Autores: Luiz Gonzaga e José Jataí
Intérprete: Diassis Martins
No dia 4 de setembro de 1934, André Filho e Aurora Miranda, irmã mais nova de Carmen, entraram no estúdio da Odeon para gravar a música "Cidade Maravilhosa".
"E se um dia você se perguntou por que Carmen teria deixado "Cidade Maravilhosa" para a irmã — quando ela própria, Carmen, poderia tê-la gravado —, não perca seu tempo", explica o jornalista e escritor Ruy Castro no livro "Carmen – Uma Biografia" (2005). "O compositor André Filho ofereceu a marchinha Cidade Maravilhosa diretamente à Aurora. Ela já gravara outras músicas dele, os dois eram amigos, e Aurora era uma cantora em fulminante ascensão".
Um ano depois de gravá-la, André Filho resolveu inscrevê-la em um concurso promovido pela prefeitura do Rio e realizado no Teatro João Caetano. Para espanto do público, tirou o segundo lugar: perdeu a primeira colocação para "Coração Ingrato", interpretada por Sílvio Caldas. Segundo os jornais da época, o público vaiou a campeã e, por pouco, não depredou o teatro. André Filho, em compensação, foi aplaudido de pé. "A maior manifestação da minha vida", escreveu o compositor no recorte do jornal "A Noite", de 11 de fevereiro de 1935.
O compositor André Filho eternizou a expressão "Cidade Maravilhosa". Até hoje, sua marchinha é tocada e cantada em cerimônias oficiais, bailes de carnaval e desfiles de rua. Mas, quem criou o epíteto?
Em artigo publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o escritor e tradutor Ivo Korytowski a Jane Catulle. Em 1913, ela publicou um livro de poemas, "A Cidade Maravilhosa" (La Ville Merveilleuse, no original), depois de conhecer o Rio de Janeiro, dois anos antes. No primeiro dos 33 poemas, ao descrever a chegada do seu navio à Baía de Guanabara, ela exaltou: "Jamais tantos esplendores deslumbraram os olhos! Aqui é a terra de todas as luzes!".
De setembro a dezembro de 1911, a poetisa francesa Jane Catulle Mendès, viúva do escritor e poeta Catulle Mendès, visitou o Rio de Janeiro, encontrando uma cidade recém-emergida de um "banho de loja" que foi a reforma urbanística de Pereira Passos. Encantada com a cidade, sobretudo pelas belezas naturais, escreveu uma série de poemas de "amor ao Rio" publicados em Paris no livro de 2013.
Se imaginarmos quão bem ela foi recebida, e a época realmente gloriosa para a cidade em que isso se passou, fica claro o motivo do encantamento que a inspirou a escrever e publicar, em 1913, em Paris, o livro de poemas, "La Ville Merveilleuse, Rio de Janeiro, poèmes". Extasiada com a beleza da cidade, os poemas, muitos deles dedicados a ilustres figuras da época faziam a apologia em regra da cidade e, graças ao título do livro, nascia o seu epíteto plenamente consagrado.
É óbvio que em textos anteriores, especialmente na imprensa, tal expressão já fora usada, como bem pesquisou Ivo Korytowski, o que deve ter acontecido com todas as cidades notáveis do mundo. Parece-nos, portanto, que a hoje totalmente esquecida Jane Catulle Mendes foi, senão a criadora, a oficializadora do epíteto do Rio de Janeiro.
Fontes
http://www.dw.com/pt-br/por-que-o-rio-%C3%A9-chamado-de-cidade-maravilhosa/a-75327797
http://literaturaeriodejaneiro.blogspot.com/2003/03/qual-origem-da-expressao-cidade.html
http://blogdopg.blogspot.com/2012/01/rio-de-janeiro-fevereiro-e-marco.html
O poema: "E então, o que quereis?", de Vladimir Maiakovski.
"Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.
Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas".
A canção: "Corsário", de João Bosco e Aldir Blanc.
Se a sua ideia de “café para a estrada” se limita a beber café quando você dirige um carro na estrada, este estudo de pesquisa pode expandir seu horizonte mental:
“Efeitos de reologia e microestrutura de resíduos de borra de café na modificação de ligante asfáltico”, Mingjun Xie, Linglin Xu, Kai Wu, Yutong Wen, Hongmi Jiang e Zhengwu Jiang, Materiais de baixo carbono e construção verde, vol. 1, n.º 1, 2023, artigo 3.
Nesse estudo, os autores relatam que a borra de café resultante de produtos da indústria cafeeira quando incorporada a ligantes asfálticos melhora o desempenho destes.
Bônus: "One more cup of coffe", uma canção de Bob Dylan a respeito do café na estrada.
"Os padres gostam de moças / E os doutores também / Eu como rapaz solteiro / Gosto mais do que ninguém."E as estrofes eram intercaladas por este refrão:
"Isto é bom, isto é bom, isto é bom que dói." (bis)Diferentemente de como são feitos atualmente, os registros eram feitos de forma mecânica, diretamente em cilindros de cera ou discos rudimentares, e o somera captado por grandes bocais sem uso de eletricidade, o que tornava a qualidade sonora bastante limitada.
Composição de Beto Guedes e Ronaldo Bastos.
"A lição sabemos de cor / Só nos resta aprender."
Bonus track do álbum "Cochicho no silêncio vira barulho, irmã", da cantora Verônica Ferriani.
escomunal, adjetivo de dois gêneros
(pouco usado)
m.q. descomunal
"Toda vez que um justo grita
Um carrasco o vem calar
Quem não presta fica vivo
Quem é bom, mandam matar."
Tema de "Os Inconfidentes": excertos do "Romanceiro da Inconfidência" (1953), uma narrativa em versos da poetisa Cecília Meireles, com música de Chico Buarque.
Filme "Os Inconfidentes" (1972), de Joaquim Pedro de Andrade
1. o trânsito entre os registros
2. a suavização das quebras vocais
3. a equalização dos timbres
4. a precisão da afinação em saltos consecutivos.
Foi inventado em 1789 por Horace-Bénédict de Saussure e Alexander von Humboldt para medir o azul do céu.
Dick vale o céu azul e o sol sempre a brilhar
Se você não vem e eu estou a lhe esperar.
(Das centúrias de Roberto Carlos)