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12 fevereiro, 2026

O distanciamento social no mundo das formigas

Após o início da pandemia de COVID-19, o mundo respondeu com medidas de saúde pública, incluindo confinamentos, medidas de distanciamento social e restrições de viagens. A ideia era evitar o contato próximo para reduzir a transmissão do vírus. Mas os humanos não são os únicos a modificar o ambiente em que vivem para reduzir o risco das epidemias.
As formigas também praticam o distanciamento social quando expostas a uma pandemia.
Um novo estudo publicado na revista Science revela que as formigas-pretas-de-jardim (Lasius niger) modificam a arquitetura de seus ninhos para retardar uma infestação – uma "versão inseto" de distanciamento social incorporada ao ambiente.


O autor principal, Luke Leckie, da Universidade de Bristol, explica que as formigas são conhecidas por alterarem seu comportamento de escavação dependendo da temperatura e da composição do solo. No entanto, segundo Leckie, "Esta é a primeira vez que se demonstra que um animal não humano modifica a estrutura do seu ambiente para reduzir a transmissão de doenças."
Expostas a esporos de fungos (Metarhizium brunneum), as formigas fizeram modificações significativas no layout do formigueiro. E as entradas acabaram ficando, em média, cerca de 6 mm mais distantes umas das outras. Com esse aumento no espaçamento entre as entradas, resultou em menos pontos de aglomeração na superfície. Elas também construíram câmaras com rotas mais longas e sinuosas em locais menos centrais. E chegaram a cavar múltiplos túneis, provavelmente rotas alternativas de circulação para evitar os contatos entre si.
A análise mostrou que os ninhos redesenhados reduziram com sucesso o risco de exposição dos indivíduos à infecção.

03 março, 2023

O caviar de Taubaté

Em 1945, em correspondência com Hermínia de Castro Natividade, o escritor Monteiro Lobato equiparou, do ponto de vista simbólico, o içá ao caviar. Isso aconteceu como forma de barganha. Lobato acabara de receber de Hermínia, que conseguiu com uma amiga, a D. Silvina Andrade, uma lata cheia de bundinhas do formigão. A oferta não foi gratuita. O preço a pagar seria um pensamento do escritor sobre o içá:
"A sugestão me incomodou porque nunca no mundo ninguém jamais 'pensou' sobre o içá – e pelo jeito é realmente coisa 'impensável'. Mas já que dona Silvina pede, faço um esforço e digo que o IÇÁ É O CAVIAR DA GENTE TAUBATEANA."
(Correspondência de Monteiro Lobato para Hermínia de Castro Natividade, em 18/11/1945. Consultada por mim no site "Almanaque Urupês", que consultou o livro "Culinária Tradicional do Vale do Paraíba", de Maria Morgado de Abreu e Paulo Camilher Florençano.)

A definição se cristalizou ao longo do tempo e o içá continua reconhecido como iguaria típica de Taubaté. Mas não é exclusividade dessa cidade, nem no Brasil.

N. do E.
O Ceará não está fora da entomofagia. Na Serra da Ibiapaba, por exemplo, há pessoas que destacam as "bundas" das formigas tanajuras (fêmeas aladas das saúvas, que aparecem em grande quantidade no início da estação chuvosa, quando são nessas ocasiões capturadas) com os fins de serem fritas, misturadas com farinha de mandioca e comidas.

15 novembro, 2022

Bolo formigueiro

🔍Fato ou fake?

Recebe esse nome porque os granulados de chocolate dão a impressão de que há formigas no bolo, o que é fake.

05 agosto, 2022

A invasão das formigas

A escritora Mariana Vieira é uma leitora voraz: seu Kindle, aparelho da Amazon para leitura de textos, carrega diversas obras literárias acessíveis a um simples clique. Vez ou outra, a brasiliense deixa o dispositivo descansando na estante para ler um livro físico. Mas, da última vez que ela recorreu ao Kindle, teve uma desagradável surpresa: o aparelho estava infestado de formigas que haviam penetrado pela entrada do carregador e feito moradia lá dentro.
E o pior: ao passear pela estrutura interna, os insetos compraram dois livros on-line.
Depois que os insetos saíram, ela deixou o aparelho carregando na janela e foi trabalhar em outro cômodo da casa. Minutos depois, recebeu no celular uma notificação da Amazon, site onde são vendidos os livros no Kindle, parabenizando-a pela compra do livro "Robôs e o Império", do escritor Isaac Asimov.
Atônita, Mariana correu até a janela onde estava o Kindle e viu que a tela mostrava a compra efetuada.
— As formigas compraram o livro sozinhas e, por ironia, uma obra-prima da distopia.
Divertindo-se com a situação, Fabiane publicou sobre o acontecimento em sua conta do Twitter, o que fez o caso ganhar projeção.
Enquanto Mariana colocava o Kindle dentro de uma bacia com arroz cru, na esperança de se livrar das formigas, recebeu outro e-mail de confirmação de compra. Desta vez, sobre a aquisição do livro "O anel de Giges: uma fantasia ética", de Eduardo Giannetti, e o celular de Fabiane bombava de notificações.
Depois de ouvir várias dicas dos internautas, entre as quais colocar cravos perto do Kindle e usar venenos específicos para formigas, Mariana optou por deixar o aparelho dentro do congelador por alguns minutos, o que, segundo ela, resolveu o problema das formigas. Quanto às compras, foram canceladaspela escritora.
Com tudo resolvido, só restava rir da situação: Mariana aproveitou para contar a história em uma crônica publicada em um blog em que escreve semanalmente, e desabilitou a opção de "comprar com um clique" (que agiliza a aquisição de livros na loja da Amazon) para dificultar uma possível nova compra feita por alguma formiga sobrevivente.

06 dezembro, 2021

O uso de formigas como personagens de presépios


Resumo
Encontrados no Brasil desde os primórdios da colonização portuguesa, os presépios logo tiveram de adaptar-se à realidade local, circunstância muito propícia ao aparecimento de concepções heterodoxas e ao emprego de elementos exóticos da fauna e flora de cada região. Como registros envolvendo insetos são muito pouco comuns, chama a atenção que fêmeas de saúva, Atta sp. (Hymenoptera, Formicidae), tenham sido aproveitadas na composição de presépios no estado de São Paulo. Tendo subsistido pelo menos até a década 1960, os "presépios de formigas" existentes em cidades como Embu das Artes poderiam estar relacionados às "formigas vestidas" criadas por Jules Martin, curiosa manufatura paulistana do último quartel do século XIX.
Título: Insetos em presépios e as "formigas vestidas" de Jules Martin (1832-1906): uma curiosa manufatura paulistana do final do século XIX
AA: Dante Martins Teixeira, Nelson Papavero e Miguel Angel Monné
http://doi.org/10.1590/S0101-47142008000200004
(https://www.improbable.com/2021/03/01/the-use-of-woodcutting-ants-as-characters-in-brazilian-nativity-scenes-study/)

29 julho, 2021

Formigas torradas

O marcado apetite dos antigos paulistanos por formigas torradas foi registrado por diversos autores como E. da S. Bruno (1953); L. da C. Cascudo (1954b); A. d' E. Taunay (1926-1929) e A de Saint-Hilaire (1936).
Nascido em 1837, o General Couto de Magalhães confessa que, na São Paulo de sua infância, a tanajura era "vendida em tabuleiros pelas ruas", sendo iguaria apreciada tanto pelas camadas mais pobres quanto "pelas melhores famílias". (*) "Mais tarde", porém, essas últimas "só a comiam às escondidas" ... "e isso depois que o poeta estudante Júlio Amando de Castro, em pleno teatro de gala, pois era um 7 de setembro, bateu palmas e, no meio de pasmo geral, seguido de gargalhadas dos estudantes, daí resultando formidável rolo, começou a recitar um soneto que principiava assim:
Comendo içá, comendo cambuquira/ Vive a afamada gente paulistana/ E aquelas a que chamam caipira/ Que parecem não ser da raça humana ...
Não pode concluir, que lh'o não consentiu o berreiro de indignação que se levantou do coração à guelra dos patriotas. O poeta, porém, salvou o pelo e a pele, pois os estudantes que haviam preparado a troça (que eram, aliás, paulistas) tiveram a previdência de acautelar-lhe a retirada e o esconderijo". Ver C. de Magalhães (1946).
http://doi.org/10.1590/S0101-47142008000200004

N. do E.
(*) O Ceará não está fora dessa entomofagia. Na Serra da Ibiapaba, por exemplo, há pessoas que destacam as "bundas" das formigas tanajuras (fêmeas aladas das saúvas, que aparecem em grande quantidade no início da estação chuvosa, quando são nessa ocasião capturadas) para serem fritas, misturadas com farinha de mandioca e comidas. V. foto.
http://luccianorocha.blogspot.com/2012/03/tianguae-suas-tanajuras.html
http://blogdopg.blogspot.com/2008/08/entomofagia.html

23 agosto, 2018

Que tipo de café atrai mais as formigas?

Os seres humanos não são os únicos animais que (em muitos casos) são atraídos pelo cheiro do café. Este estudo enfoca a atração das formigas por odores do café:
"Olfactory behavior and response of household ants (Hymenoptera) to different types of coffee odor: A coffee-based bait development prospect" (Comportamento olfativo e resposta de formigas domésticas (Hymenoptera) para diferentes tipos de odor de café: um prospecto de desenvolvimento de iscas à base de café), por Abdul Hafiz Ab Majid, Hamady Dieng, Siti Salbiah Ellias, Faezah Syukriah Sabtu, Abd Hafis Abd Rahim, and Tomomitsu Satho, Journal of Asia-Pacific Entomology, vol. 21, nº. 1, março 2018, pp. 46-51.
Os autores, na Universiti Sains Malaysia, Malásia, Universiti Sarawak Malaysia, Malásia, e Universidade de Fukuoka, Japão, relatam:
Em uma série de bioensaios com olfactômetros de tubo em Y examinamos as respostas comportamentais das espécies Tapinoma indicum (TI), Monomorium pharaonis (MP) e Solenopsis geminata (SG) a vários estímulos de odor induzidos pelo café, compostos por extratos de Arabica, Robusta e Liberica ....
Estes resultados indicaram que o café, particularmente o Arabica, se mostrou atraente para as formigas forrageiras da TI, MP e SG ...
O Blog EM atualiza o cafezinho
De 5F: Fraco, Frio e Fedorento com Formiga no Fundo
Para 6F: Fraco, Frio e Fedorento com Formiga Forrageira no Fundo.

03 março, 2016

A balsa de formigas de fogo

Quando águas começam a inundar uma colônia de formigas de fogo, elas executam uma ação evasiva. Formigas operárias se aglomeram, tecendo uma espécie de balsa em um processo que pode levar menos de dois minutos (ver foto).


As formigas movem sua rainha e as larvas para o centro da balsa, onde permanecem protegidas da água em cima de uma massa de corpos. Os pelos das formigas retêm uma quantidade de ar suficiente para que aquelas que estão na camada inferior da balsa não fiquem completamente submersas.
As formigas de fogo podem sobreviver em uma jangada dessas por até várias semanas, embora devam, eventualmente, chegar a uma terra firme para que possam reiniciar a colônia.
Na água, elas enfrentam o perigo constante de predadores, especialmente peixes, que as apanham facilmente. Se formigas suficientes são removidas, a colônia inteira pode desmoronar.

Ver também: Formigas como fluidos

16/01/2018 - Atualizando ...
Ants – Stuff you didn’t know (Formigas – Coisas que você não sabia)

27 janeiro, 2016

Uma chamada telefônica para as formigas

Veja o que acontece quando este iPhone começa a tocar: as formigas ficam andando em círculo em torno do telefone.
Hipóteses a serem testadas
A formiga que fez a chamada é líder de todas elas?
É tudo uma questão de ondas eletromagnéticas e antenas?
As formigas também entendem as mensagens criptografadas?
Elas seguem um rastro de feromônio deixado por formigas que se assustaram com a vibração do telefone?
Em Meca, há um iPhone no interior da Caaba?



Ver também:
A espiral da morte

05 julho, 2015

A espiral da morte

Estas formigas são cegas. Elas seguem as trilhas do feromônio que umas vão deixando para as outras.
Isso as torna vulneráveis ​​à formação de uma "espiral da morte", em que as formigas inadvertidamente formam uma espiral que gira continuamente. Nessa curiosa formação, cada formiga segue as que estão à frente e são seguidas pelas que estão atrás.
Uma vez que isso acontece não há nenhuma maneira de quebrar o ciclo; as formigas vão marchar até morrerem de exaustão.
O naturalista norte-americano William Beebe, observou uma dessas espirais – com 365 metros de circunferência – na selva da Guiana Inglesa. "As formigas acreditavam totalmente que estavam a caminho de uma casa nova, pois a maioria carregava ovos, larvas e alimentos, descreveu Beebe, em seu livro de 1921, "Edge of the Jungle". E calculou que, naquela marcha insana pela floresta, cada formiga levava duas horas e meia para fazer um circuito.



+ vídeos
Um formigueiro gigante |  Formigas melíferas |  A passeata das formigas | Formigas como fluidos |  O que acontece quando você derrama alumínio derretido em um formigueiro?

12 março, 2015

Formigas como fluidos

A Biologia inspirada na Física
As formigas de fogo usam suas garras para se segurarem em diversas superfícies, incluindo umas às outras. Como resultado dessa aderência coletiva em grandes números, elas fluem como fluidos inanimados. Neste vídeo (abaixo), é demonstrado como as formigas se comportam de forma semelhante à propagação das gotas, à ascensão capilar da água em menisco e ao fluxo de um líquido viscoso através de um funil. Copiando o fluxo dos fluidos, as colônias de formigas podem permanecer unidas sob condições adversas.



Poderá também gostar de ver:
Uma experiência de longa duração: 1 e 2

21 agosto, 2014

As formigas de Maria

No Espírito Santo (Estado), sucessivas gerações de formigas cortadeiras que residem na casa de dona Maria Aparecida continuam dando o que falar.
São milhares de desenhos que lembram uma santa (Nossa Senhora das Lágrimas), com manto, coroa e terço, e que se acompanham de salmos, mensagens religiosas e outras exortações, que as formigas desenham e/ou escrevem nas folhas das árvores. (►)
E muitas histórias de graças alcançadas por quem frequenta ou chega àquela casa em momento de desespero. Como o caso da criança Gabriela, que sofria de convulsões e foi miraculosamente curada após ser levada ao "Lar das Formigas Bordadeiras".
Este assunto foi trazido à baila pela edição de 15/08/14 do Globo Repórter (vídeo). Mas, em verdade, elas fazem esses desenhos legendados desde a década de 1980.
Leiam, por exemplo, um trecho de um artigo da bióloga Eliane Evanovitch, escrito em 2007 (após a sua participação em um programa de debates na televisão local), e transcrito no Jornalísticamente Falando..., de Aurélio Moraes:
"Formigas apresentam mandíbulas cortadeiras e não fazem furos como mosquitos que atravessam as nossas peles. Parece que a fé de muitos dos presentes era de fato inabalável, como sempre repetia o apresentador, pois mesmo “PAZ” escrito com “S” não convenceu algumas pessoas a perceber a grosseira fraude."
Entrevistado pelo Globo Repórter, Marcelo Teixeira Tavares, professor da Universidade Federal do Espírito Santo, também observou que não há condições de que as formigas cortadeiras produzam esse tipo de perfuração nas folhas. É que o furos têm o formato de uma circunferência perfeita e tudo indica que foram produzidos por um objeto cilíndrico pontiagudo.
Traduzindo: alfinete.
O implacável Ceticismo.net foi outro que também alfinetou:
"Como sempre, a ICAR não diz que é milagre, mas não faz nada contra. Lava as mãos e... deixa pra lá. Afinal, enquanto o pessoal estiver indo pro santuário (da Nossa Senhora das Lágrimas), não estará frequentando a IURD."
Uma honrosa exceção, a meu ver, tem sido o parapsicólogo Padre Quevedo. Em 2007, no mesmo debate que aconteceu na televisão, ele foi peremptório:
- Isso "non ecziste"!

17 julho, 2013

A passeata das formigas

Neste vídeo, produzido pela alemã BBDO para a WWF, a World Wildlife Fund.
O vídeo (Ant Rally) usa formigas cortadeiras para fazer uma declaração política. As formigas carregam mensagens esculpidas a laser, conclamando todos a salvar uma floresta tropical.


30 junho, 2013

Formigas melíferas

Conheça as formigas melíferas (honeypots ants) cujos abdomes podem se expandir até o tamanho de uma uva. Durante tempos difíceis, regurgitam extratos açucarados com que nutrem as demais formigas de sua colônia. E, por serem armazéns vivos de alimentos, são disputadas pelas formigas das colônias rivais - que inclusive tentam raptá-las!
Os aborígenes australianos apreciam comê-las como doces.

04 abril, 2013

O poder curativo das formigas

Sabe-se que as formigas possuem mandíbulas que funcionam como fortes pinças naturais.
Presumivelmente por séculos, a medicina primitiva, praticada em certas tribos da África, tem tomado vantagem desse conhecimento para fechar feridas abertas.
Para fechá-las, o curandeiro junta as bordas da ferida e coloca algumas formigas diretamente sobre a mesma.
Como o instinto natural destes insetos é morder, suas mandíbulas selam o corte. Em seguida, o curandeiro descarta o corpo das formigas.
A sutura fica mais apresentável e não prejudica o resultado final.


21 março, 2013

A "anternet"

Imagem: WIKIMEDIA COMMONS
[RESUMO]
Uma colaboração entre um biólogo especializado em formigas, da Universidade Stanford, e um cientista da computação revelou que o comportamento de certas formigas cortadeiras (forrageiras) espelha um dos protocolos que controlam o tráfego na internet.
À primeira vista, as formigas e a internet não parecem ter muito coisa em comum.
Mas os pesquisadores descobriram que uma espécie de formiga cortadeira determina quantas delas devem ser enviadas para fora do formigueiro, da mesma forma que um protocolos de internet faz a transferência de dados de acordo com a largura de banda disponível.
O algoritmo que as formigas utilizam, em função da quantidade de comida que está disponível, é essencialmente o mesmo do protocolo de controle de transmissão (TCP, em inglês) da internet.
O TCP, é um algoritmo que gerencia o fluxo de dados na internet. Veja como funciona: Uma fonte, A, quando transfere um arquivo para um destino, B, esse arquivo é dividido em pacotes numerados. Quando B recebe cada pacote, ele envia um aviso de recepção, ou uma confirmação, para A, de que o pacote chegou.
Este feedback possibilita que o TCP evite congestionamentos. Assim, se o retorno se dá em um ritmo mais lento do que o ritmo em que os dados foram enviados, isso indica que há pouca banda disponível, e a fonte de transmissão dos dados é regulada para essa situação.
Ao contrário, se retorna mais rapidamente, a fonte aumenta a sua velocidade de transmissão.
Acontece que as formigas cortadeiras (Pogonomyrmex barbatus) comportam-se da mesma maneira quando estão em busca de alimentos. Os pesquisadores descobriram que a velocidade com que as formigas cortadeiras deixam o formigueiro, em busca de alimentos, corresponde à disponibilidade destes.
A cortadeira não voltará ao ninho até encontrar algum alimento. Se este é abundante, a forrageira voltará mais rapidamente, e mais formigas sairão do ninho para buscar comida. Se, no entanto, as formigas começam a regressar de "mãos vazias", a busca é retardada ou, talvez, cancelada.
Este comportamento das formigas está sendo chamado de "anternet" (de ant, formiga em inglês + internet).

Balaji Prabhakar, Katherine N. Dektar, Deborah M. Gordon, The Regulation of Ant Colony Foraging Activity without Spatial Information, PLOS Computational Biology

02 dezembro, 2012

Um formigueiro gigante

Inicialmente, dez toneladas de concreto são bombeadas para o interior de um formigueiro. Depois, muito cuidadosamente, todo o local é escavado de modo a preservar o aspecto subterrâneo de uma colônia de formigas.
O resultado mostra uma estrutura grande e complexa, equivalente em trabalho ao da construção da Grande Muralha da China na escala humana.
Assista ao vídeo:

23 janeiro, 2012

Icewine e tanajuras

Há duas notas bem interessantes recém-postadas no blog VIDA E ARTE de Luciano Rocha:

VOCÊ SABE O QUE É ICEWINE?
TANAJURAS, SEJAM BEM VINDAS!

"Cai, cai, tanajura, que é tempo de gordura!"
Ver também: Entomofagia

02 junho, 2011

Trombando com os elefantes

Nas savanas do Quênia existe uma espécie de acácia (Acacia drepanolobium) que não é destruída pelos elefantes. Como acontece a outras espécies de acácias da mesma região (a Acacia mellifera, por exemplo), que a todo instante são por eles devoradas.
Não se trata de alguma preferência alimentar por parte dos elefantes. É que na Acacia drepanolobium proliferam formigas que, em troca de néctar e refúgio, a defendem dos famintos paquidermes. Penetrando em suas trombas e mordendo-as fortemente, caso estes, inadvertidamente, resolvam se aproximar da árvore em que elas vivem.
Parece que, com relação às formigas, as trombas representam o "calcanhar de Aquiles" dos elefantes.