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02 março, 2026

As 7 línguas misteriosas ainda não decifradas

"Nós, humanos, somos, até onde sabemos, a única espécie com consciência histórica.
Pensamos sobre de onde viemos e para onde vamos."
(Svenja Bonmann)

1. A linguista Bonmann está atualmente pesquisando o sistema de escrita epiolmeca, que foi usado na costa sul do Golfo do México na antiguidade. Inscrições e símbolos individuais da escrita olmeca apontam para um sistema antigo. No entanto, as evidências são tão escassas e o contexto tão incerto que decifrá-la é muito difícil.

2. Comparavelmente enigmática é a escrita do Vale do Indo, da civilização Harappa, no atual Paquistão e noroeste da Índia. Ela aparece em centenas de selos e fragmentos de cerâmica, mas quase sempre apenas em sequências extremamente curtas. Se essa escrita representa uma língua totalmente desenvolvida ou um sistema simbólico, ainda é um tema em debate.

3. A escrita rongorongo da Ilha de Páscoa também é altamente abstrata. Ela se assemelha a uma escrita pictográfica composta por pássaros, figuras humanas e formas ornamentais, e sobrevive apenas em algumas poucas tábuas de madeira, muitas vezes, danificadas.

4. A cultura minoica de Creta é mais familiar para nós. De seus três sistemas de escrita, apenas o linear B foi decifrado, por ser uma forma primitiva da língua grega. Os hieróglifos cretenses e o linear A, por outro lado, permanecem enigmáticos até hoje.

5. O famoso Disco de Festo, datado do segundo milênio a.C., também é originário de Creta. Trata-se de um objeto de argila único com símbolos estampados dispostos em espiral que, por ser um artefato isolado, é praticamente impossível decifrar de forma sistemática.

6. O etrusco, falado na Itália central na antiguidade, também permanece enigmático. Embora o alfabeto seja legível por ser derivado do grego, a própria língua quase não possui parentes reconhecíveis. Isso dificulta a compreensão do que está escrito nas inscrições.

7. A protoelamita foi a mais antiga tradição escrita e administrativa conhecida no antigo Elão, uma região no oeste e sudoeste do atual Irã. Os caracteres estão bem catalogados, mas as tabuletas são frequentemente fragmentárias. O conteúdo parece ser de anotações administrativas, e a língua subjacente não se encaixa em nenhuma família linguística conhecida.

Todas essas escritas compartilham um problema fundamental: a falta das chamadas Pedras de Roseta, inscrições bilíngues contendo o mesmo texto em um idioma conhecido e na escrita do enigma. Sem essas chaves, associar símbolos a sons, sílabas ou palavras continua sendo difícil. A inteligência artificial é frequentemente apontada como um potencial "decifrador de códigos". Essas tecnologias são capazes de verificar padrões em sequências de caracteres, distinguir variantes, preencher trechos danificados e contar frequências. No entanto, a IA rapidamente atinge seus limites quando há quantidades de texto muito pequenas. 

Ler na íntegra em https://www.dw.com/pt-br

09 setembro, 2025

Traduzir é subtrair

No Blog do Joaquim:
Cada língua possui sua gramática, suas expressões idiomáticas, gírias e afins que a tornam justamente um conjunto linguístico próprio e significativo. E no momento de grandes textos, sejam ficcionais ou técnicos, serem vertidos para uma outra língua, a fim de se tornarem acessíveis, surge um profissional que é uma espécie de mágico das palavras, o tradutor.
Traduzir é trair, citando-se aqui um dos autores mais traduzidos – e um dos tradutores mais prolíficos no mundo – o italiano Umberto Eco. Para o filósofo, a tradução mais próxima da perfeição seria aquela em que o texto chegasse ao leitor com o mesmo efeito do original. Mas, sabe-se muito bem que, para tal feito seja alcançado, muitas permutações são necessárias ao longo do processo da passagem de uma língua para outra.

Para mim, traduzir é subtrair. Senão, vejamos:

(em inglês)

(em português)

26 julho, 2023

Cliques e tiques


O Tuinto é massa por causa disso aqui, ó:
👇🏾Pesquisadores apresentam conceitos de uma área da linguística, enquanto curiosos contribuem com os memes😅 para facilitar a compreensão dos conceitos.
~ Chis Cardoso

Há línguas ocidentais (entre as quais, o português do Brasil) em que os "falantes" também se utilizam de  cliques.
http://blogdopg.blogspot.com/2019/08/tsk-tsk.html
É o caso do "tsk, tsk, tsk" (aquele som obtido pela ponta da língua no céu da boca) quando se quer expressar desaprovação.
http://youtu.be/OpRrm0FsiJQ
~ @EntreMentes

O brasileiro Napoleão Mendes de Almeida, em seu «Dicionário de Questões Vernáculas», diz, na entrada expressar-se, exprimir-se, o seguinte: «São verbos sinônimos quando pronominais: Exprime-se com clareza e elegância – Expressa-se com termos precisos. Quando transitivo, exprimir significa mostrar: O povo exprime harmonia.»
Como vê, em certas situações são sinônimos e noutras não.
~ Carlos Marinheiro, in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa [consultado em 26-07-2023]

20 novembro, 2021

Em movimento: a montanha-russa

Equipamento de parques de diversão que contém uma sequência de subidas e descidas a ser percorrida por veículos sobre trilhos em grande velocidade.

Mesmo que pareça piada, a montanha-russa (inventada na Rússia), é chamada em russo de американские горки (tradução: deslizador ou escorregador americano). 
É verdade que, como a conhecemos atualmente, ela foi reinventada nos Estados Unidos.
No entanto, montanha russa em inglês não é "russian hill" nem nada parecido. Mas "roller coaster".

A montanha-russa em outras línguas ocidentais:
montaña rusa (esp.)
montagnes russes (fr.)
montagne russe (it.)
achterbahn (al.)


13 agosto, 2021

Nomenclatura de "Brasil" em outras línguas

"Alemanha" (em português) é: "Deustchland" (em alemão), "Germania" (em italiano), "Niemcy" (em polonês) e "Saksa" (em finlandês). Já a nomenclatura de "Brasil" em outras línguas reúne palavras em geral assemelhadas com a original. 
Em um levantamento que fizemos no Tradukka, encontramos:
"Brasil" (em português, catalão, espanhol, galês, indonésio, norueguês e maia); "Brazil" (em inglês, bósnio latino, croata, fijano, malaio, sérvio latino e vietnamita); "Brésil" ( em francês  e malgaxe); "Brezil" (em haitiano); "Brasile" (em italiano); "Il-Brazil" (em maltês). Nestas línguas a diferença é mínima, apesar da confusão que criamos para eles com a nossa instabilidade gráfica. 
"Breziliya"(no turco) e na maior parte das línguas eslávicas -  Brazylia (em polonês), "Brazília" (no eslovaco), Brazílie (em tcheco) e por aí segue - mas não sei como eles fazem para diferenciar "Brasil" (país) de "Brasília" (capital). 
"Pasila" (em samoano) e "Palasila" (em tonga) são as grandes exceções.
Não incluímos nesse levantamento as línguas dos países que adotam outros alfabetos (como o cirílico, o árabe e o grego). E louve-se o exemplo do Japão que converteu a pronúncia de "Brasil" em "Burajiru". Bem, é o que era  possível para eles.

Durante muito tempo, em documentos oficiais, Brasil foi escrito com "z" porque era a letra com o som exato da pronúncia /brazíl/. Obedecia-se a uma Gramatica Fonética, onde se escrevia conforme se pronunciava. O "s" poderia gerar uma pronúncia /brassil/ dependendo do dialeto ou da língua. Então, cada país do mundo lusófono estabeleceu a grafia que mais lhe agradou. E "Brazil, meu Brazil brazileiro", viveu essa loucura até 1911, quando Portugal convencionou que Brasil, com "s" era mais bonito. No Brasil (veja só), "Brazil" virou "Brasil" só no Acordo Ortográfico de 1945.

23 junho, 2021

Morram de inveja

Cuentan que en cierta reunión de intelectuales en torno a las lenguas del mundo, uno de los presentes se dirigió a Víctor Hugo, poeta, dramaturgo y político, considerado uno de los más importantes escritores románticos.
-- Maestro --le dijo-- ¿Cuál es su opinión al respecto..?

EL PADROTE no Twitter @ArturoMeggido


Morram de inveja: o português é nossa pátria. Nós somos a língua das reformas ortográficas.

No Brasil, a língua portuguesa já passou por reformas em 1943 e 1971, enquanto em Portugal houve alterações em 1911, 1920, 1931, 1945 e 1973. Portugal e Brasil colocaram em prática as regras do Acordo Ortográfico de 1990, enquanto os restantes seis países lusófonos ainda não o fizeram. O período de adaptação iria até 2015.

02 agosto, 2019

A correlação das línguas tonais com o ouvido absoluto

Nas línguas tonais, a altura dos tons pode ser decisiva. Ela determina o significado das palavras ou das sílabas. Assim, o tom está firmemente ligado à palavra. A maior parte das línguas faladas na Ásia são língua tonais. O chinês, o tailandês e o vietnamita pertencem, por exemplo, a este grupo. Também na África e em ilhas do Pacífico existem línguas tonais. Muitas línguas indígenas da América são igualmente línguas tonais. De um modo geral, as línguas indo-europeias contêm apenas alguns elementos tonais (como acontece com o sueco e o sérvio).
É interessante realçar que as línguas tonais podem ter um efeito sobre o ouvido absoluto, [1] [2] [3] que é a capacidade de discriminar com exatidão os tons escutados. Estudos sobre o ouvido absoluto têm confirmado este fato. Na Europa e na América do Norte, o ouvido absoluto é muito raro. O número de pessoas com um ouvido absoluto não chega a uma em cada 10.000. No caso dos falantes nativos de chinês, a situação é diferente. Neste caso, o número de pessoas com esta capacidade é nove vezes maior. Quando somos crianças todos nós temos um ouvido absoluto. Precisamos dele para podermos aprender a falar corretamente. Infelizmente, a maioria das pessoas perde esta capacidade com o passar do tempo.

Fonte: https://www.10winds.com/50languages/did_you_know/PT032.HTM

30 janeiro, 2019

Línguas faladas na Rússia (além de russo)

por Natalya Nosova, RUSSIA BEYOND
Você acha que o russo é difícil de aprender? Por um lado, você está certo. Letras de outro mundo, seis declinações, tempos verbais diversos... Tudo isto parece realmente desafiador e confuso.
Por outro lado, porém, o russo é "sopa no mel" em comparação com algumas das outras línguas faladas na Rússia. Se você acha que seis declinações é algo difícil, como você se empenharia a aprender uma língua que tem entre 44 e 46 (os linguistas ainda não chegaram a um consenso) casos nominais?
Em primeiro lugar, vamos deixar claro que sim, a tal língua existe de verdade e é falada por pessoas comuns – e nem todas elas são gênios. O tabasaran é considerado uma das línguas mais difíceis do mundo. Há cerca de 150.000 pessoas de etnia tabasaran vivendo na república russa do Daguestão (no Cáucaso do norte russo) e que cresceram falando esta língua.
Outra república do sul da Rússia, a Karatchai-Tcherkessia, é lar dos abazins. O alfabeto deste povo do Cáucaso contém 71 letras (para efeito de comparação, o russo tem 33 e o português, 26). Apenas seis destas 71 letras são vogais. Aprender o abaza por conta própria é praticamente impossível.
Oficialmente, existem mais de 30 idiomas com status oficial na Rússia. De acordo com o artigo 68 da Constituição da Federação da Rússia, "as repúblicas [dentro da Rússia] têm o direito de estabelecer suas próprias línguas estatais".
E isto realmente acontece. No Tartaristão, por exemplo, o tártaro é ensinado nas escolas, na República da Tchuváchia, é o tchuvach e assim por diante.
Isto não significa, porém, que estes idiomas sejam amplamente difundidos. No censo de 2010, perguntou-se: "que línguas você fala?". O inglês foi a resposta mais frequente após o russo: 7,5 milhões disseram falar a língua, ou seja, 5,48% dos entrevistados.
Afinal de contas, o inglês é ensinado nas escolas em quase todo o país, enquanto as línguas de minorias mais difundidas no país, como o tatar, mal chegam a 3%.
Mas não pense que o Cáucaso é a única parte da Rússia onde se falam línguas exóticas. No Extremo Oriente do país, o povo esquimó de Tchukotka fala uma língua bonita, mas dificílima (com "apenas" 63 formas verbais).
Línguas como o tabasaran ou o esquimó são tão exóticas para os russos étnicos quanto o são para os estrangeiros.
"Internet" em esquimó, por exemplo, diz-se "ikiaqqivik" – que, literalmente, significa "jornada por múltiplas camadas". Não é poético?

15 junho, 2016

Transbording

Luis Fernando Verissimo
Triste o país que tem vergonha da própria língua.
Fico pensando num corretor de imóveis tendo que mostrar, para compradores em potencial, um apartamento no edifício Golden Tower, ou similar, em algum lugar do Brasil.
— Isto é o que nos chamamos de entrance.
Entrance?
— Ou front door. Porta da frente.
— Ah.
— Aqui temos o living room e o dining room conjugados. Ou conjugated. Por aqui, a gourmet kitchen.
Kitchen é…?
— Cozinha, mas nós não gostamos do termo. Isto aqui é interessante: é o que chamamos de coffee corner, onde a família pode tomar seu breakfast de manhã. A gourmet kitchen vem com todos os appliances, e o prédio tem uma smart laundry comunitária.
— O que é smart laundry?
— Não tenho a menor ideia, mas é o que está escrito no flyer. E passamos para o corridor que leva ao master bedroom, ou suíte, em português. As camas podem ser king size ou queen size. Aqui temos o closet, que em português também é closet. E aqui temos esta giant window que dá para o garden do prédio, e o playground. Você tem kids?
— O quê?
Kids. Crianças.
— Ah. Não.
— O garden também tem uma green walk, que é uma trilha para passear entre as trees and tropical plants, e um infinity pool que é uma piscina que parece que está sempre transbordando, outransbording. Além disso, claro, existe um indoor pool, que faz parte do fitness center. Ah, e se comprarem o apartamento vocês automaticamente passam a fazer parte do party club, onde tem um barbecue pit.
Barbecue pit?
— Churrasqueira. E podem usar o working hub, que eu também não sei o que é, mas com esse nome só pode ser coisa fina.
— E a segurança...?
— Garantida dia e noite, ou twenty-four/seven.
— Porteiro?
— Sim, mas não chamamos de porteiro. Ele é um hall concierge.
— Tudo ótimo, mas não sei se vamos comprar o apartamento.
— Por que não?
— Ter que mostrar o passaporte, sempre, para entrar em casa... Sei não.

Glossário imobiliário

22 julho, 2015

A língua muda a nossa maneira de ver e recordar o mundo?


A pesquisadora Aneta Pavlenko acredita que sim. Segundo ela, o nome que colocamos nas coisas ou as nuances dos verbos de ação podem influenciar a forma como o nosso cérebro vê o mundo, a tal ponto que uma pessoa bilíngue pode mudar sua perspectiva, dependendo de que linguagem ela usa.
No site da NPR, Pavlenko lembra o que aconteceu ao famoso escritor Vladimir Nabokov em suas memórias. O autor de "Lolita", que falava perfeitamente russo, francês e inglês, publicou primeiro o seu livro em inglês, e quando lhe pediram uma edição russa, ele descobriu que se lembrava de outras coisas:
"Quando Nabokov começou a traduzir o livro para o russo, ele se lembrou de um monte de coisas que havia esquecido quando estava escrevendo em inglês; portanto, em essência "Lolita" se tornou um livro diferente", disse Pavlenko. "Ao ser publicado em russo, o autor percebeu que, para apresentar sua infância de maneira correta aos leitores de língua inglesa, teria de fazer uma nova versão. Assim, a versão da autobiografia de Nabokov, pelo que sabemos agora, é, na verdade, a terceira versão que ele escreveu com o que recordou a mais em russo e traduziu de volta para o inglês."
Continue lendo em ¿Cambia la lengua nuestra manera de ver y recordar el mundo?, Yahoo! Notícias

22/07/2015 - Comentário
O linguista e professor da Universidade de Brasília - Unb, Marcos Bagno, no livro "Preconceito Linguístico" - que recomendo muitíssimo - nos mostra como a linguagem molda a forma e como as classes dominantes mantêm o poder, discriminando e disseminando preconceitos contra os excluídos da sociedade, fazendo-os acreditar em uma inferioridade inexistente. Na maioria das vezes, apenas manifestando-se com repulsa ao modo de falar da população menos favorecida.
E a linguagem, como vemos neste texto, além de sua forma ideológica, é a nossa própria maneira de vermos e construirmos nosso mundo.
Fernando Gurgel

01 junho, 2014

Digam xis

"Say cheese" é a instrução mais comumente dada pelos fotógrafos às pessoas de língua inglesa quando estas vão ser fotografadas. Ao dizer "cheese" (queijo), as pessoas abrem suas bocas no que parece ser uma espécie de sorriso. Como esta prática tornou-se enraizada na cultura ocidental moderna, tem assumido também o papel de último aviso para uma fotografia que vai ser tirada. Muitas vezes, a palavra "cheese" não chega a ser pronunciada pelos fotografados e funciona mais como um sinal para que estes façam as poses e... sorriam.
Em certa fotografia coletiva
Bits and Pieces
Em outras culturas
Outras línguas adotaram esse método, embora com palavras diferentes que soam parecido a "cheese", para obter o efeito desejado que é fazer a boca dar um sorriso.
No Brasil, a frase é "olha o passarinho" ou "digam xis" (o nome da letra X em português soa parecido com "cheese").
Na Bulgária, "zele", que significa "repolho".
Na China , a palavra usada é 茄子, significando "berinjela". A pronúncia desta palavra é notavelmente semelhante a "cheese".
Na Croácia, a palavra usada é "ptičica", que significa "pequeno pássaro".
Na República Checa , a palavra usada é "sýr", que significa queijo em checo.
Na França e em outros países de língua francesa , a palavra "ouistiti", significando sagui , é usada frequentemente.
Na Alemanha, as palavras relacionadas com os alimentos como "espaguete", "Käsekuchen" (bolo de queijo), Wurst são usadas, principalmente para as crianças.
Na Hungria, o fotógrafo diz "itt repül um kis madár" (aqui voa o passarinho), mas também "cheese" é usado, principalmente para as pessoas mais jovens.
Na Índia, dizem "paneer" ( hindi : पनीर).
No Irã, a palavra usada é سیب (SAIB), que significa "maçã".
Em Israel, a palavra usada é תגיד גבינה (Tagid Gvina), significando "say cheese".
No Japão, "sei, no. .. ", significando em inglês "ready, set!" é frequentemente utilizado. Tambémチーズ(chizu), que significa queijo, é usado.
Na Coréia, se diz "kimchi".
Na Rússia, dizem "сыр", que significa "queijo" em russo. A pronúncia é estendida para prolongar o tempo do "sorriso" no rosto.
Na Sérvia, a palavra usada é "птичица", que significa "passarinho".
Na Espanha, a forma equivalente é "decir patata" ("dizer batata"). Um comando alternativo para tirar uma foto é "mirar al pajarito", destinado a fazer as pessoas olhar diretamente para a câmera.
Na maioria dos países latino-americanos, a expressão usada é "whisky".
Na Turquia, "peynir", que significa queijo, é usado frequentemente. WIKIPÉDIA

Link não patrocinado
Um fatiador de queijo que você vai adorar

10 dezembro, 2013

O Português entre os 10 mais no Reino Unido

O Português foi considerado como um dos 10 idiomas estrangeiros mais importantes para os próximos 20 anos no Reino Unido, de acordo com um estudo do British Council, cujos resultados foram parcialmente divulgados pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua.
"Pela primeira vez, a língua portuguesa integra esta espécie de pequena lista das línguas consideradas 'vitais' em um horizonte temporal de 20 anos, partilhando esse estatuto com o Espanhol, Árabe, Francês, Mandarim, Alemão, Italiano, Russo, Turco e Japonês", sublinhou o instituto Camões em seu comunicado.
No relatório "Languages for the Future" – Idiomas para o Futuro –, que analisa as prioridades linguísticas do Reino Unido, é indicado que a seleção de idiomas baseia-se "em fatores econômicos, geopolíticos, culturais e educacionais, incluindo as necessidades das empresas do Reino Unido, no que diz respeito aos negócios com o exterior, às prioridades diplomáticas e de segurança e à relevância na Internet".
Os autores do estudo britânico destacaram, segundo o instituto Camões, a utilização do português como língua de trabalho da União Europeia (UE) e em outros organismos internacionais, como a Organização dos Estados Ibero-americanos, União Africana, Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral e a União das Nações Sul-americanas, como também o fato de a língua portuguesa ser o quinto idioma mais utilizado na Internet.
"Outros estudos recentes têm vindo a indicar que a projeção da língua portuguesa se deve principalmente a seu número de falantes como língua materna, ao número de países de língua oficial portuguesa, à presença e crescimento da língua na Internet, na cultura, sobretudo no nível de tradução de originais e, desde há alguns anos, na ciência, devido a um forte crescimento na produção de artigos em revistas científicas", acrescentou o instituto Camões.
Fonte: Expresso XL

29 novembro, 2013

Como rir online em várias línguas

Imagine que você e eu estamos conversando na internet. Imagine que, no decorrer de nossa conversa, eu - e isso pode exigir um pouco de imaginação extra - digo algo totalmente divertido.
Como você responderia?
  • hahaha ou LOL, em inglês. LOL é acrônimo de "laughing out loud" (rindo muito alto) e de "lots of laughs" (um monte de risos).
  • jajaja, em espanhol. Na língua espanhola o "j" é pronunciado como o "h" em inglês, por isso "jajaja" é análogo ao inglês "hahaha".
  • xaxaxa, em grego. Pela mesma razão.
  • xaxaxa ou חָה - חָה - חָה, em hebraico. Idem.
  • hahaha, hehehe, hihihi, hohoho ou MDR (as iniciais de "mort de rire") em francês.
  • www, em japonês. Nada a ver com world wide web. Origina-se, provavelmente, de 笑, o caráter kanji para rir, que é pronunciado "warai" em japonês.
  • 555555, em tailandês. Na Tailândia, "5" é pronunciado "rá".
  • rsrsrs, em português do Brasil. São as consoantes da palavra "risos".

24 outubro, 2013

Lo Portuñol

por Kiko Nogueira
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo
Hablas portunhol? Non? Pois ainda vas hablar muito
Com nosso instinto de sobrevivência, criamos um idioma de fronteira, com a imensa ajuda dos vizinhos.
O portunhol já foi visto de uma maneira tremendamente negativa no Brasil. Um jeito ignorante de se virar em espanhol. O símbolo disso era a imagem do ex-presidente, Collor de Mello, berrando na televisão, apoplético: “Duela a quien duela!”.
Depois, o técnico Wanderley Luxemburgo, em sua rápida e fracassada passagem pelo Real Madrid, encarregou-se de jogar a pá de cal. Mas o fato é o seguinte: o portunhol existe; não tem nada a ver com o Collor e o Luxa; é, sim, uma língua; e você pode orgulhar-se de se virar com ela.
“Na verdade, são várias línguas de fronteira, praticadas nas bordas do Brasil com os demais países da América do Sul”, diz Maite Celada, professora-doutora de espanhol da USP. Segundo ela, o brasileiro se apropriou da língua do vizinho – e a recíproca não vem na mesma medida.
“Os argentinos, por exemplo, são mais cuidadosos, arriscam-se menos”, afirma a portenha Maite, com seu leve sotaque. “O portunhol é uma arma absolutamente legítima de comunicação. Falando o idioma do outro, você se desloca e se transforma”. O instinto de sobrevivência do brasileiro, o famoso jeitinho, contribui para a nossa capacidade de adaptação a um ambiente hostil. Em Santiago do Chile, presenciei um diálogo em que um carioca começava falando em português e não era entendido. O chileno respondia em espanhol. E nada. Até que ambos começaram a dialogar em portunhol – e a coisa fluiu.
O portunhol ainda não tem o status de idioma ou dialeto. Ele não é estável nem homogêneo, além de depender do repertório de cada interlocutor. Mas já adquiriu uma personalidade própria. O escritor paranaense Wilson Bueno lançou o romance, Mar Paraguayo, todinho em portunhol. Bueno considerava, com algum exagero, que fez pelo portunhol o que Dante fez pelo italiano – ou seja, formalizou-o literariamente.
O livro foi bem recebido em alguns países. No Canadá, houve uma tradução para o “francenglish”, a mistura do francês com o inglês.”É uma língua de errância”, disse-me Bueno. “Uma língua que se faz ao falar, ao caminhar.” Não há gramática, sintaxe, regra. Por isso, não há erro. Para quem tem autocensura baixa, ainda mais, é facílimo. Segundo o site Portunhol Selvagem (há centenas de sites portunhóis na internet), para falar portunhol basta trocar “v” por “b”, “o” por “lo” e “a” por “la”.
O ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, um defensor ferrenho dessa novilíngua, declarou o seguinte: “O portunhol é uma manifestação espontânea, natural, vinda dos corpos e das almas culturais dos nossos povos”. Traduzindo ficaria assim: “Lo portuñol es una manifestación espontánea, natural, vinda de los cuerpos e de las almas culturais de los nostros pueblos”. Viu como é simples? Não sei se essa é a melhor versão. Mas dá para se virar na Calle Florida.


Comentário
Depois do dialeto ingrobrasileño - mistura do ingrês falado por brasileiros em maiame e adjacências com o arremedo de português brasileiro - chegou, para ficar, o segundo dialeto mais falado pelos brasileños: o portuñol.
Fernando Gurgel

30 agosto, 2013

A língua mirandesa

Lhigaçones amportantes
La Lhéngua Mirandesa, doce cumo ua meligrana, guapa i capechana, nun yê de onte, detrasdonte ou trasdontonte mas cunta cun uito séclos de eijistência.
Sien se subreponer a la "lhéngua fidalga i grabe" l Pertués, yê tan nobre cumo eilha ou outra qualquiêra.
Hoije recebiu bida nuôba.
Saliu de l absedo i de l cenceinho an que bibiu tantos anhos. Deixou de s'acrucar, znudou-se de la bargonha, ampimponou-se para, assi, poder bolar, strebolar i çcampar l probenir.
Agarrou l ranhadeiro para abibar l lhume de l'alma i l sangre dun cuôrpo bien sano.
Chena de proua, abriu la puôrta de la sue priêça de casa, puso fincones ne l sou ser, saliu pa las ourriêtas i preinadas..
Lhibre, cumo l reoxenhor i la chelubrina, yá puôde cantar, yá se puôde afirmar.
A la par de l Pertués, a partir de hoije, yê lhuç de Miranda, lhuç de Pertual.
Trecho de um texto (veio daqui) em língua mirandesa que Nelson José Cunha, assessor do blog em línguas novilatinas, enviou para cá.
No Wikipédia
A Língua Mirandesa, ou Mirandês, é um idioma pertencente ao grupo asturo-leonês, com estatuto de segunda língua oficial em Portugal, reconhecida oficialmente e assim protegida. É falada por menos de quinze mil pessoas no concelho de Miranda do Douro e em três aldeias do concelho de Vimioso, num espaço de 484 km², estendendo-se a sua influência por outras aldeias dos concelhos de Vimioso, Mogadouro, Macedo de Cavaleiros e Bragança.
Família: Indo-europeia
→Itálica
→Românica
→Ítalo-ocidental
→Ocidental
→Galo-ibérica
→Ibero-românica
→Ibero-ocidental
→Asturo-leonês
→Mirandês
Abaixo, outro texto em Mirandês publicado no jornal Público, a 24 de Julho de 2007, com a respectiva tradução para o Português.
Muitas lhénguas ténen proua de ls sous pergaminos antigos, de la lhiteratura screbida hai cientos d'anhos i de scritores hai muito afamados, hoije bandeiras dessas lhénguas. Mas outras hai que nun puoden tener proua de nada desso, cumo ye l causo de la lhéngua mirandesa.
Muitas línguas têm orgulho dos seus pergaminhos antigos, da literatura escrita há centenas de anos e de escritores muito famosos, hoje bandeiras dessas línguas. Mas há outras que não podem ter orgulho de nada disso, como é o caso da língua mirandesa.

10 junho, 2013

"Caminhante, não há caminho"

Fernando Gurgel Filho
Dizem que o inglês-brasileiro é um dialeto criado por brasileiros que se acham americanos e que não conseguem engatar duas frases mais ou menos lógicas em português. Dizem, também, que é muito comum ser ouvido em "maiame" e adjacências.
Mas, para a felicidade de todos e o bem geral da Nação, consegui superar tudo isso. Ao programar uma pequena viagem aos mais belos países europeus, passei um tempão estudando francês. Foram dias e noites estudando o idioma que, para mim, tem uma sonoridade ímpar, mas parece que nem um dialeto novo consegui emplacar. Ninguém entendia meu francês-cearense. Nem os belgas.
- Café au lait, s'il vous plaît, pedia angustiado.
- Excusez-moi, vous parlez anglais, espagnol? English, Spanish...? Español...?
Não queriam nem tentar entender o que eu tentava falar! E parece até que Portugal não faz parte da Comunidade Europeia. Um falante de português é meio raro naquelas paragens. Como a Europa está cheia de turco, japonês e chinês, não é difícil achar um falante de um destes idiomas.
Mas a minha angústia piorou bastante quando perguntaram:
- You speak German?
- Em inglês???
- Caffè latte?
- Sei não. No Brasil, só o choco... late, o café, não. Hehehehe.
- ???
- Espia só, se avexe não. Te agaranto que ôce nu Ciará ia intender tudim!
- Café au lait, s'il vous plaît.
- Café? Olé! Brasil! Ney Matogrosso!
Adoro o Ney Matogrosso, mas naquelas circunstâncias fiquei mais angustiado ainda.
E ainda bateram minha carteira em Paris.
No Brasil, nem no Pelourinho à noite, antes da revitalização, fui roubado. Nem na Praia do Futuro. Tinha que ser lá!
Meu consolo foi quando um amigo contou que um colega dele foi a "maiame", treinou arduamente o dialeto inglês-brasileiro e, lá chegando, falou apenas em português. Nem outra língua perguntaram se o pobre coitado falava. Tava na cara!

"Caminhante, não há caminho, / se faz o caminho ao andar. / Ao andar se faz o caminho..." (António Machado, poeta sevilhano)

Ilustração - Reprodução fotográfica de uma das esculturas de bronze da série LES VOYAGEURS, do artista francês Bruno Catalano. Ver mais.

08 fevereiro, 2013

O português, essencialmente

"Language X is essentially language Y under conditions Z"
Em As explicações essencialistas John Cowan coleciona 1009 conceitos de como as línguas são definidas por pessoas de outras línguas. Dentre as 34 entradas que já existem na página para o português, eu selecionei as seguintes:
O português é, essencialmente, o espanhol ruim, resmungado.
- Eugene Holman
O português é, essencialmente, o espanhol falado através de dentaduras mal ajustadas.
- Roger Mills
O português é, essencialmente, a língua falada por galegos que decidiram ter um país próprio e independente.
- Ivan Amaya C.
O português é, essencialmente, o espanhol falado enquanto se come uma batata quente.
- Mike Taylor
O português é, essencialmente, o dinamarquês posando como uma língua românica.
- Benct Philip Jonsson
O português brasileiro é, essencialmente, o latim sem consoantes.
- Paulo Rónai (via Luís Henrique)
O português é, essencialmente, o português brasileiro sem vogais.
- Luís Henrique
O português é, essencialmente, o espanhol falado por um russo.
- Peter Clark
O português açoriano é, essencialmente, o português continental falado com os lábios franzidos.
- Ilvi
O português brasileiro é, essencialmente, o espanhol falado por portuguesas gostosas e com ritmo.
- Javier de la Rosa
O português é, essencialmente, um tipo de linguagem de contato com o espanhol e ... mais espanhol!
- Maria
O português é, essencialmente, o espanhol falado por um francês bêbado.
- Vacapinta
O português brasileiro é, essencialmente, o espanhol sem ossos.
- Carlos Quevedo
O português é, essencialmente, um mau latim que os espanhóis não conseguem entender.
- Humberto Ribeiro
O português é, essencialmente, o italiano falado por alguém sob efeito de sedativos.
- Ken Westmoreland
O português brasileiro é, essencialmente, o português em ritmo de bossa.
- Ivan Amaya C.
O português é, essencialmente, o espanhol que tem vergonha de seu património, de modo que se faz passar por uma língua eslava.
- Bill Van
O português é, essencialmente, um dialeto do espanhol que tem um exército e uma marinha.
- Leonardo Boiko
O português é, essencialmente, o espanhol que tem sido deixado de fora, na chuva, a noite toda.
- Paul Clarke

Poderá também gostar de: "É grego para mim".

Comentário
Caro Gurgel,
Divertidíssimo. Parabéns.
Enfim, simplesmente excelente (mas se pensas que este meu horripilante eco em "ente" é uma tentativa de assassinar a língua-mãe, atentai para o brutal "línguocídio" cometido, ainda que não intencional individualmente, pelo conluio matricida da dupla Paulo Rónai (via Luís Henrique) e Luís Henrique, que emudece neogalegos e baianos, castrando definitivamente nossos falares e escreveres em Portugal, Brasil, Cabo Verde, São Tomé, Bissau, Angola, Moçambique, além de uma meia dúzia de dois ou três bravos que resistem em Goa, Macau, Timor etc. e milhões de todos nós mundo afora, enterrando de uma vez por todas e matematicamente a nossa amada última (e desde agora brevíssima) flor do Lácio.
Vejamos:
"O português brasileiro é, essencialmente, o latim sem consoantes." - Paulo Rónai (via Luís Henrique)
"O português é, essencialmente, o português brasileiro sem vogais." - Luís Henrique
Donde:
O português é o latim sem vogais nem consoantes. Só nos restaram os acentos. Aliás, latim não tem acentos. Estamos incomunicáveis.
É assim, então, que nada me resta também senão, desesperado e comovido, iludir-me com a mal escrita tentativa de uma ínfima sobrevida...
Como segue:
- O português é rascunho ainda de uma nova indígena poesia sendo e a ser escrita, ilegível para cultas e remortas civilizações que, ocupadas de passados de tantas glórias, não decifram as páginas em branco do porvir (ou por vir?)...
É por certo meio apelativo... Mas dado o desespero emudecedor da situação...
Grande abraço, muito obrigado, e que não sejam estas as nossas derradeiras palavras.
(tentando sobreviver ao acidental atentado "linguocida" da dupla Luís Henrique e Paulo Rónai)
Resposta - Paulo Rónai, em "Não Perca o seu Latim", marca com a braquia (˘) as palavras latinas em que a penúltima sílaba é breve, para indicar que estão acentuadas na antepenúltima, e, mais raramente, com o mácron (¯), especialmente no fim de algumas palavras, para indicar a sílaba longa. Inexistindo no português os tais sinais diacríticos, isso só vem a agravar a situação de uma língua que, segundo ele e Luis Henrique, ao cabo de tudo e notadamente em Portugal, ficou só com acentos. Grande abraço. PGCS

09 julho, 2012

Solresol

O francês Jean-François Sudre (1787-1862) tinha um pensamento único, em 1817:
Se as pessoas de diferentes culturas podiam apreciar a mesma música, por que não transformar a própria música em uma língua internacional?
O resultado, que ele chamou Solresol, usava as sete notas da familiar escala de solfejo (do, re, mi ...) como fonemas em um vocabulário de 2.600 raízes. E as palavras relacionadas compartilhavam as sílabas iniciais. Por exemplo, "doremi" significava dia, "dorefa", semana, "doresol", mês, e "doredo", o conceito do próprio tempo. Além disso, para tornar mais agradável o aprendizado da língua, os opostos eram formados simplesmente invertendo as palavras. Assim, "fala" era bom e "lafa", ruim.
Ele desenvolveu essa língua para várias mídias. Além de representar uma sílaba, a cada nota também foi atribuída um número e uma cor, de modo que as palavras podiam ser expressas por batidas, luzes piscando, bandeiras de sinalização e badaladas de sino, bem como por música.
Sudre foi saudado como gênio em vida, colecionou prêmios em exposições mundiais em Paris e Londres, porém morreu sem ver a sua gramática publicada. Uma sociedade internacional promoveu o Solresol até o começo da Primeira Guerra Mundial, quando a língua passou a perder seus adeptos para o Esperanto, que foi considerado mais fácil de aprender.
Greg Ross. In: Language, Futility Closet

Leitura complementar
Grammar of Solresol by Boleslas Gajewski

Ler também...
Curso de Inglês, Sobre "falsos amigos", Tra(duz)ir, Boas falas"É grego para mim", O dom de línguas, Línguas faladas no mundo e Línguas artificiais.

23 dezembro, 2011

Línguas artificiais

VOLAPÜK - Esta palavra, em seus elementos constitutivos, significa fala do mundo. Foi inventada em 1880, na Áustria, pelo sacerdote católico Johann Schleyer, que colheu grande parte do vocabulário na língua inglesa (40%), assim como no grego e no latim, porém criando regras arbitrárias e derivações que deram causa a muitas reservas. O volapük entrou em colapso devido à intransigência do seu autor que não permitia nenhuma modificação de suas regras.
ESPERANTO - A mais bem sucedida das línguas artificiais. Apresenta 10 milhões de falantes (entre fluentes e não fluentes) em todo o mundo. É a língua oficial de algumas organizações. Foi criada em 1887 por Lazarus Zamenhof, médico oftalmologista e filósofo, de origem judaica e radicado em Varsóvia.
INTERLÍNGUA - É uma linguagem científica internacional composta de elementos comuns às principais línguas do mundo ocidental. Teve seu início em 1924, através da International Auxiliary Language Association, e, a partir de 1953, tem sido difundida pelos esforços do Science Service, de Nova Iorque.
INTERGLOSSA - Uma invenção do zoólogo inglês Lancelot Hogben, que foi muito combatida pelos partidários do Inglês Básico. Quanto a este, que foi também proposto como língua internacional (não artificial), trata-se da língua inglesa reduzida a um "esqueleto" de umas mil palavras.

05 agosto, 2011

Línguas faladas no mundo

Na atualidade há 6.910 línguas faladas no mundo. Deste número, 240 são faladas por 97 por cento da população mundial. Lidera o ranking de falantes o mandarim, na China, que é utilizado por 1 bilhão de pessoas. A seguir estão: o inglês, o hindi, o espanhol, o russo, o árabe, o bengali, o português, o indonésio e o francês. Nenhuma destas grandes línguas corre algum risco de desaparecer.
Do outro lado do ranking, encontram-se as línguas tendentes à extinção. Estima-se que cerca de 3 mil delas desaparecerão até o fim deste século. E uma língua que desaparece, desaparece para sempre, o que é uma pena.