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17 novembro, 2024

Que é cama de faquir?

É um dispositivo contendo agulhas de aço com a função de impedir que um veículo automotor prossiga ao ter os pneus furados. Trata-se de um limitador de fuga. O vídeo a seguir demonstra bem o que é a "cama de faquir" em uma utilização real.


Pode a polícia se utilizar da "cama de faquir" para forçar a parada de um veículo em fuga?
Sim!
É como responde o Dr. Rodrigo Foureax, Juiz de Direito do TJ do Estado de Goiás e fundador do site Atividade Policial. Quando um veículo está em fuga, a polícia tem o dever de perseguir o veículo com o fim de realizar a abordagem. Nestas situações, a polícia pode lançar pregos na via pública com o fim de furar os pneus e forçar a parada do veículo.
Trata-se de uma atuação policial fundada no estrito cumprimento do dever legal, pois, por lei, a polícia deve abordar os autores de infração penal ou quando houver fundada suspeita de que o agente está a praticar ou que acabou de cometer infração penal.

18 dezembro, 2023

Scotland Yard

A polícia inglesa não se chama Scotland Yard, mas este nome é usado como metonímia para designar a polícia metropolitana de Londres.
A alcunha vem do fato de que o edifício da primeira sede dessa unidade policial se encontrava na rua Great Scotland Yard. A rua tinha este nome porque, antes da união entre Inglaterra e Escócia, era o local da embaixada da Escócia e onde o rei da Escócia se instalava quando estava na Inglaterra.
Scotland Yard é então apenas a alcunha para uma unidade policial, e não o nome da polícia na Inglaterra.


04 junho, 2020

A tara por armas

Durante o início da noite de Ação de Graças, em 28 de novembro de 2019, o Departamento de Polícia de Van Buren, foi enviado para uma residência em St. Francis Avenue respondendo a uma chamada para o 911, que relatava que um homem tinha sido baleado.
O Agente Chandler Madore e o Serviço de Ambulância de Van Buren chegaram ao local, assistido pela patrulha de fronteira dos EUA, que inclusive havia prestado assistência de emergência ao homem ferido, o qual foi identificado como sendo o dono da casa, Ronald Cyr, 65.
Infelizmente, o Sr. Cyr sucumbiu às lesões que ele sofreu do tiro.
Os agentes descobriram que a porta da frente da residência tinha sido equipada com um dispositivo projetado para disparar uma arma se alguém tentasse entrar pela porta. Outros dispositivos semelhantes foram também descobertos em outros pontos da casa. Houve necessidade de chamar para o caso o Esquadrão de Bombas da Polícia do Estado do Maine.
Foi determinado que o Sr. Cyr tinha sido baleado pela descarga não intencional de um de seus dispositivos caseiros.

Face do Van Buren Police Department

Van Buren é uma cidade do Maine que tem 2.200 habitantes, 0 assaltos e 0 homicídios na última década. A tara por armas nos EUA não se resolve de um século para outro.

Poderá também gostar de ler:
Uma forma de controle para seres indesejáveis

10 março, 2020

Origem do termo "meganha"

Matéria enviada por Jaime Nogueira:

👮 Em diversas partes do Brasil, meganha é um sinônimo informal (em geral com conotação depreciativa) para um policial. Originalmente, meganha designava especificamente os antigos "soldados de polícia", membros das guardas provinciais na época do Brasil Império, que ganhavam a metade dos soldos dos militares do Exército, de posição hierárquica equivalente – daí o nome de "meia-ganhas", que evoluiu para "meganha".
Com a extinção das antigas "forças públicas" e dos "soldados de polícia" e a criação da Polícia Militar nos Estados, o termo meganha teve seu sentido expandido até abranger todo e qualquer policial ou guarda (militar, civil, guarda municipal, agente de trânsito etc.).
Em São Paulo, é difundida a tese de que a palavra viria de "me ganha", do verbo “ganhar” – como numa frase supostamente dita por um delinquente: "me ganha" (no sentido de "me pega" (se conseguir).
No entanto, a palavra é muito anterior a esse sentido novo de “ganhar”, e muito mais espalhada geograficamente; "meganha", aplicada aos membros das antigas forças públicas, remonta aos tempos da Guerra do Paraguai (1864 a 1870), em que se permitiu aos membros dessas forças provinciais lutarem junto aos militares.
Ademais dos registros históricos que comprovam o uso de "meia ganha", já dois séculos atrás, nota-se, por fim, que o substantivo "meganha", com a pronúncia hoje observada no Brasil (em que o "e" tem som próprio, de "e", e não de "i") não poderia vir da expressão "me ganha", que obrigatoriamente teria entrado na língua informal dos brasileiras com a pronúncia "miganha", em consonância com a pronúncia geral do pronome "me" átono.

Extraído de: dicionarioegramatica.com.br

09 fevereiro, 2019

O carro Robocop

Você pode pensar que o trabalho da polícia seria um dos poucos trabalhos que não correm o risco de ser automatizado. Pense novamente. No mês passado, uma patente foi concedida à Motorola Solutions Inc. para um sistema automatizado de detenção e registro, chamado de sistema de comunicação e método de aplicação da lei móvel.
É basicamente um carro autônomo equipado com vários tipos de comunicação. O veículo serve como meio de transporte e centro de detenção unipessoal.
Um policial prende um suspeito, coloca-o no carro e, a partir daí, ele pode ser testado para intoxicação, examinado para armas e informado de seus direitos. Do veículo, ele pode consultar um advogado e ser inquirido por um juiz, tudo por vídeo. Ele pode então ser levado para casa, para a cadeia, ou para outro lugar, mas ele terá que providenciar a fiança ou a multa, pagando-a eletronicamente antes de deixar o veículo. Tudo isso sem nenhuma autoridade se aproximar do suspeito.
Oh, que mundo novo e corajoso!

30 maio, 2018

Paisagens áridas

A Polícia Metropolitana de Londres acredita que seu software de inteligência artificial (AI) será útil na tarefa de detectar imagens de abuso infantil nos próximos dois ou três anos. Mas, em seu estado atual, o sistema não consegue distinguir a diferença entre uma foto de um deserto e uma foto de um corpo nu.
A polícia londrina já se baseia na AI para ajudar a flagrar conteúdo incriminatório em dispositivos eletrônicos apreendidos, usando o software de reconhecimento de imagem para escanear imagens de drogas, armas e dinheiro. Mas quando se trata de nudez, o sistema não é confiável.
"Às vezes, surge um deserto e o sistema interpreta como uma imagem indecente ou pornografia", afirmou para The Telegraph, Mark Stokes, chefe do departamento de eletrônicos e digitais da polícia. "Por algum motivo, muitas pessoas têm protetores de tela com imagens de desertos e ele detecta-os 'pensando' que é a cor da pele".


Mesmo quando os seres humanos supervisionam os sistemas automatizados os resultados são imperfeitos. No ano passado, um moderador do Facebook removeu uma fotografia vencedora de Pulitzer de uma jovem nua que foge do local de ataques de napalm durante a Guerra do Vietnã, que teria sido sinalizado por um algoritmo. A empresa mais tarde restaurou a imagem e admitiu que não era pornografia infantil.
As máquinas não têm a capacidade de entender as nuances humanas, e o software do departamento ainda não demonstrou que pode mesmo diferenciar com sucesso o corpo humano de paisagens áridas. E, como vimos com a controvérsia da fotografia ganhadora do Pulitzer, as máquinas também não são ótimas para entender a gravidade ou o contexto das imagens nuas de crianças.

03 fevereiro, 2017

Tempos cinzentos

São Paulo – O grafiteiro Mauro Neri foi detido por policiais militares na sexta-feira passada, 27, quando tentava apagar a tinta com que a Prefeitura encobriu um grafite que ele mesmo havia feito, com aval da gestão anterior, em uma pilastra do complexo viário João Jorge Saad (Cebolinha), em Moema, na zona sul de São Paulo.
Acusado de crime ambiental, ele assinou um termo circunstanciado de ocorrência (TCO) no distrito policial da área e foi liberado.

Uma das obras de Mauro Neri

22/04/2017 - Atualizando ...
Os grafites estão de volta em São Paulo. E não pelas mãos dos grafiteiros. Apagados há menos de três meses por ordem do prefeito, pintar os muros de cinza está na relação dos seus erros. Uma pesquisa apontou que 61% dos paulistanos reprovaram a ação.
Em diversos pontos da cidade, a tinta que cobria os grafites está descascando por ação do sol e das chuvas, deixando transparecer os desenhos que estavam ali. Isto é possível porque a tinta utilizada para apagar os desenhos é composta por uma proporção maior de cal e menor de corante e aglutinante.

11 novembro, 2016

Sobre a cultura das armas de fogo nos Estados Unidos

Um comentarista acertou em cheio:
Em algum momento, a mídia vai concluir que a cultura das armas nos Estados Unidos é a grande culpada por assassinatos cometidos por policiais que praticam o policiamento agressivo e/ou cometem erros de julgamento. Em algum momento, teremos de reconhecer que, devido ao acesso fácil às armas de fogo, os policiais estão condicionados a assumir que as pessoas podem estar carregando armas.
Como exemplos:
Se você, ao procurar os documentos que devem ser apresentados numa revista, põe a mão de forma rápida no bolso, abre sem anunciar o porta-luvas do carro ou abaixa-se para procurar algo sob os assentos do veículo, o policial de imediato saca a sua arma de fogo porque ele está condicionado a supor que esses movimentos são suspeitos.
Nos países onde as armas são banidas ou não estão prontamente disponíveis, o policial não tem que fazer essa suposição errada e, em seguida, disparar acidentalmente.
Aqui, nos Estados Unidos, os policiais são treinados para a pensar que um suspeito carrega sempre uma arma, o que leva a erros de julgamento e más reações. O treinamento policial tem que mudar, mas também deve-se notar que é difícil de mudar a nossa cultura das armas.
John Walkenbach, Google+


O comércio das armas de fogo nos EUA

23 maio, 2016

O combate organizado ao crime

Exige ações estratégicas de enfrentamento à criminalidade por parte da polícia, além do emprego de modernas tecnologias.
Treinar a corporação em malabarismo com a arma também ajuda:


Panóplia
Um professor terrorista | Policiais em motos: perseguidos por bandidos? | A segurança contra o terrorismo aéreo | ...

18 novembro, 2015

Atirar primeiro e preservar depois

Vítima foi levada para o hospital em estado grave
publicado por Pedro Magalhães Ganem em Jus Brasil - 7 dias atrás
Um homem de 30 anos foi atingido por dois disparos e corre risco de morte após tentativa de suicídio em Itu, interior de São Paulo. O episódio ocorreu na tarde de quarta-feira (11).
A vítima ameaçava se matar com um facão, quando um soldado da PM efetuou os tiros. Um deles acabou atingindo o baço, e o homem teve de ser encaminhado para o Hospital São Camilo.
Para o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Alexandre de Moraes, houve precipitação do policial. "Parece-me que era possível ter aguardado um pouco, já que havia outros policiais naquele momento. Também não parece que havia um risco eminente de agressão", disse em entrevista à TV TEM, afiliada da Rede Globo.
O comando da Polícia Militar de Itu afirmou que a ação foi correta. Segundo o Capitão da PM Rogério Lima, "a intenção do policial foi preservar vidas".
A corregedoria da PM investiga o caso.
(matéria sugerida por Fernando Gurgel)

10 novembro, 2015

Policiais em motos: perseguidos por bandidos?

A gente não vê isso todo dia. Não sei no Paquistão, onde essa foto foi batida.
No centro de treinamento da polícia em Nowshera, na província de Khyber Pakhtunkhwa, o policial de elite é treinado para saber atirar de cabeça para baixo enquanto está sendo transportado na garupa de uma moto em alta velocidade.

Crédito da imagem
Em momentos de folga não é proibido que o policial use essa habilidade para fazer selfies.

07 agosto, 2015

O bêbado e o policial

Quatro horas da manhã, um homem, visivelmente bêbado, cai não cai, caminha pela rua escura e deserta.
Um carro da polícia se aproxima e um dos policiais fala:
- Meu amigo, esta rua deserta é muito perigosa. É melhor tomar cuidado. Que mal pergunte, onde o amigo vai a uma hora destas?
- Estou indo assistir a uma palestra.
- Palestra?! A esta hora? Sobre o quê?
- Sobre os efeitos do álcool e das drogas no corpo humano. Os danos causados pela esbórnia. A farra na degradação da vida amorosa conjugal. Os impactos negativos sobre o sistema nervoso central e periférico advindos dessa vida desregrada. Dos malefícios aos órgãos internos e também externos devastados pela ingestão desenfreada de fumo, álcool e drogas ilícitas. E a vida sem Deus no coração.
- Ô meu, fala sério! E quem vai dar uma palestra destas a esta hora da madrugada?
- Minha esposa, quando eu chegar em casa.
(repassada por Fernando Gurgel)

Uma abordagem musical
O bêbado e o instrumentista

23 outubro, 2013

Filmagem de ações policiais no Rio

Desde o início do ano, policiais de Unidades de Polícia Pacificadora  (UPPs) do Rio de Janeiro vêm testando celulares com câmeras que, instalados no bolso da frente do uniforme, gravam e arquivam tudo o que é visto e ouvido durante o serviço. Batizada de Smart Policing, a ferramenta — um aplicativo para Android desenvolvido no Brasil pelo Instituto Igarapé com apoio do Google, que prestou consultoria técnica — foi apresentada ontem, durante um evento do Google Ideas, em Nova York.
O aplicativo é ativado assim que o policial inicia a patrulha, de carro ou a pé. Os vídeos são enviados para uma nuvem, podendo ser acessados pelo comando da PM sempre que necessário — ao vivo ou pela busca de imagens de arquivo. Para garantir o anonimato da comunidade, a ferramenta vai borrar os rostos captados pela câmera.
O programa será expandido em 2014, quando de 100 a 200 policiais usarão esta ferramenta, de custo relativamente baixo, cuja decisão de adotá-las em todas as UPPs caberá ao governo estadual. Já há iniciativas com tecnologia semelhante por parte da polícia de algumas cidades do Canadá. Em Nova York, a Justiça acaba de determinar que a gravação das operações policiais seja obrigatória.
Foto: Vanessa Coimbra, policial da UPP da Rocinha, fala no Google Ideas.
Isabel de Luca, Agência O Globo

12 agosto, 2013

Sobre as Unidades de Polícia Pacificadora

Notícias de um condenado, por Cacá Diegues, Blog do NOBLAT
Graças a um secretário de estado com consciência social e o sentimento do mundo, o Rio de Janeiro adotou uma política de segurança pública com a ocupação permanente das favelas por tropas de policiais militares preparados para isso.
José Mariano Beltrame inventou as Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, que já ocupam dezenas de comunidades cariocas das quais foram afastados os traficantes de drogas com suas armas de guerra.
Às UPPs devemos a contenção do crime organizado, a queda do número de homicídios nas favelas e o início de um exercício possível de cidadania por parte de sua população.
Bem antes dessa mudança, uma nova geração de moradores tomara consciência de que a favela não era o problema da cidade e sim o contrário — a cidade é que era o problema da favela. E começou a se manifestar em defesa de seus direitos e valores cidadãos, exigindo do estado saúde, educação, saneamento, emprego, segurança, cultura, enquanto prestava serviços diversos às suas comunidades.
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A UPP é uma mentira?, por Ruth de Aquino, ÉPOCA
Só os ingênuos, sem perspectiva histórica ou com má-fé podem proclamar que a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) é uma enganação para inglês ver. Que jovens de 18 anos de berço esplêndido confundam tudo, até entendo. Mas adultos que sobreviveram aos governos Garotinho e Rosinha e à última fase da prefeitura Cesar Maia só têm uma desculpa para dizer que a UPP é uma mentira: a pendenga partidária que desmerece tudo que vier de um adversário político. Quando bandeiras de partidos substituem os valores de nossa consciência, a vida e a inteligência naufragam.
Impossível não lembrar – a não ser que sejamos acometidos de uma amnésia oportunista – o pacote dos ex-desgovernos do Rio: a politização da política de segurança do Estado, os pactos sórdidos com traficantes, o descontrole no número de “autos de resistência” (eufemismo para extermínios nos becos por homens fardados), a absurda mortalidade de jovens favelados em brigas de gangues, o abandono total das favelas, que se espalhavam pelas matas e por áreas de risco.
Nossas favelas eram fortalezas do tráfico e do crime organizado, isoladas por barricadas. Havia o terror imposto aos moradores de bem, o aliciamento escancarado de garotos, a gravidez precoce de garotas encantadas pelos chefões, modelos de “heróis” armados e donos do pedaço. Jornalista só entrava ali após acordo prévio com o chefão ou assumindo risco de morte, como aconteceu com Tim Lopes.
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30 novembro, 2011

O policial "Pimenta"

A cena de um policial jogando spray de pimenta contra um grupo de estudantes na Universidade da Califórnia acabou virando paródia em sites e redes sociais na internet. Os estudantes se manifestavam (18/11/11) em apoio ao movimento Occupy Wall Street, de Nova Iorque, que pede a mudança do atual sistema financeiro dos EUA.


A árvore da liberdade deve ser de vez em quando regada com a aplicação do spray de pimenta. Pensamento de Thomas Jefferson, modificado pela práxis do Tenente John Pike.

Antiácidos líquidos parecem ser a melhor maneira de aliviar os efeitos do spray de pimenta. Talvez seja a hora de estocar hidróxido de alumínio. Fonte

27 agosto, 2011

O pênis na coleira

A polícia francesa deteve uma mulher de 63 anos, que estava levando seu companheiro de 40, ao longo de uma rua comercial movimentada, por uma coleira amarrada em seu pênis exposto.
Eles compareceram ao tribunal da cidade de Carcassone, no mês de abril, sob acusações de indecência pública.
Como defesa disseram ser viciados em sexo e que estavam no meio de um "jogo" quando foram presos.

07 agosto, 2011

O jacaré impenetrável

Três policiais confundiram um jacaré de concreto com um réptil de verdade e dispararam contra a suposta criatura em Independence, no estado do Missouri (EUA).
Rick Sheridan, que assistiu à insólita caçada, viu logo que aquele réptil não podia ser de verdade.
As balas batiam nele e... ricocheteavam.

Assunto relacionado: Um cisne preto em noite sem lua.

24 junho, 2010

Teja solto!

ENTRAM EM CENA AS TORNOZELEIRAS ELETRÔNICAS


... DEPOIS DO FRACASSO DAS PULSEIRAS DO SEXO.