17 junho, 2011

Quarto de empregada

Uma das obsessões da construção civil tem sido o barateamento das unidades habitacionais que constrói. Evidentemente, isso tem limites. Um apartamento cuja sala é ém "I" - e não em "L", como inicialmente se previa - acaba afastando os prováveis compradores. Um acabamento anunciado como de primeira e que não o é, idem. Experiências revolucionárias com a utilização de novos materiais como paredes feitas de papier mâché (papel amassado), então nem fala. Antes de tudo, o adquirente de um imóvel é um sujeito conservador.
E a política de minimização de custos das construtoras acaba sobrando para uma dependência: o quarto da empregada, o qual tem sempre dimensões liliputianas por maiores que sejam as do apartamento. Descrevendo um deles, Rubem Braga disse: "Um quartinho tão minúsculo onde uma pessoa não pode respirar com muita força que esgota completamente o ar." Embora, com tal nível de conscientização, não se sentisse Braga impedido de transformar o quarto de empregada no despejo do seu apartamento. Na oportunidade em que ele recebeu uns fardos pouco desejáveis e que "não podiam ficar na saleta do cronista".
Ao comprador de um apartamento Millôr Fernandes dá a seguinte orientação no item armários embutidos: "Conte o número e o tamanho dos armários embutidos. Mas conte com cuidado porque, muitas vezes, você pensa que está diante de um armário embutido e está diante do quarto de empregada." Ora, imaginam os senhores construtores que a empregada doméstica, feito aspargo em lata, dorme em pé? E que, nas paredes do quarto, assim que ela se instalar, não vai também afixar uns pôsteres de Michael Jackson, Xuxa Meneghel e Paulo Ricardo? O tipo do detalhe que deixa o compartimento ainda mais exíguo.
E o quarto em questão continua num processo de encolhimento que faz lembrar a anã branca (a qual, por uma associação de ideias, faz lembrar Adelaide, a anã paraguaia).

Prossiga a leitura da crônica em Linha do Tempo.

16 junho, 2011

O compactador de Português

Dizem que foram os mineiros que inventaram a linguagem de comunicação dos jovens na web.
A prova disso é a piadinha abaixo, que circula na rede, e que mostra o poder de compactação da fala do mineiro.
Fernando Gurgel Filho

Como a lógica extremamente avançada dos mineiros pode ajudar a diminuir o tamanho dos e-mails:
- Ce ké kafé? - Ké. - Pó pô pó? - Pó pô. - Pó pô pão? - Pó pô pokin só. - Kfom kotô! - Ópcv! - Nó!
Total: 73 caracteres
Como é o arquivo descompactado:
- Você quer café? - Quero. - Pode por o pó? - Pode por. - Pode por o pão? - Pode por um pouquinho só. - Com a fome que eu estou! - Olha para você ver! - Nossa Senhora Aparecida do Perpétuo Socorro.
Total: 168 caracteres
Uma compressão de 44%!
É bão mermo, uai!

Gravidez de alta duração

A maioria das gestações na espécie humana dura cerca de 9 meses e os médicos decidem induzir o parto se a gestação continua por mais tempo. No entanto, é possível uma mulher permanecer grávida durante um ano inteiro. A mais longa gestação do mundo durou 375 dias e o bebê tinha ao nascer um pouco mais de três quilos.


Gestações de um ano ou mais já deram à luz personagens da mitologia e da literatura. O fato é justificado pela necessidade de a mãe gerar uma obra-prima, muitas vezes destinada a fazer proezas. Com efeito, diz Homero que, tendo Netuno engravidado a Ninfa, esta só deu à luz um ano depois. Como informa Aulo Gélio, tão longo tempo era exigido pela majestade de Netuno, a fim de que o filho fosse formado com perfeição. Pelo mesmo motivo, Júpiter fez durar quarenta e oito horas a noite em que dormiu com Alcmena. Embora aqui se trate de uma fecundação, em menos tempo Júpiter não teria podido forjar Hércules, que limpou o mundo de monstros e tiranos.
Já Gargantua (na gravura ao lado, de Gustave Doré), personagem principal do romance homônimo de Rabelais, passou onze meses no ventre de sua mãe. E, por causa do inconveniente de ter ela comido tripas quando grávida, é que o bebê Gargantua passou por entre "os cotilédones superiores da matriz, entrou na veia cava e, subindo pelo diafragma até ao alto das espáduas, onde aquela veia se ramifica em duas, encaminhou-se para a esquerda e saiu pelo ouvido".

Bem, saiu pelo ouvido e quem quiser que conte outra.

15 junho, 2011

Um novo olhar para a América Latina

O artista espanhol Fernando Vicente superpõe formas humanas e animais a mapas de países e continentes para obter interessantes resultados.
Como esta imagem (ao lado) em que ele apresenta um novo olhar para a América Latina. O continente inteiro, de cabeça para baixo, a revelar o corte seccional de uma mulher grávida. Na imagem, a coluna é a Cordilheira dos Andes e as suas curvas são representadas pelas costas territoriais do continente.
O útero coincide com o Brasil. Como se a América Latina estivesse grávida de uma  superpotência emergente.


Translator can not be hit...

Ó Lua Moondana!

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14 junho, 2011

O 1° transplante de pulmão do Norte e Nordeste

O Brasil possui hoje um dos maiores programas públicos de transplantes de órgãos e tecidos do mundo. Com 548 estabelecimentos de saúde e 1.376 equipes médicas autorizados a realizar transplantes, o Sistema Nacional de Transplantes está presente em 25 estados do país, por meio das Centrais Estaduais de Transplantes.
Para ser um doador, não é necessário fazer nenhum documento por escrito. Basta que a sua família esteja ciente da sua vontade. Assim, quando for constatada a morte encefálica do paciente, uma ou mais partes do corpo que estiverem em condições de serem aproveitadas poderão ajudar a salvar as vidas de outras pessoas. Lembre-se que alguns órgãos podem ser doados em vida. São eles: parte do fígado, um dos rins e parte da medula óssea.
O 1° transplante de pulmão do Norte e Nordeste
O primeiro transplante de pulmão das regiões Nordeste e Nordeste do Brasil foi realizado na madrugada desta terça-feira (14), no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, unidade da Secretaria da Saúde do Estado especializada no diagnóstico e tratamento de doenças pulmonares e cardíacas. O paciente, de 43 anos, portador de enfisema pulmonar em fase avançada, era procedente do município de Sobral, e recebeu um novo pulmão esquerdo. Este pulmão era o mais comprometido pela enfermidade e, para sobreviver, o paciente dependia de oxigenoterapia contínua há dois anos.
Coordenou a equipe que realizou - com sucesso - esse transplante de pulmão o Dr. Antero Gomes Neto (foto), cirurgião de tórax do Hospital de Messejana.
Agora, o Ceará se soma aos três Estados que fazem transplante de pulmão no Brasil – São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Jornalista Stella Magalhães

Vídeo do pronunciamento do Deputado João Ananias (PCdoB - CE) na Câmara Federal, dando destaque a esse feito histórico da medicina cearense.

Geopolítica do esporte

Vocês sabiam que a FIFA reconhece 208 países, enquanto a ONU só tem 192 inscritos? Surpreendente, não? Bem, a FIFA reconhece a Grã-Bretanha como sendo quatro países (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), por exemplo, o que já explica uma parte do mistério.
Taiwan, Montserrat e Samoa Americana, que não estão representados na ONU, também estão registrados na FIFA. Mas o Vaticano e o Tibete não recebem a mesma honraria.
Não é por falta de padrinho forte.

Os deuses gregos



Que tempos, meus deuses! Caos organizando seu próprio caminho, os Titãs à solta por aí e Zeus (na gravura, com Hera), o mulherengo, traçando todas em sua época...
La Historia con Mapas tenta explicar visualmente como se formou a intrincada família dos deuses gregos. Com a apresentação dos três quatro mapas genealógicos possíveis.

13 junho, 2011

As últimas palavras de...

Carl Panzram, serial killer:
"Apresse-se, seu bastardo. Eu poderia matar dez homens, enquanto você fica aí brincando."
George Engel, ativista político norte-americano:
"Viva a anarquia. Este é o momento mais feliz de minha vida."
Robert Erskine, nacionalista irlandês (ao pelotão de fuzilamento):
"Deem um passo à frente. Assim será mais fácil."
Giles Corey, fazendeiro norte-americano (enquanto era esmagado por grandes pedras para que confessasse suas "bruxarias"):
"Mais peso!"
James French, assassino:
"Ei, caras. Que tal esta manchete para o jornal de amanhã? Batatas fritas (French fries)".
Tom Ketchum, assassino (ao carrasco):
"Eu estarei no Inferno antes de você começar o seu breakfast."
Voltaire, filósofo francês (no leito de morte, ao padre que queria convertê-lo):
"Agora, meu bom homem. Não é hora para eu fazer inimigos."
Tallulah Bankhead, atriz:
"Codeína... Bourbon..."
Kit Carson, pioneiro:
"Ah, se eu tivesse tempo para mais uma tigela de chili!"
Che Guevara, revolucionário comunista:
"Eu sei que vocês vieram para me matar. Atirem. Vocês vão matar um homem."

- Algumas dessas pessoas mereciam um segundo caixão só para levar os testículos!

Posts relacionados: In extremis e Aurélio e eu.

Catracas!

Um projeto desenvolvido por alunos da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) quer transformar as catracas do metrô paulistano em fontes de energia limpa.
Geradores elétricos captariam a energia cinética (de movimento) das catracas, por onde passam 2,5 milhões de pessoas diariamente, e a converteriam em eletricidade. “Assim como a água que passa pelas turbinas de uma hidrelétrica gera energia, as pessoas que passarão pelas catracas terão os seus movimentos transformados em eletricidade", explica Renato, um dos autores do projeto.
A escolha de estações de metrô se deu justamente por serem lugares onde transitam milhões de pessoas. Se aprovada, a mesma técnica será expandida para catracas de estádios e outros locais que recebem grandes públicos em eventos esportivos ou artísticos.

Green Pass
Já se usa na China o Green Pass, uma catraca self-powered. Por não precisar de alimentação externa para o leitor de cartão, o contador de moedas e outros dispositivos, é uma catraca que economiza energia.

12 junho, 2011

Pênalti. Uma cobrança inacreditável

Após a cobrança de um pênalti que bateu no travessão, o goleiro abandona o seu posto e sai para comemorar. Mas esqueceu combinar o final do lance com a bola...

Flores, flores, flores

No ano passado, minha esposa outra vez se queixou de que eu não lhe dei o presente do Dia dos Namorados. Lembrando-me de que, em outros anos, eu não me esquecia de comprar uma "lembrancinha" para ela. Quando éramos namorados, para ser mais preciso.
Tenho cá minhas dúvidas se eu cheguei a tanto, mesmo naquele tempo. Foi muito curto o nosso período de namoro.
De qualquer maneira, as minhas desculpas pelas repetidas omissões têm sido:
Já somos casados, é só uma festa comercial, a data está sempre mudando...
Esta última é a mais inaceitável delas. Já que a publicidade não deixa ninguém sofrendo de amnésia a respeito do Dia dos Namorados.
Pois bem, como a esposa diz que se contenta em receber um bouquet, o que vale é ter sido lembrada, ontem eu passei numa floricultura. Lá, encomendei umas tantas flores. Numa quantidade que considerei suficiente para compensar os "esquecimentos" dos anos anteriores.
Mas acho que exagerei. Pois ouvi a dona da loja comentar que o rapaz das entregas faria uma viagem exclusiva à minha residência para levar as flores.
Bem, quando ele estava chegando, eu tirei esta FOTO.

Ver também...
Dos motivos para gostar de ser homem

11 junho, 2011

Palavras para ninar nada...

por Fernando Gurgel Filho

Acordou com a sensação de Titanic. Como se tivesse sido lançado ao mar pela primeira vez e visse um iceberg vindo ao seu encontro e vice-versa e os versos do vice verdejando na vela velada do velório não viam a viad..., digo vadiagem das palavras ao vento.
Como servidor público, a sensação de desastre iminente não passava nunca. Parecia aquele famoso gato de Schrödinger: quando olhavam para ele, estava vivo, quando não, estava morto.
Resolveu cutucar o mau humor reinante no reino dos risos mofados e viu que aquilo era divertido e surtia mais efeito que pimenta-do-reino em hemorróidas, úlceras, LER, dor de cotovelo e sinusite, e resolveu encher de ar aquelas mentes carentes e foi em frente em seu autismo cibernético.
Decidiu, então, colocar os pingos nos iis. Escreveu mais e colocou um pingo no i do mais, no ademais, no até mais... No i de ídolo o pingo ficou meio de banda, mas fazer o quê? Nossa língua idiota vive a nos pregar peças. A gente fala Tomais e, ao escrever Tomaz, cadê o i? Como colocar um pingo no fonema? Assim não dá. “Santa ignorância, Batman”, falou a segunda voz da dupla sertaneja gregoriana fazendo um pas-des-deux numa abertura divina e a plateia maravilhada olhava o colante transparente murmurando “oh, ela não faz o brasileirinho!” enquanto pescava tomates no rio Sena à sombra de uma macieira da floresta amazônica nas estepes russas e um imenso iceberg ameaçava as tumbas dos faraós chineses avançando em direção à Grande Muralha que o grão mongol construiu para evitar a fuga dos búfalos da ilha de Marajó e a cachaça rolava solta em Dublin onde Madame Satã balançava suas madeixas sentada no colo de Madame Bovary que se deliciava com um Pão de Açúcar na hora que Bloom completava sua trajetória pelas ruas de Piripiri em apenas 24, oras, e o bêbado asmático não se equilibrava mais no asfalto e suplicava por um ponto qualquer porque estava sem fôlego, mas o teletipista encontrava apenas vírgulas e o redator foi obrigado a escrever apenas Ponto Final.

O gato de Schrödinger
É um felino que foi submetido a estranhas experiências com mecânica quântica e que, devido a isso, ganhou a habilidade de estar vivo e morto ao mesmo tempo. PGCS

http://adoutrinadiverge.blogspot.com

O físico austríaco Erwin Schrödinger apresentou, em 1935, na revista alemã Naturwissenschaften ("Ciências Naturais"), o seu teorema do gato.
Uma experiência que consiste no seguinte:
Um gato é preso dentro de uma câmara de aço.
Dentro dessa caixa encontra-se um contador Geiger, com o qual o gato não pode interferir, e que contata com uma pequena quantidade de substância radioativa.
No espaço de uma hora, um dos átomos pode decair assim como, com a mesma probabilidade (50% x 50%), nenhum deles pode decair.
Se decair, liberta-se um martelo que quebra um pequeno frasco que contém ácido cianídrico e o gato morre. Enquanto isso não acontece, o gato vive.
Para quem está no exterior da caixa, é impossível afirmar, sem a abrir, que o gato está morto ou que ele está vivo.
O que a mecânica quântica afirma é que, se ninguém olhar para o interior da caixa, o gato encontrar-se-á numa sobreposição dos dois estados possíveis: vivo e morto.
Só se supera essa dúvida com uma medida: a abertura da caixa.

A campainha inteligente

Um garoto de 13 anos de Croydon, no sul de Londres, inventou uma campainha que, ao ser acionada, faz uma ligação direta para o telefone celular.
Laurence Rook, que desenvolveu o modelo para uma competição escolar (feira de ciências), já recebeu mais de 20 mil pedidos de compra do invento.
Ele já patenteou a ideia e, com a ajuda de uma amiga da família, contratou uma empresa na China para a produção em escala. E agora os dois negociam para que a campainha inteligente (Smart Bell) chegue às lojas britânicas a partir de setembro.
O invento de Rook começa com duas utilidades:
1 - Para conhecidos, o morador pode explicar que não está em casa.
2 - No caso de ladrões, ele pode fingir que está, evitando furtos e invasões.


Esta é daquelas invenções que, quando a gente descobre que alguém fez, a primeira reação é a de se perguntar: “Por que eu não pensei nisso antes?!”.

10 junho, 2011

Relógio e sapos


Repasso aos leitores desta bitácora os endereços de duas páginas da internet que estão sendo recomendadas pelo colaborador Nelson Cunha:
Relógio para quem gosta de estatísticas. www.poodwadle.com 
Engolir sapos pode não ser tão ruim assim. nanopatents and innovations

Um almoço indigesto

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Além de grama, coice!

João Gilberto, o músico do despertar nacional

O Brasil comemora hoje os 80 anos de João Gilberto
Um dos mais geniais – e considerado também um dos mais excêntricos – cantores brasileiros torna-se octogenário. João Gilberto, um dos pais da bossa nova, nasceu em 10 de junho de 1931, em Juazeiro, Bahia. Violonista desde menino, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1950, disposto a ganhar o Brasil com seu violão e sua voz; ganhou o mundo.
Seu encontro com Tom Jobim foi decisivo. Foi o outro pai da nova forma que a música brasileira assumia. Se João Gilberto inventou a forma de cantar e tocar violão típicas da bossa nova, o maestro Tom deu-lhe a necessária roupagem instrumental e, muito importante, levou o cantor baiano ao encontro do movimento que surgia, juntando jovens artistas, intelectuais, estudantes. Gente do porte de Vinícius de Moraes, por exemplo.
Quando apareceu o disco Chega de Saudade, em 1958, na voz de Elizete Cardoso, com Chega de Saudade (de Tom e Vinícius) de um lado e Desafinado (de Tom e Newton Mendonça) do outro, a consagração foi imediata. Abriu as portas do mundo, conquistado depois com Garota de Ipanema (Tom e Vinícius, de 1962) e com a adesão de pesos pesados do jazz como Charlie Byrd e Stan Getz.
Músico preciso e exigente, é conhecido por cobrar silêncio absoluto de suas plateias, tendo algumas vezes abandonado suas apresentações pelo meio, devido a ruídos no público ou problemas técnicos com o som. Ele tem razão e direito. Sua música, delicada, só pode ser apreciada em sua inteireza com muita atenção. Faz parte das vozes do Brasil moderno, do despertar nacional nas décadas de 1950 e 1960, e permanece como um signo nacional reconhecido mundialmente.

Discografia de João
(2000) João voz e violão • Universal Music • CD
(1994) Eu sei que vou te amar • Epic • CD
(1993) The Carnegie Hall Concert • CD
(1993) O mito • CD
(1991) João • Philips • LP
(1990) Performance • CD
(1986) Live at the 19th Montreux Jazz Festival • WEA/RCA • LP
(1985) João Gilberto interpreta Tom Jobim • EMI Odeon • LP
(1981) Brasil • WEA • LP
(1980) João Gilberto Prado Pereira de Oliveira • Warner Bros
(1977) Amoroso • Warner Bros
(1976) The best of two worlds • CBS • LP
(1973) João Gilberto • PolyGram/Polydor • LP
(1970) João Gilberto • Philips • LP
(1970) João Gilberto en Mexico • Orpheon
(1964) Getz/Gilberto • Odeon
(1962) Bossa Nova at Carnegie Hall • LP
(1961) João Gilberto • Odeon • LP
(1960) O amor, o sorriso e a flor • Odeon • LP
(1959) Desafinado/Oba-la-la • Odeon • 78
(1959) Chega de saudade • Odeon • LP
(1958) Chega de saudade/Bim bom • Odeon • 78

09 junho, 2011

O acesso à internet como um direito humano

Era só uma questão de tempo. Cedo ou tarde, o mundo teria de reconhecer essa realidade.
A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas reconheceu que o acesso à Internet é um direito humano. Através de um comunicado, emitido pelo relator Frank La Rue, o órgão mundial recomendou aos governos ao redor do mundo que garantissem este acesso a seus cidadãos. Também condenou os países que filtram ou bloqueiam conteúdos da Internet.
Permitir que os indivíduos exerçam o direito de opinar e de expressar-se e, em muitos casos, de fazer a dissidência, é uma ferramenta imprescindível ao progresso social.

Ler tudo em "La ONU declara el acceso a Internet como derecho humano", por Pepe Flores. In: ALT1040

O preparo de um clínico geral

O que se pretende de um clínico geral é que ele tenha um preparo tal que o torne capaz de:

1. Formular hipóteses diagnósticas com grande probabilidade de acerto com base unicamente na anamnese e exame físico do paciente.
2. Reconhecer os casos de urgência que exigem hospitalização e tratamento imediato.
3. Solicitar e interpretar criticamente os exames complementares mais indicados em cada caso.
4. Tratar, em regime ambulatorial ou hospitalar, os casos mais simples, de ocorrência frequente, que não necessitam da participação de outros especialistas.
5. Encaminhar os casos mais complexos para serviços especializados, de acordo com a afecção detectada ou a hipótese diagnóstica mais provável.
6. Orientar os pacientes e seus familiares sobre medidas gerais que repercutem na saúde, tais como estilo de vida, cuidados higiênicos, estresse, alimentação, controle de peso, imunizações etc.
7. Conhecer a patologia regional predominante na área de sua atuação e suas implicações sociais.
8. Manter boa relação médico-paciente, procurando conhecer os problemas emocionais do paciente e os fatores ambientais de seu universo, como meio familiar, ambiente de trabalho etc.
9. Ter noções básicas de medicina legal, conhecer a legislação relativa ao exercício da medicina e manter uma conduta ética exemplar.
10. Manter-se atualizado com os progressos da medicina.

Extraído de As perspectivas da Clínica Médica, 
uma palestra do Prof. Joffre M. de Rezende.

08 junho, 2011

Festas de Divórcio

Há dois anos, a empresária Meg Sousa, 29, deu uma grande festa para amigos e familiares. Chegou de limusine, fez uma entrada triunfal, recebeu elogios pela decoração do bolo, distribuiu lembrancinhas para os convidados. Mas o maior comentário foi mesmo o motivo da festa que causou furor: sua separação conjugal.
A Festa de Divórcio, como a que Meg fez, está chegando, aos poucos, ao Brasil.
"bem-separados"
“Fiz uma festa no mesmo formato da do meu casamento, com direito a bolo, "bem-separados" (imagem) – uma versão dos bem-casados - e buffet, conta Meg. Para ela, promover o evento foi a maneira que encontrou de mostrar a todos que ela estava bem.
Diante de convidados boquiabertos, Meg entrou no salão acompanhada por dançarinos profissionais. Além disso, banda, fotógrafo e DJ foram contratados. “Eu pensei em quebrar o tabu que existe sobre o final de casamento ser sempre triste e cheio da amarguras”, afirma.
O sucesso enorme da Festa de Divórcio de Meg foi a deixa para mais comemoração. No ano seguinte ao primeiro evento, a festa foi repetida. Quando um casal completa um ano de casamento, significa que fez "Bodas de Papel". Aproveitando a denominação da data, Meg resolveu fazer as “Bodas de Papel Rasgado”.
"Agora, em junho deste ano, vamos para a terceira edição”, revela a empresária. Ela diz que o tema “divórcio” acabou ficando em segundo plano. “As festas foram tão divertidas que devem virar anuais.”

Fonte: Danielle Nordi, Delas, iG

Vida de gado

:-(

07 junho, 2011

"Áreas doadoras"

A moda dos calçados pode ser influenciada pela decoração de interiores?
A resposta é sim. Aqui, por exemplo, dois pares de pantufas foram confeccionados com o material do tapete.
Isto sem que as "áreas doadoras" fossem ao menos disfarçadas.
Via

Itapiúna - CE

Terra de gigantes


Se andasse por essas paragens, um Dom Quixote do tempo atual certamente investiria, de lança em riste, sobre estes seres de aço, vidro e concreto. Tomando-os por gigantes inimigos a serem enfrentados.
Mas são apenas torres de transmissão de eletricidade que existem na Islândia. Foram assim construídas numa competição para inovar as formas que essas estruturas apresentam.
Via

Itapiúna - CE

06 junho, 2011

O estelionato permitido


"O que é assaltar um banco comparado com fundar um banco?" 
Bertold Brecht

Era uma vez um empreendedor de visão em uma cidadezinha brasileira.
Na cidadezinha, existia uma boa quantidade de pequenos imóveis residenciais praticamente abandonados, sem uso.
Então, o empreendedor propôs aos donos que, por uma pequena quantia, ele administraria esses imóveis.
Assim foi. Mensalmente, os donos dos imóveis pagavam uma taxa quase simbólica e o empreendedor alugava os imóveis para terceiros.
O negócio prosperou rapidamente e o empreendedor viu o lucro da imobiliária que fundou, crescer de forma rápida e exponencial.
Aí vieram a polícia e a justiça, interditaram a imobiliária, confiscaram os bens do empreendedor, bloquearam suas contas bancárias e prenderam-no.
Interrogado porque não repassava o dinheiro do aluguel para os donos dos imóveis, respondeu:
- Porque não somos uma imobiliária comum, somos um Banco Imobiliário. O senhor já viu algum banco repassar o aluguel do dinheiro que nós depositamos lá? Eles cobram um monte de taxas apenas para manter minha conta corrente, alugam meu dinheiro para terceiros, pago caro quando eu preciso alugar algum dinheiro e o banco nunca sequer mandou um cartão de agradecimento por utilizar o que é meu em proveito próprio.
E finalizou:
- E eu fui preso por fazer exatamente a mesma coisa? Quando o senhor vai obrigar os banqueiros a me repassar o aluguel do MEU dinheiro?

Fernando Gurgel Filho

Morre a "fogueteira do Maracanã"

Rosenery Mello do Nascimento, de 45 anos, conhecida como a “fogueteira do Maracanã”, teve morte cerebral decretada na noite deste sábado, no Hospital Naval Marcílio Dias, em função de um aneurisma cerebral. Ela foi operada, mas não resistiu. O sepultamento deverá ser nesta segunda-feira, em São Gonçalo, às 12 horas, no cemitério Parque da Paz.
Rosenery ficou famosa pelo episódio com um sinalizador numa partida entre Brasil e Chile, no Maracanã, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1990. Após o fato, ela posou nua para a revista Playboy, sendo capa da edição de novembro de 1989.


No dia 3 de setembro de 1989, Brasil e Chile jogaram no Maracanã. Aos 24 minutos do segundo tempo, quando o Brasil vencia por 1 a 0, a torcedora, na época com 24 anos, disparou um sinalizador usado em embarcações. A chama foi em direção ao gramado e caiu próxima do goleiro chileno, Roberto Rojas, que caiu no chão, levando as mãos ao rosto. No estádio e também na transmissão pela televisão, a impressão geral foi de que o goleiro tivesse sido atingido pela chama. O goleiro foi carregado, ensanguentado, e o árbitro argentino Juan Lostau encerrou a partida depois de aguardar por 20 minutos o retorno dos chilenos ao gramado, o que não ocorreu.
Fontes: Último Segundo, G1, Placar e outras

Leia mais sobre:
1) a farsa: O rojão de Rosenery
2) a farsa da farsa: Incidente em Campo Grande.

05 junho, 2011

Para papel parede

Paulo,
Eis uma fotografia do porão do Mercado Modelo em Salvador.
Os subterrâneos do MM são iluminados por luzes indiretas multicores que formam um ambiente sui-generis e surreal!
Merecem uma visita.


Outra visita imperdível em Salvador é ao Museu da Misericórdia, no Centro Histórico.
Através dos objetos, mobiliários e quadros da Santa Casa da Bahia, a primeira do Brasil, pode-se acompanhar toda a história do Brasil.
Sem falar nas obras de arte contemporâneas sobre o tema da caridade.
Abraços.
Winston Graça (por e-mail)

O ser humano típico

Em um mundo com 7 bilhões de pessoas, o ser humano mais comum seria representado por:
- um homem chinês
- com 28 anos de idade
- destro
- que ganha menos de 12.000 dólares por ano
- sem conta bancária
- e com telefone celular.
Fonte: National Geographic, que faz também a ressalva de que "não será por muito tempo".

04 junho, 2011

O relógio da saideira

Vá a um bar, peça uma cerveja e ponha a nota fiscal no estilete que fica no centro do mostrador.

Sempre que você quiser saber que horas são, basta olhar para a nota. Se você achar que o relógio está ficando atrasado, é só pedir outra cerveja etc.

The ultimate watch, Bits and Pieces

Filmes em códigos de barras

Vejam dois exemplos de como ficam os filmes quando comprimidos para códigos de barras.
O primeiro, com cores mais sombrias, é o filme "A Rede Social"; o segundo, todo colorido, é o "Alice no País das Maravilhas". Dá inclusive para a gente tirar conclusões sobre os tipos de filmes pelas cores que eles apresentam nos códigos de barras.


Estas imagens resultam da compressão dos fotogramas de suas películas. A duração de um fotograma depende da cadência de projeção de cada sistema audiovisual em particular. No cinema sonoro, com 24 quadros por segundo, ele dura 0,0417 segundos. No vídeo (aqui o termo fotograma é substituído por frame), o tempo vai variar conforme o sistema de vídeo utilizado. No sistema NTSC, com a cadência de 30 imagens por segundo, cada frame equivale a 0,0333 segundos. No sistema PAL, que trabalha com uma cadência de 25 imagens por segundo, isso faz com que cada frame dure 0,0400 segundos.
Existe um site inteiramente dedicado a compactar os filmes para códigos de barras. É o MOVIEBARCODE.
PGCS

03 junho, 2011

Todos Nós Somos Doutores

"De tempos em tempos, volta a dúvida, a discussão: quem é Doutor/doutor? Devo/posso chamar meu médico de "doutor"? E um advogado pode assim se denominar? E os cirurgiões-dentistas, os engenheiros, os enfermeiros, os fisioterapeutas? "Doutor" não é apenas quem defende tese em Curso de Doutorado? Afinal, "doutor" é título ou forma de tratamento? Quem é doutor?"

Nelson Cunha me enviou este interessantíssimo artigo, Todos Nós Somos Doutores, que é um dos textos complementares do Manual de Redação da PUCRS. Escrito por Gilberto Scarton, o artigo em epígrafe pretende trazer luzes sobre o assunto. PG

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09/03/2022 - O artigo "Todos Nós Somos Doutores", do Prof Gilberto Scarton, está atualmente disponível em: https://gilbertoscarton.blogspot.com/2016/01/todos-nos-somos-doutores.html

O gigolô das palavras

Luís Fernando Veríssimo

Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa (“Culpa da revisão! Culpa da revisão!”). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.
Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, mover… Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse isso tudo para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas – isso eu disse – vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas. Se bem que não tenho o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção dos lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias pra saber quem é que manda.

Leitura complementar
Samba do Arnesto, de Adoniran Barbosa
Assum Preto, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
Poema às Palavras, de J. G. de Araújo Jorge
Sertão familiar, de Fernando Gurgel Filho
O colocador de pronomes, de Monteiro Lobato
Portal de Marcos Bagno (escritor, tradutor, linguista e professor da Universidade de Brasília)

02 junho, 2011

Semáforos. Novo design

O Yanko Design, cujo lema é FORMA ALÉM DA FUNÇÃO, vem com a proposta de um interessante modelo para os semáforos. Estes continuariam usando as mesmas cores (uma espécie de concessão aos códigos de trânsito conservadores), porém passariam a ter a forma de ampulhetas.

- São bonitos, mas imagino que ainda vai correr muita areia até que sejam aprovados e implantados.

Trombando com os elefantes

Nas savanas do Quênia existe uma espécie de acácia (Acacia drepanolobium) que não é destruída pelos elefantes. Como acontece a outras espécies de acácias da mesma região (a Acacia mellifera, por exemplo), que a todo instante são por eles devoradas.
Não se trata de alguma preferência alimentar por parte dos elefantes. É que na Acacia drepanolobium proliferam formigas que, em troca de néctar e refúgio, a defendem dos famintos paquidermes. Penetrando em suas trombas e mordendo-as fortemente, caso estes, inadvertidamente, resolvam se aproximar da árvore em que elas vivem.
Parece que, com relação às formigas, as trombas representam o "calcanhar de Aquiles" dos elefantes.

01 junho, 2011

Pitagórica

Pitágoras estava com um problema que não conseguia resolver.
Além disso, não parava mais em casa.
A mulher dele, Enusa, aproveitava-se da situação para transar com quatro cadetes de um quartel ao lado.
Um dia, Pitágoras, cansado, voltou mais cedo para casa e surpreendeu Enusa em plena orgia com os cadetes. Matou os cinco.
Na hora de enterrar os safados, em consideração à esposa, dividiu o cemitério ao meio e, de um lado, a enterrou.
O outro lado dividiu em quatro partes e enterrou cada cadete em um quadrado.
Subiu na montanha ao lado do cemitério para meditar e, olhando de cima para o cemitério, achou a solução do seu problema.
Era óbvio:
O quadrado da puta Enusa era igual a soma dos quadrados dos cadetes.

Garimpado na web por Nelson Cunha


A autossuficiencia

Refere-se ao estado de não necessitar de qualquer ajuda ou apoio externos para sobreviver. O termo autossuficiência é habitualmente usado para certos tipos de vida sustentável, em que nada é consumido para além daquilo que é produzido pelos indivíduos autossuficientes. Wikipédia
Henriqueta tinha um motivo justo para não se enquadrar no esquema.