23 agosto, 2026

"Esse mar é meu..."

João Batista Nogueira Junior, mais conhecido como João Nogueira, nasceu em 12 de novembro de 1941, no Rio de Janeiro.
Começou a compor, aos 15 anos, para um bloco carnavalesco com sede no Meier, aparecendo na cena artística nacional no início dos anos 1970, quando emplacou o sucesso "Das 200 Pra Lá" (Esse mar é meu / Leva seu barco pra lá desse mar/ Esse mar é meu/ Leva seu barco pra lá).
Um samba que defendia a política de expansão de nossa fronteira marítima ao longo de 200 milhas da plataforma continental. Na voz de Eliana Pittman, o samba assumiu as primeiras posições das paradas e mereceu citação em reportagem da revista americana Time, por seu tom nacionalista afirmativo. À época, João se viu às voltas com certo patrulhamento, já que a bandeira das 200 milhas havia sido levantada pelo ditadura militar. “Pensaram que eu tinha virado Dom e Ravel”, brincou ele mais tarde.


Outra das músicas mais cantadas de João, uma espécie de hino dos compositores, foi o sucesso do disco de 1980, "Boca do Povo". Trata-se de "Poder da Criação" (Ninguém faz samba só porque prefere/ Força nenhuma no mundo interfere/ Sobre o poder da criação), com Paulo César Pinheiro, seu parceiro mais constante.
João Nogueira morreu no dia 5 de junho de 2000, aos 58 anos, vítima de um infarto do miocárdio, em sua casa no Recreio dos Bandeirantes. Ele deixou 4 filhos, entre eles: Diogo Nogueira, que pegou o bastão e nos faz matar as saudades do pai, dadas as semelhanças física e vocal e a simpatia com que apresenta o melhor do samba carioca.

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