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18 setembro, 2025

A fuga das estrelas

As galáxias são objetos dinâmicos que possuem diversas componentes como estrelas, objetos compactos e objetos que não se encaixam nessa categoria. A Via Láctea é uma galáxia espiral que é um exemplo da dinâmica complexa nos movimentos e interações do objeto. Ela é um caso especial justamente por ser a galáxia que habitamos e onde há a possibilidade de obter dados de objetos próximos de nós.
O Sistema Solar habita um dos braços da Via Láctea chamado braço de Órion a uma distância de 26 mil anos-luz do centro. A vizinhança do Sistema Solar possui estrelas que nasceram na mesma época que o Sol e são as estrelas que observamos no céu noturno. Mas com os telescópios atuais é possível observar estrelas mais distantes que estão localizadas na borda da Via Láctea ou até mesmo no halo em torno da galáxia.
Foi utilizando esses dados de telescópios que um time de astrônomos conseguiram observar uma estrela que está fugindo a uma velocidade de 2 milhões de quilômetros por hora. Ela está correndo em direção ao centro da galáxia e os astrônomos estão tentando explicar qual o processo que a fez ganhar essa velocidade. Quando uma estrela atinge uma velocidade superior a 1000 quilômetros por hora ela é chamada de estrela de hipervelocidade.
E a pergunta principal é: do que ela está fugindo exatamente?
Fonte: Meteored

31 janeiro, 2024

O amigo forte do Sol

Stephenson 2-18 está entre as maiores estrelas conhecidas. Tem um raio estimado de cerca de 2.150 raios solares (1,5 × 10 ⁹ quilômetros; 10 UA), o que corresponde a um volume de quase 10 bilhões de vezes o do Sol.

Vídeo: http://www.youtube.com/shorts/VDnFoL3jyTs


24 janeiro, 2023

Estrela de seis pontas


Por acaso, isso é um exercício Kegel para fortalecer o assoalho pélvico?
Eu disse: os músculos do assoalho pélvico!

16 julho, 2019

A primeira fotografia de uma estrela

Na noite de 16 de julho de 1850, Vega se tornou a primeira estrela (além do Sol) a ser fotografada, quando teve sua imagem registrada por William Cranch Bond e John Adams Whipple no Observatório de Harvard.
A foto era um daguerreótipo. Para obter esta imagem foi necessário efetuar uma exposição de 100 s. Com a tecnologia existente na época, as estrelas de 1.ª magnitude necessitavam de tempos de exposição superiores a 60 s e as estrelas de 2.ª magnitude por vezes não eram registadas com sucesso.
No relatório de WC Bond sobre este feito, pode ler-se:
"Com a ajuda do senhor Whipple, daguerreotypist, obtivemos várias impressões da estrela Vega (α Lyrae). Temos razões para acreditar que esta seja a primeira experiência bem sucedida deste tipo, tanto em nosso país como no exterior. Pela facilidade com que foi executada, com a ajuda de nosso grande equatorial (telescópio refrator com 38 cm de abertura), fomos encorajados a crer que será uma abertura para novos progressos. Deverá ser bem sucedida, quando aplicada a estrelas do menos brilho do que α Lyrae, a fim de dar-nos fotos corretas de várias estrelas, e suas vantagens serão incalculáveis."
Vega
Na Constelação de Lira, (é a estrela/sol de onde foram transmitidos os sinais de rádio extraterrestres captados na Terra mostrados no livro de Carl Sagan e, mais tarde, no filme, "Contato", com Jodie Foster), Vega é a quinta estrela mais brilhante do céu.
Foi também a primeira estrela a ter seu espectro analisado (em 1872).
Bastante próxima de nós, a cerca de apenas 26 anos-luz de distância, o seu tempo de vida será de apenas mais um bilhão de anos, um décimo da vida do nosso Sol. É duas vezes e meia mais massiva e cinquenta vezes mais energética do que o Sol.
Por volta do ano 14,000, Vega (foto a seguir) será a Estrela Polar nos céus da Terra, no lugar de Polaris, devido à precessão dos equinócios.
 

http://www.astrosurf.com/re/first_star_photograph.pdf
https://thoth3126.com.br/triangulo-de-estrelas-brilhantes-no-ceu/

Ver também: As primeiras fotografias da Lua e do Sol

P.S. Infelizmente, a primeira fotografia da estrela Vega não sobreviveu até os dias atuais ou não está amplamente disponível em arquivos digitais públicos. As primeiras fotografias astronômicas, especialmente as feitas com daguerreótipos, eram extremamente frágeis e muitas se perderam com o tempo. No entanto, você pode encontrar informações e referências sobre esse marco histórico em livros, artigos acadêmicos ou museus dedicados à história da astronomia e da fotografia. Instituições como o Observatório de Harvard ou o Smithsonian Institution podem ter registros ou reproduções relacionadas a esse feito. DeepSeek, em 14/03/2025

30 julho, 2018

A história se repete (2)

A Calçada da Fama (Hollywood Walk of Fame) é um passeio ao longo das ruas Hollywood Boulevard e Vine Street em Hollywood, Califórnia, Estados Unidos, constituído por mais de 2.000 lajes com estrelas, fazendo menção a celebridades homenageadas pela Câmara do Comércio de Hollywood por suas contribuições para a indústria do entretenimento.
Nesta quarta-feira (25), Austin Clay foi detido nos EUA sob a acusação de praticar vandalismo na Calçada da Fama. A golpes de picareta, ele quebrou a estrela do presidente Donald Trump. Contudo, vai responder ao processo criminal em liberdade. E quem pagou a fiança foi Jaime Otis, exatamente o sujeito que esteve preso em 2016 - pelo mesmo motivo.


Intercomments
Eu pago tua fiança, mas você precisa fazer algo.
Em 2020, eu vou quebrar essa estrela de novo. Espero que o cara de 2018 pague a minha fiança.
Gente, não vamos quebrar essa pirâmide tão bonita.
Isto bem que poderia se tornar jurisprudência: a fiança sendo paga por quem destruiu a estrela na vez anterior.
A história se repete: 1.º como tragédia; 2.º como fiança. Marx, modificado.
Uma mão tira a poeira da outra. PGCS

A história se repete (1)

19 dezembro, 2017

O caso da estrela desaparecida

A partir de 6 de junho de 2017, a NASA disponibilizou em sua página Astronomy Picture of the Day (Imagem de Astronomia do Dia) o caso da estrela desaparecida.
Todo dia uma nova imagem ou fotografia do nosso fascinante universo é acrescentada na referida página, juntamente com uma breve explicação escrita por um astrônomo profissional.


Explicação
O que aconteceu com a estrela gigante N6946-BH1? Estava ali apenas alguns anos atrás - o Hubble captou isto. Agora, há apenas um leve brilho. O que é mais curioso: não ocorreu uma supernova brilhante, embora a estrela tenha acentuado o seu brilho significativamente durante alguns meses. A principal hipótese é que, com cerca de 25 vezes a massa do nosso Sol, a grande gravidade da N6946-BH1 tenha feito a estrela passar seus últimos tumultuados estertores, após o que a maior parte da estrela afundou em um buraco negro que ela própria criou.

07 agosto, 2017

Uma estrela do tamanho de Saturno

O tamanho é importante, pelo menos no que se refere a estrelas. No caso de EBLM J0555-57Ab é ainda mais importante. pois se trata da menor estrela já encontrada até a presente data.
Com um tamanho semelhante ao de Saturno, a estrela apresenta uma massa 85 vezes a de Júpiter, o planeta mais massivo do sistema solar.
Em sua superfície, pesaríamos umas 300 vezes o que pesamos na Terra. Isto permite que, em seu interior, as condições de temperatura e pressão sejam suficientes para realizar a fusão do hidrogênio para transformá-lo em hélio, o que a converte em estrela. Com um pouco menos de massa, ela seria uma anã marrom.
EBLM J0555-57Ab não é especialmente relevante. Pois certamente logo encontraremos mais estrelas de massa similar — o que é interessante para confirmar os limites inferiores de massa para a formação de estrelas.
Os valores que os astrônomos manejam atualmente parecem estar corretos.
Claro que, como diria qualquer matemático, um exemplo em favor não prova nada, enquanto um em contrário, sim.
EBLM J0555-57Ab está situada na constelação de Pictor, a 600 anos-luz da Terra. A estrela faz parte de um sistema binário que, por sua vez, faz parte de um sistema triplo e ela foi detectada ao passar em frente da sua companheira EBLM J0555-57Aa.
A notícia sobre sua descoberta está em A star about the size of Saturn – the smallest ever measured – has been identified by astronomers.

Via Microsiervos

26 julho, 2017

O planeta e a estrela


A 370 anos-luz de distância um planeta e uma estrela estão tendo um romance tumultuado.
O telescópio espacial Spitzer da NASA detectou pulsações incomuns na camada exterior de uma estrela chamada HAT-P-2. O melhor palpite dos cientistas é que um planeta orbitando de perto, chamado HAT-P-2b, seja a causa destas boas vibrações na estrela.
Descobrimos o primeiro exemplo de um planeta que parece estar causando "um comportamento de batimento cardíaco em sua estrela-mãe", disse Julien de Wit, do Instituto de Tecnologia de Cambridge, Massachusetts. E um estudo que descreve suas descobertas foi publicado na revista Astrophysical Journal Letters.
As pulsações da estrela são as variações mais sutis de luz a partir de qualquer fonte que Spitzer tenha já medido. Um efeito semelhante já foi observado em sistemas binários de estrelas, mas nunca antes entre uma estrela e um planeta.
Pesando cerca de oito vezes a massa de Júpiter, HAT-P-2b é um planeta relativamente maciço. É um "Júpiter quente", ou seja, um exoplaneta que é extremamente quente e orbita sua estrela firmemente. Mas Júpiter quente é pequeno em relação à sua estrela, que é cerca de 100 vezes mais massiva. Essa diferença de tamanho faz com que o efeito de pulsação seja ainda mais incomum. (Para efeito de comparação, o nosso sol é cerca de 1.000 vezes a massa de Júpiter.)

http://www.spitzer.caltech.edu/news/1921-ssc2017-01-Spitzer-Hears-Stellar-Heartbeat-from-Planetary-Companion

08 junho, 2015

Riscos do campo magnético

Há alguma intensidade no campo magnético em que este apresente riscos à vida?
Vejamos: o campo magnético da Terra mede entre 30 e 60 µT (microteslas), e uma pessoa pode receber 10.000 vezes mais em um exame de ressonância magnética nuclear (RMN) sem que isso lhe cause problemas.
Mas a física impõe seus limites. Entre 10.000 y 100.000 teslas, os átomos se deformam e uma pessoa submetida a esse campo magnético se desintegra – provavelmente, em algum tipo de "derretimento" visível e pouco agradável.
Por sorte, ainda somos incapazes de gerar além de 10 ou 100 teslas, mesmo no LHC (Large Hadron Collider) ou em outros grandes equipamentos científicos. Então, aqui na Terra, estamos bastante seguros. Contanto que não nos aproximemos da estrela magnética SGR 1806-20 que, com seu poderio magnético de 100.000.000.000 teslas (10 GT), é uma autêntica máquina de destroçar átomos.
SGR 1806-20
É um tipo particular de estrela de nêutrons que existe na Via Láctea. Tem um diâmetro não maior do que 20 quilômetros, está a 50.000 anos-luz da Terra e completa uma rotação sobre seu eixo vertical em cada 7,5 segundos  Em 25 de dezembro de 2005, foi registrada uma fortíssima emissão de raios gama por essa estrela magnética. Na opinião de astrônomos, se isso tivesse acontecido a 10 anos-luz da Terra (a distância que nos separa de algumas estrelas mais próximas) haveria trazido um sério perigo à continuidade da vida em nosso planeta.  Essa energia liberada, nos dois centésimos de segundos que durou a explosão, foi superior a toda a energia produzida pelo Sol nos últimos 250.000 anos.

230 - Acidentes com RMN |  Alinhamento magnético em cães

25 janeiro, 2012

Um pedido a uma estrela

Sabe aquele pedido que você fez quando era criança a uma estrela? Um brinquedo, por exemplo, que ela jamais atendeu?
Ora, pare com essa decepção. O presente está a caminho...