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04 julho, 2024

Elefantes têm medo de ratos?


Desde os desenhos animados até às fábulas antigas, uma das imagens mais emblemáticas é a de um elefante que se encolhe diante de um rato. Esta imagem é frequentemente utilizada como uma alegoria para os mais pequenos, mas será que existe alguma verdade?
Um mito antigo: de onde veio a ideia de que os elefantes têm medo dos ratos?
Não se sabe ao certo onde ou quando surgiu o primeiro mito do "elefante assustado por um rato". Uma versão remonta a Plínio, o Velho – que, depois de Aristóteles, deve ter sido o acadêmico mais influente da Antiguidade. Segundo o ZME Science, Plínio foi o primeiro a dizer que "o elefante odeia o rato acima de todas as outras criaturas" e, por ser tão influente e conceituado, esta história acabou por se impor, e não apenas entre os romanos. Esta anedota entrou depois no folclore, mais tarde infiltrou-se nos livros infantis e até chegou aos desenhos animados, especialmente à série "Tom e Jerry".
Lembre-se, os elefantes não viviam no chamado mundo ocidental "civilizado". Por isso, tal como outras espécies exóticas, o seu aspeto e comportamento eram deixados à imaginação. Basta ver como as pessoas pensavam que eram os elefantes na Idade Média – totalmente hilariante.
Mas à medida que o mito se espalhou, algumas pessoas instruídas começaram a aperceber-se do ridículo de um animal de três toneladas ficar petrificado por um ratinho. Entre esses pensadores críticos encontrava-se Allen Moulin, um médico irlandês de 1600.
Moulin, que não estava de todo familiarizado com os elefantes, mas pelo menos tinha algum conhecimento da sua anatomia através dos limitados trabalhos acadêmicos do seu tempo, ofereceu uma explicação aparentemente sensata. Ele argumentou que, uma vez que os elefantes não têm epiglote – uma cartilagem que protege a traqueia durante a deglutição – poder-se-ia supor que uma criatura tão grande poderia ter medo de uma tão pequena, se esta última pudesse rastejar pela tromba do elefante e sufocá-lo.
Infelizmente, tal como Plínio antes dele, Moulin não estava realmente a fazer nada. No entanto, perpetuou uma explicação aparentemente científica para o fato de o maior mamífero terrestre do mundo ter medo de ratos.
Como qualquer biólogo da vida selvagem lhe dirá atualmente, os elefantes têm, de fato, aquela cartilagem que protege suas traqueias. Mesmo que um rato, um inseto ou qualquer tipo de "detrito" acabasse na tromba, o elefante só precisa de soprar. De fato, "é assim que fazem na maior parte das vezes quando sentem que a tromba está a ficar entupida".
Perguntemos aos “Caçadores de Mitos”
Em 2006, num episódio de "Os Caçadores de Mitos", Adam Savage e Jamie Hyneman descobriram que o mito era "plausível". Na experiência, um elefante caminhava ao longo de um determinado percurso. A equipe havia introduzido um rato ao longo do percurso, escondido debaixo de um monte de estrume. Quando o elefante se aproximava do monte, o rato era libertado.
Quando os elefantes repararam nos pequenos animais, recuaram e até começaram a deslocar-se no sentido oposto.
No entanto, o elefante não mostrava sinais de medo ou angústia. Pelo contrário, o elefante parecia mostrar-se cauteloso, evitando uma potencial perturbação no seu passeio calmo.
O site explica que esta foi uma experiência pequena e informal. O mesmo pode ser dito sobre o mesmo segmento feito noutro programa de televisão popular, o 20/20 da ABC. O apresentador do 20/20 contatou um circo local onde Troy Metzler, um treinador de elefantes certificado, deixou a equipe de produção mostrar a um dos seus elefantes um rato branco. O pequeno roedor foi depois mostrado a outros elefantes, nenhum dos quais pareceu reparar no rato.
De acordo com John Hutchinson, do Royal Veterinary College, em Londres, os elefantes em estado selvagem ficam nervosos sempre que um animal pequeno, mas rápido, surge inopinadamente. Isto significa que não são apenas os ratos que podem perturbá-los, mas também cães, gatos e praticamente tudo o que seja ágil.
Os elefantes em cativeiro, como os dos jardins zoológicos ou dos circos, são frequentemente vistos a dormir com roedores mesmo em cima deles. A maior parte dos tratadores de jardins zoológicos dirão que não se importam muito com eles.
Assim, em vez de terem medo dos ratos propriamente ditos, os elefantes parecem assustar-se com os movimentos frenéticos. Mas, na verdade, o mesmo pode ser dito sobre qualquer animal que viva em estado selvagem.
Os elefantes, apesar do seu imenso tamanho, são seres gentis e cautelosos. São conhecidos por evitarem pisar em criaturas pequenas e podem até sair do seu caminho para não as perturbar.
"À luz das provas científicas e dos conhecimentos dos especialistas, é seguro concluir que os elefantes não têm um medo inerente dos ratos. Este mito antigo teve provavelmente origem no fato de a natureza cautelosa e empática dos elefantes ter sido mal interpretada como medo", conclui o ZME Science.
https://www.quora.com/Is-it-true-that-elephants-are-afraid-of-mice-or-is-that-just-a-myth
https://greensavers.sapo.pt/os-elefantes-tem-mesmo-medo-de-ratos/

20 dezembro, 2022

Uma linha, dois elefantes

Caso não identifique o segundo elefante leia as dicas.

Dicas: 

o segundo elefante é maior do que o primeiro; 

eles estão sobrepostos em sentidos contários.

Reddit via Bits and Pieces with my comment (tips)

17 agosto, 2021

Em dia com o latim



Vis medicatrix naturae. 
(A força curativa da natureza.)
Acredite no que vou dizer. Isto (ao lado) é um hospital de campanha para plantas.

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Natura non facit saltus 
(A natureza não dá saltos.)
Frase atribuída a Aristóteles, um emérito observador de elefantes,  depois de observar o comportamento de uma manada destes paquidermes que não são capazes de dar saltos.

PGCS

07 outubro, 2020

Memória pictórica dos elefantes na Europa


Os romanos trouxeram elefantes para a Inglaterra durante suas invasões no primeiro século da era cristã, mas depois disso, mais de mil anos se passaram antes que outro elefante fosse realmente visto por pessoas na Grã-Bretanha - - ou na maior parte da Europa. Mas os viajantes trouxeram histórias que os artistas tentaram ilustrar. Para sua tese de mestrado na Universidade de Artes de Berlim, Uli Westphal criou uma árvore taxonômica dessas ilustrações chamada Elephas anthropogenus. Foi publicado mais tarde no Zoologischer Anzeiger - A Journal of Comparative Zoology.
"Como não havia um conhecimento real de como esses animais realmente pareciam, os ilustradores tiveram de confiar em descrições orais e escritas para reconstruir morfologicamente um elefante, reinventando a imagem de uma criatura com existência remota. Isso levou, na maioria dos casos, a ilustrações nas quais as principais características dos elefantes - como tromba e presas - ainda são visíveis, mas que no geral se desviam da aparência real desses animais. Nesse processo, o conhecimento zoológico sobre os elefantes foi substituído por seu significado cultural. Com base em uma coleção dessas imagens, reconstruí a evolução do 'Elephas anthropogenus', o homem feito elefante." ~ Uli Westphal
O gráfico interativo de Westphal está publicado aqui. Clique em um elefante para ver seu desenho ampliado.


28 setembro, 2020

Os elefantes mineradores de sal

Os primeiros visitantes da caverna Kitum, no Quênia, encontraram as paredes curiosamente arranhadas e sulcadas: descobriram que os elefantes frequentam a caverna todas as noites para extrair pedras das paredes, que eles comem por causa do teor de sal.
Eles fazem isso há séculos, ampliando a caverna por esse processo e efetivamente convertendo-a em uma mina de sal, que agora compartilham com outras espécies.


N. do E.
Esta caverna ficou mundialmente conhecida devido a nefastos acontecimentos: pessoas que a adentraram acabaram falecendo de uma terrível doença hemorrágica, provavelmente relacionada aos vírus Ébola e Marburg.
Acredita-se que essa caverna seja o repositório natural desses vírus.

27 abril, 2017

O fim do marfim?

Quase um terço dos elefantes africanos foram ilegalmente abatidos por caçadores furtivos, nos últimos dez anos, para atender à demanda de marfim na Ásia, onde ainda há um comércio em expansão desse material, particularmente na China.
Como consequência dessa matança, um número crescente de elefantes africanos nascem agora sem presas. Ao matarem os animais com melhor marfim, os caçadores estão alterando fundamentalmente o pool genético dos elefantes.
Em algumas áreas, 98 por cento dos elefantes fêmeas já não têm presas, No passado, esse número oscilava entre 2 e 6 por cento.
A continuar a predação pela busca do marfim, todos os elefantes africanos podem se tornar sem presas como seus primos asiáticos, alertam os pesquisadores.
http://www.independent.co.uk/news/elephants-africa-tusks-ivory-poaching-born-without-a7440706.html#gallery

"As presas são usadas por eles para escavar comida e água, para mover árvores e galhos, para a auto-defesa e para a exibição sexual.". BBC

O marfim vegetal
Está ganhando popularidade como um substituto para o marfim, embora seu tamanho limite a sua usabilidade. É o endosperma da semente de palmeiras do gênero Phytelephas (nome que significa planta-elefante), que são comumente encontradas nas florestas tropicais do Panamá à Bolívia e no noroeste do Brasil.
https://en.wikipedia.org/wiki/Phytelephas

06 dezembro, 2015

Cercas de mel

Os elefantes podem ser belos e majestosos, mas também são um incômodo quando eles entram nas plantações. Isso, por exemplo, é um sério problema na África Oriental.
Mas a zoóloga Lucy King desenvolveu uma solução.
Os elefantes têm medo das abelhas, porque suas picadas são muito dolorosas. E, quando ouvem o zunir das abelhas – de abelhas africanas, para piorar a situação – eles fogem imediatamente.
Então, Lucy inventou uma barreira para elefantes (foto) que consiste de uma longa sequência de fio com colmeias a cada 10 metros. Quando os elefantes batem no fio, eles irritam as abelhas que começam a deixar suas colmeias para ir ferroá-los. E só esse movimento preparatório das abelhas para o ataque já é suficiente para afugentar os elefantes intrusos.
Edible Geography chama poeticamente de "honey fences" (cercas de mel) o dispositivo inventado pela zoóloga.

Boas cercas, bons vizinhos, diz o provérbio.

Formigas: trombando com os elefantes

22 agosto, 2013

Pareidolia

Uma inundação de lava seca na superfície de Marte, região do Elysium Planitia, criou esta imagem quase perfeita da cabeça de um elefante.
A foto foi tirada pelo High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) do Mars Reconnaissance Orbiter da NASA.
O geólogo Alfred McEwen, da Universidade do Arizona, escreveu no website da universidade:
"Este é um bom exemplo dos fenômenos de pareidolia, no qual vemos coisas e animais onde eles não estão realmente."
Outro exemplo: a famosa foto de um rosto humano em Cidônia, Marte.

A propósito
Veja o ferro de passar que Robert Weschler modificou para fazer em sua (dele) roupa a imagem da Virgem de Guadalupe:

23 janeiro, 2013

Neura de elefante

O QUE ELE FAZ PARA NÃO ENLOUQUECER:


27/07/2015 - Piada de elefante
– Você amava esse elefante, né?
– Nada disso.
– Então, por que está chorando junto ao cadáver dele?
– É que eu sou o coveiro.

09 maio, 2012

A vida sexual dos elefantes

Não se sabe muito sobre a vida sexual desses animais. Em geral, biólogos e voyeurs não atribuem o escasso conhecimento existente a dificuldades visuais para observá-los.
A causa do problema é outra.
É que eles (elefantes) são discretos em seus momentos íntimos. E jamais fazem sexo em público.

18 abril, 2012

Todo rei é minha caça

charge: www.humorpolitico.com.br
Após cair, fraturar o quadril e precisar ser operado, o rei da Espanha se tornou alvo da ira de espanhóis e estrangeiros, ao se saber que ele sofreu o acidente ao participar de uma caça a elefantes em Botsuana. Um hobby caro, especialmente para o mandatário de um país em crise (com taxa de desemprego de 23 por cento), e duvidoso para alguém que ocupa, na Espanha, o cargo de presidente honorário (sic) de uma das mais representativas organizações de defesa do meio ambiente — o World Wildlife Fund (WWF).

“Eu não lhe desejo um pronto restabelecimento, se isso vai lhe levar a continuar com suas estadias assassinas na África ou em outros lugares. É indecente, revoltante e indigno de uma pessoa do seu nível. Você não é melhor do que os caçadores ilegais que pilham e saqueiam a natureza. Você é a vergonha da Espanha.”
Brigitte Bardot, em carta aberta a Don Juan Carlos I

Na antiga Birmânia, elefantes algumas vezes mataram reis. Tempos bons, aqueles... PGCS

Nelson é Nelson
É rei, mas carrega além da coroa, toda irracionalidade humana. Capaz de derrotar brilhantemente o golpe de estado em 1981 e agora caçar elefantes da forma mais covarde: protegido por seus guardas, atirar pelo prazer de matar um animal sem defesas. Declara-se arrependido porque foi desmascarado em razão do acidente que sofreu. Não fosse isso, continuaria por aí ostentando essa realeza antiquada e agora cínica.
Merece um:
Por qué no te callas?
Por qué no te averguenzas?
Por qué eres tan disimulado?
Por qué no te vas del trono? NJC

02 junho, 2011

Trombando com os elefantes

Nas savanas do Quênia existe uma espécie de acácia (Acacia drepanolobium) que não é destruída pelos elefantes. Como acontece a outras espécies de acácias da mesma região (a Acacia mellifera, por exemplo), que a todo instante são por eles devoradas.
Não se trata de alguma preferência alimentar por parte dos elefantes. É que na Acacia drepanolobium proliferam formigas que, em troca de néctar e refúgio, a defendem dos famintos paquidermes. Penetrando em suas trombas e mordendo-as fortemente, caso estes, inadvertidamente, resolvam se aproximar da árvore em que elas vivem.
Parece que, com relação às formigas, as trombas representam o "calcanhar de Aquiles" dos elefantes.

19 janeiro, 2011

Contando elefantes

Dentre umas imagens interessantes que Nelson Cunha me enviou, selecionei esta para publicar mo blog.  Mostra 12 elefantes (a contagem não inclui o animal que está no plano inferior) que compartilham 6 cabeças.
Epa! Será que algumas alimárias perderam as cabeças como costuma acontecer com os fósforos (inclusive com os safety matches desta propaganda)?


Ver no blog: Um censo de pouco senso. Se a animação da figura estiver funcionando vale a pena.

24 agosto, 2010

Como surgiu o snorkel?

Eu acho que foi a partir da observação desta cena:


O snorkel é uma peça do equipamento do mergulhador. É aquele tubo que permite o mergulhador respirar sem tirar a cabeça da água.

30 julho, 2009

Meu reino por um pepino

Em 931, o Rei Theinhko da Birmânia comeu sem pedir licença um pepino da plantação de um aldeão local. Irritado, o agricultor assassinou Theinhko e, em seguida, assumiu o trono como Rei Nyanng-u Sawrahan. Num esforço para evitar a agitação política, a rainha viúva congratulou-se com ele. E Nyanng-u, que ficou conhecido como o Rei Pepino, reinou a Birmânia durante 33 anos. Um de seus atos foi transformar o local em que cultivava seus pepinos no Jardim Real.


No Schott's Almanac (não li ainda e gostei) é possível a gente se informar como, depois de Theinhko, alguns outros reis da Birmânia morreram:
  • Anawrahta: chifrado por um búfalo durante uma campanha militar (1077).
  • Uzana: pisado por um elefante (1254).
  • Narathihapate: forçado a tomar veneno num complô contra ele (1287).
  • Minerekyawswa: esmagado por um elefante (1417).
  • Razadarit: enlaçado na corda que prendia um elefante (1423).
  • Tabinshweti: decapitado por seus ministros sob a acusação de que perdia muito tempo a procurar um fictício elefante branco (1551).
  • Nandabayin: rindo até à morte após ter sido informado, por um comerciante italiano, que Veneza era um estado livre - e sem rei (1599).
A lição da História
Reis da Birmânia e elefantes não combinam. Depois que deixou de ser uma monarquia, os regicídios por elefantes obviamente pararam de acontecer na Birmânia.