prostituta da Matemática: você bate e ela mostra o que você quiser."

Um mapa das chuvas na África

Esta é uma imagem bonita e alarmante. O que você está vendo é um mapa das chuvas na África, que vão desde os dois mil milímetros de precipitações pluviométricas por ano, perto do equador (áreas brancas), até a completa ausência de chuvas no Saara (áreas cinzas).
A ausência total de chuvas é algo muito sério. Existem aldeias na África em que não chove há nove anos. E as crianças com menos de onze anos de idade, que nelas residem, não têm a memória viva do que é a água caindo do céu.
Água é vida: sua interrupção pode ter consequências mortíferas. Infelizmente, isso pode acontecer tanto por razões naturais (como o AMO, o Atlantic Multi-decadal Oscillation) quanto artificiais (como as alterações climáticas), e os dois se somam.
https://plus.google.com/+YonatanZunger
http://earthobservatory.nasa.gov/IOTD/view.php?id=88670&src=eorss-iotd

Na Etiópia: Água potável extraída do ar.

12 fevereiro, 2017

Amarelinha

É uma brincadeira popular entre as crianças. A palavra vem do francês marelle. Por adaptação popular, ganhou uma associação com o amarelo e o sufixo diminutivo.


Não tirem conclusões apressadas. As abelhas um dia se destacarão neste jogo.

Monóculos, câmeras lambe-lambe e fotopinturas

"Em um momento de mudança de tecnologia, em que a câmera digital começava a chegar com mais força, os dois percorreram lugares de romaria para levantar um acervo e registrar o trabalho dos fotógrafos que usavam técnicas que hoje praticamente desapareceram" conta a também curadora da mostra, Rosely Nakagawa. Graças ao trabalho de preservação dos dois, hoje essa exposição tem o registro físico de monóculos, pequenas peças de plástico em que se vê um slide contra a luz; de câmeras instantâneas lambe-lambe, criações caseiras de madeira que tinham um laboratório de revelação integrado; e da fotopintura, que mescla fotografia e pintura.

Retrato Popular - do vernáculo ao espetáculo. Curadoria de Rosely Nakagawa, Titus Riedl e e Valéria Laena
As memórias da família brasileira numa fotopintura na parede, por André de Oliveira. In: El País

Vídeo "Câmera Viajante"



(documentário de Joe Pimentel)

"Você sabe que o fotógrafo
pra ser fotógrafo artista
pra ser perfeito é preciso 
inteligência, um pouco de consciência
e também golpe de vista.
Tudo isso vai pra lista 
de quem é um veterano.
É mió vender abano
que é uma venda sem cabula.
Todo fotógrafo fula
se conhece pelo pano.
Se falta um propulsor
pra ter mió vantagem
pra caixa não ter montagem
pra carregar revelador
pro povo não dar valor.
Fca o fotógrafo sem prano
vai sempre vender abano
que é uma sem cabula
que todo artista fula
se conhece pelo pano."

11 fevereiro, 2017

O dia todo para trocar uma lâmpada

Ela: "Então, que você fez hoje?"
Ele: "Eu troquei uma lâmpada."
Ela: "Só isso?"
Ele: "Precisa ver. Eu filmei tudo."

Clique AQUI para você também ver.

(colaboração de Jaime Nogueira)

Para trocar uma lâmpada... | Novo conceito em troca de lâmpadas

A vida, o universo e tudo

A resposta à questão fundamental da vida, o universo e tudo é 42.
Muitas teorias foram propostas para explicar a resposta. Entre elas, 42 é 101010 no código binário, a luz se refrata em 42 graus na superfície de água para criar um arco-íris e a luz requer 10-42 segundos para atravessar o diâmetro de um protão (próton).
Além de tudo, 42 é o número que conecta, de forma significativa, o mundo dos números primos com a física quântica, através da Hipótese de Riemann (que continua sendo um dos grandes problemas da matemática sem solução).
Douglas Adams, o principal responsável pela escolha do número 42, descartava todas essas teorias. Numa entrevista, em 1993, o autor de "O Guia do Mochileiro das Galáxias" mostrou o jogo:
"A resposta para isso é muito simples. Foi uma brincadeira. Tinha que ser um número pequeno e comum, e eu escolhi esse. Binário, representações, base 13, monges tibetanos são um absurdo completo. Sentei-me a minha mesa, olhei para o jardim e pensei... 42, vai acontecer, aí digitei 42. Fim da história."
Adams justificou ainda a sua escolha por ser "um número completamente comum, um número não apenas divisível por dois, mas também por seis e sete. Na verdade, 42 é o tipo do número que você pode, sem qualquer receio, levar para casa e apresentá-lo a seus pais".

(Arquivado para publicar em 11 de fevereiro, o 42º dia do ano.)

10 fevereiro, 2017

O pior cego

Levantem-se como leões

E de La Boétie (que escreveu aos 18 anos, em 1548, um pequeno grande livro chamado “Servidão Voluntária”) vamos para Percy Shelley, o grande poeta inglês da era da Revolução Industrial.
Shelley não era apenas um mestre na arte de juntar palavras. Era um ativista, um homem inconformado com a desigualdade social de seu tempo.
Shelley ficou tocado, em 1819, com o que passou para a história como o “Massacre de Peterloo”, em Manchester.
Manifestantes – alguns falam em 50 000, outros em 150 000 — se juntaram no centro da cidade para pedir coisas como o sufrágio universal. Naqueles dias, apenas 3% dos ingleses podiam votar – os ricos, naturalmente.
A polícia dissolveu o encontro brutalmente. Montados em cavalos, espadas nas mãos, policiais investiram contra as pessoas. Foram dez minutos de derramamento de sangue, ao fim dos quais 500 manifestantes estavam feridos. Houve pelo menos quinze mortes.
Inspirado pelo massacre, Shelley escreveu:
Rise like lions after slumber
In unvanquishable number
Ye are many – they are few.
Coloquemos assim:
Levantem-se como leões depois de dormir
Num número que ninguém haverá de destruir
Vocês são muitos – eles são poucos.
Grande Shelley, o poeta dos humilhados e ofendidos, a voz lírica dos desfavorecidos.
Que ele e La Boétie nos inspirem algum dia.

Paulo Nogueira, DCM
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-o-povo-brasileiro-aceita-tao-passivamente-as-barbaridades-da-plutocracia-por-paulo-nogueira/

09 fevereiro, 2017

Propagandas criativas e premiadas

O blog EM congratula-se com a publicidade brasileira que vem matando um Leão (de Ouro) por ano.


(vídeo indicado por Jaime Nogueira)

Ultrassonografia obstétrica

"Fiz este ultrassom hoje. Acho que vou ter um coelho."

Réplica
"Tudo o que vejo é um pato".

08 fevereiro, 2017

O celeiro do Império Romano

A origem do nome "África" ​​não é totalmente clara. Os antigos romanos usavam o termo "Afri" para se referir aos habitantes de Cartago e, mais especificamente, a uma tribo da Líbia. Há evidências de que a palavra se originou de uma das línguas nativas da região, talvez do berbere.
Depois de conquistar Cartago (Tunísia moderna), no final da Terceira Guerra Púnica em 146 a.C., Roma estabeleceu a "província romana da África" ao redor da cidade destruída. A província cresceu para abranger as zonas costeiras do nordeste da Argélia e Líbia ocidental.
No entanto, as terras romanas no norte da África não foram limitadas à província romana da África. A ponta da Líbia, juntamente com a ilha de Creta, o Egito, assim como a Mauritânia  e porções do Norte da Argélia e Marrocos foram também conquistadas por Roma.
A fim de facilitar o comércio, especialmente de produtos agrícolas, vários imperadores romanos sucessivamente semearam, ao longo dos tempos, colônias no continente africano.
Roma tinha o povo, mas as pessoas precisavam de pão. E a África, rica em solo fértil, tornou-se  o "celeiro do Império."


http://madefrom.com/history/antiquity/marvel-north-africa-roman-times/

O mandado de risco sexual

Homem inocente deve notificar a polícia 24 horas antes de ter relações sexuais
Um britânico de 40 anos de idade, que legalmente não pode ser nomeado, foi absolvido da acusação de estupro em um julgamento em 2015. Apesar da decisão do tribunal, a polícia obteve um "mandado de risco sexual" contra ele. Sob essa ordem, o homem deve "revelar à polícia os dados de qualquer mulher (incluindo o nome, o endereço e a data de nascimento) pelo menos 24 horas antes de ter qualquer atividade sexual".
"Eu protesto porque um júri por unanimidade me inocentou e, depois de quase dois anos, eu ainda esteja sendo punido por um crime que nunca aconteceu", escreveu o homem em um comunicado à imprensa.
Esta norma é perfeitamente legal na Inglaterra e País de Gales, mesmo para quem não foi considerado culpado por um crime sexual. Os mandados são emitidos sempre que a polícia consegue convencer o tribunal de que é necessário proteger a comunidade contra ele.
Os mandados de risco sexual apresentam uma duração mínima de dois anos e, caso sejam violados, podem levar a uma pena de prisão de até cinco anos.

http://reason.com/blog/2016/07/06/innocent-man-must-notify-the-police-24-h
http://www.mirror.co.uk/news/uk-news/man-banned-sex-without-giving-8310967
http://www.mediaite.com/online/uk-man-acquitted-of-rape-forced-to-give-police-24-hour-notice-before-sex/

TENTATIVA DE ESTUPRO COM MUDANÇA DE IDEIA NO ÚLTIMO MOMENTO

07 fevereiro, 2017

Pode um cão fazer RCP? (2)

RCP: ressuscitação cardiopulmonar
O australiano Jim Touzeau diz que sim. (AQUI)

E o Bits and Pieces confirma.

awesome rescue dog

Encomenda

 Cecília Meireles
Desejo uma fotografia
como esta - o senhor vê? - como esta:
em que para sempre me ria
como um vestido de eterna festa.

Como tenho a testa sombria,
derrame luz na minha testa.
Deixe esta ruga, que me empresta
um certo ar de sabedoria.

Não meta fundos de floresta
nem de arbitrária fantasia...
Não... Neste espaço que ainda resta,
ponha uma cadeira vazia.

(Um poema de conhecimento obrigatório para fotógrafos.)

06 fevereiro, 2017

Fazendo inveja...

Olá, sou um Violoncelo.
Eu passo muito mais tempo entre as pernas de uma mulher do que Você.

O médico e vernaculista Castro Lopes - 2

O Dr. Antônio de Castro Lopes (1827-1901) foi uma figura curiosa das letras brasileiras no século XIX. Latinista famoso, ele publicou dicionários e livros de caráter linguístico, além de uma variedade de escritos tematizados em astrologia, espiritismo e homeopatia, também exercendo o ofício de professor, médico, teatrólogo e poeta. Segundo Bortolanza (1999), fundou o primeiro banco hipotecário do país, o "Banco Predial", além da "Companhia Serviço Doméstico", da "Caixa Mutuante" e da primeira "Sociedade Cooperativa de Consumo". Era conhecedor de tudo, um "Larrousse ambulante" nas palavras de V. de Algerama (BORTOLANZA, 1999, p. 303), que tinha resposta para qualquer questão, mesmo que nem sempre bem fundamentada.
Em 1889, Castro Lopes iniciou uma série de pequenos artigos na Gazeta de Notícias propondo a substituição de estrangeirismos frequentes na língua portuguesa por vocábulos novos elaborados por ele mesmo, a maioria a partir do latim. Os textos e a busca incessante do filólogo pela pureza da etimologia da língua não passaram despercebidos por Machado de Assis, sendo tema de três crônicas da série Bons Dias!. [...]
Muitos dos neologismos criados pelo filólogo acabaram caindo no esquecimento público, como "runimol", proposto para substituir avalanche, e "sineciforo", forjado para ocupar o lugar de "chauffeur" (nosso atual "chofer"), termos inviáveis e pernósticos na opinião de Magalhães Júnior (1985). Outros vocábulos sobreviveram de forma abatida, sendo registrados em alguns dicionários como sinônimos das palavras originais, embora muito pouco empregados na fala, como os raros "lucivelo", para substituir "abat-jur", "nasoculos", no lugar de "pince-nez", e "preconnicio", em troca de "reclame". A invenção de maior sorte foi, sem dúvida, a palavra "cardápio" (GLEDSON, 2008). O termo proposto para substituir "menu" obteve grande popularização, embora a forma francesa continue também sendo utilizada.
A intervenção de Castro Lopes era muito extremada aos olhos de Machado de Assis. O escritor, como Boas Noites, tentou convencer seu público leitor de que os neologismos alatinados, imbuídos de um equivocado sentido de nacionalidade, seriam desnecessários visto que os estrangeirismos já faziam parte do cotidiano linguístico brasileiro, recebendo inclusive características nossas.

(Extraído do trabalho MACHADO DE ASSIS E OS NEOLOGISMOS DE CASTRO LOPES, de Valnikson Viana de Oliveira, apresentado ao Curso de Licenciatura em Letras da Universidade Federal da Paraíba, como requisito para a obtenção do grau de Licenciado em Letras, habilitação em Língua Portuguesa. Orientadora: Prof.ª Dr.ª Socorro de Fátima Pacífico Barbosa.)

O médico e vernaculista Castro Lopes - 1

05 fevereiro, 2017

Imagina por quê?

A pérola que apareceu em meu computador: sobre aquelas atividades lúdicas/etílicas, meio que camicases, que eram na época jocosamente designadas como "botar o pau na rifa" (sic), imagina por quê? E haja injeções de Benzetacil e aquelas latinhas sem-vergonhas de Neocid, com seu absolutamente indiscreto "ploc-ploc" na calada da noite para o dar o bom combate às hordas do quase invencível Phthirus pubis...
Jaime Nogueira

A pérola de que Jaime fala é o interessante artigo ("Sexo e diversão") do jornalista Paulo Verlaine, o qual transcrevi, ipsis litteris, aqui.

A escala de Turim

É um método para classificar os perigos que Objetos Próximos da Terra como asteroides e cometas podem nos apresentar.
Esta escala, que se baseia nas dimensões do corpo celeste e na probabilidade de colisão, vai do nível 0 (branco) ao nível 10 (vermelho). O recorde na escala de Turim é do asteroide Apophis, que chegou ao nível 4, causando preocupação nos cientistas


0 - A probabilidade de colisão é muito baixa, Nível também aplicável em objetos tão pequenos que se desintegram ao passar pela atmosfera.
10 - A colisão é certa, capaz de causar uma catástrofe global que poderá por em risco o futuro da civilização tal como a conhecemos, quer a colisão se dê em terra ou no mar. Um evento desta magnitude ocorre uma vez em 100 000 anos.

Sentry (Sentinela) é um programa de computador desenvolvido para analisar automaticamente os catálogos astronômicos em busca de asteroides que no futuro possam colidir com a Terra. O programa analisa os catálogos para potenciais colisões nos próximos 100 anos. Sempre que o programa detecta uma possível colisão, ela é analisada e os resultados são imediatamente publicados no programa Near Earth Object.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Escala_de_Turim
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sentry_(astronomia)

Sete gestos brasileiros

Este vídeo mostra sete gestos muito utilizados pelos brasileiros em sua comunicação, mas que não são facilmente traduzidos por pessoas de outras culturas.



Bon mot
O que é a música sem a dança para combinar?

Bônus
Quando forçado a recorrer a palavras, o Manchester Gesture Centre se descreve assim:
O Centro de Gestos Manchester consiste de um grupo de pesquisadores de diferentes áreas de conhecimento [blá, blá, blá]. Os projetos de pesquisas do Centro empregam uma gama de diferentes metodologias e dados provenientes de diferentes configurações, incluindo o trabalho de laboratório com base experimental e com o que ocorre naturalmente em conversas e interações, bem como pelo estudo de primatas em cativeiro e em seu habitat natural.

04 fevereiro, 2017

O pote do conforto

Do inglês comfort tub
1: Para a maioria das garotas, é um pote com qualquer tipo de alimento (na maioria das vezes, sorvete) para ela chorar as mágoas do próprio coração enquanto assiste a filmes românticos.
2: Uma banheira com pétalas de rosa, cheiro aromático e velas perfumadas acesas por todos os lugares, de modo que o coração quebrado da garota possa tomar um banho reconfortante.


08/02/2017 - Atualizando ...
"O amor não é aquilo que te alegra, mas depois te decepciona. O nome disso é pote de sorvete."

Portas destravadas

Os moradores de Churchill, Manitoba, no Canadá, têm o costume de deixar as portas dos carros destravadas. É para que os carros sirvam de refúgio aos pedestres em caso de ataque por um urso faminto.
Com cerca de 900 destes animais vivendo em liberdade no município, Churchill é a "Capital Mundial do Urso Polar".

Eles estão em toda parte – em murais, cartazes, lembranças e esculturas – e a versão ao vivo de um deles, de vez em quando, vagueia pela cidade,

"POR FAVOR, SENHORES. VOCÊ TÊM UM MINUTO 
PARA QUE EU POSSA LHES FALAR DE NOSSO SENHOR E SALVADOR?"

03 fevereiro, 2017

Tempos cinzentos

São Paulo – O grafiteiro Mauro Neri foi detido por policiais militares na sexta-feira passada, 27, quando tentava apagar a tinta com que a Prefeitura encobriu um grafite que ele mesmo havia feito, com aval da gestão anterior, em uma pilastra do complexo viário João Jorge Saad (Cebolinha), em Moema, na zona sul de São Paulo.
Acusado de crime ambiental, ele assinou um termo circunstanciado de ocorrência (TCO) no distrito policial da área e foi liberado.

Uma das obras de Mauro Neri

22/04/2017 - Atualizando ...
Os grafites estão de volta em São Paulo. E não pelas mãos dos grafiteiros. Apagados há menos de três meses por ordem do prefeito, pintar os muros de cinza está na relação dos seus erros. Uma pesquisa apontou que 61% dos paulistanos reprovaram a ação.
Em diversos pontos da cidade, a tinta que cobria os grafites está descascando por ação do sol e das chuvas, deixando transparecer os desenhos que estavam ali. Isto é possível porque a tinta utilizada para apagar os desenhos é composta por uma proporção maior de cal e menor de corante e aglutinante.

Jorge Porém

Tudo certo no estúdio, e lá estava Paulinho da Viola, com seus músicos prontos para a gravação de "Um rio que passou em minha vida". Uma canção que se tornaria uma ode à Portela. O que não estava programado, no entanto, foi a intervenção de um membro da escola, no backing vocal, justamente na hora em que Paulinho cantava: – "Porém...". Neste momento, um coadjuvante de nome Jorge, como todo o entusiasmo, respondeu: – "Ai, Porém!".
Paulinho ficou surpreso com o efeito positivo da intervenção e deixou que seguisse a gravação. Resultado: O samba, que virou o maior sucesso de Paulinho, fez com que o tal Jorge, da Portela, ficasse conhecido como... Jorge Porém
Fontes: site Usina de Letras e o livro "Almanaque do Samba", de André Diniz

N. do E.
A gravação de Paulinho da Viola (de 1970) está no YouTube, neste mix com 33:04 de duração. E a faixa "Foi um rio que passou em minha vida" começa em 11;56. Porém (ai, porém) nada justifica que você não ouça todas as canções.

Um Jorge Porém é pouco
Veja AQUI a homenagem de cinco "Jorges" da MPB ao lendário Jorge da Capadócia.

02 fevereiro, 2017

O astrofísico e seu amigo

Um destes caras é o britânico Matt Taylor, astrofísico da Agência Espacial Europeia. Ele comandou a equipe que colocou uma sonda sobre a superfície do cometa 67P / Churyumov-Gerasimenko, além da órbita de Marte (missão Rosetta). O amigo dele é o que está com a camisa rosa.


A missão Rosetta: [1] [2] [3] [4] [5] [6] [7]

Yin, Yang y Yo



Na Natureza, tudo é composto por duas forças cósmicas: o Yin e o Yang. O Yin é a fêmea, o Yang é o macho. (1) O Yin é a Terra, o Yang é o Céu. (2) Assim, no universo em miniatura que existe em cada ser humano essas forças se entrechocam em cada célula, em cada órgão e no corpo todo. (3) Se Yin e Yang estão em harmonia a saúde prevalece; se Yang chega tarde à casa, cheirando a bebida, e Yin desce o rolo de pastel na cabeça dele, surge a doença. Como se trata de um enfrentamento marido x mulher, o médico talvez não deva meter a colher-medida. (4)

(1) O indeciso onde fica?
(2) Ora, fique o indeciso na linha do horizonte.
(3) Filosofia de Fu-Hsi. In: OS FUNDADORES DA MEDICINA CHINESA.
(4) Filosofia minha.

Ler também: Yin e Yang, acidentalmente

01 fevereiro, 2017

Como detonaram um produto nos anos 50

O Ford Edsel foi o alvo. O departamento de marketing da Ford levou todos a acreditar que o Edsel (1958) seria um fantástico carro do futuro, um veículo movido a plutônio, uma maravilha científica. Mas o que eles entregaram ao público foi um Mercury.
O Edsel não era um carro tão ruim assim. Claro que ele parecia meio simples, bebia muita gasolina e era comercializado muito caro, especialmente durante aquela recessão dos anos 50, mas não merecia a má fama que chegou a ter.
Alguns críticos culpam o fracasso do Edsel à grade do automóvel, que se assemelhava a uma vulva. Aparentemente, a América dos anos 50 era realmente fóbica com relação às regiões íntimas do corpo feminino.
Na verdade, foi provavelmente uma mistura de tudo o que precede com a carona que o público pegou da crítica.
(matéria sugerida por Jaime Nogueira)

Impressão de mensagens e imagens sobre o café

Com a Ripple Maker você transforma o seu café em uma experiência extraordinária. Esta máquina (mostrada no vídeo) usa uma tecnologia patenteada que possibilita imprimir mensagens e/ou imagens sobre o café.


  1. Faça uma xícara de café com camada de espuma pelos métodos usuais.
  2. Coloque a xícara na máquina e selecione um texto e/ou uma imagem a partir da biblioteca de conteúdos da máquina ou do seu telefone celular.
  3. Em questão de segundos, o café está pronto – com aquele toque final.
(postagem não patrocinada)

Latte art [1] [2]