Muitos historiadores concordam que Cristóvão Colombo, o primeiro navegador europeu a chegar à América, era um homem extremamente inteligente.
Embora tenhamos poucas certezas sobre a sua vida, é consenso que sua inteligência e agilidade o ajudaram em diversas ocasiões, tanto para conseguir o que procurava como para driblar as dificuldades.
Uma dessas ocasiões ocorreu em 1504, quando Colombo ficou preso na Jamaica durante sua quarta e última viagem ao continente americano.
Ele e cem homens acabaram encalhados no norte da Jamaica.
Enquanto esperavam ajuda, Colombo conseguiu trocar alguns de seus pertences por comida com os nativos. Com o passar do tempo, a relação com os indígenas começou a se deteriorar, e estes se opuseram a levar comida para ele.
Então, para conseguir o que queria dos nativos da ilha, ele se voltou para seus amplos conhecimentos astronômicos. Colombo elaborou um plano tão brilhante quanto perverso: assustar os aborígines com um eclipse que ocorreria em 29 de fevereiro de 1504, o dia extra daquele ano bissexto.
Estas duas páginas do almanaque Regiomontano descrevem os eclipses do Sol e da Lua. No canto inferior direito está descrito o eclipse lunar de 29 de fevereiro de 1504 usado por Cristóvão Colombo.
O navegador sabia por seus estudos que não seria um eclipse qualquer, mas um eclipse lunar que mancharia o satélite natural da Terra de vermelho como o sangue. E ele poderia apresentá-lo como um castigo divino do qual os nativos não podiam escapar.
Colombo foi um gênio do engano. E essa foi uma ideia salvadora.
Esse episódio é narrado com detalhes no livro "O Memorial dos Livros Naufragados", do historiador inglês Edward Wilson-Lee.
Extraído de: O eclipse que salvou a vida de Cristóvão Colombo em viagem à América, por Analía Llorente, BBC News
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29 fevereiro, 2024
02 maio, 2022
O "Novo Mundo" antes da chegada de Colombo
Quando Cristóvão Colombo chegou ao outro lado do Atlântico em 12 de outubro de 1492, o "Novo Mundo" era um lugar complexo, diverso e fascinante.
Ao contrário do que fizeram parecer muitos relatos de europeus na época, o continente era muito povoado e abrigava sociedades dinâmicas, cuja sofisticação, em muitos casos, não tinha paralelo na Europa.
Nas Américas viviam entre 40 e 60 milhões de pessoas, segundo estimativas mais recentes. Elas falavam cerca de 1.200 idiomas diferentes, agrupados em 120 famílias linguísticas, disse à BBC News Brasil Charles C. Mann, autor do livro "1491 - Novas revelações das Américas antes de Colombo".
Desde estruturas sociais quase democráticas, passando pelo manejo de florestas e o domínio da engenharia e da matemática, os povos originários da região ajudaram a criar grande parte do mundo que vivemos hoje, mesmo que não tenham recebido o crédito. Um exemplo disso é o milho, [1] uma criação mesoamericana que revolucionou a alimentação humana e se tornou um componente essencial na dieta mundial.
"A domesticação e a manipulação genética de plantas é a tecnologia mais impressionante desenvolvida pelos indígenas na América", disse à BBC Brasil o arqueólogo americano Kurt Anschuetz, especialista na agricultura de povos pré-colombianos da América do Norte.
Os nativos também tinham "uma dieta mais equilibrada e mais nutritiva” do que em outras partes do mundo na época, graças não somente ao milho, mas também ao cultivo da batata, [2] do abacate, do tomate e das abóboras, entre outros. Diferentemente do que ocorría no "Velho Mundo", não havia evidência de períodos de fome prolongada entre eles, segundo Charles C. Mann.
Extraído de: Como realmente era a América antes da chegada de Colombo? - BBC News
N. do E.
[1] Em 15 de novembro de 1492, dois mensageiros de Colombo, que regressaram de uma exploração em Cuba, declararam haver visto "una clase de grano que llamam maíz de buen sabor cocinado, seco y en harina". Tinham visto o milho, o qual foi sendo encontrado sucessivamente em toda América - do Chile ao Canadá. Ainda que os conquistadores não chegassem a dar conta disso, este grão dourado nativo da América se tornaria mais importante para o mundo do que todo o ouro e toda a prata do México e do Peru.
[2] A batata é nativa da Cordilheira dos Andes, onde, quando os europeus chegaram, ela se tornou a principal cultura de um império tão grande e provavelmente mais grandioso do que qualquer outro na Europa. "Era como pão na França, ou arroz no sul da China", diz Charles C. Mann, autor de "1491: New Revelations of the Americas Before Columbus" (1491: Novas Revelações das Américas Antes de Colombo). Nos Andes há milhares de variedades de batatas e muitos métodos de preparação que ainda são essencialmente desconhecidos em outros lugares, embora a batata seja agora uma cultura global.
Ao contrário do que fizeram parecer muitos relatos de europeus na época, o continente era muito povoado e abrigava sociedades dinâmicas, cuja sofisticação, em muitos casos, não tinha paralelo na Europa.
Nas Américas viviam entre 40 e 60 milhões de pessoas, segundo estimativas mais recentes. Elas falavam cerca de 1.200 idiomas diferentes, agrupados em 120 famílias linguísticas, disse à BBC News Brasil Charles C. Mann, autor do livro "1491 - Novas revelações das Américas antes de Colombo".
Desde estruturas sociais quase democráticas, passando pelo manejo de florestas e o domínio da engenharia e da matemática, os povos originários da região ajudaram a criar grande parte do mundo que vivemos hoje, mesmo que não tenham recebido o crédito. Um exemplo disso é o milho, [1] uma criação mesoamericana que revolucionou a alimentação humana e se tornou um componente essencial na dieta mundial.
"A domesticação e a manipulação genética de plantas é a tecnologia mais impressionante desenvolvida pelos indígenas na América", disse à BBC Brasil o arqueólogo americano Kurt Anschuetz, especialista na agricultura de povos pré-colombianos da América do Norte.
Os nativos também tinham "uma dieta mais equilibrada e mais nutritiva” do que em outras partes do mundo na época, graças não somente ao milho, mas também ao cultivo da batata, [2] do abacate, do tomate e das abóboras, entre outros. Diferentemente do que ocorría no "Velho Mundo", não havia evidência de períodos de fome prolongada entre eles, segundo Charles C. Mann.
Extraído de: Como realmente era a América antes da chegada de Colombo? - BBC News
N. do E.
[1] Em 15 de novembro de 1492, dois mensageiros de Colombo, que regressaram de uma exploração em Cuba, declararam haver visto "una clase de grano que llamam maíz de buen sabor cocinado, seco y en harina". Tinham visto o milho, o qual foi sendo encontrado sucessivamente em toda América - do Chile ao Canadá. Ainda que os conquistadores não chegassem a dar conta disso, este grão dourado nativo da América se tornaria mais importante para o mundo do que todo o ouro e toda a prata do México e do Peru.
[2] A batata é nativa da Cordilheira dos Andes, onde, quando os europeus chegaram, ela se tornou a principal cultura de um império tão grande e provavelmente mais grandioso do que qualquer outro na Europa. "Era como pão na França, ou arroz no sul da China", diz Charles C. Mann, autor de "1491: New Revelations of the Americas Before Columbus" (1491: Novas Revelações das Américas Antes de Colombo). Nos Andes há milhares de variedades de batatas e muitos métodos de preparação que ainda são essencialmente desconhecidos em outros lugares, embora a batata seja agora uma cultura global.
12 outubro, 2021
Colombo e as sereias
Em 9 de janeiro de 1493, Cristóvão Colombo observou algo que já tinha visto nas costas da África: sereias. Em seu diário, ele descreveu o encontro com três sereias que se elevaram acima da superfície do mar.
Provavelmente confundindo peixes-boi com sereias, "e disposto a dar um caráter maravilhoso a tudo neste Novo Mundo, Colombo identificou esses mamíferos aquáticos com as sereias de uma história antiga", explicou o historiador Washington Irving.
Em seu diário, Colombo também acrescentou que as sereias não eram, de forma alguma, tão bonitas quanto as que eram retratadas nos contos populares.
Até então, as sereias eram tradicionalmente descritas como criaturas de grande beleza. E, de geração em geração, lendas foram contadas sobre as suas vozes hipnotizantes que enfeitiçavam os marinheiros para que estes ingressassem em seu mundo.
Provavelmente confundindo peixes-boi com sereias, "e disposto a dar um caráter maravilhoso a tudo neste Novo Mundo, Colombo identificou esses mamíferos aquáticos com as sereias de uma história antiga", explicou o historiador Washington Irving.
Em seu diário, Colombo também acrescentou que as sereias não eram, de forma alguma, tão bonitas quanto as que eram retratadas nos contos populares.
Até então, as sereias eram tradicionalmente descritas como criaturas de grande beleza. E, de geração em geração, lendas foram contadas sobre as suas vozes hipnotizantes que enfeitiçavam os marinheiros para que estes ingressassem em seu mundo.
Arquivo
12/10/10 - Descobrimento da América
12/10/11 - Doze de Outubro
12/08/13 - O Ovo de Colombo
12/10/16 - Colombo e o cristianismo: você sabia?
12/10/17 - Colombo em Cubanakan
27/01/18 - Foi Cristóvão Colombo um nobre português?
12/10/18 - Colombo e os russos
12/10/20 - As dificuldades de Colombo para conseguir patrocínio
Relacionado com sereias: A surdez temporária dos argonautas
12/10/11 - Doze de Outubro
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Relacionado com sereias: A surdez temporária dos argonautas
12 outubro, 2020
Por que Cristóvão Colombo teve dificuldades para conseguir patrocínio?
Porque Colombo estava errado, e o Rei de Portugal sabia disso.
Quando Colombo estimou a circunferência da Terra, ele a subestimou de uma maneira tal que colocava a Ásia muito mais perto do que realmente estava e, portanto, sua viagem parecia fadada ao fracasso.
Colombo teve sorte, porém, porque havia entre a Europa e a Ásia um continente inteiro (as Américas), que ele não conhecia. Considerando que seu objetivo era alcançar a Ásia do outro lado do Atlântico e esta era a sua proposta, o objetivo de Colombo era totalmente impossível.
A Rainha da Espanha também sabia disso e muitos supõem de fato que ela também acreditava que a viagem fracassaria, mas queria se livrar de centenas de soldados problemáticos que atormentavam o país desde o cerco a Granada; que solução melhor do que deixá-los partir numa viagem condenada?
O que ninguém esperava era que ele encontrasse isso:
Alex Parker. Why did Christopher Columbus have trouble getting funding? In: Quora
Luiz Carlos Lopez (tradutor)
12/10/10 - Descobrimento da América
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Quando Colombo estimou a circunferência da Terra, ele a subestimou de uma maneira tal que colocava a Ásia muito mais perto do que realmente estava e, portanto, sua viagem parecia fadada ao fracasso.
Colombo teve sorte, porém, porque havia entre a Europa e a Ásia um continente inteiro (as Américas), que ele não conhecia. Considerando que seu objetivo era alcançar a Ásia do outro lado do Atlântico e esta era a sua proposta, o objetivo de Colombo era totalmente impossível.
A Rainha da Espanha também sabia disso e muitos supõem de fato que ela também acreditava que a viagem fracassaria, mas queria se livrar de centenas de soldados problemáticos que atormentavam o país desde o cerco a Granada; que solução melhor do que deixá-los partir numa viagem condenada?
O que ninguém esperava era que ele encontrasse isso:
Alex Parker. Why did Christopher Columbus have trouble getting funding? In: Quora
Luiz Carlos Lopez (tradutor)
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12/10/18 - Colombo e os russos
12 outubro, 2018
Colombo e os russos
Colombo demorou dois meses em três navios com vazamentos para chegar à América e abrir um novo capítulo na exploração marítima. Os russos estavam a poucas dezenas de quilômetros do Alasca (menos, se você contar as ilhas) e nunca conseguiram descobrir a América antes de 1492. Por que não conseguiram isso?
Sei lá. Combinamos com os russos que não largaríamos do pé de Colombo.
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Sei lá. Combinamos com os russos que não largaríamos do pé de Colombo.
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27/01/18 - Foi Cristóvão Colombo um nobre português?
27 janeiro, 2018
Foi Cristóvão Colombo um nobre português?
Um explorador italiano, Cristóvão Colombo, tornou-se famoso por sua descoberta do Novo Mundo. Mas uma teoria histórica recente sugere que Colombo não nasceu em Gênova, na Itália, e sim que era um nobre português que adotou o nome quando se mudou para a Espanha — e o DNA de um esqueleto poderá provar isso.
A teoria de sua ascendência portuguesa foi apresentada pela primeira vez por Fernando Branco, professor de engenharia civil da Universidade de Lisboa, em um livro publicado em 2012. Branco observa que a história pessoal de Colombo nunca foi completamente compreendida, e afirma que seu nome e vida podem ter sido uma capa. Existem numerosas semelhanças entre a vida de Colombo e a de um Pedro Ataíde, este último supostamente morto em 1476 em uma batalha naval no Cabo de São Vicente. Mas Ataíde, que teria sobrevivido nadando até a costa do Algarve, pode ter-se renomeado com o nome de um soldado francês chamado Culon, um companheiro de luta naquela batalha, porque com o nome de Ataíde seria perseguido.
Branco diz, ainda, que as menções históricas a Colombo envolvem seu nado depois de um naufrágio; outros detalhes entre as vidas de Ataíde e Columbo também se correlacionam, e o próprio Colombo nunca assinou seu nome como tal.
Em 2006, pesquisadores espanhóis sequenciaram o DNA de Hernando Colón (ou Fernando Colombo), filho e biógrafo de Cristóvão Colombo. Os restos de Fernando são os únicos que até agora foram autenticados como um parente próximo do famoso explorador, e o DNA extraído dos ossos tem sido usado como uma forma de identificar onde o próprio Colombo foi enterrado.
Os antropólogos portugueses, liderados pela professora Eugenia Cunha, da Universidade de Coimbra, removeram o esqueleto de Ataíde do seu lugar de descanso na igreja da Quinta de Santo António da Castanheira, perto de Lisboa. Se a teoria de Branco estiver correta — e ela tem o apoio de alguns historiadores da Academia Portuguesa de História — a próxima análise de DNA deverá fornecer dados sólidos para respaldá-la. Mas se os ossos de António de Ataíde não estiverem bem conservados, ou se os resultados do DNA não forem conclusivos, os pesquisadores podem ter que voltar ao campo da hipótese para recompor a vida pregressa de Cristóvão Colombo.
Extraído de: DNA Testing Of Skeleton May Prove Christopher Columbus Was Really Portuguese, por Kristina Killgrove. In: Forbes
A teoria de sua ascendência portuguesa foi apresentada pela primeira vez por Fernando Branco, professor de engenharia civil da Universidade de Lisboa, em um livro publicado em 2012. Branco observa que a história pessoal de Colombo nunca foi completamente compreendida, e afirma que seu nome e vida podem ter sido uma capa. Existem numerosas semelhanças entre a vida de Colombo e a de um Pedro Ataíde, este último supostamente morto em 1476 em uma batalha naval no Cabo de São Vicente. Mas Ataíde, que teria sobrevivido nadando até a costa do Algarve, pode ter-se renomeado com o nome de um soldado francês chamado Culon, um companheiro de luta naquela batalha, porque com o nome de Ataíde seria perseguido.
Branco diz, ainda, que as menções históricas a Colombo envolvem seu nado depois de um naufrágio; outros detalhes entre as vidas de Ataíde e Columbo também se correlacionam, e o próprio Colombo nunca assinou seu nome como tal.
Em 2006, pesquisadores espanhóis sequenciaram o DNA de Hernando Colón (ou Fernando Colombo), filho e biógrafo de Cristóvão Colombo. Os restos de Fernando são os únicos que até agora foram autenticados como um parente próximo do famoso explorador, e o DNA extraído dos ossos tem sido usado como uma forma de identificar onde o próprio Colombo foi enterrado.
Os antropólogos portugueses, liderados pela professora Eugenia Cunha, da Universidade de Coimbra, removeram o esqueleto de Ataíde do seu lugar de descanso na igreja da Quinta de Santo António da Castanheira, perto de Lisboa. Se a teoria de Branco estiver correta — e ela tem o apoio de alguns historiadores da Academia Portuguesa de História — a próxima análise de DNA deverá fornecer dados sólidos para respaldá-la. Mas se os ossos de António de Ataíde não estiverem bem conservados, ou se os resultados do DNA não forem conclusivos, os pesquisadores podem ter que voltar ao campo da hipótese para recompor a vida pregressa de Cristóvão Colombo.
Extraído de: DNA Testing Of Skeleton May Prove Christopher Columbus Was Really Portuguese, por Kristina Killgrove. In: Forbes
12 outubro, 2017
Colombo em Cubanakan
Sua 1ª expedição (de Cristóvão Colombo) a Cuba foi um exemplo do seu estado de espírito e de suas técnicas de exploração e, em outubro de 1492, as caravelas entraram na baía de Bariay em Cuba. Aí, os nativos que levara como intérpretes falaram com os índios locais que disseram haver muito ouro em Cubanakan (que significava média Cuba).
Colombo se convenceu de que eles disseram "El Gran Can" (o Grande Khan) e, imediatamente, mandou uma embaixada ao encontro desse oriental. Um sábio que falava árabe foi encarregado de chefiar a embaixada, acompanhado de um marinheiro que anos antes encontrara um rei africano na Guiné e, por isso, deveria saber lidar com a realeza exótica.
Levaram equipamento diplomático como passaporte latino, uma carta dos Reis Católicos para Sua Majestade Chinesa e um presente valioso para o Grande Khan, além de contas de vidro e bugigangas a fim de comprarem comida no caminho. Mas, encontraram apenas 50 cabanas com telhados de palmeiras, onde o cacique local banqueteou-os como a mensageiros do céu e as pessoas beijaram-lhes os pés. Mas não obtiveram notícia alguma do Grande Khan.
Regressando ao porto, os dois embaixadores de Colombo tiveram um encontro com um grupo de índios a pé com um tição na mão e ervas para fumarem. O comprido charuto era aceso a cada parada e, depois de passado de mão em mão, cada membro do grupo inalava a fumaça, constituindo-se no primeiro registro existente do encontro dos europeus com o tabaco.
Entretanto, no porto, Colombo estudava os números para confirmar sua convicção de que Cuba era a província referida por Marco Polo e, por isso, ocupava seus momentos livres colhendo espécimes botânicos que julgava só poderem ser encontrados na Ásia.
Leia mais em: www.webartigos.com/artigos/india-um-paraiso-achado-e-perdido-por-colombo
12/10/1492 - Descobrimento da América
Doze de Outubro
O Ovo de Colombo
Colombo e o cristianismo: você sabia?
Colombo se convenceu de que eles disseram "El Gran Can" (o Grande Khan) e, imediatamente, mandou uma embaixada ao encontro desse oriental. Um sábio que falava árabe foi encarregado de chefiar a embaixada, acompanhado de um marinheiro que anos antes encontrara um rei africano na Guiné e, por isso, deveria saber lidar com a realeza exótica.
Levaram equipamento diplomático como passaporte latino, uma carta dos Reis Católicos para Sua Majestade Chinesa e um presente valioso para o Grande Khan, além de contas de vidro e bugigangas a fim de comprarem comida no caminho. Mas, encontraram apenas 50 cabanas com telhados de palmeiras, onde o cacique local banqueteou-os como a mensageiros do céu e as pessoas beijaram-lhes os pés. Mas não obtiveram notícia alguma do Grande Khan.
Regressando ao porto, os dois embaixadores de Colombo tiveram um encontro com um grupo de índios a pé com um tição na mão e ervas para fumarem. O comprido charuto era aceso a cada parada e, depois de passado de mão em mão, cada membro do grupo inalava a fumaça, constituindo-se no primeiro registro existente do encontro dos europeus com o tabaco.
Entretanto, no porto, Colombo estudava os números para confirmar sua convicção de que Cuba era a província referida por Marco Polo e, por isso, ocupava seus momentos livres colhendo espécimes botânicos que julgava só poderem ser encontrados na Ásia.
Leia mais em: www.webartigos.com/artigos/india-um-paraiso-achado-e-perdido-por-colombo
CUBANAKAN (COUBANAKAN), de Moisés Simon e Sauvat-Chamfleury
com Emilinha Borba (port.) e Ney Matogrosso (esp.)
12/10/1492 - Descobrimento da América
Doze de Outubro
O Ovo de Colombo
Colombo e o cristianismo: você sabia?
12 outubro, 2016
Colombo e o cristianismo: você sabia?
Contrariando a lenda, Colombo não navegou para provar que a Terra era redonda. Os europeus mais instruídos e os marinheiros já sabiam disso.
Colombo estimou o tamanho do Oceano Atlântico a partir de sua leitura da Bíblia. Ele leu no segundo livro de Esdras (no Apocrypha) que Deus criou o mundo em sete partes, seis deles de terra seca e o sétimo de água. Assim, ele calculou que o oceano que separa Portugal do Cipangu (Japão) seria um sétimo da circunferência da Terra, isto é, cerca de 2.400 milhas. E imaginou que, se navegasse umas 100 milhas por dia, ele poderia alcançar as Índias em cerca de 30 dias.
Durante as viagens de Colombo, as tripulações dos navios observavam ritos religiosos. Toda vez que a ampulheta marcava meia hora (seu principal meio de medir o tempo), eles gritaram: "Bendita seja a hora do nascimento do Nosso Salvador / abençoada seja a Virgem Maria que lhe deu à luz / E bendito seja João que o batizou." Ao fim de cada dia, eles cantavam as vésperas juntos (embora supostamente eles cantavam desafinados).
Somente em sua terceira viagem Colombo realmente desembarcou na América Continental. Vendo quatro rios que corriam na terra, ele acreditou que tivesse encontrado o Jardim do Éden. À data da sua morte, em 1506, Colombo estava ainda convencido que as suas expedições tinham sido realizadas ao longo da costa oriental da Ásia.
Católicos irlandeses e franceses argumentaram que Colombo, que "trouxe a fé cristã à metade do mundo", deveria ser nomeado santo.Embora o movimento tivesse a aprovação do Papa Pio IX (pontificado: 1846-1878), Colombo nunca foi canonizado, porque ele teve um filho ilegítimo, e não havia nenhuma prova de que ele tinha realizado um milagre.
Colombo e o cristianismo: você sabia?, por Thomas S. Gilles, CHI magazine
(continua)
12/10/1942 - Descobrimento da América | Doze de Outubro | O Ovo de Colombo | A descoberta da América pelos russos
Colombo estimou o tamanho do Oceano Atlântico a partir de sua leitura da Bíblia. Ele leu no segundo livro de Esdras (no Apocrypha) que Deus criou o mundo em sete partes, seis deles de terra seca e o sétimo de água. Assim, ele calculou que o oceano que separa Portugal do Cipangu (Japão) seria um sétimo da circunferência da Terra, isto é, cerca de 2.400 milhas. E imaginou que, se navegasse umas 100 milhas por dia, ele poderia alcançar as Índias em cerca de 30 dias.
Durante as viagens de Colombo, as tripulações dos navios observavam ritos religiosos. Toda vez que a ampulheta marcava meia hora (seu principal meio de medir o tempo), eles gritaram: "Bendita seja a hora do nascimento do Nosso Salvador / abençoada seja a Virgem Maria que lhe deu à luz / E bendito seja João que o batizou." Ao fim de cada dia, eles cantavam as vésperas juntos (embora supostamente eles cantavam desafinados).
Somente em sua terceira viagem Colombo realmente desembarcou na América Continental. Vendo quatro rios que corriam na terra, ele acreditou que tivesse encontrado o Jardim do Éden. À data da sua morte, em 1506, Colombo estava ainda convencido que as suas expedições tinham sido realizadas ao longo da costa oriental da Ásia.
Católicos irlandeses e franceses argumentaram que Colombo, que "trouxe a fé cristã à metade do mundo", deveria ser nomeado santo.Embora o movimento tivesse a aprovação do Papa Pio IX (pontificado: 1846-1878), Colombo nunca foi canonizado, porque ele teve um filho ilegítimo, e não havia nenhuma prova de que ele tinha realizado um milagre.
Colombo e o cristianismo: você sabia?, por Thomas S. Gilles, CHI magazine
(continua)
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