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21 julho, 2026

A taxidermia pária

A taxidermia pária (rogue taxidermy) consiste na criação de animais embalsamados que não possuem uma forma real em seu todo. Peças resultantes desta prática normalmente são compostas por partes de dois ou mais animais embalsamados representando híbridos irreais como quimeras, figuras mitológicas, ou criaturas simplesmente provenientes do imaginário do autor. Para além de serem utilizadas partes distintas de diferentes animais nas peças de taxidermia pária, também é recorrente o uso de materiais artificiais, mais duráveis e que possibilitam resultados mais diversificados.
A taxidermia pária é comumente vista em apresentações de slides e museus/shows ambulatórios como criaturas extravagantes genuínas. No entanto, muitos taxidermistas não consideram esta prática como verdadeira taxidermia. 
Quando o ornitorrinco foi descoberto pela primeira vez por europeus, em 1798, e o pelo e esboço do animal foram enviados para o Reino Unido, alguns pessoas pensaram que o animal era um embuste. Pensaram que um taxidermista tinha cosido o bico de um pato no corpo de uma espécie de castor. George Shaw que produziu a primeira descrição do animal na "Naturalist's Miscellany", em 1799, até chegou a levar uma tesoura à pele seca do animal em busca dos pontos de sutura.



Esta Hidra de Lerna (*) embalsamada, que pertenceu ao presidente da câmara de Hamburgo foi examinada, em 1735, por Carl Linnaeus, que determinou ser a combinação de mustelídeo (doninha) e peles de cobras. Wiki

(*) Monstro mitológico derrotado por Hércules em seu segundo trabalho.

09 junho, 2026

Brutus (Bruto)

Desambiguação
  • Brutus (Marcus Brutus, famoso líder de uma conspiração que assassinou Julio César nos "Idos de Março de 44 a.C.) 
  • Brutus (o arquirrival musculoso e barbudo do marinheiro Popeye, que é quase sempre derrotado após Popeye comer espinafre)
  • Brutus (crocodilo australiano gigante do Rio Adelaide, notório por ter apenas três patas como resultado de uma suposta luta contra um tubarão) 
  • Bruto (um cão vira-lata caramelo brasileiro, herói da Guerra do Paraguai).
Era um cão vira-lata que vivia nas ruas do antigo Centro do Rio de Janeiro, que certo dia adentrou no Quartel dos Barbonos da Corte — atual Quartel General da Polícia Militar, — na Rua Evaristo da Veiga, 78, e que passou a viver por lá. Nesse contexto, é adotado pela corporação e recebe o nome de Bruto.
No dia 10 de janeiro de 1866, um Corpo Policial da Corte com cerca de quinhentos oficiais e praças, sob o comando do coronel Manoel José Machado, se apresenta no pátio da unidade militar e Bruto os acompanha voluntariamente em marcha, embarcando posteriormente num navio na praça Mauá e seguindo para lutar na Guerra do Paraguai.
Bruto participou ativamente dos combates, como na Batalha de Tuiuti, em 24 de maio de 1866, e auxiliou em missões de resgate a soldados feridos.[carece de fontes] Ferido em combate, foi tratado e curado, retornando com as tropas para o Brasil em 1870, na condição de herói.
Poucos meses após seu regresso ao país, quando andava pelo Campo de Santana, morreu envenenado. Um artigo publicado no jornal "A Noite" afirmou que Bruto foi vítima de uma "covarde cilada de um guarda fiscal (...) que o mimoseou com uma bola envenenada e fulminante". 
As praças do quartel fizeram um rateio para pagar sua autópsia e taxidermia, e também lhe mandaram confeccionar uma coleira gravada com uma dedicatória em homenagem a ele.
Atualmente, Bruto está em exposição na sala da Guerra do Paraguai, dedicada aos Voluntários da Pátria, no Museu da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (fotografia).
Wiki e Galeria de Fotos do MPMERJ.

11 julho, 2024

Má taxidermia

O Leão do Castelo de Gripsholm é considerado um exemplo histórico notável de má taxidermia, ou do que um taxidermista pode fazer para preservar um leão morto, na Suécia do século XVIII, sem ter visto um leão vivo.

Em 1731, o rei Frederico I da Suécia recebeu como presente um leão do Bey de Argel. Foi um dos primeiros leões da Escandinávia, mas foi mantido em cativeiro com sucesso, sendo exposto durante anos até sua morte. Reza a história que o taxidermista contratado para o trabalho nunca tinha visto um leão de verdade e tomou algumas liberdades artísticas. Pior ainda, outra teoria diz que o taxidermista sabia como era um leão real, mas optou deliberadamente por enchê-lo de forma a se assemelhar a um leão heráldico encontrado no brasão de armas da Suécia.
https://twitter.com/Rainmaker1973/status/1728854295003406386

06 maio, 2022

O museu das rãs


Froggyland, um museu em Split, Croácia, descreve seus tesouros:
"A coleção consiste em 507 rãs empalhadas de uma espécie comum de rã europeia (lat. Rana esculenta). As rãs foram recheadas de forma muito exigente, utilizando uma técnica de taxidermia pela boca, o que é um processo extremamente complexo e demorado, pelo que as peças expostas estão desprovidas de quaisquer incisões externas. Comparando a coleção de Ferenc Mere com coleções semelhantes feitas por outros autores, é evidente que Ferenc Mere foi um mestre artesão da taxidermia de pequenos animais. Esta coleção é composta por 21 exposições que mostram rãs organizadas por temas que retratam as várias situações da vida cotidiana."
N. do E.
Vendo a imagem da postagem, percebo que as rãs estão inseridas nas situações da vida cotidiana de outra espécie. Pelo menos, estas aí.
(http://www.improbable.com/2021/08/17/some-stuff-about-the-stuffed-frogs-in-split/)