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30 outubro, 2025

Uma historinha de caças e caçadores

O piloto soviético T. Kuznetsov sobreviveu à queda de seu caça Il-2 em 1942, quando este foi abatido em uma missão de reconhecimento. Kuznetsov conseguiu escapar dos destroços e se escondeu nas proximidades. Para sua surpresa, um Bf 109 alemão pousou perto do local do acidente e o piloto começou a vasculhar o Il-2 destruído em busca de "souvenirs". Pensando rápido, Kuznetsov correu até o caça alemão e o usou para voar para casa, escapando por pouco de ser abatido por caças soviéticos durante o  retorno.
Várias lições para a vida estão embutidas nessa historinha, que é real.

O Il-2 (foto), também conhecido como "tanque voador" ou "morte negra", foi um avião de assalto essencial para a Força Aérea Soviética na Segunda Guerra Mundial. A aeronave era projetada para ataques ao solo, com forte blindagem para proteger a tripulação e componentes críticos, como o motor e os tanques de combustível.

07 junho, 2025

O Jogo da Imitação

É a cinebiografia de um gênio cientista britânico que não teve uma vida fácil (no caso, o matemático Alan Turing).
Sinopse. Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico monta uma equipe que tem por objetivo quebrar o Enigma, o famoso código com que os alemães enviam mensagens de comando. Um de seus integrantes é Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático de 27 anos, ex-aluno da Universidade de Cambridge, focado em palavras cruzadas, e que tem problemas de relacionamento com quase todos à sua volta. Não demora muito para que Turing, apesar de sua intransigência, lidere a equipe. Seu grande projeto é construir uma máquina que permita analisar todas as possibilidades de codificação do Enigma em apenas 18 horas, de forma que os ingleses conheçam as ordens enviadas antes que elas sejam executadas. Entretanto, para que o projeto dê certo, Alan Turing, que tem Joan Clarke (Keira Knightley) como sua grande incentivadora, terá que aprender a trabalhar em equipe. 
Assista ao filme no YouTube. LINK
Em 1952, condenado por homossexualidade, a vida dele virou um pesadelo. Depois de um ano de terapia hormonal obrigatória, em 7 de junho de 1954 (há exatos 71 anos) ele cometeu suicídio. Tinha então 41 anos de idade. Entre 1885 e 1965, aproximadamente 49 mil homens homossexuais foram condenados por indecência sob a lei britânica. Em 2013, a Rainha Elizabeth II concedeu a Alan Turing o perdão real póstumo por seus trabalhos e heroismo. Historiadores estimam que, ao vencer o Enigma, ele encurtou a II Guerra Mundial em mais de dois anos, salvando mais de 14 milhões de vidas. A máquina de Turing insnpirou a que fossem inventados o que hoje chamamos de computadores.

18 fevereiro, 2024

Wernher von Braun

Pela primeira vez na imprensa brasileira (1969), Claudius revelou a origem do sucesso americano na conquista do espaço: Wernher - ele era alemão.
"Muito antes de tornar-se um "good old midwestern american", o menino Wernher já gostava de experiências científicas.
Adolescente, o interesse de Wernher não era segredo para ninguém. Estudioso e aplicado, certa vez quase conseguiu colocar sua mãe em órbita.
Fez tanto sucesso que um sujeito de topete e bigodinho o convidou para ajudá-lo a ganhar uma parada.
O foguete era genial. "Voa tão rápido", dizia ele, "que, a cada dez foguetes que passam, você só vê dois". E ajudaram a botar para quebrar a Velha Albion.
Acusado de genocídio, o já Dr. Braun defendeu-se, dizendo que ciência não tem nada a ver com política: "Eu faço os foguetes subirem. Onde caem não é com meu departamento".
A Velha Albion quebrou, mas ressurgiu sacudindo o resto do mundo com os Beatles e a minissaia. Quanto ao Dr. Braun, logo que acabou aquela parada, recebeu um convite para ir aos Esteites.
Chegou e foi logo falando em foguetes. Os nossos amigos americanos são tarados por novidade e aceitaram o tal símbolo fálico.
Americano é fogo, quando se decide é para valer! Botaram à disposição de Braun laboratórios, equipes e verbas votadas pelo Congresso.
E foi assim que, 20 bilhões de dólares mais tarde, o homem chegou à Lua."
(transfiguração do texto pelo controlador do Blog EntreMentes)

21 maio, 2023

A Sinfonia V de Beethoven e a II Guerra Mundial

A Quinta Sinfonia de Ludwig van Beethoven é uma das peças musicais mais conhecidas do mundo. Composta entre 1804 e 1808, ficou marcada especialmente por seu primeiro movimento, que se desenvolve ao redor de quatro notas.
Sua estreia aconteceu num grande concerto em Viena no dia 22 de dezembro de 1808, com o próprio autor regendo a orquestra.
Durante a Segunda Guerra, a BBC iniciava suas transmissões com as quatro primeiras notas da Quinta Sinfonia. A razão para isso é que essas notas – três curtas, uma longa – representam em código Morse (usado em telegrafia) a letra "V", de vitória contra os nazistas. Décadas depois, essa sinfonia foi considerada uma das bases em que se firmou a estética do rock heavy metal. (Dagomir Marquezi)
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Extraída de: Por que a escolha da Quinta Sinfonia de Beethoven como símbolo dos aliados na Segunda Guerra Mundial? 
Avanca | Cinema 2020
Em animações da época, entre elas a produção da Walt Disney "Out of the frying pan into the firing line" (1942) e a da Warner Bros "Scrap Happy Daffy" (1943), protagonizadas pelas populares estrelas da animação americana Minnie Mouse e Pluto, na primeira, e Daffy Duck (Patolino, no Brasil), na segunda, as evocações ao tema da Quinta aparecem de maneira pontual, mas claramente perceptíveis.
Em "Out of the frying pan into the firing line" as donas de casa americanas são convocadas, por meio do rádio, para economizar gordura de cozinha, que poderia ser transformada em poderosos explosivos capazes de destruir o adversário. As ilustrações imagéticas dos ataques dos aliados narrados na mensagem radiofônica no início da animação apresentam a associação dos dois símbolos da resistência, a letra "V" e a sonoridade inicial da Quinta. O trecho se refere ao momento de um ataque ao navio inimigo que se parte e afunda no formato da letra "V" acompanhado pelas notas iniciais do tema musical da sinfonia, e nos canhões vitoriosos dos aliados que, na sequencia, aparecem posicionados no formato da letra V.




Em "Scrap Happy Daffy", o tema da Quinta soa também no início da animação, quando o Füher lê no "The American Press" a manchete em primeiro plano - "Mussolini in scrap heap now lets junk Hitler - Daffy", associada à "fotografia" do Pato fazendo o gesto do "V" da vitória. Vale destacar que, na sequência, a fúria de Hitler com a manchete do jornal é acompanhada da trilha musical com trecho da abertura da ópera Rienzi, de Richard Wagner. (Cecília Nazaré de Lima)


02 fevereiro, 2023

A Batalha de Stalingrado

Não faltaram horrores durante a Segunda Guerra Mundial. O evento que deu ao mundo campos de concentração também nos deu o Estupro de Nanquim, o Bombardeio de Dresden e a destruição de Hiroshima e Nagasaki. Esses cenários de pesadelo geralmente ocorriam quando um grupo tinha poder sobre outro e usava esse poder para matar indiscriminadamente.
No entanto, as linhas de frente em si não eram exatamente um piquenique. Como as fotos da guerra nos mostram, os soldados rasos de todos os lados enfrentaram condições que a maioria de nós nem consegue imaginar. As marchas forçadas eram comuns, e a vida na linha de frente era um pesadelo constante que deixava muitos homens alquebrados mais do que apenas no sentido físico. E então houve a luta.
As batalhas da Segunda Guerra Mundial foram apocalipticamente brutais, devido a avanços na artilharia, tanques e outras armas de guerra. Houve muitas escaramuças sangrentas durante o conflito, mas talvez nenhuma tão terrível quanto a Batalha de Stalingrado . Essa batalha infame poderia ser chamada mais precisamente de cerco. Ele teve lugar de 23 de agosto de 1942 a 2 de fevereiro de 1943 - um total de cinco meses, uma semana e três dias. Em termos de número de soldados envolvidos, foi o maior encontro isolado na Segunda Guerra Mundial e provou ser um ponto de viragem na Frente Oriental. Os militares alemães se superestimaram em uma tentativa infrutífera de capturar Stalingrado. Se tivesse dado certo, o mundo seria muito diferente hoje.
Os historiadores tentaram compreender a insanidade de Stalingrado por meio de fatos e números, mas talvez as únicas vozes que realmente podem captar a experiência sejam aquelas que a viveram.

Quinn Armstrong, Ranker

13 julho, 2022

Lili Marlene

Lili Marlene (Lili Marleen) é uma canção de amor alemã que se tornou popular durante a Segunda Guerra em toda a Europa e no Mediterrâneo entre as tropas do Eixo e Aliadas. Escrita em 1915 como um poema, a canção foi publicada em 1937 e foi gravada pela primeira vez por Lale Andersen em 1939 como "Das Mädchen unter der Laterne" ("A Garota sob a Lanterna").
A canção conseguiu popularidade apesar da oposição do regime nazista, em particular de Joseph Goebbels, o todo-poderoso Secretário de Propaganda nazista, que não a apreciava e proibiu. Após a captura de Belgrado pelos alemães, em 1941, a Rádio Belgrado tornou-se a emissora oficial de propaganda das forças germânicas. O General Rommel gostou da música e pediu que a Rádio Belgrado a incorporasse à sua programação. E a canção logo se tornou a assinatura do programa que ia ao ar indicando o fim da transmissão diária. Os soldados, tanto alemães como aliados, a ouviam e sua popularidade se espalhou.
Depois dessa transmissão pelo rádio, não havia meios de conter a sua difusão. Todos a ouviam e "Lili Marlene" tornou-se a favorita dos dois lados, independente do idioma. Era cantada até em hospitais militares e explodia em alto-falantes junto com os anúncios de propaganda, através das fronteiras, em todas as direções.
Englobava a circunstância curiosa de ser uma canção que transcendia os ódios da guerra: as tropas americanas gostavam particularmente de "Lili Marlene" na versão cantada por Marlene Dietrich - uma atriz e cantora de nacionalidade alemã.
Em 2005, a Bear Family Records lançou um conjunto de 7 CDs "Lili Marleen an allen Fronten" ("Lili Marlene em todas as frentes"), incluindo quase 200 versões de "Lili Marlene" com um livreto de 180 páginas (ISBN 3-89916-154-8).

Wikipedia
http://www.sabercultural.com/template/musicas/LiliMarlene.html

Grato a Jaime Nogueira pela sugestão do tema.

03 janeiro, 2022

A vingança de uma criança judia

Eliahu Itzkovitz nasceu em uma família judia em Chişinău, Romênia.
Durante a Segunda Guerra Mundial, ele e sua família foram internados em um campo de concentração na Romênia, onde Eliahu testemunhou o assassinato de seus pais e três irmãos por um guarda da prisão romeno chamado Stănescu. Eliahu, que sobreviveu aos campos de concentração, foi libertado pelas forças soviéticas em 1944.
Depois de retornar à Romênia, Itzkovitz começou a procurar Stănescu para se vingar. Ele não conseguiu encontrá-lo, mas encontrou o filho de Stănescu e o esfaqueou. Em 1947, um tribunal romeno o condenou a cinco anos em um reformatório juvenil. Em 1952, ele foi libertado e recebeu permissão das autoridades comunistas da Romênia para emigrar para Israel.
Em 1953, ele foi convocado para as Forças de Defesa de Israel, onde serviu na Brigada de Para-quedistas. Durante este tempo, ele soube que Stănescu havia conseguido escapar para a zona de ocupação francesa da Alemanha e se alistara na Legião Estrangeira Francesa. Essa informação fez com que Itzkovitz decidisse caçá-lo.
Ele solicitou uma transferência para a Marinha israelense, que foi concedida sem muita dificuldade. E, logo depois, foi destacado para um esquadrão de contratorpedeiros e corvetas baseado em Haifa. Depois de vários meses na Marinha, o navio que ele servia ancorou no porto de Gênova, Itália, para buscar uma coleção de equipamentos. Itzkovitz aproveitou a oportunidade e desertou, cruzando a fronteira com a França, onde se alistou na Legião Estrangeira.
Ao se alistar na França, ele foi enviado para a Argélia, onde fez o treinamento básico. Depois de completar o treinamento básico, ele continuou procurando Stănescu e descobriu que este encontrava-se servindo no 3º Regimento de Infantaria Estrangeiro, na Indochina francesa. Isso levou-o a se voluntariar para o serviço no 3,º REI e, dentro de três meses do alistamento, estava sendo enviado para a Indochina, onde foi capaz de adquirir um posto no mesmo batalhão de Stănescu. E, num curto período de tempo, ele foi capaz de obter uma lotação na unidade em que Stănescu liderava um esquadrão. Itzkovitz demorou a encontrar o momento certo para se vingar de Stănescu. Itzkovitz confrontou e matou Stănescu enquanto patrulhava a Rota Coloniale 18 perto de Bắc Ninh.
Depois de completar seu tempo na Legião Estrangeira Francesa, ele seguiu para a Embaixada de Israel em Paris, onde se apresentou ao adido militar para responder pela deserção anterior. Depois de expôr  suas alegações, ele viajou voluntariamente de volta a Israel para julgamento. Em sua corte marcial, ele foi considerado culpado, mas foi sentenciado a apenas um ano de prisão devido às circunstâncias incomuns que cercaram sua deserção.
Itzkovitz morreu em 2015. Em 2019, Gabriel Joshua Saada, que afirma ter sido seu amigo, publicou um livro em francês sobre a história de Itzkovitz, intitulado "A vingança de uma criança judia".

Wikipedia, copidescado no blog EM

27 outubro, 2021

Bruxas da Noite

Eram as aviadoras do Regimento de Aviação dos Bombardeiros Noturnos da Rússia que aterrorizavam os soldados alemães que lutavam na frente russa. As Bruxas da Noite foram as primeiras mulheres pilotos militares de que se tem notícia a enfrentarem diretamente o inimigo em combate.


InDICAção do VÍDEO: Jaime Nogueira

11 maio, 2021

Abrigo Morrison

Nessa foto de março de 1941, vemos um casal britânico dormindo dentro de um "Abrigo Morrison". Foi usado como uma proteção contra o colapso de casas durante os bombardeios aéreos na Segunda Guerra Mundial.

https://twitter.com/FotosDeFatos/status/1092152956814802944

26 abril, 2021

Batalha de Kursk

Seis de junho de 2021 marcará o 77.º aniversário do desembarque na Normandia, a ambiciosa operação dos Aliados que pode ser considerada o começo do fim da Segunda Guerra Mundial. Mas não se deve esquecer de que a resistência férrea da União Soviética, especialmente na Batalha de Kursk, muito haja contribuído para colocar o exército alemão na defensiva quase dois anos antes. PGCS
Soldados soviéticos em Kursk
A campanha que culminou com essa batalha foi um sucesso estratégico soviético. Pela primeira vez, uma grande ofensiva alemã foi detida antes de alcançar um avanço. Os alemães, apesar de usarem armas tecnologicamente mais avançadas do que em anos anteriores, não conseguiram romper as profundas defesas soviéticas e ficaram surpresos com as importantes reservas operacionais do Exército Vermelho. Este resultado mudou o padrão de operações na Frente Oriental, com a União Soviética assumindo a partir de então as iniciativas operacionais. A vitória soviética em Kursk foi dispendiosa, com o Exército Vermelho perdendo consideravelmente mais homens e material do que o exército alemão. No entanto, o maior potencial industrial da União Soviética e sua força de trabalho permitiram-lhes suportar e reabastecer essas perdas, sem afetar sua força estratégica global.
Heinz Guderian escreveu:
"Com o fracasso em Kursk (entre julho e agosto de 1943), sofremos uma derrota decisiva. As formações blindadas, reformadas e reequipadas com tanto esforço, haviam perdido muitos homens e as equipes ficariam desativadas por muito tempo. Era problemático se eles puderiam ser reabilitados em tempo de defender a Frente Oriental ... Escusado será dizer que [os soviéticos] exploraram sua vitória ao máximo. Não haveria mais períodos de silêncio na Frente Oriental. A partir de agora, o inimigo estava em posse indiscutível da iniciativa."
Com a vitória, a iniciativa passou firmemente ao Exército Vermelho. Durante o resto da guerra, os alemães limitaram-se a reagir aos avanços soviéticos e nunca conseguiram recuperar a iniciativa nem lançar uma grande ofensiva na Frente Oriental. Os desembarques ocidentais aliados na Itália abriram uma nova frente, desviando ainda mais os recursos e a atenção da Alemanha.
Embora a localização, o plano de ataque e o momento fossem determinados por Hitler, ele culpou a derrota de sua equipe. Ao contrário de Stalin, que dava aos generais comandantes a liberdade de tomar importantes decisões de comando, a interferência de Hitler nos assuntos militares alemães aumentava progressivamente, enquanto sua atenção aos aspectos políticos da guerra diminuía. O oposto era verdadeiro para Stalin. Durante toda a campanha de Kursk, ele se baseou no julgamento de seus comandantes e, como suas decisões levaram ao sucesso no campo de batalha, ele aumentou sua confiança em seu julgamento militar. Stalin se retirou do planejamento operacional e raramente anulou as decisões militares, o que resultou no aumento de liberdade de ação do Exército Vermelho durante o curso da guerra. WIKI

28 outubro, 2020

Sam o Inafundável

O apelido dado ao gato que sobreviveu a três naufrágios na Segunda Guerra Mundial
O gato malhado preto e branco era de propriedade de um tripulante desconhecido do navio de guerra alemão Bismarck. Ele estava a bordo do navio em 18 de maio de 1941, quando este partiu para a Operação Rheinübung, a primeira e única missão do Bismarck.
Nesta missão, o navio afundou e apenas 118 de uma tripulação de mais de 2.200 sobreviveram. Horas mais tarde, Sam foi encontrado boiando em uma prancha e recolhido da água pelo destróier britânico HMS Cossack. A equipe do novo navio não sabia o nome do gato e o nomeou Oscar.
O gato serviu a bordo de Cossack pelos próximos meses, enquanto o navio realizava escoltas no Mediterrâneo e no Atlântico Norte.
Por fim, o destróier foi gravemente danificado por um torpedo, e 139 membros de sua tripulação foram mortos. Em 27 de outubro de 1941, um dia após ter sido torpedeado, o Cossack afundou a oeste de Gibraltar, e Oscar foi encontrado agarrado a um pedaço de tábua e foi levado para um estabelecimento em terra, no Gibraltar.
Quando souberam o que aconteceu, oficiais britânicos mudaram seu nome para Sam o Inafundável - um nome adequado para um gato que sobreviveu ao naufrágio de dois navios de guerra.
Sam o Inafundável foi então adotado pela tripulação do HMS Ark Royal - ironicamente, um navio que foi fundamental para afundar o Bismarck. O Ark Royal sobreviveu a vários acidentes e ganhou a reputação de "navio da sorte".
Mas a sorte não durou e, ao retornar de Malta, em 14 de novembro de 1941, este navio também foi torpedeado, desta vez por um U-boat.
Sam foi encontrado agarrado a um pedaço de madeira flutuante e, quando resgatado, foi descrito como "bravo, mas completamente ileso".
Depois de sobreviver a três navios afundados, Sam se aposentou oficialmente.
A prova de que os gatos têm 7 ou 9 vidas? Sabemos que Sam o Inafundável definitivamente usou pelo menos três delas durante a guerra.

The legend of Unsinkable Sam, i iz cat

27 outubro, 2019

Códigos militares em palavras cruzadas

Em 1944, codinomes relacionados aos planos do Dia D apareceram como soluções em palavras cruzadas no jornal britânico The Daily Telegraph, que os serviços secretos britânicos inicialmente suspeitaram ser uma forma de espionagem.
Leonard Dawe, compilador de palavras cruzadas do Telegraph, criou esses quebra-cabeças em sua casa em Leatherhead. Ele era diretor da Strand School, e ao lado da escola havia um grande acampamento de soldados americanos e canadenses se preparando para o Dia D.
A segurança em volta do campo era frouxa. Havia muito contato entre os garotos e os soldados, e as conversas dos soldados, incluindo as palavras de código do Dia D, eram assim ouvidas e aprendidas por muitos dos estudantes.
Leonard Dawe havia desenvolvido o hábito de economizar tempo na compilação de palavras cruzadas, chamando os alunos ao escritório para preencher espaços em branco com palavras (que ele, depois, acrecentava as pistas para essas palavras). Como resultado, palavras relacionadas à guerra, incluindo codinomes, acabaram entrando em suas palavras cruzadas. (*)
O MI5 envolveu-se e prendeu Dawe na escola e seu colega sênior de palavras-cruzadas, Melville Jones, em sua casa em Bury St Edmunds. Ambos foram interrogados intensivamente, mas foi concluído que eles eram inocentes. Dawe quase perdeu o emprego de diretor da escola. Ele não sabia que estava incluindo códigos militares na criação de palavras cruzadas.
Depois disso, Leonard Dawe perguntou a pelo menos um dos meninos (Ronald French) de onde ele tirou as palavras-código, e ficou alarmado com o conteúdo do caderno do menino. Deu-lhe uma repreensão severa, ordenou que o caderno fosse queimado e fez o menino jurar sobre a Bíblia que manteria o assunto em sigilo.
Foi dito publicamente que não houve vazamento de codinomes, tendo sido meras coincidências. E Dawe manteve seu interrogatório em segredo até 1958, o ano em deu em uma entrevista à BBC.
A Arte da Guerra, Vídeo 45:20
Wiki
(*) Em 2 de maio de 1945, "Utah", que era a palavra-código de uma das praias a ser usada nos desembarques na Normandia. Isso poderia ser descartado como coincidência, mas, nas três semanas seguintes apareceram: "Omaha" (outra praia do Dia D), "Overlord" (código para toda a operação), "Mulberry" (portos flutuantes) e "Netuno" (ataque naval). Who put secret D-Day clues in the 'Telegraph’ crossword?, por Tom Rowley.

31 julho, 2019

Trágico contato



Diz a lenda popular que Horst Rippert, o piloto de caça alemão que abateu o avião do autor de "O Pequeno Príncipe" (em 31 de julho de 1944, no Golfo de Biscaia), desmoronou e chorou ao ouvir as notícias - Saint-Exupéry tinha sido seu autor favorito.
Que forma trágica de contato, a guerra.

Ver também:
MEMÓRIA. Antoine de Saint-Exupéry

17 julho, 2019

O bombardeiro de mergulho Stuka

Símbolo do poder aéreo alemão na Guerra Civil Espanhola e na II Guerra Mundial, os aviões bombardeiros Stukas assombraram a Europa. Suas sirenes aterrorizantes, apelidadas de trombetas de Jericó, ampliavam o pânico que suas bombas e metralhadoras provocavam.
O projeto Stuka, criado por Ernst Udet (um às da I Guerra Mundial), foi uma evidência da transformação da guerra tradicional em guerra semiótica: apenas bombas explosivas que causam morte e destruição não eram suficientes. Era necessário que os sobreviventes carregassem para o resto das suas vidas o trauma e o horror em suas mentes.



Depoimento
"Havia Stukas atirando bombas em uma estação. Meu pai que estava perto da estação abraçou uma árvore. Apavorado, ele ficou grudado naquela árvore durante horas. Ele estava em estado de choque."

01 outubro, 2018

Como um cientista de algas ajudou a ganhar a guerra

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Ministério da Defesa do Reino Unido contratou alguém chamado Geoffrey Tandy para trabalhar como criptografista para ajudar a decifrar os códigos secretos dos alemães. O problema era que o bom homem era realmente criptogamista (um botânico especializado na área de criptogamia que estuda as plantas que têm órgãos reprodutores ocultos, tais como as algas). Eles estavam equivocados com a profissão do candidato.
Não está muito claro por que ele ficou lá por um tempo, mas o bom homem tentou ajudar naquilo que podia, embora não não estivesse trabalhando em sua área de conhecimento.
No entanto, em 1941, alguns documentos apareceram com códigos resgatados de um submarino alemão torpedeado. Eles estavam molhados e em mau estado, mas com o que Tandy sabia de seu estudo sobre preservação e preparação de plantas úmidas pôde salvá-los com a ajuda de material adequado (que conseguiu em um museu). Aqueles papéis recuperados da destruição seguramente foram interessantes para a decifração dos códigos secretos, de modo que Tandy pôde finalmente colaborar no trabalho para o qual fora contratado.

How a seaweed scientist helped win the war, NaturePlus

23 maio, 2018

A televisão em 1945

Este aparelho de televisão (no varejo por US $ 100) foi declaradamente o primeiro modelo de receptor  produzido em quantidade e vendido a preços moderados. Rose Clare Leonard observa a tela de um deles, que reproduz uma imagem de 5x7, enquanto sintoniza na primeira exibição do pós-guerra em uma loja de departamento de Nova York, em 24 de agosto de 1945. Embora a televisão tenha sido inventada antes da Segunda Guerra Mundial, foi por esta temporariamente impedida de massificar-se. Logo após o conflito, a produção e as vendas dos aparelhos deslancharam, especialmente a partir de 1948 quando a programação da rede comercial se tornou regular.

https://www.theatlantic.com/photo/2011/10/world-war-ii-after-the-war/100180/

- Nós não avançamos muito (isto é sobre o tamanho de uma tela de smartphone).

07 dezembro, 2017

Pearl Harbor foi um trabalho interno

Em 1941, os aviões japoneses não conseguiriam voar toda essa distância para atacar a base americana no Havaí.

09 setembro, 2017

Por que os pilotos kamikazes usavam capacetes?

Os kamikazes foram pilotos japoneses que deliberadamente jogavam seus aviões sobre os navios de guerra dos Aliados. Aviões kamikazes estavam cheios de bombas e explosivos, a fim de causar a maior quantidade possível de danos aos navios de guerra inimigos.
O uso de um capacete seria um exercício inútil nessas situações. A colisão de um avião contra um navio de guerra inevitavelmente resultaria na morte do piloto, não importando o que ele estivesse usando na cabeça.
Agora, vamos voltar à pergunta original: Se esses caras eram pilotos suicidas, voando para a sua própria destruição, por que diabos eles usavam capacetes?
Primeiro de tudo, eles não usavam capacetes. Isso é um equívoco. Eles usavam tampões de couro para aviadores, do tipo que vemos em Charles Lindbergh e Amelia Earhart nos filmes antigos.
Esses tampões de voo cobriam a cabeça e as orelhas. Protegiam os pilotos do frio e da surdez temporária já que eles voavam com o cockpit aberto. Diferentemente da maioria dos pilotos regulares, que fecham o cockpit durante o vôo, os kamikazes voavam com eles abertos para ter uma visão melhor ao cumprimento de suas missões.
Junte a isso outro detalhe menos lembrado sobre os pilotos kamikazes: suas missões eram muitas vezes abortadas por causa de turbulência, mau tempo ou problemas de visibilidade. Capacetes de proteção do piloto poderiam, nestes casos, ironicamente, proteger os futuros pilotos suicidas. E os kamikazes sobreviventes poderiam concluir a sua missão suicida num dia melhor (sic).


Heróis à força?

01 setembro, 2017

Congresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

Carlos Drummond de Andrade

O poema "Congresso Internacional do Medo" foi publicado num momento muito difícil para o mundo: 1940. A Segunda Guerra Mundial tinha começado em 1º de setembro de 1939 com a invasão da Polônia pelo exército alemão.

Frase do dia
Filha do medo, a raiva é mãe da covardia. ~ Chico Buarque, em As Caravanas.

17 maio, 2017

Hideki Tojo

Em 1945, quando as tropas americanas de ocupação se aproximavam de sua residência em Tóquio, o general Hideki Tojo, primeiro-ministro do Japão, preparou-se para o suicídio. Mandou o seu médico fazer um traço de giz no peito, no local que correspondia ao coração, e, então, quando as tropas chegaram à porta da frente, disparou neste local com um Colt calibre 32.
Apesar de gravemente ferido, errou o coração e viveu para ser condenado pelos crimes de guerra.
As últimas noites de sua vida foram passadas a escrever poemas – dentro da tradição romântica japonesa. Num deles, Tojo, então com 62 anos, despede-se de sua mulher com o seguinte verso:
Espero por ti, flor de lótus, na outra margem.
Ele foi enforcado em 1948.

Colocando palavras na boca de Tojo
Em 1946, quando o primeiro-ministro japonês Hideki Tojo era mantido prisioneiro pelos Aliados vitoriosos, ele pediu um conjunto de dentaduras para que pudesse falar claramente durante seu julgamento por crimes de guerra.
As próteses foram feitas por um dentista militar, EJ Mallory. "Achei que era meu dever realizar a tarefa," disse o dentista. "Mas isso não significava que eu não poderia me divertir um pouco."
Ele escreveu a frase "Lembre-se de Pearl Harbor", em código Morse, nas próteses que entregou a Tojo.
Mallory confidenciou isso a alguns amigos, e o segredo foi divulgado. Então, ele teve que despertar Tojo no meio da noite para pedir de volta as dentaduras e suprimir a mensagem. No dia seguinte, quando um coronel o confrontou, ele foi capaz de dizer com sinceridade que não havia nenhuma mensagem nas próteses dentárias.
Não se sabe se Tojo chegou a descobrir o que tinha acontecido.
"Não foi feito nada com raiva", garantiu Mallory. "É só que muitas pessoas não tiveram a chance de pôr essas palavras em sua boca."
http://www.futilitycloset.com/2015/12/13/putting-words/