11 junho, 2013

Robôs jogam para ganhar

E graças aos colaboradores humanos do Laboratório Oku Ishikawa, eles irão prevalecer sempre em jogos de pedra, papel e tesoura.


O robô acima tem uma câmera de alta velocidade que vê a forma que a mão do competidor humano está tomando e apresenta a jogada vencedora um milissegundo antes de o ser humano concluir a sua jogada.

Poderá também gostar de ver
Pedra, papel e tesoura, Slideshow 1 e Slideshow 2 - Partidas memoráveis

08/12/2013 - Atualizando...
Pedra, papel e tesoura em condições extremas

Autorretratos na internet

Isso não é novidade.
O padrão dos autorretratos dos internautas em suas páginas na internet difere conforme o sexo:
Bits and Pieces

Para prender a pessoa amada

Nada se compara a esta simpatia feita em apenas dois passos:
1 - Ponha 1 Kg de maconha na mochila da pessoa.
2 - Ligue para o 190.


Não falha, segundo Luciano Gurgel.

10 junho, 2013

♪Malandro Medroso♪

Samba de Noel Rosa sobre o tema pagamento de dívidas, com ele e o Bando dos Tangarás. Gravação Parlophon de 30 de setembro de 1930, lançada em novembro do mesmo ano (13245-B, matriz 4008). Do outro lado estava o sucesso maior, "Com que roupa?", mas mesmo assim esta aqui também merece atenção.

Eu devo, não quero negar, mas te pagarei quando puder
Se o jogo permitir, se a polícia consentir e se Deus quiser...
Não pensa que eu fui ingrato, nem que fiz triste papel,
Hoje vi que o medo é o fato e eu não quero um pugilato
Com teu velho coronel.
A consciência agora que me doeu
E eu evito concorrência, quem gosta de mim sou eu!
Neste momento, eu saudoso me retiro,
Pois teu velho é ciumento e pode me dar um tiro.
Se um dia ficares no mundo, sem ter nesta vida mais ninguém,
Hei de te dar meu carinho,
Onde um tem seu cantinho, dois vivem também...
Tu podes guardar o que eu te digo, contando com a gratidão
E com o braço habilidoso de um malandro que é medroso,
Mas que tem bom coração.

Se não for credor de um, poderá também gostar de...

Um panorama de raios

O fotógrafo Chris Kotsiopoulos, autor da imagem, durante uma forte tempestade na ilha de Ikaria, Grécia, instalou a sua câmera em um tripé e programou-a para disparos com 20 segundos de exposição. Em seguida, combinou os quadros capturados em uma única imagem de 83 minutos, obtendo este fantástico (e assustador) panorama de raios.

National Geographic

"Caminhante, não há caminho"

Fernando Gurgel Filho
Dizem que o inglês-brasileiro é um dialeto criado por brasileiros que se acham americanos e que não conseguem engatar duas frases mais ou menos lógicas em português. Dizem, também, que é muito comum ser ouvido em "maiame" e adjacências.
Mas, para a felicidade de todos e o bem geral da Nação, consegui superar tudo isso. Ao programar uma pequena viagem aos mais belos países europeus, passei um tempão estudando francês. Foram dias e noites estudando o idioma que, para mim, tem uma sonoridade ímpar, mas parece que nem um dialeto novo consegui emplacar. Ninguém entendia meu francês-cearense. Nem os belgas.
- Café au lait, s'il vous plaît, pedia angustiado.
- Excusez-moi, vous parlez anglais, espagnol? English, Spanish...? Español...?
Não queriam nem tentar entender o que eu tentava falar! E parece até que Portugal não faz parte da Comunidade Europeia. Um falante de português é meio raro naquelas paragens. Como a Europa está cheia de turco, japonês e chinês, não é difícil achar um falante de um destes idiomas.
Mas a minha angústia piorou bastante quando perguntaram:
- You speak German?
- Em inglês???
- Caffè latte?
- Sei não. No Brasil, só o choco... late, o café, não. Hehehehe.
- ???
- Espia só, se avexe não. Te agaranto que ôce nu Ciará ia intender tudim!
- Café au lait, s'il vous plaît.
- Café? Olé! Brasil! Ney Matogrosso!
Adoro o Ney Matogrosso, mas naquelas circunstâncias fiquei mais angustiado ainda.
E ainda bateram minha carteira em Paris.
No Brasil, nem no Pelourinho à noite, antes da revitalização, fui roubado. Nem na Praia do Futuro. Tinha que ser lá!
Meu consolo foi quando um amigo contou que um colega dele foi a "maiame", treinou arduamente o dialeto inglês-brasileiro e, lá chegando, falou apenas em português. Nem outra língua perguntaram se o pobre coitado falava. Tava na cara!

"Caminhante, não há caminho, / se faz o caminho ao andar. / Ao andar se faz o caminho..." (António Machado, poeta sevilhano)

Ilustração - Reprodução fotográfica de uma das esculturas de bronze da série LES VOYAGEURS, do artista francês Bruno Catalano. Ver mais.

09 junho, 2013

Copo para inibir o uso do telefone móvel

Cortado na base, o copo de chope só fica em pé se estiver apoiado no telefone celular. A iniciativa bem humorada deseja fazer com que as pessoas voltem à socialização tradicional. A novidade pode ser encontrada em um bar na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo.

Falando nisso...
Vem aí o iGlass da Apple:


-Vai vender mais do que pão quente.

Uma linda peça de propaganda

O tucanato botou o dinheiro para trabalhar
Com os juros a 8%, FHC saiu da paz da renda fixa, que durante seu governo pagava 26,6%, e foi para a produção.
A repórter Vera Magalhães publicou uma informação que encheu de júbilo o comissariado petista.
FHC, dois de seus ex-ministros e mais seis sócios criaram uma empresa que investirá num empreendimento imobiliário. Chama-se Sarlat e tem R$ 1,9 milhão de capital, com R$ 222 mil dele.
O ex-presidente explicou:
:( 
"É difícil encontrar investimento em renda fixa que dê alguma coisa."
Investimento em renda fixa é aquele em que o sujeito fica em casa e seu dinheiro rende os juros fixados pelo Banco Central. Durante o tucanato, esse tipo de aplicação rendeu, na média, 26,6% ao ano, com um pico de 45%. Hoje, a Selic paga 8%.
Em 1995, quem botava dinheiro em fundos de renda fixa nos Estados Unidos faturava 10,9%. Em Pindorama, naquele ano, renderam 18% em valores reais.
FHC tem toda razão: "É difícil encontrar investimento em renda fixa que dê alguma coisa". Portanto, é melhor botar o dinheiro para trabalhar.
Os tucanos da Sarlat mostraram que confiam no país e patrocinaram uma linda peça de propaganda para a doutora Dilma.
Elio Gaspari, Folha

Espiga motorizada

J'ouviu falar disso?
Não? Pois saiba que é uma destas novidades tecnológicas que nos liberta daquela forma antiquada de  comer milho, a qual nos obriga a ficar girando e girando a espiga entre os dedos. Enquanto vamos arrancando, a dentadas, os grãos da espiga assada ou cozida, até restar em nossas mãos apenas o inservível (há controvérsias) sabugo.
Um aparelho, patenteado (US 6270132 B1) em 2001 por Nicholas Kretschmer, pode nos poupar desse cansativo trabalho manual.
Veja o vídeo:



O aparelho não é "só o mio" porque desperdiça muito milho. Mas poderá ser muito útil nos arraiais juninos.

Outras patentes homologadas em EM
O Popinator e Cone motorizado

08 junho, 2013

Aliens

... em férias na Terra

Cotistas da UnB

Ana Pompeu, Correio Braziliense, edição de 07/06/2013
Alunos cotistas da UnB provam mérito e põem abaixo mitos de críticos
Não fossem as cotas raciais, a Universidade de Brasília (UnB) teria 71,5% menos negros no quadro de estudantes na última década. Quem esteve no seminário “10 Anos de Cotas na UnB: memória e reflexão” considera o número representativo. Para eles, é a prova de que a política afirmativa da instituição deu certo e vem incluindo uma parcela discriminada e excluída do ensino superior. Além disso, os bons resultados apresentados pelos cotistas põem abaixo alguns mitos levantados pelos críticos da ação. Entre eles, havia questionamentos sobre a queda do nível da universidade com o ingresso de estudantes por meio de cotas. O tempo provou, no entanto, que o desempenho deles, comparado ao do sistema universal, não teve diferença significativa. Em 2009, chegou a ser superior. A média do índice de rendimento acadêmico (IRA) ficou em 3,1 para os cotistas, enquanto os demais estudantes alcançaram 2,9.
[...]
"A função das cotas raciais é deixar de existir assim que a discriminação reduzir ou acabar. O papel da sociedade é trabalhar para que isso aconteça o mais rápido possível" - Natália Machado (foto)

(repassada por Fernando Gurgel Filho)

Garrafas de gelo

A Coca-Cola arranjou uma maneira de manter sua bebida “gelada até a última gota”. A companhia gravou um vídeo em Cartagena de las Indias, na Colômbia, no qual consumidores aparecem bebendo o refrigerante em garrafas de gelo.
A nova “embalagem” é protegida por uma fita estreita para que seja possível segurá-la sem gelar as mãos.


Pró - Não precisa devolver o casco.
Contra - Tem de pedir para enxugar a mesa com maior frequência.

07 junho, 2013

Anjos [de]caídos


Quantos anjos podem dançar na cabeça de um alfinete?
Uma pergunta que tem sido motivo de preocupação para alguns doutores medievais da Angelologia.
Em seu uso moderno, ela serve como metáfora para a perda de tempo com o debate de temas sem valor prático.

Sobre a ilustração
Caíram da cabeça do alfinete mas estão subindo de volta.

Caminhadas coreografadas

Wagah (na Índia) ou Wahga (no Paquistão) é uma aldeia por onde passa a Linha Radcliffe, a polêmica linha que separa a Índia do Paquistão.
Em 1947, com a partição da Índia, a vila foi também dividida. A metade oriental da aldeia permaneceu na República da Índia, enquanto a metade ocidental ficou no Paquistão.
O local é particularmente conhecido por uma cerimônia que acontece no portão da fronteira, ao pôr do sol, diariamente.
O comediante Michael Palin assistiu à cerimônia e chamou-a de “um ato de desprezo laboriosamente coreografado”!
Grato a Germano Gurgel pela lembrança do assunto.



É inevitável a comparação dessa coreografia dos soldados indianos e paquistaneses com a dos personagens do esquete "O Ministério das Caminhadas Bobas", do grupo Monty Python.


A regra do pênis pequeno

Alguns argumentam que toda escrita é uma traição ou uma agressão. De fato, o ato de escrever envolve, muitas vezes, uma invasão, um roubo ou uma exposição de algo privado, e a questão do direito de um escritor a usar as vidas de pessoas reais em seu trabalho sempre foi controversa.
Uma das estratégias utilizadas por escritores para fugir de ações judiciais de difamação é a "regra do pênis pequeno". Isto é, incluir a ocorrência deste detalhe anatômico na descrição de um personagem baseado em pessoa real (no mínimo, porque constrange o provável autor de uma ação). Foi descrita no artigo "Escritores como saqueadores...", de Dinitia Smith, publicado no "New York Times", em 1998.
A regra em questão esteve presente numa disputa, em 2006, entre Michael Crowley e Michael Crichton. Crowley alegou que, depois que ele escreveu um comentário desagradável sobre "State of Fear", um romance de Crichton, este o caluniou, incluindo um personagem chamado "Mick Crowley" no romance seguinte. No romance, Mick Crowley é um estuprador de crianças, descrito também como sendo um jornalista em Washington, pós-graduado em Yale e com um pênis pequeno.

O assunto foi lembrado há algum tempo pela postagem WIKIPÉDIA. As cinco páginas mais insólitas, do blog Gente de Mídia.

Poderá também gostar de ver...
Polegares, onde estão?, Koro e Penis growth

06 junho, 2013

Caixa de bebê

Porque os bebês finlandeses dormem em caixa de papelão
O governo finlandês fornece a todas as gestantes no país uma caixa de papelão que contém objetos necessários aos cuidados com o futuro bebê, como fraldas, roupas e material de higiene. A própria caixa vem com um colchão fino que a possibilita ser usada como berço.
Embora o programa (vem pra caixa você também), que existe desde a década de 1930, tenha sido originalmente criado para as famílias pobres, foi depois estendido para todas as famílias da Finlândia. E as mães só podem se inscrever para receber a caixa depois que passam pela primeira consulta pré-natal.
A caixa de bebê tornou-se um ícone da cultura local. É uma parte estabelecida do rito de passagem para a maternidade e que une gerações de mulheres finlandesas.


Porque os bebês brasileiros não dormem em caixa de papelão
Finlândia - IDH: 0,892 (muito elevado), PIB per capita: US$ 36.700
Brasil - IDH: 0,730 (elevado), PIB per capita: US$ 10.000

O sistema vestibular na coruja

A coruja apresenta uma notável estabilidade da cabeça durante o movimento angular do corpo em torno de qualquer eixo que passe através do crânio.
O sistema vestibular da coruja é maior do que o do homem. E muito mais incrementado, também.
K.E Money, M.J Correia, The vestibular system of the owl

Vídeos

"Gire sua coruja": disponíveis no Improbable Research nas versões c/ e s/ música.

Eu, 65

Completo hoje 65 voltas em torno do Sol.
Aqui estão os Beatles cantando a canção Dia de Aniversário:



Aqui está uma lista resumida de pessoas famosas e infames que compartilham a data:
1956 Bjorn Borg, tenista sueco,vencedor de Wimbledon (1976-79)
1935 Dalai Lama 14, Tibete, o líder espiritual dos budistas
1909 Isaiah Berlin, filósofo
1892 Pearl S. Buck, romancista americano
1875 Thomas Mann, Alemanha, romancista, Magic Mountain-Nobel 1929
1869 Siegfried Wagner, compositor alemão de ópera e maestro
1868 Robert Falcon Scott, líder britânico da malfadada expedição ao Pólo Sul
1840 Marcelino Champagnat, França, sacerdote e educador, canonizado em 1999 V. COMENTÁRIOS
1599 Diego Velázquez, pintor espanhol
Extraída de Brainy History

05 junho, 2013

Um semáforo químico

Uma solução de glicose, hidróxido de sódio e carmim índigo. Quando agitada, muda do amarelo para o vermelho e desta para o verde. Deixando-se a solução em repouso, ela retorna ao vermelho.



O índigo-carmim é verde quando oxidado, amarelo, quando reduzido, e vermelho, no estado intermediário de semiquinona.

De uma assentada

Estou lendo um livro sobre antigravidade. Vai ser de uma só vez da primeira à última página, pois sei que depois disso será muito difícil alcançá-lo.

Cenas quentes




04 junho, 2013

Duas ironias de Borges

Diz-se que Borges, um dos grande mestres da literatura, era extremamente irônico. Aqui trazemos duas amostras dessa particularidade do grande escritor argentino.
(Grande e argentino formam um pleonasmo, sei disso.)
A primeira aconteceu em uma livraria. Quando um jovem fã se aproximou dele e, querendo expressar sua gratidão por tudo o que já lera do autor, exclamou:
- Mestre, você é imortal!
A que Borges, talvez enfastiado com a vida, respondeu:
- Vamos, homem, não há porque ser tão pessimista.
A segunda se deu em uma convenção de psicanalistas, à qual Borges foi convidado para falar. Ao final da palestra, no tempo reservado a perguntas e respostas, alguém resolveu provocá-lo:
- Senhor Borges, como você se sente sabendo que é o único literato entre tantos psicanalistas neste congresso?
Sem hesitar, Borges respondeu:
- Na verdade, estou com meus colegas. Não é a psicanálise um ramo da literatura fantástica?

Como os cavalheiros acabaram

Um homem não se torna um gentleman, ele nasce um.
Quando eles pararam de nascer, aí acabaram.


Itapiúna - CE

O símbolo internacional da acessibilidade


Sai 
o que representava uma pessoa passivamente sentada numa cadeira de rodas.
Entra
o que  mostra um personagem dinâmico, com o tronco inclinado para frente e os braços voltados para trás, em uma clara sugestão de que está rodando na cadeira.

03 junho, 2013

Luiz Antonio

Esta pensativa e articulada criança explica por que não quer ver o polvo em seu cardápio:


Vídeo inDICAdo por Nelson Cunha

O recado do polvo

Fonte da Juventude x Fonte do Bacon

Origem da língua italiana

A Europa era uma confusão de inúmeros dialetos derivados do latim que, aos poucos, ao longo dos séculos, se transformaram em alguns idiomas distintos – francês, português, espanhol, italiano.
O que aconteceu na França, em Portugal e na Espanha foi uma evolução orgânica: o dialeto da cidade mais proeminente se tornou, aos poucos, a língua oficial da região toda.
Portanto, o que hoje chamamos de francês é na verdade uma versão do parisiense medieval. O português é na verdade o lisboeta. O espanhol é essencialmente o madrilenho. Essas são vitórias capitalistas; a cidade mais forte acabou determinando o idioma do país inteiro.
Na Itália foi diferente. Uma diferença importante foi que, durante muito tempo, a Itália sequer foi um país. Ela só se unificou bem tarde (1861) e, até então, era uma península de cidades-Estado em guerra entre si, dominadas por orgulhosos príncipes locais ou por outras potências europeias. Partes da Itália pertenciam à França, partes à Espanha, partes à Igreja, e partes a quem quer que conseguisse conquistar a fortaleza ou o palácio local.
O povo italiano se mostrava alternativamente humilhado e conformado com toda essa dominação. A maioria não gostava muito de ser colonizada por seus co-cidadãos europeus, mas sempre havia aquele bando apático que dizia: “Franza o Spagna, purchè se magna” que, em dialeto, significa: “França ou Espanha, contanto que eu possa comer”.
Toda essa divisão interna significa que a Itália nunca se unificou adequadamente, e o mesmo aconteceu com a língua italiana. Assim, não é de espantar que, durante séculos, os italianos tenham escrito e falado dialetos locais incompreensíveis para quem era de outra região.
Um cientista florentino mal conseguia se comunicar com um poeta siciliano ou com um comerciante veneziano (exceto em latim, que não chegava a ser considerada a língua nacional).
No século XVI, alguns intelectuais italianos se juntaram e decidiram que isso era um absurdo. A península italiana precisava de um idioma italiano, pelo menos na forma escrita, que fosse comum a todos. Então esse grupo de intelectuais fez uma coisa inédita na história da Europa; escolheu a dedo o mais bonito dos dialetos locais e o batizou de italiano.
Para encontrar o dialeto mais bonito, eles precisaram recuar duzentos anos, até a Florença do século XIV. O que esse grupo decidiu que a partir dali seria considerada a língua italiana correta foi a linguagem pessoal do grande poeta florentino Dante Alighieri.
Ao publicar sua “Divina Comédia”, em 1321, descrevendo em detalhes uma jornada visionária pelo Inferno, Purgatório e Paraíso, Dante havia chocado o mundo letrado ao não escrever em latim. Considerava o latim um idioma corrupto, elitista, e achava que o seu uso na prosa respeitável havia “prostituído a literatura”, transformando a narrativa universal em algo que só podia ser comprado com dinheiro, por meio dos privilégios de uma educação aristocrática. Em vez disso, Dante foi buscar nas ruas o verdadeiro idioma florentino falado pelos moradores da cidade (o que incluía ilustres contemporâneos seus, como Boccaccio e Petrarca), e usou esse idioma para contar sua história.
Ele escreveu sua obra-prima no que chamava de "dolce stil nuovo" , o “doce estilo novo” do vernáculo, e moldou esse vernáculo ao mesmo tempo que escrevia, atribuindo-lhe uma personalidade de uma forma tão pessoal quanto Shakespeare um dia faria com o inglês elizabetano.
O fato de um grupo de intelectuais nacionalistas se reunir muito mais tarde e decidir que o italiano de Dante seria, a partir dali, a língua oficial da Itália, seria mais ou menos como se um grupo de acadêmicos de Oxford houvesse se reunido um dia no século XIX e decidido que – daquele ponto em diante – todo mundo na Inglaterra iria falar o puro idioma de Shakespeare. E a manobra realmente funcionou.
O italiano que falamos hoje, portanto, não é o romano ou o veneziano (embora essas cidades fossem poderosas do ponto de vista militar e comercial), e sequer é inteiramente florentino. O idioma é fundamentalmente dantesco.
Nenhum outro idioma europeu tem uma linhagem tão artística. E, talvez, nenhum outro idioma jamais tenha sido tão perfeitamente ordenado para expressar os sentimentos humanos quanto esse italiano florentino do século XIV, embelezado por um dos maiores poetas da civilização ocidental.
Dante escreveu sua “Divina Comédia” em terza rima, terça rima, uma cadeia de versos em que cada rima se repete três vezes a cada cinco linhas, o que dá a esse belo vernáculo florentino o que os estudiosos chamam de “ritmo em cascata” - ritmo esse que sobrevive até hoje no falar cadenciado e poético dos taxistas, açougueiros e funcionários públicos italianos.
A última linha da “Divina Comédia”, em que Dante se depara com a visão de Deus em pessoa, é um sentimento que ainda pode ser facilmente compreendido por qualquer um que conheça o chamado italiano moderno.
Dante escreve que Deus não é apenas uma imagem ofuscante de luz gloriosa, mas que Ele é, acima de tudo, "l’amor che move il sole e l’altre stelle..." “O amor que move o sol e as outras estrelas...”

Autora: Elizabeth Gilbert (texto enviado por Martinho Rodrigues)

Modo italiano de falar
Uma vez que você gesticule, você já pode falar italiano... não importa o quê.

02 junho, 2013

Peña de Bernal

Agora é oficial: a Peña de Bernal é a pedra mais alta do mundo.
Localizada no estado mexicano de Querétaro, após a recente medição por que passou a pedra acaba de assumir este sólido status.
Quais são, segundo a revista Geosfera, os monólitos mais altos do mundo:
1º. Peña de Bernal (433 metros)
2º. Rochedo de Gibraltar (426 metros)
3º. Pão de Açúcar (396 metros)
Peña de Bernal, site Kuriositas

Vamos ver se este ranking é definitivo. Com 8,7 milhões de anos, e sendo por esta idade considerada uma pedra muito jovem, a Peña de Bernal ainda tem muita erosão pela frente. (PG)

Lembrando Clippy

"Como é que eu não sei sobre isso? Eu perdi Clippy (por razões óbvias), e nunca entendi o ódio que algumas pessoas tinham por ele (ela? Eu não sou muito bom em sexagem de clipes)."
Linus Torvalds
N. do E.
Os nostálgicos podem agora adicionar Clippy (ou qualquer um de seus amigos) em seus websites. Clippy me passou seu endereço, o do "retiro dos artistas" em que ele curte seu ócio com dignidade:

Arquivo
A autobiografia

♪Mulheres de Atenas♪

Da peça "Mulheres de Atenas", do dramaturgo Augusto Boal, a qual foi baseada na obra "Lisístrata", do comediógrafo grego Aristófanes (447 a.C. - 385 a.C.).
Na época em que foi escrita, Atenas atravessava um período difícil de sua história. Abandonados por seus aliados, os atenienses tinham, ao redor das muralhas de suas cidades, as tropas de Esparta. Essa luta fratricida enfraquecia a Grécia, pondo-a à mercê dos persas e medos. A peça de Aristófanes, faz uma crítica severa a essa guerra, envolvendo as mulheres das cidades gregas na Guerra do Peloponeso, lideradas pela ateniense Lisístrata, que decidem instituir uma "greve dos joelhos colados" até que seus maridos parem a luta e estabeleçam a paz. No final, graças às mulheres, as duas cidades celebram a paz.
Boal tinha pedido a Chico, que fizesse algumas músicas para a peça, que ainda não tinha nome. Chico compôs "Mulheres de Atenas", que foi lançada antes de a peça ir a cartaz, fazendo enorme sucesso. E Boal não pensou duas vezes: colocou em sua peça o mesmo nome da música de Chico.

Elas não têm gosto ou vontade,
Nem defeito, nem qualidade;
Têm medo apenas.
Não tem sonhos, só tem presságios.
O seu homem, mares, naufrágios...
Lindas sirenas, morenas.



Analisem. Como poderia um homem entender tanto da alma das mulheres, de sua posição perante o tempo, e suas ânsias mais profundas? Ou sendo um gênio ou uma mulher. Genial, Chico é. Será que seria, também, uma mulher?
Comentário extraído de O caminho da mulher em Chico Buarque, artigo de Luiz Guilherme Libório, publicado no site Obvious.


Chico, ao ler o artigo do Libório, se preparando para defender sua vaga masculinidade 

01 junho, 2013

Gerônimo!

Porque se diz "Gerônimo" quando se pula de paraquedas?
O costume surgiu nos Estados Unidos em 1940.
Um pelotão de paraquedistas do exercito americano teria que fazer uma demonstração de salto, até então inédita, em Fort Benning, Georgia. Seria a demonstração da possibilidade de um ataque maciço de tropas com muitos paraquedistas saltando quase simultaneamente. Para isso, precisariam de muitos paraquedistas, e os saltos teriam de ser feitos rápida e sucessivamente.
No dia anterior à demonstração, alguns soldados estiveram assistindo a um filme de faroeste. Um filme sobre o lendário chefe apache Gerônimo (Geronimo,  de 1939). Estavam todos apreensivos com a missão. Depois de algumas cervejas, o soldado Aubrey Eberhardt, encorajado pela bebida, disse que o salto do dia seguinte seria como outro qualquer.



Os colegas duvidaram da coragem de Eberhardt. E este, injuriado, fez a promessa de que estaria tão tranquilo que ia se lembrar de gritar "Gerônimo!", em alto e bom som, para que todos ouvissem.
De fato, tanto os colegas que estavam dentro do avião, como os que já haviam saltado e estavam por perto, como ainda alguns colegas que estavam em solo ouviram o grito de Eberhardt ao saltar. Ele havia cumprido a promessa e, naquela ocasião, nascia o famoso grito de guerra (e de sorte) dos paraquedistas militares e civis.

Fontes
¿De dónde viene la costumbre de gritar “Gerónimo”? - Maikelnai´s Blog
¿Por qué gritamos ¡Gerónimo! cuando saltamos desde cierta altura? - Abadia Digital

Um mistério resolvido

Os círculos de pedras de Stonehenge, na Inglaterra, e os Moais, também conhecidos como "cabeças da Ilha de Páscoa", no Oceano Pacífico, são exteriorizações de uma só coisa.

Nadar é [quase] voar

Samuel Johnson, em seu romance Rasselas, de 1759, deixou uma passagem marcante que antecipa a
invenção do avião por quase 150 anos.
"Aquele que sabe nadar não precisa preocupar-se com voar, pois nadar é voar em um fluido mais espesso e voar é nadar em um fluido mais sutil. Nós somos aquilo que resulta de nosso poder de resistência a diferentes densidades da matéria através da qual nós passamos. Assim, você necessariamente flutuará se puder renovar o seu impulso no ar mais rápido do que ele pode reduzi-lo em você."
Como reivindicação básica para uma patente moderna, a afirmação acima não poderia ser mais ampla nem mais abrangente. Fica faltando apenas anexar a descrição de um motor de combustão interna de alta potência para tornar essa reivindicação eficaz.