É uma hipótese para explicar a existência da menopausa na história da vida humana, identificando o valor adaptativo da rede de parentesco estendido. Baseia-se na "hipótese da mãe" anteriormente postulada, que afirma que à medida que as mães envelhecem, os custos de reprodução tornam-se maiores e a energia dedicada a essas atividades seria mais bem empregada ajudando os filhos em seus esforços reprodutivos. Sugere que, ao redirecionar a sua energia para seus descendentes, as avós podem garantir melhor a sobrevivência de seus genes através das gerações mais jovens. Ao fornecer sustento e apoio a seus parentes, as avós não só garantem que os seus interesses genéticos sejam satisfeitos, mas também melhoram suas redes sociais, o que pode traduzir-se numa melhor aquisição imediata de recursos.
E no princípio estavam as avós
A explicação tradicional da evolução humana diz que, quando as avós começaram a ajudar a criar os netos, as filhas ficaram libertas para procriar mais e em períodos mais curtos de tempo. Essas avós de longa duração acabaram por ter mais netos e estes, por sua vez, acabaram por herdar os genes dessa longevidade e assim ajudaram ao aumento da esperança de vida.
"O sucesso das espécies é reprodutivo, mas a nossa alcançou o sucesso com o aumento do tempo em que não é reprodutiva."
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12 setembro, 2025
13 fevereiro, 2023
A planta que evolui para se esconder dos predadores humanos
No sudoeste da China, no alto das montanhas Hengduan, está ficando mais difícil encontrar uma pequena planta.
Denominada Fritillaria delavayi, ela desenvolve de três a cinco folhas verdes brilhantes e um pequeno caule, e, uma vez por ano, produz uma flor brilhante em forma de tulipa, com tons amarelados. Mas aquela flor amarela atraente e aquelas folhas verdes vibrantes começaram a se tornar cinza e marrom nessa espécie do gênero Fritillaria. Cientistas suspeitam que a planta esteja desenvolvendo geneticamente partes descoloridas para se esconder de seu principal predador — nós, os seres humanos.
Em um estudo publicado na revista científica Current Biology, cientistas da China e do Reino Unido descobriram que em regiões onde a Fritillaria delavayi estava sendo colhida em grande número, a erva tinha mais probabilidade de se camuflar.
Denominada Fritillaria delavayi, ela desenvolve de três a cinco folhas verdes brilhantes e um pequeno caule, e, uma vez por ano, produz uma flor brilhante em forma de tulipa, com tons amarelados. Mas aquela flor amarela atraente e aquelas folhas verdes vibrantes começaram a se tornar cinza e marrom nessa espécie do gênero Fritillaria. Cientistas suspeitam que a planta esteja desenvolvendo geneticamente partes descoloridas para se esconder de seu principal predador — nós, os seres humanos.
Em um estudo publicado na revista científica Current Biology, cientistas da China e do Reino Unido descobriram que em regiões onde a Fritillaria delavayi estava sendo colhida em grande número, a erva tinha mais probabilidade de se camuflar.
Enquanto algumas espécies de plantas não crescem tanto quando são colhidas em excesso — porque suas contrapartes maiores são colhidas antes de se reproduzirem — essa erva, utilizada na medicina tradicional chinesa para tratar doenças pulmonares como bronquite ou tosse, pode ser o primeiro exemplo de uma planta ameaçada de extinção evoluindo para se camuflar no ambiente em que vive.
Para testar essa teoria, os pesquisadores primeiro consultaram herboristas locais que mantinham seis anos de registros mostrando onde as plantas cresceram e quantas delas foram colhidas. Eles determinaram quais áreas já haviam sofrido colheitas excessivas e as áreas de mais fácil acesso — em comparação com aquelas localizadas em terrenos rochosos e montanhosos. Por meio de uma ferramenta denominada espectrômetro, que mede os comprimentos de onda de luz para determinar a coloração, eles avaliaram a cor das plantas em diferentes locais e encontraram uma correlação entre o número de colheitas de uma população em um determinado local e a sua cor.
Em áreas menos acessíveis, de baixa transitação humana, as plantas ainda eram de um verde e amarelo brilhantes, mas em locais onde os bulbos eram colhidos em grande número, as cores estavam ficando mais opacas.
"É um artigo muito legal e inovador”, comenta Matthew Rubin, biólogo evolucionista do Danforth Plant Science Center, instituto de pesquisa de plantas em St. Louis, Missouri, que não participou da pesquisa.
"Sabemos que milhares de anos atrás os humanos moldaram a aparência das plantas com a domesticação, a forma como criamos as plantas para consumi-las", acrescenta Rubin. "Esse é um ótimo exemplo de seleção causada por nós na natureza, documentando uma alteração e relacionando de forma bastante convincente essa mudança a uma pressão humana, nesse caso, a colheita."
Para testar essa teoria, os pesquisadores primeiro consultaram herboristas locais que mantinham seis anos de registros mostrando onde as plantas cresceram e quantas delas foram colhidas. Eles determinaram quais áreas já haviam sofrido colheitas excessivas e as áreas de mais fácil acesso — em comparação com aquelas localizadas em terrenos rochosos e montanhosos. Por meio de uma ferramenta denominada espectrômetro, que mede os comprimentos de onda de luz para determinar a coloração, eles avaliaram a cor das plantas em diferentes locais e encontraram uma correlação entre o número de colheitas de uma população em um determinado local e a sua cor.
Em áreas menos acessíveis, de baixa transitação humana, as plantas ainda eram de um verde e amarelo brilhantes, mas em locais onde os bulbos eram colhidos em grande número, as cores estavam ficando mais opacas.
"É um artigo muito legal e inovador”, comenta Matthew Rubin, biólogo evolucionista do Danforth Plant Science Center, instituto de pesquisa de plantas em St. Louis, Missouri, que não participou da pesquisa.
"Sabemos que milhares de anos atrás os humanos moldaram a aparência das plantas com a domesticação, a forma como criamos as plantas para consumi-las", acrescenta Rubin. "Esse é um ótimo exemplo de seleção causada por nós na natureza, documentando uma alteração e relacionando de forma bastante convincente essa mudança a uma pressão humana, nesse caso, a colheita."
Sarah Gibbens, National Geographic (11/02/2021)
17 novembro, 2022
Flores: a invenção do amor
Duzentos milhões de anos atrás, muito antes de caminharmos pela Terra, era um mundo de criaturas de sangue frio e cores opacas – uma espécie de mar terrestre de marrom e verde. Havia plantas, mas sua reprodução era um tênue jogo de azar – elas lançavam seu pólen no vento, na água, contra a incrível improbabilidade de que pudesse atingir outro indivíduo de sua espécie. Sem algoritmo, sem subterfúgio – apenas chance.
Mas então, no período Cretáceo, as flores apareceram e cobriram o mundo com uma rapidez surpreendente – porque, em algum sentido poético, elas inventaram o amor.
Uma vez que havia flores, havia frutas – aquela alquimia transcendente da luz do sol transformada em açúcar. Uma vez que houvesse frutas, as plantas poderiam contar com a ajuda dos animais em uma espécie de comércio: a doçura por uma carona. Os animais saborearam os açúcares das frutas, convertendo-os em energia e proteínas, e um novo mundo de mamíferos de sangue quente ganhou vida.
Sem flores, nós não haveríamos.
Darwin não conseguia compreender como as flores podiam surgir tão repentinamente e assumir o controle tão completamente. Ele chamou isso de "mistério abominável". Mas desse mistério nasceu um mundo novo, regido por uma maior complexidade, interdependência e desejo animal, tendo a flor como seu emblema de sedução.
https://www.themarginalian.org/2022/02/04/universe-in-verse-animated-episode-1/
Mas então, no período Cretáceo, as flores apareceram e cobriram o mundo com uma rapidez surpreendente – porque, em algum sentido poético, elas inventaram o amor.
Uma vez que havia flores, havia frutas – aquela alquimia transcendente da luz do sol transformada em açúcar. Uma vez que houvesse frutas, as plantas poderiam contar com a ajuda dos animais em uma espécie de comércio: a doçura por uma carona. Os animais saborearam os açúcares das frutas, convertendo-os em energia e proteínas, e um novo mundo de mamíferos de sangue quente ganhou vida.
Sem flores, nós não haveríamos.
Darwin não conseguia compreender como as flores podiam surgir tão repentinamente e assumir o controle tão completamente. Ele chamou isso de "mistério abominável". Mas desse mistério nasceu um mundo novo, regido por uma maior complexidade, interdependência e desejo animal, tendo a flor como seu emblema de sedução.
https://www.themarginalian.org/2022/02/04/universe-in-verse-animated-episode-1/
13 outubro, 2022
Vão-se as caudas, ficam os corpos
Formas adultas da espécie Actias luna que voam à noite, coletivamente referidas como "mariposas da lua", têm longas caudas nas asas posteriores. A cinemática de voo delas sugere que suas caudas têm um papel mínimo no desempenho do voo do inseto.
Uma hipótese de "falso alvo" sustenta que suas caudas evoluíram como um meio de reduzir o risco de predação por morcegos, que usam a ecolocalização para capturar as presas.
Um experimento foi conduzido com as mariposas Luna - com asas intactas vs. com as caudas removidas. Com as asas intactas, a maioria dos morcegos atacantes contatou as caudas das asas (que não são essenciais) em vez do corpo da mariposa. Assim, apenas 35% das mariposas intactas foram capturadas contra 81% daquelas em que as caudas foram previamente cortadas. Os resultados do experimento realizado sustentam que este tipo de distorção da ecolocalização se trata de uma contramedida eficaz.
DOI: 10.1073 / pnas.1421926112
Uma hipótese de "falso alvo" sustenta que suas caudas evoluíram como um meio de reduzir o risco de predação por morcegos, que usam a ecolocalização para capturar as presas.
Um experimento foi conduzido com as mariposas Luna - com asas intactas vs. com as caudas removidas. Com as asas intactas, a maioria dos morcegos atacantes contatou as caudas das asas (que não são essenciais) em vez do corpo da mariposa. Assim, apenas 35% das mariposas intactas foram capturadas contra 81% daquelas em que as caudas foram previamente cortadas. Os resultados do experimento realizado sustentam que este tipo de distorção da ecolocalização se trata de uma contramedida eficaz.
DOI: 10.1073 / pnas.1421926112
28 junho, 2022
A hipótese do olho cooperativo
Ao contrário de outros primatas , os seres humanos têm olhos com um contraste de cor distinto entre a esclera branca, a íris colorida e a pupila escura. Isso se deve principalmente à falta de pigmento na esclera.
A hipótese do olho cooperativo é uma explicação proposta para a aparência do olho humano. (*) Isso sugere que as características visíveis distintivas do olho evoluíram para tornar mais fácil para os humanos seguirem o olhar de outra pessoa enquanto se comunicam ou trabalham juntos em tarefas.
(*) Kobayashi, H. and S. Kohshima 2001. Unique morphology of the human eye and its adaptive meaning: comparative studies on external morphology of the primate eye. Journal of Human Evolution (40) (5): 419-435.
A hipótese do olho cooperativo é uma explicação proposta para a aparência do olho humano. (*) Isso sugere que as características visíveis distintivas do olho evoluíram para tornar mais fácil para os humanos seguirem o olhar de outra pessoa enquanto se comunicam ou trabalham juntos em tarefas.
(*) Kobayashi, H. and S. Kohshima 2001. Unique morphology of the human eye and its adaptive meaning: comparative studies on external morphology of the primate eye. Journal of Human Evolution (40) (5): 419-435.
12 fevereiro, 2022
De costas para a costa
As criaturas marinhas se comportam como os brinquedos no quarto do Andy.
Elas não rastejam para a costa se houver seres humanos na praia.
O próprio Charles Darwin precisava ficar de costas para a costa para não causar constrangimentos.
Relaxando-se numa velha espriguiçadeira e fingindo que estava a ler.
O Livro da Criação. Era o sinal de largada para a Evolução das Espécies.
Findo o dia, Darwin largava o livro e ia assistir ao time-lapse do que aconteceu na praia.
Paulo Gurgel
(Numa revisão futura deste relato devo incluir "O Velho do Restelo"?)
15 outubro, 2021
Evolução do alfabeto latino
A letra A escreve-se como "A" porque representa a cabeça de um boi. Na língua dos Fenícios, que inventaram o alfabeto, a palavra "boi" era "alp". E, por alguma razão, escolheram o boi como símbolo da letra A.
O desenho original sofreu algumas alterações, o que é compreensível, tendo em conta que tem mais de 3000 anos.
O desenho original sofreu algumas alterações, o que é compreensível, tendo em conta que tem mais de 3000 anos.
(https://pt.quora.com/Por-que-a-letra-A-se-escreve-como-um-A)
Matt Baker, o criador do gráfico da Evolução do Alfabeto Inglês , rastreou o alfabeto inglês desde o Proto-Sinaítico em 1750 AEC. Este gráfico é uma versão simplificada de seu trabalho completo, chamado Writing Systems of the World, e ambos podem ser encontrados em UsefulCharts.com.
"Fiz este gráfico no ano passado como um prêmio de bônus no Kickstarter, mas agora estou disponibilizando para download gratuito. Apenas clique com o botão direito na imagem acima (ou mantenha pressionada no celular) e selecione "Salvar".Você é livre para usar o gráfico como quiser, desde que não o venda e desde que dê crédito a mim (Matt Baker) ou a este site (UsefulCharts.com). Estou lançando-o sob uma licença Creative Commons. Quanto ao motivo de tantas letras serem invertidas, é porque costumavam ser escritas em duas direções. Mas com a introdução da tinta, da esquerda para a direita eventualmente se tornou padrão (menos manchas se você for destro). Você não deveria ter intitulado de 'Evolução do Alfabeto Latino'? Bem, sim, também estaria correto. Mas também não é incorreto referir-se a um "alfabeto inglês". Obviamente, muitas línguas europeias usam a mesma escrita latina. Mas algumas usam um número ligeiramente diferente de letras . Quando alguém se refere ao conjunto de letras latinas usadas para um determinado idioma, não há problema em se referir a esse conjunto como o "alfabeto do [nome do idioma]".
15 fevereiro, 2021
A domesticação da banana
Os eventos iniciais deste processo ocorreram no cinturão tropical úmido que se estende da Índia às Ilhas Salomão, a faixa natural das espécies selvagens de bananas pertencentes ao gênero Musa. A evidência arqueológica mais antiga de bananas domesticadas foi achada em Papua Nova Guiné, estando datada de 7.000 anos atrás.
A África foi um centro secundário de diversificação para, pelo menos, dois grandes grupos de bananas: os plátanos e as bananas das terras altas do Leste Africano.
Outras frutas e legumes que foram domesticados: melancia, cenoura, berinjela, milho etc.
Anatomia da banana
28 novembro, 2019
O olhar triste dos cães
Cientistas acreditam ter decifrado como os cães fazem para ganhar o afeto das pessoas: dois músculos situados em volta dos olhos os ajudam a ter um olhar triste, uma técnica também dominada pelos bebês humanos.
Os pesquisadores explicam que dissecaram cadáveres de cães domésticos e lobos selvagens, em um artigo publicado, em 17/06/2019, na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Eles comprovaram que os cães tinham esses dois músculos bem formados em volta dos olhos, diferentemente dos lobos. Ambos os animais separaram seus caminhos evolutivos há cerca de 33 mil anos.
Musculatura facial no cão (Canis familiaris) e no lobo (Canis lupus) com diferenças na anatomia destacadas em vermelho. Imagem de cortesia de Tim D. Smith (Cambridge University Press, Cambridge, Reino Unido).
Em outra parte da pesquisa, os cientistas filmaram interações de dois minutos entre cães e uma pessoa desconhecida e, depois, entre lobos e uma pessoa igualmente desconhecida. Somente os cães conseguiram mover o contorno dos olhos com intensidade ao olhar para os seres humanos.
https://doi.org/10.1073/pnas.1820653116
Arquivo
Sobre a domesticação dos cães
Os pesquisadores explicam que dissecaram cadáveres de cães domésticos e lobos selvagens, em um artigo publicado, em 17/06/2019, na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Eles comprovaram que os cães tinham esses dois músculos bem formados em volta dos olhos, diferentemente dos lobos. Ambos os animais separaram seus caminhos evolutivos há cerca de 33 mil anos.
Musculatura facial no cão (Canis familiaris) e no lobo (Canis lupus) com diferenças na anatomia destacadas em vermelho. Imagem de cortesia de Tim D. Smith (Cambridge University Press, Cambridge, Reino Unido).
Em outra parte da pesquisa, os cientistas filmaram interações de dois minutos entre cães e uma pessoa desconhecida e, depois, entre lobos e uma pessoa igualmente desconhecida. Somente os cães conseguiram mover o contorno dos olhos com intensidade ao olhar para os seres humanos.
https://doi.org/10.1073/pnas.1820653116
Arquivo
Sobre a domesticação dos cães
24 novembro, 2019
Lucy, a estrela primitiva
Pequeno guia para entender os hominídeos
Em primeiro lugar, vamos nos situar no plano taxonômico. O gênero Homo sapiens é parte da ordem dos primatas, que se caracterizam, entre outros aspectos, por ter mãos e pés com cinco dedos, o polegar como dedo oponente (exceto no pé, em que perdeu essa capacitação), unhas em vez de garras, visão estereoscópica e um volume craniano maior. Dentro da ordem dos primatas, estamos na superfamília Hominoidea, que é dividido em Hominidae (a nossa família) e a família Pongidae, na qual estão os orangotangos, gorilas e chimpanzés.
O elo perdido
Embora o termo "elo perdido" esteja agora em desuso, reflete bem essa busca do homem para encontrar o primeiro hominídeo, aquele ancestral comum entre humanos e chimpanzés. Sabemos que a nossa linhagem se separou entre 5 e 7 milhões de anos atrás, e há vários aspirantes a ocupar a posição do hominídeo mais antigo.
Durante muito tempo, a comunidade científica considerou que o extinto gênero Australopithecus poderia ser o tão esperado elo perdido. Hoje sabemos que, embora sejam filogeneticamente relacionados aos seres humanos, eles não são o ancestral comum, o qual remonta no tempo quase duas vezes mais do que o lapso que separa os humanos e australopitecos.
Renasce uma estrela
A espécie mais famosa é, sem dúvida, o Australopithecus afarensis, e sua estrela é Lucy, encontrada no ano de 1974 no deserto de Afar, na Etiópia. A importância deste fóssil é a de que Lucy apresentava características que a tornavam muito diferente de tudo que havia sido escavado até então, e, naquela época, era o mais antigo esqueleto conhecido. Seus descobridores, sabendo que haviam encontrado algo importante, comemoraram tudo em voz alta, e disseram que a música "Lucy in the Sky with Diamonds", dos Beatles, soava repetidamente durante a celebração.
Como já mencionado, sabemos hoje que Lucy não é o "elo perdido", mas certamente é o mais conhecido resto fóssil do mundo, uma espécie de estrela primitiva.
24/11/2019 - 45.º aniversário da descoberta do fóssil Lucy
Em primeiro lugar, vamos nos situar no plano taxonômico. O gênero Homo sapiens é parte da ordem dos primatas, que se caracterizam, entre outros aspectos, por ter mãos e pés com cinco dedos, o polegar como dedo oponente (exceto no pé, em que perdeu essa capacitação), unhas em vez de garras, visão estereoscópica e um volume craniano maior. Dentro da ordem dos primatas, estamos na superfamília Hominoidea, que é dividido em Hominidae (a nossa família) e a família Pongidae, na qual estão os orangotangos, gorilas e chimpanzés.
O elo perdido
Embora o termo "elo perdido" esteja agora em desuso, reflete bem essa busca do homem para encontrar o primeiro hominídeo, aquele ancestral comum entre humanos e chimpanzés. Sabemos que a nossa linhagem se separou entre 5 e 7 milhões de anos atrás, e há vários aspirantes a ocupar a posição do hominídeo mais antigo.
Durante muito tempo, a comunidade científica considerou que o extinto gênero Australopithecus poderia ser o tão esperado elo perdido. Hoje sabemos que, embora sejam filogeneticamente relacionados aos seres humanos, eles não são o ancestral comum, o qual remonta no tempo quase duas vezes mais do que o lapso que separa os humanos e australopitecos.
Renasce uma estrela
A espécie mais famosa é, sem dúvida, o Australopithecus afarensis, e sua estrela é Lucy, encontrada no ano de 1974 no deserto de Afar, na Etiópia. A importância deste fóssil é a de que Lucy apresentava características que a tornavam muito diferente de tudo que havia sido escavado até então, e, naquela época, era o mais antigo esqueleto conhecido. Seus descobridores, sabendo que haviam encontrado algo importante, comemoraram tudo em voz alta, e disseram que a música "Lucy in the Sky with Diamonds", dos Beatles, soava repetidamente durante a celebração.
Como já mencionado, sabemos hoje que Lucy não é o "elo perdido", mas certamente é o mais conhecido resto fóssil do mundo, uma espécie de estrela primitiva.
24/11/2019 - 45.º aniversário da descoberta do fóssil Lucy
26 maio, 2019
A evolução do violão brasileiro em dez músicas
por Marcos Kaiser
(1917 - 1999)
1917 - Marcha dos Marinheiros ~ Américo Jacomino (Canhoto)1920 - Choro nº 1 ~ Heitor Villa-Lobos
1926 - Sons de Carrilhões ~ João Pernambuco
1941 - Magoado ~ Dilermando Reis
1945 - Gente Humilde ~ Aníbal Sardinha (Garoto)
1959 - Manhã de Carnaval ~ Luiz Bonfá
1960 - Bachianinha nº 1 ~ Paulinho Nogueira
1963 - O Astronauta ~ Baden Powell
1988 - Bate-Coxa ~ Marcos Pereira
1999 - Di Menor ~ Guinga
24 março, 2019
Híbridos
Imagine uma época em um futuro próximo, quando os oceanos ficam tão sobrecarregados com nossos detritos, que algum tipo de evolução bizarra toma lugar. Uma evolução que funde os habitantes dos oceanos com o lixo tecnológico que descartamos. Se você se dispuser a imaginar, então você poderá ver algo assim.
27 setembro, 2018
Uma adaptação evolutiva no ser humano para o mergulho
Quanto tempo você consegue prender a respiração?
Os povos Bajau da Indonésia são às vezes chamados de "Nômades do Mar", porque passam muito tempo no oceano caçando criaturas marinhas (peixes, polvos e crustáceos). Mergulhadores Bajau podem passar até 13 minutos debaixo d'água - sem equipamento de mergulho! Tempo esse que rivaliza com o tempo das lontras marinhas que podem ficar submersas até 13 minutos de cada vez,
Melissa Ilardo, uma americana da Universidade de Copenhague, foi à Indonésia para descobrir o que torna os mergulhadores de Bajau tão bons em permanecer embaixo d'água.
Ela pegou amostras genéticas e realizou exames de ultrassonografia, que mostraram que os Bajau tinha baços cerca de 50% maiores do que aqueles vistos em outros indivíduos que não compartilham o estilo de vida aquático dos Bajau na mesma área de Indonésia..
Os baços são importantes no mergulho porque liberam oxigênio no sangue quando o corpo está sob estresse ou quando a pessoa prende a respiração embaixo d'água.
Os baços eram maiores no povo Bajau, independentemente de serem mergulhadores regulares ou não, e uma análise mais aprofundada de seu DNA revelou o motivo.
Comparando os genomas dos Bajau com os de duas populações diferentes, os chineses de Saluan e Han, ela encontrou 25 sites que diferiram significativamente. Entre eles estava um site de um gene conhecido como PDE10A, que foi determinado como estando ligado ao tamanho maior do baço nos Bajau. Em camundongos, o PDE10A é conhecido por regular um hormônio da tireoide que controla o tamanho do baço, apoiando a ideia de que "nos Bajau o tamanho do baço poderia ter evoluído para sustentar seus mergulhos longos e frequentes".
Mais pesquisas são necessárias para entender como o hormônio da tireoide afeta o tamanho do baço humano.
Fontes
https://www.yahoo.com/news/first-genetic-adaptation-diving-discovered-sea-nomads-162702663.html
https://boingboing.net/2018/04/20/a-genetic-adaptation-allows-in.html
http://www.neatorama.com/2018/04/21/A-Human-Genetic-Adaptation-for-Diving/
Os povos Bajau da Indonésia são às vezes chamados de "Nômades do Mar", porque passam muito tempo no oceano caçando criaturas marinhas (peixes, polvos e crustáceos). Mergulhadores Bajau podem passar até 13 minutos debaixo d'água - sem equipamento de mergulho! Tempo esse que rivaliza com o tempo das lontras marinhas que podem ficar submersas até 13 minutos de cada vez,
Melissa Ilardo, uma americana da Universidade de Copenhague, foi à Indonésia para descobrir o que torna os mergulhadores de Bajau tão bons em permanecer embaixo d'água.
Ela pegou amostras genéticas e realizou exames de ultrassonografia, que mostraram que os Bajau tinha baços cerca de 50% maiores do que aqueles vistos em outros indivíduos que não compartilham o estilo de vida aquático dos Bajau na mesma área de Indonésia..
Os baços são importantes no mergulho porque liberam oxigênio no sangue quando o corpo está sob estresse ou quando a pessoa prende a respiração embaixo d'água.
Os baços eram maiores no povo Bajau, independentemente de serem mergulhadores regulares ou não, e uma análise mais aprofundada de seu DNA revelou o motivo.
Comparando os genomas dos Bajau com os de duas populações diferentes, os chineses de Saluan e Han, ela encontrou 25 sites que diferiram significativamente. Entre eles estava um site de um gene conhecido como PDE10A, que foi determinado como estando ligado ao tamanho maior do baço nos Bajau. Em camundongos, o PDE10A é conhecido por regular um hormônio da tireoide que controla o tamanho do baço, apoiando a ideia de que "nos Bajau o tamanho do baço poderia ter evoluído para sustentar seus mergulhos longos e frequentes".
Mais pesquisas são necessárias para entender como o hormônio da tireoide afeta o tamanho do baço humano.
Fontes
https://www.yahoo.com/news/first-genetic-adaptation-diving-discovered-sea-nomads-162702663.html
https://boingboing.net/2018/04/20/a-genetic-adaptation-allows-in.html
http://www.neatorama.com/2018/04/21/A-Human-Genetic-Adaptation-for-Diving/
23 março, 2018
Evolução do biquíni
Apesar de ser produto de exportação brasileiro, o biquíni foi invenção de um francês na década de 1940. Louis Réard, que lançou uma coleção de roupas de banho em 1946, com um conjunto de duas peças ousado, desfilado por uma streepteaser, Micheline Bernardini (foto), contratada para usar as peças. O nome biquíni foi em razão das explosões atômicas experimentais no Atol de Bikini, no Oceano Pacífico, imaginando ele que sua criação seria tão explosiva quanto uma bomba atômica.
Antes disso, mulheres já usavam conjuntos de duas peças para se divertir nas praias ou piscinas, mas em versões mais discretas. A exemplo, vejam a reprodução deste mosaico romano do século IV, de Villa del Casale, em Piazza Armerina, na Itália.
Na década de 1980, os modelos asa-delta e fio dental apareceram nas areias brasileiras. O fio dental só vingou no Brasil.
Conheça a história do biquini em 20 fatos.
Na década de 1980, os modelos asa-delta e fio dental apareceram nas areias brasileiras. O fio dental só vingou no Brasil.
Conheça a história do biquini em 20 fatos.
21 março, 2018
A evolução da religião - 2

Ateísmo
A crença que Charles Darwin criou o Universo e enviou seu filho Richard Dawkins para remir nossos pecados. Faz sentido.
Erro
"... pensar que é a ciência que mata uma religião. Só pode com ela outra religião." ~ Monteiro Lobato
A evolução da religião - 1
06 julho, 2017
A planta de jarro
A planta de jarro (Cephalotus follicularis) é uma espécie de planta carnívora que cresce no sul da Austrália. O aroma de seu néctar atrai os insetos, que acabam ficando presos em folhas diferenciadas da planta (folhas com forma de jarro).
Lentamente, suas enzimas digestivas decompõem os corpos dos insetos, dos quais a planta se alimenta. Dentre as enzimas, a quitinase básica, que decompõe a quitina do exoesqueleto dos insetos, e a fosfatase ácida púrpura, que permite a planta assimilar o fósforo que rouba de suas vítimas.
Com isto, a C. follicularis "obtém, principalmente, nitrogênio e fósforo, nutrientes essenciais para a planta", diz o professor de genética da Universidade de Barcelona, Julio Rozas, e esta estratégia é "a resposta evolutiva das plantas que vivem em solos muito pobres".
Apesar das distâncias geográficas, outras espécies de plantas que crescem em solos pobres de nutrientes também desenvolveram estratégias semelhantes, transformando-se em plantas carnívoras. São exemplos de convergência evolutiva ou evolução paralela.
Ver também: Um relógio carnívoro
Lentamente, suas enzimas digestivas decompõem os corpos dos insetos, dos quais a planta se alimenta. Dentre as enzimas, a quitinase básica, que decompõe a quitina do exoesqueleto dos insetos, e a fosfatase ácida púrpura, que permite a planta assimilar o fósforo que rouba de suas vítimas.
Com isto, a C. follicularis "obtém, principalmente, nitrogênio e fósforo, nutrientes essenciais para a planta", diz o professor de genética da Universidade de Barcelona, Julio Rozas, e esta estratégia é "a resposta evolutiva das plantas que vivem em solos muito pobres".
Apesar das distâncias geográficas, outras espécies de plantas que crescem em solos pobres de nutrientes também desenvolveram estratégias semelhantes, transformando-se em plantas carnívoras. São exemplos de convergência evolutiva ou evolução paralela.
Ver também: Um relógio carnívoro
11 junho, 2017
A evolução da religião
- Sol
- Gatos
- Pessoas no céu
- Uma pessoa no céu
- Uma pessoa dizendo que veio do céu
- Gatos, outra vez
- O Todo Podero$o
- O Monstro do Espaguete Voador
08 junho, 2017
Homo sapiens é 100 mil anos mais velho do que se acreditava
AFP - Fósseis de Homo sapiens com 300 mil a 350 mil anos de idade, descobertos no Marrocos, fizeram recuar em mais de 100 mil anos a data da origem de nossa espécie, segundo dois estudos publicados nesta quarta-feira (7) na revista "Nature".
"Esta descoberta representa a origem da nossa espécie, o Homo sapiens mais velho já encontrado na África e em qualquer outro lugar", explica o francês Jean-Jacques Hublin, diretor do departamento de Evolução humana do Instituto Max Planck em Leipzig (Alemanha) e coautor do estudo.
Os fósseis foram descobertos em Jebel Irhoud, a cerca de 100 quilômetros de Marrakesh, durante a década de 1960, ao lado de ossos de animais e ferramentas de pedra. Originalmente, estes fósseis foram datados como tendo cerca de 40 ml anos de idade e eram considerados como uma forma de Neanderthal da África. Mas análises feitas posteriormente colocaram em dúvida estas conclusões.
Hublin e sua equipe analisaram os fósseis e identificaram diversas características - incluindo as morfologias facial, mandibular e dentária - similares aos humanos modernos recentes. Com base nessas análises, os autores sugerem que os hominídeos de Jebel Irhoud fazem parte das primeiras fases evolucionárias do Homo sapiens.
Até então, o fóssil mais antigo atribuído a uma forma moderna de Homo sapiens tinha sido datado com 195 mil anos.
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"Esta descoberta representa a origem da nossa espécie, o Homo sapiens mais velho já encontrado na África e em qualquer outro lugar", explica o francês Jean-Jacques Hublin, diretor do departamento de Evolução humana do Instituto Max Planck em Leipzig (Alemanha) e coautor do estudo.
Os fósseis foram descobertos em Jebel Irhoud, a cerca de 100 quilômetros de Marrakesh, durante a década de 1960, ao lado de ossos de animais e ferramentas de pedra. Originalmente, estes fósseis foram datados como tendo cerca de 40 ml anos de idade e eram considerados como uma forma de Neanderthal da África. Mas análises feitas posteriormente colocaram em dúvida estas conclusões.
Hublin e sua equipe analisaram os fósseis e identificaram diversas características - incluindo as morfologias facial, mandibular e dentária - similares aos humanos modernos recentes. Com base nessas análises, os autores sugerem que os hominídeos de Jebel Irhoud fazem parte das primeiras fases evolucionárias do Homo sapiens.
Até então, o fóssil mais antigo atribuído a uma forma moderna de Homo sapiens tinha sido datado com 195 mil anos.
Agence France Presse
Doi : 10.1038 / nature.2017.22114
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Cronologia da evolução humana do Australopitecos até o Homo sapiens @AFPgraphics Por: @CicaGamboa #AFP #homosapiens pic.twitter.com/errT0GO4LP— AFP Brasil (@AFPBrasil) 7 de junho de 2017
29 março, 2017
História do Universo em 200 palavras ou menos
Flutuação quântica. Inflação. Expansão. Interação nuclear forte. Aniquilação partícula-antipartícula. Produção de hélio e deutério. Perturbações de densidade. Recombinação. Radiação de corpo negro. Contração local. Formação de agregados. Reionização? Relaxamento violento. Virialização. Formação irregular de galáxias? Fragmentação turbulenta. Contração. Ionização. Compressão. Hidrogênio opaco. Formação maciça de estrelas. Ignição do deutério. Fusão do hidrogênio. Depleção do hidrogênio. Contração do núcleo. Expansão do invólucro. Fusão do hélio. Fusão do carbono, oxigênio e sílica. Produção de ferro. Implosão. Explosão de supernova. Injeção de metais. Formação de estrelas. Explosão de supernovas. Formação de estrelas. Condensação. Concreção planetária. Diferenciação planetária. Solidificação crustal. Expulsão de gases voláteis. Condensação da água. Dissociação da água. Produção de ozônio. Absorção de ultravioleta. Organismos unicelulares fotossintéticos. Oxidação. Mutação. Seleção natural e evolução. Respiração. Diferenciação celular. Reprodução sexual. Fossilização. Exploração da terra. Extinção dos dinossauros. Expansão dos mamíferos. Manifestação do Homo sapiens. Domesticação de animais. Produção de alimentos excedentária. Civilização! Inovação. Exploração. Religião. Nações guerreiras. Criação e destruição de impérios. Exploração. Colonização. Impostos sem representação. Revolução. Constituição. Eleição. Expansão. Industrialização. Rebelião. Proclamação da emancipação. Invenção. Produção em massa. Urbanização. Imigração. Conflagração mundial. Liga das Nações. Extensão dos sufrágios. Depressão. Conflagração mundial. Explosões de fissão. Nações Unidas. Exploração do espaço. Assassinatos. Excursões lunares. Resignação. Computadorização. Organização do Comércio Mundial. Terrorismo. Expansão da Internet. Reunificação. Dissolução. Criação da World-Wide Web. Composição. Extrapolação?
Copyright 1996, 1997 by Eric Schulman
Versão para o português por José Manuel N. Azevedo (azevedo@alf.uac.pt), com a ajuda de Rui Ponte
Ir para Universal History Translation Project Page.
Agora, só a parte da evolução em um desenho de animação:
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Agora, só a parte da evolução em um desenho de animação:
25 agosto, 2016
Kropotkin e a teoria evolutiva
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| Polêmica magnífica, sem vencido ou vencedor. Dois cérebros absolutamente brilhantes |
Kropotkin cresceu numa acomodada família da nobreza russa. No início não se mostrou interessado diretamente pelo estudo da natureza, e tampouco havia desenvolvido então seus ideais. Ambas as coisas ocorreram paralelamente quando foi nomeado secretário de Geografia Física da Sociedade Imperial e enviado à Sibéria. Isto ocorreu em 1870. Em 1871, ocorreu a Comuna de Paris, influenciando-o definitivamente em suas ideias, e a experiência siberiana. Segundo suas palavras, a Comuna lhe serviu para dar-se conta que o paradigma darwinista da luta de todos contra todos, simplesmente não era universal: "Kessler, Severtsov, Mensbir e Brandt, quatro zoólogos russos muito importantes, e também, Poliakov, um pouco menos conhecido, e por fim, seu servidor, sendo um simples viajante,enfrentamos a teoria de Darwin que superestima a luta dentro da mesma espécie. Aqui (na Sibéria) o que vemos é um campo de ajuda mútua, enquanto Darwin e Wallace veem somente a luta pela sobrevivência. Creio que tal fato pode ser explicado da seguinte maneira: os zoólogos russos investigaram enormes zonas continentais na zona de clima temperado, onde fica evidente, e com maior clareza, a luta da espécie contra as inclemências da natureza (clima muito frio, tormentas de neve, inundações etc.), enquanto Wallace e Darwin pesquisaram majoritariamente as costas de países tropicais onde as espécies são mais abundantes".[...]
Kropotkin em nenhum momento rechaçou que pudesse existir uma "luta pela sobrevivência" e uma "sobrevivência dos mais aptos". O que fez foi expandir a teoria da evolução até uma área ainda em desenvolvimento. O próprio Darwin, até o final de sua vida, foi incorporando mais modos de evolução ante a constatação de que a mera "luta pela sobrevivência" não podia dar conta de todos os fenômenos observados. Kropotkin se encarregou de melhorar a teoria evolutiva ao estabelecer a seguinte dicotomia:
I) Organismo contra organismo no caso de recursos limitados, o qual nos levaria à competição ("luta pela sobrevivência") e,
II) Organismo contra ambiente, no caso de ambientes rigorosos, o que levaria à cooperação.
Em palavras do próprio Kropotkin: "a sociabilidade é uma lei da natureza como é a luta mútua".
No entanto, atualmente estas duas formas de ver a biologia continuam em conflito. Os grupos que cooperam entre eles apresenta vantagens frente aos que não o fazem e prosperam melhor? É possível que a cooperação seja um motor da evolução como propunha Koropotkin ou tudo está submetido a uma natureza intrínsecamente egoísta? A brilhante, e recentemente falecida, bióloga descobridora da endosimbiose como processo vital na evolução, Lynn Margulis, tinha isso muito claro: "a vida é uma união simbiótica e cooperativa que permite triunfar aos que se associam".
https://www.diagonalperiodico.net/saberes/21225-kropotkin-y-la-teoria-evolutiva.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Piotr_Kropotkin
http://gazetarussa.com.br/arte/2014/01/13/principe_kropotkin_o_mais_importante_anarquista_russo_23639
(matéria enviada por Jaime Nogueira)
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