Seu nome completo, conforme o Guinness World Records, era Alfonso María Isabel Francisco Eugenio Gabriel Pedro Sebastián Pelayo Fernando Francisco de Paula Pío Miguel Rafael Juan José Joaquín Ana Zacarías Elisabeth Simeón Tereso Pedro Pablo Tadeo Santiago Simón Lucas Juan Mateo Andrés Bartolomé Ambrosio Gerónimo Agustín Bernardo Cándido Gerardo Luis-Gonzaga Filomeno Camilo Cayetano Andrés-Avelino Bruno Joaquín-Picolimini Felipe Luis-Rey-de-Francia Ricardo Esteban-Protomártir Genaro Nicolás Estanislao-de-Koska Lorenzo Vicente Crisóstomo Cristano Darío Ignacio Francisco-Javier Francisco-de-Borja Higona Clemente Esteban-de-Hungría Ladislado Enrique Ildefonso Hermenegildo Carlos-Borromeo Eduardo Francisco-Régis Vicente-Ferrer Pascual Miguel-de-los-Santos Adriano Venancio Valentín Benito José-Oriol Domingo Florencio Alfacio Benére Domingo-de-Silos Ramón Isidro Manuel Antonio Todos-los-Santos de Borbón y Borbón.
Mostrando postagens com marcador nobreza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nobreza. Mostrar todas as postagens
23 julho, 2024
Registro civil de pessoas nobres
O maior número de nomes já detidos por uma realeza histórica pertenceu a Don Alfonso de Borbón y Borbón (1866-1934), filho do infante Sebastião de Portugal e Espanha e de sua segunda esposa, a infanta Maria Cristina. Os 88 nomes do nobre espanhol Don Alfonso incluem vários com mais de uma palavra, que são hifenizados. No total, 115 palavras precedem o sobrenome de Borbón y Borbón.
20 outubro, 2023
A carta de nobreza de Apporelly
Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, também conhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé. (carece de agências de checagem)
Durante a Revolução de 1930, quando Getúlio Vargas partiu de trem rumo à capital federal, então o Rio de Janeiro, propagou-se pela imprensa que haveria uma batalha sangrenta em Itararé. Esta batalha ocorreria entre as tropas fiéis a Washington Luís e as da Aliança Liberal que, sob o comando de Getúlio Vargas, vinham do Rio Grande do Sul em direção ao Rio de Janeiro para tomar o poder. A cidade de Itararé fica na divisa de São Paulo com o Paraná, mas antes que houvesse a batalha "mais sangrenta da América do Sul", fizeram acordos. Uma junta governativa assumia o poder no Rio e não aconteceu nenhum conflito. O Barão de Itararé comentaria este fato mais tarde da seguinte maneira:"Fizeram acordos. O Bergamini pulou em cima da prefeitura do Rio, outro companheiro que nem revolucionário era ficou com os Correios e Telégrafos, outros patriotas menores foram exercer o seu patriotismo a tantos por mês em cargos de mando e desmando… e eu fiquei chupando o dedo. Foi então que resolvi conceder a mim mesmo uma carta de nobreza. Se eu fosse esperar que alguém me reconhecesse o mérito, não arranjava nada. Então passei a Barão de Itararé, em homenagem à batalha que não houve."Na verdade, em outubro de 1930, Apparício se autodeclarou Duque nas páginas de seu jornal:
"O Brasil é muito grande para tão poucos duques. Nós temos o quê por aqui? O Duque Amorim, que é o duque dançarino, que dança muito bem mas não briga e o Duque de Caxias que briga muito bem, mas não dança. E agora eu, que brigo e danço conforme a música."Mas, como ele próprio anunciaria semanas depois, "como prova de modéstia, passei a Barão."
Ver também: O Brasão do Barão.
16 outubro, 2023
Um Marquês nos trópicos
Honório Hermeto Carneiro Leão, Marquês do Paraná, Conselheiro de Estado, Senador do Império, Presidente do Conselho de Ministros, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda, Presidente do Tribunal do Tesouro Nacional, Grão-Cruz da Ordem de Cristo e Oficial da Ordem Imperial do Cruzeiro, Provedor da Santa Casa de Misericórdia.
Foi iniciando uma petição ao Imperador D. Pedro II, em que citou essas titulações e honrarias obtidas, que o Sr. Honório habilitou-se a um Brasão de Armas para uso próprio e (possivelmente) de seus descendentes.
Fonte: SCHWARCZ, Lilia Moritz. "As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos". Cia das Letras
05 dezembro, 2022
Fabricantes de perucas desempregados
Relatório feito à Academia de Ciências de Paris, em 1791, que defendeu o sistema métrico, incluía a subdivisão decimal do círculo. A comissão que fez o relatório era composta por JC Borda, J. Lagrange, PS Laplace, G. Monge e de Condorcet.
Um sistema métrico de ângulos foi proposto, com 400 graus em uma volta completa (100 graus em ângulo reto).Certamente era um sistema racional, mas sua introdução exigiria que todos os relógios, todas as tabelas trigonométricas, todos os gráficos etc. fossem alterados. Condorcet propôs que equipes de fabricantes de perucas desempregados fossem usadas para recalcular as tabelas matemáticas com as novas unidades.
Por que, pode-se perguntar, os fabricantes de perucas estariam desempregados? Pois bem, tinham sido empregados pelos aristocratas que, depois da Revolução, já não necessitavam dos seus serviços!
https://pballew.blogspot.com/2022/03/on-this-day-in-math-march-19.html
Um sistema métrico de ângulos foi proposto, com 400 graus em uma volta completa (100 graus em ângulo reto).Certamente era um sistema racional, mas sua introdução exigiria que todos os relógios, todas as tabelas trigonométricas, todos os gráficos etc. fossem alterados. Condorcet propôs que equipes de fabricantes de perucas desempregados fossem usadas para recalcular as tabelas matemáticas com as novas unidades.
Por que, pode-se perguntar, os fabricantes de perucas estariam desempregados? Pois bem, tinham sido empregados pelos aristocratas que, depois da Revolução, já não necessitavam dos seus serviços!
https://pballew.blogspot.com/2022/03/on-this-day-in-math-march-19.html
09 agosto, 2017
O Mestre dos Prazeres e das Festividades
Nascido em 1631 em Paris, no seio de uma família humilde, original de Zurique, o seu nome era Fritz-Karl Watel, o qual foi galicizado (ou seja, passado para o francês) após a sua morte pela Marquesa de Sévigné. Com 15 anos, começou a aprendizagem de confeiteiro com o padrinho do seu irmão. Chegou à corte aos 22 anos, admitido como auxiliar do cozinheiro de Nicolas Fouquet, Superintendente do Tesouro da França e o homem mais rico nessa época. Talentoso, ativo, organizado e extremamente ambicioso, em pouco tempo Vatel ganhou o cargo de maître d'hôtel do Château de Vaux-le-Vicomte.
Vatel tinha um grande objetivo na vida: provar a Luís XIV, o Rei-Sol, que era melhor que o mestre da cozinha real. Numa das tentativas, em 17 de agosto de 1661, Vatel organizou uma festa de grande esplendor no Château de Vaux-le-Vicomte para o soberano, a rainha mãe Ana de Áustria e uma pequena multidão de 600 convidados da corte. No banquete foi servido um creme de nata batida, doce e perfumado com baunilha.
Algum tempo depois, ele foi trabalhar como extraordinário "Mestre dos Prazeres e das Festividades" para Luís de Bourbon, conhecido como o Grande Condé, no Château de Chantilly, e lá Vatel batizou o seu creme com o nome do lugar.
Em abril de 1671, a França está prestes a enviar suas tropas contra a Holanda, e o Príncipe de Condé, em desgraça do rei, via na guerra um modo de recuperar suas finanças e seu prestígio – ele pretendia comandar o exército francês. O Grande Condé encarrega então Vatel da maior tarefa de sua vida: promover três dias e três noites de festividades no castelo de Chantilly – serão convidados a passar um fim de semana de caça o rei Luís XIV e toda a nobreza com 3.000 pessoas.
No dia 21, desfrutaram, com muita pompa e suntuosidade, os espetáculos organizados por Vatel. Tudo correu muito bem até que, no jantar da ultima noite, não havia assados para todas as mesas. Estressado pelo erro de cálculo, Vatel passou a noite em claro esperando os peixes para o dia seguinte, a Sexta-Feira Santa. Ao perceber que a encomenda não seria entregue, assim a versão oficial, Vatel suicidou-se em virtude do atraso do peixe, que ameaçou o sucesso de um dos jantares oferecidos à sua Majestade.
Em outra versão, Vatel estava frustrado e decepcionado com a realeza que o tratara como um mero objeto - o rei quis contratar o serviço de Vatel e levá-lo para o Palácio de Versailles, ganhando sua posse num jogo de cartas, como um escravo – e nem reconhecia seu raro talento nem a sua humanidade. Sua morte foi tratada como uma tragédia nacional, principalmente depois que se soube que o peixe havia chegado e tudo não passava de um mal-entendido. O rei e a corte admiraram a sua atitude e continuaram os banquetes.
É importante acentuar que é controversa a atribuição da criação do chantili a Vatel. Os confeiteiros da Casa dos Médicis, os mestres de Florença, onde se fez renascer a arte da gastronomia, já batiam cremes aos quais ajuntavam açúcar e aromas.
WIKIPÉDIA, copidescado
N. do E.
O seu drama foi reconstituído no cinema em "Vatel — Um Banquete Para o Rei", de Rolland Joffé, um filme estrelado por Gérard Depardieu,
Poderá também lhe interessar:
O pequenote Percheo
21 novembro, 2012
Os costumes por trás da história
por Urbano, LN Online
Fora da pauta de hoje mas dentro da pauta de ontemNosso Brasil tem uma intelectualidade muito peculiar:
Hoje em dia já ninguém se lembra do dia do aniversario do Imperador Pedro II (nos 47 anos de seu reinado era a festa mais comemorada por seus súditos). Em compensação no dia em que se comemora a Proclamação da Republica, retornam os muitos saudosistas da Monarquia. Algo mudou? Em vez de comemorar o alegre natalício do Sereníssimo Imperador, o que restou foi execrar o Marechal Deodoro que o mandou passear.
Apesar de sermos todos, mais ou menos personagens machadianos, não é irrelevante alguma dose de realismo nestas horas de saudades do bom pai. (Realismo de realidade e não de rei.)
O Imperador era o pináculo de nossa nobreza. E como se formou essa nobreza em país tão sem tradições guerreiras?
Alguns a trouxeram em suas tralhas quando vieram de Portugal mas a maioria se candidatou aqui mesmo. O candidato deveria provar, entre outras coisas, que:
1- Era limpo de sangue (Os espíritos mais sensíveis não se ofendam com os termos. São os mesmos usados nos documentos da época). Isso é: tinha de provar que não descendia de judeu, mouro, negro ou de alguma outra Nação Infecta.
2 - Deveria viver segundo as leis da nobreza. Isto é: não trabalhar com as mãos.(Ser trabalhador manual ou viver do comercio era quase fatal para as pretensões dos candidatos). Andar sempre a cavalo, ter espada, contar com pagens para todos os serviços e andar trajado adequadamente eram requisitos essenciais.
O Marquês de Pombal modernizou as condições e terminou com a distinção entre cristãos velhos e novos e decretou que viver do comércio não era um impedimento tão essencial. Desde que o comerciante fosse um atacadista e não vendesse em loja a retalho (viver com vara e metro, se dizia).
Mesmo assim nosso infeliz poeta Claudio Manuel da Costa esteve em apuros para ser aprovado porque se descobriu um avô ou bisavô que vendia azeite de porta em porta e isso quase lhe foi fatal nas pretensões para um "Hábito de Cristo".
Por via das dúvidas, o paulista Pedro Taques, cuidadosamente omitiu as atividades mercantis de seus maiores e preferiu louvar as "guerras" de preação de índios dos insignes paulistas.
Entrado o seculo XIX, com a independência, algo deveria mudar e mudou, mas bem pouco, porque a tradição pesa e impõe suas regras. Assim, apesar de não existirem mais as "Ordenanças" muitos fazendeiros continuaram a ostentar seus títulos de "Capitão Mor". ( Muitas vezes obtidos por seus pais e herdados pelos filhos - sabe-se lá baseado em que lei.)
Avançando o século, alguma coisa foi mudando e, ao final do inefável reinado de Pedro (o segundo), já poucos tinham a coragem de Bernardo Pereira de Vasconcelos que declarou solenemente na Câmara de Deputados: "A África civiliza o Brasil". Em poucas palavras: a África fornecia os negros para os trabalhos duros para permitir aos senhores brancos que se dedicassem às coisas do Espirito e às Letras. ( Já naquela época, como ainda hoje, a Civilização Brasileira dependia da educação.)
O ideal a ser imitado era a nobreza inglesa com seus pajens impecáveis e louros, Mas, por aqui, os nobres tinham que se contentar com os negros no serviço, vestidos mais ou menos decentemente, já que qualquer branco, só por ser branco, se considerava com fumos de nobreza e, portanto, inapto para trabalhos manuais e pesados.
Velhos fazendeiros enriquecidos gastavam parte substancial da fortuna acumulada para terminar a vida ostentando um titulo de nobreza. Nossa famosa "nobreza de pijama".
Outra modernidade do seculo XIX era que os títulos de nobreza brasileiros não eram herdados pelos filhos mas, como a tradição tinha suas exigências, a Baronesa de São João del Rei aparecia, na procissão de endoenças, com alguns negrinhos carregando copos de prata com água fresca para matar a sede dos fiéis compungidos com a encenação do sofrimento do Cristo.
▼
Dispensado o Imperador, por inútil, depois de consumada a Abolição da Escravatura, uma das primeiras medidas da jovem República dos Fazendeiros foi criar o STF, onde os filhos letrados poderiam seguir exercendo o seu poder de justiça e sem trabalharem muito mas muito mandando.O STF já nasceu senil. Um agrupamento de fazendeiros assustados com a necessidade de ter que pagar salários a seus trabalhadores. Mas sempre, como ainda hoje, um bastião da tradição mandonista etc.
Assinar:
Comentários (Atom)
