Respondendo a uma pergunta de Kaka Andrade.
Kaka,
A pérola sempre foi muito apreciada ao longo da história da humanidade.
Um exemplo disso foi o fato de que, no apogeu do Império Romano, quando a febre das pérolas estava no auge, Júlio César, conhecido por suas conquistas amorosas, ofereceu a Servília Cepião uma pérola no valor de seis milhões de sestércios.
Uma pérola de ostra, Kaka. Irritada com um cisco na algibeira, uma ostra gerou aquela pérola maravilhosa para Servília Cepião.
Fosse uma pérola de sururu não teria aberto o caminho do sucesso para Júlio César. Nem as pernas da cortesã.
Quem foi Servilia Cepião
Servília Cepião foi uma patrícia romana, [carece de fontes] descendente de Caio Servílio Ahala, [carece de fontes] amante de Júlio César, esposa de Décimo Júnio Silano [carece de fontes] e de Marco Júnio Bruto, o Velho, [carece de fontes] com quem teve Bruto. [carece de fontes],
Ela era também irmã de Quinto Servílio Cepião [carece de fontes] e meio-irmã de Marco Pórcio Catão Uticense (Catão, o Jovem) [carece de fontes] e Pórcia Catão. [carece de fontes]
Sua filha, [carece de fontes] Júnia Segunda, meio-irmã de Bruto, foi casada com o triúnviro Lépido [carece de fontes], com quem teve um filho, Marco Emílio Lépido Menor, [carece de fontes] executado por planejar o assassinato de Otaviano. [carece de fontes]
Outra filha, [carece de fontes] Júnia Tércia, meio-irmã de Marco Júnio Bruto [carece de fontes] e sobrinha de Catão, o Jovem, casou-se com o senador Caio Cássio Longino. [carece de fontes]
Marco Júnio Bruto e Caio Cássio Longino foram os assassinos [não carece de fontes] de Júlio César.
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21 dezembro, 2016
06 abril, 2016
Zeus é fiel
"O preço da fidelidade é a eterna vigilância." Millôr
Zeus teve muitos amores e filhos. Muitas vezes, Zeus se relacionava com mortais gerando semideuses e heróis.
com Métis (Sabedoria) sua primeira esposa:
- Atena (deusa da sabedoria, da justiça, das batalhas, da vitória; nascida das têmporas de Zeus, depois que este engoliu Métis grávida, com medo de que a filha fosse mais poderosa que ele, mesmo assim, depois de algum tempo Atena nasceu).
com Têmis (Equidade, das leis):
- Horas
- Moiras
com Eurínome (Beleza e Alegria de Viver):
- Cárites
com Mnemósine (Domínio das Artes):
- As 9 Musas
com Leto (Dia e Noite) os gêmeos:
- Apolo (deus do Sol, da luz e dos oráculos e mânticos, também da música, da poesia e da profecia além de protetor das musas; um deus muito belo, que personificava o ideal grego de beleza masculina).
- Ártemis (deusa da Lua e da caça, da castidade, dos animais selvagens; permaneceu eternamente virgem).
com Deméter (deusa da Fecundidade):
- Perséfone (deusa relacionada à fecundidade da terra, esposa de Hades; passava quatro meses do ano com o marido causando o outono/inverno, pois sua mãe Deméter entrava de luto e a terra não produzia; no restante do ano, ela voltava ao Olimpo e ficava com mãe sua causando a primavera/verão).
com Hera (Hierogamia - o Grande Casamento):
- Hebe (Deusa da Juventude).
- Ilitia (Deusa do Parto).
- Ares (Deus da Guerra, das batalhas. Seu símbolo era o cão ou o abutre. Pai de Rômulo e Remo, fundadores de Roma).
- Hefesto (Deus dos Ferreiros, dos metais, da metalurgia, do fogo, criador das Tecnologias. Suas forjas depois de derrubado do Olimpo por Zeus foram colocadas no monte Etna, onde era auxiliado pelos Ciclopes).
com Maia (Conhecimento do Visível e do Invisível):
- Hermes (mensageiro dos deuses, deus do comércio; o seu símbolo era o caduceu - hoje alguns acham que é o símbolo da medicina, mas erroneamente, pois o símbolo da medicina é o cajado de Asclépio, que se difere principalmente no fato de ter apenas uma serpente, diferente do cetro de Hermes que possui duas), também era o protetor dos ladrões, viajantes e mercadores.
com a mortal Alcmena (Força e Destemor):
- Héracles (O Grande Herói), depois da sua morte foi divinizado, indo para o Olimpo onde se casou com a deusa Hebe (Juventude).
com a mortal Dânae (Inteligência e Poder):
- Perseu, o herói matador da medusa Górgona e libertador da princesa Andrômeda com quem se casou;ao morrer foi colocado nos céus entre as estrelas.
com a mortal Sêmele (Vinho e Alegria)
- Dionísio (Deus do vinho, das festas, da loucura, da embriaguez e das orgias. Era servido por mulheres, as Ménades, e pelos Sátiros, seus irmãos adotivos). As festas do mundo greco-romano aconteciam, geralmente, em sua homenagem. Seus símbolos são as uvas, as parreiras, o vinho e a pele de leopardo.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Genealogia_dos_deuses_gregos
Ver também:
O menino Zeus
11 março, 2015
Genealogia e política
"Não desperdice tempo e dinheiro pesquisando sua árvore genealógica. Basta ir para a política que os seus adversários vão cuidar disso para você." – Mark Twain
![]() |
| humor genealógico |
13 dezembro, 2013
Colar genealógico
para Ormuz Simonetti
Ashley Gilreath criou este notável colar de fotografias de seus antepassados:
Precisou de um fecho especial para suportar o "peso" dos entes queridos.
14 junho, 2011
Os deuses gregos

Que tempos, meus deuses! Caos organizando seu próprio caminho, os Titãs à solta por aí e Zeus (na gravura, com Hera), o mulherengo, traçando todas em sua época...
La Historia con Mapas tenta explicar visualmente como se formou a intrincada família dos deuses gregos. Com a apresentação dos três quatro mapas genealógicos possíveis.
18 fevereiro, 2011
Gurgel. Especulações sobre a origem do sobrenome
A família Gurgel no Brasil, segundo diversos autores, teve início com a vinda de Tous-Saint Gurgel para o nosso país, em 1595. Aqui, o corsário francês casou-se com Domingas de Arão Amaral, de família lusitana, no ano de 1598, e desse consórcio nasceram oito filhos.
Sendo filho de pai alemão da região da Baviera, de seu lado paterno o francês Tous-Saint herdou o sobrenome Gurgel.
Em alemão, die Gurgel significa garganta, que tanto pode ser a parte anterior do pescoço (a goela, o mesmo que die Kehle) quanto uma passagem estreita entre montanhas (desfiladeiro). Se o que legou o nome à família foi a remota existência de um Gurgel bom de papo ou de antepassados que viviam em algum desfiladeiro europeu, isso fica com a imaginação de cada um.
Um dos sinônimos para garganta é gorja (do francês gorje). Derivaram de gorja: gorjal, gorjeio, gorjeira e gorjeta (a gratificação que se dá ao garçom para molhar a garganta).
Na área farmacêutica, existe um produto à base de cetilpiridínio que se indica para afecções da garganta. Tem o sugestivo nome de... Gurgol.
E, para finalizar, a informação da forma com que nossos parentes em Moçambique grafam o sobrenome: Gourgel. A respeito disso já escrevi uma nota no Linha do Tempo. PGCS
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Outras e graciosas especulações sobre a origem do sobrenome. Por Winston Graça
Várias especulações poderiam ser acrescentadas ao sobrenome do seu ancestral, aquele que inaugurou seu sobrenome.
É bom lembrar que realmente, na idade média, sobretudo entre marinheiros, soldados e piratas, o nome familiar não interessava muito, mas sim aquele que bem designava o seu portador.
Assim obtivemos sobrenomes nacionais tais como “Pequeno”, “Marinheiro”, “Pimenta”, “Ferreira” etc...
Quem sabe o “Gurgel” ou “Gourgel” do Tous-Saint não seja realmente porque o homem tinha uma voz exímia e sabia trinar?
Ou talvez esse corsário tinha aqueles pescoços (goelas) fortes, curtos e grossos, típicos dos homens do mar?
Ou um cara que tinha uma fome constante e se “esguelava” na comida?
Ou Tous-Saint seria um falastrão que, na ausência de mídia para digitar um blog, passava o tempo contando estórias de pescadores, entornando boas cervejas da Bavária e quejandos?
Ou dono de uma voz tronitruante, daquelas que quando falava, o navio estremecia e lá de sua cabine o comandante ouvia e reclamava: “esse goela não me deixa trabalhar...”
Ou quem sabe fosse um grumete daqueles que sobe ao pico do mastro e se esgoela para a marinhada lá de cima, aos gritos de qualquer coisa à vista?
Ou como o homem era filho da Bavária, onde abundam montanhas e desfiladeiros (“kehles”), os companheiros diziam: “e aí, Tous-Saint dos Kehles”...?
Dessa região pode ser andado pelo Tirol, treinando trinos gritantes dos picos cheios de eco: “Ôooo tiruêitttiiiii...”
Quem sabe seu antepassado, à noite à luz da lua sobre o convés, não “gorgeava” lindas canções medievais, em um alaúde de estimação, parecido com seu violão, com saudades de louras tranças deixadas em terra, ou morenos buços de Domingas, deixada no Tejo, e aí a marinheirada dizia: esse cara é mesmo uma garganta!

P.S. – Você sabia que “Gorjala” é o nome de um gigante lendário, de pescoço grosso e guloso do folclore cearense? Pois é...
Sendo filho de pai alemão da região da Baviera, de seu lado paterno o francês Tous-Saint herdou o sobrenome Gurgel.
Em alemão, die Gurgel significa garganta, que tanto pode ser a parte anterior do pescoço (a goela, o mesmo que die Kehle) quanto uma passagem estreita entre montanhas (desfiladeiro). Se o que legou o nome à família foi a remota existência de um Gurgel bom de papo ou de antepassados que viviam em algum desfiladeiro europeu, isso fica com a imaginação de cada um.
Um dos sinônimos para garganta é gorja (do francês gorje). Derivaram de gorja: gorjal, gorjeio, gorjeira e gorjeta (a gratificação que se dá ao garçom para molhar a garganta).
Na área farmacêutica, existe um produto à base de cetilpiridínio que se indica para afecções da garganta. Tem o sugestivo nome de... Gurgol.
E, para finalizar, a informação da forma com que nossos parentes em Moçambique grafam o sobrenome: Gourgel. A respeito disso já escrevi uma nota no Linha do Tempo. PGCS
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Outras e graciosas especulações sobre a origem do sobrenome. Por Winston Graça
Várias especulações poderiam ser acrescentadas ao sobrenome do seu ancestral, aquele que inaugurou seu sobrenome.
É bom lembrar que realmente, na idade média, sobretudo entre marinheiros, soldados e piratas, o nome familiar não interessava muito, mas sim aquele que bem designava o seu portador.
Assim obtivemos sobrenomes nacionais tais como “Pequeno”, “Marinheiro”, “Pimenta”, “Ferreira” etc...
Quem sabe o “Gurgel” ou “Gourgel” do Tous-Saint não seja realmente porque o homem tinha uma voz exímia e sabia trinar?
Ou talvez esse corsário tinha aqueles pescoços (goelas) fortes, curtos e grossos, típicos dos homens do mar?
Ou um cara que tinha uma fome constante e se “esguelava” na comida?
Ou Tous-Saint seria um falastrão que, na ausência de mídia para digitar um blog, passava o tempo contando estórias de pescadores, entornando boas cervejas da Bavária e quejandos?
Ou dono de uma voz tronitruante, daquelas que quando falava, o navio estremecia e lá de sua cabine o comandante ouvia e reclamava: “esse goela não me deixa trabalhar...”
Ou quem sabe fosse um grumete daqueles que sobe ao pico do mastro e se esgoela para a marinhada lá de cima, aos gritos de qualquer coisa à vista?
Ou como o homem era filho da Bavária, onde abundam montanhas e desfiladeiros (“kehles”), os companheiros diziam: “e aí, Tous-Saint dos Kehles”...?
Dessa região pode ser andado pelo Tirol, treinando trinos gritantes dos picos cheios de eco: “Ôooo tiruêitttiiiii...”
Quem sabe seu antepassado, à noite à luz da lua sobre o convés, não “gorgeava” lindas canções medievais, em um alaúde de estimação, parecido com seu violão, com saudades de louras tranças deixadas em terra, ou morenos buços de Domingas, deixada no Tejo, e aí a marinheirada dizia: esse cara é mesmo uma garganta!
P.S. – Você sabia que “Gorjala” é o nome de um gigante lendário, de pescoço grosso e guloso do folclore cearense? Pois é...
25 agosto, 2007
Confusão em família
"Prezado Sr. Comandante:
Venho, por intermédio desta, pedir a minha dispensa do serviço militar. A razão para isto é bastante complexa e tentarei explicá-la. Meu pai e eu morávamos juntos e possuíamos um rádio e uma televisão. Meu pai era viúvo e eu, solteiro. No andar de baixo, moravam uma viúva e sua filha, ambas muito bonitas e sem rádio e nem televisão. O rádio e a televisão fizeram com que nossas famílias ficassem mais próximas. Eu me apaixonei pela viúva e casei com esta. Meu pai se apaixonou pela filha e também se casou com ela. Neste momento, começou a confusão. A filha da minha esposa, a qual casou com o meu pai, passou a ser minha madrasta. Ao mesmo tempo, porque eu casei com a mãe, a filha dela passou também a ser minha filha (enteada). Além disso, meu pai se tornou o genro da minha esposa que, por sua vez, é sua sogra. A minha esposa ganhou recentemente um filho, que é irmão da minha madrasta. Portanto, a minha madrasta também é a avó do meu filho, que é seu irmão. A jovem esposa do meu pai é minha mãe (madrasta), e o seu filho ficou sendo o meu irmão. Meu filho é então o tio do meu neto, porque o meu filho é irmão de minha filha (enteada). Eu sou, como marido de sua avó, seu avô. Portanto, sou o avô de meu irmão. Mas, como o avô do meu irmão também é o meu avô, conclui-se que eu sou o avô de mim mesmo!!! Portanto, Sr. Comandante, eu peço a dispensa do serviço militar, baseado no fato de que a lei não permite que avô, pai e filho sirvam ao mesmo tempo. Se o senhor tiver qualquer dúvida releia o texto várias vezes (ou tente desenhar um gráfico) para constatar que o meu argumento é realmente verdadeiro e correto.
Assinados: avô, pai e filho.
É um texto que, vira e mexe, aparece (desde a era pré-internet). Por vezes, sob a versão de uma carta deixada por um suicida.
Venho, por intermédio desta, pedir a minha dispensa do serviço militar. A razão para isto é bastante complexa e tentarei explicá-la. Meu pai e eu morávamos juntos e possuíamos um rádio e uma televisão. Meu pai era viúvo e eu, solteiro. No andar de baixo, moravam uma viúva e sua filha, ambas muito bonitas e sem rádio e nem televisão. O rádio e a televisão fizeram com que nossas famílias ficassem mais próximas. Eu me apaixonei pela viúva e casei com esta. Meu pai se apaixonou pela filha e também se casou com ela. Neste momento, começou a confusão. A filha da minha esposa, a qual casou com o meu pai, passou a ser minha madrasta. Ao mesmo tempo, porque eu casei com a mãe, a filha dela passou também a ser minha filha (enteada). Além disso, meu pai se tornou o genro da minha esposa que, por sua vez, é sua sogra. A minha esposa ganhou recentemente um filho, que é irmão da minha madrasta. Portanto, a minha madrasta também é a avó do meu filho, que é seu irmão. A jovem esposa do meu pai é minha mãe (madrasta), e o seu filho ficou sendo o meu irmão. Meu filho é então o tio do meu neto, porque o meu filho é irmão de minha filha (enteada). Eu sou, como marido de sua avó, seu avô. Portanto, sou o avô de meu irmão. Mas, como o avô do meu irmão também é o meu avô, conclui-se que eu sou o avô de mim mesmo!!! Portanto, Sr. Comandante, eu peço a dispensa do serviço militar, baseado no fato de que a lei não permite que avô, pai e filho sirvam ao mesmo tempo. Se o senhor tiver qualquer dúvida releia o texto várias vezes (ou tente desenhar um gráfico) para constatar que o meu argumento é realmente verdadeiro e correto.
Assinados: avô, pai e filho.
É um texto que, vira e mexe, aparece (desde a era pré-internet). Por vezes, sob a versão de uma carta deixada por um suicida.
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