Mostrando postagens com marcador fluidos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fluidos. Mostrar todas as postagens

12 março, 2015

Formigas como fluidos

A Biologia inspirada na Física
As formigas de fogo usam suas garras para se segurarem em diversas superfícies, incluindo umas às outras. Como resultado dessa aderência coletiva em grandes números, elas fluem como fluidos inanimados. Neste vídeo (abaixo), é demonstrado como as formigas se comportam de forma semelhante à propagação das gotas, à ascensão capilar da água em menisco e ao fluxo de um líquido viscoso através de um funil. Copiando o fluxo dos fluidos, as colônias de formigas podem permanecer unidas sob condições adversas.



Poderá também gostar de ver:
Uma experiência de longa duração: 1 e 2

21 julho, 2013

Uma experiência de longa duração - 2

Por fim, caiu uma gota de piche no experimento da gota de piche, mas em outro experimento da gota de piche
Na Universidade de Queensland, Austrália, leva-se a cabo desde 1927 uma experimento conhecido como o experimento da gota de piche, para estudar o comportamento do piche que, ainda que nos pareça um material sólido, é um líquido muito, muitíssimo viscoso, umas 230 milhões de vezes mais viscoso do que a água.
A queda da gota de piche em Queensland aconteceu em oito ocasiões, até o momento. Em 1938, 1947, 1954, 1962, 1970, 1979, 1988 e 2000.
Mas o que maltrata é que, por um motivo ou outro, em todo este tempo ninguém viu nenhuma das gotas cair. No caso da gota que caiu em 2000 foi especialmente desapontador porque o sistema de filmagem do laboratório, Murphy como se mostrou, não mostrou nada.
E quando todos esperavam ansiosos em Queensland, com três webcams preparadas, a queda da nona gota - prevista para ocorrer neste ano - foi o Trinity College, de Dublin, que ganhou a corrida. Ao registrar, pela primeira vez, a queda de uma dessas gotas de piche (vídeo) em um experimento similar iniciado por lá em 1944.


01 junho, 2013

Nadar é [quase] voar

Samuel Johnson, em seu romance Rasselas, de 1759, deixou uma passagem marcante que antecipa a
invenção do avião por quase 150 anos.
"Aquele que sabe nadar não precisa preocupar-se com voar, pois nadar é voar em um fluido mais espesso e voar é nadar em um fluido mais sutil. Nós somos aquilo que resulta de nosso poder de resistência a diferentes densidades da matéria através da qual nós passamos. Assim, você necessariamente flutuará se puder renovar o seu impulso no ar mais rápido do que ele pode reduzi-lo em você."
Como reivindicação básica para uma patente moderna, a afirmação acima não poderia ser mais ampla nem mais abrangente. Fica faltando apenas anexar a descrição de um motor de combustão interna de alta potência para tornar essa reivindicação eficaz.

02 dezembro, 2012

Uma experiência de longa duração

Por exemplo, esta que mede o fluxo de uma amostra de piche através de um funil. A experiência foi iniciada em 1927 pelo professor Thomas Parnell, da Universidade de Queensland, Austrália, para demonstrar aos alunos que algumas substâncias que parecem ser sólidas são, de fato, fluidos de muito alta viscosidade.
Quem conduz o experimento na atualidade é o professor John Mainstone, visto na imagem ao lado.
O fluxo através do funil é tão lento que, 85 anos após, o piche ainda está formando a nona gota.


Um biólogo que acompanha, por quase um quarto de século, colônias de bactérias que crescem em uma dúzia de placas de cultura, está esperando encontrar alguém para manter sua experiência de laboratório muito depois que ele venha a morrer. Enquanto isso, um botânico que trabalha no mesmo campus (apenas por coincidência) cuidadosamente cuida de uma experiência que começou antes de ele nascer, em 1879. Estes dois pesquisadores, ambos da Universidade de Michigan, em East Lansing, representam exemplos de um fenômeno incomum na ciência: experimentos que ultrapassam o tempo de existência das pessoas que deram início a eles. A maioria dos projetos de pesquisa objetiva produzir resultados tão rapidamente quanto possível. Mas, porque a natureza pode trabalhar em escalas de tempo enormes, algumas questões podem levar mais tempo para dar a resposta do que a carreira dos cientistas.

15 agosto, 2010

Caminhando sobre as águas

Pessoas conseguem caminhar na superfície de uma piscina em que há uma mistura de água com amido de milho (maizena). Isto é possível porque a mistura forma um fluido não-newtoniano (um fluido cuja viscosidade varia de acordo com as forças que lhe são aplicadas).
Ao pisar forte sobre o fluido, este se torna algo sólido: o suficiente para suportar o peso dos que caminham sobre ele; ao deixá-lo em repouso, torna-se completamente líquido e não permite que alguém se mantenha sobre a sua superfície.