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30 julho, 2025

Estátuas equestres

A posição das patas do cavalo numa estátua equestre indicaria a forma como o cavaleiro morreu? 
Como, por exemplo:
  • Se o cavalo tiver as duas patas dianteiras no ar, a pessoa morreu em combate.
  • Se o cavalo tiver uma das patas dianteiras no ar, a pessoa morreu por causa das feridas recebidas em combate.
  • Se o cavalo tiver as quatro patas no chão, a pessoa morreu de causas naturais.
Em seu artigo O mito das estátuas equestres, a blogueira Cristina Pacino, de Blogueiros de Língua Portuguesa em Madrid, refuta essas ideias. Acrescentando que se trata tudo de uma lenda urbana.
Mostr exemplos:
Carlos III, na Puerta del Sol, em Madrid
Cavaleiro com postura altiva e cavalo com uma pata levantada: Carlos morreu por causa de uma ferida em combate?
Não. O monarca mais tranquilo da dinastia dos Bourbons faleceu em 1788, aos 72 anos. De pneumonia, possivelmente.
Simon Bolivar, no Parque del Oeste, em Madrid
El Libertador, que era venezuelano, faleceu em 1830 na Colômbia, tentando vir para a Europa. Seu cavalo tem uma pata no ar, então morreu de alguma ferida em combate? 
Não. Ele faleceu depois de meses e meses sofrendo e não querendo tomar os remédios que os médicos lhe ofereciam. De tuberculose pulmonar.
E de outros.




Sem a presença do cavalo
Na placa afixada no pedestal da estátua de Simon Bolivar, da que se encontra na praça principal de Santa Elena de Uiarén, na Venezuela, asseguro que li: 
Libertador da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Panamá e fundador da Bolívia. 
Não muda a causa mortis. (PGCS)


12 janeiro, 2019

Cavalaria também é cultura

Aqui está o mais puro exemplo de como temos, muitas vezes, de nos adaptar às atitudes tomadas no passado:
A bitola das ferrovias (distância entre os dois trilhos) nos Estados Unidos é de 4 pés e 8,5 polegadas.
Por que esse número foi utilizado?
Porque era esta a bitola das ferrovias inglesas e, como as americanas foram construídas pelos ingleses, esta foi a medida adotada.
Por que os ingleses usavam essa medida?
Porque as empresas inglesas que construíam os vagões eram as mesmas que, antes das ferrovias, construíam as carroças e utilizavam as mesmas ferramentas.
Por que utilizar essas medidas (4 pés e 8,5 polegadas) para as carroças?
Porque a distância entre as rodas das carroças deveria servir para as estradas antigas da Europa, que tinham essas medidas.
E por que tinham essas medidas?
Porque as estradas foram abertas pelo antigo Império Romano, quando de suas conquistas, e tinham as medidas baseadas nas antigas bigas romanas.
E por que as medidas das bigas foram definidas assim?
Porque foram feitas para acomodar dois traseiros de cavalos!
Finalmente...
O ônibus espacial americano utiliza dois tanques de combustível sólido SRB (Solid Rocket Booster) que são fabricados pela AtK Thiokol, no Estado americano de Minnesota.
Os engenheiros que os projetaram queriam fazê-lo mais largo, porém tinham a limitação dos túneis das ferrovias por onde eles seriam transportados, os quais tinham suas medidas baseadas na bitola da linha.
Conclusão: O exemplo mais avançado da engenharia mundial em design e tecnologia acaba sendo afetado pelo tamanho da bunda dos cavalos da Roma antiga.





Washington at Dorchester Heights, 1806
Esta pintura de George Washington não é tão amplamente conhecida e celebrada como outros quadros do herói norte-americano que foram pintados por Gilbert Stuart (1755-1828).
Algo a ver com a presença da bunda de um cavalo? Ou, de um modo subliminar, com o que a presença dela pode significar?

horse's ass: uma pessoa estúpida ou incompetente

13 setembro, 2015

Um cavalo cavalheiro

Existem cenas românticas no mundo animal. Como, por exemplo, a que é mostrada neste vídeo: um cavalo que, depois de ter ido buscar um punhado de feno para a namorada, desfruta com ela do repasto, no melhor estilo de A Dama e o Vagabundo.


19 novembro, 2010

Cavalo de Troia

A verdadeira história da Arca de Noé.
Nelson José Cunha
Consultei uma edição apócrifa do Velho Testamento e recolhi algumas revelações surpreendentes. O dilúvio era iminente quando Noé deu a ordem para o embarque. Um Cavalo de Troia deslizou rampa acima para constrangimento dos presentes. Exibia seu apetrecho masculino em riste pouco modesto quanto às dimensões ou rigidez intrínseca. Sua natureza celulósica não lhe permitia a flacidez comportada como a dos demais machos.
Havia, como se sabe, grande limitação de espaço e a Arca não poderia tolerar nascimentos durante a viagem. Uma das regras de bordo era, portanto, a castidade. A exposição pública da ferramenta do pecado não tardou a incendiar a libido das fêmeas embarcadas. Contra aquela acintosa impudicícia, o comandante Noé determinou a intervenção do Doutor Pica Pau que desmembrou, a bicadas, o gigantesco falo de ébano. A peça cavalar foi atirada em seguida ao casal de cupins que já se preparava para devorar o casco bíblico. Poucos sabem, mas a diversidade biológica atual deve muito ao caráter magnânimo do Cavalo de Troia que, com sacrifício pessoal, preservou a flutuabilidade da embarcação.
Durante os 377 dias do dilúvio, as fêmeas tiveram que se contentar com o nariz do Pinóquio. O filho emadeirado de Gepeto estava sempre rodeado por elas que cobravam mais e mais mentiras para se extasiarem com seus crescentes efeitos. Vem daí o valor erótico das mentiras contadas em rodas de amigos onde o verbo mais conjugado é o "jácumi".
O trajeto até o monte Ararat transcorreu sem sobressaltos até o desembarque. Quando se percebeu que o interior do Cavalo de Troia estava repleto de chineses em processo acelerado de reprodução. Todos iguaizinhos devido à consanguinidade. A superpopulação chinesa atual, suas faces estereotipadas, seus olhos apertadinhos pela escuridão do esconderijo e seu proverbial apreço pela ciência do contrabando estão sobejamente justificados pela epopeia diluviana.
A ausência de descendentes dos famosos Cavalos de Troia está debitada ao apetite feroz do casal de cupins e ao desprendimento do equestre de ébano. Restaram, entretanto, poucos exemplares de outros cavalos: os eletrônicos, como os Trojan Horses, e os de Balanço, por exemplo, que embora não tenham sido emasculados durante o dilúvio, demonstraram pouco interesse pelas fêmeas da espécie. Animais que estão sempre meneando a cabeça afirmativamente ao interesse dos cavaleiros em usá-los. Desconfio do seu fervor masculino porque adoram um selim bordado. Sem querer ofendê-los:
- Uns maricas, esses cavalos rendados!

Nota do Editor
A Arca de Noé, subdimensionada para a quantidade de bichos que tinha de salvar, fez milagres. Mas, quanto a  transportar o Cavalo de Troia e os cupins, continuo achando que exagerou. Trojan Horses e cupins só servem para nos criar problemas. Concordo, porém, com o autor do texto em sua conclusão sobre a preferência sexual do Cavalo de Balanço. Mas, Nelson, você esqueceu de citar o Cavalo de Carrossel. PGCS