Comigo me desavim,
Sou posto em todo perigo
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.
Eu muito admiro o poeta da praça
Que passa dois anos fazendo um soneto.
Depois de três meses termina um quarteto,
Com todo esse tempo, ainda fica sem graça.
Com tinta e papel, o esboço ele traça
Contando nos dedos pra metrificar.
Que noites de sono ele perde a estudar
A fim de mostrar tão minguado produto,
Pois desses eu faço dois, três num minuto
Cantando galope na beira do mar.
"A cada canto um grande conselheiroNasceu Gregório de Matos na então capital do Brasil, Salvador, BA, em 20 de dezembro de 1636, numa época de grande efervescência social, e faleceu no Recife, PE, em data imprecisa. É o patrono da cadeira n.º 16 da Academia Brasileira de Letras.
Que nos quer governar cabana e vinha.
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro."
"Fiquei numa situação terrível, aquilo já tinha sido votado, mas como é que eu ia escolher um poema? Se eu achava que não poderia escolher, muito menos os outros poderiam. Mas eu não poderia cometer a grosseria de recusar. Em discussões com o prefeito e o presidente da Câmara, disse-lhes que não podia escolher um poema, porque um engano em bronze é um engano eterno."Discutiu-se, o poeta se negou a escolher, e a placa ficou assim:
H. G. Wells, presidente Pen Club de Londres, desea con ansiedad noticias de su distinguido colega Federico García Lorca, y apreciará grandemente la cortesía de una respuesta,A resposta foi a seguinte:
Coronel gobernador de Granada a H. G. Wells.—Ignoro lugar hállase D. Federico García Lorca.—Firmado: Coronel Espinosa.O poeta García Lorca tinha sido preso e executado a mando das autoridades franquistas. Esta resposta confirmava sua morte.
Buscaban a García Lorca en una fosa común de Granada, pero lo encontraron vivo en todas las bibliotecas del mundo. pic.twitter.com/N6d3GEhECu
— Eco Republicano (@ecorepublicano) 14 outubro 2015
