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02 outubro, 2025

O homem que amava os números

O FBI passou décadas rastreando o matemático Paul Erdös, apenas para concluir que o cara realmente gostava de matemática.
https://www.muckrock.com/news/archives/2015/jul/21/nothing-indicate-nothing-indicate-subject-had-any-/
Um húngaro nascido no início do século XX, Paul Erdös, matemático, era bem conhecido e querido, o tipo de cientista excêntrico da esfera soviética que fazia os ouvidos dos federais se animarem na América nos meados do século. Sua vida gerou mais de 500 artigos acadêmicos e um culto de colaboradores. O número Erdös se tornou um distintivo de mérito matemático e, para aqueles que não possuem um cobiçado número de Erdős de 1, há recursos para determinar quantos graus de separação de celebridades existem entre o próprio homem e outros autores de artigos técnicos.
Mas, por mais que tentassem, o Federal Bureau of Investigation nunca conseguiu encontrar muita motivação por trás de seus movimentos, além da matemática em tudo isso.
Suas críticas políticas se aplicavam igualmente a ambos os lados da multidão da Guerra Fria.
Acreditava-se que ele valorizava mais a abertura em prol da humanidade do que o sigilo.
E, mesmo depois de décadas sob a supervisão do FBI, a avaliação geral do Bureau era que Erdös (antena parabólica), na pior das hipóteses, era um nerd inescrutável - "puramente um matemático com uma mente atmosférica típica em relação a coisas factuais..."
Seu primeiro encontro com as autoridades, em 1941, é lembrado como um acidente causado por uma curiosa incursão em uma torre de rádio secreta.
"Veja bem, eu estava pensando em teoremas matemáticos", em vez da placa de "Entrada Proibida", ele explicou mais tarde, depois que ele e outros dois foram presos como suspeitos de espionagem.
A correspondência com um professor de matemática da China comunista reacendeu o interesse em Erdös, que passou os anos seguintes assumindo cargos de ensino e dando aulas por todo o país. O relacionamento não revelou nenhuma base nefasta. Ele levantou suspeitas ao se recusar a fazer um juramento de lealdade e foi identificado como um dos poucos cidadãos húngaros não diplomáticos com um passaporte válido, mas isso foi explicado por sua filosofia acadêmica e utilidade como um troféu intelectual húngaro.
Ainda assim, Erdös começou a ter dificuldades para renovar seu visto, primeiro no outono de 1951, conforme ele relatou no Boletim de Cientistas Atômicos.
Então, em 1954, ele foi novamente impedido de entrar no país pelo Serviço de Imigração e Naturalização, uma situação na qual o FBI aparentemente não estava envolvido.
Cinco anos depois, ele recebeu um visto temporário a pedido do senador Hubert Humphrey, futuro vice-presidente, e foi determinado que, sem qualquer suspeita, novas investigações não deveriam ocorrer.
No entanto, o FBI continuou a vigiar Erdös, repetidamente descrito como alguém cuja propensão a bancar o advogado do diabo não sugeria traição, mas sim uma apreciação pela liberdade, mental e política.
Enquanto o governo dos Estados Unidos importava cientistas do Eixo para uso americano, o matemático húngaro falhou em produzir muita forragem para os militares ou para a polícia doméstica. Sua vigilância do FBI, então, parece pouco mais do que uma maneira inteligente de colocar o nome de J. Edgar Hoover em um artigo com Paul Erdös.
Leia o arquivo completo (233 páginas) aqui: https://cdn.muckrock.com/foia_files/1221372-0-105-HQ-12444-Section_1.PDF.
Escrito por Beryl Lipton. Tradução; PGCS


Paul Erdös também gostava de conversar com crianças ‒ especialmente, aquelas que demonstravam interesse em matemática. Chamava as crianças de "épsilons" (letra grega ε), usada para representar quantidades muito pequenas em matemática.

28 maio, 2024

03 agosto, 2020

Unabomber italiano


Entre 1994 e 2006, um indivíduo misterioso aterrorizou o norte da Itália com mais de 30 explosivos improvisados.
Sua assinatura? A maioria de seus explosivos que eram minúsculos e escondidos em objetos do cotidiano. O agente do terror foi tão longe a ponto de abrir ovos, colocando no interior explosivos em miniatura, colar as cascas de volta e, em seguida, retornar os ovos para as bandejas.
(Veja, é por isso que você sempre checa a integridade dos ovos no supermercado.)
Por causa de sua onda de terror minúsculo, a mídia apelidou-o de Unabomber italiano. Ao contrário do Unabomber americano, o italiano nunca se comunicou com o público para divulgar algum manifesto bombástico. Na verdade, a única coisa que a polícia descobriu foi que ele gostava de machucar as crianças - plantando bombas dentro de doces, potes de Nutella, sopradores de bolhas e uma caneta de feltro que quase custou a uma garota a mão e os olhos dela.
O homem-bomba nunca foi pego, mas os incidentes cessaram depois de 2006.


Umabomber (americano)

23 agosto, 2019

A raposa, o pato e o saco de milho

Era uma vez um agricultor que foi a um mercado e comprou uma raposa, um pato e um saco de milho. A caminho de casa, o fazendeiro chegou à margem de um rio. Mas, para atravessar o rio de barco, o fazendeiro só podia levar consigo uma compra de cada vez: a raposa, o pato ou o saco de milho.
Se deixados juntos, a raposa comeria o pato, o pato comeria o feijão. O desafio do fazendeiro era carregar a si mesmo e suas compras para a outra margem do rio, permanecendo cada compra intacta. Como ele fez isso?
As ações para a solução estão aqui.

Este é um dos vários quebra-cabeças de travessia fluvial, onde o objetivo é levar, de uma margem do rio para a outra, um conjunto de itens sujeitos a várias restrições. A lógica destes quebra-cabeças, em que há três seres, A , B e C , é que nem A e B nem B e C podem ser deixados juntos.

Devo contar-lhes uma história horrível da minha tentativa de propor um quebra-cabeça para uma menina outro dia. Foi em um jantar, na sobremesa. Eu nunca a tinha visto antes, mas, enquanto ela estava sentada a meu lado, eu propus a ela, imprudentemente, experimentar o quebra-cabeça (eu diria que você sabe disso) da "raposa, o ganso e o saco de milho". Com alguns biscoitos para representar a raposa e as outras coisas. A mãe dela estava sentada do outro lado e disse: "Vai, resolve, minha querida, e faz certo!" As consequências foram terríveis! Ela gritou: “Eu não sei fazer isso! Eu não sei fazer isso! Mamãe! Mamãe!". Jogou-se no colo da mãe e começou a soluçar por vários minutos. Essa foi uma lição para mim sobre tentar desafiar crianças com enigmas e quebra-cabeças. Espero que o enigma da janela quadrada não produza nenhum efeito terrível em vocês!

A lógica deste tipo de história é que um matemático, uma menina e sua mãe não podem ser deixados juntos.

25 novembro, 2018

Salvem as crianças dos vegetais. Ou não



Brincadeira, não é? As crianças fazem cenas, mas os vegetais in natura e processados devem constar de uma alimentação infantil saudável. Ou não.

17 setembro, 2018

Compositores infantis e suas obras


De acordo com o "Child Composers and Their Works", de Barry Cooper, Frederick Ouseley (1825-1889) é "possivelmente a criança mais jovem a compor uma música completa e coerente que ainda sobrevive". Esta peça é datada de 18 de novembro de 1828, quando Ouseley tinha 3 anos e 3 meses de idade. Foi "aparentemente escrita por sua irmã Mary Jane, porque ele começou a compor muito antes de aprender a escrever; mas suas irmãs parecem não ter tentado "corrigir" sua música de forma alguma.
O compositor Sir John Stainer observou, em 1889:
"Da maneira natural e fácil com que todos os acordes cairiam sob uma mãozinha, não pode haver dúvida de que sua irmã conseguiu escrever exatamente o que ele tocou."
Talvez com vergonha desse esforço insignificante, Ouseley passou a compor uma ópera aos 8 anos.
https://www.futilitycloset.com/2018/04/05/precocious-4/

Em Child Composers and Their Works: A Historical Survey, Barry Cooper examina mais de 100 compositores nascidos antes de 1900 que escreveram obras musicais substanciais antes dos 16 anos. O livro fornece uma visão geral do assunto, examinando as formas e identificando as possíveis razões de suas obras terem sido marginalizadas da literatura geral. O livro também contém uma relação comentada desses compositores infantis notáveis, sendo uma referência valiosa para acessar seus primeiros trabalhos.

12 fevereiro, 2017

Amarelinha

É uma brincadeira popular entre as crianças. A palavra vem do francês marelle. Por adaptação popular, ganhou uma associação com o amarelo e o sufixo diminutivo.


Não tirem conclusões apressadas. As abelhas um dia se destacarão neste jogo.

15 dezembro, 2016

A mochila salva-vidas

Em muitos lugares do mundo, as crianças têm de enfrentar longas distâncias para chegar à escola, deslocando-se através da selva e cruzando rios em áreas de fortes chuvas. No entanto, esses rios são imprevisíveis e, às vezes, tornam-se caudalosos muito rapidamente.
Apenas na Colômbia, nos últimos 5 anos, mais de 10.000 crianças morreram afogadas quando iam à escola.
A mochila salva-vidas é o resultado da colaboração entre a Cruz Vermelha colombiana e a marca de suco Luki. Uma ideia que foi desenvolvida a fim de ajudar as crianças a chegar em segurança à escola.



Foi projetada e fabricada de tal modo que, caso aconteça de uma criança cair na água, a mochila mantenha (à maneira de um colete salva-vidas) a criança flutuando. A mochila também serve para levar o material escolar, o que idealmente deveria ser a única função.


Slideshow CRIANÇAS QUE VÃO À ESCOLA

11 agosto, 2016

Nunca discuta com as crianças

Uma menina conversava com seu professor sobre as baleias.
O professor dizia que era impossível uma baleia engolir um ser humano porque, apesar de ser um grande animal, sua garganta era muito pequena. A menina afirmava que Jonas, sim, fora engolido por uma baleia. Irritado, o professor reiterou que uma baleia não poderia engolir um ser humano; era fisicamente impossível.
"Quando eu chegar ao céu, vou perguntar a Jonas?", disse a menina.
"E se Jonas tiver ido para o inferno?"
"Então, você pergunta a ele."

As crianças tinham sido fotografadas em grupo, e a professora tentava convencer cada uma a comprar uma cópia do retrato.
"Basta pensar o quão bom será olhar para essa fotografia, quando você estiver crescida, e poder dizer: 'É Jéssica, ela é uma advogada, ou, é Rafael, ele é um médico...'"
Uma pequena voz, lá na parte de trás da sala, exclamou: "É a professora, ela está morta."

Uma professora dava uma aula sobre a circulação do sangue. Tentando tornar o assunto mais claro, ela disse:
"Agora, se eu ficar de cabeça para baixo, o sangue, como vocês sabem, correrá para ela e eu ficarei com o rosto vermelho. Então, por que é que, enquanto eu estou de pé na posição comum, o sangue não corre para eles?"
Uma criança gritou: "Porque seus pés não estão vazios!"

As crianças foram colocadas em fila na cantina de uma escola católica para o almoço.
Na cabeceira da mesa havia uma grande pilha de maçãs. A freira fez uma nota e postou na bandeja das maçãs: "Pegue apenas uma, Deus está olhando".
Ao longo da linha de bandejas, na outra extremidade da mesa, havia também uma grande pilha de biscoitos de chocolate. Uma criança tinha escrito a seguinte nota:"Pegue quantos você quiser. Deus está vendo as maçãs".

(http://www.1timothy4-13.com/files/children/reasons.html).Tradução: PGCS

Desde 1927, aos onze dias do mês de agosto, é comemorado o Dia do Estudante no Brasil.

13/08/2016 - Comentário
A última historinha infantil é um espelho fiel do que acontece hoje no Patropi. Inventam improváveis seres controladores, sobre mais que prováveis modos de agir, ao invés de educar para evitar esses reprováveis modos de agir.
Enquanto isso, os que têm certeza de improváveis punições, comem biscoitos de chocolate à vontade.
Fernando Gurgel, por i-1/2

10 julho, 2016

O abuso infantil com relação a robôs

Robôs que operam em espaço público costumam estimular a curiosidade das crianças. No entanto, muitas vezes, as crianças também apresentam um comportamento abusivo com relação aos robôs. Neste estudo realizado num shopping center do Japão, observou-se que, em muitos casos, as crianças persistentemente obstruíam a locomoção de um robô. Algumas disseram coisas ruins, chutaram e até mesmo socaram o robô. Devido a esse comportamento, pesquisadores de universidades japonesas desenvolveram um modelo estatístico de ocorrência do abuso infantil. Usando o modelo desenvolvido, em conjunto com um simulador do comportamento de pedestres, o robô foi capacitado para prever a possibilidade de uma situação de abuso e de como escapar dos vexames.



Um robô capaz de se defender | Um robô capaz de matar

13 setembro, 2015

Fugindo (sem dinheiro) do Inferno

Em uma recriação de "The Great Escape" (título do filme no Brasil: "Fugindo do Inferno"), duas crianças de um jardim de infância, em Magnitogorsk, Rússia, usando secretamente pás por vários dias, cavaram um túnel para fora da escola. Depois de saírem, eles caminharam 2 km até uma concessionária de carros Jaguar. Sua intenção era certamente compreensível: elas queriam comprar um carro esportivo.
O ABC News relatou:
Uma motorista, notando as crianças desacompanhadas, perguntou o que elas estavam fazendo. Elas disseram-lhe que haviam saído da escola para comprar um Jaguar, mas não tinham dinheiro.Ela colocou-os em seu carro e conduziu-os a uma delegacia de polícia.
As crianças poderiam ter tido êxito no plano, se estivessem com dinheiro.

18 julho, 2015

Pobre Gatinho



As crianças sentam-se em círculo. Uma criança escolhida para ser o "Pobre Gatinho" fica no centro.
"Pobre Gatinho" ajoelha-se diante de uma das crianças e mia três vezes. A cada vez que ela mia, a criança que está em frente deve dizer: "Pobre Gatinho" - sem rir.
Se ela ri, então passa a ser o "Pobre gatinho". Se ela não ri, o "Pobre Gatinho" deve tentar a sorte com outra criança da roda.
Pour Pussy, My[Confined]Space

A versão muito animal



La gata parida
Organización: Todos los jugadores se sientan en un banco que no tenga brazos y tienen que expulsar al resto empujándose entre ellos.
Descripción: La dinámica del juego es muy sencilla. Todos los participantes del juego se sientan en un banco. El objetivo principal del juego es que solo se quede una persona sentada en el banco, para ello, las personas sentadas más a la izquierda empujan hacia la derecha y viceversa. Cuando sólo haya una persona sentada en el banco, quiere decir que el juego ha terminado y este jugador ha ganado esa partida.
Cuando una persona cae del banco tiene que gritar: !La gata ha parido¡

20 junho, 2015

Bananas golfinhos

Uma criação de Luz, com a receita compartilhada em sua página no Face.
Primeiro, você seleciona algumas bananas com bom aspecto e sem lesões nas cascas. Lave-as e seque-as, delicadamente. Com uma faca, corte a haste da banana e um pouco mais, de modo a fazer o sorriso do golfinho. Passe um pouco de suco de limão no corte para evitar que a abertura feita escureça. Em seguida, corte a banana ao meio e descarte a metade inferior. Fixe a metade superior da banana a um recipiente e acrescente uvas. Reserve uma das uvas para pôr na abertura da boca. Por fim, utilizando-se de cravos, pedacinhos de chocolate ou outra coisa comestível, faça os olhos do golfinho.


Bônus
Extraído do Regulamento de nº 2257/94 que fixa as normas de qualidade para as bananas na Europa:
"As bananas são apresentadas em pencas de pelo menos quatro unidades. Podem também ser apresentadas como frutos individuais."
Significado: as bananas podem ser vendidas em qualquer número, desde que este não seja 2 ou 3.

02 junho, 2015

Locombiano

Me encantan los niños, especialmente los japoneses.


Están a miles de kilómetros de mí, y cuando estoy despierto ellos están durmiendo.
Locombiano

01 junho, 2015

O desafio da borracha

Os estudantes de uma escola secundária de Connecticut não estão usando lápis somente para tomar notas. Alguns estão esfregando a pele de seus braços e pernas com borrachas de lápis até o ponto da mutilação.
Os administradores da escola em Bethel Middle School enviaram recentemente uma carta aos pais dos alunos pedindo que eles conversem com seus filhos sobre um jogo perigoso chamado de desafio da borracha (eraser challenge).
O jogo, explica a carta, envolve crianças que fazem o "apagamento" da pele, enquanto pronunciam as letras do alfabeto (com uma palavra para cada letra). Assim que chegam ao "Z" (de zombie), eles param e, em seguida, compararam os danos que a fricção com a borracha causou na pele.
Como eles compartilham as borrachas, a prática pode ser preocupante para a saúde, pois eles podem compartilhar também os fluidos corporais.
"Muitos terminam o desafio com ferimentos graves em seus braços", diz a professora Doris Murphy. Ela acredita que a pressão dos colegas é a força propulsora responsável pela propagação do jogo.
No entanto, o desafio não é um problema isolado de uma escola secundária em Connecticut. Uma pesquisa no YouTube mostra vídeos de adolescentes em todo o país que lesionam-se a si mesmos com borrachas. Além disso, há relatórios que revelam que o jogo já é praticado há tempos.
N. do E.
O desafio Charlie, Charlie não passa de uma inocente brincadeira diante do desafio da borracha. Feito com dois lápis cruzados sobre uma folha de papel com respostas à disposição de um suposto espírito, o Charlie no máximo provoca algum susto ou carreira nos praticantes. Acha John Walkenbach que um sopro sutil já explica 95 por cento dos casos, ficando os 5 por cento restantes para os demônios em geral. Concordo com ele.
Paulo Gurgel
Comentário
Não sou freudiano porque não acredito na psicanálise, que considero pseudociência, mas alguma coisa deve estar errada em uma sociedade onde tantos de seus jovens demonstram tão frequentemente ímpetos destrutivos e, principalmente, autodestrutivos.
Crianças e adolescentes suicidas, com "experimentos" sado-masoquistas como este eraser challenge, ou a se cortar com giletes, ou a atirar contra colegas de escola, não são coisas para se negligenciar. Algo tem que estar profundamente errado na sociedade, para que tantos jovens, comprovadamente o segmento social mais emocionalmente vulnerável nas sociedades, queiram destruir a si e ao mundo que os rodeia.
Roberto F da Costa, do blog Ciência, Política e Religião

17 abril, 2015

Histórias para crianças

No banquete de gala do Prêmio Nobel em Estocolmo, Suécia, Isaac Bashevis Singer (Nobel de Literatura de 1978) terminou seu breve discurso afirmando haver 500 razões para que ele decidisse escrever também para crianças, e enumerou as 10 mais importantes:
1 – Crianças leem livros, e não resenhas. Elas não dão a menor bola para os críticos.
2 – Crianças não leem para encontrar sua identidade.
3 – Elas não leem para se sentir livres de culpa, para aplacar sua sede de revolta ou para fugir da alienação.
4 – Elas não veem utilidade na psicologia.
5 – Elas detestam sociologia.
6 – Elas não tentam entender Kafka ou o "Finnegans Wake".
7 – Elas continuam acreditando em Deus, família, anjos, demônios, bruxas, duendes, clareza, lógica, pontuação e outras coisas obsoletas como essas.
8 – Elas amam histórias interessantes, e desprezam comentários, explicações e notas de rodapé.
9 – Quando um livro é chato, elas bocejam descaradamente, sem qualquer vergonha ou medo de autoridade.
10 – Elas não esperam que seu amado escritor redima a humanidade. Embora muito novas, as crianças sabem que ele não tem esse poder. Só os adultos alimentam ilusões tão infantis.

25 dezembro, 2014

Crianças reagem a máquinas de escrever

Um interessante vídeo de desatualização tecnológica que mostra como crianças de 6 a 13 anos reagem ao serem apresentadas a máquinas de escrever:



Catando milho
Acreditem, crianças, eu já fui bom nisso. (1) (2) (3)