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23 fevereiro, 2025

Médicos compositores do Brasil

por Paulo Gurgel Carlos da Silva

1 Zé Dantas

José de Sousa Dantas Filho (1921 - 1962), pernambucano de Carnaíba, médico obstetra e folclorista. Parceiro de Luiz Gonzaga em "Acauã", "Forró de Mané Vito", "Cintura fina", "Riacho do Navio", "A Volta da Asa Branca", "Xote das meninas", "Sabiá", entre outras canções.

2 Guimarães Rosa

João Guimarães Rosa (1908 – 1967), nascido em Cordisburgo, MG, médico, diplomata, poliglota e escritor. Uma de suas incursões em letras de música foi por intermédio de Dulce Nunes (o Nunes como sobrenome dela veio do marido, o pianista Bené Nunes), a compositora para quem Rosa entregou 15 letras e, logo depois, 4 foram musicadas por ela. O disco foi lançado em 1968 pela gravadora Philips, contando com as participações especiais de Nara Leão, Edu Lobo, Gracinha Leporace, Joyce e o conjunto vocal Momento Quatro, além de arranjos de Luiz Eça, Oscar Castro Neves, e de Egberto Gismonti, como arranjador e multi-instrumentista (violão e piano). A mais: as influências que são apontadas da obra (literária) de Guimarães Rosa sobre a obra (musical) de Tom Jobim, sobretudo em seus discos autorais “Matita Perê” (1973) e “Urubu” (1975).

3 Alberto Ribeiro

Alberto Ribeiro da Vinha (1902 - 1971), nascido no Rio de Janeiro. Compôs, em parceria com João de Barro, o "Braguinha", algumas das mais famosas marchas carnavalescas e juninas do Brasil. São de sua autoria: "Copacabana, princesinha do mar", "Yes, nós temos bananas", "Touradas em Madrid" e "Chiquita Bacana". Ele é nome de rua no Jardim Botânico, RJ.

4 Paulo Roberto (nome artístico)

José Marques Gomes (1903 – 1973), nascido em Minas Gerais. Médico obstetra, compositor e radialista. Autor de “Vagalumeando”, gravada por Elizeth Cardoso e outros intérpretes. Com intensa atuação pelo ressurgimento das bandas de música em todo o Brasil, a partir de seu programa radiofônico “Lyra de Xopotó”. Foi demitido da Rádio Nacional em 1964 por motivos políticos.

5 Joubert de Carvalho

Joubert Gontijo de Carvalho (1900 - 1977), mineiro de Uberaba. Seu primeiro grande sucesso foi a marchinha "Taí (Pra você gostar de mim)", gravada pela jovem Carmen Miranda, em 1930. Compôs também "Minha casa", "Pierrot", com Paschoal Carlos Magno, e "Maringá", que inspirou o nome da cidade paranaense.

6 Heitor Catunda

Heitor Catunda Gondim (1920 - 1992) nasceu em Fortaleza-CE. Concluiu sua graduação pela Faculdade de Medicina da Universidade de Recife-PE. Aprendiz de pintor, poeta e compositor, inscrito na Ordem dos Músicos do Brasil, seção do Ceará. Musicografia: “Canção da verdade” e “O estandarte da escola se perdeu”. Em 1980, classificou no Festival Credimus da Canção, realizado em Fortaleza, a canção "Esquece essa dor", que ele compôs em parceria com o violonista Aleardo Freitas, um dos criadores do balanceio, um ritmo genuinamente cearense. Heitor foi incluído no "Projeto Médicos Escritores Cearenses", organizado em 2024 por Marcelo Gurgel.

7 Airton Monte

Antonio Airton Machado Monte (1949 – 2012), nascido em Fortaleza-CE. Formado em medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC), teve como especialidade a psiquiatria. Iniciou a carreira literária na revista "O Saco", na qual publicou contos, e foi um dos fundadores do "Grupo Siriará de Literatura". Escreveu “O Grande pânico” (1979), “Memórias de botequim” (1979), “Homem não chora” (1981), "Alba Sanguínea" (1983), e “Moça com flor na boca” (2005). Este último livro foi adotado pelo vestibular da UFC. Participou também de coletâneas, dentre as quais o livro "Verdeversos", editado pelo Centro Médico Cearense (atual AMC), e foi membro da "Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional Ceará". Suas crônicas foram durante anos publicadas no jornal "O Povo". Na música, Airton Monte foi parceiro letrista de Joaquim Ernesto em “Amélia Decadente”, “Mal Pequeno”, “Two beers or not two beers” e “Uma canção a mais”; e de Paulo Gurgel, com quem compôs “Sabe quem dançou?” e “Angra de Desejos”, classificada no Festival Credimus da Canção de 1980; além de outros autores.

Canal “Música Terra da Luz” no YouTube: 1) Cais Bar, 10 anos; 2) Na beira do cais, 15 anos; e 3) Cais Bar: 18 anos de praia.

8 Paulo Vanzolini

Paulo Emílio Vanzolini (1924 - 2013) nasceu em São Paulo. Formado pela USP, com doutorado em Zoologia pela Universidade  Harvard, tornou-se médico em 1947. Seu primeiro LP: "11 Sambas e uma Capoeira". Em seguida, foi com "Ronda", "Volta por cima", "Samba erudito" e "Praça Clóvis" que este descendente de italianos firmou o nome na MPB.

9 Max Nunes

Max Newton Figueiredo Pereira Nunes (1922 - 2014), nascido no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Foi ator, escritor de humor e roteirista. Formado pela Faculdade Nacional de Medicina (hoje UFRJ), trabalhou como médico cardiologista até os anos 1980. Na Rádio Nacional criou o programa “Balança Mas Não Cai”, que ganhou versões para o cinema, o teatro e a TV. Compôs "Hino à Vida", com Vicente Paiva, e a marcha-rancho "Bandeira Branca", com Laércio Alves, que foi gravada por Dalva de Oliveira, Peri Ribeiro, Altemar Dutra, Martinho da Vila e outros intérpretes.

10 Aldir Blanc

Aldir Blanc Mendes (1946 - 2020), carioca do Estácio, médico psiquiatra. Com João Bosco, seu principal parceiro, compôs "O Bêbado e A Equilibrista", "Dois pra lá, dois pra cá", "Transversal do tempo", "Mestre-Sala dos Mares" etc. Foi colaborador de "O Pasquim", do jornal carioca "O Dia" e de "O Estado de São Paulo". Publicou alguns livros, dentre eles "Rua dos Artistas e arredores", “Brasil passado a sujo", "Vila Isabel" e "Inventário da infância".

11 Janduhy Finizola

Janduhy Finizola da Cunha (1931 - 2024), natural de Jardim do Seridó-RN. Publicou livros de poesia e compôs canções para grandes nomes do forró. Seu trabalho musical mais famoso é a trilha da "Missa do vaqueiro", solicitada por Luiz Gonzaga, que o apelidou de "Doutor do baião"

12 Capinam

José Carlos Capinam (1941), baiano de Entre Rios, é formado em artes cênicas, direito e medicina. Ligado ao Movimento Tropicalista, Capinam escreveu as letras de "Soy loco por ti, America", de Gilberto Gil, "Clarice", de Caetano Veloso, e "Gotham City", de Jards Macalé. Também compôs "Ponteio", com Edu Lobo, "Coração Imprudente", com Paulinho da Viola, "Moça Bonita", com Geraldo Azevedo, "Papel Marchê", com João Bosco e "Cidadão", com Moraes Moreira. É imortal da Academia de Letras da Bahia.

13 Drauzio Varella

Antônio Drauzio Varella (1943), nascido em São Paulo-SP é médico oncologista, escritor, divulgador de ciência (rádio, TV e internet). Também é um compositor de sambas e choros, mas atua nesse meio de forma amadora e em rodas de amigos. Diferente de um compositor profissional, ele não tem um "catálogo" de sucessos conhecidos pelo grande público. Suas composições são registradas principalmente em discos independentes e projetos pessoais. Para citar exemplos verificáveis de músicas compostas por ele: no álbum "Roda de Samba do Drauzio Varella" (2007), existem músicas de sua autoria, como: "Pressentimento" (Drauzio Varella e Carlão do Peruche); "Mais uma Vez" (Drauzio Varella e Carlão do Peruche); em outro projeto, "Banda Alameda" (onde ele toca violão), ele compôs a música "Choro da Alameda".

14 Dalto

Dalto Roberto Medeiros (1949), nascido na Tijuca, bairro do Rio de Janeiro. Médico anestesiologista, deixou o exercício da profissão médica para seguir a carreira de compositor/cantor, após o sucesso alcançado com a canção "Muito Estranho" (Cuida bem de mim). É também autor de "Anjo" e Espelhos d'Água". Continua compondo e fazendo shows.

15 Geraldo Bezerra

Geraldo Bezerra da Silva (1949), cearense de Jaguaribe, médico obstetra, escritor e pesquisador. Foi presidente da Sobrames, regional Ceará, tendo-me sucedido neste cargo. Autor de "Volta, Luiz" (com José Carlos e Zé de Manu) e "Verdade absoluta" (com José Carlos), título de um LP (de 2007) de José Carlos Albuquerque, lançado pelo selo “Nação Cariri Discos”.

16 Ricardo Augusto

Ricardo Augusto Rocha Pinto (1951), nascido em Caruaru-PE. Desenhista, escritor, compositor (pioneiro na cena do rock em Fortaleza) e médico formado pela UFC. Exerce a especialidade de gastroenterologista. Ele fez parte do grupo Santo Graal no Rio de Janeiro e, de forma independente, lançou dois LPs em Fortaleza, com suas composições - "Fotografia" (1988) e "Vidro e Aço" (1991), o 2.º com a cantora Aparecida Silvino interpretando suas composições (Mona Gadelha, in "Perfume Azul", Col. Estante Ceará)

17 Iso Fischer

Luiz Alberto Fischer Abramides (1952), nascido em Penápolis-SP e com formação em medicina na USP. Compositor, instrumentista (piano) e médico homeopata. Autor de “Horizontes”, “Isso e Aquilo” e “Origami”. Em 2000, montou com Etel Frota, o espetáculo “Alphonsus de Guimaraens, o poeta da Lua”, para o qual compôs 16 canções, a partir de textos do poeta simbolista.

18 Antonio José

Antonio José Mendes Forte, nasceu no Ceará. Pianista com formação erudita, compositor  e médico graduado pela UFC. Autor de “Rochedo azul”, “Conversa de Pinguim” (há uma história sobre o curioso batismo desta música) e “Euforia”, no CD instrumental que gravou em 2004 com o violonista Nonato Luís. https://discografia.discosdobrasil.com.br/discos/nonato-luiz-antonio-jose-forte

19 Xico Barreto

1998, álbum "Do litoral pro sertão" (CD)
Parceiros: Joaquim Ernesto (irmão de Chico Barreto e proprietário do reduto boêmio-cultural “Cais Bar” da Praia de Iracema, na época do CD), Tarcísio Sardinha e Pardal.

22 janeiro, 2024

Entre médicos e farmacêuticos

Caligrafia, a arte da escrita bela, é uma arte visual afim ao desenho. Sua técnica consiste em traçar uma determinada forma de escrita de forma elegante, harmoniosa e regular. Por extensão de sentido, a caligrafia passou a denominar a escrita em geral e a forma pessoal como cada indivíduo escreve.


Criada por Alexis Moyano, o Médico Regular é uma fonte livre com a aparência da caligrafia típica dos médicos. Tão "legível" quanto deveria ser: com maiúsculas "razoavelmente" claras, minúsculas quase iguais e lineares e números que "podem ser entendidos", embora alguns considerem estes últimos "muito legíveis".
Então, agora os profissionais podem ter todas as vantagens dos dois mundos. O valor estético da caligrafia e a praticidade de escrever ao computador e imprimir em papel. Além disso, esse tipo de letra consegue preservar o indevassável segredo entre médicos e farmacêuticos, ocultando criptograficamente a mensagem para que apenas aqueles que deveriam lê-la possam lê-la, mas não os mortais comuns.
https://www.microsiervos.com/archivo/arte-y-diseno/tipografia-gratuita-letra-medicos.html

27 março, 2016

Médicos pela Democracia

Foi lançado na terça-feira, 22, em Fortaleza-CE, por um grupo de médicos progressistas, o movimento "MÉDICOS PELA DEMOCRACIA", com um manifesto em defesa da democracia em nosso país.
O movimento, que tem como principais articuladores o Dr. Manoel Fonseca e o Dr. Arruda Bastos, ex-secretário de Saúde do Ceará, já conta com a participação de 108 médicos.
Manifesto
"O correr da vida embrulha tudo; a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem." ~ Guimarães Rosa
Vivemos um tempo sombrio em nosso país, em que o Estado de Direito está sendo corroído e há uma exacerbação de preconceitos, intolerância e violência.
A Constituição brasileira está sendo aviltada por decisões judiciais arbitrárias. Não aceitamos a tentativa de golpe que visa a cassar a vontade livre e soberana dos brasileiros que se expressaram nas urnas. Diante desta grave situação, nós, "Médicos pela Democracia", firmamos nossa posição:
1- Defendemos a Democracia e a manutenção do Estado Democrático de Direito, respeitando o arcabouço jurídico previsto na Constituição Brasileira de 1988.
2- Acreditamos que o debate político, pautado pelo respeito, destituído de sentimentos de ódio, preconceito e de incitação à violência é salutar para a jovem democracia brasileira.
3- Não compactuamos com a corrupção e defendemos que corruptos e corruptores sejam investigados, julgados e punidos, dentro da Lei, protegendo o direito à ampla defesa, à presunção de inocência e ao contraditório.
4- Repudiamos a seletividade e a parcialidade observadas em distintas ações executadas por setores do judiciário e da polícia federal, induzindo-nos a crer que exista uma articulação entre tais setores, alguns partidos e a grande mídia, com o objetivo de destituir a Presidente da República.
5- Discordamos dos posicionamentos sobre a atual conjuntura política, publicados recentemente, sem consulta à categoria, das entidades médicas: Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB) e o Sindicato dos Médicos do Ceará.
6- Não aceitamos que, insuflados por operações espetaculosas do aparelho judicial-midiático, se estabeleça um clima de intolerância e violência em nosso país e atitudes fascistas sejam estimuladas, quebrando a liberdade de opinião e destroçando as relações sociais.
Defendemos, portanto, o Estado Democrático de Direito, a Soberania Nacional, a Justiça Social e a Liberdade. Não ao Golpe!

27/03/2016, 19h44 - O que está acontecendo?
Sai o Japonês da Federal, entra o Decano YouTuber.

09 dezembro, 2013

MEIA-VOLTA, VOLVER! Lançamento de livro

Registrando
O organizador desta coletânea, Marcelo Gurgel, foi eleito em 27/11/13 para integrar o quadro de sócio-efetivo do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico).
Parabéns ao irmão por mais esta conquista!

06 setembro, 2013

Médicos Sem Fronteiras

É uma organização humanitária internacional independente e comprometida em levar ajuda às pessoas que mais precisam sem discriminação de raça, religião ou convicções políticas.
A organização foi criada em 1971, na França, por jovens médicos e jornalistas, que atuaram como voluntários no fim dos anos 60 em Biafra, na Nigéria. Enquanto a equipe médica socorria vítimas em uma brutal guerra civil, o grupo percebeu as limitações da ajuda humanitária internacional: a dificuldade de acesso ao local e os entraves burocráticos e políticos que faziam com que muitos se calassem frente aos fatos observados.
MSF surge, então, como uma organização humanitária que associa ajuda médica e sensibilização do público sobre o sofrimento de seus pacientes, trazendo à luz realidades que não podem permanecer negligenciadas. Em 1999, a organização MSF recebeu o Prêmio Nobel da Paz.
Hoje, mais de 34 mil profissionais, de diferentes áreas e nacionalidades, compõem a organização. Espalhados por mais de 70 países, eles atuam em contextos que envolvem desastres naturais e humanos, conflitos, epidemias, desnutrição e exclusão do acesso à saúde.
Atualmente, Médicos Sem Fronteiras é a maior organização médico-humanitária não governamental do mundo. Sua atuação é fundamentada nos princípios de independência, imparcialidade e neutralidade.
Site oficial: www.msf.org.br

Médicos sem Fronteiras no Brasil
MSF está presente no Brasil desde 1991. Dedica-se à vigilância epidemiológica e ao diagnóstico da doença de Chagas, assim como ao acesso universal ao tratamento de AIDS e à formação de pessoal nas áreas de especialidades da organização.
No Rio de Janeiro, em 2003, MSF implantou um Centro de Saúde na comunidade de Marcílio Dias, no Complexo da Maré. Em 2007, criou, também no Rio, uma Unidade de Emergência no Complexo de Favelas do Alemão, uma das áreas mais violentas do Brasil, conhecida como a "Faixa de Gaza" do Rio, e habitada por cerca de 150 mil pessoas. E, em 2008, realizou treinamento de profissionais em estados da Amazônia para o diagnóstico da doença de Chagas.
Há uma significativa participação de brasileiros na organização. Somente em 2008, 40 profissionais da saúde juntaram-se às equipes internacionais de MSF.
Exposição
A exposição interativa Campo de Refugiados no Coração da Cidade mostra a realidade de pessoas que fogem da violência extrema. Nela, estão reproduzidas as principais instalações por meio das quais organizações humanitárias, como Médicos Sem Fronteiras, prestam assistência às pessoas refugiadas. Conheça como estão organizadas essas instalações e o que cada espaço oferece aos habitantes desses acampamentos.
Data: 6 a 15 de setembro
Horário de visitação: das 10 às 17 horas
Local: Parque do Ibirapuera (Arena de Eventos, acesso pelos portões 3 ou 10)
Entrada gratuita

23 julho, 2013

Médicos cubanos no Brasil - 2

Em 1999, quando ministro da Saúde (Serra), falando sobre a dificuldade de levar profissionais para o interior do país defendeu a vinda de médicos cubanos. De acordo com o Jornal de Brasília daquele ano, afirmou que apresentaria “uma solução jurídica que vai permitir a permanência dos médicos cubanos no Brasil”.
Num jantar na casa do então senador Ney Suassuna, ele voltaria ao tema. “Serra defendeu também a permanência de médicos cubanos no país, que, ao contrário de colegas brasileiros, seriam menos resistentes à ideia de trabalhar no interior do Brasil”.
Em 2000, seu ministério redigiria um decreto para regulamentar o trabalho dos estrangeiros, especialmente de Cuba, que atuavam na região Norte.
Na época, naturalmente, não houve um pio de jornais e revistas contra a importação de médicos.

Kiko Nogueira, Diário do Centro do Mundo

Sejamos justos
Ele jamais defendeu a permanência de médicos árabes ao Brasil. Nem para vacinar os idosos.

02 julho, 2013

Médicos cubanos no Brasil

Pela primeira vez o governo federal vai regulamentar a atuação de médicos estrangeiros no Brasil. O Ministério da Saúde elaborou um decreto que está na Casa Civil da Presidência da República e deve ser assinado nos próximos dias. O decreto autoriza a atuação de médicos estrangeiros onde não haja médicos brasileiros.
Levantamento do CFM (Conselho Federal de Medicina) constatou que 59,4% dos médicos brasileiros trabalham nas capitais e apenas 39,5% atuam no interior.
O Ministério da Saúde informou que não existem médicos em 850 dos 5.507 municípios brasileiros.
O acerto com o governo cubano teria sido feito pessoalmente pelo ministro José Serra (Saúde) quando ele esteve em Cuba, em 1999.
[prossiga lendo esta reportagem na Folha]

Folha de São Paulo, edição de 15 de janeiro de 2000
http://acervo.folha.com.br/fsp/2000/01/15/69

Boa para a série EU ERA INFELIZ E NÃO SABIA.

18 novembro, 2011

Quantos somos?

Somos poucos - Lúcio Alcântara, Marcelo Gurgel, Winston Graça, Antonio Mourão, Rômulo Lobo e eu - os médicos blogueiros em Fortaleza.
Médicos que escrevem nesta cidade há-os em bom número. O mistério é haver tão poucos que se utilizam de um meio eletrônico, como o blog, para divulgar seus trabalhos intelectuais e opiniões.
Blog do Lúcio Alcântara
Blog do Marcelo Gurgel
Saco de gato, de Winston Graça
Blog do Mourão
Goles e Dicas, de Rômulo Lobo
EntreMentes e outros, de Paulo Gurgel
??????????????????
Gente, se algum médico blogueiro de Fortaleza ficou fora dessa lista é só me avisar que eu faço a inclusão.
10/12/11 - Atualizando...
Memórias, de Ana Margarida Arruda
Poesias Escolhidas by Paulo Ronalth
14/01/12 - Atualizando...
Jardim das Garrafas Digitais, de Ynot Nosirrah
Delicada Fortaleza, de Paulo Roberto Cavalcante
26/04/12 - Atualizando...
O Correio da Saúde, de Raquel Gondim
11/05/12 - Atualizando...
Blog do Arruda Bastos

13 novembro, 2011

40 anos de formatura

As quatro notas anteriores aqui publicadas saíram pelo sistema automático de postagens do blogue.
Encontrava-me fora de Fortaleza, no período de 11 a 13 de novembro, hospedado em companhia de minha esposa Elba, no Porto d'Aldeia Resort, participando das festividades comemorativas dos 40 anos de formatura da 19ª turma de médicos da UFC.
Houve, de fato, uma grande adesão (n = 48) dos integrantes desta turma - que um dia se chamou Andreas Vesalius e, por fim, Carlos Chagas (em nossa colação de grau, em 1971) - ao tão aguardado encontro.
Deslocaram-se para o Ceará, onde reside a maior parte da turma, colegas que atuam no Piauí, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte, Brasília, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Estados Unidos. Em quase todos os casos, vieram com seus familiares.
Gratulo-me, neste momento, com a comissão executiva do evento (da qual fiz parte) e com a empresa REUNIR, do cirurgião plástico Dr. Vladimir Távora, pelo acerto da programação escolhida e pela forma experiente com que esta foi conduzida ao bom termo.

03 julho, 2011

O maquinista

Conto
Histórias tomadas da boca dos amigos e ajeitadas para caberem inteiras na tirinha que me deram a preencher. Esta é do Dr. Aloísio Horta, meu compadre, e do Dr. Custódio Alvarenga, meu quase-compadre, porque para ele me faltou um filho para dá-lo a apadrinhar.
São pessoas especiais para mim, e para quem deles se acercou algum dia para lhes sentir suas bondades. São os bons camaradas desta vida, exemplos de médicos com alma de anjo, que curam só com a presença, pois enfermidades são metade doença, metade carência, e o afeto é o melhor e mais doce dos remédios. O Aloísio já é um Monlevadense despedido: foi para a capital. O Custódio ainda está por aqui ao alcance de quem duvidar da história que vou lhes narrar.
Recém chegados a Monlevade, em plena temporada de frio junino, o telefone tocou na casa de um deles convocando-os para um atendimento de emergência. Um trem de minério da Vale do Rio Doce havia tombado a poucos quilômetros daqui e havia feridos. Prontamente, desceram para o local do acidente e lá souberam que ainda havia uma vítima debaixo das ferragens. Era o maquinista, que gemia e clamava por socorro. Dizia ter as duas pernas quebradas e não suportava mais a dor das múltiplas fraturas.
O chefe da estação quando viu chegar a dupla de médicos gritou para o maquinista aprisionado:
-Beraldo! Os médicos chegaram, tenha paciência que eles vão te salvar.
Mas, para surpresa de todos, o Beraldo se calou.
Daí em diante, a mudez do maquinista dificultou o atendimento. Como localizar o sobrevivente se ele havia se calado e se perdido naquele monte de ferragens?
Além da escuridão do local havia minério de ferro derramado junto aos destroços dos vagões retorcidos.
O que poderia ter acontecido com ele se há bem pouco gritava pedindo ajuda? Poderia ter desfalecido com a demora do atendimento. Quem sabe até morrido com a peso da locomotiva em cima de si.
E saíram, cada um com a sua lanterna, procurando o Beraldo. Anunciavam que os médicos estavam presentes e chegaram dispostos a dar alívio ao pobre maquinista sepultado.
- Beraldo! Beraaaldo ! Beraldô ! ... Os médicos chegaaaaram...
E nada do Beraldo responder.
Continuaram as buscas revirando ferragens e vasculhando com a lanterna os recônditos do trem acidentado. Finalmente encontraram o infeliz em estado lastimável, mas consciente e capaz de falar.
- Beraldo, porque você se calou justamente agora que os médicos chegaram?
E o Beraldo calado...
- Você não vê que atrasamos o seu resgate ao não ouvir sua resposta?
- Pensamos que você tinha piorado. Já estava todo mundo preocupado.
O Beraldo então abriu a boca:
- Num é por nada não. É porque vocês falaram que tinha chegado um médico.
Neste ponto ninguém entendeu mais nada. O maquinista não queria ser atendido, ou tinha pirado com a pancada? E o Beraldo, meio sem jeito, confessou:
- É que eu tenho medo de injeção.
Foi preciso sair todo mundo de perto segurando o riso.


Nelson José Cunha
médico em João Monlevade - MG

23 novembro, 2010

Bagunça

Médico para a enfermeira:

- De quem é essa boquinha?
- Não sei!
- De quem é esse narizinho?
- Não sei!
- De quem é essa orelhinha?
- Não sei!
- É... você tem razão...este necrotério está mesmo uma bagunça!

03 novembro, 2009

"Ressonâncias Literárias"

Convite
A Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional do Ceará convida a família cearense para a solenidade de lançamento de sua 24ª antologia anual - "Ressonâncias Literárias".
O livro, prefaciado pela Acad. Giselda de Medeiros Albuquerque (da Academia Cearense de Letras), bem como os autores, serão apresentados pelo Prof. José Maria Chaves, Presidente da SOBRAMES, e pelo organizador da obra, Prof. Marcelo Gurgel Carlos da Silva.
Autores
Airton Fontenele Sampaio Xavier, Airton Ferro Marinho, Antero Coelho Neto, Antônio Sílvio de Araújo, Antonio Vicente de Alencar (convidado), Celina Côrte Pinheiro, Christiane Araujo Chaves Leite, Dalgimar Beserra de Menezes, Dimas Macedo (convidado), Emanuel de Carvalho Melo, Fernando Antônio Siqueira Pinheiro, Francisco Antônio Tomaz Ribeiro Ramos, Francisco das Chagas Dias Monteiro (Chico Passeata), Francisco Flávio Leitão de Carvalho, Francisco José Pessoa de Andrade Reis, Geraldo Beserra da Silva, Maria Ilnah Soares e Silva, Jesus Irajacy Fernandes da Costa, João de Deus Pereira da Silva, José Luciano Sidney Marques, José Maria Bonfim, José Maria Chaves, José Teúnes Ferreira de Andrade Filho, Josué Viana de Castro Filho, Luciano Nunes Maia (convidado), Luiz de Araujo Barbosa, Luiz Gonzaga de Moura Júnior, Luiz Luciano Menezes de Arruda, Luiz Teixeira Neto, Marcelo Gurgel Carlos da Silva, Martinho Rodrigues Fernando, Nilson de Moura Fé, Paulo Gurgel Carlos da Silva, Sebastião Diógenes Pinheiro, Vladimir Távora Fontoura Cruz, Walter Gomes de Miranda Filho, Wellington Alves e William Moffitt Harris.

Data: 4 de novembro de 2009, às 19h30 (hoje).
Local: Náutico Atlético Cearense
Traje esporte fino. Após o lançamento do livro será servido coquetel acompanhado de música ao vivo.

19 janeiro, 2009

Dois livros

Recebo do médico, escritor (e agora blogueiro) Marcelo Gurgel a doação de dois livros:
- Um exemplar de "Garranchos Esculpidos", obra editada em Fortaleza pelos médicos Oziel de Souza Lima e Dalgimar Beserra de Menezes, que reúne cem crônicas de colaboradores da coluna "Fato Médico", do jornal "O Povo", publicadas entre 2004 e 2006. Neste livro, Marcelo assina o posfácio, um elemento pós-textual que anda pouco em voga na literatura.
- Um volume dos "Anais da Academia Cearense de Medicina", o de número 13, o qual enfeixa artigos científicos e literários, discursos, necrológios e notas da lavra de seus acadêmicos e de colaboradores. Nesta edição dos "Anais...", Marcelo comparece com O CREMEC Nº 1 e o REMÊMORO DA MEDICINA CEARENSE, duas notas valiosas para a compreensão da história da medicina no Ceará.

11 dezembro, 2008

Silêncio, hospital


Uma post/imagem dedicada a 14 formandos de medicina, em Londrina - Paraná, meus futuros colegas de profissão, que, prestes a concluírem o curso de graduação, ainda precisam passar por um ajuste de conduta.

11 agosto, 2008

Médicos blogueiros no Ceará

Nas últimas três décadas, os médicos no Ceará têm apresentado uma produção literária substancial. Sob a forma de colaborações em jornais e revistas da terra (a "Literapia" é uma delas) e, ainda, na qualidade de autores de livros que tem sido aqui publicados.
Já faz parte de nossa agenda literária o lançamento anual de uma coletânea, sob a égide da Sobrames - Ceará, que reúne textos de prosa e poesia dos médicos que lhe são filiados.
No entanto, isto que se vê no meio impresso não tem a sua correspondência na blogosfera. Raros médicos editam blogs no Ceará. Aponto o Dr. Lúcio Alcântara, a mim e... quem mais? Ynot Nosirrah, um futuro colega (ainda é estudante de medicina da UFC, em Sobral) que publica o Consciência Acadêmica, um blog que acabo de descobrir.
O que é mais interessante: fiz a descoberta deste blog através da postagem intitulada "Podia ser blogueiro...", em que o blogueiro Ynot, após discorrer sobre algumas atuações do médico Marcelo Gurgel, ao final da postagem o encoraja a aderir à blogosfera.
Bem-vindos esforços, Ynot, e que se juntarão aos que já faço em atenção a meu irmão polígrafo.

30 janeiro, 2008

A fantasia onipotente

De Rubem Alves, em "O Médico":
Houve um tempo em que nosso poder perante a Morte era muito pequeno. E, por isso, os homens e as mulheres dedicavam-se a ouvir a sua voz e podiam tornar-se sábios na arte de viver. Hoje, nosso poder aumentou, a Morte foi definida como inimiga a ser derrotada, fomos possuídos pela fantasia onipotente de nos livrarmos de seu toque. Com isso, nós nos tornamos surdos às lições que ela pode nos ensinar. E nos encontramos diante do perigo de que, quanto mais poderosos formos perante ela (inutilmente, porque só podemos adiar...), mais tolos nos tornaremos na arte de viver.

Ilustração: “Ciência y Caridad”, de Pablo Picasso (1897), obtida na galeria “Arte e Medicina” do e-emergencia.com, um site em que podem ser vistas reproduções de quadros de outros pintores célebres sobre o tema.

18 outubro, 2007

Dia do Médico

HUMOR
Cristo retornara à Terra. Andando pelo Brasil, aconteceu de passar em frente a um ambulatório do SUS.
Entrou. O ambulatório estava lotado de pacientes. No entanto, havia um só médico para atender a todos, estando o profissional já muito cansado da grande quantidade de atendimentos que fizera naquele dia.
Com pena da situação que encontrou, Cristo resolveu se passar por médico, dando a entender que fora recém designado para trabalhar naquele ambulatório. E, num gesto de compreensão com o exausto médico, dispensou-o de cumprir o resto da jornada. Assegurando-lhe que, nas horas seguintes, poderia cuidar sozinho do atendimento.
Após o que, tomando o lugar do profissional, Cristo mandou entrar o próximo paciente.
O que entrou, trazido numa cadeira de rodas, era um paralítico de longa data.
Então, Cristo pôs a mão sobre ele e falou:
- Levanta-te e anda!
O homem levantou-se e, com passos firmes, saiu andando do consultório médico. Saiu a empurrar a cadeira de rodas que, a partir daquele momento, lhe deixara de ter serventia.
Mas, ao atravessar a sala de espera, foi logo cercado por um grupo de pacientes. Queriam eles saber como era o modo de atender do novo médico.
O homem lhes informou:
- Igual ao outro. Nem examina.

Feliz Dia, doutor!