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14 julho, 2026

Rei dos Ratos

Ele chega a ser considerado um ser criptídeo a ser estudado pela criptozoologia, porém é um fenômeno real.
Na biologia, um "rei dos ratos" é uma condição em que vários roedores ficam presos pelo rabo. As caudas entrelaçam-se devido a nós, sujeira, sangue ou fezes, quando muitos ratos estão amontoados em um espaço apertado. Incapazes de se moverem ou de se alimentarem, os animais acabam morrendo.
A primeira menção documentada data de 1576, registrada pelo historiador húngaro Johannes Sambucus. Há inclusive uma xilografia medieval retratando esse fenômeno e exemplos mumificados são mantidos em museus da Europa. 
O maior caso registrado ocorreu na Alemanha em 1828, envolvendo 32 ratos unidos.
O fenômeno pode ter escasseado quando o rato-marrom (R. norvegicus) substituiu o rato-preto (R. rattus) no século XVIII. Os avistamentos tem sido esporádicos na era moderna; sendo o caso mais recente o que foi descoberto numa fazenda  na Estônia, em 2005.
Esquilos   
No ano de 2018, noticiou-se o aparecimento de um "rei dos ratos" formado por cinco esquilos-cinzentos (S. carolinensis). Encontrados por um morador em Wisconsin, nos EUA, e levados para um centro de reabilitação da vida selvagem, foram submetidos a uma operação de quase meia hora de separação de suas caudas.

04 julho, 2024

Elefantes têm medo de ratos?


Desde os desenhos animados até às fábulas antigas, uma das imagens mais emblemáticas é a de um elefante que se encolhe diante de um rato. Esta imagem é frequentemente utilizada como uma alegoria para os mais pequenos, mas será que existe alguma verdade?
Um mito antigo: de onde veio a ideia de que os elefantes têm medo dos ratos?
Não se sabe ao certo onde ou quando surgiu o primeiro mito do "elefante assustado por um rato". Uma versão remonta a Plínio, o Velho – que, depois de Aristóteles, deve ter sido o acadêmico mais influente da Antiguidade. Segundo o ZME Science, Plínio foi o primeiro a dizer que "o elefante odeia o rato acima de todas as outras criaturas" e, por ser tão influente e conceituado, esta história acabou por se impor, e não apenas entre os romanos. Esta anedota entrou depois no folclore, mais tarde infiltrou-se nos livros infantis e até chegou aos desenhos animados, especialmente à série "Tom e Jerry".
Lembre-se, os elefantes não viviam no chamado mundo ocidental "civilizado". Por isso, tal como outras espécies exóticas, o seu aspeto e comportamento eram deixados à imaginação. Basta ver como as pessoas pensavam que eram os elefantes na Idade Média – totalmente hilariante.
Mas à medida que o mito se espalhou, algumas pessoas instruídas começaram a aperceber-se do ridículo de um animal de três toneladas ficar petrificado por um ratinho. Entre esses pensadores críticos encontrava-se Allen Moulin, um médico irlandês de 1600.
Moulin, que não estava de todo familiarizado com os elefantes, mas pelo menos tinha algum conhecimento da sua anatomia através dos limitados trabalhos acadêmicos do seu tempo, ofereceu uma explicação aparentemente sensata. Ele argumentou que, uma vez que os elefantes não têm epiglote – uma cartilagem que protege a traqueia durante a deglutição – poder-se-ia supor que uma criatura tão grande poderia ter medo de uma tão pequena, se esta última pudesse rastejar pela tromba do elefante e sufocá-lo.
Infelizmente, tal como Plínio antes dele, Moulin não estava realmente a fazer nada. No entanto, perpetuou uma explicação aparentemente científica para o fato de o maior mamífero terrestre do mundo ter medo de ratos.
Como qualquer biólogo da vida selvagem lhe dirá atualmente, os elefantes têm, de fato, aquela cartilagem que protege suas traqueias. Mesmo que um rato, um inseto ou qualquer tipo de "detrito" acabasse na tromba, o elefante só precisa de soprar. De fato, "é assim que fazem na maior parte das vezes quando sentem que a tromba está a ficar entupida".
Perguntemos aos “Caçadores de Mitos”
Em 2006, num episódio de "Os Caçadores de Mitos", Adam Savage e Jamie Hyneman descobriram que o mito era "plausível". Na experiência, um elefante caminhava ao longo de um determinado percurso. A equipe havia introduzido um rato ao longo do percurso, escondido debaixo de um monte de estrume. Quando o elefante se aproximava do monte, o rato era libertado.
Quando os elefantes repararam nos pequenos animais, recuaram e até começaram a deslocar-se no sentido oposto.
No entanto, o elefante não mostrava sinais de medo ou angústia. Pelo contrário, o elefante parecia mostrar-se cauteloso, evitando uma potencial perturbação no seu passeio calmo.
O site explica que esta foi uma experiência pequena e informal. O mesmo pode ser dito sobre o mesmo segmento feito noutro programa de televisão popular, o 20/20 da ABC. O apresentador do 20/20 contatou um circo local onde Troy Metzler, um treinador de elefantes certificado, deixou a equipe de produção mostrar a um dos seus elefantes um rato branco. O pequeno roedor foi depois mostrado a outros elefantes, nenhum dos quais pareceu reparar no rato.
De acordo com John Hutchinson, do Royal Veterinary College, em Londres, os elefantes em estado selvagem ficam nervosos sempre que um animal pequeno, mas rápido, surge inopinadamente. Isto significa que não são apenas os ratos que podem perturbá-los, mas também cães, gatos e praticamente tudo o que seja ágil.
Os elefantes em cativeiro, como os dos jardins zoológicos ou dos circos, são frequentemente vistos a dormir com roedores mesmo em cima deles. A maior parte dos tratadores de jardins zoológicos dirão que não se importam muito com eles.
Assim, em vez de terem medo dos ratos propriamente ditos, os elefantes parecem assustar-se com os movimentos frenéticos. Mas, na verdade, o mesmo pode ser dito sobre qualquer animal que viva em estado selvagem.
Os elefantes, apesar do seu imenso tamanho, são seres gentis e cautelosos. São conhecidos por evitarem pisar em criaturas pequenas e podem até sair do seu caminho para não as perturbar.
"À luz das provas científicas e dos conhecimentos dos especialistas, é seguro concluir que os elefantes não têm um medo inerente dos ratos. Este mito antigo teve provavelmente origem no fato de a natureza cautelosa e empática dos elefantes ter sido mal interpretada como medo", conclui o ZME Science.
https://www.quora.com/Is-it-true-that-elephants-are-afraid-of-mice-or-is-that-just-a-myth
https://greensavers.sapo.pt/os-elefantes-tem-mesmo-medo-de-ratos/

09 janeiro, 2020

Ratos que fogem de casas, navios etc.

Esta expressão idiomática - como ratos fugindo de um navio afundando (like rats fleeing a sinking ship), remonta a séculos na língua inglesa. Usada em referência a pessoas que abandonam um empreendimento, uma vez que parece provável que o mesmo vai fracassar, demonstrou grande tenacidade linguística, tendo estado em uso regular por mais de quatrocentos anos.
No entanto, a forma e a formulação desta expressão mudaram um pouco ao longo dos séculos.
O cenário original para os ratos fugitivos era uma casa decrépita, que estava prestes a cair (like rats that quit the house before it falls). Tanto ratos quanto camundongos teriam essa capacidade de saber quando uma estrutura estava à beira do colapso e, consequentemente, de quando deveriam abandoná-la antes do seu desmoronamento.
A substituição desta metáfora para "como ratos fugindo de um navio afundando", com suas variantes ("deixando", "abandonando", "desertando" etc.), parece ter começado em meados do século 19. Embora haja considerável variação do verbo empregado para descrever o que os ratos estão fazendo, há menos variação das situações às quais as expressões tem sido aplicadas.
Quase todos os novos usos são referentes a escândalos políticos.
Dado que a ocorrência de ratos e políticas fracassadas tendem a continuar, existe uma forte probabilidade de que essa expressão continue a habitar a nossa língua pelos séculos vindouros.

Fonte: Merriam-Webster

12 março, 2019

Felicidade [vídeo]

Este curta-metragem, "Happiness", de Steve Cutts, parece resumir zilhões de pesquisas psicológicas sobre o tema. Está cheio de ratos, e exceto fugazmente, encontra-se desprovido de felicidade.



Felicidade [poesia] | Que é felicidade? | A felicidade é como balões | O segredo da felicidadePescando felicidadeUma receita de felicidade

25 março, 2017

Gato e ratos

- Se um gato pode matar um rato em um minuto, em quanto tempo esse gato mataria 60.000 ratos?


- Ah, quanto tempo, de fato? Os ratos matariam o gato.

25 agosto, 2016

Psicoterapia para ratos deprimidos

CHICAGO – Emitido pela Northwestern University, o comunicado Psychotherapy for depressed rats shows genes aren’t destiny (Psicoterapia para ratos deprimidos mostra que genes não são destino) começa assim dizendo:
Os genes não são o único fator que determina se uma pessoa vai sofrer de depressão. O ambiente é também um fator importante e, quando estimulado, pode substituir a natureza.
Quando ratos geneticamente criados para a depressão receberam o equivalente a uma "psicoterapia de rato", seu comportamento depressivo foi aliviado. E, depois da terapia, estes ratos passaram a apresentar alguns dos seus biomarcadores no sangue para a depressão alterados para níveis não-deprimidos.
"O ambiente pode modificar uma predisposição genética para a depressão", disse Eva Redei, principal autora do estudo e professora de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da Northwestern University Feinberg School of Medicine.
DESAFIO – Se você é um psiquiatra que, em uma base regular, vem atuando com êxito em psicoterapia para ratos, nós gostaríamos de ouvir detalhes de seus métodos e de sua tabela de honorários.

02 março, 2016

Gato pendurando ratos no varal

E você pensava que o seu trabalho era importante!

Ano da foto: 1933
  1. Ele pegou esses ratos todos no banhado, agora vai secá-los.
  2. Não é só o guaxinim que lava os alimentos antes de comê-los.
  3. A peste bubônica está de volta?
  4. Isso não é um varal, é uma tirolesa para ratos.
  5. ...

07 janeiro, 2015

Um monumento aos ratos de laboratório

Esta escultura, do artista Andrew Kharkevich, encontra-se perto do Instituto de Citologia e Genética da Rússia, em Novosibirsk, a terceira cidade mais populosa do país e a cidade mais populosa da Sibéria.
Destina-se a homenagear os animais de laboratório que foram sacrificados como parte dos esforços científicos já realizados para se compreender a estrutura e o funcionamento do DNA.
Isso faz lembra um pouco a Sra. Frisby. O que pode ser intencional, quem sabe.

Mrs Frisby and the Rats of NIHM (Sra. Frisby e os Ratos do NIMH) é um livro infantil, de 1971, escrito por Robert C. O'Brien e ilustrado por Zena Bernstein.
O livro relata a situação de uma rata do campo, viúva, Mrs. Frisby, que, para salvar a sua casa da destruição pelo arado de um fazendeiro, procura a ajuda de um grupo de antigos ratos de laboratório e de como estes haviam desenvolvido uma sociedade letrada e tecnológica. O romance foi inspirado nas pesquisas do Dr. John B. Calhoun com camundongos no Instituto Nacional de Saúde Mental (NIHM).

Slideshows do PG - Apresentação 352

02 janeiro, 2015

O elixir vem aí

Que tal chegar aos 150 anos?
Por enquanto, os experimentos (revelados pela revista Nature) que nos dão esta esperança só beneficiam os ratos.
A chave do envelhecimento está no hipotálamo e há grandes possibilidades de que possa ser ajustada para aliviar a humanidade das enfermidades da velhice como diabetes, artrose, demências etc.
Morrer continuará sendo o último ato, mas nunca em cama de hospital.
Em cama de motel e, de preferência, depois da terceira ereção.
Nelson Cunha

27 outubro, 2014

O plano para dominar o mundo


  1. Infiltrem-se nos departamentos de pesquisas como ratos de laboratório
  2. Escondam-se e furtem a comida dos ensaios sobre obesidade (Sejam disciplinados, por favor! Não comam todo o estoque!)
  3. Participem das pesquisas sobre drogas inteligentes - furtem os melhores ensaios (Mostrem um desempenho fraco para que aumentem as doses)
  4. Evitem pesquisas sobre THC (Há provas de que são contraproducentes)

Próximo: Táticas de fuga (fingindo-se de morto)

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Cearenses no poder