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31 maio, 2023

Investimentos e a posse de Marco Lucchesi na Biblioteca Nacional

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) vai receber, este ano, investimentos de R$ 30 milhões, anunciou a ministra da Cultura, Margareth Menezes, ao dar posse, nesta terça-feira (30), no Rio de Janeiro, ao novo presidente do órgão, professor Marco Lucchesi. Estes investimentos serão direcionados à modernização do prédio anexo da biblioteca, destinado a abrigar parte dos 10 milhões de obras que compõem o acervo da instituição, em especial a coleção de periódicos.
Foi anunciada durante a cerimônia a criação de uma nova categoria dentro do Prêmio Literário Biblioteca Nacional - o Prêmio Akuli. O novo prêmio objetiva a fixação de cantos ancestrais e narrativas da oralidade, recolhidos no Brasil, entre povos originários, ribeirinhos e de matrizes culturais. Íntimo dos saberes da floresta, Akuli foi um exímio narrador de histórias ancestrais. A literatura oral sobre Macunaíma, que Akuli transmitiu ao cientista alemão Theodor Koch-Grünber, foi determinante para a obra de Mário de Andrade.


Crédito: http://pbs.twimg.com/media/Fxc6vDdXwAM9ZPG?format=jpg...
FBN
A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) é um órgão público federal vinculado ao Ministério da Cultura. A fundação inclui a Biblioteca Nacional, mais antiga instituição brasileira e maior biblioteca da América Latina, além da Biblioteca Euclides da Cunha (BEC) e a Casa de Leitura. Inaugurada em 1810 por D. João VI, a Biblioteca Nacional ocupa, desde 1910, o prédio localizado na Avenida Rio Branco, número 219, na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro. É considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo.
Fonte: Agência Brasil

12 setembro, 2015

Standard & Poor's

A credibilidade e os conflitos de interesses de uma agência de classificação de riscos
A agência Standard and Poor's baixou a nota do Brasil de BBB- para BB+, tirando seu grau de investimento (espécie de selo de bom pagador). Esta decisão da agência, em sua avaliação sobre os riscos do país, poderá custar bilhões à economia do Brasil pela potencial fuga de investimentos, isto é possível.
Há alguns meses, no entanto, quem se via sob fogo cerrado era a própria instituição: a Standard and Poor's foi ré em um processo movido pelo Departamento de Justiça dos EUA, que acusou a agência de ter mascarado o grau de risco de investimentos nos chamados papéis subprime, os vilões da crise financeira desencadeada em 2008.
Segundo as acusações, a empresa teria propositalmente ocultado chances de prejuízos.
Em um acordo extrajudicial, anunciado em 3 de fevereiro, a Standard and Poor's concordou em pagar ao Tesouro americano o equivalente a quase US$ 1,4 bilhão (R$ 5,4 bilhões, na cotação atual). O episódio reacendeu o debate sobre a credibilidade das agências de classificação de risco e os possíveis conflitos de interesses envolvendo suas atividades.
Usados como referência para chancelar investimentos seguros em todo o mundo, os ratings da Standard and Poor's foram criticados por sua atuação em várias situações, colocando em xeque a sua credibilidade de classificação de risco. O caso mais notório foi quando a "agência de risco" classificou o banco de investimento estadunidense Lehman Brothers com a nota AAA (grau de investimento seguro), até a manhã em que ele quebrou em 15 de setembro de 2008, detonando a crise financeira global daquele ano.
N. do E.
– Ora, não sejamos tão exigentes. Qualquer "agência de risco" está sujeita a confundir um banco de investimento com uma pilha palito. (PGCS)

09 junho, 2013

Uma linda peça de propaganda

O tucanato botou o dinheiro para trabalhar
Com os juros a 8%, FHC saiu da paz da renda fixa, que durante seu governo pagava 26,6%, e foi para a produção.
A repórter Vera Magalhães publicou uma informação que encheu de júbilo o comissariado petista.
FHC, dois de seus ex-ministros e mais seis sócios criaram uma empresa que investirá num empreendimento imobiliário. Chama-se Sarlat e tem R$ 1,9 milhão de capital, com R$ 222 mil dele.
O ex-presidente explicou:
:( 
"É difícil encontrar investimento em renda fixa que dê alguma coisa."
Investimento em renda fixa é aquele em que o sujeito fica em casa e seu dinheiro rende os juros fixados pelo Banco Central. Durante o tucanato, esse tipo de aplicação rendeu, na média, 26,6% ao ano, com um pico de 45%. Hoje, a Selic paga 8%.
Em 1995, quem botava dinheiro em fundos de renda fixa nos Estados Unidos faturava 10,9%. Em Pindorama, naquele ano, renderam 18% em valores reais.
FHC tem toda razão: "É difícil encontrar investimento em renda fixa que dê alguma coisa". Portanto, é melhor botar o dinheiro para trabalhar.
Os tucanos da Sarlat mostraram que confiam no país e patrocinaram uma linda peça de propaganda para a doutora Dilma.
Elio Gaspari, Folha