Mostrando postagens com marcador Cuba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cuba. Mostrar todas as postagens

12 janeiro, 2025

Mozart e Mambo: uma deliciosa mistura

Rondo alla Mambo, que combina a música de W.A.Mozart e Mambo Cubano, foi destaque neste flashmob nas ruas de Havana, Cuba, tendo sido o grande final do projeto Mozart y Mambo. Inspirado em  W.A. Mozart e escrito por Joshua Davis e Yuniet Lombida Prieto, foi apresentado por Sarah Willis e pela Havana Lyceum Orchestra. Aprecie!
http://www.tudoporemail.com.br/video.aspx?emailid=15833

Outra fusão com o mambo: 5 + 5 = LOL (Mambo 5 e Sinfonia 5 de Beethoven)

12 janeiro, 2024

Cultivo uma rosa branca

Cultivo uma rosa branca,
em julho como em janeiro,
para o amigo verdadeiro
que me dá sua mão franca.

E para o cruel que me arranca
o coração com que vivo,
cardo, urtiga não cultivo:
cultivo uma rosa branca.

José Martí (1853–1895) — Patriota cubano, pan-americanista. Como poeta, foi precursor do modernismo, com grande influência nas letras hispano-americanas. Entendia a literatura como "expresión y forma de la vida de un pueblo", defendendo uma poesia com "raíz en la tierra, y base de hecho real".

10 dezembro, 2023

"El Manisero" (O Vendedor de Amendoins)

Composto em 1928, por Moisés Simons.

Interpretado pelo harmonioso Quarteto Vocal VIDAS, de Santiago de Cuba.

A fama de "El Manisero" (com a letra baseada no pregão de um vendedor de amendoins) levou ao reconhecimento mundial de Simons. Vendeu mais de um milhão de cópias de partituras para a EB Marks Inc.e levou a uma "mania da rumba" nos Estados Unidos e na Europa, que durou até o 1940. Não há um relato oficial do número de discos de 78rpm dessa gravação que foram vendidos pela RCA Victor, mas parece provável que o número teria excedido ao de vendas de partituras, tornando-se o primeiro disco de música cubana (ou mesmo latina) a vender um milhão de cópias.

23 novembro, 2022

RIP, Pablo Milanés

Pablo Milanés Arias (Bayamo, 24 de fevereiro de 1943 - Madrid, 22 de novembro de 2022) foi um cantor e violonista cubano.
As origens musicais de Pablo Milanés remontam à sua infância, em Bayamo, cidade onde nasceu em 24 de fevereiro de 1943 e, quando criança, começou a cantar nas estações de rádio. Pablo ganhou um concurso de música na rádio CMXK, aos 6 anos, cantando um corrido mexicano: "Juan Charrasqueado".
A transferência de sua família para Havana, no início dos anos 50, significou seu contato com artistas populares e grupos tradicionais. Embora tivesse alguns anos de formação acadêmica no Conservatório Municipal de Havana, foram principalmente os músicos de rua, do seu bairro e dos cafés que frequentava, que incutiram no jovem Pablo a diversidade e a riqueza sonora.
No início da década de 1960, começou a compor a partir de múltiplas influências recebidas, tais como: da tradicional música cubana, da música norte-americana (principalmente o jazz) e da música brasileira.
Gravou sem primeiro disco em 1965. E foi também um dos fundadores do Movimento Nueva Trova.
Sua obra musical está contida em mais de 40 álbuns que contêm canções emblemáticas como "Yolanda"(vídeo), "Canción por la Unidad Latinoamericana"(*), "Yo no ti pido", "Pobre del cantor", "Yo pisaré las calles nuevamente" e muitas outras.
Este legado constitui uma grandiosa referência para a identidade e a cultura cubanas e suas canções e interpretações magistrais integram, por direito próprio, a trilha sonora da Revolução Cubana.
Sua última apresentação em Cuba foi num concerto na Cidade Desportiva de Havana, em 21 de junho de 2022.
Pablo internou-se no dia 13 de novembro em Madri para tratar uma doença oncohematológica que vinha sofrendo há vários anos. No dia 22 de novembro, ele faleceu das intercorrências.



(*) Em 1978, Chico Buarque de Hollanda foi chamado para ser jurado do Prêmio Literário da Casa das Américas, em Cuba, e aproveitou para buscar uma aproximação cultural com o país caribenho, que vivera seu processo revolucionário há 25 anos, criando uma versão para a música "Canción por la Unidad Latinoamericana", de Pablo Milanés.

12 outubro, 2017

Colombo em Cubanakan

Sua 1ª expedição (de Cristóvão Colombo) a Cuba foi um exemplo do seu estado de espírito e de suas técnicas de exploração e, em outubro de 1492, as caravelas entraram na baía de Bariay em Cuba. Aí, os nativos que levara como intérpretes falaram com os índios locais que disseram haver muito ouro em Cubanakan (que significava média Cuba).
Colombo se convenceu de que eles disseram "El Gran Can" (o Grande Khan) e, imediatamente, mandou uma embaixada ao encontro desse oriental. Um sábio que falava árabe foi encarregado de chefiar a embaixada, acompanhado de um marinheiro que anos antes encontrara um rei africano na Guiné e, por isso, deveria saber lidar com a realeza exótica.
Levaram equipamento diplomático como passaporte latino, uma carta dos Reis Católicos para Sua Majestade Chinesa e um presente valioso para o Grande Khan, além de contas de vidro e bugigangas a fim de comprarem comida no caminho. Mas, encontraram apenas 50 cabanas com telhados de palmeiras, onde o cacique local banqueteou-os como a mensageiros do céu e as pessoas beijaram-lhes os pés. Mas não obtiveram notícia alguma do Grande Khan.
Regressando ao porto, os dois embaixadores de Colombo tiveram um encontro com um grupo de índios a pé com um tição na mão e ervas para fumarem. O comprido charuto era aceso a cada parada e, depois de passado de mão em mão, cada membro do grupo inalava a fumaça, constituindo-se no primeiro registro existente do encontro dos europeus com o tabaco.
Entretanto, no porto, Colombo estudava os números para confirmar sua convicção de que Cuba era a província referida por Marco Polo e, por isso, ocupava seus momentos livres colhendo espécimes botânicos que julgava só poderem ser encontrados na Ásia.

Leia mais em: www.webartigos.com/artigos/india-um-paraiso-achado-e-perdido-por-colombo

CUBANAKAN (COUBANAKAN), de Moisés Simon e Sauvat-Chamfleury
com Emilinha Borba (port.) e Ney Matogrosso (esp.)


12/10/1492 - Descobrimento da América
Doze de Outubro
O Ovo de Colombo
Colombo e o cristianismo: você sabia?

13 fevereiro, 2017

Medicina cubana x Medicina estadunidense

Consideremos os ex-presidentes cubanos e estadunidenses que faleceram em seus países nos últimos 54 anos.
Em Cuba = 1
- Fidel (2016)
Nos EUA = 5
- Kennedy (1963)
- Eisenhower (1969)
- Johnson (1973)
- Reagan (2003)
- Ford (2006)

"A Estatística é a prostituta da Matemática: você bate e ela mostra o que você quiser."

10 dezembro, 2016

Furacão sobre Cuba

"E os jovens e os velhos retomavam em silêncio ou em conversas sussurradas o antigo sonho cubano: chegaria o dia em que a ilha seria governada por homens honestos, austeros, incorruptíveis? Por que, apesar da constante e muitas vezes brutal renovação dos quadros políticos, isso nunca acontecia?
Ora, enquanto meditava no México sobre o exército cubano, o exilado havia compreendido as verdadeiras razões da corrupção em Cuba.
As colônias, pensava, pelo menos têm uma vantagem sobre a semi-colônia: a corrupção não existe, pela inexistência de políticos a corromper. Compram-se reizinhos - que não passam de traidores. Mas, por isso mesmo, a semi-colônia é uma mistificação, porque sua verdade secreta é a colonização. Portanto, todas as palavras mentem, torna-se necessário transpor para uma linguagem democrática as transações coloniais: chamar "livre contrato" aquilo que, na verdade, se chama "obrigação unilateral".
Deste modo, a tarefa do "governo" semi-colonial, mesmo quando honesto - isto é, nos seus primeiros meses - já é falsear o idioma, desvirtuar as palavras de seu povo. Trai pela própria natureza: inscrita nas coisas, a traição o espera. Quando percebe isso, cansado de se vender graciosamente e contra a vontade, corajosamente se compenetra - e exige uma remuneração."
...
"Não, pensava Fidel Castro, os cubanos não nascem ladrões e perdulários. A corrupção nasce da impotência e, esta, de uma soberania fantasma que mascara a dependência absoluta de nossa economia." In: "Furacão Sobre Cuba", de Jean-Paul Sartre
Fernando Gurgel

O casal Sartre com Fidel
Entre fevereiro e março de 1960, pouco mais de um ano após a revolução que derrubou Fulgencio Batista, o casal de filósofos franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir passou um mês em Cuba. O simpatizante do comunismo Sartre já havia rompido com o partido, ao qual nunca se filiou, e publicado "O Fantasma de Stalin", espécie de manifesto de seu anti-stalinismo e ao mesmo tempo de seu anti-imperialismo. "Éramos muito difíceis de classificar. De esquerda, mas não comunistas", escreveu Simone em "A Força das Coisas", terceiro volume de sua autobiografia.
A estadia rendeu um livro, "Furacão sobre o Açúcar", publicado no Brasil como "Furacão sobre Cuba" pela Editora do Autor no mesmo ano, enriquecido com depoimentos de Rubem Braga e Fernando Sabino sobre suas viagens à ilha. Uma joia que merece reedição. Sartre estava, então, totalmente embevecido com os jovens revolucionários barbudos e cabeludos que haviam tomado o poder na ilha caribenha. Anos mais tarde, em 1971, ele e Simone romperiam com Fidel Castro diante da prisão do poeta Herberto Padilla.
Cynara Menezes, blog Socialista Morena

18 dezembro, 2014

EUA e Cuba reatam relações diplomáticas

- Quando volveremos a hablar con los Estados Unidos, Fidel?
- Quando el papa sea argentino como tu, Che.
- Quê?
- Y el presidente americano sea negro, democrata y Nobel de la Paz.
- No me jodas, Fidel!!!
Felipe Pena



Tuitaram...
– EUA e Cuba retomando as relações diplomáticas, e o que isso quer dizer: são tempos difíceis para um "reaça". ~ Alexandre Silva
– Alguém tem dúvida que o San Lorenzo atropelará o Real Madrid no sábado? ~ Otávio Fortes
– "Coxinhas" e a direita tupiniquim vão cortar os pulsos. Obama teve um ataque bolivariano. ~ Fábio Gomes
– PSDB pede que ONU reconheça Fulgêncio Batista como verdadeiro presidente cubano. ~ Rodrigo Vianna
– Com a aproximação entre EUA e Cuba, quanto tempo vai demorar para o PSDB dizer que a ideia do Porto de Mariel é deles? ~ Fabrício Condé

28 setembro, 2014

Marinada - 2

Marina Silva deu mais um exemplo de que não sabe como funciona o BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social: em entrevista ao Bom Dia Brasil, a candidata do PSB à presidência voltou a afirmar que o BNDES dá dinheiro a “meia dúzia de empresários falidos”.
Meia dúzia de empresários falidos?
O banco financia empresas brasileiras (a propósito, ver Porto Mariel: dinheiro para Cuba?), não pessoas, como suporte para que as organizações se fortaleçam, a economia aqueça e mais empregos sejam gerados. Fórmula que vem dando certo, diga-se de passagem. Porém, aparentemente, Marina ainda não compreendeu a importância dos bancos públicos no crescimento do país. Então, vamos trazer mais dados e aprofundar a questão.
Primeiro: não são “meia dúzia” as empresas que têm relação com o BNDES. Das 500 maiores empresas do país, 480 (96%) são clientes do banco, de acordo com Fábio Kerche, assessor da presidência da instituição. Kerche se prestou a rebater as críticas de Marina, explicando um a um os equívocos divulgados por ela. Ele relatou ainda que 97% das operações do banco (em 2013 o banco realizou mais de um milhão de operações) são voltadas a micro, pequenas ou médias empresas. “Nada mais falso que afirmar que o BNDES empresta para meia dúzia”, escreveu Kerche.
O BNDES dá dinheiro?
Aí outro equívoco de Marina: presumir que o BNDES "dá" dinheiro. Nenhum banco dá nada para ninguém - eles emprestam, e o BNDES também. A única diferença é que os juros aplicados pelos bancos públicos não são abusivos, o que apenas ressalta o papel essencial que desempenham na economia nacional. A própria presidente Dilma Rousseff já explicou que o investimento maciço em infraestrutura que vem sendo feito hoje no Brasil só é possível graças ao financiamento dos bancos públicos: "Essas obras, todas elas, só são viáveis porque o BNDES e a Caixa são os agentes de financiamento e dão condições especiais. Se não houver essas condições, as obras não saem".
Enfim, Marina, isso tudo significa que o dinheiro investido pelo BNDES fomenta a economia nacional e volta para o banco, acrescido de juros. É bom ressaltar que a taxa de inadimplência na instituição é de 0,07% sobre o total da carteira de crédito – “a mais baixa de todo o sistema bancário no Brasil, público e privado”, informa Kerche. Não podemos deixar de citar ainda que o lucro do banco no primeiro semestre de 2014, foi o mais alto da sua história: R$ 5,47 bilhões. Os próprios economistas da equipe de Marina são financiados pelo BNDES... portanto, deveriam saber melhor como funciona a instituição. Não à toa, o presidente do banco, Luciano Coutinho, aconselhou a equipe da Marina a “estudar um pouco mais”.
O pessoal do Muda Mais até fez um desenho como contribuição para o entendimento.


Porto de Mariel: dinheiro para Cuba?
(a propósito)
Não. O BNDES financia empresas brasileiras e não países. Foi normal a operação de financiamento do Porto de Mariel, em Cuba. Passou por todas as aprovações, teve todas as garantias e o banco recebe em dia o pagamento pelos empréstimos. As obras custaram US$ 957 milhões e receberam um aporte de US$ 682 milhões do BNDES. Não houve empréstimo ao governo cubano e sim para uma empresa brasileira, no caso, o Grupo Odebrecht. O BNDES é impedido, por lei, de emprestar dinheiro para empresas estrangeiras. O BNDES libera recursos apenas para empresas brasileiras que tenham sido encarregadas de realizar um serviço no exterior. O investimento foi feito na exportação de serviços de engenharia, um tipo de mercado que é muito disputado. Hoje, na América Latina, o Brasil responde por quase 18% da exportação de serviços de engenharia para a região, perdendo apenas para a Espanha (e à frente dos Estados Unidos e da China). O investimento no porto de Cuba foi uma oportunidade para mais de 400 empresas brasileiras, grandes, médias e pequenas, exportarem equipamentos, serviços e engenharia. Nenhum centavo foi aplicado lá fora. Todo o recurso do banco foi aplicado no Brasil. Foram desembolsados reais para financiar os exportadores brasileiros de equipamentos e serviços, e que serão pagos a prazo – em moeda forte. E o banco também disponibilizou R$ 14,8 bilhões para investimentos em portos no Brasil. Agência Brasil
Divulgue a verdade

23 julho, 2013

Médicos cubanos no Brasil - 2

Em 1999, quando ministro da Saúde (Serra), falando sobre a dificuldade de levar profissionais para o interior do país defendeu a vinda de médicos cubanos. De acordo com o Jornal de Brasília daquele ano, afirmou que apresentaria “uma solução jurídica que vai permitir a permanência dos médicos cubanos no Brasil”.
Num jantar na casa do então senador Ney Suassuna, ele voltaria ao tema. “Serra defendeu também a permanência de médicos cubanos no país, que, ao contrário de colegas brasileiros, seriam menos resistentes à ideia de trabalhar no interior do Brasil”.
Em 2000, seu ministério redigiria um decreto para regulamentar o trabalho dos estrangeiros, especialmente de Cuba, que atuavam na região Norte.
Na época, naturalmente, não houve um pio de jornais e revistas contra a importação de médicos.

Kiko Nogueira, Diário do Centro do Mundo

Sejamos justos
Ele jamais defendeu a permanência de médicos árabes ao Brasil. Nem para vacinar os idosos.

02 julho, 2013

Médicos cubanos no Brasil

Pela primeira vez o governo federal vai regulamentar a atuação de médicos estrangeiros no Brasil. O Ministério da Saúde elaborou um decreto que está na Casa Civil da Presidência da República e deve ser assinado nos próximos dias. O decreto autoriza a atuação de médicos estrangeiros onde não haja médicos brasileiros.
Levantamento do CFM (Conselho Federal de Medicina) constatou que 59,4% dos médicos brasileiros trabalham nas capitais e apenas 39,5% atuam no interior.
O Ministério da Saúde informou que não existem médicos em 850 dos 5.507 municípios brasileiros.
O acerto com o governo cubano teria sido feito pessoalmente pelo ministro José Serra (Saúde) quando ele esteve em Cuba, em 1999.
[prossiga lendo esta reportagem na Folha]

Folha de São Paulo, edição de 15 de janeiro de 2000
http://acervo.folha.com.br/fsp/2000/01/15/69

Boa para a série EU ERA INFELIZ E NÃO SABIA.

20 março, 2013

♪Eu sou a árvore♪

O Dia da Árvore festeja-se em:
- 20 de março, mundialmente
- 21 de março, em Portugal
- 21 de setembro, no Brasil
- 23 de setembro, nos Estados Unidos
- ...
Grato a Valquiria Farias por me haver trazido à lembrança esta canção: "Eu sou a árvore", com Chico Buarque e MPB4. É a versão brasileira de ¿Y tú qué has hecho?, do compositor cubano Eusebio Delfín.
Coloquei o vídeo de ¿Y tú qué has hecho?, com o Buena Vista Social Club, na postagem de 16/03/2008 desta bitácora, mas infelizmente o vídeo não está mais disponível no YouTube.
PS - A postagem foi atualizado com um link (enviado por Valquiria) para outro vídeo.


En el tronco de un árbol una niña
Grabó su nombre henchida de placer
Y el árbol conmovido allá en su seno
A la niña una flor dejó caer.
Yo soy el árbol conmovido y triste
Tu eres la niña que mi tronco hirió
Yo guardo siempre tu querido nombre
¿Y tú, qué has hecho de mi pobre flor?
No tronco de uma árvore a menina 
Gravou seu nome cheia de prazer
A árvore em seu seio comovida
Pra menina uma flor deixou cair.
Eu sou a árvore comovida e triste
Tu és a menina que meu tronco usou
Eu guardo sempre teu querido nome
E tu? Que fizeste da minha flor?

27 novembro, 2012

Penso, logo cito - 30

José Julián Martí Pérez, o mártir da independência cubana:


"A felicidade existe na terra, e é conquistada através de exercícios prudentes da razão, do conhecimento da harmonia do universo e da prática constante da generosidade."

Outras imagens de José Martí, ao som de "Guantanamera". Aqui.
José Martí é o autor da letra desta canção. A música, datada de 1963, foi composta por Josito Fernandez.
Guantanamera é o gentílico (feminino) para as pessoas nascidas em Guantánamo, província do sudeste de Cuba.

30 janeiro, 2011

♪Siboney♪

Do compositor cubano Ernesto Lecuona, executada ao piano por Rubén Gonzáles com acompanhamento de baixo e percussão.


Rubém Gonzáles (1919-2003) foi um dos grandes pianistas cubanos. Com suas improvisações sincopadas, ajudou a desenvolver o mambo, o cha-cha-cha e outros ritmos de seu país. Tinha um estilo próprio de tocar piano, reconhecível mesmo que ele estivesse no meio de uma grande orquestra.
Juntamente com Ibrahim Ferrer, Compay Segundo, Omara Portuondo, Pio Leiva, Puntillita, Orlando “Cachaito” e outros, o pianista participou do Buena Vista Social Club, um conjunto que, em 1996, gravou o álbum musical homônimo organizado por Ry Cooder.
A alegria que Rubén tirava do instrumento podia ser vista por todo o seu ser. Ainda que ele tenha partido, a sua música perdura entre nós que continuamos a dela desfrutar.

19 julho, 2010

Os planos bizarros da CIA

Na década de 1960 a CIA tentou obsessivamente matar Fidel Castro. Seus espiões gastaram muito tempo e muito dinheiro (este último proveniente do contribuinte norte-americano), forjando os mais bizarros planos para destruir o líder cubano. Como estes:
  1. Usar agentes em Cuba para espalhar rumores de que a segunda vinda de Cristo era iminente e de que Fidel era o anti-Cristo.
  2. Surpreendê-lo na praia com uma concha que explodisse.
  3. Colocar sais de tálio em seus sapatos ou charutos, durante uma aparição no programa "O show de David Susskind," a fim de que sua barba e seus cabelos caíssem.
  4. Colocar pó de mico em seu traje de mergulho e LSD em sua máscara, o que faria o líder cubano enlouquecer e morrer afogado.
  5. Oferecer charutos projetados para detonar a cabeça dele.
  6. Atirar nele com uma metralhadora embutida numa câmera de TV.
  7. Vaporizar um alucinógeno num estúdio de radiodifusão quando ele estivesse lá.
Traduzido de The Craziest CIA Plots to Kill Castro. In: Neatorama

CIA: com a ideia fixa de matar Fidel

13 abril, 2008

"Guatanamera" - Compay Segundo

A famosa música cubana "Guatanamera" é interpretada neste vídeo por Compay Segundo e companheiros, tendo alguns dos versos da canção substituídos por outros que homenageiam o músico Compay Segundo.


Curiosidade
Compay Segundo (Segundo Compadre) foi o nome artístico do músico cubano Maximo Francisco Repilado Muñoz. O apelido que recebeu ao fundar, em 1942, com Lorenzo Hierrezuelo, uma dupla chamada "Los Compadres". Na dupla, Lorenzo, que fazia a primeira voz, era o Compay Primeiro (Primeiro Compadre); enquanto Repilado, por fazer a segunda voz, era o Compay Segundo.

16 março, 2008

Buena Vista Social Club

O grupo musical cubano, num especial momento, apresentando “¿Y tú qué has hecho?”, uma de suas melhores canções.
Com Rubén Gonzáles (ao piano), Ibrahim Ferrer (em pé, cantando) e o lendário Compay Segundo (em pé, cantando e tocando violão), entre outros grandes nomes da música cubana.
No vídeo, é também visto o norte-americano Ry Cooder (sentado, tocando violão) que, à frente do projeto “Buena Vista Social Club”, promoveu em 1996 o merecido ressurgimento do grupo.



En el tronco de un árbol una niña
Grabó su nombre henchida de placer
Y el árbol conmovido allá en su seno
A la niña una flor dejó caer.

Yo soy el árbol conmovido y triste
Tu eres la niña que mi tronco hirió
Yo guardo siempre tu querido nombre
¿Y tú, qué has hecho de mi pobre flor?

Compositor: Eusebio Delfín

26/06/2012 - Atualizando...
¿Y tú qué has hecho? Buena Vista Social Club, para o amigo Paulo Gurgel