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25 julho, 2026

O galante salteador

Esta imagem é uma pintura intitulada "Claude Duval" (1860), de William Powell Frith, retratando o famoso salteador francês do século XVII com um chapéu e uma casaca vermelha distinta. A obra representa a lenda de Claude Duval dançando com uma dama nobre após roubar sua carruagem.


Segundo a lenda, o salteador francês Claude Duval concordou em não roubar um cavalheiro se a esposa deste dançasse o minueto com ele, à beira da estrada. Ele foi enforcado em Tyburn em 1670, "para a grande tristeza das mulheres".
Sua lápide no Covent Garden diz:
"Aqui jaz Duval:
Leitor, se fores homem, olha para a tua bolsa; se fores mulher, para o teu coração."

29 julho, 2024

"Festa dos Deuses"

Jogos Olímpicos franceses vêm a público esclarecer que a performance das drag queens não fazia referência ao quadro "A Última Ceia", de Leonardo da Vinci, como muitos acreditaram, mas sim à obra 👉"Festa dos Deuses" (Le Festin des Dieux), de Jan Harmensz van Bijlert,👈 pintada por volta de 1635 e mantida no Museu Magnin, em Dijon.

No Olimpo, os deuses estão reunidos para um banquete que celebra o casamento de Tétis e Peleu. À esquerda estão Minerva, Diana, Marte e Vênus acompanhados de Cupido. Flora, a deusa da primavera, está por trás deles. Apolo coroado, identificável por sua lira, preside o centro da mesa. Reconhecemos ainda Hércules com sua clava e Netuno com seu tridente. Na extrema direita, Eris colocou o pomo da discórdia sobre a mesa. Faltam alguns deuses, provavelmente devido ao corte sofrido pela tela na parte esquerda; a presença do pavão de Juno sugere isso. (Magnin Musée)

15 março, 2022

Idos de março

Idos (do latim idus, uum) eram uma das três divisões dos meses no calendário romano (as outras eram as calendas e as nonas). Os idos eram os dias 15 de março, de maio, de julho e de outubro, e o dia 13 nos meses restantes.
Ficaram célebres os idos de março do ano 44 a.C., data em que Júlio César foi assassinado por Bruto e outros conspiradores.

A morte de César, por Vicenzo Camuccini

18 fevereiro, 2022

O Grito da Natureza

A obra mais famosa do norueguês Edvard Munch, O Grito (1893), vem ganhando popularidade ao longo dos anos por supostamente representar uma pessoa que grita desesperadamente. Segundo o Museu Britânico, não existe o tal grito, e eles têm como provar isso, relata The Telegraph.
A instituição afirma ter uma impressão em preto e branco da pintura que seria uma evidência do erro que cometemos há várias décadas. Isto foi afirmado por Giulia Bartrum, curadora da próxima exposição artística em homenagem a Munch:

"Esta versão rara de O Grito que exibimos no Museu Britânico deixa claro que a obra de arte mais famosa de Munch representa uma pessoa que ouve um 'grito' e não, como muitas pessoas continuam a assumir e debater, uma pessoa que grita."
Essa interpretação é baseada no fato de que a litografia monocromática, diferentemente das pinturas coloridas, possui uma escrita do artista norueguês que diz:
"Eu senti um grande grito em toda a natureza."
O texto de Edvard Munch se refere ao que o inspirou a criar o trabalho. Em 1883, enquanto em Oslo, o pintor estava caminhando ao longo de um fiorde quando o céu começou a ter uma tonalidade avermelhada, uma percepção que teve um enorme impacto sobre ele. Nesse sentido, Bartrum disse:
"Munch deliberadamente incluiu o título desta versão para descrever como ele foi inspirado pela ansiedade que de repente sentiu. Eu estava tentando capturar uma emoção ou momento no tempo. Através da inscrição, sabemos como ele se sentiu. As pessoas pensam que esta é uma pessoa que grita, mas não é isso que está acontecendo."
Ele é um homem que ouve, seja na cabeça ou não. Sente a sensação de que a natureza está gritando ao seu redor. Não tenho dúvida de que essa figura icônica está reagindo às forças externas da natureza naquela encosta. O que ainda pode ser debatido é se, para Munch, essas forças eram reais ou psicológicas.
Se essa dedução estiver correta, a conhecida representação de O Grito, uma das obras de arte mais famosas do mundo, teria uma nova conotação após muitos anos de debate. Via

Os artistas são as antenas da raça
Ele verdadeiramente ouviu um grito. Da Indonésia para a Noruega, em 27 de agosto de 1883 - relacionado com a erupção final do vulcão Krakatoa. (PGCS)

15 fevereiro, 2022

Com olhos

Um segurança, entediado com seu primeiro dia de trabalho no Centro Yeltsin, na Rússia, decidiu desenhar os olhos em duas destas "Três Figuras" de Anna Leporskaya.


Ele utilizou-se de uma caneta para fazer o estrago. Felizmente, como destaca o site Art Newspaper Russia, foi uma "sorte" o segurança não ter feito pressão com a caneta ao desenhar os olhos. E a obra de arte poderá ser restaurada sem consequências, a um custo estimado em 3 mil dólares.
A artista Anna Leporskaya morreu em 1982, aos 82 anos. Esse quadro teria sido pintado entre 1932 e 1934.

08 março, 2021

O Jardim Desabitado, de JM Ballester

Para satisfazer a curiosidade de quem deseja saber como ficaria O Jardim das Delícias Terrenas, famosa pintura a óleo de Hieronymus Bosch (El Bosco), quando desprovido das muitas criaturas coloridas que tão densamente o ocupam.


Cuadros desalojados, Vetustideces

21 outubro, 2020

O comedor de ostras

"Quem primeiro comeu uma ostra era uma alma corajosa."

A coragem do primeiro comedor de ostras é reconhecida há pelo menos quatrocentos anos. As primeiras evidências publicadas foram escritas por Thomas Moffett, um influente médico inglês que morreu em 1604. Mas várias figuras fizeram observações semelhantes ao longo dos anos. John Ward, em 1661, ao incluir um comentário sobre as ostras em seu diário (creditando-o ao rei James I, que havia morrido em 1625); John Gay, em 1716, ao versejar "... que, na costa rochosa, / primeiro quebrou o casaco perolado da ostra"; e Jonathan Swift, em 1738, quando criou este diálogo para dois personagens:
Lady Smart: "Senhoras e senhores, vocês comerão ostras antes do jantar?"
Coronel Atwit: "Com todo o meu coração." [Toma uma ostra.]
Ele era um homem ousado, o primeiro a comer uma ostra.
Além dos supracitados autores, todos eles ingleses, o polígrafo americano Benjamin Franklin. Ele incluiu no "Poor Richard's Almanack", em 1753, uma versão ligeiramente alterada dos versos de John Gay. Em conclusão, todos eles, de Moffet a Ben, ajudaram a popularizar essa sabedoria proverbial.
http://quoteinvestigator.com/2020/01/11/oyster/#more-437287

O pintor e gravador belga James Ensor produziu paisagens, naturezas-mortas e retratos, além de cenas do gênero com sua irmã, mãe e tia. "La mangeuse d'huîtres" (O comedor de ostras), o ponto alto de seu trabalho na época, reúne esses diferentes gêneros pictóricos magnificamente. A imagem mostra sua irmã Mitche concentrada em comer ostras, com uma profusão de flores, pratos e toalhas de mesa diante dela, Mas esse quadro certamente era ousado demais para o ambiente altamente conservador da época e foi rejeitado no Salão de 1882, em Antuérpia.

As ostras não são os únicos moluscos que podem produzir pérolas: mexilhões e amêijoas também produzem pérolas, mas esta é uma ocorrência muito mais rara.
A esta relação dos moluscos formadores de pérolas devemos acrescentar também o sururu. A partir da experiência por que passou o genealogista e historiador Ormuz Simonetti ao se deliciar com um caldo de sururu.
Bem, deixemos que ele mesmo descreva como encontrou essa pérola:
"Estávamos em animada conversa quando foi servido o caldinho de sururu ao leite de coco. Logo na primeira porção que me foi servida, mastiguei algo estranho. A princípio pensei tratar-se de uma pedra e temi pela possibilidade de ter quebrado algum dente. Mas, ao colocar a mão na boca e retirar aquele corpo estranho, surgiu diante dos meus olhos algo bem diferente do que esperava ver. Fiquei observando na ponta de meu dedo indicador uma bela e minúscula pérola. A princípio não acreditei no que meus olhos viam, ao tempo que meu cérebro insistia no que me recusava a acreditar. Até aquela data nunca tinha ouvido falar que alguém tivesse encontrado uma pérola dentro de um marisco, mesmo porque não era de meu conhecimento que fosse possível encontrar pérolas dentro desses moluscos. Sempre ouvia falar que elas são encontradas dentro de ostras."
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2011/05/perola-de-sururu.html

14 abril, 2020

A história do gótico americano (2)




Gótico Americano é uma pintura de Grant Wood, de 1930, que mostra um granjeiro e sua tímida filha em frente à casa em que vivem, em Iowa.
Ao longo dos anos, o quadro já deu motivo a muitas paródias. Elas geralmente consistem em colocar pessoas diferentes ou animais no lugar da icônica dupla.

Noventa anos depois...
Patrick Blower colocou-os de quarentena.

26 outubro, 2019

O ábaco chinês

O ábaco chinês tem 2 contas em cada vareta de cima e 5 em cada vareta de baixo, razão pela qual é referido como ábaco 2/5.
O ábaco 2/5 sobreviveu sem qualquer alteração até 1850, o ano em que aparece o ábaco do tipo 1/5, mais fácil de manusear.
Seu nome em mandarim é "suanpan", que significa "prato de cálculo". No quadro "Cenas à Beira-mar no Festival de Qingming", pintado em um pergaminho por Zhang Zeduan (1085-1145), um "suanpan" é visto em um apotecário ao lado de um livro de encargos e de prescrições do médico.
[https://www.custojusto.pt/setubal/coleccoes/abaco-chines-27733147]


No Wiki - Foi mostrado que alunos chineses conseguem fazer contas complexas com um ábaco, mais rapidamente do que um ocidental equipado com uma moderna calculadora electrônica. Embora a calculadora apresente a resposta quase instantaneamente, o aluno chinês consegue terminar o cálculo antes mesmo de seu competidor acabar de digitar os algarismos no teclado da calculadora.

Na Bozolândia - Em uma transmissão ao vivo no Face do presidente Jair, Abraham Weintraub usou barras de chocolate para explicar o bloqueio no orçamento repassado a universidades federais. No vídeo, ele espalhou 100 barras de doce na mesa, retirou "três, três e meio chocolatinhos" e afirmou que não estaria cortando e sim deixando para comer depois de setembro. No entanto, três chocolates e meio representam um bloqueio de 3,5% e não os 30% anunciados pelo MEC, o que gerou confusão.
[https://twitter.com/i/moments/1126797136547516417]

Jair nem esperou setembro. E entendeu que era para JÁ IR comendo a sua parte do chocolate contingenciado.
Ah, a falta que um ábaco faz!

10 maio, 2019

A verdade mora num poço

"A verdade, meu amor, mora num poço." 
Noel Rosa, no samba "Positivismo"


La Vérité sortant du puits armée de son martinet pour châtier l'humanité (A Verdade vem do poço armada com seu chicote (*) para castigar a humanidade) é uma pintura de 1896 do artista francês Jean-Léon Gérôme.
De acordo com seu biógrafo Charles Moreau-Vauthier , Gérôme dormiu com a pintura acima de sua cama e foi encontrado após sua morte com o braço esticado em direção a ela em um gesto de despedida.
(*) O gato de nove caudas, um tipo de chicote utilizado na flagelação. Consiste de uma base de madeira ou outro material rígido, tendo nove tiras de couro com pedacinhos de metal em suas pontas.

Segundo uma parábola, a Verdade e a Mentira se encontraram um dia.
A Mentira diz à Verdade: "Hoje é um dia maravilhoso!" A Verdade olha para os céus e suspira, pois o dia era realmente lindo.
Elas andam algum tempo juntas e chegam finalmente a um poço.
A Mentira diz à Verdade: "A água esta muito boa, vamos tomar um banho juntas!" A Verdade testa a água e confirma que a água realmente está gostosa.
Elas então se despem e começam a tomar banho. De repente, a Mentira sai da água, veste as roupas da Verdade e foge.
A Verdade, furiosa, sai do poço e corre atrás da Mentira para pegar suas roupas de volta.
Vendo a Verdade nua, o mundo desvia o olhar com desprezo e raiva. E a Verdade volta ao poço, no qual desaparece para sempre escondendo sua vergonha.
Desde então, a Mentira viaja pelo mundo vestida como a Verdade, porque o mundo, em todo caso, não nutre nenhum desejo de encontrar a Verdade nua.

12 janeiro, 2019

Cavalaria também é cultura

Aqui está o mais puro exemplo de como temos, muitas vezes, de nos adaptar às atitudes tomadas no passado:
A bitola das ferrovias (distância entre os dois trilhos) nos Estados Unidos é de 4 pés e 8,5 polegadas.
Por que esse número foi utilizado?
Porque era esta a bitola das ferrovias inglesas e, como as americanas foram construídas pelos ingleses, esta foi a medida adotada.
Por que os ingleses usavam essa medida?
Porque as empresas inglesas que construíam os vagões eram as mesmas que, antes das ferrovias, construíam as carroças e utilizavam as mesmas ferramentas.
Por que utilizar essas medidas (4 pés e 8,5 polegadas) para as carroças?
Porque a distância entre as rodas das carroças deveria servir para as estradas antigas da Europa, que tinham essas medidas.
E por que tinham essas medidas?
Porque as estradas foram abertas pelo antigo Império Romano, quando de suas conquistas, e tinham as medidas baseadas nas antigas bigas romanas.
E por que as medidas das bigas foram definidas assim?
Porque foram feitas para acomodar dois traseiros de cavalos!
Finalmente...
O ônibus espacial americano utiliza dois tanques de combustível sólido SRB (Solid Rocket Booster) que são fabricados pela AtK Thiokol, no Estado americano de Minnesota.
Os engenheiros que os projetaram queriam fazê-lo mais largo, porém tinham a limitação dos túneis das ferrovias por onde eles seriam transportados, os quais tinham suas medidas baseadas na bitola da linha.
Conclusão: O exemplo mais avançado da engenharia mundial em design e tecnologia acaba sendo afetado pelo tamanho da bunda dos cavalos da Roma antiga.





Washington at Dorchester Heights, 1806
Esta pintura de George Washington não é tão amplamente conhecida e celebrada como outros quadros do herói norte-americano que foram pintados por Gilbert Stuart (1755-1828).
Algo a ver com a presença da bunda de um cavalo? Ou, de um modo subliminar, com o que a presença dela pode significar?

horse's ass: uma pessoa estúpida ou incompetente

14 outubro, 2018

Arte picotada

A mulher que adquiriu "Menina com Balão" por um milhão de libras esterlinas (cerca de cinco milhões de reais), em uma casa de leilão em Londres, decidiu ficar com o quadro mesmo após ter sido este parcialmente destruído. O criador da obra, Banksy, havia instalado um picotador de papel no interior da moldura. E, assim que o martelo foi batido no leilão, o quadro começou a deslizar pela moldura, tendo sido cortado em tiras para a surpresa de todos.
A adquirente vai deixá-lo do jeito que ficou. Para especialistas em arte, a "pegadinha" paradoxalmente ajudou a valorizar o quadro que agora é cotado pelo dobro do preço que alcançou no leilão.
https://twitter.com/i/moments/1051085500042366976

Bansky é um artista de rua britânico. Num graffiti que desenhou no campo de refugiados de Calais, França, ele retratou Steve Jobs, com um saco às costas e um computador Macintosh na mão. A imagem era para lembrar que, se tivessem fechado as fronteiras ao pai de Steve Jobs, um imigrante sírio, a Apple provavelmente nunca teria existido.

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05 dezembro, 2015

Voar, voar, voar... de graça

Débora Schach, Blue Bus
O bilionário chinês Liu Yiqian pode ter feito a compra de maior valor já realizada com um cartão da American Express até hoje. Em um leilão na Christie’s, no início do mês de novembro, Liu arrematou o quadro "Nu Deitado", de Modigliani, por 170.400.000 dólares.
Liu tem o cartão negro da AmEx, oferecido apenas para clientes de altíssimo poder aquisitivo. Além de não ter um limite oficial, esse tipo de cartão acumula pontos, como qualquer outro cartão pertencente aos reles mortais.
Agora faça as contas. Se o sistema do AmEx dos megarricos for o mesmo que ela usa para proprietários dos cartões Platinum e Centurion, nos EUA, de 1 ponto por dólar, Yiqian terá acumulado 170.400.000 pontos apenas na compra do quadro. Com essa quantidade de pontos, ele e sua família podem viajar de graça, para qualquer lugar do mundo, pelo resto de suas vidas.
Em entrevista ao NY Times, Liu e sua esposa disseram que é exatamente isso que pretendem fazer com os pontos do cartão – viajar pelo mundo. Logo eles, que com tanto dinheiro na conta, jamais precisariam de milhas… Mas ninguém disse que a vida é justa, afinal.
N. do E.
Não se esqueça dos pontos que Liu acumula em suas compras diárias. Bilionários chineses também vão ao Starbucks.

20 novembro, 2015

Um quadro de Rembrandt ao vivo

Na Holanda, os administradores do Rijksmuseum tiveram esta ideia:
Por que não trazer o museu até o povo?
Escolheram um dos quadros de Rembrandt, De Nachtwacht (de 1642), e montaram uma encenação com os personagens do quadro em uma galeria comercial.
Veja como foi a representação:


(Vídeo indicado pelo colega Nilo Mendonça)

Fundo musical: Ode à Alegria, da Nona Sinfonia de Beethoven

27 janeiro, 2013

Quadro e quadribol


The Son of Man, 1926
Este é provavelmente um dos quadros mais famosos do pintor surrealista Rene Magritte.
Ele definiu-o desta forma:

"Tudo o que vemos esconde outra coisa, e nós queremos sempre ver o que está escondido pelo que vemos."

O que está escondido pelo que vemos?
Resposta: O FILHO DO BRUXO

15 dezembro, 2010

O Nascimento de Vênus

Mostrado na capa deste slideshow, é a obra mais famosa de Sandro Botticelli (1445-1510), pintor italiano da Escola Florentina do Renascimento.
Como é próprio de um ícone, o quadro de Botticelli já inspirou outros artistas a criarem suas versões e paródias.
Aqui fizemos uma seleção desses trabalhos pela internet.

20 agosto, 2009

A Liberdade guia...

O POVO, no famoso quadro(*) do pintor francês Eugène Delacroix.

( *) reproduzido na capa do recém-lançado romance MAQUIS
do médico cearense Marcelo Gurgel

OS LEGUMES, na recriação bem humorada da chinesa Ju Duoqi.

22 junho, 2007

Embarcou: tem de remar

Sobre o quadro Poeta, de Leon Girardet:


É uma cena romântica: um rio (ou será um lago?), um barco, um poeta e três raparigas em flor. O poeta faz um recital dos últimos poemas que escreveu. Cada uma das moças deve se imaginar a própria musa inspiradora de um, vários, muitos desses poemas... Até de todos, se uma delas for bisavó da Luana Piovani.
A propósito, não é uma cena contemporânea. O figurino das pessoas mostra que não pertencem ao nosso tempo. O bardo mantém uma distância respeitosa das três raparigas, que se acotovelam num dos cantos da embarcação. A qual, por sua vez, está quase encalhada no capim aquático.
Mas... há remos no barco à espera de braços dispostos. Não se faça de rogado, meu poeta. Está a terminar a leitura do livro em suas mãos, agora é empunhar os remos. E levar o barco, as moças, a si próprio para novas paisagens. Onde o enlevo, o encanto, o arrebatamento, tudo é feito sem palavras.
Sim, faça isto. Para não ser depois recomendado à Sociedade dos Poetas Mortos nas Calças.