04 julho, 2011

A pedra de Pedro

Observem esta grande pedra que serve de pedestal à estátua equestre de Pedro I, o Grande, em São Petersburgo. É uma descomunal estrutura de granito, formada por uma só peça, que se conhece com o nome de Pedra do Trono, a qual ostenta um recorde a ser dificilmente ultrapassado.
Com suas 1.500 toneladas de peso e levada para mais de 6 quilômetros do local em que foi encontrada, é a maior pedra já movida para tão distante pelo ser humano. Consumiu o esforço de 400 homens (que não usaram tração animal ou mecânica) durante cerca de 9 meses.
Agora, adivinhem quem "empurrou" tantos homens para a execução dessa ciclópica tarefa?

Uma mulher: Catarina, a Grande, da Rússia.

03 julho, 2011

O maquinista

Conto
Histórias tomadas da boca dos amigos e ajeitadas para caberem inteiras na tirinha que me deram a preencher. Esta é do Dr. Aloísio Horta, meu compadre, e do Dr. Custódio Alvarenga, meu quase-compadre, porque para ele me faltou um filho para dá-lo a apadrinhar.
São pessoas especiais para mim, e para quem deles se acercou algum dia para lhes sentir suas bondades. São os bons camaradas desta vida, exemplos de médicos com alma de anjo, que curam só com a presença, pois enfermidades são metade doença, metade carência, e o afeto é o melhor e mais doce dos remédios. O Aloísio já é um Monlevadense despedido: foi para a capital. O Custódio ainda está por aqui ao alcance de quem duvidar da história que vou lhes narrar.
Recém chegados a Monlevade, em plena temporada de frio junino, o telefone tocou na casa de um deles convocando-os para um atendimento de emergência. Um trem de minério da Vale do Rio Doce havia tombado a poucos quilômetros daqui e havia feridos. Prontamente, desceram para o local do acidente e lá souberam que ainda havia uma vítima debaixo das ferragens. Era o maquinista, que gemia e clamava por socorro. Dizia ter as duas pernas quebradas e não suportava mais a dor das múltiplas fraturas.
O chefe da estação quando viu chegar a dupla de médicos gritou para o maquinista aprisionado:
-Beraldo! Os médicos chegaram, tenha paciência que eles vão te salvar.
Mas, para surpresa de todos, o Beraldo se calou.
Daí em diante, a mudez do maquinista dificultou o atendimento. Como localizar o sobrevivente se ele havia se calado e se perdido naquele monte de ferragens?
Além da escuridão do local havia minério de ferro derramado junto aos destroços dos vagões retorcidos.
O que poderia ter acontecido com ele se há bem pouco gritava pedindo ajuda? Poderia ter desfalecido com a demora do atendimento. Quem sabe até morrido com a peso da locomotiva em cima de si.
E saíram, cada um com a sua lanterna, procurando o Beraldo. Anunciavam que os médicos estavam presentes e chegaram dispostos a dar alívio ao pobre maquinista sepultado.
- Beraldo! Beraaaldo ! Beraldô ! ... Os médicos chegaaaaram...
E nada do Beraldo responder.
Continuaram as buscas revirando ferragens e vasculhando com a lanterna os recônditos do trem acidentado. Finalmente encontraram o infeliz em estado lastimável, mas consciente e capaz de falar.
- Beraldo, porque você se calou justamente agora que os médicos chegaram?
E o Beraldo calado...
- Você não vê que atrasamos o seu resgate ao não ouvir sua resposta?
- Pensamos que você tinha piorado. Já estava todo mundo preocupado.
O Beraldo então abriu a boca:
- Num é por nada não. É porque vocês falaram que tinha chegado um médico.
Neste ponto ninguém entendeu mais nada. O maquinista não queria ser atendido, ou tinha pirado com a pancada? E o Beraldo, meio sem jeito, confessou:
- É que eu tenho medo de injeção.
Foi preciso sair todo mundo de perto segurando o riso.


Nelson José Cunha
médico em João Monlevade - MG

O nascimento do umbigo

Documentado em vídeo pela primeira vez o nascimento de um umbigo. Não necessita de contrações uterinas para ele nascer, apenas de risos, muitos risos, por parte da mãe.


Bônus
Dois ensaios que foram injustiçados pelo IgNobel, nas premiações de 2000 e 2009, respectivamente:
In search of the ideal female umbilicus,
Umbilicus as a fitness signal in humans.

02 julho, 2011

Sábado no Parque

O projeto Férias no Ceará, patrocinado pelo Governo do Estado, traz hoje (02/07) para o anfiteatro do Parque Ecológico do Cocó, em Fortaleza, a partir das 20 horas, um show do compositor Gilberto Gil.
Nesta sexta edição anual, o projeto Férias no Ceará irá contemplar, com turnês de apresentações de consagrados artistas, 32 municípios cearenses.
Amanhã (03/07), finalizando a programação de "Sinfonia para o Verde", o público poderá conferir no Iguatemi Fortaleza (estacionamento da área da Estação de Tratamento), a partir das 16 horas, as apresentações do sanfoneiro Waldonys e da Camerata da Unifor, em um encontro inédito.
Os dois espetáculos são gratuitos.

A arte em cheques

Recebi por e-mail as imagens de alguns "cheques". Elas me foram enviadas por Marcelo Gurgel, com a sugestão de que fossem reunidas em um slideshow.
Antes disso, pesquisei na internet informações sobre os subscritores dos tais "cheques".
E encontrei um site que apresenta uma fantástica quantidade deles, resultante das remessas de muitos colaboradores.
Trata-se de The Playcheck, não deixe de acessá-lo após ver esta apresentação.

O automóvel não é corpo humano...

Mas este aqui apresenta cílios... o que antes só acontecia em carros dos desenhos animados.


01 julho, 2011

Dr. Asdrúbal, o cliente e o amigo do cliente

Um adolescente - que marcara consulta pedindo urgência - estava sendo atendido pelo Dr. Asdrúbal. E o médico já intrigado porque, naqueles minutos iniciais da consulta, o rapaz se mostrava ora reticente, ora evasivo, o que dá no mesmo.
Com que, então, alguém toma o tempo de um profissional para um assunto de nonada? Pois nada até ali deixava a entrever que o rapaz tivesse algum problema importante.
Do cimo de sua experiência, Dr. Asdrúbal não podia ser requisitados para banalidades, achaques mínimos e pseudo-doenças. Tão-somente quando houvesse a evidência de uma enfermidade com substrato orgânico... aí, sim, é que seu atendimento faria sentido. O mundo inteiro reconhecia a sua competência. Fora ele o inventor da consulta campal e do sacolão da medicina, instrumentos de democratização da saúde. No sacolão, por exemplo, gastando o mesmo dinheiro, o cliente podia tirar uma unha encravada ou tomar um clister.
Aquele rapaz, no máximo, estava na parte desfavorável do biorritmo, só isso. Era levar em consideração o que dizia o aforismo primum non nocere e mandá-lo para casa. Ou, quando muito, pedir alguns exames como check-up (e como desencargo de consciência), já antevendo os mais inocentes resultados para eles.
Nisso, o rapaz falou:
- Doutor, eu sei que o senhor não receita a quem não está presente. Mas, eu tenho um amigo que acha que está com uma doença venérea...
Não precisou se alongar. Pois, interrompendo-o, o arguto Dr. Asdrúbal já foi lhe dizendo:
- Então, abra a sua braguilha e mostre o seu amigo para que eu possa medicá-lo.
Tirocínio clínico é isso aí.

Ler também...
Dr. Asdrúbal e a Morte.

Acidentes com arraias - 2

Julho é tradicionalmente o mês das arraias (pipas) em Fortaleza. Essas brincadeiras, porém, quando incluem o "corte das arraias", podem causar acidentes nas pessoas.
Os acidentes estão relacionados com as seguintes situações:
A linha da arraia, ao ter contato com fios da rede elétrica, poder dar choques.
A linha também poder conduzir, em dias de chuva, descargas elétricas (raios) a partir da atmosfera.
Quedas e atropelamentos dos brincantes que correm nas ruas atrás das arraias "cortadas".
E, por último mas não menos importante, os acidentes relacionados com o cerol, essa mistura de cola com pó de vidro, que é passada na linha da arraia para que fique cortante. Já tem causado muitos acidentes, alguns deles fatais, principalmente em motoqueiros.

Uma reportagem apresentada no "Bom Dia Rio" (28/03/11) mostrou que os acidentes não são exclusivos dos seres humanos:
"Um perigo ameaça os pássaros nos céus do Rio de Janeiro. As linhas de pipa com cerol têm causado ferimentos e mortes das aves. Animais atingidos são tratados por veterinários de uma clínica mantida por uma universidade particular, em Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio.
A clínica recebe cerca de 80 animais por mês, que sofreram algum tipo de lesão, seja por acidente ou por maus tratos. Mas um tipo de ferimento vem chamando a atenção: aves de diferentes espécies são levadas com cortes profundos, todas elas atingidas pela linha de pipa com cerol. Somente no mês de janeiro deste ano, foram mais de 20.
Do alto não dá para perceber, mas o cerol - feito à base de vidro moído e cola - continua sendo usado. Como a linha fica transparente, os pássaros não conseguem desviar.
“Muitos deles morrem. O que chega para a gente foi o que, na realidade, acabou sobrevivendo à queda e à lesão imediata. Muitas vezes, pode cortar a asa inteira, ou até pode cortar o animal ao meio”, explica o veterinário Jeferson Pires.

30 junho, 2011

Mal-entendidos

1. Primeira revisão depois da operação de catarata, a senhora espera pacientemente para ser atendida pelo oftalmologista.
De tempos em tempos, vem uma atendente e pinga colírio para dilatar a pupila.
Depois de concluído este procedimento, vem outra atendente para verificar se a dilatação teve êxito e, se for o caso, levar a paciente para o exame médico.
A atendente aproxima-se toda risonha e falante:
- Bom dia, Dona Gumercinda, como é? a senhora já foi dilatada?
- Fui não, minha filha, é que sou gordinha assim mesmo!
E caiu na gargalhada.

2. No consultório oftalmológico a recepcionista pergunta ao paciente o motivo de sua visita.
- É que eu não paro de ver manchas na frente dos meus olhos, queixa-se o homem.
- O senhor já viu algum médico?, pergunta a recepcionista.
- Não, minha filha, só manchas mesmo.

3. Outro dia, estava assistindo a um famoso programa de músicas de raízes, por onde passam bons e autênticos músicos caipiras. Depois da apresentação de um grupo que foi um verdadeiro sucesso, o apresentador do programa, despediu-se:
- Brigado, meus irmãos. Cês voltam hoje pra aquela nossa cidade tão formosa e tão cheia de artistas, né?
Nem deixou o pessoal responder e emendou:
- Cês vão de avião, né? Que o São..., São... Como é mesmo o nome do santo que protege os viajantes de avião? Das estradas é São Bartolomeu...
Um integrante da banda - não vou dizer se é feminino - tascou:
- Acho que é o Santos Dumont!
- Não, tenho certeza que não é este, não, Santos Dumont foi o "descobridor" da aviação.
Juro que ouvi esse diálogo! Juro, também, que a turma parecia estar falando sério. Não era gozação, não.
Tou com vergonha por eles até hoje.

por Fernando Gurgel Filho, de Brasília
4.
Blog Diário de um Solitário

A parábola do chupim

O chupim (Molothrus bonariensis) é conhecido pelo hábito de colocar seus ovos nos ninhos de outras aves para que as mesmas possam chocá-los, criá-los e alimentá-los como filhotes. São diversas as espécies de que o chupim se aproveita para essa forma de materno-infantil de parasitismo, mas o tico-tico (Zonotrichia capensis) é a sua vítima favorita.
A vandalização dos ninhos do pequeno tico-tico pelo chupim, caso aquele não atenda aos propósitos deste, é talvez a grande razão para o tico-tico se deixar explorar pelo chupim - sem piar!

CiênciaHoje: os ovos castanhos e maiores são do chupim 

Dentre outras aves de igual sina, o que ainda não se sabia era que o tucano podia ser uma delas. Mas isso aconteceu de fato, uns vinte anos atrás, quando um chupim decidiu botar um ovo no ninho de um tucano-de-bico-duro (Ramphastos nando cardosus). Se bem que um chupim nunca fosse páreo para um tucano, ave maior e que tem um bico que intimida.
Só que esse tucano tinha certas preocupações, como a de um dia poder reinar sobre as demais aves da floresta. Não queria escândalos. Então, entrou em cena a chamada "turma do abafa": dois tucanos - Tucão e Serrão - além de um observador de pássaros, que, a respeito daquela desavença, garantiu o silêncio de si próprio e de seus companheiros de hobby and lobby.
Dentre as providências tomadas, a trinca mandou o inconveniente chupim ir chocar o seu ovo na Espanha.
Que é uma parábola?
É uma narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior.
Quanto custa uma parábola?
Neste caso:
  • A isenção da CPMF para todos os meios de comunicação. 
  • O PROER da Mídia, que custou entre US$ 3 e US$ 6 bilhões aos cofres públicos. 
  • A mudança da Constituição para permitir que a mídia brasileira, então falida, pudesse contar com 30% de capital estrangeiro. 
  • A autorização para que o BNDES fizesse um empréstimo milionário à Globo.
PGCS

29 junho, 2011

AVISO.Temos cérebro!

Paulo,
Já vi gente usando calculadoras para fazer contas simples, errou a digitação e insistiu que o resultado, embora absurdo, estivesse correto. Agora, três madames, acreditando cegamente num GPS, caíram num pântano. Há médicos errando diagnósticos porque ficaram enfeitiçados pelos exames tecnológicos. Temos algo, entre as duas orelhas, que levou um milhão de anos para ficar pronto: chama-se cérebro.
Que tal voltarmos a escutar o que ele diz?
Nelson Cunha


Onde há fumaça há logro

O presente slideshow (título protegido por direito autoral) é dedicada a uma abuelita que, apesar dos pesares, conseguiu completar os 100 anos de idade.

28 junho, 2011

Acabou a munição!

-

EntreMentes registrou esse momento especialmente difícil na vida de alguns integrantes do SGT. PEPPERS LONELY HEARTS PLATOON.

27 junho, 2011

"Meia-noite em Paris"

"Midnight in Paris"
Roteiro e direção: Woody Allen
País e ano: Espanha/EUA, 2011
Gênero: comédia romântica
Status: em cartaz
Elenco: Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard, Michael Sheen, Carla Bruni-Sarkozy e outros
Hifenização: PG


"Meia-noite em Paris" é o filme mais "cabeça" de Woody Allen e a cidade com seus pontos turísticos quase não aparece a não ser em clipes nos primeiros minutos iniciais ou em locações que são indicativos importantes para os personagens. Esse é um filme sobre a cultura de Paris e não sobre Paris; sua herança cultural, o que ela representa para a humanidade e o que ela pode fazer para mudar a visão das pessoas. É um mergulho intelectual no passado secular da milenar Lutetia Parisiorum, velha cidade-luz.
Um passeio onde se misturam ao mesmo tempo, presente, passado e futuro em uma viagem surrealista!
Justamente isso que é o filme: um passeio surrealista-cultural em Paris, em cenários sombrios, ocres e chuvosos, como a pintura francesa renascentista, com direito a escárnio sobre turistas endinheirados e pedantes que supostamente aprenderam sobre Paris em livros ou guias turísticos mas não a vivem nem viveram, que aproveitam o dia em piscinas de hotel ou visitas ao Monte San Michel.
Não assista ao filme se você não sabe quem foram ou não conhece a obra de: Hemingway, Gertrud Stein, Luis Buñuel, Scott Fitzgerald, e T.S. Elliot, entre outros. Não gosta de Cole Porter ou não aprecia a pintura de Degas, Matisse, Picasso, Dali e muitos outros. Eles estão lá e são personagens do filme.

Winston Graça, Saco de gato

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Post scriptum
O parágrafo final de "A minha Paris à meia-noite", belíssima crônica de Ignácio de Loyola Brandão:
"Este filme "Meia-noite em Paris" era para ter sido escrito por mim, que cultuei e me apaixonei por Paris desde as primeiras aulas de francês de mademoiselle Fanny, que nos obrigava a decorar Chateaubriand e Prévert, a ler Lamartine e Paul Valéry. Paris de René Clair e de Françoise Arnoul e Martine Carol, que mostravam os seios despudoradamente. Benfeito, não fiz o filme, fiquei bobeando, veio um nova-iorquino e colocou na tela tudo que a minha geração quis. Não fizemos, azar, outro fez. Ainda bem que fez direito e colocou nele Marion Cotillard, um êxtase. Falando nisso, o presidente francês está bem servido, a Carla Bruni é uma gracinha."
(repassada por Fernando Gurgel) 

Iniciação espiritual à brasileira

Recebi e repasso. Não sei quem é o autor!
Fernando Gurgel Filho
Chacra:
Segundo a filosofia oriental, o ser humano possui um corpo físico e um interior. No final de semana o homem verdadeiramente iluminado se desliga de sua vida material e se volta para o interior. A maioria compra uma chacra no interior e vai criar galinhas.


Cabala:
Seita esotérica abandonada por seus fiéis, por isso seus fundadores estão pensando em acabá-la.
Karma:
Estado de elevação espiritual que só se atinge quando o pessoal sugere, no interior de Goiás ou São Paulo: Karma, pessoal!
Kama-Sutra:
Estágio máximo de realização carnal. Antes de se chegar ao kama-sutra, deve-se passar pelo sofá-sutra, pelo banco-de-fusca-sutra e pela escada-de-serviço-sutra.
Duende:
Paciente de médico fanho.
Tao:
É o rei da cocada mística. Ex.: Paulo Coelho é o tao!
Quartzo:
Local místico que existe em conjugados. Também conhecidos como quartzo e sazla.
Magos:
Estado esotérico que atingem aqueles que não são mais godos.
Mandala:
Estado de alteração mística exacerbada que um iniciado atinge quando não aguenta mais sua mulher. Ele perde a karma e só pensa em mandala pra PQP.

1969: o ano em que secaram as cataratas

As Cataratas do Niágara são um grupo de três quedas d'águas localizadas no rio Niágara, no leste da América do Norte, entre os Estados Unidos e o Canadá. Em 1969, engenheiros do exército norte-americano pararam o fluxo de água em uma delas, nas Cataratas Americanas, com o objetivo de avaliar a estabilidade de seu leito rochoso. Durante os seis meses em que o curso do rio esteve desviado, os turistas podiam caminhar sobre essas rochas (imagem) que, temporariamente, ficaram à mostra.


26 junho, 2011

Loukanikos, o cão rebelde

Os atenienses não sabem se Loukanikos é um cachorro só, ou muitos – uma verdadeira matilha de sósias do primeiro e único Kanellos, se é que houve mesmo um só Kanellos.
Kanellos (o nome de batismo veio de sua pelagem cor de canela) foi um cão que, ao morrer em 2008, derrotado pela artrite e de velhice, foi enterrado “com honras de inimigo de Estado”, na feliz expressão dos estudantes presentes a seu funeral. Antes desse desfecho, fossem cortes de salários, aumentos de impostos e outros pratos feitos das crises financeiras e políticas da Grécia, lá estava o cão (trotskista, anarquista, sei lá) ao lado dos gregos e a protestar contra o governo de plantão.
Sempre ao lado do povo e contra o tacão das autoridades, foi assim que Kanellas entrou para o panteão dos heróis da Grécia. Loukanikos segue-lhe as pegadas.

Loukanikos: contra a opressão
(foto de Pascal Rossignol)
Fontes: Delírio Cotidiano e Rebel Dog.

Bônus. O cão mais longo do mundo
Uma parte de seu comprido corpo não aparece nesta fotografia. É pena!

sofapizza.me
16/08/2014 - Atualizando...
Com a inserção deste link para a imagem de outro cão comprido.

♪Moonglow♪

Com o quinteto de Benny Goodman. Piano, baixo, vibrafone, bateria e... o clarinete limpo e simplesmente maravilhoso do grande "Mestre do Swing" em dois clássicos do jazz: "Moonglow" e "I'm a Ding Dong Daddy from Dumas".


Benjamin David Goodman (1909-1986) foi também responsável por uma etapa importante da integração racial nos Estados Unidos. No início dos anos 1930, músicos de jazz negros e brancos não podiam tocar juntos na maioria dos clubes e shows. Nos Estados do Sul, a segregação racial era imposta pelas leis de Jim Crow. Goodman quebrou a tradição ao contratar o pianista Teddy Wilson e o baterista Gene Krupa para tocarem com ele no Trio Benny Goodman. Em 1936, ele acrescentou Lionel Hampton no vibrafone para formar o Quarteto Benny Goodman.

25 junho, 2011

Dize-me com quem andas...

"A polêmica sobre o "livro do MEC" mostrou algumas coisas, entre elas quem estava de qual lado. Foi bom saber que (sem necessariamente apoiar o livro, e até fazendo-lhe objeções) deixaram claro que o livro não pode ser acusado de "ensinar errado" Affonso Romano de Sant'Ana, José Miguel Wisnik, José de Souza Martins, Sérgio Fausto e Silviano Santiago, Ricardo Semler. Convenhamos, é um time respeitável. Além deles, Thaís Nicoletti, Pasquale Cipro Netto e Hélio Schwarstman, ligados à Folha de S. Paulo. A coluna de João Ubaldo no Estadão de 29/05 pode ser posta na mesma contabilidade. Não cito nenhum linguista por razões óbvias.
Do outro lado estiveram Augusto Nunes, Arnaldo Jabor, Deonísio da Silva, Sérgio Duarte Nogueira, Sardenberg, Merval Pereira, Reinaldo Azevedo, o ínclito José Sarney, algumas funcionárias da VEJA (nenhum tem a ver com a coisa!) e Evanildo Bechara. Também não há nenhum linguista na tropa (nem poderia, também por razões óbvias) e nenhum representante de relevo nem sua área (de relevo análogo ao dos que estiveram do outro lado, quero dizer) - exceto Bechara. Dou-lhes o benefício da dúvida: eles podem não ter lido o livro. Foi só fofoca, conversa de compadre. E talvez alguma causa escusa.
Ferreira Gullar também esteve com eles. Falou de um livro que não existe (mas sem a classe de Borges) e invocou suas aulas de gramática, como sempre. Por esse critério, não se deveria considerar que Poema Sujo é poesia, pois não tem rimas. E o Poema enterrado? O que é aquilo? Segundo uma tese dele, talvez a melhor de todas, pode-se dizer que é uma boa idéia. Mas não é arte. Se, pelo menos, naquele último cubinho estivesse escrito "envelheça"!
As declarações de Cristóvão Buarque sobre a questão mostraram que Lula podia não saber por que demitia o então Ministro da Educação, mas o ministro devia saber muito bem por que estava sendo demitido.

Extraído do artigo Duas experiências e um livro, de Sirio Possenti.

Sírio Possenti é professor associado do Departamento de Linguística da Unicamp e autor de:
Por que (não) ensinar gramática na escola, Os humores da língua, Os limites do discurso, Questões para analistas de discurso e Língua na Mídia.

Uma lâmpada fora de série

Numa central de bombeiros na Califórnia uma lâmpada está acesa há 110 anos e ninguém sabe como e por que ela ainda não parou de funcionar.
Veja a reportagem completa sobre essa lâmpada misteriosa no vídeo abaixo:


Vídeo inDICAdo por Nelson Cunha

18/11/14 - No Quora
Qual é a lâmpada mais antiga em uso contínuo?

24 junho, 2011

Num São João...

São João era santo festeiro?
Ou foi o povo que inventou?
E Santo Antonio, padroeiro?
Santo da mulher protetor?
Perguntas estão no terreiro
Na fogueira o milho queimou

Imagem: Dia Mundial sem Fumo
Folder da SCPT (2011)
A quadrilha dança em cobrinha
Na frente de João, Maria,
Bonita como uma rolinha
Primogênita de Abdia
Este, longe como convinha,
Aqueles querendo folia

Era o casal mais bonito
Poeira, com calor, subia
Subia tudo, afogueavam
Mais perto João queria
As cumadres longe gritavam:
“Dançando sem estripulia!”

E a quadrilha no anarriê
Trocando, o par ia pra frente
Rindo os dois até não poder.
No anavantur, diferente,
Brincando, faziam balancê
Levando um monte de gente

Assim que a quadrilha acabou
Os dois ficaram parados
Fogueira no fogo espalhou
Suor no rosto, afogueados
C'est fini?, mas nem começou!
Eram um só, abraçados

Fernando Gurgel Filho, de Brasília

Volpi e as bandeirolas

Alfredo Volpi nasceu na Itália e veio para o Brasil com um ano de idade, em 1897, com os pais que emigraram para São Paulo. Desde pequeno gostava de misturar tintas e criar novas cores. Esse talento o levou a trabalhar como pintor de frisos, florões e painéis nas paredes das mansões paulistanas.
Estudou na Escola Profissional Masculina do Brás e trabalhou como marceneiro, entalhador e encadernador. Aos 16 anos de idade, ele pintou sua primeira aquarela. Aos 18 anos, ele pintou sua primeira obra de arte, sobre a tampa de uma caixa de charutos, usando tinta a óleo.
Ao longo de quase um século de existência, Volpi passou por várias fases, recebeu influências de pintores impressionistas e clássicos como Cézanne, Giotto, Ucello, encontrando seu próprio caminho. Volpi criou sua própria linguagem na pintura e evoluiu naturalmente das representações de cenas da natureza para produções mais intelectuais, concebidas em seu estúdio.
Daí em diante suas obras seriam dominadas pelas cores e pelo estilo abstrato geométrico. Exemplo marcante disso são suas bandeirolas multicoloridas, que se tornaram sua marca registrada. As formas geométricas e as trocas cromáticas começaram nos anos 1970: Volpi preparava várias pinturas parecidas, alterando cores, no que os críticos definem como uma combinação inventiva.
É a fase das bandeirinhas, sua maior contribuição para a arte brasileira moderna, expressa em seu trabalho Bandeiras e Mastros. Só pintava com a luz do sol e se envolvia totalmente com a criação de sua obra, o que incluía esticar o linho para as telas. Depois de dominar a técnica da têmpera com clara de ovo, o artista nunca mais usou tintas industriais. "Elas criam mofo e perdem vida com o passar do tempo", dizia.
Num processo típico de um pintor do Renascimento, fazia suas próprias tintas, diluídas em uma emulsão de verniz e clara de ovo, em que ele adicionava pigmentos naturais purificados (terra, ferro, óxidos, argila colorida por óxido de ferro) e ressecados ao sol.
Grande Fachada Festiva, Alfredo Volpi
Bandeirinhas
No Brasil, as festas de São João mais conhecidas são as da Região Nordeste. De origem europeia, e sendo uma longínqua herança da festa pagã do solstício de verão, são celebradas no dia 24 de junho. Neste mês, outros santos católicos também são homenageados com festas: Santo Antonio (dia 13) e São Pedro (dia 29).
A típica festa de São João brasileira é realizada em uma área ao ar livre chamada de arraial ou "arraiá" (em uma alusão ao modo caipira de falar). O local é decorado com bandeirinhas de papel de várias cores, palha de coqueiro e balões feitos com papel de seda. Além disso, faz-se uma grande fogueira na área central do "arraiá" e erguem-se barraquinhas com atendentes que servem comida variada. As comidas mais típicas dessas festas são as que têm o milho como base do seu preparo, tais como a canjica e a pamonha, devido ao fato de ser uma época ideal para a colheita desse vegetal.
Sem dúvida, o ponto alto da festa é o da realização da Quadrilha, onde os participantes, disfarçados com roupas ao estilo caipira, dançam aos pares, liderados por um rapaz e uma moça que fazem o papel de "noivos". E o enredo geralmente, se resume ao seguinte: o pai da "noiva", furioso pelo avançado estado de gravidez da filha, força o "noivo" a casar-se com ela. Ao contrário do que se poderia pensar, o tom da Quadrilha não é trágico, mas sim cômico, sobretudo pela resistência do "noivo" em aceitar o casamento.

23 junho, 2011

Três minutos de quebra

O relógio dos sonhos para quem costuma se atrasar um pouco e, ao mesmo tempo, gostaria de ser um cara pontual. Graças a uma "quebradinha" no ponteiro dos minutos, o relógio mostra sempre a hora adiantada em três minutos. Então, desde que o usuário não ultrapasse o citado tempo, ao invés de atrasado vai estar... on time.
É uma "bolação" do relojoeiro italiano Diamantini e Domeniconi, esse relógio de parede que perpetuamente nos concede 3 minutos extras.

A floresta dos suicídios

A floresta Aokigahara, localizada na base do Monte Fuji, é o mais popular local de suicídios no Japão. Depois que o romance "A Floresta Negra", de Seicho Matsumoto, foi publicado (1960), no qual um jovem amante comete suicídio nessa floresta, as pessoas começaram a se suicidar por lá, a uma taxa de 50 a 100 mortes por ano. A região acumula tantos corpos que a Yakuza, a Máfia japonesa, paga mendigos para que entrem na floresta e roubem os cadáveres. As autoridades japonesas alegam que a floresta é demasiado densa para patrulhar adequadamente.

22 junho, 2011

Cabeça de mulher. Esquema

Paulo,
Ei-la, em uma versão simplificada, para que os homens estudem a melhor forma de lidar com elas. O esquema é o resultado a que cheguei, depois de 35 anos de dedicação diária. Foram muitas idas e vindas. Hoje mesmo tive que retroceder um pouco porque minha mulher, ao vê-lo, ameaçou quebrar-me o monitor. Acalmou-se depois de um chocolate e a velha promessa de levá-la a Dubai.
Nelson Cunha

N. do E.
Adubai, adubai; alguma coisa sempre fica!
Pierre Beaumarchais (com a citação modificada)
Troquei a imagem que me enviou pela que você vê. A imagem substituída já aprontou por aqui, Nelson. Colocada em outro contexto, após terminado um curto período probatório, deixou de funcionar neste blogue. Não sei se a substituída, uma imagem GIF animada, e por sinal resultante de uma produção ultrassofisticada, resolveu parar os seus movimentos por não suportar a rusticidade da página. Ou se foi por birra, pinimba. Ao fim de tudo, considerei-a irrecuperável. Por isso, vamos ficar com a imagem substituta que já é parada desde que foi feita.

A lógica circular

O slideshow em que se demonstra que a melhor lógica é a circular.

21 junho, 2011

Prendedores de roupas

Aqueles acessórios domésticos que utilizamos quando temos de secar as nossas roupas. Pois não é que alguém encontrou outro uso - RELEVANTE - para um deles?!


+ Usos criativos dos prendedores de roupas.
Itapiúna - CE

Livros estruturais




ESTES LIVROS
ESTÃO AQUI
POR UM PROPÓSITO
UNICAMENTE
ESTRUTURAL.
NÃO ESTÃO
À VENDA.

20 junho, 2011

Definitivamente

por Fernando Gurgel Filho

Definitivamente, cansei de morar na cidade. O ar poluído pelos escapamentos dos veículos, estradas intransitáveis nos horários em que mais se necessita de andar rápido, acidentes de ônibus, de vans, de carros, de motos, de ciclistas, de pedestres... Cansei!
Se pensarmos, então, em assalto, sequestro relâmpago, drogas, gangues, roubo de carros, síndico de condomínios, nas filas e nos gerentes de bancos e no político cantando na quadra...
Definitivamente, ninguém merece!
Eu e a família aproveitamos um feriado prolongado para uns dias na Chapada dos Veadeiros, antecipando o que seria viver no paraíso. Fomos para a fazendinha de um amigo no sábado bem cedo. Chegamos e fizemos um belo churrasco, com muita cerveja e pinga de alambique. Quase anoitecendo catamos lenha para avivar o fogo, tomamos um banho bem quente graças à serpentina do fogão à lenha, ficamos proseando até tarde na varanda à luz das lamparinas e depois fomos dormir alegres e satisfeitos.
Definitivamente, êta vida boa!
E os sons da noite no sertão? Inesquecíveis. Fazia muito tempo que não escutava as folhas das árvores farfalhando ao vento, o pio da coruja e a interminável cantiga do grilo. Claro que o sertão tem também uns pernilongos muito saudáveis, o vento frio assobiando nas frestas do telhado sem forro, o silvo dos morcegos no quarto, as ratazanas passeando nos caibros e os ratinhos roendo o milho no paiol. O filho do caseiro tá internado com suspeita de hantavirose, mas doença existe em qualquer lugar, né?
Acordamos cedo com o galo cantando e os pássaros em alvoroço na mata. Bucólico. Se fosse poeta faria uma ode pastoril romântica ali mesmo, na cama.
Definitivamente, é o paraíso!
Levantamos e tivemos que tomar banho frio, pois o fogão à lenha ainda não estava aceso. A água gelada batendo nas costas parece uma pancada com uma tábua grossa, mas a gente logo acostuma e o resto do dia fica-se numa disposição incrível.
Antes do café, fomos pegar mais um pouco de lenha. Foi aí que vi alguns escorpiões passeando na madeira. Na noite anterior não tinha visto. Ainda bem. Avisei pro meu amigo e ele disse que aquilo era comum e que na semana anterior o caseiro havia matado uma jararaca enorme perto daquela lenha.
Definitivamente, há risco em qualquer lugar do mundo!
Depois fomos buscar o leite no curral, onde o caseiro ordenhava uma das vacas. Ela parecia que babava um pouco, mas estava em pé, firme e altaneira como as vacas brasileiras normalmente são. Não era nenhuma vaca louca inglesa.
Tomamos o café, conversamos um pouco e fomos aproveitar o dia em uma cachoeira próxima. Fazia tempos que não andava assim, no mato, a brisa batendo no rosto, sem preocupações. Nosso amigo avisou - apenas por precaução, claro - que, em caso de aparecer alguma onça , ficarmos bem juntos e não fazermos movimentos bruscos. Também por precaução, fiquei no meio da “comitiva”. Perto da cachoeira parecia que o mato estava pegando fogo. Havia muita fumaça. Logo descobrimos que era apenas uns jovens que tinham acendido uns cigarrinhos do tamanho de um jatobá, mas estavam todos em alfa e não nos incomodaram. Torcemos apenas para não haver discos voadores por perto.
Definitivamente, temos que olhar os pontos positivos!
Voltamos ao entardecer, pois os mosquitos começaram a nos picar e o nosso amigo disse que há perigo de dengue ou febre-amarela, mas que na fazenda dele nunca tinha visto nada disso. Melhor prevenir. No caminho, passei no meio de um capinzal mais alto e logo fiquei com uma coceirinha esquisita. Tirei a camisa. Estava cheia de carrapatos. Musculosos, maculosos não, pois ainda estou vivo. Acho... Um carrapato resolveu se alojar em uma região muito sensível. Logo disseram que o remédio era encostar um fósforo aceso no bichinho para retirá-lo sem problemas. Não gostei do fósforo em brasa. Antes de encostar já antevia a dor. Sugeriram borrifar repelente de insetos. “Melhor”, pensei. Foi não. Ardeu tanto que, na próxima, escolho o fósforo.
Ao chegar à casa da fazenda, a senhora do caseiro avisou que o porquinho que o patrão mandou matar foi encontrado doente e morreu.
- Coitadinho, acho que sofreu um bocado, parecia uma criança gripada..., disse ela, visivelmente emocionada.
Cansados, fomos dormir cedo. Ainda bem que não tivemos que catar lenha para o fogão. Havia bastante. Expulsamos um sapo que estava encolhido no canto do quarto e deitamos com a lamparina acesa. Por precaução, com medo de sapos, ratos, centopeias, baratas, muriçocas, aranhas e morcegos. Dizem que os morcegos do centro-oeste são herbívoros, mas já foram registrados casos de raiva transmitida por esses bichos. Casos raros, porém, mortais. Melhor prevenir.
Dormi com o cheiro do querosene queimado na lamparina fazendo-me sonhar com a avenida engarrafada em um meio-dia de sol muito quente e eu já atrasado para o trabalho. Senti até saudade. Acordei pensando que roça não é minha praia. E por falar em praia, morar em praia, definitivamente, é o meu sonho. Mas, e se as geleiras derreterem muito rápido? Não. Talvez seja melhor morar na serra, perto do mar. Mas, na serra, o ar rarefeito não piora os efeitos da redução na camada de ozônio?
Tomei, então, uma decisão definitiva, mesmo sabendo que, definitivamente, não há nada definitivo neste mundo: dois dias na roça é um bocado de tempo, praia e serra apenas em férias. Melhor ficar com os perigos conhecidos da minha cidade.
Definitivamente.
FGF

Proteção de senhas

Proteja a sua senha dos keyloggers nos computadores de lan-houses e de outros locais.
Keyloggers são programas que guardam a sequência das teclas pressionadas em um computador e são usados para roubar senhas. Um deles talvez esteja instalado nesse computador alheio que você está a usar. E isto pode colocar suas senhas em risco.
Uma solução é usar o "teclado virtual", que é oferecido por alguns serviços (bancos, por exemplo), mas que nem sempre está disponível.
Outra é usar uma "solução de baixa tecnologia". Como um keylogger geralmente não têm menor ideia do que você está digitando: se, em meio à digitação dos caracteres de uma senha, você mudar de janela e teclar outra coisa e, a seguir, retornar para completar a senha, o programa espião gravará uma sequência falsa para essa senha.
Na falta de algo melhor ... é mais seguro do que não fazer nada.

19 junho, 2011

Poema do gato

(de autor desconhecido)

Este gato é gato,
o gato, melhor gato,
meio gato, de gato,
manter gato, um gato,
amigo gato, distraído gato,
por algum gato, tempo gato.

É a repetição desnecessária da palavra gato que torna este "poema" incompreensível. Confira isto apenas encostando a seta do mouse aqui. PG

♪Daisy Bell♪

Quando o computador HAL 9000 está sendo desligado em "2001: Uma Odisséia no Espaço", a adaptação para o cinema que Stanley Kubrick fez do romance homônimo de Arthur C. Clarke, a máquina começa a cantar a música "Daisy Bell":

Composição de Harry Dacre, 1892
Daisy, Daisy, give me your answer do
I'm half crazy all for the love of you
It won't be a stylish marriage
I can't afford a carriage
But you'll look sweet upon the seat
Of a bicycle built for two.
Versão de Paulo Gurgel, 2011
Daisy, Daisy, diga-me o que fazer
Eu estou meio louco, tudo por amor a você
Não será um casamento elegante
Eu não posso ter um carro
Mas você vai olhar meiga sobre o selim
De uma bicicleta feita para dois.



Isso é de certo modo poético. Durante uma visita a Bell Labs em 1961, o escritor Arthur C. Clarke tinha testemunhado o primeiro computador (um IBM 7094, com vocais programados por John Kelly e Carol Lockbaum, e acompanhamento programado por Max Mathews) a cantar, através de um sintetizador de voz, a canção "Daisy Bell".
No Brasil, essa canção já teve uma letra menos poética. Usada como propaganda do Fimatosan (ex Phymatosan), um xarope para "tosse e bronchites", do Laboratório Simões. Era um jingle que terminava assim:
Fimatosan, melhor não tem, é o amigo que lhe convém. Fi-ma-to-san.

18 junho, 2011

De salto alto


Uma curiosidade mostrada nas páginas da Popular Science, de novembro de 1937.
Esta máquina de escrever, tamanho gigante, que realmente funcionava.
Observando-se a imagem, conclui-se que...

...  o chefe tinha que ditar o memorando, letra por letra, enquanto a secretária o "datilografava" com os pés.

Avalie o impacto de um "memo" desses, tamanho gigante, quando chegava ao setor de destino. PGCS

mc2 = ?

:D
Um serviço de fast food resolveu incrementar as vendas de seus espetinhos de carne e seus souvlakis explorando a figura de Einstein (em que ele mostra suas papilas gustativas) e a famosíssima equação dele.
Fica próximo da Universidade de Tessalônica, na Grécia. E o Sr. Alberto Pardal, que enviou a fotografia para La Aldea Irreductible, não sabia se estava diante de uma aberração ou na frente de uma genialidade.
Tudo é relativo!

Ver também Einstones.

17 junho, 2011

SILICOSE. Palestra na ACEMT

Amanhã (18/06), estarei dando uma palestra sobre SILICOSE para os profissionais da Associação Cearense de Medicina do Trabalho (ACEMT).
Atendo a convite da Dra. Edilma Mendonça, Diretora Científica da ACEMT.

Horário: 8h30
Local: Auditório da SOCEPI - Rua Maria Tomásia, 701 - Aldeota

Post scriptum
Esta conferência, "SILICOSE NA PRÁTICA DA MEDICINA DO TRABALHO - PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO", foi ministrada hoje (18/06/11) para os associados da ACEMT. O material que usei na  apresentação já se encontra disponível para leitura e download no blog  Acta Pulmonale. PGCS