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26 abril, 2026

Violão amigo

De: Joyce Moreno e Paulo César Pinheiro
Com Joyce (voz, assovio e violão), Yuka Kido (flauta), Kazuo Yoshida (bateria), Benisuke Sakai (baixo), Tomohiro Yahiro (percussão) e Osamu Kobayashi (piano)

Apresentação na TV japonesa em 1994:

"Violão pedaço / Do meu paraíso / Que me estende o braço / Sempre que eu preciso."

02 abril, 2026

Vamos falar sobre o violão de sete cordas?

 Transcrito de um depoimento (reel) do violonista Yamandu Costa:


"Um grupo de músicos do Pixinguinha encontrou no Largo da Carioca, no centro do Rio, um grupo de músicos ciganos russos tocando na rua, atrás de alguma graninha e tal. E um dos músicos reparou que um dos violões tinha uma corda a mais. O contraponto, como a gente chama no Sul, é o floreio que você pode dar à música. E isso é uma coisa que ficou muito característica dentro do violão de sete cordas. Você pega, por exemplo, um choro (executa trecho). Enfim, é uma maneira de tocar improvisado. E tem mestres que fizeram isso com perfeição. Eu sei que é um instrumento que vai se aculturando, ele não para. Ele vai caminhando e gostando de lugares novos e vai entrando em diversos tipos de músicas diferentes. E vai se aculturandode uma maneira natural. E isso é muito bom, muito interessante."

08 fevereiro, 2026

O último violão Stradivarius do mundo

Antonio Stradivari (1644?-1737), de Cremona, no atual norte da Itália, aperfeiçoou a arte da fabricação de violinos, mas não se limitou a esse instrumento. Como mestre luthier, ele também fabricava violões. O violão Sabionari, que Stradivarius (nome latino de Stradivari) fabricou em 1679, é um dos cinco violões que sobreviveram até os dias atuais e o único que permanece tocável.
Neste vídeo, o músico norueguês Rolf Lislevand extrai a perfeição musical deste instrumento perfeito. Como especialista em instrumentos barrocos, ele é excepcionalmente qualificado para tocar o Sabionari. Aqui ele interpreta uma peça de Santiago de Múrcia (1673-1739), um compositor espanhol.

09 novembro, 2025

O violão de 7 cordas

Nada me fará sofrer / Pois trago junto ao coração / O bojo do meu violão cantando / Nada me dá mais prazer / Nem mesmo uma grande paixão / Que o som das sete cordas / Do meu violão tocando.

A História do violão de 7 cordas começou com o violonista e compositor francês Napoleon Coste (1805 – 1883).
Napoleon Coste, em conjunto com o luthier René Lacote, projetaram um modelo de violão que tinha uma corda suplementar, denominado de "heptacorde". Essa 7ª corda não passava pelo braço do instrumento e, assim, não podia ser pressionada pelos dedos da mão esquerda.
Essa 7ª corda era afinada conforme a tonalidade da peça a ser executada. Podia então ter a afinação em Dó, Ré, Si etc. Veja um dos modelos da época na figura abaixo.
Na Rússia, do final do século XIX e começo do século XX, o violão de 7 cordas era bastante usado, na música popular e cigana. E, com a 7ª corda incorporada à escala do instrumento, o tal violão já tinha muito a ver com o instrumento que conhecemos hoje. 
No violão de 7 cordas, a afinação atualmente mais frequente para a sétima corda é C1 (Dó grave). Esta afinação é especialmente comum no choro, no samba e em outros estilos da música brasileira, onde a corda extra proporciona uma região grave mais ampla, permitindo linhas de baixo mais ricas.
Afinação padrão do violão 7 cordas (mais comum):
1ª corda – E4 (Mi agudo)
2ª corda – B3 (Si)
3ª corda – G3 (Sol)
4ª corda – D3 (Ré)
5ª corda – A2 (Lá)
6ª corda – E2 (Mi grave)
7ª corda – C2 (Dó grave)
Variações ocasionais:
  • Em alguns contextos (como no jazz ou na música clássica), a sétima corda pode ser afinada em B1 (Si grave) para manter um intervalo de terça em relação à sexta corda (E2).
  • No rock/metal, alguns guitarristas usam afinações mais graves (como B1 ou até A1), mas isso é menos comum no violão de 7 cordas tradicional.
Se você quer mergulhar no universo do 7 cordas, comece por Horondino Silva () e Raphael Rabello () – são a base! Depois, explore Yamandu Costa para uma abordagem mais contemporânea. E outros como Marcos Kaiser, Penezzi, Paulão, Igor Souza e Lia Meyer Ferreira, do "Choro das 3".
No Ceará: Expedito (), Pedro Ventura (), Ribamar e Márcio Ramalho.
Neste vídeo, o 7 Cordas Raphael Rabello acompanha Amélia Rabello na valsa "Sete Cordas". Esta canção é dele (Raphael a compôs aos 14 anos) e de Paulo César Pinheiro (que assina cerca de 2 mil letras).
http://youtu.be/gqqZPxta4Vk?si=_OV8DF83SImPleNt

05 outubro, 2025

BWV 1068

Esta é uma adaptação para violão único da Ária na Quarta Corda do Segundo Movimento da Suíte Orquestral nº 3 em Ré Maior, de J. S. Bach - BWV 1068 (no catálogo das obras de Bach em alemão).
Trecho da vídeo-aula "Violão em Harmonia", do grande mestre Paulinho Nogueira.
No Brasil, com letra e arranjo de Flávio Venturini, e rebatizada com o nome de "Céu de Santo Amaro", a melodia "Arioso" virou uma espécie de "hit dos casamentos".

NEW POST
Davi Russell J.S. Bach: Orchestral Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: II. Air ("On a G String")
https://www.youtube.com/watch?v=NW8w5d3R7Rk

08 junho, 2025

Os dez mandamentos do violonista (por Paulinho Nogueira)

Publicados na internet em 15/01/2008 por Lafayette:

1. É necessário ser fanático. Quem for muito moderado jamais poderá ser um bom violonista. E se o violão prejudicar os estudos, não vacile. Deixe de estudar.

2. Saiba escolher o seu violão. Não exija que ele seja perfeito. Basta gostar dele. Mas se após muita insistência ainda não o tiver encontrado, é possível que o violão não goste de você. Nesse caso, aconselho-o a desistir da idéia de abandonar os estudos.

3. Não espere muito para começar a aprender. Ou estará destinado a ser um violonista do tipo "não toco bem, mas arranho um pouco". É horrível. O violão não merece esse castigo.

4. Respeite os violões nos dias de chuva. Quando o tempo está úmido, nada funciona para ele. Violão deve ter horóscopo.

5. Jamais esqueça o violão no carro. Infelizmente, os ladrões preferem deixar o carro e levar o violão. Mas se isso acontecer, não chame a polícia. Ladrão que toca violão tem cem anos de perdão.

6. Não toque quando estiver triste. Ficará mais triste ainda.

7. Não se considere autossuficiente. Acredite sempre que existe um acorde que você ainda não sabe. E continue procurando, mesmo que jamais o encontre.

8. Não fique se matando de tanto estudar. Toque quando tiver vontade. O violão é um companheiro, não um secretário particular. E, sempre que possível, cante com ele.

9. Mantenha a calma quando alguém convidá-lo para uma festa e acrescentar: "mas leve o violão"… Aceite o convite e, no dia da festa, mande só o violão.

10. Estime seu violão como se ele fosse a mulher amada. Trate-o com carinho, conserve-o sempre afinado e troque as cordas de vez em quando. E se um dia o amor terminar, não troque por uma sofisticada guitarra elétrica. Lembre-se do que ele representou para você.

Comentados em vídeo por Marcos Kaiser em seu canal no YouTube:


10 mandamentos: Um mix de bom humor e sabedoria (MK)

16 março, 2025

Aulão de violão

Com o mestre Robson Miguel

Música = ritmo (corpo) + melodia (espírito) + harmonia (alma)

02 março, 2025

Miche Fambro

Mick ("Miche") Fambro nasceu e foi criado em West Philly. Quando criança, ele se apaixonou por um violão pendurado na vitrine de uma loja de penhores e convenceu sua avó a comprá-lo para ele (bem - para seu irmão, na verdade - mas essa é outra história...). Poucos meses depois, ele se viu matriculado em um programa de música de verão. O professor entrou, olhou para o pequeno Mick e disse: "Bem, primeiro - você tem que virar essa coisa." Como canhoto, Mick tinha apenas virado o violão sem se preocupar em recolocar as cordas e aprendeu sozinho algumas músicas antes do início das aulas. Diante da insistência de que ele recomeçasse e aprendesse do jeito "certo", Mick foi embora e nunca mais teve outra aula. Isso se tornou o padrão de sua vida.

1 - "Summertime" (de George Gershwin)
2 - "Black Orpheus" (versão em inglês de "Manhã de Carnaval", composta pelos brasileiros Luiz Bonfá e Antonio Maria, uma das canções da trilha sonora de "Orfeu Negro", filme franco-brasileiro de 1959)

Canhotos do violão
O mais célebre deles no Brasil foi Américo Jacomino (1887-1928), o "Canhoto". Filho de imigrantes italianos, aprendeu música com Ernesto, o irmão mais velho, e foi um dos responsáveis pelo "enobrecimento" do violão no Brasil. É dele a valsa "Abismo de Rosas", peça obrigatória dos maiores violonistas brasileiros, de Dilermando Reis a Baden Powell.
Outro deles foi Francisco Soares de Araújo (1926-2008), o "Canhoto da Paraíba". Tocava o violão invertendo apenas o instrumento (sem inverter as cordas), pois precisava compartilhá-lo com outros irmãos que eram destros. Tive a inesquecível oportunidade de ouvi-lo tocar, durante horas, numa das mesas do Santiago Drinks, em Fortaleza.
O que um canhoto deve fazer ao iniciar-se no violão: inverter o instrumento ou o encordoamento? Há uma nota na internet, postada por ArtMaia Music, que discute as duas opções.

E sobre os canhotos da guitarra?
Jimi Hendrix, Paul MacCartney, Eric Clapton ...

16 fevereiro, 2025

Tremolo (ou como "hackear" o violão)

Um dos problemas mais notórios do violão é sua incapacidade de sustentar notas longas. Uma alternativa encontrada para contornar este problema foi o desenvolvimento do tremolo, no qual cada nota de uma melodia é repetida várias vezes rapidamente, criando parcialmente a ilusão de notas longas sustentadas por um espaço de tempo maior.
Com a utilização de um molinete de pesca, Vinheteiro tevou o tremolo ao estado de arte no violão.

29 setembro, 2024

Santa Morena

É uma valsa de Jacob do Bandolim inspirada na sonoridade das músicas espanholas.
Alessandro Penezzi e seu filho Alex são super "afiados" nessa música que executam em dueto.
Como Marcos Kaiser e Flavio Rodrigues, há muito tempo, queriam gravar juntos essa música (que une o flamenco com a música brasileira), então convidaram os Penezzi.
Para surpresa do grupo, Marcel Powell (filho do grande violonista Baden Powell) estava de passagem em São Paulo no dia da gravação! Deu-se então um jeito para ele passar na casa de Marcos Kaiser, e Marcel aprendeu essa música em dez minutos a fim de gravar "Santa Morena" com os companheiros.

03 julho, 2024

Samba em prelúdio

No início dos anos 1960, o violonista Baden Powell havia composto este samba. Exibindo-o a Vinicius de Moraes, o amigo poeta teria se animado em escrever uma letra para o tema instrumental. Mas, após muitas doses de uísque, Baden percebeu que a tal letra não saía. Perguntando a Vinícius sobre o motivo de seu entusiasmo inicial ter minguado, eis que este confessou, constrangido: não poderia escrever sobre um tema plagiado de Chopin.
Baden repeliu a acusação: "Eu conheço os prelúdios, os noturnos de Chopin… isso não tem nada a ver com Chopin!" E a discussão prosseguiu, com as acusações mútuas, até Vinícius ter uma ideia que poderia resolver, de uma vez por todas, a contenda: acordar a então esposa Lucinha (Maria Lúcia Proença), pianista e conhecedora do repertório do compositor polaco, para dar seu veredito. Eram seis da manhã, a moça teve seu descanso interrompido, escutou pacientemente a melodia apresentada por Baden e deu seu parecer:
– Isso não é Chopin, não!
E o poeta, assim, se entregou à máquina de escrever e, de uma só vez, escreveu a letra por inteiro.
Acontece que Vinícius de Moraes, com seu bom ouvido musical, não poderia estar completamente errado. E o tema em questão, que teria inspirado Baden, não era de Chopin, e sim de Heitor Villa-Lobos! Trata-se do Prelúdio da Quarta Bachiana Brasileira (1941).
Ignorando-se a inspiração erudita do tema instrumental de Baden, e o próprio título da canção, "Samba em prelúdio" traz um outro elemento que alude à música clássica: sua constituição enquanto composição polifônica, para canto e contracanto.
Fonte: 365 Canções Brasileiras
Com efeito, em suas diversas gravações, a obra traz duas vozes que dialogam e que se unem no final.
Vinicius de Moraes e Odete Lara
Toquinho e Maria Creuza
Vinicius e Ornella Vanoni (em italiano)
Toquinho e Maria Bethânia
Geraldo Vandré e Ana Lúcia
Aqui se chega ao grande violonista Paulinho Nogueira, que planejou a seguinte estratégia para gravar o "Samba em prelúdio":
1.ª parte - a melodia com notas mais graves;
2.ª parte - a melodia com notas mais agudas;
3.ª parte - a 2.ª utilizando-se da 1.ª como playback.
Mas, ao criar o arranjo violonístico, Paulinho descobriu que poderia dispensar o playback para gravar  a última parte. Se, para tanto, ele executasse as duas primeiras partes simultaneamente (vídeo). Coisa de gênio!


31 maio, 2024

O violão perdido de John Lennon

O violão acústico de 12 cordas, modelo Hootenanny, de fabricação alemã, usado por John Lennon na gravação do álbum e do filme "Help!", em 1965, foi vendido por US$ 2.857.000 (cerca de 15 milhões de reais) pela casa de leilões Julien’s Auctions.
O Hootenanny ultrapassou o violão Gibson J160E, também tocado por Lennon e vendido, em 2015, por US$ 2,4 milhões, tornando-se o instrumento mais caro da história dos Beatles.
O instrumento passou cinco décadas desaparecido.
Inicialmente, o violão esteve sob os cuidados do cantor e compositor escocês Gordon Waller, membro da dupla Peter and Gordon (com Peter Asher). Depois, ficou com os empresários do duo. Cinco décadas mais tarde, foi descoberto em um sótão no interior do Reino Unido. O estojo do violão foi resgatado do lixo.

19 janeiro, 2024

A corda de Aquiles

Na mitologia grega, Aquiles foi um herói da Grécia, um dos participantes da Guerra de Troia e o maior guerreiro da Ilíada, de Homero.
Lendas posteriores (que se iniciaram com um poema de Estácio, no século I d.C.) afirmavam que Aquiles era invulnerável em todo o seu corpo, exceto no calcanhar. Foi pelo calcanhar que sua mãe Tétis o segurou, quando Aquiles nasceu, ao mergulhá-lo no rio Estige com a intenção de fazê-lo imortal.
Sua morte teria sido causada por uma flecha envenenada que o atingiu exatamente nesta parte do corpo. Uma flecha atirada pelo príncipe Páris e guiada pelo deus Apolo. Conseguindo Páris, nesse ato, vingar-se da morte de seu irmão Heitor e, simultaneamente, da morte de Tenes, filho de Apolo.
Daí a origem da expressão "calcanhar de Aquiles" quando se quer indicar o ponto fraco de alguém.

Broken string
Woke up just morning and saw this on the guitar.
Arghh... the D string has snapped!

Now it needs to be replaced...
Time for surgery.

A quarta corda (de Ré) é o calcanhar de Aquiles do violão. Acho que o pessoal do Fórum Cifra Club vai concordar comigo.
http://blogdopg.blogspot.com/2011/12/o-calcanhar-de-aquiles.html

Explicação
Em sua versão mais comum, o violão tem seis cordas. A ordem das cordas, de baixo para cima (como nos andares de um prédio) é: E-B-G-D-A-E, ou seja, Mi-Si-Sol-Ré-Lá-Mi. As três primeiras são as primas, as agudas. As três últimas são os bordões, de som grave.O primeiro Mi é a corda mais fina (mais aguda) do violão e o último Mi é a corda mais grossa. No entanto, a mais suscetível de romper/arrebentar não é nenhuma das primeiras cordas (que são de nylon) e sim a quarta corda (D), talvez por ser a mais fina das três últimas (que são de nylon revestido com aço).
Não sei vocês, mas esta é a minha opinião.
Por isso, eu costumo comprar um encordoamento que já vem com uma quarta corda de reserva. Se resolve? Quebram-se a titular e a reserva, e eu me vejo forçado a comprar outro jogo completo embora as demais cordas ainda estejam íntegras.
http://blogdopg.blogspot.com/2018/08/uma-rede-um-violao.html

07 janeiro, 2024

Trenzinho do Caipira

Marcos Kaiser e Arnaldo Freitas embarcam no trenzinho do maquinista Heitor Villa-Lobos.

Arranjo para viola caipira e violão clássico.

O "Trenzinho do Caipira" é uma composição que tem parte de suas fontes sonoras baseadas em imagens e sons "não musicais", por isso o som parece haver partido de um trem entrando em ação. ~ Eliana de Castro

09 julho, 2023

Compartilhamento

Walk Off The Earth (Caminhe Fora da Terra) é uma banda de Burlington, Ontário, Canadá, que posta vídeos com grande frequência no YouTube. Neste vídeo, todos os cinco membros do grupo se apresentam tocando num único violão, simultaneamente.


+ Compartilhamentos
Um violão a seis mãos https://blogdopg.blogspot.com/2012/08/um-violao-seis-maos.html

25 janeiro, 2023

Bachianinha n.º 1

Toquinho e Yamandu Costa interpretam "Bachianinha n.° 1", composição do mestre Paulinho Nogueira.

Zé Américo comentou:
Um... como sempre, muito cuidadoso e observador com sua execução.
O outro... alien, executa os sons na extensão de seu próprio corpo, expulsando seu feeling até então encarcerado.
Dois irmãos.


Na década de 1970 eu adquiri o "Método Paulinho Nogueira para Violão". O autor do livro já era um violonista brasileiro consagrado, com atuação fixa no programa de TV "O Fino da Bossa", tinha sido professor de Toquinho e gravado discos aclamados por todos, quando, a partir de 1968, passou a publicar em sucessivas edições o seu método de harmonia.
Durante um longo tempo, ele foi o meu vademecum no aprendizado do violão.
Em 1969, Paulinho Nogueira inventou a craviola, instrumento de 12 cordas que produz um som misto de cravo e viola. (PGCS)

30 setembro, 2022

João de Aquino (23/07/1945 - 28/09/2022)

Morreu ontem, aos 77 anos, o violonista, compositor e arranjador João de Aquino Monteiro.
Era primo do gênio inigualável do violão Baden Powell (estão juntos, neste vídeo).



Para legitimar o compositor, basta dizer que saiu da inspiração de Aquino, ainda na adolescência, a belíssima melodia de "Viagem" (1972), música letrada por Paulo César Pinheiro, apresentada ao Brasil há 50 anos – em single da cantora Marisa Gata Mansa – e desde então regravada por intérpretes do porte de Emilio Santiago, Nelson Gonçalves e outros.
Com Paulo César Pinheiro, Aquino também compôs "Sagarana" (1969), tema que inspirou Antonio Carlos Jobim a seguir a trilha do grande sertão que deu em "Matita Perê" (1973).
Fonte: G1

13 fevereiro, 2022

"Für Elise", por 40 dedos

A versão flamenca da famosa peça de Beethoven pelo quarteto 40 FINGERS.


A história por trás de Für Elise:
Ao lado da Quinta Sinfonia e da Ode à Alegria, Für Elise está entre as obras mais reconhecíveis de Beethoven. No entanto, não foi publicada durante sua vida. Foi entregue a Therese Malfatti, uma estudante de piano de Beethoven e a mulher a quem ele propôs casamento em 1810, ano em que Für Elise foi escrito. E sua cópia original autografada foi encontrada entre os papéis de Therese muitos anos após a morte de Beethoven. Für Elise é versátil o suficiente para ser reinterpretada musicalmente como blues, ragtime, chorinho, flamenco etc.

30 janeiro, 2022

Bravo, Vitaly!

Ele deixou os músicos ouvirem, sem mostrar o vídeo, eles não conseguiam entender que instrumento era aquele, disseram de piano de cauda a vários outros, mas quando ele disse que era um violão, eles continuaram não acreditando, até que ele mostrou o vídeo.


Vitaly Makukin nasceu na Crimeia em 1975 e começou sua carreira musical aos 4 anos como pianista. Aos 10 anos, ele ganhou um violão de presente de aniversário. Aos 24 anos, ele começou a tocar no estilo "tapping", (*) tornando-se um mestre nesse estilo. "The Entertainer" (tema do filme "Golpe de Mestre") nunca soou melhor do que quando é ele quem toca.

(*) O "tapping" não é fácil de ser executado em um violão com cordas de nylon. Você precisa de uma guitarra, pela melhor captação deste instrumento, ou de um violão com cordas de aço (em que estas ficam perto do braço do violão).

04 outubro, 2020

Por que o violão raramente participa de uma orquestra

Este cara invadiu o código-fonte do violão. Agora tem instrumentos ilimitados.



Comentários
Ele é ela.
Todos os instrumentos vêm do violão.
Comprar uma guitarra é como comprar um pacote completo de instrumentos.
Já tenho problemas para fazer minha guitarra soar como guitarra.
As cordas de uma guitarra já passaram por muita coisa. Você gostaria de ser esfregado por uma caneta?