Com Joyce (voz, assovio e violão), Yuka Kido (flauta), Kazuo Yoshida (bateria), Benisuke Sakai (baixo), Tomohiro Yahiro (percussão) e Osamu Kobayashi (piano)
26 abril, 2026
Violão amigo
Com Joyce (voz, assovio e violão), Yuka Kido (flauta), Kazuo Yoshida (bateria), Benisuke Sakai (baixo), Tomohiro Yahiro (percussão) e Osamu Kobayashi (piano)
04 janeiro, 2026
Um poema, uma canção
O poema: "E então, o que quereis?", de Vladimir Maiakovski.
"Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.
Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas".
A canção: "Corsário", de João Bosco e Aldir Blanc.
07 novembro, 2025
Lô Borges (1952 - 2025)
Essa relação evoluiu para a formação do Clube da Esquina - a MPB de Minas Gerais.
No time, além de Lô, estavam seu irmão Márcio Borges, ao lado de Fernando Brant e Ronaldo Bastos, que eram os letristas da turma, os compositores Beto Guedes, Flávio Venturini e Tavito, o guitarrista Toninho Horta, o pianista e arranjador Wagner Tiso e o baixista Novelli. À frente do grupo, Milton Nascimento, que já gravava discos individuais e alcançara o sucesso nacional com a canção "Travessia".
13 julho, 2025
Irmãos Cavalcanti
Flávio Cavalcanti (1923 — 1986) foi um jornalista, repórter, apresentador de rádio e televisão, crítico de música e compositor brasileiro. Um dos mais famosos e polêmicos comunicadores brasileiros, fez sucesso no comando de alguns programas de rádio e televisão nas décadas de 1960 e 1970, como o "Programa Flávio Cavalcanti", "Um Instante, Maestro!" e "A Grande Chance".
Seu estilo foi polêmico na televisão brasileira. Franco e direto em suas opiniões, Flávio Cavalcanti era conhecido por criticar duramente em seu programa artistas que considerasse ruins ou com músicas medíocres — com direito a quebrar ao vivo os discos deles. Como fez com os LPs do gaúcho Teixeirinha, quando este participou de "A Grande Chance". Teixeirinha era o autor de "Coração de Luto", apelidada de "Churrasquinho de Mãe", não obstante o estrondoso sucesso alcançado por esta canção na década de 1960.
Celso Cavalcanti, também compositor, é irmão de Flávio.
Uma busca avançada no site Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB) mostra que existem 53 fonogramas cujo autor é Celso Cavalcanti.
"Nossa Canção de Amor" (1949), por Mário de Azevedo, pela Continental, em 78 RPM.
"Mancha de Batom" (1952), gravada pelo grupo Os Cariocas, pela Sinter, em 78 RPM.
"Ninguém" (1953), gravada por Heleninha Costa, pela RCA Victor, em 78 RPM.
"O Amor Acontece" (1954), gravada por Dolores Duran, pela Copacabana, em 78 RPM.
"Manias" (1955), gravada por Ivon Curi, pela RCA Victor, em 78 RPM.
Os fonogramas contêm as 5 canções que Celso Cavalcanti compôs no período de 1949 a 1955, a primeira delas, com Fred Mello, e as 4 outras canções, com o irmão Flávio Cavalcanti. Delas, "Manias" foi a que obteve o maior sucesso, tendo sido gravada por Ivon Curi, Dolores Duran, Lucio Alves, Milton Banana Trio, Wilson Simonal, Turma da Pilantragem, Miltinho/Dóris Monteiro, Tito Madi, Nelson Gonçalves, Altemar Dutra, Alcione e Claudette Soares, entre outros.
Vídeo c/ Carol Nogueira e banda
https://www.facebook.com/reel/579940844458296
https://immub.org/compositor/celso-cavalcanti
https://www.atribunarj.com.br/materia/os-100-anos-de-flavio-cavalcanti-um-dos-genios-da-tv
https://www.youtube.com/watch?v=edFFJPzYAXs
23 março, 2025
Beatriz: uma canção inalcançável?
Faz parte da trilha sonora de "O Grande Circo Místico", um espetáculo apresentado pelo Balé Guaíra em 1982. O enredo dessa peça foi baseado no poema "Túnica Inconsútil", de Jorge de Lima, desenvolvido por Nahum Alves de Souza e que apresentava o trajeto de uma família circense ao longo dos anos.
Desafiado para interpretar esta canção, o Professor de Canto e Doutor em Música, Marcelo Elme, sentiu-se receoso de não dar conta do recado. Composta ao piano por Edu, a obra-prima "Beatriz" tem melodia e harmonia complexas, além de uma tessitura muito ampla, com graves desafiadores para sua voz médio-aguda. Mas Marcelo Elme superou os obstáculos ao escolher o tom adequado e utilizar-se de determinados recursos vocais.
Entre eles:
1. o trânsito entre os registros
2. a suavização das quebras vocais
3. a equalização dos timbres
4. a precisão da afinação em saltos consecutivos.
2008 Do chão ao céu
2018 O Grande Circo Místico
09 fevereiro, 2025
Ai, que saudade d'ocê
Natural de Taperoá-PB, Vital Farias é compositor de inúmeros sucessos da MPB, gravados e regravados por renomados artistas brasileiros (Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Fagner, Zeca Baleiro e Lucy Alves). Entre suas canções autorais mais conhecidas estão:
- Canção em dois tempos (Era casa, era jardim)
- Veja (Margarida)
- Sete cantigas para voar
- Caso você case
- Ai, que saudade d'ocê (vídeo)
27 outubro, 2024
Antonio Cícero (1945 - 2024)
Antonio Cícero
Como compositor tinha mais de 300 canções registradas. Antonio Cícero era também crítico literário e entrou para a ABL (V. biografia), em agosto de 2017. Seu poema "Guardar" foi incluído na antologia "Os cem melhores poemas brasileiros do século", organizada por Ítalo Moriconi:
"Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.Ele sofria de Alzheimer e se submeteu a um procedimento de morte assistida na Suíça (onde esse tipo de procedimento é permitido por lei). Aos amigos, Antonio Cícero deixou sua carta de despedida.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la
isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado." (trecho)
20 outubro, 2024
O Ciúme
Dorme ponte, Pernambuco, rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme
O ciúme lançou sua flecha preta
E se viu ferido justo na garganta.
Na letra de "O Ciúme", se tomamos os gêneros das palavras Petrolina e Juazeiro para compor a analogia de um casal, é preciso que identifiquemos um terceiro, o causador do ciúme entre ambos. Não havendo a possibilidade do terceiro, não existiria razão causadora do ciúme. Este terceiro é o Rio São Francisco, que se interpõe entre as duas cidades: “Entre Petrolina e Juazeiro canta”. A estrofe central começa por tratar diretamente do rio: “Velho Chico vens de Minas”... O grande rio é o viajante que vem de longe e se coloca entre Juazeiro e Petrolina. Porém, esse ciúme logo é superado, pois o viajante segue seu curso, a admiração que causa a um e o outro a beleza do rio, logo é compreendida pelo outro, apenas, como tal, admiração. A ponte que se constrói, unifica ambos, fazendo com que seja superada a dificuldade causada pela passagem do rio. (Fernando Graça)
31 julho, 2024
A mesóclise na música brasileira
"Dar-te-ei"
(Marcelo Camelo)
Dar-te-ei, finalmente os beijos meus.
Deixarei que esses lábios sejam meus, sejam teus.
"Os Passistas"
(Caetano Veloso)
Amor,
Onde quer que estejamos juntos
Multiplicar-se-ão assuntos de mãos e pés
E desvãos do ser. (vídeo)
"O homem deu nome a todos animais"
Esta canção na música popular traz outro exemplo de mesóclise. A letra é a versão de uma composição de Bob Dylan ("Te man gave names to all animals") pelo poeta da Paraíba (Zé Ramalho). Neste caso, por que podemos distinguir a mesóclise, que está gramaticalmente correta e não soa sinteticamente, talvez graças à dramaticidade da voz do cantor. Segue um trecho da melodia.
O homem deu nome a todos animais
desde o início, há muito tempo atrás.
Viu um bicho com tal poder
garras afiadas e um porte
quando rugia, tremia o soalho.
Disse com razão: invocar-se-á leão.
"Rap da mesóclise"
A mesóclise seria / a real democracia / Põe no meio da ação / pronomes de mão vazia / E falando no futuro / Ela incluir-lhes-ia.
15 julho, 2024
Morre Sérgio Cabral
Conviveu com artistas como Ary Barroso, Eliseth Cardoso, Pixinguinha, Cartola, Nelson Cavaquinho, Nara Leão, Tom Jobim, entre outros importantes nomes da MPB, o que faz com que seus textos tenham um misto de história pesquisada e vivida.
No final da década de 1980, junto com Teresa Aragão, dirigiu os lendários shows do Teatro Opinião, reduto de resistência à ditadura no Rio de Janeiro. Os espetáculos, sempre às segundas, serviram de abertura para o público da Zona Sul carioca conhecer nomes geniais do samba, como Martinho da Vila (lançado por Sérgio Cabral), Nelson Cavaquinho, Cartola, Carlos Cachaça, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nelson Sargento, Rildo Hora, Dona Ivonne Lara, Marçal, Guilherme de Brito e Clementina de Jesus, entre muitos outros.
Seus livros (atualmente publicados pela Lazuli Editora) são considerados referências para todos aqueles que desejam conhecer os bastidores da cultura brasileira dos últimos 50 anos, por conta de sua linguagem acessível e direta e da intimidade que teve com algumas das maiores personalidades do período.
07 julho, 2024
Matita Perê
na faixa 1 - "Águas de Março", música e letra de Jobim", em que o personagem é designado por Matita-Pereira
É peroba no campo, é o nó da madeira / Caingá candeia, é o matita-pereira.na faixa 3 - "Matita Perê", de Jobim e Paulo César Pinheiro, como título da canção e também do álbum.
No jardim das rosas / De sonho e medo / Pelos canteiros de espinhos e flores / Lá, quero ver você / Olerê, olará, você me pegar.Mas o que é Matita Perê?
Matita Perê (18.900 resultados no Google) ou Matita Pereira (4.180.000 resultados) ou Matinta Perera (72.500 resultados) é uma personagem do folclore brasileiro, mais precisamente na Região Norte do país. Trata-se de uma bruxa velha que à noite se transforma em um pássaro agourento (rasga-mortalha) que pousa sobre os muros e telhados das casas e se põe a assobiar, e só para quando o morador, já muito enfurecido pelo estridente assobio, promete a ela algo para que pare (geralmente tabaco, mas também pode ser café, cachaça etc.).
Com poderes sobrenaturais, ela lança feitiços sobre suas vítimas capazes até de levar à morte. Quando está na sua forma mais comum, uma velha de vestido preto e cabelos caídos no rosto, costuma soltar um assobio agudo como se estivesse gritando o próprio nome. Costuma-se descrevê-la como uma bruxa idosa que se transforma durante as noites em um pássaro. Por outro lado, há versões que relatam que ela se transforma em uma coruja. Mais ainda, essa transformação envolve a representação da alma de um antepassado da personagem.
03 julho, 2024
Samba em prelúdio
Baden repeliu a acusação: "Eu conheço os prelúdios, os noturnos de Chopin… isso não tem nada a ver com Chopin!" E a discussão prosseguiu, com as acusações mútuas, até Vinícius ter uma ideia que poderia resolver, de uma vez por todas, a contenda: acordar a então esposa Lucinha (Maria Lúcia Proença), pianista e conhecedora do repertório do compositor polaco, para dar seu veredito. Eram seis da manhã, a moça teve seu descanso interrompido, escutou pacientemente a melodia apresentada por Baden e deu seu parecer:
– Isso não é Chopin, não!
E o poeta, assim, se entregou à máquina de escrever e, de uma só vez, escreveu a letra por inteiro.
Acontece que Vinícius de Moraes, com seu bom ouvido musical, não poderia estar completamente errado. E o tema em questão, que teria inspirado Baden, não era de Chopin, e sim de Heitor Villa-Lobos! Trata-se do Prelúdio da Quarta Bachiana Brasileira (1941).
Ignorando-se a inspiração erudita do tema instrumental de Baden, e o próprio título da canção, "Samba em prelúdio" traz um outro elemento que alude à música clássica: sua constituição enquanto composição polifônica, para canto e contracanto.
Com efeito, em suas diversas gravações, a obra traz duas vozes que dialogam e que se unem no final.
Vinicius de Moraes e Odete Lara
Toquinho e Maria Creuza
Toquinho e Maria Bethânia
Geraldo Vandré e Ana Lúcia
Aqui se chega ao grande violonista Paulinho Nogueira, que planejou a seguinte estratégia para gravar o "Samba em prelúdio":
1.ª parte - a melodia com notas mais graves;
2.ª parte - a melodia com notas mais agudas;
3.ª parte - a 2.ª utilizando-se da 1.ª como playback.
Mas, ao criar o arranjo violonístico, Paulinho descobriu que poderia dispensar o playback para gravar a última parte. Se, para tanto, ele executasse as duas primeiras partes simultaneamente (vídeo). Coisa de gênio!
19 maio, 2024
Bola ou búlica
2. Canção de João Bosco e Aldir Blanc. Foi gravada por Elis Regina, Tamba Trio e MPB 4 (pseudovídeo). "É bola ou búlica, é fogo esse jogo, não dá pra enganar, nega."
25 fevereiro, 2024
Luiz Antônio (Luís Antônio) e Miltinho
Luiz nasceu em 16 de abril de 1921, no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade, aos 75 anos, no dia 1.º de dezembro de 1996. Suas músicas foram gravadas por artistas de peso, como: Dick Farney, Claudete Soares, Marlene, Elizeth Cardoso, Ademilde Fonseca, Dóris Monteiro, Cauby Peixoto, Maysa, Miltinho, Elza Soares, Linda Batista e até o Palhaço Carequinha, que gravou "O Engraxate".
Quem não se lembra das músicas "Sassaricando"... todo mundo leva a vida no arame, "Lata d'água"... na cabeça, lá vai Maria, lá vai Maria, sobe o morro e não se cansa, "Mulher de Trinta"... você, mulher, que já sofreu, "Barracão" ... de zinco, tradição do meu país?
Fonte: http://www.drzem.com.br/2012/01/luis-antonio-compositor-de-alta-patente.html
Milton Santos de Almeida, conhecido com Miltinho (RJ, 31/01/1928 - 07/09/2014) foi um cantor brasileiro. As melhores lembranças de Miltinho devem-se à escolha do repertório de seus discos. Canções de compositores, como Luiz Antônio, autor de alguns de seus principais sucessos. Além de "Mulher de trinta", Luiz Antônio compôs ""Menina moça", "Ri", "Poema das mãos", "Poema do adeus" e a favorita do cantor, "Eu e o Rio" ("A melodia mais linda que alguém já fez, uma beleza de letra", derretia-se Miltinho).
01 setembro, 2023
Os bigodudos da MPB
Em janeiro de 2017 (antes de sua morte, portanto), Belchior, foi homenageado virando nome de um bloco carnavalesco em BH. O "Volta, Belchior", que desfilou no bairro Santa Tereza, com os foliões usando um bigode à la Zapata que nem o cantor.
Billy Blanco, com o seu imponente bigode, é o número 2 da lista.
Outros, sendo citados en passant: Nazareth, Braguinha, Sílvio Caldas, Carlos Galhardo, Dorival Caymmi (e seus filhos Dori e Danilo), Tim Maia, Sivuca, Hermeto, Raul Seixas, Gonzaguinha, Zé Rodrix, Benito de Paula, Tom Zé, Dicró...
Também os letristas Aldir Blanc e Paulo Leminski (cujo bigode pendia pelas laterais do queixo).
E os que adotaram o bigode fino: Orlando Silva, Miltinho, Jackson...
E aquele, com "bigode" inclusive no nome artístico, o Tiago Bigode, que é cantor, compositor e instrumentista. Nascido no Fundão, região da zona leste de São Paulo, ele "faz música para tudo que é coisa!"
Nas fotos da gravação de "Matita Perê", em NY, Tom Jobim ostentava um bigode, talvez seu modesto tributo a esse boom capilar do movimento hippie. Conservava ainda o bigode e uma barba rala - que não durariam muito - no lançamento deste álbum no Clube Caiçaras, na Lagoa Rodrigo de Freitas, em 1973.
Outros, que cultivaram o bigode em determinados períodos da vida: Chico Buarque, Caetano e Toquinho. Atualmente, não mais.
Deixo para o final, Bienvenido Granda. Por ostentar um bigode prodigioso, Bienvenido era apelidado "el bigote que canta", "o bigode que canta", "the mustache that sings", conforme o idioma do país em que estivesse fazendo a turnê. Tendo sido um vocalista cubano, não é strictu sensu um bigodudo da MPB, mas foi quase um deles. Perdi a conta das vezes que ele veio cantar no Ceará trazido pelo comunicador Irapuan Lima.
20 agosto, 2023
Olê!, Olá!, Olerê!, Olará!
São classificadas como interjeições de saudação, chamamento ou invocação: Salve!, Viva!, Olê!, Olá!, Alô!, Ei!, Ô, Ó.
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf89.php
Quando acaba a inspiração para a letra, (compositores) completam a melodia com lalalá, lererê, chananá ou yeah yeah yeah.
Eduardo Affonso, in Xerebecanto
Mulher rendeira
1- (versão do Volta Seca)
Olê, muié renda
A pequena vai no bolso
A maior vai no emborná
http://youtu.be/yxjWPUJmVvA
Que eu te ensino a namorá
http://youtu.be/GvcnD_QA5vY
3 - (Juaneco y su Combo: "Mujer Hilandera", álbum "Leyenda Amazónica")
Ole mujer hilandera ole, ole, ole
Ole mujer hilandera... ole, ole, ole
Tú me enseñas a hacer hilo
Yo te enseño a enamorar
http://youtu.be/Ocym9HVyMP0
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2020/04/mulher-rendeira.html
No carnaval de 1964, caiu no gosto popular a Marcha do remador.
(de Antonio Almeida, defendida por Emilinha Borba)
Se a canoa não virar
Olê, olê, olá
Eu chego lá
http://youtu.be/U92hwU11c1Y
Apareceu a Margarida
1 - O Jogo e a Criança, por Jean Chateau L'ENFANT ET LE JEAU.
N. do T. Guido de Almeida No original "La tour prends gard", que talvez se possa traduzir por "A torre que se cuide". Não conseguimos nenhuma referência sobre esse jogo, quer dos livros, quer das pessoas que consultamos. Com base na pequena informação contida aqui, imaginamos ser algo parecido com o nosso popular "Onde está a Margarida", em que muitas crianças, em círculo, escondem uma outra, a "Margarida", enquanto uma vai cantando: "Onde está a Margarida, olê, olê, olá, onde está a Margarida, olê, seus cavaleiros?"... E as demais respondendo: "Ela está em seu castelo, olê, olê, olá." Etc. A primeira vai retirando as crianças, uma a uma, cantando: "tirando uma pedra, olê, olê, olá, tirando duas pedras olê, olê, olá etc., etc. As demais cantam: uma pedra não faz falta, olê, olê, olá etc, etc. Tudo se repete tantas vezes até ser retirada a última pedra, quando então aparece a Margarida, saudada com alegria: "Apareceu a Margarida! Apareceu a Margarida!". p.58-57
2 - Em outubro de 1967, "Margarida", de Gutemberg e Guarabyra venceu a fase nacional do II FIC, do Rio de Janeiro, deixando "Travessia", de Milton Nascimento em segundo lugar e "Carolina", de Chico Buarque, em terceiro. Mais uma vez, o júri do Festival Internacional se opunha à vontade popular, que pedia para "soltar a voz na estrada".
E ela está em seu castelo, olê, olê, olá
E ela está em seu castelo, olê, seus cavaleiros
http://pdfs.semanticscholar.org/6dce/3909b8b09cb6182a020cfe10c06363968d01.pdf
http://blogdopg.blogspot.com/2018/12/apareceu-margarida.html
http://www.letras.mus.br/marchinhas-de-carnaval/959716/
Olê, olá
(Chico Buarque)
Seu padre toca o sino que é pra todo mundo saber
Que a noite é criança, que o samba é menino
Que a dor é tão velha que pode morrer
Olê! Olê! Olê! Olá!
http://youtu.be/mGPA074Elws
Sinhá Pureza
(Pinduca)
Olê-lê-lê olá-lá-lá
Misturei carimbó siriá
Carimbó sirimbó é gostoso
É gostoso em Belém do Pará
http://www.letras.mus.br/pinduca/1071090/
"Lulaço"
(no Lollapalooza)
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula.
http://youtu.be/6OCUe3b07NQ
Marginália 2
(Torquato Neto e Gil)
Minha terra tem palmeiras
Onde sopra o vento forte
Da fome, do medo e muito
Principalmente da morte
Olelê, lalá
http://youtu.be/TT5Mt5G8CzM
Vai passar
(Francis Hime e Chico Buarque)
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral vai passar.
http://youtu.be/P6C5bZOr3xQ
Pivete
(Francis Hime e Chico Buarque)
Dobra a Carioca, olerê
Desce a Frei Caneca, olará
(adiante:)
Sonha aquela mina, olerê
Prancha, parafina, olará
http://youtu.be/O5dKggN0arA
Se duvidas
(com Zeca Pagodinho e Joanna)
Olerê, olará
Olerê, venha cá
Se eu pudesse abrir
Meu coração e mostrar
http://www.letras.mus.br/joanna/191489/
Querelas do Brasil
(Maurício Tapajós e Aldir Blanc)
Gererê, sarará, cururu -- olerê
Ratatá, bafafá, sururu -- olará
Do Brasil, SOS ao Brasil
Nos nomes pertencentes à letra da música ”Querelas do Brasil” (1980- Aldir Blanc e Maurício Tapajós), duas origens merecem destaque: os topônimos de origem tupi e os topônimos nascidos dos neologismos, criados pelo autor para homenagear pessoas ilustres da cultura nacional (Jobim, CDA, Guimarães Rosa e Mário de Andrade) e suas obras, fazendo alusão à nomeação em homenagem aos heróis e aos seus feitos.
Matita Perê
(Tom Jobim e Paulo César Pinheiro)
No jardim das rosas
de sonho e medo
Pelos canteiros
de espinho e flores
Lá, quero ver você
Olerê, olará,
você me pegar
- As far as I know, and I'm 99% sure about this, it doesn't mean anything. Somewhat like "Ob-la-di Ob-la-da" in the Beatles song.It's just something that rhymes and he made it up for the song.
06 agosto, 2023
Promessas
Isto é lá com Santo Antônio(marchinha junina de Lamartine Babo, intérpretes Carmen Miranda e Mario Reis, ano 1934) Eu pedi numa oração Ao querido São João Que me desse um matrimônio Matrimônio, matrimônio Isto é lá com Santo Antônio. https://youtu.be/F816ZxDZY78
Promessa (samba de Custódio Mesquita e Evaldo Rui, intérprete Sylvio Caldas, disco RCA Victor de 1943) Rezei reza à beça Fiz uma promessa Segui procissão Comprei uma vela Acendi na capela Rezei uma oração Olha o meu gado está morrendo Minha gente chorando Meu campo torrando O senhor me esqueceu Andou chuviscando Andou peneirando Chover, não choveu. https://youtu.be/UPDUU99nU_s
Procissão (samba-rock de Gilberto Gil, ano 1968) E Jesus prometeu coisa melhor Prá quem vive neste mundo sem amor Só depois de entregar o corpo ao chão Só depois de morrer neste sertão Eu também tô do lado de Jesus Só que acho que ele se esqueceu De dizer que na Terra a gente têm De arranjar um jeitinho pra viver. (estrofe 2) https://youtu.be/KDclgRFm_0s
Borandá (de Edu Lobo, intérprete Maria Bethania, selo Elenco de 1866) Já fiz mais de mil promessas Rezei tanta oração Deve ser que eu rezo baixo Pois meu Deus não ouve não. https://youtu.be/-DfK4aeap8k
Permuta dos Santos (de Edu Lobo e Chico Buarque, intérprete Mônica Salmaso ft. pianista Cristóvão Bastos) Outro recurso muito eficaz, o mais eficaz de todos eles, consiste em "contrariar'' os santos. [...] levava-se para ali o S. Sebastião da igreja local, trazendo-se, em troca, [...] a imagem do Senhor do Bonfim, tudo processionalmente, com rezas e cânticos. Enquanto não chovia os santos não voltavam para seus lugares. "Dicionário do Folclore Brasileiro", de Luis da Câmara Cascudo. Bom Jesus de luz neon sai do Bonfim Pra capela de São Carlos Borromeu O Bom Jesus contrariado Deve se lembrar enfim De mandar o tempo de fartura que nos prometeu. (estrofe 3). https://youtu.be/CNBNFnJYoGM
24 junho, 2023
Patentes da MPB
Prossigo citando o Coronel Antônio de Pádua, mais conhecido por Luiz Antônio, autor de "Sassaricando"... todo mundo leva a vida no arame, "Lata d'água"... na cabeça, lá vai Maria, sobe o morro e não se cansa, "Mulher de Trinta"... você, mulher, que já sofreu, e "Barracão" ... de zinco, tradição do meu país. Seu último sucesso foi “Eu Bebo sim”... estou vivendo, tem gente que não bebe e está morrendo, um samba bem humorado que estourou na década de 1970, na voz da divina Elizeth Cardoso.
MC Marechal, Coronel Ludugero, Luís Coronel, Major RD, Capitão Barduíno, Tenente Lisboa (maestro), Cadete ( ou K.D.T., pernambucano de Ingazeira, o primeiro cantor a gravar em cilindros para a Casa Edison) Nelson Sargento (da Estação Primeira de Mangueira, autor de "Agoniza, mas não morre"), Sargentelli e as mulatas, Sargento Martinho (da Vila) e Raimundo Soldado.
(Lista em construção.)
09 maio, 2023
Rita Lee por Rita Lee
"Quando eu morrer, posso imaginar as palavras de carinho de quem me detesta. Algumas rádios tocarão minhas músicas sem cobrar jabá. Fãs, esses sinceros, empunharão meus discos e entoarão 'Ovelha Negra', as TVs já devem ter na manga um resumo da minha trajetória para exibir no telejornal do dia, e uma notinha no obituário de algumas revistas há de sair. Nas redes virtuais, alguns dirão: 'Ué, pensei que a véia já tivesse morrido, kkk'. Nenhum político se atreverá a comparecer a meu velório, uma vez que nunca compareci ao palanque de nenhum deles e me levantaria do caixão para vaiá-los. Enquanto isso, estarei eu, de alma presente no céu, tocando minha autoharp e cantando para Deus: 'Tank you Lord, finally sedated'.
Epitáfio: Nunca foi bom exemplo, mas era gente boa."
Nascida em 31 de dezembro de 1947, em São Paulo, Rita Lee Jones morreu nesta segunda-feira, dia 8. Reclusa nos últimos tempos, a artista recebeu o diagnóstico de câncer de pulmão em 2021, e desde então vinha fazendo tratamentos contra a doença. Seu nome despontou durante o tropicalismo com a banda "Os Mutantes", na década de 1960. Ao ser convidada por Gilberto Gil para acompanhá-lo na canção "Domingo no Parque", no 3º Festival de Música Popular Brasileira da Record. Com os arranjos do maestro Rogério Duprat, a apresentação de Rita Lee e banda marcou a introdução das guitarras na MPB. A quebra de fronteiras entre ritmos e influências, a partir de suas parcerias musicais com o marido Roberto de Carvalho, tornou-se central na consolidação de sua carreira solo (com 55 milhões de discos vendidos). Com ele, como escreveu na autobiografia, seu "rockinho radical virou rockarnaval, tango, bossa, pop, bolero e tal".
Arquivo
2007 Unidos pelo trocadilho
2018 Numa banheira
2021 A Terra com os anéis de Saturno, desculpe o auê
2023 João e Rita (a publicar)
15 março, 2023
Morre Theo de Barros, coautor de "Disparada"
Nascido no Rio de Janeiro, Theo sempre será lembrado, entre outros motivos, por integrar o Quarteto Novo, nos anos 1960.
Em parceria com Geraldo Vandré, fez a canção "Disparada", que dividiu o 1.º lugar com "A Banda", de Chico Buarque, no festival da TV Record, em 1966.
Outro de seus sucessos foi "Menino das Laranjas", que Elis Regina gravou em seu primeiro compacto.
Foi também diretor musical de peças teatrais como "Arena conta Zumbi" e gravou seis álbuns em sua carreira. Fonte: Jornal GGN


